Nunca passe na frente de um vilão - Parte 3 (fim)

Assim que terminei, me sentei na beira da cama e, enquanto me recuperava, comecei a me vestir. A Karina ainda estava viajando, mas já bem mais relaxada. Tomei uma porrada na cara, mas foi gostoso, ela tinha uma carinha de quem tava curtindo. Deixei ela sossegada lá no colchão, pelada, pra curtir a brisa dela e fui pra cozinha.

Quando passei pelo quartinho ao lado, não escutei muito do que tava rolando lá com o Manija e o cara. E, sinceramente, não tava nem um pouco a fim de abrir a porta e ver. Fosse o que fosse, que rolasse lá dentro. Segui pra cozinha pra ver o que a Rayito e a Vilma estavam fazendo. Tava com um pouco de medo de encontrar alguma merda, mas nada a ver.

A gorda tinha sentado do lado da Vilmita e as duas estavam desenhando. Tinham o mate e a chaleira na mesa e tinham aberto um pacote de biscoitinhos. A Vilma me cumprimentou e continuou desenhando junto com a Rayito. Olhei ao redor da cozinha e ninguém tinha mexido em nada. Sinceramente, a gorda tinha se comportado bem, pelo que eu vi, e não revirou nada procurando pó. A dose que eu tinha mandado nela antes e a foda do Manija deviam ter acalmado ela bastante.

Preparei um mate e comecei a bater um papo com elas, perguntando o que tinham feito. A Vilma disse que nada, tomaram mate, desenharam e conversaram. A Rayito falou que a menina era um amor, como sempre. Agradeci ela por ter cuidado da pequena por um tempinho. Perguntei se ela tinha tirado algo do cara da carteira e ela disse que sim. Um dinheiro trocado que ele tinha e vários cartões, ela ia ficar com eles. Falei que ok, que tava de boa, mas que usasse rápido antes que o cara conseguisse bloquear. Dei uns contos pra ela também, como tinha prometido, e, sinceramente, me sentia tão bem depois de ter comido a mina que a gorda me deu uma certa ternura por ter se comportado tão bem com a menina. Procurei um pacotinho pequeno do meu pó e dei pra ela, pra ela usar uns três ou quatro dias se quisesse. Ela agradeceu com um sorriso e eu mandei ela vazar, que eu já Tava com a mina.

A gorda deu um beijo na cabeça da Vilma e foi embora feliz. Por sorte, a mãe da Vilma, minha ex, veio buscar ela rápido. Só uns minutos depois que a gorda foi embora. Dei um abraço e um beijão na minha filha e deixei ela com a mãe na porta de casa, sem fazer ela entrar nem nada. Não queria que ela visse ou ouvisse nada do que tinha lá dentro. Trocamos umas besteiras por uns minutos e vi as duas irem embora, andando pelo corredor da favela. Isso não me preocupava, era muito difícil acontecer algo com elas. Todo mundo conhecia elas, sabiam quem era, e até os pretos mais foda do assentamento entendiam que eram intocáveis. Se acontecesse algo, ia foder feio comigo.

Entre nós, a gente se cuida. Com os de fora... eh, nem tanto.

Quando voltei a entrar depois de trancar a porta, tava tudo em silêncio. Sentei tranquilo pra fazer outro mate. Daí a pouco vi o Manija sair do quartinho. Continuava pelado, não ligava de mostrar a barriga peluda o tempo todo, mas pelo menos tava de calça. Veio todo suado até a geladeira e serviu um copão de refrigerante, que tomou rápido, terminando com um suspiro de prazer.

"Tudo bem?", perguntei.

"Sim, amigo, tudo bem. E você?"

"Também, tudo bem", sorri pra ele. A gente sorriu um pro outro.

O Manija tomou mais um pouco de refrigerante e disse: "Quer fazer a troca, negão?"

"Eh? O quê?"

"Sim, digo, você quer ir com o boy?", perguntou me olhando.

Eu ri: "Nah, sabe que não curto isso. Como é que ficou?"

"E... me parece que se perguntando um monte de coisa, viu...", ele riu baixinho.

Eu também não consegui evitar e ri junto. Se o playboyzinho besta acabasse virando viado por causa da pica do Manija, eu ia rir por anos.

"Bom... eh... passo com a mina então? Tá bom?", perguntou.

Olhei pra ele meio surpreso: "Filho da puta, acabou de transar agora... já quer de novo?"

O urso riu: "E viu como é... além disso, ela é muito gostosa. Uma vontade de... Vou comer ela..."
Eu concordei com a cabeça, mas quando vi ele indo pro quartinho onde tinha deixado a Karina, parei ele. Procurei numa gaveta da cozinha e dei uns preservativos que tinha.
"Você coloca dois, Mani."
"Ah, eu, que sacanagem, fala sério...", ele reclamou.
Eu dei uma bronca nele. Devia ser engraçado me ver dando bronca nesse cara que era uma cabeça mais alto que eu. "Não me enche o saco, amigo. Não quero que você passe nada pra ela", falei sério.
Ele riu: "Ué, cê se apaixonou? Tô morrendo de rir..."
"Não, nada a ver. Mas é que talvez eu coma ela de novo depois", falei a verdade.
O Manija riu de novo, mas pegou os preservativos da minha mão: "Bom... bom, porque é só pra você, amigo..."

Vi ele indo pro quarto com um sorriso no rosto, como se estivesse se lambendo de ansiedade pra comer a gostosa que ia pegar. Fechou a porta e tudo ficou em silêncio de novo. Voltei pro meu chimarrão, relaxando um pouco e olhando tudo que a Vilma tinha desenhado. Ela tinha feito várias folhas, todas com giz de cera, e comecei a ver bem qual eu gostava mais, pra colocar com um ímã na geladeira. Surpreender ela assim na próxima vez que a mãe deixasse ela comigo. Ver minha filhota sorrir era a melhor coisa do mundo pra mim.

Não demorou muito pra eu começar a ouvir a Karina gemer e reclamar. A Vilminha já tinha ido embora, então agora ela podia gritar à vontade. Do cara no outro quartinho, nem notícias. Também fiquei de olho nisso, caso ele resolvesse sair. Pra ver em que estado ele saía e com quais intenções. Pra ver se era tão macho sem a arma.

Ah... a arma, pensei. Tinha deixado ela no criado-mudo quando comi a mina. Fiquei pensando se entrava no quarto pra pegar ou esperava o Manija terminar. Mas quem sabia quanto tempo ele ia demorar? Com certeza ele também queria aproveitar bem a patricinha. Pensei também que ele não ia se importar se eu entrasse, pegasse aquilo e saísse. E a verdade é que eu me sentiria melhor com a arma por perto quando o cara do outro quarto saísse. Esperei um Esperei um tempinho até me decidir e fui pro quarto.

Quando abri a porta, vi os dois. Não sei por que me preocupei, eles estavam noutra. Karina continuava viajando, gemendo, gozando e gritando. Tava de lado e o Manija tava atrás, de conchinha, segurando ela firme com uma mãozona no pescoço enquanto com a outra levantava uma perna dela. Tava enchendo a bunda dela de pica, forte e fundo. Por sorte vi que ele tinha colocado pelo menos uma das duas camisinhas. Não curti muito ficar parado vendo o Manija pelado, e muito menos a pica dele, mas tinha que confirmar que ele tava com a camisinha. A verdade é que era meio impressionante ver aquela pica alargando a bunda da mina, e esse filho da puta se aproveitando que a garota tava noutro mundo, metendo sem dó. Até as bolas em cada empurrão, arrebentando bem o cu dela enquanto os dois gemiam de prazer.

Só caminhei ao redor da cama onde eles estavam, peguei o revólver e fui embora, fechando a porta de novo. Não sei se o Manija percebeu que eu tinha entrado, ou se percebeu e não ligou. A única coisa que ele fez foi continuar curtindo enquanto enchia bem o cu da Karina com aquele extintor.

Ouvi ele comendo ela por um bom tempo até que finalmente o ouvi gemer longo e gostoso. Depois de um tempo, ele saiu do quartinho, suado e satisfeito, pra pegar outro copo de refrigerante. Sentou na mesa comigo e ficamos conversando e tomando chimarrão, falando de como tínhamos comido aqueles dois e rindo pra caralho. A gente tinha se divertido. Falei pra ele colocar a camiseta de novo porque eu não aguentava mais ver a barriga dele, e ele fez com um sorrisinho. O tempo passou voando assim.

Umas duas horas depois, vi a mina saindo do quartinho. Pelada, com a roupa na mão. Olhou pra nós dois em silêncio. O efeito do coquetel já tinha passado, mas tinha certeza que ela tava se sentindo um lixo. Sem dizer nada, entrou no banheiro sem pedir licença, com certeza queria se lavar ou se limpar. Depois de um tempo, ela saiu. Vestida e veio pra onde a gente tava. A única coisa que ela falou, quase sem olhar pra gente, com a voz toda cagada e o olhar perdido, era que tava indo embora.

O Manija me olhou pra ver o que eu ia falar. Eu não falei nem pra ela ficar nem pra ir. Olhei pra ela, toda cagada do jeito que tava, toda despenteada e andando com a dificuldade de quem tinha sido muito comida e drogada. Só falei pra ela levar aquele puto do namorado. Ela concordou em silêncio, esperando que eu dissesse que não queria ver eles nunca mais. Mas eu não falei nada, só fiquei olhando ela enquanto tomava meu mate. Nunca falei pra ela não voltar. Queria deixar aquilo martelando na cabeça dela. Que quando ela voltasse mais ou menos ao normal e bem no fundo começasse a coçar o bichinho do vício que com certeza já tinha, que ela lembrasse que eu nunca tinha dito pra ela não voltar. Era assim que eu queria aquela filha da puta. Dependente e humilhada. Que voltasse sozinha se quisesse.

Ela foi em silêncio pro quartinho onde o cara tava e daí a pouco saíram os dois, se ajudando a andar um ao outro. Quase me caguei de rir. O cara tava com o olhar perdido, nem falava e andava com aquele passo difícil de quem tinha levado uma surra no cu. Já tava ficando tarde, então falei pro Manija acompanhar eles até a entrada da favela. Que garantisse que fossem embora de boa, que ninguém enchesse o saco deles. Sem falar mais nada pra aqueles dois bostas, destravei todas as fechaduras e deixei eles irem, tomando meu mate na porta e vendo como eles se arrastavam. Os vizinhos não iam falar nada. Já tavam acostumados a ver gente toda cagada saindo da minha casa. Mas ninguém falava nada porque eu não só não enchia o saco de ninguém, como era um cara de boa com meus vizinhos. Nunca uma treta com eles e ajudava quando dava.

O tempo passou e eu continuei com minha vida normal. Fazendo o que dava pra me virar, o de sempre. Mas uma tarde, tipo um mês depois disso, foi uma surpresa do caralho quando, do nada, uma tarde a Karina apareceu na minha porta.

Abri a porta e ri sozinho. Não deixei ela entrar, fiquei Fiquei olhando ela ali. Exatamente como eu esperava, ela tava bem acabada. Continuava linda do mesmo jeito, mesma gostosa, mas aquela atitude de valentona que ela tinha tido na primeira vez já tinha ido embora. Agora tava com todos os tiques e nervosismo dos viciados que eu conhecia tão bem. Ela me perguntou na lata se eu deixava ela entrar, que queria que eu desse nela de novo, que não aguentava mais. Perguntei se ela tinha grana e ela disse que não, me olhando nos olhos sem falar o óbvio.

Como a Vilmita não tava em casa naquela tarde, deixei ela entrar. Batemos um papo um tempo, sobre tudo que tinha rolado naquela vez. Ela pediu desculpas um monte de vezes, e claro que aceitei. Perguntei como tava o namorado dela, e ela disse que não via ele mais. Dei algo pra ela beber e, conversando, chegamos num acordo — primeiro a gente trepava, depois eu aplicava a picada. Os olhinhos dela brilharam na hora e ela me sorriu. Eu não sabia se ela já tava viciada na droga que eu tinha mandado naquela vez, ou na pica de vilão que eu também mandei. De qualquer forma, a gente se divertiu pra caralho os dois naquela tarde. Nós dois demos o que a gente queria e eu, tenho que admitir, tava encantado de poder meter de novo naquela mina gostosa. Agora que eu tinha ela praticamente comendo na minha mão.

No fim da tarde, depois que passou a viagem gostosa que eu mandei pra ela, depois de ter trepado pra caralho, quando a gente ficou mais à vontade, ela confessou. Droga ou pica de vilão? Não. Não era assim. Ela já tava morrendo de vontade das duas. Me deu uma certa pena e eu falei pra ela ficar aquela noite, que a Vilmita só ia voltar no dia seguinte. Além disso, já era meio tarde, melhor ela ficar por ali. A gente comia alguma coisa em casa, se ela quisesse. Claro que ela aceitou.

Mandei pica nela de novo e no fim a gente dormiu bem tarde. No outro dia de manhã ela foi embora, bem acabada. Que era o que ela queria e o que o corpo dela tava pedindo aos berros. Por sorte era sábado e ela não precisava ir trabalhar. A mina tinha ficado pronta pra se esvaziar toda. Estômago no vaso e depois dormir por dois dias, sem chance de trabalhar.

Eu já sabia como isso ia ser. Já tinha experiência de ter visto mil vezes com meus outros clientes. Claro que ela voltou depois disso. Mas voltou tipo umas duas semanas depois. E depois umas dez dias. E, claro, depois uma semana. Até que virou algo bem comum ter ela em casa pra eu detonar ela, em todos os sentidos, umas duas vezes por semana. É assim que funciona. É uma merda, eu sei, mas é por isso que eu não uso nada do que vendo. Claro que também tinha um problema financeiro no meio. Eu não podia continuar dando pó de graça pra Karina, transasse com ela ou não. Mais cedo ou mais tarde ia foder meus números e ia piorar quanto mais ela viesse. Então às vezes eu tinha que ser firme e falar que ela tinha que me pagar. Com grana, não com sexo.

Ela ficava puta. Se alterava feio quando eu era inflexível com isso. Me xingava. Fazia um escândalo, tudo isso. Mas não me afetava. De vez em quando eu tinha que cobrar grana dela e ponto final. Ela saía resmungando e xingando, mas era certeza que no dia seguinte voltava com grana. E tudo voltava ao normal, até eu decidir cobrar de novo. Não vou negar que às vezes me incomodava ter que fazer isso, porque a mina me encantava e eu adorava comer ela. Mas negócios são negócios.

Adorava foder ela gostoso, forte e sem parar. Encher bem aquela buceta de patricinha de pau e de porra, ouvir ela gritar, gemer e gozar, pedindo mais e mais. Ou às vezes, só pra variar depois de ter deixado um belo gozada na buceta ou no cu, talvez a segunda gozada deixar naquela carinha linda que ela tinha. Aquela cara de patricinha malvada era linda quando minha porra quente pintava ela toda, e ela gostava também.
Nunca passe na frente de um vilão - Parte 3 (fim)


garotaKarina não tinha problema em fazer qualquer coisa. Até as coisas mais nojentas que eu pensava em mandar ela fazer. Só pra foder com a cabeça dela e ver até onde a viciada ia, comecei a ser criativo e mandar ela fazer cada vez mais coisas. Se eu quisesse gozar em qualquer lugar, ela adorava. Se eu mandasse ela chupar meus dedos do pé e deixar bem limpinho, ela fazia. Se depois de comer ela eu quisesse mijar, ajoelhava ela e mijava na cara toda, ela sorria e abria a boca. E se depois de cagar eu quisesse que ela me limpasse, ela fazia com gosto. Tudo pra depois eu picar ela e ela esquecer do mundo por um tempo.vadia gostosaQue puta gostosa que ela era. Uma filha da puta. Malvada, sim, com certeza… mas que viciada gostosa eu tinha arrumado.

Claro que com o tempo, inevitavelmente, me veio a ideia de alugar ela. Nos últimos meses, Karina vinha tão seguido e passava tantas tardes… ou mais… em casa que, invariavelmente, algum outro cliente meu aparecia pra comprar, eu fazia entrar e eles viam ela. Andando quase pelada pela casa, vendo TV como se morasse ali, toda cheia de confiança. Os caras viam aquela patricinha gostosa e ficavam loucos, não precisava ser gênio pra perceber a fome com que os negões olhavam ela.

Uma tarde eu fui direto: falei que queria que ela começasse a atender outros caras e eu cobrava. Reclamou, claro. Ainda tinha um pedaço dela que se achava uma mina decente e não uma puta drogada e sem vergonha. Mas deixei bem claro. Já tinham mandado ela embora do trampo fazia tempo, e com a merreca que os pais davam ou o que ela catava de algum canto, não dava pra cobrir os custos da farinha que ela enfiava. E ainda por cima, continuava sendo uma vadiazinha de merda às vezes. Umas duas vezes peguei ela tentando roubar dinheiro ou pó. Peguei pelos cabelos e dei uma surra foda, pra aprender, e mandei ela quase no chute pra casa. No dia seguinte, voltava toda arrependida pedindo desculpa, e eu sempre perdoava.

Mas a verdade era o que eu falei. Ela tava me causando um rombo nos números e, se quisesse continuar mantendo o vício, era isso ou ela tinha que começar a me dar grana de outro jeito. Não teve outra ideia, e eu também não. Então, quando vinha algum cliente de confiança, que eu já sacava que queria pegar ela pelo jeito que olhava, eu falava na cara que por tanta grana ele podia levar ela pro quartinho.

Todos os negões topavam. Quando eu oferecia pegar aquela gostosa, eles queimavam a grana e me davam.

Com isso, por sorte, consegui endireitar muito minhas contas. Finanças e tampar o buraco que essa puta tava me causando. No começo ela reclamou, dava pra ver que não gostou muito, mas passava na hora depois de dar um belo teco. Com o tempo, parou de reclamar e entendeu que era o que tinha que fazer. A burra me perguntou uma tarde, com um olhar triste, se eu já não gostava mais dela. Coitadinha, achava que em algum momento eu tive amor por ela. Sentei ela devagar no sofá e conversamos, deixando as coisas bem claras e qual era o papel de cada um. Choramingou um pouco, entendeu, e não tivemos mais problemas.

Já era minha puta, minha propriedade, e eu ia usar ela pra fazer grana. Ponto. Não tava brigado nem nada. Na real, quando ela vinha pra casa, a gente se divertia. Normal. A gente continuava trepando e ela continuava se picando, mas eu já comecei a usar camisinha por precaução. Não era que tinha uma fila de caras na porta de casa esperando pra comer ela, nada disso, mas uma vez que entre meus clientes espalhou que eu oferecia isso também... uma ou duas vezes por semana, Karina deixava algum comer ela no quartinho, se a Vilmita não tivesse em casa, enquanto eu contava a grana sossegado na cozinha com meu chimarrão.

Um par de vezes até aluguei ela pra um aniversário ou alguma reunião que algum dos caras da vila queria fazer. Karina já não ligava pra nada. Ia obediente e eu arrecadava pra caramba com isso, porque cobrava de cada um. Quem se fodia, literalmente, era ela. Mas, tenho que ser honesto, não era tão ruim assim. Conhecendo o quanto essa filha da puta era destruída, tinha certeza que ela curtia um pouco. E digo um pouco pra não dizer bastante. Nunca vi ela muito traumatizada por ser passada por vários negões de uma vez. Na real, um par de vezes quando ela voltava pra minha casa pra tomar banho depois de entreter a galera, eu via ela entrar no banheiro com gozo até debaixo das unhas, praticamente, e daí a pouco saía toda limpinha pra comer algo, de boa. humor como se nada tivesse acontecido aqui.
Que puta divina. E olha, me fez ganhar uma grana boa, porque os caras da favela ficavam completamente idiotas pra comer uma patricinha gostosa assim. E não culpo eles, porque comigo foi a mesma coisa quando conheci ela.
vila


drogasMas tudo que é bom uma hora tem que acabar.

Uma manhã, precisei levar a Vilmita pra Capital pra fazer uns exames médicos. Nada muito grave, mas a coitadinha sempre teve um pouco de anemia desde sempre, e a gente, junto com a mãe, ficava em cima direto pra monitorar. Naquele dia, fui eu que levei ela. Fiz com gosto. Claro que ia estar lá pra cuidar do que minha filha precisasse. Chamei o Manija e mandei ele ir pra casa e ficar de plantão até eu voltar. Não gostava de sair e deixar a casa sozinha, com toda a grana e a merca que eu tinha guardada lá. O Manija sempre vinha, de boa, e ficava tomando conta do rancho. Se alguém quisesse entrar pra roubar e trombar com o Manija, bom... tenho pena. Nunca acontecia nada, mas eu era cuidadoso com isso.

Os exames da Vilma estavam se estendendo demais, de um consultório pra outro, e já tinha ficado um pouco tarde. Paramos no meio-dia pra comer alguma coisa num restaurantezinho com a menina, esperando a próxima consulta, quando chegou uma mensagem do Manija. Na real, uma foto e uma mensagem.
Traficante

Kkkkkk eu monchi olha quem veio me fazer companhiaaaaaa kkkkkkEu fiquei sério, olhando pra tela e me certificando de que a Vilmita não visse nada no meu celular. A vaca da Karina com certeza caiu em casa, como sempre, e o mais otário do Manija deixou ela entrar, mesmo eu tendo dado ordens expressas pra não deixar ninguém entrar, nem que fosse Deus.

E claro que o otário se empolgou e meteu nela. E claro que tava fazendo sem camisinha.

Fez um clique silencioso na minha cabeça. Já era, pensei. Já foi. Nem com vinte camisinhas vou encostar um fio de cabelo na Karina de novo. Já sabia bem que ela tinha pegado o que quer que o Manija tivesse deixado com a porra dele, bem dentro da buceta. Não tinha mais volta. A verdade é que fiquei mal, ali em silêncio enquanto comia o almoço. Fiquei meio puto.

Não com o Manija, coitado. Nada a ver. Ele é um amigo de infância, desde pequenos. E ainda, coitado do meu amigo, sei que muitos anos por aí ele não tem. Mas sim com a piranha viciada da Karina. Mil vezes já tinha falado das merdas que o Manija carregava, mas parece que não entrou na cabeça dela. Bom, agora com certeza entrou na buceta dela.

Eu sei bem tudo que rola sempre na vila, porque se sabe. Se sabe na hora. Sim, quando comecei a alugar essa piranha pros outros, eu ainda pegava ela de vez em quando, mas sempre com camisinha. Era um risco calculado. Não gostava nem um pouco, mas às vezes o tesão falava mais alto e eu continuava comendo ela. Era um risco que eu aceitava. Mas depois de passar assim pela pica do Manija, a seco e sem camisinha… aí já não dava pra falar de risco. Aí já era um fato. Uma verdade inevitável. E se desse o milagre, o puto milagre de os planetas se alinharem e a Karina não pegar nada depois daquela gozada… tinha certeza que não ia ser o único que o Manija ia deixar nela. Sozinha na minha casa com essa gostosa? Por horas? Não, eu conhecia ele muito bem. Sabia que aquele era o primeiro de vários. Fiquei meio com pena da mina, mas que se foda, pensei. Também não sou o pai, nem o marido, nem o namorado, nem nada. Não tava ali pra cuidar dela.

Quando voltei pra casa depois de deixar a Vilminha com a mãe, encontrei os dois bem de boa vendo TV juntinhos no sofá e comendo uns biscoitinhos. Me fiz de otário e agi normal, como se nada tivesse acontecido. Karina me pediu pra dar a agulha nela. Levei ela pro quarto e, sem falar muito, apliquei a dose, deixando ela deitada na cama pra curtir na paz.

Pensei em sentar com o Manija e falar alguma coisa, mas… o que eu ia dizer? Que ele fez merda? Só não ter usado camisinha? Se eu já sabia que ele era um baita de um otário e sempre foi. Por alguma razão ele tem tudo que tem. Não tava a fim de discutir nem de dar sermão no meu amigo. Já era. Tinha certeza que o tempo e a vida, uma hora ou outra, iam cruzar outra puta igual a essa no meu caminho. E olha, a verdade é que já não me dava tanta tesão comer ela. Desde que comecei a alugar ela, isso me broxou pra caralho, e além de uma trepada ou uma punheta de vez em quando pra aliviar a vontade, nem de longe era o que costumava ser. Nem eu sentia o mesmo tesão mais.

Então ia continuar fazendo o de sempre, trampando e vendendo, cuidando da minha filha e dando tudo que pudesse pra ela. Tudo isso com a Karina já tinha acabado. Acabou naquela foto que o Manija me mandou, e agradeço a Deus que ele teve a brilhante ideia de me mandar. Imagina se não mandasse e eu nem ficasse sabendo. Prefiro nem pensar.

Quanto à Karina, passaram uns meses mais ou menos normais, como sempre, mas eu já não encostava um dedo nela. No começo ela reclamava que eu não dava atenção sexual, mas eu não falava o motivo. E também não me parecia que, além da reclamação, a mina se importava muito em ter ou não ter meu pau. Graças à nova atividade dela, ela tinha todo o pau de quebrada que quisesse, quanto mais, melhor pra mim, e acho que isso já deixava ela bem satisfeita. Me tinha pra encher ela de merda e todos os outros vagabundos pra encher ela de porra. Servia pra ela. E pra mim também, pra ser sincero.
Com o tempo, no ano seguinte, um dia ela veio buscar a dose. Como sempre, igual a qualquer outra vez. Batemos papo, tomamos chimarrão, eu apliquei nela e, depois de um tempo, quando ela já tinha voltado a si, me cumprimentou e voltou pra casa. E nunca mais voltou. Do dia pra noite, sumiu pra sempre.
Pra mim, já era um final esperado, mas também não me estressei muito. Sabia que uma hora ou outra, por algum motivo, isso ia acabar acontecendo. O que foi feito dela, não sei, mas pelo estado de caco que ela tava na última vez que vi, dá pra imaginar.
Eu segui com minha vida normal, de sempre. Não ia chorar por uma puta daquelas. Não valia a pena. E tinha certeza que mais cedo ou mais tarde ia cruzar com outra igual.

2 comentários - Nunca passe na frente de um vilão - Parte 3 (fim)

Excelente trilogía , pintando una relidad que muchis sabemos que es así!
Muchas gracias, me alegro que te haya gustado!