Postagem anterior
Seguinte post
Compêndio IIIA PROMESSA I
A partir do aniversário da Marisol, meu relacionamento com a Violeta ficou muito mais intenso, no sentido de que quando a gente via Netflix, terminava com meu pau enfiado na bucetinha macia dela e eu agarrando os peitos dela. Nem sempre a gente transava, mas assim como minha esposa, a partir daí, a Violeta começou a usar mais minissaias.
Mas como eu falei antes, a estrela dessa história é outra.
Quando a Pamela era jovem, tinha um charme irresistível: pele morena sempre bronzeada, uns olhos pretos vivos e intensos, um par de peitos magnéticos, uma cintura deliciosa e uma raba de primeira eram seus cartões de visita. Depois tinha a personalidade arrogante de merda dela, beirando a misandria, e o sotaque espanhol sensual, encantos que eram aumentados pela roupa gótica tentadora. Esse apelo, combinado com o olhar perspicaz e calculista dela, dava a ela um charme letal, daqueles que fazem todos os alarmes dispararem nos homens, mas que a tesão acaba motivando a correr atrás dela mesmo assim.
No fundo, era uma contradição ambulante: distante mas sedutora ao mesmo tempo, desdenhosa mas cativante. O tipo de mulher que brincava com seus amantes como peças de xadrez, orgulhosa de estar sempre 2 passos à frente.Meu rouxinol, por outro lado, era completamente diferente.
Quando se conheceram pela primeira vez, Marisol ainda era uma menina calorosa, respeitosa e cheia de amor. Ainda brincava com bonecas e bichinhos de pelúcia, desenhava cartinhas românticas nos cadernos e via o mundo com inocência.Pamela, por outro lado, enxergava as coisas de um jeito mais cinza. Graças àquele pedaço de merda do pai dela (que também é pai da Violeta), já sabia como os homens pensavam. Tinha aprendido a manipulá-los como bem entendia, mesmo tendo a mesma idade da minha esposa. Mas, mesmo assim, elas se adoravam. Eram primas de sangue, mas irmãs de alma.
Quando eu entrei em cena, Pamela foi a primeira a reclamar. Pra ela, era aquele problema típico: um universitário fracassado, que passava "muito tempo" junto da sua doce e meiga prima. Não acreditava que eu tivesse boas intenções, as experiências passadas dela servindo de guia. Pra Pamela, todo homem era mentiroso, guiado por uma única coisa, e Marisol, sua doce, confiante e inocente Marisol, era uma presa fácil. Pamela achava que eu estava enganando ela, enrolando com a intenção de levar pra cama, quando na real, eu nem percebia os sentimentos da Marisol. Éramos bons amigos. Falávamos de anime, livros, música. Eu era só aquele cara tímido, inseguro e nerd que adorava passar o tempo conversando.
Mas a Pamela não ouvia razões. Na sua maneira distorcida de proteger a Marisol, Pamela tentou me seduzir usando seus flertes que já tinham funcionado com todos os caras que ela manipulou: sempre de decote, tentando chamar atenção, com olhares estranhos e misteriosos, se aproximando mais do que devia, aquele sorriso cativante e safado, entre outras coisas. Ela queria mostrar pra Marisol que ela estava errada. Que eu era igual ao resto e que ia cair nos meus instintos, igual os outros fizeram.
Mas isso nunca aconteceu.Naquela época, eu era tímido, reservado com minhas coisas e, sinceramente, a presença da Pamela me incomodava. Ela adorava chamar atenção, enquanto eu não buscava me destacar.
Quando ela se juntava a nós com a Marisol, nossa dinâmica mudava. Ela dominava a conversa, falando abertamente e sem papas na língua sobre suas experiências com outros caras e sua vida sexual ativa, quebrando o clima e focando toda a atenção nela. De repente, nossas conversas tranquilas entre amigos viravam monólogos estranhos da Pamela, onde nem eu nem a Marisol nos sentíamos à vontade pra participar ou pra cortar. A Pamela atrapalhava, não porque a gente não gostasse dela, mas porque ela não entendia o ritmo da relação que a Marisol e eu tínhamos.
E aos poucos, todos os preconceitos e ressentimentos dela foram se desfazendo, ao ver que as besteiras dela não funcionavam, nos dando espaço pra construir nossa relação.
Ela começou a prestar atenção em nós, em como a gente agia, e percebeu que eu não era igual aos caras com quem a Pamela sempre saía. Nunca pedi nada em troca da Marisol. Nunca a usei, nem a ignorei, muito menos a desprezei. Sempre dei ouvidos aos pensamentos dela, ria das suas ideias e histórias. Era carinhoso e constante. Tratava ela com respeito e gentileza. E o que mais indignava: nunca deixei que a beleza da Pamela ofuscasse minha atenção pela minha passarinhazinha.
Embora naquela época a Pamela fosse a mulher mais gostosa e sensual que eu conhecia, do tipo que fazia todo mundo virar a cabeça quando passava, eu nunca reparei nela quando estava com a Marisol, porque a Pamela não me interessava.Foi difícil quando eu e a Marisol começamos a morar juntos. Mesmo eu morando a três casas dos meus velhos, era como se estivéssemos sozinhos no mundo. Apesar de meus pais quererem nos ajudar, eu recusava porque sentia que era minha responsabilidade sustentar meu rouxinol.
Curiosamente, embora nunca tivesse comentado isso na época, meu coração já sabia que queria casar com ela. Queria ter filhos com a Marisol e era minha responsabilidade conquistar esse futuro, sem ter que herdá-lo dos meus pais.
Éramos pobres, nos virando com as aulas, as bolsas universitárias dela e meus turnos exaustivos. Eu estava fazendo meu mestrado e trabalhando ao mesmo tempo, e meu rouxinol estava estudando para se tornar a excelente professora que ela é hoje. Ainda lembro dos banhos frios que eu tomava, só para que ela pudesse tomar banho quente e ter gás suficiente para cozinhar. E apesar de tudo, éramos felizes na nossa pobreza: as noites frias nos faziam dormir mais abraçados. Cada obstáculo nos aproximava mais e mais.
E de repente, Pamela se mudou pra cá com a gente: uma briga com a mãe dela e a Marisol se viu obrigada a recebê-la. Não tava com a menor graça, porque a Pamela continuava sendo uma puta de merda, com um batalhão sem fim de caras desfilando entre as pernas dela toda semana, o que me deixava desconfortável em ter que deixar a Marisol pra ir trabalhar no norte na obra. Mesmo assim, o sorriso do meu rouxinol me derretia e eu não conseguia recusar.
E então, Pamela quebrou o braço e a perna. Marisol tava até o pescoço com as provas de fim de semestre e alguém tinha que cuidar da Pamela. Essa pessoa tive que ser eu, já que tava na minha semana de folga. E no começo, fiz de má vontade, não por rancor, mas por me sentir desconfortável. Pra vocês entenderem, naquela época, Pamela me chamava de "Tarado" e "Pau mole" quando tava sendo carinhosa, e já tinha estragado minha amizade com meus colegas de faculdade, fazendo meus estudos virarem um inferno quando me formei engenheiro, então eu não simpatizava com ela nem um pouco. Mas ela tava indefesa, precisando de ajuda pra tudo: comer, se mexer, ir ao banheiro...E a proximidade forçada gerou a mudança. Ela já não me olhava com arrogância nem fazia comentários ferinos. Me perguntava por que eu não olhava pra ela como os outros caras. Se eu odiava ela tanto assim. E eu confessei que não odiava ela, mas tava puto por ela ter dormido com meus colegas de faculdade só pra me irritar. Que a personalidade chamativa dela me complicava, ofuscando a presença do meu rouxinol. E que eu tava apaixonado igual um louco pela prima dela.
Pamela não discutiu comigo. Admitiu que tinha inveja da prima. Que de todos os caras com quem tinha saído, ninguém nunca tratou ela como eu tratava a Marisol.
E foi entre essas confissões que algo nasceu entre nós. Não exatamente um romance, porque nós dois amávamos a Marisol. Mas rolou beijos, abraços e sexo anal. Pamela foi a primeira mulher que eu comi no cu e eu fui o primeiro a desflorar ela por ali. A gente se desejava, vontades reprimidas por tanto tempo que não conseguíamos nos controlar.
Apesar de tudo, a gente sentia remorso por fazer isso pelas costas da Marisol. Até que o filho da puta do Diego apareceu de novo…O pai da Pamela e da Violeta, um mastodonte de 1,90, com braços grossos como troncos, tinha sido o responsável pelas fraturas da filha. E queria levar ela à força. Eu e a Marisol tentamos resistir, mas ele nos deu uma surra violenta, da qual milagrosamente consegui derrubá-lo com um belo soco na mandíbula. A polícia chegou, levaram ele e processaram, e eu e a Pamela confessamos nosso pecado pra minha rouxinol.
Naquela hora, eu esperava o pior: que ela me chutasse por ter partido o coração dela, as lágrimas dela, a raiva. Mas a Marisol nos surpreendeu. Ela ouviu nós dois com calma e nos deu um sorriso. Aquele sorriso maravilhoso e cativante que esconde a pinta na bochecha dela, dizendo que sempre soube que a Pamela carregava uma tristeza imensa escondida debaixo daquela arrogância e que, de certa forma, esperava que a Pamela conhecesse alguém como eu, que enxergasse além do que os olhos podem ver.
Pra nossa surpresa, a Marisol disse que não se sentia magoada. Pelo contrário, se sentia lisonjeada ao saber que as mesmas coisas que minha rouxinol ama em mim ecoavam na Pamela. Claro, eu me desculpei, admitindo que tinha falhado com a confiança dela. Mas ela, pegando minha mão, me acalmou dizendo que eu não tinha falhado. Que "provavelmente, eu era incapaz de trair ela e que o único jeito de eu ser infiel seria se uma mulher se jogasse em cima de mim".
E foi aí que começamos a viver os três juntos. Mesmo com a permissão da Marisol pra transar, eu e a Pamela ainda nos sentíamos desconfortáveis. Aqueles tempos eram deliciosos, não vou negar, porque apesar de já estar me deitando com a Verônica e com a Amélia quando ia pro trabalho (e depois, com minha amiga Sônia), em casa me esperavam a Marisol e a gostosa da Pamela.
E nunca esperamos que a Pamela mudasse. Anos atrás, minha "Amazona espanhola" tinha largado a escola e começado a trabalhar num bar de quinta categoria, onde o dinheiro e os homens vinham com mais facilidade. Mas depois de morar um tempo com a gente, rodeada de livros, sessões intensas de estudo durante a noite e nosso apoio mútuo entre eu e a Marisol nas provas, a Pamela começou a se perguntar se não podia se juntar a nós nesse novo mundo acadêmico.A Marisol não perdeu a chance de me encarregar da prima dela. Nem eu nem a Pamela compartilhávamos do otimismo dela, porque toda vez que ficávamos a sós, acabávamos enroscados um no outro. Mas de algum jeito, a gente se virou e descobriu algo que nem a própria Pamela tinha percebido: Por baixo daquela máscara arrogante e sensual, a Pamela tinha um talento nato pra matemática e ciência. Quando perguntei pra ela, disse que sempre teve uma boa cabeça pra contas e números. Um lado que ninguém, nem ela mesma, tinha notado.
Aquela faísca de reconhecimento acendeu algo nela. Não vou negar que, naquela época, a gente transou até pedir um tempo. Mas a confiança dela cresceu de forma exponencial. Ela estudou com aquele pique gostoso que eu conhecia nela. E a gente começou a se apaixonar de verdade. Além da luxúria dos nossos corpos, mas em direção a algo mais concreto, com mais base. Observei as virtudes dela e fui sincero: ela devia estudar engenharia de cuties, igual eu fiz. Ela tinha muito mais talento do que eu tinha naquela época, e naquele ponto, Pamela já sabia que eu a via muito além de um par gostoso de peitos e uma rabuda de primeira.Agora, Pamela tem 30 anos. E se antes eu achava que Pamela podia ser a namorada ou a amante de um jogador de futebol, bom, agora essa ideia é pequena demais.
O tempo, a confiança, o profissionalismo e o propósito a esculpiram numa mulher que faz virar cabeças sem esforço. Ela não se veste mais pra seduzir, mas com um corpo como o dela, que basta vestir um saco de batatas e já fica gostosa, ela se vira muito bem no ambiente masculino, de homens brutos que existe no trampo, onde a personalidade arisca dela dá aquela beleza de miragem no deserto: uma diaba sexy, com postura, poder e uma beleza sem frescura.Até eu e a Sonia ficamos sabendo dela na Austrália, quando trabalhávamos em outro circuito da nossa empresa. Ela é praticamente imbatível nas vendas, trabalhando como engenheira analista de projetos, percorrendo todo o circuito da América Latina. Não porque ela conquista com o charme, mas pela inteligência dela. As sugestões dela são espertas e eloquentes. Ela se destaca do resto como uma força da natureza. Os homens já não olham pra ela como um pedaço de carne. Ficam cativos, inseguros se admiram, respeitam ou os dois. E a Pamela sabe muito bem disso. Ela dá o suficiente: um sorriso, um flerte bobo e, com sorte, uma risadinha meiga pro pobre coitado que ousar dar em cima dela, sabendo muito bem como manter eles na linha.
Tinha passado uma semana e meia do aniversário da Marisol e do nosso aniversário de casamento. Ela apareceu num sábado de manhã, parecendo desesperada pra fugir da comemoração da prima dela.
— Me desculpa, Mari, por não ter vindo antes! — Ela praticamente implorava de joelhos pra Marisol, como se tivesse falhado com ela. — Me mandaram uns caras de merda pro cu do mundo, só porque uns babacas se recusam a soltar a grana e trocar os equipamentos de bosta deles.
A Marisol, por outro lado, só ria.
— Ai, prima, não seja estranha! — dizia meu rouxinol, acariciando os cabelos dela com doçura. — Quantos aniversários seus eu já perdi e não fico deprimida? O importante é que você tá bem e veio me ver. Só isso.
Com Dito isso, Pamela se recompôs e finalmente percebeu que eu estava na cozinha.
— Finalmente você apareceu, seu desgraçado! — Me recebeu minha “Amazona espanhola” me abraçando com força. — Como você tá, seu porco? Ainda babando nas tetas da minha prima, filhote?
Naquele dia, Pamela vestia uma blusa branca de verão com gola redonda, sem decote, mas os peitos macios e fofos pareciam saídos de uma nuvem, e uma calça jeans que se ajustava à cintura dela como uma luva.
— Não pensei que você pudesse ficar mais gostosa, Pamela. — confessei, abraçando ela pela cintura e dando um beijo na bochecha.Na hora, minha “Amazona” ficou tímida, sem graça.
— Pois eu também não achei que você pudesse virar um gato, mas aqui está você, galã. — respondeu ela com malícia.
Depois de ouvir a bagunça, Violeta se juntou a nós no café da manhã.
•Violetica, querida! Não deixa esse tarado olhar pras suas tetas! – Pamela cumprimentou cordialmente a irmã, que vinha usando seu pijama de verão bem revelador.Violeta ficou vermelha.
<3Pois é… não me incomoda. – respondeu minha cunhada.
+Vem comigo, Pamela, pra você conhecer o Jacintinho! – instigou Marisol, sem dar tempo pra ela processar a resposta da irmã.
Naquele dia, passamos na casa da Verônica. Acho que, pras minhas filhas, uma das “tias favoritas” é a Pamela, já que ela inspirou o nome de uma das nossas gêmeas.
Com a Verónica, preparamos uma lasanha pro almoço e passamos uma tarde bem agradável. E, mesmo sem demonstrar abertamente, eu e a Pamela trocávamos olhares sutis que, sob a tensão de sermos pegos pelas minhas filhas, minha esposa e minha família política, ainda assim revelavam um pouco da ardente atração mútua que a gente sentia. No fim da tarde, as minhas filhas bateram o sono e a vontade de voltar pra casa dos meus pais, enquanto a gente terminava o lanche. A Verónica tinha que ir pra confeitaria, supervisionar o preparo de uns doces, então, depois de ler a história pra dormir pras pequenas, e enquanto a Violeta tava vendo Netflix na sala, encontrei a Marisol e a Pamela tomando uma xícara de café na cozinha.É engraçado agora que eu lembro, mas quando as duas me viram, fizeram a mesma cara que as gêmeas fazem quando eu pego elas mentindo ou escondendo uma travessura, tipo naquela vez que pegaram minhas ferramentas e ficaram com as mãos cheias de graxa: as duas congelaram no meio da frase, se tensaram e, na hora, baixaram o olhar, lábios apertados num biquinho de culpa. Até posso jurar que seguraram a respiração por uns segundos, deixando bem claro que o que estavam conversando não queriam que eu soubesse.
E, como vocês podem imaginar, fiquei curioso. Quer dizer, são raras as vezes que você vê mulheres gostosas de 30 anos agindo feito colegiais guardando segredo.
– Aconteceu alguma coisa? – perguntei com um sorrisão no rosto.
• Não... Nada... Nada... – respondeu a Pamela.
O que eu não esperava era o sorrisinho discreto e radiante que a Marisol me deu, me incentivando a continuar perguntando.
– Se quiserem, posso deixar vocês à vontade. – sugeri, entrando na brincadeira da minha esposa.
A Pamela ia topar, quando um cotovelo discreto da minha rouxinol a interrompeu.
• Ush, Mari, porra! – reclamou minha "Amazona espanhola", olhando pra prima com raiva. – Tá bom!
A Pamela me olhou nos olhos, e dava pra ver o coração dela... acelerado. Era algo que queria me perguntar há vários anos, desde a época em que Marisol e as pequenas a visitaram naquele verão em que tive que ficar trabalhando em Melbourne.
Ela deu um suspiro fundo, os peitos subindo e descendo sob aquele intrigante colete branco, e me olhou nos olhos, insegura e cheia de timidez.
•Lembra… mhm… lembra quando eu… estava noiva do Juan? – me perguntou, inesperadamente tensa.
E olha, caro leitor, que Pamela, nos seus tempos de jovem, era uma mulher que não se envergonhava se um peito escapasse do biquíni quando ia à piscina. Então, tanto pra mim quanto pro meu rouxinol, a cena era praticamente ver a lua colidir com um cometa.
– Claro que lembro. – respondi, ainda confuso. – Felizmente, você não casou com ele.
Na mesma hora, minha “Amazona espanhola” apareceu.
•Claro, porque o babaca era um cagão que continuava casado! – retrucou, cheia de salero como sempre, mas se segurou na hora. – Mas não é esse o ponto…
Olhei pra ela como quem a forçava a continuar falando, mas ao mesmo tempo me deliciando, porque acredite, não é todo dia que se vê uma mulher com o tempero da Pamela se atrapalhando enquanto fala.
•Lembra… por que eu queria casar com ele? – me perguntou, evitando me olhar nos olhos.
E eu ia responder, mas naqueles exatos momentos, tive um flashback do passado…
********************************************
Fazia um tempo que Pamela tinha voltado pro nosso país. Marisol é muito mais sociável tanto com a minha família quanto com a dela, e enquanto Pamela desabafava sua frustração porque Juan tinha voltado atrás no compromisso de casamento, ouvi claramente a voz da “Amazona espanhola” pelo viva-voz do telefone:
•Piranha, Mari! Que, se eu chegar aos trinta e não casar com um cara, vou pegar teu marido e fazer um filho com ele, porra!
********************************************
Eu sentia palpitações na cabeça e Essa espinha na costa, má companheira que eu não sentia desde os 11 anos, me arranhava com suas garras frias…
Pamela, só de me ver tão pálido, sacou que eu sabia do que ela tava falando.
•Com a Mari, a gente vem conversando… e queria te pedir se você me fazia o favor… igual fez com a Sônia.
E como se a espinha na costa virasse uma geleira:
<3Quem é Sônia? – Perguntou Violeta, entrando na cozinha.Próximo post
1 comentários - 11 anos depois… (XI)