Nunca Subestime um Favelado - Parte 3 (Final)

Assim que terminei, sentei na beirada da cama e enquanto me recuperava comecei a me vestir. A Karina ainda estava viajando, mas já bem mais relaxada. Tinha dado uma surra de pau nela, mas foi gostoso, ela tinha uma carinha que tava curtindo pra caralho. Deixei ela quieta ali no colchão, pelada, pra curtir a brisa dela e fui pra cozinha.

Passando pelo quartinho ao lado, não ouvi direito o que tava rolando lá dentro com o Manija e o cara. E pra falar a verdade, tava com zero vontade de abrir a porta e ver. Seja o que fosse, que ficasse lá dentro. Segui pra cozinha ver o que o Rayito e a Vilma estavam fazendo. Tava com um pouco de medo de encontrar alguma merda feia, mas nada a ver.

A gorda tinha sentado do lado da Vilmita e as duas estavam desenhando. Tinham o mate e a chaleira ali na mesa e tinham aberto um pacote de biscoitinhos. A Vilma me cumprimentou e continuou desenhando junto com o Rayito. Olhei em volta da cozinha e ninguém tinha mexido em nada. Pra falar a verdade, a gorda tinha se comportado bem, pelo que pude ver, e não tinha revirado nada procurando pó. A dose que eu tinha mandado antes e a trepada com o Manija deviam ter acalmado ela bastante.

Cebei um mate e fiquei batendo papo com elas, perguntando o que tinham feito. A Vilma disse que nada, tomaram mate, desenharam e conversaram. O Rayito disse que a menina era um amor, como sempre. Eu agradeci por ele ter cuidado dela naquele tempinho. Perguntei se ele tinha tirado algo da carteira do cara e ele disse que sim. Um pouco de grana solta que ele tinha e vários cartões, ele ia ficar com eles. Eu disse que ok, que estava bem, mas que usasse rápido antes que o cara pudesse bloquear. Dei uns trocados também, como tinha prometido, e pra falar a verdade, eu tava me sentindo tão bem depois de ter comido a mina que a gorda me deu até uma certa ternura, de tão bem que ela tinha se comportado com a menina. Revirei um pacotinho pequeno do meu pó e dei pra ela de presente, pra durar uns três ou quatro dias se ela quisesse. Ela agradeceu com um sorriso e eu disse pra ela ir embora, que eu já tava com a menina.

A gordinha deu um beijinho na cabeça da Vilma e foi embora feliz. Por sorte a mãe da Vilma, minha ex, veio buscar rápido. Só alguns minutos depois que a gordinha saiu. Dei um abraço e um beijão na minha filha e entreguei ela pra mãe na porta da minha casa, sem deixar entrar nem nada. Não queria que ela visse ou ouvisse nada do que tinha dentro. Conversamos besteira por uns minutos e vi elas irem embora, andando pelo corredor da favela. Isso não me preocupava, era muito difícil acontecer alguma coisa com elas. Todo mundo conhecia elas, sabiam quem eram e até os manos mais fodidos do assentamento entendiam que eram intocáveis. Se acontecesse algo com elas, iam se foder muito feio comigo.

Entre a gente a gente se cuida. Com os de fora... eh, nem tanto.

Quando voltei pra dentro depois de trancar a porta, estava tudo em silêncio. Sentei tranquilo pra fazer outro mate. Logo vi o Manija saindo do quartinho. Continuava pelado, não ligava de mostrar a busarda peluda o tempo todo, mas pelo menos estava de calça. Veio todo suado até a geladeira e se serviu um copão de refri que tomou rápido, terminando com uma exalação de prazer.
"Tudo bem?", perguntei.
"Sim, mano, tudo bem. E você?"
"Também, tudo bem", sorri pra ele. Nós dois sorrimos.
O Manija tomou mais um pouco de refri e me disse, "Quer fazer a troca, negão?"
"Eh? O quê?"
"É, digo, você quer ir com o cara?", me perguntou olhando.
Eu ri, "Nah, você sabe que não curto essas paradas. Como ficou?"
"Bom... acho que tá se questionando um monte de coisa, véi...", deu uma risada baixa.

Eu também não consegui evitar e ri com ele. Se o playboy otário acabasse virando puto por causa do pau do Manija, eu ia rir por anos.
"Bom... eh... passo com a mina então? Tá bom?", me perguntou.
Olhei meio surpreso, "Filho da puta, acabou de foder agora... já de novo?"
O urso riu, "É assim que é, véi... além do mais ela tá gostosa pra caralho. Uma vontade de Enfia nela..."
Eu concordei com a cabeça, mas quando vi ele indo em direção ao quartinho onde tinha deixado Karina, segurei ele. Procurei numa gaveta da cozinha e dei uns preservativos que tinha guardado.
"Põe duas camisinhas, Mani."
"Ah, que chato, qual é...", ele reclamou.
Eu dei uma bronca nele. Deve ter sido engraçado me ver dando sermão num cara que era maior que eu. "Não enche, mano. Não quero que você passe nada pra ela.", falei sério.
Ele riu. "Ué, cê se apaixonou? Tô rindo à toa..."
"Nada a ver. Mas quem sabe depois eu como ela de novo.", falei a verdade.
O Manija riu de novo, mas pegou as camisinhas da minha mão. "Tá bom... tá bom, mas só porque é você, parceiro..."

Vi ele indo pro quarto com um sorriso no rosto, tipo se lambendo de antecipação pela gostosa que ia foder. Fechou a porta e tudo ficou quieto de novo. Voltei pro meu chimarrão, relaxando um pouco e olhando tudo que a Vilma tinha desenhado. Ela tinha feito um monte de folhas, todas com giz de cera, e fiquei vendo direitinho pra escolher qual eu mais gostava, pra colar com um ímã na geladeira. Surpreender ela assim da próxima vez que a mãe deixasse comigo. Ver minha filhinha sorrir era a melhor coisa do mundo pra mim.

Não demorou muito e comecei a escutar a Karina gemendo e reclamando. A Vilmita já tinha ido embora, então agora ela podia gritar à vontade. Do maluco no outro quartinho, nem sinal. Também tava de olho nisso, caso ele resolvesse sair. Pra ver em que estado ele ia aparecer e com que intenções. Pra ver se ele era tão bonitão sem a arma.

Pô... a arma, pensei. Tinha deixado na mesinha de cabeceira quando comi a mina. Fiquei um tempinho pensando se entrava no quarto pra pegar ou esperava o Manija terminar. Mas como ia saber quanto tempo ele ia levar? Com certeza ele também queria curtir bastante a patricinha. Pensei também que ele não ia se importar se eu entrasse, pegasse a arma e saísse. E, pra ser sincero, me sentiria melhor se tivesse a arma comigo quando o cara do outro quarto saísse. Esperei um Esperei um pouquinho até me decidir e fui para o quarto.

Quando abri a porta, vi eles. Não sei pra que me preocupei, estavam em outro mundo. A Karina continuava na viagem, gemendo, gozando e gritando. Ela estava de lado e o Manija estava atrás, colherando ela, segurando firme com uma mãozona no pescoço enquanto com a outra tinha uma perna dela levantada. Ele estava enchendo a bunda dela de rola, duro e fundo. Por sorte vi que ele tinha colocado pelo menos uma das duas camisinhas. Não me deu muita graça ficar parado vendo o Manija peladão, e muito menos a rola dele, mas eu tinha que me certificar que ele tinha a camisinha posta. A verdade é que era meio impressionante ver como aquela rola estava alargando a bunda da mina, e esse filho da puta aproveitando que a gatinha estava em outro planeta, estava metendo pra valer. Até os ovos com cada empurrão, rachando bem o cu enquanto os dois gemiam de prazer.

Só andei em volta da cama onde estavam, peguei o revólver e fui embora, fechando a porta de novo. Não sei se o Manija percebeu que eu tinha entrado, ou se percebeu e não ligou. A única coisa que ele fez foi continuar curtindo como enchia bem o cu da Karina com aquele extintor de incêndio.

Ouvi ele comendo ela um bom tempo até que finalmente ouvi ele gemer longo e profundo. Depois de um tempo ele saiu do quartinho, suado e satisfeito, pra peber outro copo de refri. Sentou na mesa comigo e ficamos conversando e tomando mate, falando sobre como tínhamos comido essas duas e rindo pra caralho. Tínhamos nos divertido. Falei pra ele vestir a camiseta de novo porque já não aguentava mais ver a barriga dele e ele fez com um sorrisinho. O tempo passou assim.

Umas duas horas depois vi a mina emergir do quartinho. Pelada, com a roupa na mão. Olhou pra nós dois em silêncio. Já tinha passado o efeito do coquetel, mas eu tinha certeza que ela estava se sentindo uma merda. Sem dizer nada entrou no banheiro sem pedir permissão, com certeza queria se lavar ou limpar. Depois de um tempo saiu. vestida e veio até onde estávamos. A única coisa que ela disse, quase sem olhar pra gente, com a voz toda fodida e o olhar perdido, foi que ia embora.

O Manija me olhou pra ver o que eu ia dizer. Eu não disse nem pra ela ficar nem pra ir embora. Olhei pra ela, toda fodida como tava, toda desgrenhada e andando com a dificuldade de quem tinha sido comido até não poder mais e dopado. Só disse pra ela levar aquele arrombado do namorado. Ela assentiu em silêncio, esperando que eu dissesse que não queria ver mais nenhum dos dois. Mas eu não disse nada, só fiquei olhando enquanto tomava meu mate. Nunca disse pra ela não voltar. Queria deixar aquilo coçando na cabeça dela. Que quando ela mais ou menos voltasse a si e bem no fundo coçasse o bichinho da dependência que ela com certeza já tinha, que se lembrasse que eu nunca tinha dito pra não voltar. Era assim que eu queria aquela filha da puta. Dependente e humilhada. Que voltasse sozinha se quisesse.

Ela foi em silêncio pro quartinho onde o cara tava e depois de um tempo saíram os dois, se ajudando a caminhar um o outro. Quase me caguei de rir. O cara tinha o olhar perdido, nem falava e andava com aquele passo difícil e evidente de alguém que teve o cu bem arrombado. Já tava ficando tarde, então falei pro Manija acompanhar eles até a beirada da favela. Que se certificasse que fossem embora direitinho, que ninguém encher o saco deles. Sem dizer mais nada pra aqueles dois otários, destravei todas as trancas e deixei eles irem, tomando meu mate na porta e vendo como eles se arrastavam. Os vizinhos não iam falar nada. Já estavam acostumados a ver gente toda fodida saindo da minha casa. Mas ninguém falava nada porque eu não só não enchia o saco de ninguém como era bonzinho com meus vizinhos. Nunca uma confusão com eles e ajudava quando podia.

O tempo passou e eu segui minha vida normal. Fazendo o que podia pra me virar, o de sempre. Mas uma tarde, mais ou menos um mês depois disso, grande foi minha surpresa quando do nada uma tarde a Karina apareceu na minha porta.

Abri a porta e ri sozinho. Não deixei ela entrar, me la Fiquei olhando ali. Exatamente como eu esperava, ela estava bem acabada. Continuava igual de linda, igual de gostosa, mas aquela atitude de durona que ela tinha na primeira vez já tinha sumido. Agora estava com todos os tiques e nervosismo dos viciados que eu conhecia tão bem. Ela me perguntou direto se eu a deixava entrar, que queria que eu desse de novo, que não aguentava mais. Perguntei se ela tinha grana e ela disse que não, me olhando nos olhos sem falar o óbvio.

Como a Vilmita não estava em casa naquela tarde, deixei ela entrar. Conversamos um bocado, sobre tudo que tinha acontecido naquela vez. Ela pediu desculpas de novo e de novo, que claro que eu aceitei. Perguntei e aí o namorado dela, como estava e ela disse que não via mais ele. Dei algo pra ela beber e no meio da conversa chegamos num acordo - primeiro a gente transava, depois eu aplicava. Os olhinhos dela brilharam de repente e ela sorriu. Eu não sabia se ela já estava viciada na droga que eu tinha mandado naquela vez, ou na pica de quebrada que eu também tinha mandado. De qualquer jeito, a gente se divertiu muito naquela tarde. Os dois pegamos o que queríamos e eu, tenho que admitir, estava encantado de poder meter de novo naquela gostosa. Mais ainda agora que ela tava praticamente comendo na minha mão.

No fim da tarde, depois que a brisa boa que eu mandei passou, depois de termos transado pra caralho, quando a gente ficou mais à vontade, ela confessou. Droga ou pica de quebrada? Não. Não era assim. Ela já tava louca pelas duas. Deu até uma pena e eu disse pra ela ficar aquela noite, que a Vilmita não ia voltar até o outro dia. Além do mais já estava meio tarde, melhor ela ficar ali. A gente comia algo em casa, se ela quisesse. Claro que ela aceitou.

Mandei pica de novo e a gente finalmente foi dormir bem tarde. No outro dia de manhã ela foi embora, bem acabada. Que era o que ela queria e o que o corpo dela tava pedindo aos berros. Por sorte era sábado e ela não precisava ir trabalhar. A gostosa tinha ficado no ponto de esvaziar o saco. estômago no vaso e depois dormir por dois dias, sem nem pensar em trampar.

Eu já sabia como era essa história. Já tinha experiência, tinha visto mil vezes com meus outros clientes. Claro que ela voltou depois disso. Mas voltou só umas duas semanas depois. E depois de uns dez dias. E, claro, depois de uma semana. Até que virou algo bem normal tê-la em casa pra eu acabar com ela, em todos os sentidos, algumas vezes por semana. É assim que funciona. É uma merda, eu sei, mas é por isso que eu não uso nada do que vendo. Claro que também tinha uma questão financeira no meio. Eu não podia ficar dando pó de graça pra Karina, mesmo que eu comesse ela ou não. Mais cedo ou mais tarde ia foder meus números e ia ficar pior quanto mais ela aparecesse. Então às vezes eu tinha que botar o pé e dizer que ela tinha que me pagar. Com grana, não com sexo.

Ela ficava mal. Pirraçava feio quando eu era inflexível nisso. Me xingava. Arrumava confusão, tudo isso. Mas pra mim não afetava. De vez em quando eu tinha que cobrar grana dela e pronto. Ela ia embora resmungando e xingando, mas era certo que no dia seguinte voltava com a grana. E tudo voltava ao normal, até eu decidir cobrar de novo. Não vou negar que às vezes me incomodava ter que fazer isso, porque eu adorava a mina e amava comer ela. Mas negócios são negócios.

Eu adorava comer ela gostoso, duro e sem parar. Encher bem aquela bucetinha de patricinha de rola e porra, ouvir ela gritar, gemer e gozar, me pedindo mais e mais. Ou às vezes, só pra variar depois de ter dado uma boa gozada na buceta ou no cu, o segundo round deixar naquela carinha linda que ela tinha. Aquela cara de patricinha mala era linda quando minha porra quente pintava ela toda, e ela também gostava.
Nunca Subestime um Favelado - Parte 3 (Final)


garotaKarina não tinha problema em fazer qualquer coisa. Até as coisas mais nojentas que eu pensava em mandar ela fazer. Só pra zoar e pra ver até onde ia a viciada, comecei a ficar criativo e mandar ela fazer cada vez mais coisas. Se eu queria gozar nela em qualquer lugar, ela adorava. Se eu mandava ela chupar meus dedos do pé e deixar eles bem limpos, ela fazia. Se depois de foder ela eu tinha vontade de mijar, ajoelhava ela e mijo na cara toda, ela sorria e abria a boca. E se depois de cagar eu queria que ela me limpasse, ela fazia com gosto. Tudo pra depois eu enfiar a pica e ela esquecer o mundo por um tempo.garota piranhaQue puta linda que ela era. Uma filha da puta. Uma vadiazinha de merda, sim, claro... mas que puta viciada linda eu tinha conseguido.

Claro que, com o passar do tempo, inevitavelmente, me veio a ideia de alugá-la. Nos últimos meses, a Karina vinha tão frequentemente e passava tantas tardes... ou mais... em casa que, invariavelmente, algum outro cliente meu aparecia para comprar, eu deixava ele entrar e eles a viam. Andando quase pelada pela casa, assistindo TV como se morasse lá, com toda a confiança. Os caras viam aquela patricinha linda e ficavam loucos, não precisava ser um gênio para perceber a fome com que os manos olhavam para ela.

Uma tarde, falei diretamente para ela, que queria que ela começasse a atender outros caras e eu cobrava. Ela reclamou, claro. Ainda havia uma parte dela que achava que continuava sendo uma garota decente e não uma puta viciada e largada. Mas deixei bem claro para ela. Ela já tinha sido demitida do trabalho fazia tempo e, com o pouco que os pais davam ou o que ela conseguia arranjar de algum outro lugar, não dava para cobrir os custos da pedra que ela usava. E, ainda por cima, ela continuava sendo uma vadiazinha de merda às vezes. Algumas vezes, peguei ela tentando roubar dinheiro ou droga de mim. Peguei ela pelos cabelos e dei uma surra feia, para ela aprender, e a mandei embora quase chutando a bunda dela. No dia seguinte, ela voltava toda arrependida pedindo perdão, e eu sempre perdoava.

Mas a verdade era a que eu disse para ela. Que ela estava causando um rombo nas minhas contas e que, se quisesse continuar mantendo o vício, era isso ou ela teria que começar a me dar grana de outra maneira. Não surgiu outra ideia para ela, nem para mim. Então, quando vinha algum cliente de confiança, que eu já desconfiava que queria comer ela pelo jeito que olhava, eu falava diretamente que, por tanta grana, ele podia levá-la para o quartinho.

Todos os manos topavam na hora. Quando eu oferecia comer aquela gostosa, eles ficavam com a grana queimando na mão e me davam.

Com isso, por sorte, consegui arrumar muito as minhas finanças e tapar o buraco que essa puta estava me causando. No início ela reclamou, deu pra ver que não gostou muito, mas passava logo depois de dar uma bela viajada. Depois, com o tempo, parou de reclamar e entendeu o que tinha que fazer. A trouxa uma tarde me perguntou, com um olhar meio triste, se eu já não gostava mais dela. Coitadinha, achava que em algum momento eu tinha me apaixonado por ela. Sentei ela com calma no sofá e conversamos, deixando tudo bem claro e qual era o papel de cada um. Choramingando um pouco, ela entendeu e não tivemos mais problemas.

Já era minha puta, minha propriedade, e eu ia usar ela pra fazer grana. Ponto. Não estávamos brigados nem nada. Na verdade, quando ela vinha pra casa a gente se dava bem. Normal. Continuávamos transando e ela continuava se injetando, mas eu já começava a usar camisinha por precaução. Também não era que tinha uma fila de caras na porta de casa esperando pra comer ela, nada a ver, mas uma vez que entre meus clientes correu o boato que eu oferecia isso também… uma ou duas vezes por semana a Karina deixava algum comer ela no quartinho, se a Vilmita não estivesse em casa, enquanto eu contava a grana tranquilo na cozinha com meu chimarrão.

Umas vezes até aluguei ela pra um aniversário ou alguma reunião que algum dos vagabundos da favela queria fazer. Pra Karina já nada importava. Ela ia obediente e eu lucrava horrores com isso porque cobrava de cada um. Quem se fodia, literalmente, era ela. Mas, tenho que ser honesto, ela não passava tão mal não. Conhecendo como essa filha da puta era tarada, eu tinha certeza que ela gostava um pouco. E digo um pouco pra não dizer bastante. Nunca vi ela muito traumatizada por ter vários caras comendo ela ao mesmo tempo. Na verdade, umas vezes quando ela voltava pra minha casa pra tomar banho depois de entreter a tropa, eu via ela entrar no banheiro com porra até debaixo das unhas, praticamente, e pouco tempo depois saía toda limpinha pra comer alguma coisa, de boa Humor como se aqui não tivesse acontecido nada.

Que puta divina. E a verdade é que ela me fez ganhar uma grana muito boa, graças aos vagabundos da favela que ficavam totalmente idiotas por comer uma patricinha dessas. E não os culpo, porque comigo aconteceu a mesma coisa quando a conheci.
vila


drogasNo entanto, tudo de bom um dia tem que acabar.

Uma manhã, aconteceu de eu ter que levar a Vilmita à Capital para uns exames médicos. Nada muito grave, mas a pobrezinha sempre teve um pouco de anemia desde pequena, e por isso eu e a mãe sempre ficávamos em cima para monitorar. Naquele dia, coube a mim levá-la. Eu fazia isso com gosto. Claro que eu ia estar lá para cuidar do que minha filhinha precisasse. Liguei pro Manija e disse pra ele ir em casa e segurar a onda até eu voltar. Eu não gostava de sair e deixar a casa sozinha, com toda a grana e a merca que eu tinha guardada lá. O Manija sempre vinha e, de boa vontade, ficava e cuidava do rancho. Se alguém quisesse entrar pra roubar e desse de cara com o Manija, bom... Tenho pena. Nunca acontecia nada, mas eu era cuidadoso com isso.

Os exames da Vilma estavam se estendendo muito, de um consultório a outro, e já estava ficando um pouco tarde. Paramos ao meio-dia para comer alguma coisa num restaurantezinho com a menina, matando tempo para a próxima consulta, quando chegou uma mensagem do Manija. Na verdade, uma foto e uma mensagem.
Traficante

“Hahahaha, olha só quem veio me fazer companhia, Monchi! Hahahaha”Fiquei sério, olhando pra tela e me certificando que a Vilmita não visse nada no meu celular. A vaca da Karina com certeza apareceu lá em casa, como sempre, e o mais otário do Manija deixou ela entrar, mesmo eu tendo dado ordem expressa pra não deixar ninguém entrar, nem Deus.

E claro que o otário cedeu à tentação e meteu nela pra comer. E claro que tava fazendo sem camisinha.

Deu um clique silencioso na minha cabeça. Já era, pensei. Acabou. Nem com vinte camisinhas vou voltar a tocar num fio de cabelo da Karina. Já sabia bem que ela tinha pego qualquer merda que o Manija tivesse deixado com a gozada dele, bem fundo na buceta. Não tinha mais volta. Fiquei mal pra caralho, ali em silêncio enquanto almoçava. Fiquei puto.

Não com o Manija, coitado. Nada a ver. Ele é amigo de uma vida toda, desde que éramos moleques. E ainda por cima, coitado do meu amigo, sei que muitos anos aí não lhe restam. Mas sim com a puta tarada da Karina. Mil vezes já tinha falado das merdas que o Manija carregava, mas parece que não entrou na cabeça dela. Bom, agora com certeza entrou na buceta.

Eu sei bem de tudo que sempre tá rolando na quebrada, porque se sabe. Se sabe na hora. Sim, quando comecei a alugar essa puta pros outros, eu ainda comia ela às vezes, mas sempre com camisinha. Era um risco calculado. Não era a coisa mais maravilhosa do mundo, mas às vezes a tesura falava mais alto e eu continuava comendo. Era um risco que eu aceitava. Mas depois de passar pelo pau do Manija, no pelo e sem camisinha… aí já não dava pra falar em risco. Aí já era um fato. Uma verdade inescapável. E se acontecesse o milagre, o puto milagre de os planetas se alinharem e a Karina não pegar nada depois daquela gozada… tava mais do que certo que não ia ser a única que o Manija ia deixar. Só na minha casa com aquela gostosa? Por horas? Não, eu conhecia ele muito bem. Sabia que aquele era o primeiro pau de vários. Fiquei com um pouco de pena da mina, mas que se foda, pensei. Também não sou o pai, nem o marido, nem o namorado nem nada. Eu não tava aqui pra cuidar dela.

Quando voltei pra casa depois de deixar a Vilmita com a mãe, encontrei os dois de boaça, assistindo TV juntinhos no sofá e comendo uns biscoitos. Fingi que não vi nada e me comportei normal, como se nada tivesse acontecido. A Karina me pediu pra dar a agulha. Levei ela pro quarto e, sem falar muito, dei a dose dela, deixando ela deitada na cama pra curtir tranquila.

Pensei em sentar com o Manija e falar alguma coisa, mas… o que eu ia dizer? Que ele fez errado? Só não botar camisinha? Se eu sabia que ele era um otário e sempre foi. Por um motivo ele tem tudo que tem. Não tava com vontade de discutir nem de dar sermão no meu amigo. Já era. Tava certo que o tempo e a vida, eventualmente, iam me colocar outra puta como essa no meu caminho. E pra falar a verdade, já não me dava mais tanto tesão comer ela. Desde que comecei a alugar ela, isso me desanimou muito, e além de uma trepada ou uma gozada de vez em quando pra aliviar as vontades, já nem de longe era o que costumava ser. Nem eu sentia o mesmo tesão mais.

Então continuei fazendo a mesma coisa de sempre, trabalhando e vendendo, cuidando da minha filha e dando tudo que pudesse pra ela. Já tudo isso com a Karina tinha acabado. Acabou com aquela foto que o Manija me mandou, e agradeço a Deus que ele teve a ideia de me mandar. Imagina se ele não mandava e eu nem ficava sabendo. Nem queria pensar nisso.

Quanto à Karina, passaram mais uns meses assim normais, como sempre, mas eu já não tocava nem um fio de cabelo dela. No começo ela reclamava que eu não dava atenção sexualmente, mas eu não dizia o porquê. E também não me parecia que, além da reclamação, a mina se importasse muito em ter ou não ter meu pau. Graças à nova atividade dela, ela tinha todo o pau de favelado que quisesse, e quanto mais, melhor pra mim, e acho que isso deixava ela bem satisfeita. Ela me tinha pra encher ela de merda e todos os outros Vagabundos para encher ela de porra. Ela adorava. E, pra ser sincero, eu também.

Com o tempo, no ano seguinte, um dia ela veio buscar sua dose. Como sempre, como qualquer outra vez. Batemos papo, tomamos um mate, meti nela e, depois de um tempo, quando ela voltou a ficar consciente de novo, ela me cumprimentou e voltou pra casa. E nunca mais voltou. Do dia pra noite, parou de vir pra sempre.

Era um final anunciado pra mim, mas também não fiquei muito preocupado. Sabia que em algum momento, por um motivo ou outro, isso ia acabar acontecendo. O que será que aconteceu com ela, eu não sei, mas, a julgar pelo estado de merda que ela estava na última vez que a vi, já imagino.

Segui com minha vida normal, do dia a dia. Não ia gastar uma lágrima numa puta daquelas. Não valia a pena. E tinha certeza de que, com alguma outra dessas, eu ia me cruzar de novo em algum momento.

2 comentários - Nunca Subestime um Favelado - Parte 3 (Final)

Excelente trilogía , pintando una relidad que muchis sabemos que es así!
Muchas gracias, me alegro que te haya gustado!