O título parece coisa de fantasia, mas o que aconteceu merecia isso e, sem muita enrolação, vou dizer que a magia é tão real quanto o ar, porque me levou a brincar de bruxo. E o contexto, sem desculpas, é que sempre fui muito fã de esoterismo e artes ocultas, o que me fez esbarrar com Aleister Crowley e suas práticas meio bizarras. O que mais se destacou e me interessou pelo tesão foi o uso prático de "magia sexualis" em parte dos trabalhos dele. Então, dá pra dizer que é tipo um kamasutra, mas mais místico e ao mesmo tempo muito íntimo, já que isso me deu certas inspirações para algumas das minhas safadezas. Pois, como se o universo ouvisse minhas preces (ainda duvido que ouça), Fanny chegou batendo na minha porta meio irritada e puta da vida. A danada era quase adulta, mais alta que eu — eu tenho 1,77 e ela 1,83 — mas também tinha uma pele meio queimada de sol e meio loira por baixo do uniforme de colégio, junto com umas pernudas longas e suculentas, e uma bunda firme um pouco mais larga que os peitos naturais exuberantes dela, quase do tamanho dos da Mia Khalifa. Sério, alguns caras da vizinhança concordavam, mas eu ficava meio encabulado perto dela por causa da presença de valentona que ela tinha, e era ainda mais com salto alto e braços levemente musculosos. Mas voltando ao motivo de ela ter vindo na minha casa: ela é a sobrinha querida da minha mãe. Minha mãe é muito amiga dos pais da Fanny, além de ela ser 3 anos mais nova que eu, que tinha 19 na época que tudo aconteceu. Parecia uma chimpanzé raivosa do jeito que bateu na porta, com a respiração ofegante, sem disfarçar a fúria óbvia. A doida não só estava naqueles dias, como também uns caras tinham deixado ela puta, coisa que me enche o saco perguntar. Depois, ela me empurrou como se nada, até eu cair de bunda no chão perto do som, e isso assustou nós dois porque o volume estava alto por causa da playlist pra limpar a casa melhor. Enquanto eu desligava, ela se sentou na minha rede como se... Juan na casa dele bem tranquilo no meu quarto, sendo que ele não tava nem aí e deitou de sapato, o que me irritou porque eu tinha acabado de lavar a cama. — Primeiro, mocinha, se cumprimenta antes de entrar, e segundo, que porra você tá fazendo aqui? — Foda-se, caralho! *Psst psst* — Rata imunda, animal rastejante~ kkkkk — tava cantando a clássica da Paquita enquanto molhava ele com o borrifador. — Hyaam! Para com isso, filho da puta. — Abaixa esses pés, porca. — Para, não tô no clima. — Diz a gata debaixo da chuva, pff kkkk. Ainda rindo que nem um doido, ela já ia jogar o pente em mim, mas consegui acertar outro jato de água até ela largar a mochila na rede. — Agradece que não usei a chinela ou outra coisa. — Beleza, deixa eu trocar de roupa no banheiro. — Senta aí e me explica por que você tá assim, danada. Depois ela me explicou que tava naqueles dias, com calor e cansaço, além de puta da vida por uns babacas que passaram a mão nela na escola e no ônibus, ela chegou toda pistola e eu consegui tirar ela do choque com a cumbia do Simón. — Deixa eu adivinhar, seu crush também tinha namorado(a) ou o quê? — Não posso te contar nada sem você falar alguma merda, cara. — Diz quem entrou no meu quarto com sapato todo sujo e onde eu durmo, não — *Inspira* haa~ tá bom, erro meu, desculpa, só vou trocar de roupa no banheiro. — Dois quilos de peito molenga~ kkkk. — Não olha, cara — ela disse enquanto cobria o decote leve. — Ah, fala sério, nem é tão gostosa assim *tsh* ai! — A próxima vai ser pior — ela reclamou com um sorriso depois de jogar o elástico de cabelo perto do meu olho. Às vezes nem sei como aguento ela, porque enquanto eu me perdi no meu mundinho limpando a rede, ela saiu do banho e vestiu minha camisa com a cruz alquímica branca que eu achava que tinha perdido e o "shortinho puto" dela, porque as pernas longas davam aquele efeito. — *Tsh* Hyaa~ hmm. — O peito estourou! Kkkkkk. — Seu filho da puta... — ela se dignou a investir contra mim, mas eu usei a rede como escudo e fiz ela cair de bunda ao puxar os tornozelos dela com a vassoura. — É minha vingança, Spanky. Depois de ficarmos quites, consegui levantar a danada e acalmar ela, deixando na minha rede por um tempo, mas na minha distração: ela me enforca com o braço enquanto me puxa junto com ela pra rede, ficando ela dentro e eu pendurado, porque ela me segurava firme, mas com meu peso minha cabeça ia escapar. Consegui me soltar beliscando a perna dela com minhas unhas curtas pra pegar latas de coca na geladeira, enquanto ela mexia no Instagram, eu passei a lata no pescoço dela enquanto curtia a minha (quem nunca fez isso, né? XD). —Você é foda, Fredo. —Uii, quieta... Já mais calma, né? —Sim, filho da puta. —Beleza, o que você queria me dizer? —Já te falei que tentaram me apalpar como se eu fosse qualquer uma. —Só isso não diz muita coisa. Depois de suspirar umas três vezes, ela me contou que o grupo dela jogou basquete com ela, terminando meio suada, e uns merdas subdesenvolvidos queriam brincar com as "bolas" dela quando ela sentou pra se secar. —Resumindo, queriam se aproveitar que você tava dando um show com os peitos quase de fora e só conseguiram roçar seu umbigo como uns otários diante da exibicionista... Tá longe, tá longe... Aaai! —Cara, você é foda! —me salvando de ficar meio surdo, ela continuou. —Fala sério, você acha que eu sou estranha e meio gorda? —Gorda você deixa... *Tapa* Aaau! Bom, sobre a outra coisa, sei lá, tem vários tipos de estranheza. —Não pareço uma aberração? —Sua filha da puta, você tem uma rabuda enorme e empinada junto com uns peitões de atriz pornô, com uma altura que te dá uma beleza amazônica do caralho. Vendo que ela não respondia, resolvi ir com calma e esperar um possível tapa, quando aconteceu exatamente o contrário do que eu esperava.
0 comentários - Controle hormonal sinérgico