Natalia adora ser mulher gostosa

Acho que tudo começou naquele dia em que, por causa de um trabalho da escola, tive que ir na casa da Yoli. A gente tinha 9 anos na época. Sempre fazia os trabalhos em grupo com ela, conhecia ela desde o P3 e a gente era inseparável desde então. Naquele trabalho, a gente tinha que se dividir em grupos de 3, então a Maria, melhor amiga da Yoli, também veio. E eu, Antonio, um menino tímido, na minha e meio tristonho. A gente terminou o trabalho rapidinho. Minha mãe ia me buscar umas 8 horas, mas ainda eram 6 da tarde, então decidimos brincar de alguma coisa. Tudo o que ela tinha lá eram bonecas e coisas de menina. Aí, depois de pensar um pouco:

— E se a gente brincar de se fantasiar? Tenho várias fantasias — falou a Yoli.
— Valeu — respondemos eu e a Maria.

Yoli começou a tirar fantasias de uma gaveta. Tinha de princesa, enfermeira, líder de torcida, uma da Minnie, da Hello Kitty, etc. Claro, tudo de menina.

— Vamos lá, escolhe uma — disse Yoli.
— Mas são todas de menina, como é que eu vou escolher uma?
— É só pra brincar um pouquinho, não tenho outras.
— Não vou vestir nada disso.
— Bom, se não quer brincar, então não brinca.

As duas começaram a se fantasiar. Uma vestiu uma de princesa azul, a outra se fantasiou de Hello Kitty, e começaram a brincar de boneca. Depois de um tempão, eu estava entediado só olhando elas brincarem.

— Yoli, por que não me empresta o Nintendo?
— Empresto se deixar eu te fantasiar.
— Mas é que eu não quero vestir nada disso.
— Então não te empresto o Nintendo.
— Tá bom, vale.

Ela se levantou e foi pegar uma fantasia. Escolheu uma de princesa rosa.

— Tira a camiseta.

As duas me colocaram aquele vestido. Depois de vestido, me fizeram tirar a calça e, por último, colocaram uns sapatos de salto de plástico e uma tiara.

— Kkkkk, você tá muito gostosa assim.

Me olhei no espelho e me senti ridículo com aquele vestido.

— Bom, já deu, me dá o Nintendo.
— Ainda não. Só empresto se brincar um pouco com a gente de boneca.
— Brincar de boneca? Como assim? Tem Nintendo. —Tá bom, vou tirar a fantasia e falar pra sua mãe ligar pra minha, aí vou embora. —Então, cresce. Tentei tirar o vestido e não consegui, ele tinha um zíper nas costas até em cima e eu não conseguia puxar pra baixo. —Alguém pode abaixar meu zíper? Não consigo. Maria foi se levantar pra fazer isso, mas a Yoli não deixou. —Não ajuda ela, se não quer brincar, vai ficar assim até a mãe dela chegar, aí ela mesma abaixa, hahaha. No fim, acabei brincando de boneca com elas, vestindo as bonecas, penteando elas a tarde toda. Quando minha mãe chegou, eu já tava com minha roupa. Tenho que admitir que no fim me diverti brincando com elas. Isso se repetiu toda vez que a gente tinha um trabalho ou eu saía com ela, sempre acabava fantasiado de menina brincando de boneca, e até aprendi a brincar de elástico. Cada vez eu gostava mais de fazer aquilo, e ela não precisava mais me obrigar. Até me arrumou um nome de menina quando a gente brincava na casa dela: me chamava de Natália. Tudo isso sempre ficou entre ela, a Maria e eu. Uns anos depois, já no primeiro ano do ensino médio, nossa amizade era cada vez maior. Das fantasias, passei a me vestir com as roupas dela toda vez que ia na casa dela, incluindo a roupa íntima. Dos jogos, fomos pra maquiagem. Natália era o oposto do Antônio: se vestia e se transformava numa garota alegre, divertida e ousada, por isso eu fazia isso tão frequentemente. Uns dias antes do carnaval, ela me propôs sair com ela e as amigas dela pro baile de carnaval. —Ei, Natália, o que você vai fazer no carnaval? —Ah, não sei. —Você podia vir com a gente. Vamos fazer uma ala de líderes de torcida, e minha mãe vai nos levar pra tenda à noite. —Acho que minha mãe não vai me deixar sair de noite. —Se a gente for com a minha mãe, ela vai deixar. Naquela noite, saímos oito garotas com o mesmo vestido rosa de líder de torcida, os mesmos sapatos com um salto pequeno, uns pompons e o que mais me custou vestir pra sair foram aquelas calcinhas rosadas que a gente tinha que usar. Não era a mesma coisa vestir elas em casa e sair com elas na rua. Rua, no final foi o de menos, porque quando a festa começou, esqueci tudo e foi uma noite divertida. Ano após ano, isso foi se repetindo: já me fantasiei de coelhinha, princesa, Mulher-Maravilha, freira gostosa, empregadinha gostosa, etc. Desses anos, só dá pra destacar o ano em que fui de empregadinha gostosa, com 15 anos, quando dei meu primeiro beijo com a Yoli. A partir daquele dia, foi se consolidando um relacionamento sério entre nós dois. Mais tarde, chegou nossa primeira experiência sexual, onde eu sempre ia travestido. A primeira vez que tentamos transar comigo vestido de menino, não funcionou; no começo, tive que colocar uma calcinha. Tudo isso se confirmou depois: se eu não usasse alguma peça feminina, não funcionava. Por sorte, ela não se importava. Talvez ela fosse a culpada por isso, mas não tinha problema, nós dois gostávamos. Mas isso não impediu que um dia ela me perguntasse:
— Nati, você não é gay, né?
— Sei lá, já me perguntei isso várias vezes também.
— Se você se perguntou, é porque tem dúvidas.
— Dúvida não tenho. Já reparei em caras pra ver se gosto, mas não sinto atração.
— Sei lá, Nati, tudo isso é muito estranho.

Depois de pesquisar juntos, chegamos à conclusão de que eu era travesti. Os anos foram passando. Com 21 anos, nós dois já trabalhando, fomos morar juntos num apartamento dos pais da Yoli. Depois que meus pais me pegaram vestida de menina em casa e tivemos uma briga feia — meu pai disse que não queria viado em casa —, isso me forçou a ir morar com a Yoli. Trabalho numa empresa metalúrgica onde o pai dela é chefe de produção, e eu trabalho na produção. Minha paixão pelo travestismo só aumentava. Em casa, eu sempre vestia roupa de menina e ficava toda maquiada. O melhor de mim era meu cabelo castanho comprido. No começo, só ela e a Maria me viam assim; se fosse chegar mais alguém, eu me trocava. E minhas saídas na rua vestida assim se resumiam ao Carnaval. Já tinha 24 anos quando, um dia, esperando um pacote, bateram na porta e eu abri toda produzida. decidida, sem nem perceber como eu estava vestida. —trouxe um pacote pro Antônio Gómez. —sim, sou eu... e, a parceira dele—falei nervosa. Entreguei o RG pra ele me entregar, tenho uma voz bonita e treinada de garota, acho que ele não percebeu. Tô muito feminina e bem maquiada, ninguém diria que sou um garoto. A partir desse dia, não me importei mais de abrir a porta assim quando alguém batia. Quando expliquei pra Yoli, ela não parava de rir. —então, flertando com um homem. —não, não flertei com ele, mas me deu muito tesão. —kkkk, então te deu tesão. —não ri, não sei, uma excitação muito estranha. —então o entregador te deixou com vontade. —nãooo, mas não sei, me senti toda uma mulher. —talvez você devesse arrumar um encontro com algum cara pra te fazer sentir mulher. —cala a boca, boba, você já me faz sentir mulher. —não é a mesma coisa, eu sou mulher e você, pra mim, mesmo que às vezes eu não saiba se vivo com um homem ou com uma mulher, me faz sentir orgulho de ser mulher com seus mimos e atenções. Talvez você precise experimentar isso. —cala, cala. —se você soubesse como é gostoso sentir alguém te abraçar pela cintura por trás e sentir aqueles beijos que você me dá no pescoço, que arrepiam minha pele, enquanto sinto aquele volume colado na minha bunda crescendo. Se você ficou excitada só de abrir a porta pro entregador, imagina isso. —isso você já me faz sentir. —sim, mas eu não te faço sentir o volume, kkkk. —kkkk, bom, já chega, vamos deixar esse assunto pra lá. Já era verão, estávamos de férias e chegou o dia do meu aniversário de 25 anos. Bem à meia-noite, Yoli me deu meu presente: uma caixa embrulhada com um laço. Quando abri, tinha uma minissaia jeans, uma camiseta rosa florida, um conjunto de lingerie de renda rosa e um envelope. "Vale por um dia de experiência como mulher de verdade." —obrigada, Yoli, mas o que isso significa? —é o que tá escrito: amanhã vamos acordar cedo, você vai vestir essa roupa, vamos ficar bem gatas e sair pra passar um dia intenso de garotas.
—Como assim "dia de garotas"? Como vou sair amanhã assim, e se alguém me reconhecer? Você sabe que isso é segredo.
—Quem vai te reconhecer? Olha no espelho, nem você mesma se reconheceria.
—É, tem razão, mas o que vamos fazer?
—Isso você vai ver na hora certa, só um dia de garotas mesmo.

Acordamos cedo, tomamos um banho, examinei meu corpo procurando qualquer vestígio de pelo, ela aprovou. Fazia dois dias que eu tinha depilado os poucos pelos que tinha, sorte que praticamente não tenho barba. Ela penteou meu cabelo, fazendo um modelamento leve com a chapinha, depois me mandou vestir. Enquanto me vestia, bateram na porta.
—Quem será a essa hora, Yoli? Tá esperando alguém?
—Não se preocupa, é a Maria que vem com a gente. Termina de se vestir e vem pro lavabo que a gente vai te maquiar.

Terminei de me vestir, colocando meus peitos de silicone bem ajustados, e quando cheguei no lavabo, elas já estavam com todos os potes prontos.
—Maria, você começa pelos cílios e eu pinto as unhas dos pés dela.

Em cima do lavabo tinham uns cílios postiços. Ela colocou uns cílios longos em cima e mais curtos embaixo, bem rápido e habilmente. Yoli continuava pintando minhas unhas de vermelho. Maria já tinha começado com a base da maquiagem. Quando Yoli terminou os pés, pensei que ia passar pras unhas das mãos, mas ela foi ajudar a Maria com a maquiagem. Um tempo depois, eu já estava na frente do espelho, Nati em todo seu esplendor de feminilidade: bem maquiada, numa minissaia jeans bem curtinha e uma camiseta bem justa que marcava bem meus peitos. Por último, colocaram uns brincos grandes nos furos das minhas orelhas.

—Pronto, Nati, já tá pronta pro seu dia como uma garota normal. Só falta os sapatos e uma bolsa.

Ela escolheu uns pretos fechados, de uns 5 cm de salto, entre todos que eu tenho, e pegou uma das bolsas dela.
—Pega a bolsa, Nati, e coloca tudo que deixei em cima da cômoda. É isso aí. O essencial que uma garota deve levar sempre. Tinha um batom, rímel, um lápis de olho, um espelhinho, pente, perfume, lenço, 2 absorventes e uma bolsinha pequena para os documentos e o dinheiro. — Agora sim, você tá pronta, vou me vestir e a gente vai. Espera na salinha com a Maria até eu me arrumar. — Beleza, meninas, já tô pronta, podemos ir. Quando eu vi ela, fiquei olhando e também dei uma olhada na Maria. — Peraí, e eu? Por que tenho que ir tão arrumada e vocês vão de jeans e tênis? — Questão de lógica, hoje é seu dia, você tem que ser a protagonista, e assim vai atrair a maior parte dos olhares dos homens. — Você só quer me fazer passar vergonha. — Não, só quero que você tenha a experiência de ser toda uma mulher, que veja como os homens passam do seu lado e viram pra te olhar, como te devoram com os olhos, te despem com o olhar, e com sorte receber um ou outro elogio que te deixa desconfortável e outras vezes te faz sentir orgulhosa. Saímos na rua, sentia um certo nervosismo e excitação ao mesmo tempo, nunca tinha saído vestida assim na rua, exceto no carnaval, mas a situação era bem diferente. Entramos no carro da Maria e fomos pra um grande shopping na periferia da cidade. Depois de um tempo andando entre lojas e um monte de gente, pararam na frente de uma daquelas lojas onde as mulheres fazem as unhas. — Aqui você vai ter sua primeira experiência feminina. Vamos entrar e você vai colocar unhas postiças tão compridas quanto as minhas. A Yoli costumava usar unhas sempre bem cuidadas e longas. — Quêeee? Como assim vou colocar unhas? E amanhã, o que eu faço com elas? E como vou trabalhar? — Não se preocupa, é fácil tirar, e se não der, você corta e usa normal. Além disso, você tem 20 dias de férias pra exibir elas. — Certeza? — Sim, certeza. Ahh, e não esquece de pintar elas de vermelho, igual as dos pés. Tenho que dizer que já tinha fantasiado muitas vezes em usar unhas compridas, pintadas. Já tinha usado várias vezes, mas... Às vezes, de uma vez só me enfiaram pra dentro, tinham 4 mulheres trabalhando, todas chinesas. Outra chinesa veio na nossa direção.
— Oi, o que vocês querem?
Yoli me deu um cutucão.
— Vai, fala o que você quer.
Fiquei totalmente sem graça, sem reação, sem saber o que dizer.
— Minha amiga quer colocar unhas postiças iguais às minhas, ou um pouco mais compridas, pintadas de vermelho.
— Tudo bem, sente aqui, senhorita.
Fiquei lá sentada por umas horas enquanto Yoli e Maria iam olhando como colocavam uma por uma as unhas e depois pintavam. Elas me pareceram meio compridas, e depois de sair de lá fiquei um tempão olhando pra elas sem parar. Fomos tomar uma cerveja depois, era um dia quente. Foi aí que percebi várias coisas: quando fui fumar um cigarro ou pegar o copo pra beber, tive que mudar o jeito de segurar, ficou mais feminino. Além disso, eu já tinha alguns trejeitos femininos que fui adquirindo nesses anos em que usava saias e vestidos, como meu jeito de me abaixar ou sentar sempre com as pernas juntas, ou cruzando as pernas, coisa que já faço sem perceber, mesmo quando estou como menino. Bateu uma vontade de ir ao banheiro.
— Yoli, você me acompanha ao banheiro?
— Não, não vamos deixar a Maria aqui sozinha.
— Tá bom, vou depois.
Yoli chamou o garçom, eu pensei que ia pedir a conta, mas pediu mais três cervejas. A cerveja me deu ainda mais vontade de fazer xixi.
— Yoli, preciso ir ao banheiro.
— Vai, a gente espera aqui.
— Me acompanha, por favor.
— Não, você tem que ir sozinha, vai ser uma experiência legal pra você entrar no banheiro feminino.
Se eu não fosse, no fim ia acabar me mijando. Relutante, levantei e fui sozinha. Era uns 50 metros de distância. Merda, tinha uma fila enorme pra entrar, umas 10 mulheres na minha frente. Do lado, o banheiro masculino, os caras chegavam e entravam na hora. Fiquei uns 15 minutos esperando minha vez. Agora já estava lá dentro, e na minha frente só tinham duas garotas que estavam juntas. Eu estava nervosa, ou talvez excitada, me vendo ali. Cercada de mulheres lá dentro, se olhando no espelho e algumas conversando entre si, as 2 garotas entraram juntas no mesmo banheiro, a próxima era eu. De um dos banheiros saiu uma mulher com uma menina e finalmente chegou minha vez. Fechei a porta, levantei a saia, abaixei a calcinha e me sentei pra fazer xixi. Por costume e higiene, em casa sempre sento. Me vendo ali sentada feito uma mocinha, com aquela calcinha rosa na altura quase dos joelhos, minhas mãos apoiadas nas pernas com aquelas unhas tão compridas e vermelhas, ouvindo as fofocas das mulheres, minha excitação foi ao máximo e a primeira coisa que saiu foi um líquido pré-seminal bem antes de urinar. Fiquei um tempinho sentada depois de terminar, pensando no que mais o dia, que acabava de começar, podia me reservar de excitante e divertido. Saí do banheiro, passei no meio de algumas mulheres, parei na frente do espelho pra me olhar entre 2 garotas. Eu reparava nas pessoas que estavam lá dentro pra ver se me olhavam. Percebi que era indiferente pra elas, como se fosse invisível. Pra elas, eu era só mais uma jovenzinha fazendo compras. Ao sair do banheiro pra voltar pras garotas, cruzei com 2 caras que iam pro banheiro e vi como me olhavam. Também era indiferente pra eles, mas não invisível, pelo olhar que deram pras minhas pernas. Cheguei onde estavam Yoli e Maria sem problemas. — Finalmente você aqui. Meia hora se enfiou no banheiro. — Tava cheio pra entrar. — E aí, como foi a experiência? — Bem. — Bom, então vamos, que ainda te esperam umas surpresas hoje. Começamos a percorrer lojas de roupa. Isso eu já gostava mais. Podia olhar roupa de garota sem problema nenhum, experimentar e ver como ficava em mim. Tenho que dizer que experimentar roupa eu já tinha feito indo de garoto com a Yoli. Me diverti igual uma louca revirando roupa, principalmente a lingerie, e experimentando todo tipo de sapato, coisa que nunca tinha feito antes de comprar. Normalmente comprava só de olhar e se depois não gostasse, devolvia. Salto alto é minha paixão, tenho mais que a Yoli. Acabei comprando umas sandálias de salto agulha que amarravam no tornozelo e deixavam o pé todo de fora, foi ideia da Yoli.
— Pega elas, pra ir no jantar hoje à noite vão ficar show.
— Tem certeza? Foda-se, e onde a gente vai jantar?
— Total certeza, o jantar você já vai ver, vem com surpresa.
Isso se somou a umas duas minissaias que eu já tinha comprado, já era hora do almoço, deixamos as compras no carro e comemos conversando animadas.
— Então Nati, o que você tá achando do seu dia?
— Perfeito.
— Sabia que você ia se divertir, mas ainda tem muito dia e noite pela frente e mais uma surpresa.
— Com o que você já me fez, já tô mais que satisfeita.
— Pois isso não é nada, já vai ver, e os olhares que os caras tão te dando, como você tá lidando? Ou você não percebeu que chamou mais de um olhar?
— Tô lidando bem, claro que percebi.
— Você gosta de ser olhada, né?
— Acho que sim.
— Claro que sim, você gosta, todas nós gostamos.
A conversa seguiu pelo mesmo rumo por um tempo, depois do almoço continuamos andando pelas lojas, entre uma loja e outra a Maria encontrou um primo que tava com um amigo, ele nos apresentou o Javi. Fui dar a mão como era meu costume quando cumprimentava um cara, mas quando ele se aproximou de mim, reagi e percebi que ele ia dar dois beijos, e a mão que ia direto pra dele acabou na cintura dele na hora dos beijos, dois beijos e mais dois pro amigo dele, Victor. Eles eram mais velhos que a gente, deviam ter uns 30. Ficaram um tempão conversando, eu tava no meio dos dois, na minha frente tava o amigo que não parava de me olhar e sorrir. Fui ficando nervosa e tentava desviar o olhar, mas alguma coisa me forçava e nossos olhares se cruzavam direto. De nervoso, peguei na mão da Yoli, ela deve ter percebido porque me olhou sorrindo e chegou a boca no meu ouvido.
— Já volto.
E foi embora sem dizer mais nada, me deixando na frente do cara. O nervosismo só aumentava, eu cruzava as pernas, descruzava, os nervos tinham tomado conta. metido na minha virilha, aquilo já não era nervosismo, eu estava excitada. Tentava não olhar pra ele, deixar o olhar perdido, mas meu olhar ia direto pros olhos azuis dele, aqueles olhos me atraíam. Peguei um cigarro da bolsa, procurei o isqueiro, mas aquele garoto me ofereceu fogo, colocando o isqueiro já aceso na frente do cigarro.
— Obrigada.
— De nada, gostosa.
Sorri timidamente pra ele e olhei nervosa pra onde a Yoli tinha ido, e fiquei assim, me virando continuamente pra trás. O garoto, suponho que percebeu, e ficou com o olhar fixo em mim enquanto sorria. Finalmente a Yoli chegou, vinha falando no WhatsApp. Quando chegou, guardou o celular. Minha mão foi de novo buscar a dela, segurei forte. Uns dois minutos depois, a Maria se despediu do primo. Eles se despediram da gente com dois beijos e foram embora. Me virei umas duas vezes olhando eles se afastando; na segunda vez, nossos olhares se cruzaram de novo — ele também tinha se virado.
— Aquele garoto, o Victor, parece que você gostou dele, ele não tirava o olho de você, você parecia nervosa.
— É, me deixou nervosa o jeito que ele me olhava.
— Nervosa ou tipo com o entregador, a situação te dava tesão? Porque você também ficava olhando pra ele, até sorriu pra ele uma vez.
— Por educação.
— Por educação, ou porque você também gostou dele? Se for assim, você tem bom gosto, o cara é gato, o que me diz?
— Sei lá se ele é gato ou não.
— Claro que sabe, por que não admite?
— Não sei por que tanta insistência, não sei por que tenho que admitir nada.
Ela insistiu um bom tempo, até que não aguentei mais.
— Tá bom, você ganhou, ele é gato, e não sei por que, mas alguma coisa me atraía a olhar pra ele, o olhar dele, sei lá, não conseguia evitar, e isso me deixava mais nervosa. Tá feliz agora?
— Viu? Não custa nada admitir as coisas. Além disso, você tinha que ver seu comportamento, foi o de uma garota quando tá na frente do cara que ela gosta pela primeira vez.
— Pois é, já deu, né? Vou ao banheiro.
Não falei mais nada, fui direto ao banheiro. Era a segunda vez que aquilo acontecia comigo na frente de um cara. Entregador e Víctor, mas dessa vez muito mais intenso. No caminho, eu ficava olhando pra ver se o via, pra poder evitar, embora minha cabeça dissesse o contrário: queria vê-lo de novo. Se de manhã tinham mulheres no banheiro, agora tinham muito mais, principalmente garotas jovens. Além das lojas, aquilo é uma área de lazer e já estava lotada de jovens. Resumindo, a Booty do banheiro era um formigueiro de hormônios femininos fervendo, e eu no meio de todas elas esperando minha vez, com os hormônios alterados que naquele momento pareciam mais femininos do que os de todas aquelas garotas. Da minha cabeça não saía o Víctor. Entrei no banheiro e, ao abaixar a calcinha, se confirmou o que eu já esperava: estavam cheias de um líquido viscoso que eu tinha soltado pela excitação do momento. Foi só sentar e, sem nem me tocar, gozei. Custou um pouco pra fazer xixi. Enquanto limpava a calcinha com papel, ela estava bem molhada, então peguei um absorvente dos que a Yoli tinha me dado e coloquei. Saí de lá, e as garotas me esperavam na porta. Entramos de novo em várias lojas. Numa delas, a Yoli me mostrou um vestido preto curto, sem mangas e de gola redonda. — Olha, Nati, que bonito! Vamos experimentar. Entramos as duas no provador. Ela experimentou primeiro, ficou divino nela. Agora era minha vez. Tirei a parte de cima e depois a saia. Eu não tinha lembrado mais do absorvente, mas quando abaixei a saia, a Yoli viu. — Você tá usando um absorvente. — Tô. — E isso? Veio a menstruação? Kkkk. — Sim, kkkk. Do calor e do suor, a calcinha tá úmida e tava me incomodando. — Kkkk — ela chegou perto, me deu um beijo forte na bochecha e falou no meu ouvido — É, claro. Não vai me dizer que o Víctor te deixou tão tesuda que você molhou a calcinha. — Sim, porra. Pussy, assim vestida, um cara fica te olhando, dá um tesão, fiquei excitada. — Aiii, minha Naty se apaixonou. E me deu outro beijo. — Ah, não fala besteira, kkkk. Eu experimentei o vestido. — Vou pegar um tamanho pra você. Menos, mais justinho vai te cair melhor.
— Yoli, esse já tá bom.
Em 2 minutos tava lá.
— Toma, experimenta esse.
— Olha como fica.
— Perfeito pra essa noite, bem justinho e curtinho.
— Pra essa noite? Não é muito curto não?
— Sim, essa noite você vai ser um gostosão.
— Yoli, você me assusta.
— Relaxa, que o meu é tão curto quanto esse. Bom, vamo embora que já tá tarde e ainda falta a roupa íntima.
Pouco depois, a gente tava as três numa loja de lingerie. Depois de olhar um pouco, ela me mostrou um conjunto preto de renda com 4 peças: sutiã, calcinha, fio dental e liga.
— Esse eu amei.
— É bonito, sim, mas não vou ter que usar a liga, né? (Peça que adoro vestir, mas sair com aquele vestido de liga ia ser foda).
— Não seria ruim se você usasse, mas não precisa.
— Melhor.
— Bom, vamo pra casa que a gente tem que se trocar, já tá ficando tarde e tão nos esperando às 9 no restaurante.
Já em casa, tomei uma ducha só no corpo e comecei a me vestir. Tava demais com aquele vestido e os saltões. Enquanto a Yoli tomava banho, a Maria retocou minha maquiagem, um pouco de perfume e pronta. Daí a pouco, a Yoli apareceu com um vestido parecido com o meu.
— Nossa, Yoli, você tá espetacular.
— Você também, mas ainda faltam uns retoques.
— O quê?
— Isso.
Ela me colocou um colar com 3 pérolas, brincos com uma pérola, uma pulseira, um anel com uma pérola e, por último, uma bolsa preta pequena de festa.
A Maria nos deixou no restaurante. Ela não ia jantar, o jantar era só pra nós duas — ou pelo menos era o que eu pensava. Na porta, tinha gente fumando e, quando cheguei a uns metros, vi o Víctor e o primo da Maria. Virei nervosa pra Yoli e parei seca.
— O que o primo da Maria e o amigo dele tão fazendo aqui?
— Já te falei que eles nos esperavam às 9 no restaurante. É sua última surpresa e seu último presente, Víctor.
— Você tá me dando um cara? Mas o que é isso? O que você quer?
— Calma, se acalma. Você gosta de ser mulher, né? Só quero que você tenha a experiência de como é gostoso ser mulher quando Você tem um homem ao seu lado que cuida de você e te faz sentir orgulhosa de ser mulher.
— Mas eu não preciso disso, você já me faz sentir orgulhosa. Olha o dia que você me proporcionou.
— Sim, mas não é a mesma coisa. Não tenha medo, não vai acontecer nada, eles só vão nos fazer companhia. Quero que você seja a garota dele esta noite. Faça isso por mim, por favor. Além disso, acho que você também quer, tenho certeza que seus olhos vão pro Victor e não se preocupe, já está tudo combinado, ele sabe o que tem que fazer.

Depois de um tempo, não sei por que, mas aceitei.
— Você está pronta?
— Acho que não.
— Relaxa e já sabe, se deixe levar. Vou ficar tranquila.

Ela me pegou pela mão e me puxou na direção deles. Primeiro, o primo me deu dois beijos e me cumprimentou, e depois o Victor fez o mesmo, mas além disso me deu um pequeno buquê de rosas, que peguei nervosa.
— Obrigada.
— De nada, você está linda.
— Vamos entrar já — falou a Yoli.
— Vamos, vai — disse o Victor, enquanto me pegava pela mão e me puxava.

Virei a cabeça nervosa para a Yoli, que sorriu e balançou a cabeça afirmativamente. Ele me levou pela mão até a mesa que nos tinham reservado e lá puxou a cadeira para eu sentar. No começo, estava tão envergonhada que não dizia nada. Durante o jantar, descobri que o Javier não era primo da Maria, mas colega de trabalho da Yoli e um amigo dele que estava separado há 5 anos. Os dois tinham 31 anos, e o Victor tinha um filho, era psicólogo, embora não exercesse.

Enquanto esperávamos entre um prato e outro, o Victor apoiava uma das mãos no meu ombro ou me pegava na mão. Nossas cadeiras estavam quase coladas. Com o passar dos minutos e o vinho, fui relaxando cada vez mais e fiquei um pouco mais desinibida, já não ligava mais pra ele me agarrar. O jantar passou rápido. A pior parte estava por vir: foi quando trouxeram um bolo que dizia:
"Parabéns, Nati"
e cantaram parabéns pra mim. Morri de vergonha, o restaurante inteiro olhando. A Yoli tirou uma primeira foto minha com o bolo.
— E agora uma de casal, gruda no seu namorado. Ela ficou surpresa e paralisada. — Vamos, Nati. Reagi quando o Victor me segurou pelo ombro e me puxou pra perto dele. — Dá um sorrisinho, pronto, agora dá um beijinho nele. — Quêêê. — É brincadeira, boba, kkkk. Depois da sobremesa, enquanto serviam o café, fui ao banheiro. A Yoli foi comigo. No caminho, recebi alguns parabéns de clientes e, direcionadas a nós duas, mais de um olhar indiscreto. Tava ocupado, tivemos que esperar. — Você vai me pagar por isso. — Disso eu tenho certeza, mas por enquanto vamos aproveitar a noite. Além disso, não pode reclamar: arrumei um namorado gato pra você. — Você é maluca, tia. Não sei como te obedeci e aceitei. — Talvez seja porque você gostou. — O que você tá dizendo? — É isso aí. Lembra que hoje à tarde você ficou toda putinha só com o olhar dele. — Já chega, né? Parece que você se diverte com isso. — E tô me divertindo sim, e tenho certeza que você também. — O negócio do bolo foi demais, que vergonha. Depois do café, saímos de lá. Na porta, o Victor já me pegou pela mão. Decidimos dar uma volta e procurar um lugar pra beber algo e matar o tempo até o último lugar que eles tinham planejado. Eles iam conversando sobre séries. Em um momento do caminho, o Victor passou o braço por cima do meu ombro e me puxou pra perto dele. Por questão de conforto, já que eu tava apertada entre os dois, não demorei pra passar meu braço por trás e segurar na cintura dele. Enquanto isso, eu tava com o buquê de rosas na outra mão. Pouco depois, ele abaixou o braço, me puxou mais pra perto e me segurou pela cintura, quase na altura da bunda. Aos poucos, comecei a me sentir confortável agarrada nele. Ele me fazia sentir toda uma mulherzinha. Adorava essa sensação, mas ao mesmo tempo me preocupava também. Tomamos algo num lugar lotado de gente e com música boa. Enquanto a Yoli e o Javier estavam sempre um do lado do outro, não se via nada entre eles. O Victor fazia questão de me manter bem colada nele. Lá dentro, não era difícil, e ele me segurava por trás, com minha bunda encostada na dele. Uma hora depois, saímos de lá e fomos pro carro. Do Javier falaram que a gente ia pra um lugar mais tranquilo. Chegamos num local com música suave, meia-luz, romântico. A maioria era casais sentados se beijando e alguns dançando numa pista pequena lá no fundo. Sentamos nuns sofás, e as minhas foram primeiro no banheiro. — E aí, Nati, como tá a noite? — Bem. — Já dá pra ver que você entrou bem no papel de namorada. Olha que fotos lindas que tirei de você. Ela me mostrou umas fotos e um vídeo andando na rua por trás, onde a gente aparece de braço na cintura, e dá pra ver um belo rebolado. Quando voltei, sentei do lado do meu suposto namorado, que não hesitou em passar o braço por cima de mim e me puxar pra perto. Yoli ficou bem na frente com Javier, e eles começaram a conversar animados. — Tá bem, gata? — perguntou o Víctor. — Tô. — Posso te fazer umas perguntas? — Pode. — Bom, primeiro quero que você saiba mais de mim. Tenho 31 anos, tô separado há 6 anos. Sou psicólogo, mas você já sabe que não exerço, e sou gay. Foi por isso que me separei. No começo, me recusei a aceitar, mas minha vida íntima com minha ex-mulher não funcionava, e decidi me separar e sair do armário. Quer saber mais de mim? Me pergunta. — Não. — Vamos ver como começo... Você se considera o quê? Gay, hétero, transexual, etc.? — Travesti de armário hétero. — Tem certeza? — Bom, não sei. — Quando você começou a se vestir de menina? — Aos 9 anos, a Yoli me colocou uma fantasia de princesa. — Por quê? — Uma brincadeira. — E você gostou? — Sim. — Me explica um pouco como foi tudo depois. Expliquei como foi tudo até hoje. — Então em casa você vive como menina? — Sim. — Agora vou te fazer uma pergunta mais íntima. Bom, espera, vamos dançar. Ele me pegou pela mão até a pista, me segurou pela cintura, me puxou pra perto e começamos a dançar. No começo, coloquei as mãos apoiadas no peito dele pra manter um pouco de distância. A verdade é que a posição era desconfortável. Ele não parecia muito atlético, mas tinha um peitoral bonito. Deixou passar uns minutos assim, sem dizer nada. — Você tá... confortável. — não muito. — relaxa um pouco, e coloca os braços nos meus ombros, e se deixa levar, tá mais confortável assim, né. — sim. — então vamos continuar, como são suas relações com a Yoli, desculpa pelas perguntas indiscretas, se não quiser não responde, mas eu gostaria que você se abrisse e fosse sincera. — normais. — tem certeza. — sim. — você não precisa de nenhuma ajuda pra ter relações. — não sei do que você tá falando. — algum acessório, tipo roupas femininas. — como você sabe disso. — sei muito sobre você, não fica brava com ela, a gente conversou muito sobre você, por isso você tá aqui. — sim, tá bom, não funcionava se eu não tivesse algo de menina vestido. — e você não acha isso estranho. — um pouco. — como eu te pergunto isso, você já sentiu atração por um garoto alguma vez. — não. — me parece que agora você não tá sendo sincera. — bom, uma vez com um entregador, me deu muito tesão abrir a porta vestida e fiquei excitada. — bom, vamos sentar, quer beber algo. — a mesma coisa de antes. ele me levou segurando até o balcão, mas a mão já tinha descido até a altura dos meus quadris, roçando a bunda, voltamos pro sofá com a bebida, eu já tava num ponto bom com o que tinha bebido. — vamos continuar, você ficou excitada com o entregador porque ele era bonito. — sei lá, nem vi como ele era, era a primeira vez que abria a porta pra um desconhecido. — e isso não aconteceu de novo. — sim, você já sabe quando aconteceu, por que pergunta. — porque quero que você me diga. respirei fundo. — hoje à tarde com você. — já sei, te deixei nervosa. — muito. — desculpa, não era minha intenção, e agora você tá nervosa comigo. — não, tô bem tranquila. — não te sufiquei te deixando o tempo todo grudada em mim. — no começo, agora tô bem. — você me acha bonito. — ufa, sim. — você também é muito gostosa, vou te dar minha conclusão entre a informação que a Yoli me passou e a que você me deu e seu comportamento: você nunca foi um garoto bom, na aparência sim, mas sua mentalidade, seus gostos por roupas, maquiagem, enfim, por coisas de menina, você sempre foi uma garota que você reprimiu e não deixa sair, exceto na intimidade, a única coisa que você não erra é que é hétero, me explico, você é uma garota transexual hétero, o que quero dizer com isso é que quando você libertar a Nati, vai perceber que gosta de garotos, e espero ter te ajudado a libertar essa garota que você carrega dentro de si.
— bufff, que complicado tudo isso.
— sim, bastante, e agora já terminei, uma última pergunta, você está se divertindo sendo minha namorada?
— sim.
— fico feliz, mas sabe, das minhas namoradas, eu gosto de beijá-las.
não tive tempo de dizer nada enquanto ele falava, se aproximou de mim e me deu um selinho nos lábios, um arrepio percorreu meu corpo enquanto eu ficava olhando para ele sem saber o que dizer ou fazer, o segundo veio na sequência e outra pequena pausa, eu continuava paralisada, mas desejando que viesse um terceiro, quando vi ele vindo, abri um pouco os lábios e o beijo dele já foi correspondido por mim, foram apenas nossos lábios colados, ele parou e me deixou agir, eu brinquei um pouco com os lábios dele e os meus, me abracei no pescoço dele e foi quando a língua dele abriu caminho procurando a minha, que se entrelaçaram num beijo longo, enquanto ele acariciava minhas costas descendo até a bunda lentamente, uma das minhas mãos acariciava o torso dele, a mão dele se demorou na minha bunda e continuou descendo até a coxa e acariciando suavemente até a altura dos joelhos, ele colocou a mão entre as minhas duas pernas e foi subindo, eu abri um pouco as pernas facilitando o caminho, quando estava quase chegando na virilha, voltou para a bunda, foi um beijo longo e cheio de paixão, os beijos da Yoli eram ótimos, mas com aquele não tinha comparação, demos um gole na bebida e ele ficou me olhando.
— bem.
— sim, sabe, eu gosto de ser mulher.
— disso eu já tinha certeza, era você que não tinha.
ele me deu outro selinho e sorriu para mim.
depois do beijo longo, a Nati já era aquela garota divertida e ousada, e ia aproveitar o que restava da noite.
— estou feliz, quero dançar, me tira pra dançar. Eu disse.
—Por que você não me tira pra dançar?
Levantei, ajeitei bem o vestido — ali sentada ele tinha subido —, estendi a mão, peguei na dele e o levei pra pista. Foi aí que percebi a Yoli. Ela tava me olhando, sorriu e fez um sinal com a mão, levantando o polegar. Eu concordei com a cabeça.
Enrolei os braços no pescoço dele, me grudei bem e começamos a dançar devagar.
— Hummmm, agora sim você me pegou como uma mocinha.
— Ahhhiiiii, que gostoso. — suspirei.
— Tá gostando?
— Sim, o perfume que você usa cheira muito gostoso.
— Obrigado.
— E também gosto dos seus beijos.
Dessa vez fui eu que procurei a boca dele. Durante os 15 minutos que ficamos dançando, nossos lábios não se separaram. As mãos dele me acariciavam sem parar, se apossaram da minha bunda, tocavam, apertavam — pra mim era tudo. Yoli tinha me dado o melhor presente que podia: uma noite com um homem. Agora sim eu me sentia toda uma mulher, pendurada naquele pescoço, balançando sem freio, com minha bunda sendo amassada por aquelas mãos masculinas. Minha calcinha totalmente encharcada — eu tava adorando. Não sabia se aquilo ia durar só aquela noite ou quanto tempo, e por isso ia aproveitar. Do que eu tinha certeza era que aquele era meu primeiro homem, mas não ia ser o último.
Voltamos pro sofá, e lá estava Yoli já enroscada com o Javier.
— Vou um instantinho no banheiro, Victor.
Aí levei meu primeiro tapa na bunda. Yoli me viu e veio correndo atrás de mim, me pegou pelo braço e entrou comigo no banheiro.
— Ainda bem que você não queria o presente, hein? Parece que no final você gostou.
— Sim.
— Mas conta, como foi?
— Sei lá, conversando com ele, ele fez um monte de perguntas sobre mim e, quando vi, já tava me beijando.
Sentei no vaso pra fazer xixi, a calcinha toda melada. No banheiro não tinha papel.
— Yoli, você não tem um lenço ou algo assim?
— Eu tenho lenço íntimo.
— Me empresta um.
Passei na calcinha, limpando por cima.
— Kkkkk, você tem um problema com calcinha, hein? Hoje já são duas que você molha. Vai ter que Meter umas de reposição na bolsa. — Porra, é que ele me deixa com a buceta a mil, como o cara beija. — Kkkkk, já sabia que se você experimentasse ia gostar, minha intenção era essa, mas não achei que fosse funcionar. — Que fofa você é, bom, e você com o Javier, o que? — O que eu ia fazer, você se enroscou com o Victor, e eu me enrosquei com ele. — Ei, uma pergunta, com o Javier você já tinha algo? — Não, simplesmente rolou. — Ahh, tá. Um tempinho mais conversando e voltamos pros caras, eles estavam os dois conversando. — Bom, meninas, aqui já vão fechar, que tal a gente tomar a última no meu apê? — disse o Javier. A primeira coisa que veio na minha cabeça assim que ouvi: tomar a última, não sei se a gente ia tomar, mas que iam me dar a primeira trepada tava claro. Olhei pra Yoli, que tava do meu lado. — O que você acha, Nati? Já sabe o que esses dois querem, né? — Sei sim, não sei, por um lado tô morrendo de vontade, por outro tô com medo. — Então o que a gente faz? Você decide. — Pufff, vamos. — Então vamos. Que noite, entrei num restaurante às 9 com um cara que não conhecia, de mão dada, com uma vergonha danada, e saí às 3 da madrugada agarrada nele, com a mão dele no meu rabo, e com a buceta a mil. Uns 20 minutinhos de carro, e quando chegamos no apê do Javier, ele pegou umas cervejas, mas eu preferi água. Sentados no sofá, o Victor não parava de acariciar minhas pernas, era gostoso sentir aqueles carinhos. Minhas pernas meio abertas e o vestido tão curto deixavam à mostra minha calcinha preta. Vieram os beijos, as mãos dele percorrendo meu corpo, eu me deixava fazer. Uma das mãos dele pousou no meu peito, apalpou meus peitos postiços, mesmo assim parecia sentir mais. Minha imaginação corria solta, teria dado qualquer coisa pra que fossem uns peitos de verdade sentindo aquela mão. Desabotoei a camisa dele e comecei a percorrer o torso dele com uma mão, parecia tão lindo com aquelas unhas tão compridas e vermelhas. Ele me virou, me sentou em cima dele, de frente pra ele, de pernas abertas. Vi a Yoli sumir por uma porta com ele. Javier, ficamos sozinhos no sofá, nos beijando e apalpando. Tirei o vestido, ele começou a beijar meu pescoço enquanto percorria minha pele nua. Dava pra sentir um belo volume na virilha dele colado na minha. Me afastei um pouco, desabotoei a calça dele e meti a mão procurando a pica. Senti ela quente, já bem dura. Peguei e comecei a tocar por dentro da cueca. A posição era desconfortável, então saí de cima dele, me sentei ao lado, tirei a pica pra fora e comecei a masturbar ele enquanto olhava. Era a primeira vez que pegava numa pica, era maior que a minha. Ele virou meu rosto na direção dele e começou a me beijar, minha mão continuava no sobe e desce. — Vai, não solta não. — ele falou enquanto se levantava e me puxava pra um quarto com minha mão agarrada no pau. Parou em pé na frente da cama, eu olhava enquanto masturbava ele. Ele segurou minha cabeça e me deu outro beijo, depois eu continuei olhando aquela pica como se estivesse hipnotizada. — Que isso, Nati, cê gostou da minha pica? — Que... sei lá, acho que sim. — Então por que não prova? — Ele empurrou minha cabeça um pouco pra baixo, eu, submissa, me ajoelhei. Fiquei a uns 10 cm do rosto dele, sentia o cheiro. Me aproximei devagar, tava com um pouco de nojo. Chupei a ponta primeiro, senti o gosto. Me afastei e chupei a pontinha de novo, passei a língua, coloquei um pouco mais, meti inteira e comecei um vai e vem frenético. Parei, chupei bem a ponta. — Mmmmm, que gostoso. — falei olhando pra cima com ela dentro da boca. Victor sorriu pra mim. — Cê gostou, hein, a menina aqui é gulosa. — Mmmmm, sim. — Ele segurou minha cabeça e começou a acompanhar meus movimentos por um bom tempo. — Nati, vou gozar, quer na boquinha? — Não. — Puxou minha cabeça pra fora. — Continua com a mão, não para que tô quase. — De repente, soltou um jato de porra que foi direto na minha cara. — Isso, muito bem, Nati, mas continua, continua, não acabei. — Continuei, minha excitação tava no máximo, e meti de novo na boca. Não deu nem 10 segundos, soltou uma segunda vez. jato inundando minha boca, pensei que ia me afogar, tirei ela da boca, engasguei, mas consegui sentir aquele leitinho quentinho que acabei engolindo, ele pegou minha cabeça de novo e empurrou até eu ter ela dentro outra vez, dessa vez era ele quem fazia os movimentos, tava fodendo minha boca, mais uns dois jatos menores encheram minha boca de novo, assim que saía eu engolia, ele me soltou, tirei ela da boca pra pegar ar. — Mmmmm, você mandou muito bem, acho que essa noite nasceu uma putinha bem gulosa. — Tá gostosa. Enfiei ela na boca de novo, olhando pra cima, chupava só a pontinha, tava meio molinha, não demorou muito pra ficar dura igual um pau de novo, ele puxou pra trás, tirando ela da minha boca, e me fez levantar, passou um dedo no meu rosto pegando o leite que tava grudado ali, e levou até minha boca, chupei o dedo sensual, ele me pegou e me deitou na cama. — Fica de quatro, putinha. Ele afastou minha calcinha um pouco, passou lubrificante, vi ele colocar a camisinha e logo senti aquela rola tentando abrir caminho no meu cu. — Para, para, para, tá doendo, tô com medo. — Relaxa, gata, é normal ter medo e sentir dor, você é muito apertada, a primeira vez é assim. — Não consigo relaxar com a dor. — Tá bom, vamos tentar outra coisa, deita de lado, já fez de conchinha? — Já. — Se posiciona. Me coloquei na posição, ele ficou atrás de mim, a perna que tava pra cima ele passou por cima da dele, fiquei de pernas abertas com meu cu totalmente à disposição dele, ele me segurou pela cintura e começou a me penetrar devagar. — Assim tá bom. — É melhor, dói mas não tanto. Ele meteu e tirou umas 3 ou 4 vezes. — E agora, como tá? — Tá bom, tá bom, dói um pouco mas sinto mais é muita pressão no cu. — Normal, gata, já tá toda dentro, olha nos meus olhos. Virei a cabeça pra ele, ele se aproximou e me deu um beijo longo e sensual enquanto começava a bombar devagar, a dor foi virando prazer aos poucos, meus gemidos já eram Continuava e eu tava com dificuldade de continuar beijando ele, me contorcia de prazer.
— Parece que minha mulherzinha agora gostou.
— Sim, Mmmmm.
— Agora vem a melhor parte, fica de quatro.

Ele segurou bem minha cintura, meteu até o fundo, foi me comendo de leve até mais forte, as estocadas cada vez mais fortes não só me faziam gemer, mas gritar de prazer, até que eu soube pelos bufidos dele que ele tinha gozado. Ele manteve dentro um pouco, quando tirou, fiquei deitada, totalmente extasiada na cama. Ele se deitou do meu lado.

— Como tá minha princesa?
— Buffff, muito bem.

Virei de lado e coloquei uma das minhas mãos no torso dele e procurei a boca dele com a minha, enquanto minha mão percorria aquele torso masculino. O pau dele endureceu de novo, peguei com a mão, tava pegajoso, comecei a bater uma pra ele enquanto meus lábios começaram a percorrer o pescoço dele, o peito, e assim fui descendo até chegar na base do pau, que fui subindo devagar, dando beijos e chupões. Chupei a ponta, percorri ele inteiro com a língua até ele gozar inteiro na minha boca.

— Mmmmm, princesa, que gulosa, parece que você gostou.
— Sim, tá uma delícia.

Ele percorria minhas nádegas com as mãos, até que me parou, me deitou de barriga pra cima, colocou o travesseiro debaixo da minha bunda e abriu bem minhas pernas, e meteu de uma vez. A primeira transa tinha sido incrível, mas essa, olhando diretamente nos olhos dele enquanto me comia, olhar pra baixo e me ver de pernas abertas e aquele pau entrando e saindo, sentir meus gemidos e ver a cara de prazer dele, agora sim eu me sentia toda uma mulher. Quando gozamos, ficamos um tempão deitados na cama. Eu sentia necessidade de acariciar o corpo dele e fazia isso.

— Parece que você gosta de tocar meu corpo.
— Sim, não sei, eu gosto, me sinto tão bem.
— Continua, faz o que quiser, gosto dos seus carinhos.

Ouvimos barulho lá fora, Yoli e Javier já tinham terminado. Decidimos sair também. Tive que sair de calcinha e sutiã porque meu vestido tava no chão da sala. Peguei ele e fui direto pro banheiro, tava fechando a porta quando a Yoli entrou também. — Então Nati, parece que no fim você gostou do seu presente.
— Uff, sim, não sei, me senti atraída por ele desde que vi, não sei por que nunca tinha me sentido atraída por nenhum homem.
— Porque você se libertou. Ele te fez sentir o que você queria. Ele me disse pra deixar ele agir, que eu não me metesse, que você precisava que alguém te tratasse como a garota que você é. Que se ele conseguisse fazer você virar a chave e você gostasse dele, ele tinha certeza que hoje você voltaria pra casa transformada numa mulher de verdade.
— Então tudo isso foi uma armação? E por que você queria isso? Já não me ama mais?
— É por isso mesmo, porque te amo muito e quero que você seja feliz.
— E agora?
— Ora, seguir em frente.
— Sim, mas agora tudo vai mudar.
— Não precisa não. Bom, me conta o que aconteceu, o que vocês fizeram.
— Uff, de tudo. Primeiro chupei ele, ele gozou na minha cara e na minha boca, e depois a gente transou.
— Você engoliu?
— Sim.
— Kkkk, que gulosa. Já somos duas de bucho cheio de porra. Quem diria que hoje a gente voltaria pra casa bem comida pela primeira vez por um homem.
— Você já tinha feito isso comigo.
— Sim, mas acho que de homem você não tem nada, né?
— Pois é, acho que não. Lavei bem, estava toda melada do meu próprio sêmen, a calcinha estava nojenta, limpei como pude. Pedi pra Yoli se podia me emprestar um absorvente pra não sentir a umidade.
— Já te falei, hoje à tarde você vai ter que colocar uma calcinha extra na bolsa.
— Vou ter que fazer isso. Depois de nos arrumarmos de novo, Yoli se despediu do Javier e o Victor veio com a gente e nos deixou em casa de carro. Ele se despediu de mim com um beijão gostoso.
— Bom, Nati, foi um prazer te conhecer.
— O prazer foi meu — falei, piscando um olho.
— Que tal se eu te ligar um dia desses e a gente conversar?
— Parece ótimo. Dei meu número pra ele, um último beijo na boca e saí do carro. A Yoli já estava esperando na porta do prédio há um tempinho. Tomei um bom banho, fui pra cama e fiquei um tempão pensando em tudo que aconteceu naquela noite. e sem tirar o Víctor da cabeça.

3 comentários - Natalia adora ser mulher gostosa

que rico ojala tuviera un amiga asi que me diera un regalo como ese que rico ❤️