Samuel chegou com o corpo tenso, a mente presa entre o sono e a realidade. O quarto cheirava a mofo, a suor, a algo mais.Algo que não era dela.Ela abriu os olhos devagar, o peito subindo e descendo numa respiração pesada.Ele viu ela.Valéria dormia pelada na cama bagunçada, a pele marcada por marcas que Samuel não tinha deixado. O cabelo dela caía sobre o travesseiro, todo desgrenhado, e a respiração era funda, alheia à tempestade que rugia dentro dela.
Mas não foi o rosto sereno dela que prendeu a atenção dele.Foram os pequenos brilhos prateados nos bicos dos peitos dela.
Um piercing nos peitos. Não, dois.Samuel olhou para ela.Silencioso. Mortalmente calmo.Ela sorriu pra ele com timidez. Tentou pegar a mão dele.
Mas ele não respondeu.
O metal frio se destacava na pele rosada dela, perfurando como um lembrete do que tinha rolado enquanto ele não tava por perto. Samuel engoliu seco, sentindo o ar ficar pesado.Quando? Como? Por quê?Mas a resposta já estava bem na frente dele.
O corpo da Valéria tava cheio de marcas:Chupões escuros no pescoço dela, nas coxas, marcas de dente nas costas, a pele dela brilhando com os restos de uma noite de excessos.E depois,ela viuUm camisinha.Arrombado.Abandonado no lençol, ainda úmido, ainda testemunha do que tinha rolado na cama que um dia foi seu refúgio.
O estômago de Samuel se contraiu, uma mistura de nojo, raiva e algo mais profundo, mais sombrio.Uma dor que eu nunca tinha sentido antes.Mas não reagiu de imediato. Não a acordou.Não gritou. Não chorou.Já eu, olho pra ela com calma, os pés descalços dela tocando o chão frio. Ela andou pelo quarto com uma lentidão calculada, observando os restos da noite que tinha rolado na ausência dela.Garrafas de bebida pela metade. Roupas espalhadas. Um copo virado na mesinha de cabeceira.E então, o ar pareceu se cortar quando a porta se abriu.
Samuel não precisou virar pra saber quem era.Ela sentiu.O homem entrando e dominando cada espaço que um dia pertenceu a ele. E a Valéria, a sua Valéria,se entregando sem pudor, sem medo, sem culpa.Samuel sentiu o peito apertar. A pele queimar.A mente dela se despedaçou.Não era só desejo. Não era só luxúria.Era traição.Fechou os olhos, engolindo a raiva que ameaçava despedaçá-lo por dentro.Precisava sair daquele lugar.Mas as pernas dela não obedeceram.
Ela ficou parada.Ele(a) observou. Escutou.E o inferno se estendeu a noite inteira.
Depois, com a mesma calma com que tinha chegado, pegou a camisa do chão, vestiu-a sobre os ombros e saiu sem dizer uma palavra.Samuel não o impediu.Ele ficou ali, parado, olhando a porta se fechar, sentindo algo dentro dele se quebrar e se reconstruir ao mesmo tempo.Não era só traição.
Era cara de pau.
Era indiferença.
Era a verdade.Valéria se mexeu na cama, murmurando alguma coisa entre sonhos.Ainda não sabia que ele estava ali, que tinha visto tudo.Samuel respirou fundo.
Sabia que tinha duas opções.Podiaacordá-la e encará-la.Exigir respostas que eu já sabia, ouvir desculpas que não mudariam nada.
Ou…Podia vazar.Sem barulho. Sem palavras. Sem dar a ele o prazer de saber o quanto aquilo tinha destruído ele.
Ficou encarando o próprio reflexo no espelho, se perguntando que homem era naquele momento.Quem ficava… ou quem ia embora.O sol começou a entrar pela janela.O amanhecer trazia respostas.E Samuel estava pronto pra pegar elas.
Só se levantou, deu um último olhar eFoi embora.
Mas não foi o rosto sereno dela que prendeu a atenção dele.Foram os pequenos brilhos prateados nos bicos dos peitos dela.
Um piercing nos peitos. Não, dois.Samuel olhou para ela.Silencioso. Mortalmente calmo.Ela sorriu pra ele com timidez. Tentou pegar a mão dele.
Mas ele não respondeu.
O metal frio se destacava na pele rosada dela, perfurando como um lembrete do que tinha rolado enquanto ele não tava por perto. Samuel engoliu seco, sentindo o ar ficar pesado.Quando? Como? Por quê?Mas a resposta já estava bem na frente dele.
O corpo da Valéria tava cheio de marcas:Chupões escuros no pescoço dela, nas coxas, marcas de dente nas costas, a pele dela brilhando com os restos de uma noite de excessos.E depois,ela viuUm camisinha.Arrombado.Abandonado no lençol, ainda úmido, ainda testemunha do que tinha rolado na cama que um dia foi seu refúgio.
O estômago de Samuel se contraiu, uma mistura de nojo, raiva e algo mais profundo, mais sombrio.Uma dor que eu nunca tinha sentido antes.Mas não reagiu de imediato. Não a acordou.Não gritou. Não chorou.Já eu, olho pra ela com calma, os pés descalços dela tocando o chão frio. Ela andou pelo quarto com uma lentidão calculada, observando os restos da noite que tinha rolado na ausência dela.Garrafas de bebida pela metade. Roupas espalhadas. Um copo virado na mesinha de cabeceira.E então, o ar pareceu se cortar quando a porta se abriu.
Samuel não precisou virar pra saber quem era.Ela sentiu.O homem entrando e dominando cada espaço que um dia pertenceu a ele. E a Valéria, a sua Valéria,se entregando sem pudor, sem medo, sem culpa.Samuel sentiu o peito apertar. A pele queimar.A mente dela se despedaçou.Não era só desejo. Não era só luxúria.Era traição.Fechou os olhos, engolindo a raiva que ameaçava despedaçá-lo por dentro.Precisava sair daquele lugar.Mas as pernas dela não obedeceram.
Ela ficou parada.Ele(a) observou. Escutou.E o inferno se estendeu a noite inteira.
Depois, com a mesma calma com que tinha chegado, pegou a camisa do chão, vestiu-a sobre os ombros e saiu sem dizer uma palavra.Samuel não o impediu.Ele ficou ali, parado, olhando a porta se fechar, sentindo algo dentro dele se quebrar e se reconstruir ao mesmo tempo.Não era só traição.
Era cara de pau.
Era indiferença.
Era a verdade.Valéria se mexeu na cama, murmurando alguma coisa entre sonhos.Ainda não sabia que ele estava ali, que tinha visto tudo.Samuel respirou fundo.
Sabia que tinha duas opções.Podiaacordá-la e encará-la.Exigir respostas que eu já sabia, ouvir desculpas que não mudariam nada.
Ou…Podia vazar.Sem barulho. Sem palavras. Sem dar a ele o prazer de saber o quanto aquilo tinha destruído ele.
Ficou encarando o próprio reflexo no espelho, se perguntando que homem era naquele momento.Quem ficava… ou quem ia embora.O sol começou a entrar pela janela.O amanhecer trazia respostas.E Samuel estava pronto pra pegar elas.
Só se levantou, deu um último olhar eFoi embora.
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