Jogo da Porta - Parte 2

Já tinha passado uma semana desde que a gente começou o jogo com a Roxy e eu já tava com um humor de cão. Ninguém tinha tocado a campainha em casa. É mais difícil do que parece. Quantas vezes, de verdade, tocam a campainha na casa de vocês? Não era que passava duas vezes por dia, todo santo dia. Ainda por cima, nem por acaso tocavam. Nem pra querer vender alguma coisa. Pra piorar, a área onde a gente morava era muito tranquila, bem residencial, e nunca tem muito movimento nem gente, só quem mora por ali e olhe lá.

Mas pelo menos, se eu tinha que tirar algo de bom, era que a Roxy também não tinha aumentado o placar. Ela ficou naqueles dois do começo e nada mais. Fiquei pensando que pra ela era muito mais fácil porque morava num apartamento. Eu num sobrado. Ela devia ter uns trinta e tantos vizinhos, no sobrado moravam, contando eu, o Ariel e mais eu, seis no total. E meus vizinhos não iam tocar a campainha da rua. Não sei se valia se algum vizinho ou vizinha viesse e batesse na porta por algum motivo, mas aí eu morreria de vergonha de querer fazer alguma coisa com alguém que eu conhecia. Tinha que perguntar pra Roxy se valia. Certeza que ela ia dizer que sim, já que as duas conquistas dela não foram gente que tocou a campainha "da rua".

Algo é algo. Eu tava perdendo, sim, mas pelo menos a vantagem tinha ficado ali. Fixa. Vocês vão achar besteira, com certeza, mas a Roxy me conhece bem e sabe o quanto eu posso ser competitiva com essas coisas. Não importa se é jogar bolinha de gude ou dados, quero ganhar. Tá perdendo e ainda por cima tão rápido me deixava mal. Eu continuava firme na minha rotina de me arrumar, ficar gostosa e sexy depois que o Ariel ia trabalhar e ficar assim até a tarde, mais ou menos até um pouco antes dele voltar. Não queria perder tempo me arrumando se alguém tocasse a campainha, queria já estar pronta.

Foi na terça-feira que recebi uma mensagem que gelou meu sangue, juro, e começaram a dar borboletas no estômago do nada. Por sorte não era da Roxy, me dizendo que Tinha feito outro gol, não. Era um WhatsApp do Ariel.
amor, me ligaram do cabo, confirmei pra alguém ir na quinta-feira fazer a visita técnica, pra ver se arrumam ou trocam aquele deco.Eu entrei em pânico. Medo de palco, sei lá. Meu estômago borbulhava. Alguém ia chegar, iam tocar a campainha. O cara do cabo. Mais clássico e patético de pornô barato não podia ser.Beleza, ok. Tem que pagar alguma coisa?"
"Não, nada, eles arrumam ou trocam e pronto."
"Ok, valeu, beijo.
Na hora comecei a mandar mensagem pra Roxy. Não sabia se valia a pena ou não. A vaca não me respondia e me deixou ainda mais nervosa. Então liguei direto pra ela e expliquei.Para aí, boluda, devagar que eu não entendi...“Vai logo…”É que eu tô cozinhando...Eu suspirei: “Na quinta-feira vão vir do cabo pra arrumar o deco. Ou trocar, sei lá. Vai vir um cara, Ro.”
Ouvi ela rir,
Ah, tá, legal. Você vai ficar 1-2….Mas para aí, valeu?", perguntei pra ela.Claro que vale. Por que não?E por que a gente chama ele de...Pará, foi você quem chamou ele?Não… Ariel ligou pra TV a cabo pra reclamar, falaram que iam mandar…", não me deixou terminar.Então tá. Você não ligou pra ele, Trini. Foi ele quem ligou. Que se foda!Mas, Ro...Não seja cagona, você quer sim!, ela riu,Acha que não te conheço, minha vida? Tô te falando que vale a pena e é melhor você aproveitar... porque do nada eu posso ficar 3-0 na frente, hahahaha...Ai, Ro… não sei…De que você tem medo?Ela me perguntou.
Eu fiquei sem reação. Não sabia o que dizer pra ela. Tava com medo de tanta coisa. E nervosa com outras tantas. Fiquei pensando enquanto ouvia ela cozinhar pelo telefone.

“Sei lá… que ele faça alguma coisa comigo. Alguma coisa ruim, digo.”
Não vai rolar, fica tranquila...E como é que você sabe que não vai rolar? Você não sabe quem vem… eu também não…Não, não sei, mas sei que com certeza vai ser um cara que tá trampando, bucetuda. Não vai se arriscar a fazer algo ruim contigo e você denunciar ele, ele ir pra cadeia e perder o trampo…ele me disse. Tinha um pouco de razão.
“É, mas…”
Que você dê em cima dele e que vocês acabem transando, isso eu te garanto que vai rolar. Homens são homens, Trini. Imagina se ele vai perder essa chance. Imagina se ele vai deixar passar uma deusa como você que se entrega de bandeja. Mas ele não vai se arriscar a fazer nada com você, pode acreditar.ele disse.
“Ai e se for feio? E se eu não gostar?”
Você aguenta e faz do mesmo jeito. Meu amor, no seu lugar eu parava de ficar procurando desculpa pra querer fugir toda hora e me preocupava mais em ficar gostosa e em ir pensando como fazer ele entrar...ele me disse.
Eu suspirei, "Báh...
Como fazer ele entrar entre as suas pernas, digo. Não como fazer ele entrar na sua casa., ela riu.
“É, sua burra, já sei… ufff…”
Vamos ver se você é um pouco mais otimista, Trini. Para de perder tempo e se prepara. Você entra em campo, minha gostosa!Já sei...Que sorte que você tem... caiu essa pra você. Eu, se soubesse como e quando vai rolar, ia ficar super feliz. Em vez de ficar esperando o tempo todo, né? Não te mata a ansiedade?Sim, me destrói, Ro…Eu também. Mas quando chegar a hora… mmm… você vai adorar. Relaxa, se solta e vai ver… confia na sua amiga, sua idiota.“Beleza…”Ah, e depois me avisa na hora, ok? Olha que tu tem que declarar o gol na mesma hora, senão não vale...Sim, vai nessa… beleza, te ligo qualquer hora.Sim, óbvio.Terminei com a Roxy e, feito uma idiota, de puro nervoso, comecei a fuçar no meu armário pra ver o que eu podia vestir. Faltavam dois dias e eu já tava fazendo isso. Precisava me acalmar um pouco e deixar as coisas rolarem. A Roxy tava certa, como (quase) sempre. Eu tava muito pilhada com essa história toda. Tinha que relaxar e deixar acontecer. Era o melhor jeito. Além do mais, de novo, faltavam dois dias… talvez alguém tocasse a campainha agora, já, em cinco minutos. E aí? Não era só a visita do técnico da TV a cabo na quinta, o jogo continuava agora. O jogo tava rolando naquele exato momento.

Os dois dias, no entanto, passaram como sempre, sem novidade em casa. Ninguém tocou a campainha. Chegou a quinta do encontro e eu me preparei mentalmente, pelo menos foi o que pensei. Levantei como sempre, fiz o café da manhã pra mim e pro Ari como sempre, papeamos um pouco, dei um beijo nele e ele foi trabalhar.

Eu fui tranquila pro quarto e me despi, procurando o que vestir que fosse chamativo e sexy. Depois de dar umas boas voltas, no final escolhi um shortinho jeans bem justinho, que marcava bem a rabeta, e um top de biquíni vermelhinho. Era verão, tava calor e não era nada fora do lugar, mas pela cor e por ser tão pequenininho, eu gostava e chamava muita atenção. Ia receber o cara assim, e que acontecesse o que tivesse que acontecer. Se ele não me desse bola com isso, eu não sabia mais o que fazer.

Também passei a manhã toda pensando e repensando no que dizer pra ele e como abordar, caso ele não fizesse isso. Talvez bastasse com olhares, algum toque ou carícia, algum comentário pra quebrar o gelo, não sabia. Ou talvez eu tivesse que agir mais decidida, mais puta, e confiar que não ia espantar o cara. A Roxy teria morrido de rir se tivesse me ouvido. “Imagina se o cara vai se espantar, que idiota…”, ela teria dito.

Almocei bem pouco, porque de nervoso meu estômago tava meio fechado, e depois tentei relaxar com música ou no computador, com alguma coisa. Enquanto esperava, ficava olhando o relógio do celular toda hora. Finalmente, lá pelas 2 da tarde, bem antes do horário que tinham dito, recebi um WhatsApp de um número que não conhecia. Era o técnico, avisando que tava a caminho e pedindo pra confirmar se tinha alguém no local. Respondi que sim, que viesse que tava.

E aí me bateu de novo aquele frio na barriga. Levantava, sentava, não sabia o que fazer. Minhas mãos suavam. Me deu tanto medo de repente que comecei a torcer pra que o cara, ao chegar, me avisasse pelo WhatsApp que tava lá fora, assim "tecnicamente" não precisava tocar a campainha e eu não precisava fazer nada. A esse estado de nervosismo besta eu tinha chegado. Verdade que não tava passando bem.

Tava vidrada nos meus nervos, andando pra lá e pra cá, bebendo água, qualquer coisa, quando o berro da campainha da rua tocou em casa e um arrepio percorreu meu corpo. E fiquei com a pele arrepiada. Já era. Não tinha volta. A única volta era me jogar pra trás, não fazer nada e ficar de otária com a Roxy.

Respirei fundo, enchi o peito, atendi o interfone dizendo que já ia. Me olhei uma última vez no espelho, arrumando uns detalhes, e fui abrir pro cara.

Eu esperava o pior, pra ser sincera. Os medos inconscientes da gente são terríveis, mas assim que vi ele, me acalmei um pouco. Não era um cara horrível. Também não era um gato. Um cara normal, devia ter uns 35 anos, por aí. Assim que me viu abrindo o portão da rua do jeito que eu tava, os olhos dele foram direto pro meu top de biquíni, mas ele se recompôs na hora e a gente se cumprimentou educadamente. Guiei ele até nosso sobrado pelo corredor comprido, conversando sobre nada, e tinha certeza que o cara tava de olho na minha rabeta, bem marcada no meu short jeans. Quando entramos, fiz ele passar, ele foi até onde tava a TV e o decodificador, e eu fiquei por perto olhando. Perguntei se precisava de algo e ele disse que não, que ia fazer umas medições. e que qualquer coisa me dizia.

Tentando fingir que não tava nervosa, me sentei meio deitada no sofá enquanto me fazia de desligada no celular, mas ficava de olho no cara e no que ele fazia. Ele não me parecia um cara feio. Era meio fortão, sim, mas nada desagradável. Tinha uma voz simpática também. Senti umas borboletinhas no estômago… e pra ser totalmente sincera, um pouco mais pra baixo também… quando percebi o cara umas duas vezes me olhando no reflexo da tela da TV desligada.

Ele deve ter ficado uns dez ou quinze minutos assim trabalhando, medindo as coisas com as ferramentas que trouxe, enquanto de vez em quando a gente trocava umas palavras. Besteiras, sobre como a casa era bonita, a área tranquila… nada demais. Finalmente, ele se posicionou do lado da TV e começou a passar os canais: “Vamos ver… acho que já tá pronto.”

Eu me aproximei, peguei o controle e também comecei a passar. A verdade é que ele tinha consertado tudo perfeitamente.
“Ah, sim, que bom, acho que tá funcionando…”, falei.

Ele sorriu e começou a guardar as ferramentas ali do meu lado: “É, o sinal não tava chegando depois do 200… tinha uma perda, mas já resolveu. Testa aí acima do 200…”

Fiz o que ele disse e tava perfeito. Me virei e mandei um sorrisão lindo: “É, ótimo, muito obrigada.”
“Qualquer coisa se der problema de novo, é só ligar e avisar, mas acho que não. Vai funcionar bem”, ele devolveu o sorriso.
“Beleza, então…”, eu continuei sorrindo. Já via o cara quase tendo guardado tudo e não sabia o que fazer ou o que dizer. Mandei a primeira coisa que veio na cabeça: “Ah… não quer um copo d’água ou algo? Me desculpa, não te ofereci…”
“Ah… bom, agradeço. Se não for incômodo…”

Dei um sorrisão enorme pra ele e fiz olhinhos: “Ah, por favor, imagina… já vou pegar…”, falei e fui pra cozinha, me certificando bem, mas bem, de rebolar a bunda que tava apertada no meu shortinho, pra ele ver.

Voltei com dois copos d’água e entreguei um pra ele. Um, ele me agradeceu e ficou ali, tomando um pouco e a gente se olhou um tiquinho.
"Valeu", ele falou, "Com esse calor que tá fazendo..."
"Hum, é. Tá terrível, né?", perguntei, "Lá fora, digo, no sol e tal..."
"É, tá forte. Ainda bem que isso aqui é um sobrado e não peguei varanda...", ele sorriu.
Eu também ri, "Nããão, pode levar..."
"Já tô acostumado com essas paradas, mas dias como hoje fodem com você do mesmo jeito."

Vi ele tomar mais um pouco de água e me olhar. Parece que finalmente criou coragem pra se jogar, porque ficou me encarando um pouquinho, só uns segundos, e fez que sim com a cabeça, "Vejo que você tá pronta pra piscina..."
Eu ri, "Não, aqui não tem piscina. Adoraria, mas não. Eu sempre fico assim aqui. Quando faz calor desse jeito...", falei e passei a mão no cabelo comprido enquanto tomava um gole da minha água.
"E não liga o ar?"
"Ufa, não. Odeio ar condicionado. Prefiro ventilador ou... nada, do jeito que tá". Mentira descarada. Amo ar condicionado. Se fosse por mim, viveria debaixo do ar ligado 24 horas por dia, mas o Ari não quer. "Meu namorado gosta de ar, eu não."
"Ah, tá...", ele concordou, "E quando você fala que fica do jeito que tá... é assim como agora? Ou...?"
"Ou o quê?"
Ele riu, "Não, digo, 'do jeito que tá' pode ser vestida assim como você tá agora... ou pelada, né?"

Eu ri de verdade, não esperava por essa. Enquanto ria, deixei a mão no braço dele por um segundinho, "Hahahaha... não, assim como tô agora, eu..."
"Bom, você tá na sua casa, né? Pode ficar como quiser.", ele falou me olhando.
"É, sei lá... às vezes sim, que sei eu. Quando faz calor assim e tô sozinha, pode ser."
"E seu namorado, o que acha?", ele perguntou e deu um gole na água dele
"De quê?"
"De você às vezes ficar aqui... 'do jeito que tá' ", ele falou e fez aspas com os dedos no ar. Eu sorri pra ele, "Hahaha, não. Não sabe. Não conto essas coisas pra ele. Não falo tudo", falei com um tom doce.
"Ah, bom. Ele tá perdendo muito, então...", ele sorriu pra mim.
"É, né... sabe como é...", tomei um pouco de água e olhei pra ele, "Se Ele não tá, óbvio que ele tá perdendo."

Ela me olhou por um instante e terminou o copo d'água, me agradecendo de novo e me devolvendo, "Bom… então vou seguir viagem… Trinidad, né?"
"Sim, Trini…", eu sorri.
"Prazer. Fico feliz que deu pra resolver…", ele disse e pegou a mochila. Eu fiquei desesperada sem saber o que falar pra ele ficar. Soltei de novo a primeira coisa que veio na cabeça.
"Ah… tem outra visita pra fazer?"
"Sim, em Merlo… é uma viagenzinha…", ele reclamou.
"Uh… que merda. E…", eu engoli seco sem ele ver, era agora ou nunca, "E… v-você não pode chegar atrasado, né?"
"E não… a gente tenta não deixar os outros esperando", ele disse sem olhar.
"É, mas às vezes acontece…", eu sorri.
Ele riu, "Sim… toda hora, na real, por um motivo ou outro… mesmo sem querer…"

Ele não tava mordendo a isca, eu tava me desesperando por dentro e tinha que falar algo já. Mas já. Não dava mais pra ser muito educada.
"Uh… ehhh… pera…", eu sorri e apoiei a mão suave no braço dele.
"Hm?", ele me olhou.
"Ehhh… não quer ficar um pouquinho?"
"Aqui?", ele estranhou.
"Sim, claro… Comigo. Me faz um pouco de companhia… senão tô sozinha aqui…", eu sorri e me aproximei um pouco mais.
"Ehhh…", vi que ele me olhou e meio que duvidava se isso tava mesmo rolando, "Mas… sei lá, tô trabalhando…"
Eu ri, "Dá lá, um pouquinho… quem vai te controlar? Tão te vigiando pelo celular?"
Ele sorriu, "Não…"
"Então vai! Vai, por favor fica um pouco… a gente conversa um pouquinho. Senão eu fico entediada sozinha aqui…"
Ele me olhou e sorriu, "Bom… só um pouquinho. Depois juro que tenho que seguir viagem."

Pronto. Eu senti que já era e meio que relaxei muito mais por dentro. As borboletas no estômago foram embora, quase toda a ansiedade, tudo isso. De repente, como uma revelação, percebi que meu problema era não saber o que falar, o que fazer, a incerteza… mas assim que me davam abertura, ou a situação se resolvia, eu já me sentia melhor. Muito melhor.

Eu sorri e apertei um pouco o braço dele, "Ai, Bueníssimo. Fico feliz… se você soubesse como eu me entedio aqui…”
“Imagino…”, ele sorriu.
“Ah… senta, senta, relaxa, fica à vontade… como se estivesse na sua casa…”, falei e apontei pro sofá. Ele foi e sentou, eu só acompanhei, paradinha na frente dele, “Quer mais água? Outro copinho? Te trago…”
“É… bom, se você também beber…”
“Foda-se água ou o que você quiser…”, sorri docemente pra ele, “Tenho coca…”
“Não, água tá boa… obrigado…”, ele sorriu e eu voltei pra cozinha. Ao sair, vi pelo reflexo na tela apagada da TV que ele tava de olho na minha bunda. Me ajeitei um pouco enquanto tava na cozinha servindo os copos, tentei me acalmar e voltei pra sala com um sorriso, sentando do lado dele no sofá e passando a água.

“Eu… e seu namorado, como é que é?”, ele perguntou depois de dar um gole.
“Hmm? Como é que é o quê?”, respondi.
“Não, tô dizendo, ele não tá… te deixa sozinha…”
“É, ele trabalha.”
“Ah, sim, claro…”, ele concordou sem tirar os olhos de mim, “Jura que você se entedia muito aqui?”
“E sim… vejo TV às vezes, mas nunca tem nada que eu queira ver. Ou fico mexendo no computador, ou no celular… mas só isso.”, respondi olhando pra ele.
Ele me olhou e sorriu, “Coitada… imagino…”
Eu cruzei as pernas e me recostei um pouco de lado no encosto do sofá, encarando ele mais confortável, “É, mas é assim. Tudo bem ele trabalhar, sem problemas, mas é… fico sozinha aqui…”
“Por isso que te faz bem um pouco de companhia, né?”, ele sorriu.
Eu sorri de volta e coloquei a mão de novo no braço dele, “Siiim… obrigada por ficar um tempinho. Você não sabe como me faz bem ficar assim, conversando, com alguém.”
“E você não sente falta dele?”, ele perguntou.
“Do meu namorado?”, ele me olhou e concordou, “Ah não, ele volta toda noite, como vou sentir falta dele…”
“Não, linda… tô dizendo se você não sente falta dele durante o dia… se por acaso você tem vontade de ficar com ele, ou com alguém… você me entende…”, ele fez uma caretinha.
Eu ri, “Ah! Ah, tá, você tá dizendo… ficar com alguém… assim íntimo, tá…”, ele concordou. e ela passou a mão no meu cabelo, puxando uma das minhas mechas longas devagar e tirando do meu rosto, "E... ssssim... a verdade é que às vezes sim."

Ele sorriu e continuou brincando com uma das minhas mechas, eu deixava, mas por dentro tava morrendo. Tava adorando como tudo tava rolando.

"E o que você faz quando sente falta dele assim?", ele perguntou me olhando nos olhos.
Eu mantive o olhar, "Sei lá... nada?"
"Como assim nada?"
"Nada, ué... do que cê tá falando?"
"Não, tipo, você não se alivia?", ele sorriu.
Eu ri gostoso e fiz uma carinha de envergonhada, "Ahhh... olha a pergunta que cê faz! Kkkk..."
"Não, é pergunta séria... a gente é adulto, né?"
"Ai, meu Deus...", suspirei e olhei pra ele, dando um gole na minha água, "Sim, claro que às vezes eu me alivio. Igual todo mundo, né?"
"Mmm-hmm..."
"E você?", perguntei, "Tem namorada e tal?"
Ele assentiu, "Sim, tenho... a gente mora junto também."
"Ah, que legal... e sente falta dela também?"
"Às vezes sim, às vezes não... se eu tô bem acompanhado, não...", ele riu e passou o dedo de leve na minha bochecha.
"E... quando você sente falta dela, o que faz? Como se alivia?", perguntei.
"Ah... do jeito que dá. Quando dá...", ele sorriu.

A gente se olhou por um tempo, sentados no sofá, enquanto ele continuava acariciando de leve minha bochecha e mandíbula e eu deixava. Tomando minha aguinha, mas sem tirar os olhos um do outro.

"Trinidad...", ele falou finalmente, meio baixinho, "Juro que daqui a pouco tenho que ir, sério... mas... você precisa de um aliviozinho?", ele sorriu.
Eu olhei pra ele e engoli seco, a verdade é que toda a conversa e como tudo foi rolando me deixaram mais que molhadinha. Respondi no mesmo tom, igualmente íntimo, "Ah... pode ser... e você?"
"Eu sim...", ele falou firme.
"Então tá...", só sussurrei e sorri.

Ele também sorriu e a gente, sem falar nada, aproximou os rostos e começou a se beijar. Devagar. Foi lindo. Me deixou ainda mais excitada. Deixamos os copos de água na mesinha do lado do sofá e nos apertamos de novo, mais forte. Mais fundo, mais apaixonado. Quando senti a língua dele entrar na minha boca, um arrepio de prazer me percorreu, e quando senti ele abraçar meu corpinho pra me apertar contra o dele, e uma das mãos dele começou a massagear minha bunda, não consegui evitar gemer de prazer na boca dele.

Ficamos assim nos beijando por um tempão lindo que me relaxou pra caralho, até que senti ele pegar minha mão e levar em cima do volume que já tava debaixo da calça dele, pra eu sentir. Eu gemi e apertei ele, enquanto sentia ele desabotoar meu shortinho.

“Ai… levanta…”, falei. Eu já não aguentava mais de tesão. A gente se levantou sem parar de se acariciar e eu me ajoelhei na frente dele, sorrindo e desabotoando a calça dele. Ele tirou a camisa que tava usando e vi que tinha bastante pelo no peito e em outros lugares, o que me deixou ainda mais com tesão. Eu adorava homens assim e o coitado do Ari não tinha pelo quase nada, só na cabeça e nos genitais.

“Primeiro eu te alívio, né?”, sorri pra ele e puxei a cueca dele pra baixo, deixando a pica sair no ar. A verdade é que gostei de ver ela, era bonita. Do puro tesão que eu tava, não queria esperar mais. Puxei a parte de cima do biquíni um pouquinho porque já tava com os mamilos mais que durinhos e tava me incomodando. Sorrindo e nos olhando, peguei a pica dele e comecei a chupar. Gostoso, devagar, aproveitando. O gosto, o cheiro, a textura daquela pele e aquela dureza na minha boca. Não acreditava que tava fazendo aquilo com outro homem, um estranho, alguém que tinha conhecido meia hora atrás, mas como me excitava e me dava tesão fazer aquilo. Quando ouvi ele gemer baixinho pelo prazer que minha boca e minha língua tavam dando pra ele, e quando senti ela endurecer um pouco mais dentro da minha boca, eu já tava morta. De tanto ficar com Ari, quase tinha esquecido, mas… como eu adorava chupar pica. E ainda por cima pica de homens assim.
Jogo da Porta - Parte 2Nós ficamos nos curtindo assim, eu na boca dele e ele na minha piroca, por um tempinho até ele sentar de novo e eu continuar. Continuei com aquela piroca na minha boca. Não queria soltar, tava amando tudo que eu tava sentindo, tudo que eu tava fazendo aquele desconhecido sentir.

Enquanto eu brincava e lambia ela, descansando um pouco, sorri pra ele e perguntei: "Assim que cê gosta, hmm?" Ele concordou me olhando docemente, "Assim que te alivia?"
"Sim, gostosa... e você se alivia?", ele riu e acariciou meu cabelo
"... eu amo...", falei enquanto continuava lambendo
"Vai aliviar mais quando sentir ela bem dentro, se quiser...", ele sorriu safado.
Eu ri brincando e enfiei de novo na boca, aproveitando ao máximo enquanto a gente se olhava, nossos olhos cheios de tesão e fogo. Só se ouvia o silêncio da tarde, quebrado só pelos nossos gemidinhos baixos e os barulhos babados daquela piroca linda, dura, entrando e saindo da minha boca faminta.
loiraMas logo o cara não aguentou mais minhas atenções. Eu queria ficar ali a tarde toda, a vida toda, chupando aquela pica… mas ele soltou um grunhido baixinho e se levantou, me pegando suavemente pelo braço e me virando no sofá: “Uffff… não aguento mais, gostosa… vira…”

Fiz o que ele pediu e me ajoelhei no sofá, arqueando um pouco as costas e oferecendo minha cintura bem no ar. Quando ele viu aquilo, riu e elogiou, massageando um pouco minha bunda com as mãos. Meu shortinho já tinha caído no chão fazia um tempão, mas eu ainda estava de calcinha fio dental. Logo senti ele puxar pra baixo e tirar, e então, sem dizer nada, senti o rosto dele entre minhas pernas, os lábios e a língua provando e saboreando minha buceta. Amei a sensação, não esperava por isso. Tava ficando gostoso quando senti ele se afastar e ficar atrás de mim, esfregando a ponta da pica na minha buceta molhada. Não tive tempo de reclamar ou falar nada, quando senti ele me segurar e deslizar pra dentro, soltando um gemido rouco e lindo de prazer. Que eu logo acompanhei com o meu. Eu já tava tão molhada que não custou nada pra nenhum de nós dois. Me sentir penetrada assim, por outro homem, por um estranho, me deixou completamente louca de tesão. A sensação de outra pica que não a do meu namorado dentro de mim era o máximo, nunca tinha me sentido assim antes.

O cara não perdeu tempo e, me segurando pela raba, começou a meter. Não muito forte, por sorte, mas gostoso e constante pra eu sentir. E olha que eu sentia mesmo. Nós dois estávamos nos curtindo de um jeito lindo, e meus gemidos de mulher sendo comida eram testemunhas verdadeiras do prazer que ele tava me dando.
jogoEle me arrancou um orgasmo lindo assim, me comendo daquele jeito. Eu tava tão tesuda que não aguentei quase nada, e aquele orgasmo me encantou. Suave, doce e profundo, como há muito tempo eu não tinha. A pica do pobre Ari, é uma merda falar isso mas é verdade, nem de longe ele me comia assim, nem me fazia sentir assim. Tão mulher, tão comida e satisfeita.

Quando o cara me sentiu gozar, ele diminuiu um pouco o ritmo e me deixou aproveitar, me acariciando e me penetrando devagar, isso me encantou. Senti que ele saiu e me disse: "Vem, gostosa, senta...". Ele se sentou no sofá com a pica ainda dura e eu subi em cima dele, como ele tinha pedido. Logo busquei às cegas com a mão, encontrei a pica dele e guiei de novo pra dentro da minha buceta, que ainda tava com fome. Devagarinho me deixei cair e senti ela me abrir de novo e entrar, me alargar tão docemente. E, nessa posição, me encher tanto, quase até o fundo.

Não aguentei e comecei a me montar sozinha naquela pica linda e dura. Subindo e descendo meu corpo, arqueando a cintura, metendo e tirando ela de dentro de mim, esfregando o clitóris naquele pau estranho e novo que eu tinha por baixo. Que sensação gostosa, e como ele também tava curtindo. As mãos dele percorriam meus peitinhos, minha bunda e toda a minha pele. E eu tava adorando estar tão cheia da pica de um desconhecido, igual uma porca, igual uma cadela no cio. Nunca antes na minha vida eu me senti tão, mas tão puta.
jovenzinhaFoi uma pena, mas não pude ficar muito mais tempo assim. Eu tava adorando pra caralho, mas o cara já tava perto de gozar. Ele grunhiu e reclamou um pouco e, sem dizer nada, me pegou pela cintura e se levantou, me levantando junto com ele. Não fez nenhum esforço pra me carregar daquele jeito, com meu corpinho magro e leve. Me colocou de costas no sofá, abriu minhas pernas e guiou o pau de novo pra dentro da minha buceta.

Dessa vez ele meteu com força e começou a me foder mais duro e rápido, claramente precisava gozar, já não aguentava mais. Eu queria falar alguma coisa, pedir pra ele se cuidar, pra não gozar dentro de mim, mas a sensação era tão gostosa que eu só conseguia olhar pra ele e continuar gemendo.
magraEle me meteu duro e rápido assim, enfiando com força na minha pobrezinha buceta até as bolas, que eu sentia batendo de leve na minha raba, uma e outra vez. Rápido e forte. Não sei como consegui falar, entre meus gemidos.

“Ai! Aiii… não… p-para…. aaaahhhh…”

Ele bufou e rosnou pra mim: “Não… não consigo, gostosa… como você é lindaaaa… aaaahhhh!”, disse soltando um berro final e uma enfiada de pau que me fez ver estrelas de prazer. E a gente gozou junto, meu corpinho tremendo enquanto sentia o pau dele cuspindo docemente o leite dentro de mim. Só uns segundos, até ele perceber ou sei lá, e tirou, batendo uma forte e me salpicando a barriga e os lábios da buceta com o esperma quente. Tinha certeza de que senti uma parte, as primeiras pulsadas escaparam pra dentro e pronto, já era, não dava mais pra fazer nada… mas a sensação e a visão de todo aquele gozo que ele deixava na minha pele me encantou.

Eu só consegui ficar ali, de pernas abertas, toda manchada do esperma dele e do amor dele, olhando pra ele e sorrindo entre meus gemidinhos suaves.
infidelidadeQue sensação gostosa e como esse cara me comeu bem! Nunca esperava algo assim, vindo de uma situação tão louca, desse jogo que no começo achei idiota e perigoso, mas do qual agora eu já era completamente viciada. Não tinha mais volta. Queria mais disso, dessa sensação, de me sentir tão desejada, tão macetada. Não precisava mais que um namorado me fizesse amor, todo fofo e doce. Isso era bom, sim. Era legal. Mas o que eu queria agora e já tinha provado, era um macho bom me comer. Assim gostoso, assim forte, assim sujo.

A gente se deu mais uns beijos e eu fui rápido me limpar no banheiro. A verdade é que tinha ficado uma bagunça gostosa entre minhas perninhas, mas eu amava. Quando voltei, a gente se sorriu, trocamos mais uns beijinhos e nos vestimos de novo. Dei outro copo d'água pra ele e nos despedimos, agradecendo um ao outro pelo momento bom que passamos juntos.

Assim que ele foi embora e eu voltei pra dentro de casa, fui pro meu quarto e me joguei na cama, um pouco exausta, mas ainda com a adrenalina de tudo que tinha rolado correndo pelo corpo. Peguei meu celular e, com um sorriso, escrevi rápido pra Roxy.
2 a 1, filha da puta, chupa ela... kkkkk!Não passaram nem 20 segundos e o celular começou a vibrar com a ligação da Roxy. Eu ri sozinha e atendi. Ela nem disse "oi".Me conta tudo!!!! JÁ!, ela riu.
Eu também ri, suspirei, fiquei olhando pro teto deitada na cama e comecei a falar com minha amiga.

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