
A noite tava fria enquanto os lençóis da minha cama protegiam meu corpo. Com os cotovelos apoiados e o quadril de lado, roçando e conectado com o colchão. Minha bunda subia e descia no ritmo da música... até que acabou. Fiquei pasmo ao ouvir algo metálico cair no outro cômodo. Caminhei devagar, com passos sorrateiros na penumbra da luz fraca da minha cozinha, meu corpo tremia, como se o frio tivesse descido agressivo em menos de um segundo. Mas não se ouvia mais nada. De repente, uma sombra se jogou em cima de mim. Era um homem, de balaclava, forte, alto e muito pesado. Esse mesmo peso me entregava pra ele, era o jeito dele de dizer "cê é meu agora", o físico dele falava o que os lábios não diziam.

Não precisei ser enfeitada com cordas nem amarras. Eu via meu rosto nas pupilas dele, como se estivesse admirando um anjo infernal, alguém que esquentava a virilha dele. Meus olhos viam o fogo queimando suas roupas, ele estava hipnotizado pelo meu corpo. Minhas pernas se abriram. A adaga dele me fazia sentir escravo do desejo dele, como se uma simples lâmina me entregasse nos braços dele, veiosos e musculosos. Era áspero e frio, subia e descia até minha barriga sem cortar, mas ativando minha adrenalina num piscar de olhos por todo meu corpo. Esquentar ele com meu hálito na pele dele, cada vez mais perto, cada vez mais fundo, isso o excitava e o peito dele soava como um tambor, as pernas dele dando vida aos quadris que eram como turbinas, os olhos apertados e a boca soltando gritos, e não de dor. Os dentes dele amordaçavam minha boca sem me deixar soltar nem um suspiro, gemido que escapava pelos meus olhos de bonequinha que buscava fugir do fogo que me consumia por inteiro. Ele apertava tanto que minha parte baixa se fundiu com a dele, assim como fazia com o colchão. Da minha boca só saíam coisas grotescas, com bom gosto, largas e de grande tamanho. Nunca soltei uma mentira, se tem que abrir a boca, que seja para coisas importantes. Nossos corpos já ardiam em febre. Invadidos por um vírus sensual, que se alimenta de mim e que nenhum linfócito meu tenta combater. Meu corpo queria tremer, sentir calafrios intensos, com a mente nublada como se estivesse possuído. O suor regulava nosso calor, ele introduziu a bactéria e também injetou a cura. Aquela que emergia de dentro de mim, fonte de prazer e masculinidade que eu sentia enquanto o intruso ajustava a calça e ia embora. Fiquei no chão em ritual de agradecimento. Sempre tive medo do que poderia passar pela porta, mas naquela noite aconteceu a melhor coisa da minha vida.
0 comentários - puta forçada😈🍑🔥🔥