Naquela mesma noite, contei a notícia pra Cinthya, e ela, claro, ficou super animada. Por causa do convite inesperado, tivemos que fazer as malas naquela noite mesmo, já que no dia seguinte a gente ia sair assim que eu chegasse do trabalho. Por motivos óbvios, não contei nada pros meus colegas de trabalho — não queria que pensassem que eu era o "queridinho" do chefe. Depois de todos os preparativos, pegamos a estrada rumo ao clube, que ficava a quase 3 horas de carro. Durante o caminho, a gente conversava sobre várias coisas, sobre o que faríamos no clube e também sobre como minha esposa era grata ao seu Ernesto. Até aquele momento, eu ainda não tinha perguntado nada sobre o que rolou na festa de aniversário — por que ela se virou na frente dele e o que ele disse pra ela rir daquele jeito. Então, tentei sondar um pouco.
— Amor, você gostou do seu Ernesto, né? — falei, tentando soar animado.
— Mmh, verdade, sim. Eu pensei que ele seria aquele chefe rabugento típico, mas não, hehe. Me pareceu um senhor engraçado e espirituoso, haha. E agora que ele nos convidou pra essas mini férias, gostei ainda mais, hehe.
— Espirituoso? — falei, pensativo. — Por que você diz isso?
— Sim, amor, espirituoso. Ele falava cada coisa que me fazia rir.
— Tipo o quê? — tentando arrancar informação dela.
— É que quando a gente tava conversando, ele me perguntou se eu podia mostrar meu vestido. Eu perguntei por quê, e ele disse que queria comprar um igual pra alguém especial. Achei tão fofo da parte dele, amor — a voz dela tinha um tom de ternura.
— E aí? — eu escutava atento.
— Bom, eu levantei pra mostrar o vestido, e ele disse: "Pode dar uma 'voltinha'? Me faça esse favorzinho, dona Cinthya." E eu falei: "Tá bom, mas não me chame de dona, seu Ernesto, me chama só de Cinthya." Ele aceitou o trato, e aí eu fiz — me virei pra ele ver o vestido inteiro.
— E o que mais ele disse? — perguntei com um tom mais sério.
— Hmm, nada mais, amor. E depois disso, ele me convidou pra dançar. Bom, na verdade me desafiou pra dançar, haha. Como eu te falei, amor. Seu chefe é muito espirituoso quando fala as coisas, mas acima de tudo é gente boa. A Cinthya sempre via o lado bom das pessoas, e quando comecei a conhecê-la, também percebi que ela era alguém que ajudava os outros, não importava quem fossem, condição social ou idade. Se ela pudesse ajudar alguém, ela ajudava. Todas as pessoas que a conheciam sempre ficavam com uma boa impressão dela, não só pelo corpo dela, que impressionava todo mundo ao redor, toda vez que ela andava pelas ruas e avenidas, mas também pela simpatia, educação e carisma que ela mostrava pra qualquer um que a cumprimentasse. Era assim que ela era, sem preconceitos, sempre pronta pra ajudar quem precisasse. E foi isso também que me fez apaixonar por ela. Algo de ruim nela? Das poucas coisas ruins ou questionáveis que ela podia ter, era a atitude competitiva e aventureira dela. Em certas ocasiões, por causa disso, ela se metia em situações pouco favoráveis. Uma vez ela me contou que uma amiga pediu ajuda pra distribuir camisinhas, por causa de uma campanha de saúde. Ela não ia fazer, mas quando a amiga disse que não "tinha coragem", pra ela foi como se fosse um desafio, e no final ela fez. Ela também me contou, curiosamente, que foi ela quem distribuiu mais, porque a maioria dos caras ia pedir camisinha pra ela. Enfim, chegamos no clube e nos registramos como convidados do Ernesto Mendoza. Assim que chegamos, nos levaram pro nosso quarto pra nos instalar e ficar confortáveis. Depois de alguns minutos, batem na porta. Quando abri, encontrei seu Ernesto. — Boa noite, seu Ernesto — apertando a mão dele. — Epa, Héctor, há pouco me avisaram que vocês chegaram e vim cumprimentar vocês. — Obrigado, seu Ernesto. Chegamos há pouco e estamos nos instalando. — Que bom, e cadê sua esposa? — disse rindo. Nesse momento, a Cinthya saía do banheiro. Ela, como sempre, alegre, mostrando um sorriso. — Oi, seu Ernesto, obrigada pelo convite. — Como vai, Cinthya? Vejo que muito bem — ele disse, dando uma olhada nela. Olhada rápida. Espero que "aproveitem bastante" estando aqui.
– Muito obrigado, e vamos aproveitar bastante, né, amor?
– Claro – respondi, devolvendo o sorriso e aceitando.
– Bom, então não vou mais atrapalhar. Terminem de se instalar e daqui a uma hora vejo vocês na recepção pra dar um tour.
Continuamos nos instalando e terminamos. Já tinham se passado 40 minutos desde que o senhor Ernesto nos deu as boas-vindas, então falei pra Cinthya que já era hora de irmos pra recepção pra ele não ficar esperando.
– Vamos, amor.
– Me dá um minuto, vou vestir algo mais confortável, sim?
– Tá bom, mas vou na frente.
Saí do quarto e fui pra recepção. Quando cheguei, vi o senhor Ernesto conversando com um cara, diria que da mesma idade ou perto disso. Conforme me aproximei, eles notaram minha presença, ele falou algo pro outro sujeito e ficaram me encarando até eu chegar pra cumprimentar.
– Héctor, te apresento meu sócio e amigo Mario Gutiérrez.
– Muito prazer, senhor Mario.
– Então você é o Héctor. O Ernesto aqui já me falou muito de você – disse Mario, rindo.
– Coisas boas, claro – completou.
– Com certeza.
– Héctor, e cadê sua esposa? – perguntou meu chefe.
– Já já nos acompanha. Sabe como são as mulheres.
– Hahaha, pois é, conhecemos bem.
Continuamos conversando sobre bobeiras até que Cinthya apareceu. Um top de alças largas com decote generoso que mostrava seus peitos deliciosos e um short azul de verão que levantava ainda mais a bunda redonda e firme, deixando à mostra as pernas lindas e torneadas, e um tênis que não tirava o brilho dela. Os dois veteranos ficaram vidrados na beleza e na sensualidade que minha esposa exalava. Ela não queria ser o centro das atenções daquele lugar. Cinthya era assim: gostava de se vestir bem, só isso, sem maldade, só sendo ela mesma.
– Desculpa a demora, senhor Ernesto.
– Uau, Cinthya, valeu a pena esperar – disse ele, olhando ela dos pés à cabeça.
– Haha, obrigada, senhor Ernesto.
– Ei, Ernesto, não vai me apresentar essa gostosa? Dama? —disse Mario. —Certo, Cinthya, te apresento um colega meu, Mario Gutiérrez. —Só me chama de Mario. —enquanto dava um beijo na mão dela. —Que cavalheiro, muito prazer, Mario. Encantada de conhecê-lo —dizia minha esposa, amigavelmente. —O prazer é todo meu. —Seu Ernesto ia nos mostrar algo? —interrompi, tentando soar menos brusco. —Sim, Héctor, já que estamos todos, vou mostrar o lugar. —Bom, Ernesto, vou deixar você com seus convidados, já vou indo, a gente se vê —dizia o velho Mario, dando uma última olhada na bunda da minha esposa. Ela nem percebeu. Além disso, ele é um homem mais velho, não ia fazer um escândalo por causa disso. Muitos ficam olhando pra ela, então deixei passar como sempre. Como imaginei, seu Ernesto estava mais atento à Cinthya. Durante todo o passeio que ele nos deu, brincava com a gente. Cinthya se divertia e o tempo todo segurava minha mão, o que me alegrava e animava. O clube era bem grande, tinha quadras de tênis, campo de golfe, restaurantes, lojas. Passamos pelo disco bar e finalmente chegamos à piscina, que era enorme. —Finalmente, esta é a piscina. O que você acha, Cinthya? —É grande mesmo. —Bom, é sim, mas amanhã você vai ver por si mesma. —Hum, talvez, hehe. —respondeu minha esposa. —Ué, como assim "talvez"? Você tem que vir, aliás, vou te trazer no colo se precisar. —Não, como assim, hahaha. Tá bom, a gente vem, né, amor? —os dois esperavam minha resposta. A verdade é que eu tenho um trauma com piscinas e praias que nunca superei. Por isso Cinthya disse "talvez" e não contou o motivo, pra não me deixar passar vergonha. Aí eu só respondi com um leve "sim, claro". —Perfeito, Héctor, é assim que tem que ser —dizia o velho. —Bom, então tá combinado, vejo vocês amanhã. Agora tenho que resolver uns assuntos, sabe como é, Héctor, sempre tem trabalho. Nos despedimos dele e voltamos pro quarto. —E aí, vamos pra piscina amanhã? —Cinthya perguntou animada. —Não sei, você sabe que não consigo entrar na água. —Ah, então melhor a gente ir pra outro lugar. Um lugar igual ao clube é grande e podemos fazer outras coisas juntos, tênis ou golfe, sempre quis aprender hehe. -Mas já combinamos com seu Ernesto e se não formos, ele pode ficar chateado, afinal ele nos convidou. -Nisso você tem razão, querido, mas então como vamos fazer? -Estive pensando e é melhor você ir, e eu invento algo para não ir. -Tem certeza? Se você não for, prefiro não ir também. -disse minha esposa desanimada -Você precisa ir pelo menos, fica bem por mim. -Tá bom, tudo bem -um pouco desanimada-. Mas são só 9 horas, por que não vamos ao disco-bar? -Tá bom, vai ser minha compensação pelo de amanhã. Enquanto me aproximava dela e dava um beijo carinhoso. Fomos para o disco-bar e tinha algumas pessoas. Entramos e pedimos umas bebidas para animar, a música tocava e Cinthya me levou pra pista. Não sou bom dançando, mas tento, a música é agitada e Cinthya sabe dançar, cada movimento que ela faz mostra sensualidade, a anatomia dela permite isso, me enche de orgulho ter uma esposa tão gostosa. A música termina e voltamos pro balcão. Finalmente uma mesa fica livre e a pegamos. Conversamos e nos divertimos. De novo Cinthya quer ir pra pista e eu a sigo, faço o que posso, mas simplesmente não sirvo pra dançar e ela sabe, mas entende que eu tente, só sorri pra mim. Agora sou eu quem a leva pra dançar, mas enquanto me esforçava ao máximo, sem querer piso no pé dela, ela reclama, mas logo ri do ocorrido e voltamos pra mesa. Já faz quase 1 hora desde que entramos no disco-bar, como não dançávamos, só bebíamos os drinks enquanto falávamos de coisas bestas, dava pra ver que Cinthya se mexia no ritmo da música enquanto estávamos na mesa, era óbvio que ela queria dançar e eu estava prestes a pegar a mão dela de novo e levá-la pra pista, mas uma voz conhecida me interrompeu. -Epa, olha só onde encontro vocês, tão se divertindo? Eu pensei que já estivessem no quarto. -nos surpreendeu seu Ernesto, que se apresentou. — Seu Ernesto, que surpresa! Só viemos conhecer o bar um pouco, já que ainda é cedo. — respondi. — Isso é verdade, mas o que houve? Por que vocês não estão se divertindo na pista? — Só estávamos descansando um momento, seu Ernesto — respondeu minha esposa, dando um sorriso. — Ué, como os jovens de hoje são, se cansam muito rápido. Vocês se importam se eu me juntar a vocês? — Claro que não, seu Ernesto, por favor, sente-se conosco — respondi, com cordialidade. Enquanto conversávamos, seu Ernesto não parava de olhar para as pernas da Cinthya, que, sentada, dava para ver ainda mais delas porque o short que ela usava subia bastante, deixando tudo à mostra. Enquanto isso, Cinthya conversava super naturalmente, acho que ela nem percebia o que tava rolando. Enquanto a gente falava, meu celular tocou. Tentei ignorar, mas continuou tocando, e vi que era minha mãe ligando, então não tive escolha a não ser sair pra atender. — Já volto, talvez seja urgente — falei, mostrando o celular. — A gente te espera aqui, amor. Atendi a ligação, minha mãe perguntando onde a gente tava, e tive que explicar tudo, além de ela ficar contando as coisas dela, e se passaram vários minutos até eu me despedir e voltar pra balada. Da entrada, dava pra ver Cinthya e seu Ernesto conversando animadamente e dando risada. Quando a música começou de novo, seu Ernesto pegou Cinthya pela mão e levou ela pra pista, e ela foi na dele, rindo. A música é agitada, Cinthya parece uma profissional, mas o velho não fica atrás, pelo menos dança melhor que eu. Peço outra dose, é melhor do que ficar só olhando, penso eu. A música continua e eles continuam se divertindo; de vez em quando, parece que vejo ele colocar a mão na barriga lisinha da minha esposa, mas não posso afirmar, outros casais atrapalham minha visão. Acho que tô viajando e não dou importância, até porque o que eu faria? Reclamar? De algo que não tinha certeza. Depois de um tempo, ela volta, mas seu Ernesto... Ela vai até o bar, está agitada mas contente. — Amor, o que aconteceu? Por que demorou? — Minha mãe, você já sabe. — Aconteceu alguma coisa? — O sorriso dela sumiu por um instante. — Não, claro que não. E bom, vejo que você estava dançando com o seu Ernesto. — Sim, love, enquanto esperávamos ele me chamou pra dançar. Bem na hora, seu Ernesto voltou com umas bebidas. — Já trouxe algo pra refrescar a gente. — Seu Ernesto dança bem, hein. — disse minha esposa sorrindo pra ele. — Só tô seguindo seu ritmo. — Os dois riram. — Pois então, espero que daqui a pouco você descanse e me siga o passo, hein — com um tom desafiador. — Haha, que engraçado, isso quem devia dizer sou eu, não acha? Era óbvio que a Cinthya tava encarando como um desafio que não ia querer perder. Terminaram as bebidas rapidinho, me surpreendi porque ela não costuma beber assim, mas atribuí ao cansaço e à vontade de se refrescar. Mal terminaram e seu Ernesto pegou ela pela mão de novo e levou pra pista, dançavam mais no ritmo, notei que a música era um merengue e dava pra ver que ela tava no compasso e ele seguia ela muito bem, aliás. Eu tava meio tonto, nada sério, mas o álcool já tava me batendo. De novo, os outros casais tampavam a visão dos corpos da Cinthya e do meu chefe, a música de repente não era mais animada, era mais lenta e com um tom sensual, eu via os casais dançando mais colados. Na minha cabeça, eu pensava: "certeza que a Cinthya não dança assim com seu Ernesto". Finalmente consegui ver eles, mas me surpreendi ao ver que ele tava com a mão na cintura dela, no limite dos glúteos tonificados, e a outra mão segurando a dela, os dois rindo e conversando. Do que será que tão rindo?, eu me perguntava, mas mais importante: por que a Cinthya não reclamou? Fazem mais um movimento e batem as pélvis, agora tão completamente juntos. Não evitam a risada, tão se divertindo. Bom, já chega, falei pra mim mesmo, esperava que a Cinthya voltasse e a gente fosse embora. A música continua e de novo perco eles de vista, mal vejo o rosto dela, dá pra notar que ela tá se divertindo, tá curtindo. Agitada e suada, mas isso só a deixava mais gostosa. A música para e vejo eles voltando pra mesa. "Agora vou embora", pensei. Mas antes que eu dissesse algo, o velho me interrompeu. — Que bom que convidei vocês, essa é a melhor férias que tive em muito tempo. Eu só pude sorrir e agradecer de novo pelo convite. E minha esposa concordou com o que eu disse. — Obrigada, seu Ernesto, não me divertia assim há muito tempo — disse minha esposa enquanto se abanava com as mãos. — É, querida, mas já temos que ir. — Nisso, o velho falou de novo. — Não, Héctor, fiquem mais um pouco. — insistiu. — Não sei, seu Ernesto, a Cinthya já tá cansada. — Ah, é? Não pode mais dançar, né, Cinthya? — com um tom desafiador. — Eu voltei pra mesa por sua causa, seu, pensei que o senhor já não aguentava mais, hehe. — É mesmo? Então uma última dança, vamos. Já não me consultaram, só foram dançar. Pelo menos é a última e a gente vai embora, me disse pra acalmar meu ciúme. A música começou de novo, era uma mais animada. Eles já estavam dançando de novo, rindo e conversando, continuavam sem dar trégua. Percebi, graças a poucos casais dançando, que ela dizia algo tipo "já quer descansar?" e ele só negava. De repente, a música mudou e agora era algo sensual, mas ritmado. Os outros casais dançavam, mas era algo bem erótico. Então vi ela hesitando se dançava igual as outras mulheres que estavam lá. Aí o velho disse algo, e ela só riu e fez aquela carinha desafiadora dela e disse: "Vou sim", dando um sorriso. O que aconteceu depois me deixou chocado e confuso. Cinthya virou de costas pra ele e começou a se mexer de forma sensual. Os quadris dela se moviam no ritmo da música enquanto ela descia devagar até quase encostar no chão. A cara do velho mostrava o quanto ele ficou pasmo com aquela imagem na frente dele. Parece que ele não aguentou mais, porque na hora se agarrou nela, segurou com uma mão e a outra... Ela colocou na cintura dele, os outros casais faziam o mesmo e assim dançavam, mas Cinthya era a mais gostosa, não tinha comparação com a imagem que ela proporcionava. As medidas 88-59-93 dela eram a coisa mais erótica que aquela pista já viu há muito tempo, mas o mais estranho é que um cara que poderia ser pai ou até avô dela era o sortudo que estava dançando com ela e naquele momento era o único dono dos movimentos dela. A música continua e agora minha linda esposa inclina o corpo pra frente, deixando a bunda redonda e perfeita à vista daquele velho, que fica hipnotizado e só observa incrédulo com o espetáculo. Mas ao olhar em volta, todas as garotas dançavam assim, e Cinthya leva aquilo como uma simples dança. Agora ela se vira e olha nos olhos dele, rindo, e nos lábios dela se lê levemente: "já cansou?". Isso pareceu acordar Dom Ernesto, que a pega pela cintura e a puxa pra perto. Agora sim, eles estão completamente colados, os peitos dela encostam no peito dele. Eles riem e conversam, mas não consigo mais ver por enquanto. A pista se abre e eles continuam ali, ao lado de alguns outros casais. De repente, ela tropeça e vai cair, mas os braços do velho evitam que isso aconteça. Ao fazer isso, ele se aproxima dela, pressionando a pélvis na bunda dela, e os braços dele a seguram pela cintura. Vejo que ela ri do ocorrido, não dá muita importância pra como o velho a está segurando. Percebo que ele faz um gesto de que vai soltá-la, mas não, só faz isso pra puxá-la de novo com mais força, mas nada, Cinthya não reage mal. Eles voltam a rir, sem mais. Finalmente ele a solta e voltam pra mesa comigo, e eu já queria encarar Dom Ernesto, mas não tive coragem de fazer isso na frente de todo mundo. — Caramba, a música foi boa, não me cansava assim há muito tempo. — Cuidado, Dom Ernesto, não leve tão a sério. — Haha, tranquilo, Héctor, tá tudo bem, isso não foi nada. Né, Cinthya? — Sim, não é nada, eu posso continuar, hehe. — É, percebi quando você quase caiu, hahaha. — Ai, só me Tropecé, é só isso hahaha. Eu não falei nada disso, eles não queriam que eu soubesse que vi tudo. Além disso, a Cinthya não levou a mal, então talvez eu tenha exagerado no que vi.
— Bom, agora a gente vai.
— Tá bom, querido.
— Então eu também vou me retirar. — disse seu Ernesto.
Assim saímos do bar e fomos andando em direção aos quartos, batendo papo.
— Então vejo vocês amanhã na piscina.
— Claro, seu Ernesto, a gente vai estar lá, hehe — enquanto pensava seriamente se devia seguir o combinado com a Cinthya.
— Pois então, a gente se encontra lá. Até amanhã, Cinthya, espero outro desafio desses, hein.
— Enquanto se despedia dando um beijo na bochecha dela.
- Sim, claro kkk. A gente se despediu e chegou no quarto. E decidi confrontar a Cinthya. Continua.
— Amor, você gostou do seu Ernesto, né? — falei, tentando soar animado.
— Mmh, verdade, sim. Eu pensei que ele seria aquele chefe rabugento típico, mas não, hehe. Me pareceu um senhor engraçado e espirituoso, haha. E agora que ele nos convidou pra essas mini férias, gostei ainda mais, hehe.
— Espirituoso? — falei, pensativo. — Por que você diz isso?
— Sim, amor, espirituoso. Ele falava cada coisa que me fazia rir.
— Tipo o quê? — tentando arrancar informação dela.
— É que quando a gente tava conversando, ele me perguntou se eu podia mostrar meu vestido. Eu perguntei por quê, e ele disse que queria comprar um igual pra alguém especial. Achei tão fofo da parte dele, amor — a voz dela tinha um tom de ternura.
— E aí? — eu escutava atento.
— Bom, eu levantei pra mostrar o vestido, e ele disse: "Pode dar uma 'voltinha'? Me faça esse favorzinho, dona Cinthya." E eu falei: "Tá bom, mas não me chame de dona, seu Ernesto, me chama só de Cinthya." Ele aceitou o trato, e aí eu fiz — me virei pra ele ver o vestido inteiro.
— E o que mais ele disse? — perguntei com um tom mais sério.
— Hmm, nada mais, amor. E depois disso, ele me convidou pra dançar. Bom, na verdade me desafiou pra dançar, haha. Como eu te falei, amor. Seu chefe é muito espirituoso quando fala as coisas, mas acima de tudo é gente boa. A Cinthya sempre via o lado bom das pessoas, e quando comecei a conhecê-la, também percebi que ela era alguém que ajudava os outros, não importava quem fossem, condição social ou idade. Se ela pudesse ajudar alguém, ela ajudava. Todas as pessoas que a conheciam sempre ficavam com uma boa impressão dela, não só pelo corpo dela, que impressionava todo mundo ao redor, toda vez que ela andava pelas ruas e avenidas, mas também pela simpatia, educação e carisma que ela mostrava pra qualquer um que a cumprimentasse. Era assim que ela era, sem preconceitos, sempre pronta pra ajudar quem precisasse. E foi isso também que me fez apaixonar por ela. Algo de ruim nela? Das poucas coisas ruins ou questionáveis que ela podia ter, era a atitude competitiva e aventureira dela. Em certas ocasiões, por causa disso, ela se metia em situações pouco favoráveis. Uma vez ela me contou que uma amiga pediu ajuda pra distribuir camisinhas, por causa de uma campanha de saúde. Ela não ia fazer, mas quando a amiga disse que não "tinha coragem", pra ela foi como se fosse um desafio, e no final ela fez. Ela também me contou, curiosamente, que foi ela quem distribuiu mais, porque a maioria dos caras ia pedir camisinha pra ela. Enfim, chegamos no clube e nos registramos como convidados do Ernesto Mendoza. Assim que chegamos, nos levaram pro nosso quarto pra nos instalar e ficar confortáveis. Depois de alguns minutos, batem na porta. Quando abri, encontrei seu Ernesto. — Boa noite, seu Ernesto — apertando a mão dele. — Epa, Héctor, há pouco me avisaram que vocês chegaram e vim cumprimentar vocês. — Obrigado, seu Ernesto. Chegamos há pouco e estamos nos instalando. — Que bom, e cadê sua esposa? — disse rindo. Nesse momento, a Cinthya saía do banheiro. Ela, como sempre, alegre, mostrando um sorriso. — Oi, seu Ernesto, obrigada pelo convite. — Como vai, Cinthya? Vejo que muito bem — ele disse, dando uma olhada nela. Olhada rápida. Espero que "aproveitem bastante" estando aqui.
– Muito obrigado, e vamos aproveitar bastante, né, amor?
– Claro – respondi, devolvendo o sorriso e aceitando.
– Bom, então não vou mais atrapalhar. Terminem de se instalar e daqui a uma hora vejo vocês na recepção pra dar um tour.
Continuamos nos instalando e terminamos. Já tinham se passado 40 minutos desde que o senhor Ernesto nos deu as boas-vindas, então falei pra Cinthya que já era hora de irmos pra recepção pra ele não ficar esperando.
– Vamos, amor.
– Me dá um minuto, vou vestir algo mais confortável, sim?
– Tá bom, mas vou na frente.
Saí do quarto e fui pra recepção. Quando cheguei, vi o senhor Ernesto conversando com um cara, diria que da mesma idade ou perto disso. Conforme me aproximei, eles notaram minha presença, ele falou algo pro outro sujeito e ficaram me encarando até eu chegar pra cumprimentar.
– Héctor, te apresento meu sócio e amigo Mario Gutiérrez.
– Muito prazer, senhor Mario.
– Então você é o Héctor. O Ernesto aqui já me falou muito de você – disse Mario, rindo.
– Coisas boas, claro – completou.
– Com certeza.
– Héctor, e cadê sua esposa? – perguntou meu chefe.
– Já já nos acompanha. Sabe como são as mulheres.
– Hahaha, pois é, conhecemos bem.
Continuamos conversando sobre bobeiras até que Cinthya apareceu. Um top de alças largas com decote generoso que mostrava seus peitos deliciosos e um short azul de verão que levantava ainda mais a bunda redonda e firme, deixando à mostra as pernas lindas e torneadas, e um tênis que não tirava o brilho dela. Os dois veteranos ficaram vidrados na beleza e na sensualidade que minha esposa exalava. Ela não queria ser o centro das atenções daquele lugar. Cinthya era assim: gostava de se vestir bem, só isso, sem maldade, só sendo ela mesma.
– Desculpa a demora, senhor Ernesto.
– Uau, Cinthya, valeu a pena esperar – disse ele, olhando ela dos pés à cabeça.
– Haha, obrigada, senhor Ernesto.
– Ei, Ernesto, não vai me apresentar essa gostosa? Dama? —disse Mario. —Certo, Cinthya, te apresento um colega meu, Mario Gutiérrez. —Só me chama de Mario. —enquanto dava um beijo na mão dela. —Que cavalheiro, muito prazer, Mario. Encantada de conhecê-lo —dizia minha esposa, amigavelmente. —O prazer é todo meu. —Seu Ernesto ia nos mostrar algo? —interrompi, tentando soar menos brusco. —Sim, Héctor, já que estamos todos, vou mostrar o lugar. —Bom, Ernesto, vou deixar você com seus convidados, já vou indo, a gente se vê —dizia o velho Mario, dando uma última olhada na bunda da minha esposa. Ela nem percebeu. Além disso, ele é um homem mais velho, não ia fazer um escândalo por causa disso. Muitos ficam olhando pra ela, então deixei passar como sempre. Como imaginei, seu Ernesto estava mais atento à Cinthya. Durante todo o passeio que ele nos deu, brincava com a gente. Cinthya se divertia e o tempo todo segurava minha mão, o que me alegrava e animava. O clube era bem grande, tinha quadras de tênis, campo de golfe, restaurantes, lojas. Passamos pelo disco bar e finalmente chegamos à piscina, que era enorme. —Finalmente, esta é a piscina. O que você acha, Cinthya? —É grande mesmo. —Bom, é sim, mas amanhã você vai ver por si mesma. —Hum, talvez, hehe. —respondeu minha esposa. —Ué, como assim "talvez"? Você tem que vir, aliás, vou te trazer no colo se precisar. —Não, como assim, hahaha. Tá bom, a gente vem, né, amor? —os dois esperavam minha resposta. A verdade é que eu tenho um trauma com piscinas e praias que nunca superei. Por isso Cinthya disse "talvez" e não contou o motivo, pra não me deixar passar vergonha. Aí eu só respondi com um leve "sim, claro". —Perfeito, Héctor, é assim que tem que ser —dizia o velho. —Bom, então tá combinado, vejo vocês amanhã. Agora tenho que resolver uns assuntos, sabe como é, Héctor, sempre tem trabalho. Nos despedimos dele e voltamos pro quarto. —E aí, vamos pra piscina amanhã? —Cinthya perguntou animada. —Não sei, você sabe que não consigo entrar na água. —Ah, então melhor a gente ir pra outro lugar. Um lugar igual ao clube é grande e podemos fazer outras coisas juntos, tênis ou golfe, sempre quis aprender hehe. -Mas já combinamos com seu Ernesto e se não formos, ele pode ficar chateado, afinal ele nos convidou. -Nisso você tem razão, querido, mas então como vamos fazer? -Estive pensando e é melhor você ir, e eu invento algo para não ir. -Tem certeza? Se você não for, prefiro não ir também. -disse minha esposa desanimada -Você precisa ir pelo menos, fica bem por mim. -Tá bom, tudo bem -um pouco desanimada-. Mas são só 9 horas, por que não vamos ao disco-bar? -Tá bom, vai ser minha compensação pelo de amanhã. Enquanto me aproximava dela e dava um beijo carinhoso. Fomos para o disco-bar e tinha algumas pessoas. Entramos e pedimos umas bebidas para animar, a música tocava e Cinthya me levou pra pista. Não sou bom dançando, mas tento, a música é agitada e Cinthya sabe dançar, cada movimento que ela faz mostra sensualidade, a anatomia dela permite isso, me enche de orgulho ter uma esposa tão gostosa. A música termina e voltamos pro balcão. Finalmente uma mesa fica livre e a pegamos. Conversamos e nos divertimos. De novo Cinthya quer ir pra pista e eu a sigo, faço o que posso, mas simplesmente não sirvo pra dançar e ela sabe, mas entende que eu tente, só sorri pra mim. Agora sou eu quem a leva pra dançar, mas enquanto me esforçava ao máximo, sem querer piso no pé dela, ela reclama, mas logo ri do ocorrido e voltamos pra mesa. Já faz quase 1 hora desde que entramos no disco-bar, como não dançávamos, só bebíamos os drinks enquanto falávamos de coisas bestas, dava pra ver que Cinthya se mexia no ritmo da música enquanto estávamos na mesa, era óbvio que ela queria dançar e eu estava prestes a pegar a mão dela de novo e levá-la pra pista, mas uma voz conhecida me interrompeu. -Epa, olha só onde encontro vocês, tão se divertindo? Eu pensei que já estivessem no quarto. -nos surpreendeu seu Ernesto, que se apresentou. — Seu Ernesto, que surpresa! Só viemos conhecer o bar um pouco, já que ainda é cedo. — respondi. — Isso é verdade, mas o que houve? Por que vocês não estão se divertindo na pista? — Só estávamos descansando um momento, seu Ernesto — respondeu minha esposa, dando um sorriso. — Ué, como os jovens de hoje são, se cansam muito rápido. Vocês se importam se eu me juntar a vocês? — Claro que não, seu Ernesto, por favor, sente-se conosco — respondi, com cordialidade. Enquanto conversávamos, seu Ernesto não parava de olhar para as pernas da Cinthya, que, sentada, dava para ver ainda mais delas porque o short que ela usava subia bastante, deixando tudo à mostra. Enquanto isso, Cinthya conversava super naturalmente, acho que ela nem percebia o que tava rolando. Enquanto a gente falava, meu celular tocou. Tentei ignorar, mas continuou tocando, e vi que era minha mãe ligando, então não tive escolha a não ser sair pra atender. — Já volto, talvez seja urgente — falei, mostrando o celular. — A gente te espera aqui, amor. Atendi a ligação, minha mãe perguntando onde a gente tava, e tive que explicar tudo, além de ela ficar contando as coisas dela, e se passaram vários minutos até eu me despedir e voltar pra balada. Da entrada, dava pra ver Cinthya e seu Ernesto conversando animadamente e dando risada. Quando a música começou de novo, seu Ernesto pegou Cinthya pela mão e levou ela pra pista, e ela foi na dele, rindo. A música é agitada, Cinthya parece uma profissional, mas o velho não fica atrás, pelo menos dança melhor que eu. Peço outra dose, é melhor do que ficar só olhando, penso eu. A música continua e eles continuam se divertindo; de vez em quando, parece que vejo ele colocar a mão na barriga lisinha da minha esposa, mas não posso afirmar, outros casais atrapalham minha visão. Acho que tô viajando e não dou importância, até porque o que eu faria? Reclamar? De algo que não tinha certeza. Depois de um tempo, ela volta, mas seu Ernesto... Ela vai até o bar, está agitada mas contente. — Amor, o que aconteceu? Por que demorou? — Minha mãe, você já sabe. — Aconteceu alguma coisa? — O sorriso dela sumiu por um instante. — Não, claro que não. E bom, vejo que você estava dançando com o seu Ernesto. — Sim, love, enquanto esperávamos ele me chamou pra dançar. Bem na hora, seu Ernesto voltou com umas bebidas. — Já trouxe algo pra refrescar a gente. — Seu Ernesto dança bem, hein. — disse minha esposa sorrindo pra ele. — Só tô seguindo seu ritmo. — Os dois riram. — Pois então, espero que daqui a pouco você descanse e me siga o passo, hein — com um tom desafiador. — Haha, que engraçado, isso quem devia dizer sou eu, não acha? Era óbvio que a Cinthya tava encarando como um desafio que não ia querer perder. Terminaram as bebidas rapidinho, me surpreendi porque ela não costuma beber assim, mas atribuí ao cansaço e à vontade de se refrescar. Mal terminaram e seu Ernesto pegou ela pela mão de novo e levou pra pista, dançavam mais no ritmo, notei que a música era um merengue e dava pra ver que ela tava no compasso e ele seguia ela muito bem, aliás. Eu tava meio tonto, nada sério, mas o álcool já tava me batendo. De novo, os outros casais tampavam a visão dos corpos da Cinthya e do meu chefe, a música de repente não era mais animada, era mais lenta e com um tom sensual, eu via os casais dançando mais colados. Na minha cabeça, eu pensava: "certeza que a Cinthya não dança assim com seu Ernesto". Finalmente consegui ver eles, mas me surpreendi ao ver que ele tava com a mão na cintura dela, no limite dos glúteos tonificados, e a outra mão segurando a dela, os dois rindo e conversando. Do que será que tão rindo?, eu me perguntava, mas mais importante: por que a Cinthya não reclamou? Fazem mais um movimento e batem as pélvis, agora tão completamente juntos. Não evitam a risada, tão se divertindo. Bom, já chega, falei pra mim mesmo, esperava que a Cinthya voltasse e a gente fosse embora. A música continua e de novo perco eles de vista, mal vejo o rosto dela, dá pra notar que ela tá se divertindo, tá curtindo. Agitada e suada, mas isso só a deixava mais gostosa. A música para e vejo eles voltando pra mesa. "Agora vou embora", pensei. Mas antes que eu dissesse algo, o velho me interrompeu. — Que bom que convidei vocês, essa é a melhor férias que tive em muito tempo. Eu só pude sorrir e agradecer de novo pelo convite. E minha esposa concordou com o que eu disse. — Obrigada, seu Ernesto, não me divertia assim há muito tempo — disse minha esposa enquanto se abanava com as mãos. — É, querida, mas já temos que ir. — Nisso, o velho falou de novo. — Não, Héctor, fiquem mais um pouco. — insistiu. — Não sei, seu Ernesto, a Cinthya já tá cansada. — Ah, é? Não pode mais dançar, né, Cinthya? — com um tom desafiador. — Eu voltei pra mesa por sua causa, seu, pensei que o senhor já não aguentava mais, hehe. — É mesmo? Então uma última dança, vamos. Já não me consultaram, só foram dançar. Pelo menos é a última e a gente vai embora, me disse pra acalmar meu ciúme. A música começou de novo, era uma mais animada. Eles já estavam dançando de novo, rindo e conversando, continuavam sem dar trégua. Percebi, graças a poucos casais dançando, que ela dizia algo tipo "já quer descansar?" e ele só negava. De repente, a música mudou e agora era algo sensual, mas ritmado. Os outros casais dançavam, mas era algo bem erótico. Então vi ela hesitando se dançava igual as outras mulheres que estavam lá. Aí o velho disse algo, e ela só riu e fez aquela carinha desafiadora dela e disse: "Vou sim", dando um sorriso. O que aconteceu depois me deixou chocado e confuso. Cinthya virou de costas pra ele e começou a se mexer de forma sensual. Os quadris dela se moviam no ritmo da música enquanto ela descia devagar até quase encostar no chão. A cara do velho mostrava o quanto ele ficou pasmo com aquela imagem na frente dele. Parece que ele não aguentou mais, porque na hora se agarrou nela, segurou com uma mão e a outra... Ela colocou na cintura dele, os outros casais faziam o mesmo e assim dançavam, mas Cinthya era a mais gostosa, não tinha comparação com a imagem que ela proporcionava. As medidas 88-59-93 dela eram a coisa mais erótica que aquela pista já viu há muito tempo, mas o mais estranho é que um cara que poderia ser pai ou até avô dela era o sortudo que estava dançando com ela e naquele momento era o único dono dos movimentos dela. A música continua e agora minha linda esposa inclina o corpo pra frente, deixando a bunda redonda e perfeita à vista daquele velho, que fica hipnotizado e só observa incrédulo com o espetáculo. Mas ao olhar em volta, todas as garotas dançavam assim, e Cinthya leva aquilo como uma simples dança. Agora ela se vira e olha nos olhos dele, rindo, e nos lábios dela se lê levemente: "já cansou?". Isso pareceu acordar Dom Ernesto, que a pega pela cintura e a puxa pra perto. Agora sim, eles estão completamente colados, os peitos dela encostam no peito dele. Eles riem e conversam, mas não consigo mais ver por enquanto. A pista se abre e eles continuam ali, ao lado de alguns outros casais. De repente, ela tropeça e vai cair, mas os braços do velho evitam que isso aconteça. Ao fazer isso, ele se aproxima dela, pressionando a pélvis na bunda dela, e os braços dele a seguram pela cintura. Vejo que ela ri do ocorrido, não dá muita importância pra como o velho a está segurando. Percebo que ele faz um gesto de que vai soltá-la, mas não, só faz isso pra puxá-la de novo com mais força, mas nada, Cinthya não reage mal. Eles voltam a rir, sem mais. Finalmente ele a solta e voltam pra mesa comigo, e eu já queria encarar Dom Ernesto, mas não tive coragem de fazer isso na frente de todo mundo. — Caramba, a música foi boa, não me cansava assim há muito tempo. — Cuidado, Dom Ernesto, não leve tão a sério. — Haha, tranquilo, Héctor, tá tudo bem, isso não foi nada. Né, Cinthya? — Sim, não é nada, eu posso continuar, hehe. — É, percebi quando você quase caiu, hahaha. — Ai, só me Tropecé, é só isso hahaha. Eu não falei nada disso, eles não queriam que eu soubesse que vi tudo. Além disso, a Cinthya não levou a mal, então talvez eu tenha exagerado no que vi.
— Bom, agora a gente vai.
— Tá bom, querido.
— Então eu também vou me retirar. — disse seu Ernesto.
Assim saímos do bar e fomos andando em direção aos quartos, batendo papo.
— Então vejo vocês amanhã na piscina.
— Claro, seu Ernesto, a gente vai estar lá, hehe — enquanto pensava seriamente se devia seguir o combinado com a Cinthya.
— Pois então, a gente se encontra lá. Até amanhã, Cinthya, espero outro desafio desses, hein.
— Enquanto se despedia dando um beijo na bochecha dela.
- Sim, claro kkk. A gente se despediu e chegou no quarto. E decidi confrontar a Cinthya. Continua.
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