A noite estava tranquila, com a cidade mergulhada no murmúrio habitual de motores distantes e luzes piscando. Um homem entrou no táxi, exausto depois de um longo dia de trabalho. Mal fechou a porta, o motorista, um cara de olhar astuto e sorriso torto, puxou uma conversa casual que logo tomaria um rumo inesperado. — Sabe? Sempre me acontecem coisas curiosas nesse trampo — comentou o taxista, olhando pro passageiro pelo retrovisor —. Outro dia, por exemplo, conheci uma passageira que… bom, digamos que deixou uma impressão inesquecível. O passageiro, intrigado e talvez buscando uma fuga da rotina, incentivou ele a continuar. — O que aconteceu com ela? O taxista sorriu, como se tivesse esperando essa pergunta. — Era uma mulher fascinante, daquelas que você não vê todo dia. Vestia um vestido leve, daqueles que parecem feitos pra flutuar com o vento, e por baixo, um conjunto de lingerie tão minúsculo que parecia desenhado pra destacar cada curva. Não consegui evitar reparar… claro, de esguelha — disse, com um tom que tentava soar casual, mas deixava escapar mais. O passageiro riu nervoso, sem saber bem como responder. — O interessante — continuou o taxista — é que ela sabia o que tava fazendo. Cada vez que cruzava as pernas, deixava ver um pouco mais daquele conjunto. Me pareceu que ela curtia o efeito que causava, como naquele filme… como era? Ah, sim, Instinto Selvagem. O passageiro encarou ele pelo retrovisor, notando o brilho nos olhos do motorista. — E o que aconteceu depois? — perguntou, agora mais envolvido na história. O taxista fez uma pausa, como se estivesse avaliando até onde ir. — Bom, digamos que não foi a única vez que levei ela. Ela começou a me pedir pra buscá-la quase toda manhã. Sempre vestia algo diferente, mas cada conjunto era mais ousado que o anterior. Teve uma vez que ela usava algo completamente transparente, tão delicado que parecia tecido com ar. A lingerie dela era muito mais atrevida, um sutiã. Pele cor de carne com aquele tecido delicado que deixava transparecer uns peitinhos pequenos, mas com um bico rosado que contrastava com o bronzeado da pele. E a tanga era da mesma cor e tecido, deixando claro que aquele corpo não tinha um fio de pelo. O passageiro engoliu seco, sentindo um nó no estômago, mas não conseguia parar de ouvir.
— E tem aquele outro conjunto, o do triângulo minúsculo na frente. Já te contei desse? — continuou o taxista —. Era tão pequeno que mal cobria alguma coisa. Ela adorava quando eu olhava pelo retrovisor. Te conto aquela vez que ela fingiu procurar algo na bolsa e se inclinou tão baixo que o vestido subiu, e a bunda gostosa dela ficou toda à mostra. E aí confirmei que a tanga era só um fiozinho fino escondido no meio da racha.
O passageiro começou a mexer as mãos, inquieto, tentando processar tudo que ouvia. O motorista parecia adorar o efeito que suas palavras causavam.
— Ah, mas isso não é tudo — disse o taxista, parando o carro na frente de uma casa que o passageiro reconheceu na hora —. Outro dia, ela deixou uma bolsa esquecida no táxi. Quando abri, descobri que não foi descuido não. Dentro tinha um conjunto que ela tinha me dado de presente… o mesmo que eu tirei dela naquela manhã que passamos juntos. Ela disse que queria que eu guardasse, pra eu nunca esquecer aquele dia.
O passageiro, agora completamente tenso, mal conseguiu murmurar:
— Quem é ela?
O taxista virou devagar, cravando os olhos nos do passageiro, e com um sorriso que misturava triunfo e pena, respondeu:
— É a sua esposa, amigão. A mulher que toda manhã senta aqui comigo, enquanto você trabalha. A que me deixa descobrir cada peça que ela veste, cada cantinho do corpo dela. A que me dá momentos que não consigo esquecer. A que leva minha essência no corpo dela quando vai dormir do seu lado. A mesma que geme quando eu tiro essas roupas do corpo dela, aquele corpo que você esqueceu, e eu resgatei do tédio dela. Amigão, como é que você achava que conhecia ela toda? calcinhas íntimas. Eu tirava elas pra depois fazer ela aproveitar a vida, vida que você esqueceu por se focar nos seus problemas insignificantes e, graças a mim, ela voltou a vibrar. O passageiro abriu a porta do táxi e saiu cambaleando, incapaz de encarar o que acabara de ouvir. Enquanto caminhava pra casa, sua mente repetia cada detalhe, cada imagem que o taxista tinha pintado com palavras. O motorista ligou o motor, observando ele de longe enquanto sumia na escuridão. — Boa sorte essa noite, amigão — murmurou, com um sorriso debochado antes de arrancar o carro e sumir na cidade.
— E tem aquele outro conjunto, o do triângulo minúsculo na frente. Já te contei desse? — continuou o taxista —. Era tão pequeno que mal cobria alguma coisa. Ela adorava quando eu olhava pelo retrovisor. Te conto aquela vez que ela fingiu procurar algo na bolsa e se inclinou tão baixo que o vestido subiu, e a bunda gostosa dela ficou toda à mostra. E aí confirmei que a tanga era só um fiozinho fino escondido no meio da racha.
O passageiro começou a mexer as mãos, inquieto, tentando processar tudo que ouvia. O motorista parecia adorar o efeito que suas palavras causavam.
— Ah, mas isso não é tudo — disse o taxista, parando o carro na frente de uma casa que o passageiro reconheceu na hora —. Outro dia, ela deixou uma bolsa esquecida no táxi. Quando abri, descobri que não foi descuido não. Dentro tinha um conjunto que ela tinha me dado de presente… o mesmo que eu tirei dela naquela manhã que passamos juntos. Ela disse que queria que eu guardasse, pra eu nunca esquecer aquele dia.
O passageiro, agora completamente tenso, mal conseguiu murmurar:
— Quem é ela?
O taxista virou devagar, cravando os olhos nos do passageiro, e com um sorriso que misturava triunfo e pena, respondeu:
— É a sua esposa, amigão. A mulher que toda manhã senta aqui comigo, enquanto você trabalha. A que me deixa descobrir cada peça que ela veste, cada cantinho do corpo dela. A que me dá momentos que não consigo esquecer. A que leva minha essência no corpo dela quando vai dormir do seu lado. A mesma que geme quando eu tiro essas roupas do corpo dela, aquele corpo que você esqueceu, e eu resgatei do tédio dela. Amigão, como é que você achava que conhecia ela toda? calcinhas íntimas. Eu tirava elas pra depois fazer ela aproveitar a vida, vida que você esqueceu por se focar nos seus problemas insignificantes e, graças a mim, ela voltou a vibrar. O passageiro abriu a porta do táxi e saiu cambaleando, incapaz de encarar o que acabara de ouvir. Enquanto caminhava pra casa, sua mente repetia cada detalhe, cada imagem que o taxista tinha pintado com palavras. O motorista ligou o motor, observando ele de longe enquanto sumia na escuridão. — Boa sorte essa noite, amigão — murmurou, com um sorriso debochado antes de arrancar o carro e sumir na cidade.
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