Yoga com a mãe gostosa do jardim (4)

parte 1http://m.poringa.net/posts/relatos/5949086/Yoga-con-la-mami-del-jardin.htmlparte 2http://m.poringa.net/posts/relatos/5949734/Yoga-con-la-mami-del-jardin-2.htmlparte 3http://m.poringa.net/posts/relatos/5951102/Yoga-con-la-mami-del-jardin-3.htmlFabián foi o primeiro a agitar o grupo de WhatsApp que mantinham há anos, que chamavam — como uma piada interna — de A Irmandade. Naquela manhã, com um entusiasmo mal contido, escreveu: "Gente, fodeu. O chefe me empresta a casa dele no Tigre pro feriadão. Tem piscina, churrasqueira, píer… tudo. Quem topa?" As respostas chegaram rápido. Carolina, prática como sempre, perguntou: "É com os parceiros ou sem?" Fabián esclareceu que como quisessem, mas que avisassem pra organizar os quartos. A casa era confortável, embora não infinita. O clima já tava parecendo verão. Clara respondeu na hora, como se a proposta estivesse esperando na porta: "A gente vai. Sem os pivetes. Eles vão pros escoteiros justo nesse feriadão." Marco completou: "Confirmado. Fim de semana sem filhos. Finalmente." Mas as desistências começaram a cair uma atrás da outra. Verônica, apertada com compromissos de família, lamentou: "Aniversário do cunhado. Não dá pra escapar. Na próxima, com certeza." Marcela, seca, quase sem culpa: "Passo. Trabalho sábado. Impossível." Fabián, exagerando uma decepção, escreveu: "Aff… tanta gente furando. Posso perguntar pro meu chefe se dá pra ir outro fim de semana, mas não garanto." E aí Clara interveio. Não de forma direta, mas com uma clareza que deixou tudo claro pra Fabián: "Não me faz isso, Fabi. Já tinha me empolgado. Tem planos que não se cancelam." Agustina apareceu no chat como quem já tava fazendo as malas: "Com Fabián a gente vai. Óbvio. Sem filhos, sem culpa e com muita vontade. Todo mundo é super bem-vindo, quem puder, a gente espera de braços abertos." Fabián respondeu só pra ela, com cumplicidade: "vamos com tudo então 😏" Marco, fechando a troca, escreveu: "Vamos ter um tempo incrível." E ninguém disse mais nada. A estrada serpenteava entre árvores e casas baixas, margeando o rio como uma promessa. O sol da tarde caía de viés no para-brisa, tingindo tudo de um dourado lento e calmo. Clara se acomodou no banco do carona do carro da Agustina. Atrás, entre os assentos, as mochilas, a caixa térmica portátil e um par de garrafas de vinho enroladas numa toalha. O rádio tocava baixinho, uma música instrumental que se perdia entre os barulhos do motor e o murmúrio do vento. No outro carro, uns metros atrás, iam Marco e Fabián, conversando relaxados, sem pressa. — Tem certeza de que tá de boa com a gente ir assim, separadas? — perguntou Agustina sem virar completamente, com um sorriso tranquilo. — Mais do que de boa — respondeu Clara, sorrindo também —. Gosto de conversar com você sem tanto barulho. Além disso… tô curiosa. Agustina olhou de lado pra ela, entre cúmplice e provocadora. — Curiosa com o quê? Clara demorou um segundo pra responder. Olhou pela janela, como se estivesse se preparando. — Com o que você disse no bar. Aquela parada de… troca de casais. Agustina soltou uma risada curta, contagiante, quase debochada mas sem maldade. — Não pensei que você ia perguntar tão na lata! — Foi sério? — insistiu Clara, baixando um pouco a voz. — Mais sério do que parece — disse Agustina —. Foi com um casal amigo. Vários anos atrás. A gente tava viajando. Praia, rum, pouca roupa… cê sabe como é. Clara concordou, com os lábios entreabertos. — E como foi? Agustina sorriu de um jeito diferente. Mais profundo. Como se voltasse, por um instante, àquela viagem. — Explosivo. Mas não só pelo físico. Foi algo… libertador. Tipo tirar um peso das costas. Com o Fabián sempre tivemos uma cumplicidade diferente, saca? Não de ciúme, mas de brincadeira. Clara olhava fascinada, como se ouvisse uma história impossível. — E depois? Não teve ciúme? Vergonha? — Claro que teve umas paradas. Mas o que ficou foi mais forte: confiança, tesão compartilhado… A gente se olhava diferente depois. Melhor. Mais… desejados. Clara engoliu seco. Lambeu os lábios sem perceber. — Não sei se eu conseguiria… mas… me atrai. Pensar nisso. Ver o Marco com outra. Sentir que eu também… — Que você também o quê? — Que eu também mereço. Que posso… esquentar outro cara. Agustina apoiou a mão na perna dela, Firme, com a segurança de quem não duvida. Não era um gesto desajeitado, nem uma tentativa de consolo. Era uma afirmação. —Acredita em mim, Clara —disse ele com voz baixa, segura—. Vale a pena. E além disso… você tem de sobra. Clara sentiu uma corrente subindo do ventre. Uma parte dela queria desviar o olhar. Outra, a mais nova, a mais viva, queria ficar ali. Um silêncio denso, carregado de eletricidade, tomou conta do habitáculo do carro enquanto seguiam em frente. Lá fora, uma placa verde anunciava: “Bem-vindos ao Delta”. Aqui dentro, outra boas-vindas se formava. Uma entrada lenta, mas inevitável, para um desejo novo. Mais selvagem. Mais perigoso. Mais real. O calor estava pesado, como um lençol molhado grudando na pele e no ar. As cigarras não paravam de cantar o dia inteiro, e o sol, baixo e alaranjado, continuava batendo forte, como se não fosse se render. O rio, parado e marrom, mal se mexia, também rendido ao clima denso do Delta. Os dois casais já estavam de biquíni e sunga, o corpo entregue ao calor e à brincadeira. A piscina, um retângulo azul perfeito encravado no gramado recém-cortado, oferecia um oásis breve. Na mesa de plástico, os copos com gelo suavam. Riam, jogavam água, brincavam. Mas a risada era só isso: uma superfície. Por baixo, fervia outra coisa.Yoga com a mãe gostosa do jardim (4)Marco tinha se jogado na água com um pulo desajeitado, fazendo um barulhão. Clara tinha entrado atrás, com uma braçada lenta, acariciando a água mais do que nadando. Agustina, por outro lado, tinha descido pela escadinha de metal com uma lentidão calculada, felina, como se cada degrau marcasse um compasso. Fabián já estava dentro, submerso até o peito, com uma cerveja na mão, observando a cena como se fosse um filme que ele já conhecia. — Não aguento mais esse calor — disse Clara, sacudindo o cabelo pra trás, respingando em todo mundo sem culpa. — Eu também não — respondeu Agustina, e se deixou afundar de vez. Quando emergiu, a água escorreu entre os peitos dela, descendo pela barriga até a calcinha do biquíni. Marco olhou pra ela. Desviou o olhar na hora. Mas já era tarde. Fabián se aproximou por trás e abraçou ela pela cintura, com a naturalidade de quem não pede licença. Ela não se afastou. Se apoiou nele, relaxada. Fabián mordeu de leve o lóbulo da orelha dela. Um segundo. Dois. Clara viu tudo. Marco também. — Ei, ei! Isso aqui é uma piscina pública! — brincou Clara, com um tom que tentava ser leve, mas saiu mais alto do que precisava. — Desculpa! — disse Agustina, soltando uma risada cristalina enquanto se desgrudava de Fabián — É que o calor deixa a gente besta… — Besta e com tesão — completou Fabián, com aquele sorriso dele que sempre deixava algo no ar. Clara riu, mas a risada dela soou diferente. Não olhou pro Fabián, e sim pro Marco. E encontrou ele ainda olhando pra Agustina, meio segundo a mais do que o prudente. Então, como se nada tivesse acontecido, Agustina nadou tranquila até a borda. — Trouxemos limas? Dava pra fazer umas caipirinhas — perguntou ao chegar na escada. — Acho que sim — respondeu Clara, vasculhando a memória, como se ali se escondesse outra coisa. O clima mudou de repente. A tensão se escondeu atrás do banal, como costuma fazer quando o desconforto começa a aparecer. Marco ficou flutuando de barriga pra cima, com os olhos fechados e o sol batendo nele. bem no meio da cara. Ele parecia tranquilo. Mas não estava. Agustina olhou de relance pra ele enquanto secava o cabelo com uma toalha branca. Não disse nada. Não precisava. Ela sabia. Todos sabiam. E aquilo era só o começo. O jantar tinha rolado numa mesa comprida, debaixo do telhado de madeira que dava pro bosque. Luzinhas fracas penduradas no teto pareciam vagalumes parados. As velas altas deixavam a cera escorrer devagar, e os grilos faziam aquele som constante ao fundo. Fabián tinha arrasado na churrasqueira: carnes suculentas, legumes assados, pães quentinhos que ainda soltavam vapor. O vinho branco gelado circulava em taças altas, e os corpos, bronzeados, descalços e brilhando de calor, foram se soltando. Clara ria com a cabeça jogada pra trás, um pouco mais alto que o normal. Vestia um vestido solto, daqueles que grudam no corpo com a umidade. Já tinha tomado três taças e tava servindo a quarta sem esperar. Marco tava do lado dela, com o cotovelo apoiado na direção dela, mas o olhar dele desviava — toda hora — pra Agustina, que observava ele com a calma de quem decifra algo complicado e excitante. Agustina vestia uma túnica branca, quase transparente contra a luz. Por baixo, o biquíni preto, ainda molhado, colava na pele morena dela. Ela se abanava com o guardanapo como quem se distrai, mas tudo nela era intencional. Fabián acariciava a nuca dela sem olhar, enquanto batia papo com Clara sobre vinhos orgânicos. — Essa casa é impressionante — comentou Clara, com a voz meio arrastada pelo álcool —. Seu chefe vem muito aqui? — Quase nunca — respondeu Fabián —. Por isso me empresta sem problema. Sabe que a gente cuida… mesmo que nem sempre com juízo. A risada foi geral, mas Clara sentiu que tinha um duplo sentido que ela não queria explorar demais. Cruzou as pernas devagar, percebendo — sem querer — como os olhos de Fabián deslizavam pela borda da coxa dela. Marco serviu mais vinho pra ela. Agustina deixou ele fazer, sem tirar os olhos de cima dele, nem por um segundo. —E aí? —perguntou Agustina, com aquela voz que sempre parecia esconder alguma coisa—. Vocês sentem que isso é tipo… umas férias clandestinas? —Clandestinas? —disse Marco, divertido—. Só falta o crime. —E se a gente já estiver cometendo? —sussurrou Agustina, quase inaudível. O silêncio caiu como um pano molhado sobre a mesa. Clara mordeu um pedaço de pão devagar, como se aquilo pudesse preencher o vazio. Fabián bebeu do copo sem pressa. Ninguém respondeu. A música da caixinha de som mudou sem que ninguém percebesse. Uma canção suave, em francês, começou a tocar. Tudo ficou mais lento. Mais denso. Agustina se levantou. O vestido se mexia com ela, como uma extensão do corpo dela. Caminhou até o píer e desceu as escadas até sentar na beirada, com os pés na água. Marco acompanhou ela com o olhar, fixo, sem disfarçar. Clara também olhou, mas foi com uma mistura de admiração e agonia. O vinho queimava a boca do estômago dela. Tinha perdido a conta de quantas taças já tinha tomado. Se sentia flutuando, mas ao mesmo tempo consciente demais. —Vou pegar gelo —disse Fabián, se levantando com uma calma estranha. Clara e Marco ficaram sozinhos por alguns segundos. O murmúrio das folhas, a música suave, o barulhinho da água do rio. Clara engoliu seco. A mão dela tremia um pouco. Procurou a de Marco debaixo da mesa e apertou com força. —Isso vai explodir —sussurrou pra ele, sem olhar. Marco não respondeu. Só apertou os dedos dela. E aquilo bastou. Agustina apareceu depois de um tempo, trocada e banhada, com um colchonete em cada braço, descalça, o cabelo solto, ainda molhado do chuveiro. Vestia um short branco e uma camiseta larga sem sutiã. Na penumbra, parecia flutuar. —E se a gente fizer algo diferente? —propôs com suavidade, mas com algo na voz que se cravou como uma unha na pele—. Algo devagar… uma sessão de ioga restaurativa. E um pouco de tantra. Pra relaxar. Pra conectar. Marco olhou pra ela sem dizer nada. Clara concordou antes de pensar. Fabián, já de cócoras, apoiava o copo dele ao lado do colchonete. A música O som que saía da caixa era mínimo: taças, respirações, tambores distantes. Estavam em semicírculo, cercados pela noite morna do Delta. Lá fora, o rio parado. Aqui dentro, um silêncio tenso. Agustina sentou no centro, com a coluna reta, o olhar lento. Dava pra ver que ela tava no controle. Dava pra ver que era perigosa. —Fecha os olhos — disse ela. — Deixa o corpo falar o que a mente não tem coragem… A voz dela era um carinho com gume. Ninguém falava. Ninguém ousava. — Sente a sua base… aí onde você guarda tudo que não diz… tudo que você cala por medo… por costume… Clara respirou fundo. O vinho ainda queimava na garganta dela. Tava com calor. O tecido do vestido leve tinha grudado entre as pernas. — Sente essa energia presa. Esse desejo que se esconde quando alguém entra no quarto. Essa parte sua que quer tocar sem pedir licença. Marco engoliu seco. Tinha as palmas abertas sobre os joelhos, mas os dedos crispados. — Deixa subir… esse fogo… devagar… como uma mão que conhece o caminho… que não pergunta… só encontra. Clara gemeu. Quase nada. Um fio de voz. O corpo dela arqueou só o suficiente. Marco não olhou pra ela. Fabián, sim. — Sobe pelo seu ventre, pelo seu peito… até o pescoço… até a boca… essa boca que beija menos do que imagina… Fabián tava com os olhos semiabertos, o peito ofegante. Agustina viu, percebeu. E continuou. — Sente como vibra aquilo que você quer e não tem coragem de dizer. Sente o desejo desse outro corpo… perto… dentro… Clara estremeceu. Os músculos tremiam em silêncio. Foi um orgasmo interno, sem escândalo. Uma descarga quente, particular, que afrouxou a mandíbula dela e deixou os olhos marejados. — E agora… — disse Agustina, baixando a voz até virar um sussurro —… solta tudo. Deita no colchonete. Deixa o corpo se render. Nada pra fazer. Nada pra pensar. Os três obedeceram. Marco com os punhos cerrados. Fabián com o peito ainda ofegante. Clara se deixou cair pra trás, como quem se entrega a algo inevitável. A música continuava. Agustina percorreu eles com o o olhar como se estivesse despindo eles um por um. Depois apagou as luzes baixas, deixou só uma vela acesa e se afastou na ponta dos pés. Clara, afundada no colchonete, soltou mais um suspiro. As pálpebras pesavam. O álcool, o calor, o tremor recente… tudo venceu ela. Dormiu ali mesmo. Com um sorriso vago. Como quem acabou de viver um sonho que não ousa contar. Clara acordou desorientada. O corpo pesava, a boca seca, uma sensação quente e pegajosa na pele, como se o ar tivesse grudado nela por horas. A brisa noturna mal entrava pelas janelas. O tecido do vestido roçava nos bicos dos peitos, durinhos. Ela estava sozinha no colchonete, na sala. A casa na penumbra, envolta num silêncio artificial, quase teatral. Mas não era completo. Um som leve, rítmico, quase imperceptível, quebrava essa calma. Como um batida molhada, compassada. Depois, um gemido abafado, longo, feminino. Agustina. Clara se sentou devagar. O coração começou a bater forte sem ela entender por quê. Andou sem fazer barulho, descalça, com os pés ainda moles pelo vinho. O corredor parecia mais comprido do que era. A porta do quarto principal estava entreaberta. Da soleira saía uma luz fraca, quente, que projetava sombras que se mexiam. Clara apoiou uma mão na parede. E olhou. A cena bateu nela como uma onda quente, direto no peito. Marco estava de pé na beira da cama, completamente pelado, o corpo tenso, a pica dura e brilhante, segurando pelo cabelo a Agustina, que estava ajoelhada entre as pernas dele. A boca aberta, funda, tomada por ele com uma entrega crua. A mão dela apoiava na coxa dele, a outra roçava nos ovos dele. Ela devorava ele. Possuía ele com a boca. Com uma voracidade perfeita. Clara nunca tinha visto aquilo assim, talvez em algum vídeo pornô. Mas isso era real. Marco soltou um grunhido, puxou ela com uma delicadeza brutal e fez ela virar. Agustina se deixou levar. Subiu na cama de quatro, como se já se soubesse o que vinha. Ele se acomodou atrás e montou nela de uma só vez. O som do corpo penetrando foi molhado e certeiro. Agustina soltou um grito curto. E começou a se empurrar pra trás, com os joelhos abertos, o cabelo cobrindo o rosto. Clara sentiu um formigamento intenso no baixo ventre. Não conseguia se mexer. Marco agarrou os quadris dela, apertou com as duas mãos. Cada estocada era mais forte que a anterior. As bundas de Agustina batiam nele num ritmo frenético. O abajur da mesa de cabeceira projetava na parede um espetáculo de sombras orgásticas: curvas que se abriam, que se uniam, que se agitavam. O quarto era um santuário do desejo. —Assim… me come forte — sussurrou Agustina, rouca. Marco pegou ela pelo pescoço e puxou pra perto. Do ângulo dela, Clara conseguia ver ele mordendo as costas dela, a língua percorrendo a pele molhada de suor. Agustina gemia de boca aberta, com o rosto torcido de êxtase, sem nenhuma vergonha. Clara não conseguia parar de olhar. A excitação pulsava entre as pernas dela, em ondas quentes, molhadas, elétricas. Marco empurrou ela contra o colchão, de costas, e se enterrou de novo entre as pernas abertas dela. Agustina abraçou ele com os calcanhares cravados nas costas dele. Ele metia com força. Ela não gritava: rugia. Como se arrancassem algo ancestral dela. Como se cada movimento esvaziasse a alma dela. —Você gosta assim, filha da puta — ele disse. —Adoro — ela ofegou —. Adoro que me coma assim… forte… deixa dentro… Clara apertou as pernas, tremendo. Se agarrou ao batente da porta. O corpo inteiro vibrava. Tava encharcada. O coração, descontrolado. O desejo, uma tempestade dentro dela. O clímax de Agustina veio como um relâmpago: gritos entrecortados, espasmos, lágrimas nos olhos. Marco não parou. Gozou segundos depois, enterrado até o fundo, gemendo a descarga entre ofegos. Silêncio. Os corpos ficaram abraçados, colados, brilhando. Clara não soube quanto tempo ficou ali, congelada. E então, um toque leve no ombro dela. Sucção no estômago. O susto. Ela se virou. Fabián. Ele olhava pra ela com uma expressão serena, sombria. Sem surpresa. Sem julgamento. Só desejo. No olhar dele tinha fogo. E algo mais perigoso: permissão. —Vem —ele disse, quase num sussurro—. Vamos pro outro quarto. Ela não disse nada. Mas seguiu ele. JÁ SABEM, SE COMENTAREM E DEIXAREM PONTOS, ME MOTIVAM A CONTINUAR ESCREVENDO. 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