Minha mãe e o namorado negro dela (Cap. 4)

Na manhã seguinte, minha mãe se levantou e foi trabalhar, como todas as manhãs eu me levantei e me arrumei para o meu dia na universidade, aí vi um bilhete que minha mãe tinha deixado pra mim:

“Filho, saí pra trabalhar, deixei um dinheiro pra você comer, vou tentar chegar em casa o mais rápido que puder, te amo, um beijo.”

Minha mãe tinha deixado um dinheiro junto com o bilhete, era estranho porque normalmente ela sempre me mandava voltar pra casa na hora do almoço. Peguei o dinheiro e fui pra universidade. Meu dia passou sem problemas, quando saí da faculdade, liguei pra minha mãe pra perguntar se podia levar alguma comida pra ela, talvez ela tivesse uma reunião no trabalho e por isso não conseguiria chegar em casa, então pensei que o melhor seria levar comida pra ela não ficar sem almoçar. Só que ela não atendeu. Achei que podia surpreendê-la no trabalho, então comprei algo num restaurante perto e fui até o serviço dela. Quando cheguei, entrei e uma das colegas dela estava na recepção, eu a conhecia bem, era como uma tia pra mim.

— Oi, tia Vitória, pode chamar minha mãe, por favor?

Vitória me olhou com um sorriso, mas meio confusa.

Vitória: Oi, querido, mas sua mãe ligou dizendo que tinha uma viagem familiar urgente e que não poderia vir trabalhar.

Achei estranho, uma viagem familiar? Pensei que talvez algum dos meus tios tivesse passado mal e minha mãe tivesse se referido a isso, mas por que ela não me ligou?

Vitória: Quer que eu ligue pra ela, querido?

— Não, tia, fica tranquila, com certeza ela esqueceu de me avisar.

Vitória: Com certeza, mas se precisar de alguma coisa, me avisa, tá?

Me despedi da Vitória e saí pra ligar de novo pra minha mãe. Depois de alguns segundos, a caixa postal de novo. Minha mãe continuava sem atender e não tinha ido trabalhar. Não entendia o que podia estar rolando, então liguei pra minha melhor amiga e perguntei se ela queria comer alguma coisa. Ela topou, então nos encontramos no meu restaurante favorito. Não queria passar o resto da tarde sozinho. Ao chegar, sentamos e pedimos dois pratos diferentes. Uns minutos depois, nos serviram e, enquanto comíamos, ela me perguntou se estava acontecendo algo comigo. Falei que não, não queria preocupar ela e ainda mais com coisas tão vergonhosas assim. Ela me perguntou se eu tinha certeza, e eu disse que sim. Andrea sempre foi fera em perceber quando algo estava errado comigo, a gente era amigo há anos, então enganar ela era quase impossível. Mas, de vez em quando, eu conseguia despistar ela, então fiz do mesmo jeito agora: perguntei sobre coisas da faculdade e fingi que tava tendo problemas com uma matéria. Ela, educadamente, se ofereceu pra me ajudar, e eu agradeci com um sorriso. Quando terminamos, a gente se despediu porque ela disse que precisava passar em alguns lugares antes de ir pra casa. Olhei meu relógio e vi que já passava das 2 da tarde. Voltei pra casa e, como imaginei, minha mãe ainda não tinha chegado. Subi pro meu quarto e recebi uma mensagem de texto dela:

“Oi, querido, desculpa não ter conseguido te responder. Na empresa, jogaram um monte de trabalho, então não tive tempo de responder. Espero que tenha comido algo, beijos.”

Minha mãe tinha mentido na minha cara, mas quis ver se conseguia descobrir algo, então decidi deixar ela achar que eu acreditava. Umas horas depois, enquanto tava fazendo lição de casa, minha mãe chegou, subiu e foi pro quarto dela. Saí pra cumprimentar ela, fingindo que tava tudo bem, mas quando entrei no quarto, ela se trancou no banheiro. Fui ver se encontrava algo suspeito, então peguei o celular dela e vi uma mensagem do mesmo chat da última vez:

“Meu homem”
Já tava com saudade de ver essas tetas quicando enquanto você monta em mim, mas tô cansado de não poder passar a noite contigo.

Minha mãe tinha faltado no trabalho pra se encontrar com esse cara, e o pior é que tinham passado o dia quase inteiro transando. Já passava das 6 da tarde. Continuei fuçando o chat pra ver o que mais podia descobrir, além de fotos e vídeos dos dois. recebeu uma mensagem
da Carla, uma das amigas dela

“Carla”
Como foi, amiga?Abri o chat e, quanto mais eu lia, mais chocado ficava. Ela estava ajudando minha mãe a se encontrar com aquele cara, dizia que ele era o sonho de todas as mulheres e que ela tinha sorte de ser a que estava com ele. Minha mãe falava que tinha medo de eu descobrir e que ia dar problema. Ela dizia que eu teria que entender se a amasse, e minha mãe falava que não gostava de mentir pra mim, mas que não podia abrir mão dele, que o que sentia por ele era maior e que não conseguia viver sem ele. Ela dizia que minha mãe precisava decidir... Mas aí ouvi a chave virar e tive que sair. Só que vi que a gaveta dela estava semiaberta e dava pra ver uma caixa de cigarros. Minha mãe nunca tinha fumado, por que ela tinha aqueles cigarros ali? Não tinha mais tempo, saí pro meu quarto e fingi que estava fazendo lição. Mas minha mente continuava processando tudo que tinha lido. Minha mãe tinha ficado viciada naquele homem e até sacrificava o trabalho por ele, e pior ainda: agora ela fumava? Uns minutos depois, minha mãe entrou no meu quarto só de roupão.

Minha mãe e o namorado negro dela (Cap. 4)Mamãe: Oi, amor! Como foi seu dia hoje?
-Foi bem, mãe. E o seu?
Mamãe: Foi bom, querido, obrigada. Desculpa ter chegado só agora, meu chefe enfiou um monte de serviço e, ufa! Me deixou exausta...
Claro que te deixou exausta, pensei, depois de foder o dia inteiro
-Não se preocupa, mãe, entendo.
Mamãe: Quer jantar, amor? Tô morrendo de fome.
-Claro, mãe, vamos.
Minha mãe se virou e desceu pra cozinha.

0 comentários - Minha mãe e o namorado negro dela (Cap. 4)