Tava com o Ezequiel no quarto do hotel, até que um chamado fez a gente parar o jogo. Voltando a falar com o Ezequiel. Eu: — Vamos almoçar nós três juntos... Quer? Eze: — Uffff... eu queria comer só isso aqui... Eu: — Tá bom, sim, papi. Já vou, já estamos indo... Pai: — Com quem você tava, coelhinho? Eu: — Tava com o Eze... com o Ezequiel, filho do Ricardo... Tchau, papi! — desliguei. Eze: — Seu velho vai nos matar — enquanto se vestia rápido. Eu: — Imagina se ele subia... ai, meu deus... Eze: — Da próxima, vamos na minha casa ou no meu carro, melhor! Eu: — Sim, sim, acho que é melhor... desce e me espera lá com ele. Já vou. Eze: — Tá bom... você não sabe o tesão que fiquei. Eu: — Eu também... vai lá e faz social com meu pai. Eze: — Claro que sim... vou ficar bem com meu sogro — a gente riu enquanto ele arrumava o paletó — tchau, minha linda, a gente se vê lá embaixo — me deu um beijo suave e foi. Eu tentei me trocar e me apressei, arrumei meu cabelo, coloquei uns saltos e uma jaqueta fina por cima da minha regata de alças finas, deixei vários botões abertos mostrando um pouco mais meus peitos e minha correntinha que meu pai tinha me dado. Ao descer, vejo os dois conversando super animados, os dois me olharam, meu pai surpreso de me ver assim, tão linda, mas muito gostosa. E o Ezequiel não parava de olhar pro meu peito por causa do detalhe da minha camisa desabotoada. Eu: — Oi, papi! — abracei ele forte e dei um beijo na bochecha dele. Pai: — Oi, coelhinho... finalmente, demorou muito pra se arrumar. Eu: — É que você sabe que eu sou muito vaidosa. Pai: — Sim, sim, tô vendo... tô vendo... e sei. Sua mãe, você e sua irmã precisam de duas horas pra ficar prontas! — eles riram e eu sorri. Eu: — Onde a gente vai almoçar? Pai: — Que tal irmos pro porto? Ou sei lá... que outro lugar poderia ser... o que você acha, Ezequiel... conhece um lugar bom pra comer? Eze: — Sim, sim... a gente podia ir num lugar que fui com meu pai outro dia! Quer que eu leve vocês no meu carro e... assim vocês conhecem? Pai: — Sim, sim, claro. Meu pai e o Ezequiel sentaram. Seguimos em frente e eu ia sentada atrás, com uma mão tocava e brincava com o cabelo do meu pai, e com a outra, acariciava o pescoço e os ombros do Ezequiel. Os dois trocavam sorrisos, mas nenhum percebia o que eu fazia com o outro. Chegamos e, assim que o Ezequiel desceu, ele abriu a porta pra mim e me deu a mão pra descer. Meu pai ficou nos olhando, me pegou pelo braço e nos guiou até o restaurante. Escolhemos uma mesa perto da janela pra ver a paisagem. O Ezequiel puxou a cadeira pra mim, e meu pai sentou na minha frente, com o Ezequiel na ponta, porque era uma mesa de três. Enquanto almoçávamos, a gente ria, conversava sobre várias coisas. Era incrível o tratamento legal entre o Ezequiel e meu pai; ele sempre falava com ele com muito respeito, chamando de Seu Martin. Meu pai sorria e, de vez em quando, tocava na minha mão e me dava um sorriso. Terminamos de comer e eu falei:
— Preciso ir ao banheiro, vocês me esperam?
Ezequiel:
— Claro, gostosa, pode ir tranquila!
Pai:
— Pode ir, anjinho... a gente espera!
Fui ao banheiro, tirei uma foto na frente do espelho, me arrumei e joguei o cabelo pro lado. Quando voltei pra mesa, vi os dois conversando e, quando cheguei, eles pararam.
Eu:
— Já voltei...
Pai:
— Que bom, você tá ainda mais linda assim, coelhinho! — ele sorriu, me olhando com muito carinho e amor.
Ezequiel:
— Nossa, você tá maravilhosa!
Eu:
— Obrigada... obrigada pra vocês dois... vão pedir mais alguma coisa? Uma sobremesa ou algo assim?
Pai:
— Não, não... preciso pegar umas pastas do Osvaldo e depois tenho que ver ele e o Marcelo... então tenho que fazer isso.
Eu:
— Tá bom, pai... e, pai... provavelmente eu e o Ezequiel vamos sair um pouco juntos.
Pai:
— Sim, sim, tá tudo bem, amor... tá tudo certo!
A resposta dele me surpreendeu. Quando voltamos pro carro, dessa vez meu pai insistiu pra eu ir na frente com o Ezequiel, enquanto ele ficava atrás. Quando ele desceu onde pediu, se aproximou da minha janela, eu abaixei e ele me deu um beijo na testa.
Pai:
— Se cuida muito, meu coelhinho. Você vai se divertir pra caramba. Te amo. Amor!
Eu: – Obrigada, papai... eu também te amo!
Eze: – Tchau, Martin... – eles se cumprimentaram – a gente se fala.
Pai: – Tchau, querida, tchau... cuidem-se! – ele acariciou meu rosto e foi embora andando.
Eu fiquei meio surpresa, Ezequiel ligou o carro e a gente tava saindo da cidade, ele pegou a estrada por um trecho, virou numa rua de terra, parou num portão, desceu pra abrir.
Eu: – Onde a gente tá?
Eze: – Você vai ver...
Quando a gente foi chegando, o lugar parecia um sonho, um campo cheio de árvores, dava pra ouvir os passarinhos cantando nas árvores e na cerca. Ele parou o carro, desceu e abriu a porta pra mim de novo.
Eze: – Vem... você vai amar!
Eu: – Que lugar é esse?
Eze: – Não posso te contar, mas você vai adorar!
Eu: – Não entendo... de quem é essa casa?
Eze: – Quem comprou foi... seu velho, seu pai.
Eu: – Sério??? Uauuu... é... é... é linda demais!!! Ah, quando minha mãe e minha irmã virem pra vir descansar e...
Eze: – Sim... sim... vai ser um lugar de família, pra todo mundo. Mas hoje é nosso. A gente tá sozinho aqui e...
Eu: – Espera... você... sobre o que conversou com meu pai?
Eze: – Pedi sua mão, falei minhas intenções, todas e cada uma delas: que amo sua filha, ou seja, você... que vou cuidar de você e que quero te comer, tô morrendo de vontade de te comer – eu ri.
Eu: – Não acredito que você falou isso pra ele!
Eze: – Não, não foi tão na lata assim... mas acho que ele sacou! E agora que a gente tá aqui, sozinhos... a gente podia fazer o que quiser...
Eu: – Primeiro quero ver tudo...
Eze: – Já quer que eu tire a roupa? – eu ri de novo.
Eu: – Não... quero conhecer a casa. Quero ver como é.
Ele pegou minha mão e a gente entrou. Tinha uma cozinha enorme, bem com aqueles detalhes de campo, quadros de cavalos, ferraduras, um cabideiro de portão, os móveis, a mesa e as cadeiras eram de madeira, igual o chão, pendurado no teto tinha uma tipo teia de aranha de luzes. A gente continuou andando pra sala, que era enorme, com uma lareira ou fogão a lenha, vários sofás e mais quadros de cavalos e a imagem de um moinho de vento. Em O banheiro tinha uma banheira daquelas antigas, mas reformaram e melhoraram ela com umas pernas que pareciam de bronze, com um espelho cheio de luzes pra gente se ver bem. Os outros quartos, que eram quatro, eram todos grandes e espaçosos. O quarto principal, que foi o último que vimos, tinha uma cama enorme com a cabeceira de madeira cheia de detalhes e entalhes com ferraduras e detalhes em ferro.
Eze: — O que você achou da casa?
Eu: — A verdade é que meu pai me surpreendeu! Por isso ele tava tão calado... quando eu contar pra minha mãe... ela não vai acreditar... é tão linda... e o que é isso que eu tô ouvindo?
Eze: — Sim, meu amor... tem cavalos também, tem umas vacas e um galinheiro... e mais pra lá tem um lugar pra fazer uma horta e o moinho com o poço d'água pra regar ou encher a piscina.
Eu: — Como assim? Também tem piscina??
Eze: — Sim, sim... tem muita coisa aqui, meu amor...
Eu: — Mas como você sabia tanto? Foi tudo isso que meu pai te contou?? Ou... espera... isso é seu?
Eze: — Isso seria nosso... seria o nosso sítio, meu amor... comprei isso faz um tempo. Um investimento que fiz com meu pai, e como ele quer voltar pra onde minha mãe e minha irmã estão, ele deixou pra mim... e falei com seu pai que, se você quiser e quando chegar a hora, rolar... quero passar o resto da minha vida com você, aqui...
Eu: — Ai, meu Deus... não... não... não acredito...
Eze: — É que eu me apaixonei perdidamente por você, Fran... quero você comigo, mas vou deixar você terminar seus estudos e todo o tempo que for preciso, mas já sabe que eu vou estar esperando por você... eu e essa casa vamos esperar você.
Eu me joguei nele e comecei a chorar de emoção e alegria.
Eu: — Não, não acredito... pelo amor de Deus...
Eze: — Te amo, te amo tanto, minha linda... quer ir cavalgar?
Eu: — É que eu... eu não sei...
Eze: — Não importa... eu te ensino!
Saímos de mãos dadas, vi a casa por fora e ela tinha postigos de madeira, e os cavalos, ao verem ele, relinchavam.
Eze: — Oi, Pomada, oi, Almendra...
Eu: — Uau... dá pra ver que eles gostam de você...
Eze: — E você? Eles vão te amar! Vem, Almendra... hooo... acaricia ela. Ela vai nos levar pra dar um passeio pelo campo todo! Eu acariciei ela e encostei minha cabeça na dela, e na hora parece que a gente se conectou. Ela me ajudou a subir, e ele subiu se colocando bem atrás de mim, segurou as rédeas junto com as minhas mãos e ficava me dizendo palavras pra eu ir falando pra ela andar, parar ou ir mais rápido. A gente foi devagar, e ele sussurra no meu ouvido:
Eze: - Tô morrendo de vontade de voltar pra casa e te comer tanto, meu amor...
Eu: - Shhh, calma, meu potro.
Eze: - Uffff... - ele passou uma mão entre meus peitos, subindo e descendo, desabotoou mais alguns botões da minha camisa, acariciou eles por cima, apertou, e eu fui ficando ofegante - Vamos, Almendra!! - ela acelerou o galope, e ele continuou me tocando com mais força, e aquela mão desceu pra me tocar por cima da minha calça, esfregando sem parar. Minha cabeça se apoiou na dele, e minha mão não parava de passar no cabelo dele.
Chegamos em casa, ele desceu, me ajudou a descer, mas na hora me apertou de novo contra ele e me fez virar, do jeito que a gente vinha.
Eze: - Mmmmmmmm... gostou de cavalgar comigo?
Eu: - Sim... gostei muito...
Eze: - Quer que a gente cavalgue mais, mas na cama, meu amor?
Eu: - Ufff... mas a gente vai cansar de cavalgar assim...
Eze: - Não... não vamos cansar... a gente vai até o paraíso juntos, meu amor...
Eu: - Ah, é?
Eze: - Sim... sim...
Entramos no quarto principal. Ele tirou o paletó e desabotoou a camisa, terminou de desabotoar todos os meus botões e se jogou nos meus peitos, mordendo, chupando e apertando com força. Eu tirei minha calça, fiquei só de calcinha, deixando ele tirar. Ele tirou minha calça, me beijou entre as pernas, dava mordidinhas leves, passava a língua, e foi descendo devagar minha calcinha, e se dedicou a me beijar, morder e chupar de um jeito espetacular. Ele me ajeitou bem na cama, se levantou pra se arrumar, foi até o criado-mudo pegar alguma coisa, e quando eu olho, vejo ele colocando uma camisinha no pau dele, que já tava Muito ereto. Eze:
—Agora vai ser do seu jeito, te mostrando todo o meu amor, minha linda e gostosa Fran... sempre vai ser do jeito que você quiser e quantas vezes você quiser.
Eu:
—Ai, Eze... te amo!!
Eze:
—Me ama? Quanto??
Eu:
—Muito, muitíssimo...
Eze:
—Assim??? Mas quase me alcança... — ele sorriu pra mim.
Eu:
—A única coisa que sei é que te amo e amei cada uma das suas ações comigo nesses dias!
Eze:
—Ai, meu deus!!! Minha linda...
Ele se jogou em cima de mim e roçava o pau na entrada da minha buceta, tirava e colocava de novo, eu não parava de gemer e gritar, ele me beijava loucamente no pescoço, nos meus peitos e na minha boca. Quando senti ele bem fundo dentro de mim, soltei um grito como nunca antes, de um jeito descomunal, e apertei ele contra o meu corpo. Ele me beijava, passava a língua no meu pescoço e nas minhas orelhas, eu me arrepiava e minhas pernas se enroscaram no corpo dele, e eu me mexia cada vez mais.
Eze:
—Uffff, meu amor... mmmmmmmm
Eu:
—Mmmmmmmmmmmmmm...
Eze:
—Aiiii, pelo amor de deus, Fran... aaaiii... meu amor... mmmmmmmmmmm
Com toda a força dele, sinto que ele gozou de um jeito descomunal dentro da camisinha.
—Ai, meu deus... Nunca imaginei estar nessa situação! Adoro... verdade, você me atrai muito, linda!
Eu:
—Você gostou?
Eze:
—Você me atrai, meu amor... você me atrai tanto...
Eu:
—Eu adorei tudo isso!
Eze:
—Já volto... não se levanta.
Ele se levantou e foi pro banheiro, e depois de um tempo voltou com alguma coisa na mão. Eu estava coberta com o lençol, escondendo meus peitos e o resto do corpo.
Eu:
—O que é que você trouxe aí?
Eze:
—Ahhh é uma surpresa pra você... um presente que comprei no mesmo dia que te conheci e me apaixonei por você. — Abre! — Abri e eram bombons com uma frase na caixa que dizia "Te amo!" — Desde aquele dia e pra sempre eu vou te amar, Fran — e me beijou, foi se aproximando de mim, me acariciando e me dando beijos suaves — Fui no banheiro me lavar e assim deito um pouco com você, assim...
Eu:
—Tá bom, amor! Adoraria... vem!
Ele se deitou e eu me apoiei no peito dele, e ele me abraçou. enquanto comíamos bombons de vez em quando, ele me disse: Eze:-E amanhã vocês já vão embora? Eu:-É... não sei a que horas vai ser o voo, mas é... Eze:-Não queria que você fosse, queria que você ficasse aqui, comigo! Eu:-Ah, mas com certeza a gente vai se ver logo, porque quero que você vá pro meu aniversário, vou fazer 18! Eze:-E quanto tempo falta? Eu:-Falta menos de um mês, uma semana antes das festas de Natal é meu aniversário! Eze:-Ahhhh olha.. vai comemorar no mesmo dia ou no fim de semana? Eu:-Ah, com certeza no fim de semana com todo mundo: com minha família, meus amigos e com meu novo convidado! Ahhh.. na semana antes, dia 11 ou 12 é a festa da minha formatura... terminei o ensino médio! Quer ir comigo? Adoraria que você estivesse lá! Eze:-Não vou te dar um sim definitivo pras duas coisas, mas pro seu aniversário, eu vou estar lá... vou fazer de tudo pra estar com você! - ele beijou minha mão, depois cada um dos meus dedos e eu acariciei ele e sorri - amo seu sorriso, meu amor!! Você tá bem? Eu:-Sim... sim... tô bem... só tava pensando numa coisa que me preocupa Eze:-Me conta, meu amor... o que tá te preocupando? Seus pais? Nosso relacionamento? Eu:-Não, não é outra coisa... é por causa de um homem que... Eze:-Quem? O cara da festa?? Eu:-Não, não... não é esse... Eze:-Tem outro?? Eu:-Não, não... não pensa mal de mim... esse não tem nada a ver comigo... é com a minha mãe Eze:-Como?? Sua mãe tá saindo com um cara?? Eu:-Não, não... a parada é assim... - contei sobre o relacionamento da minha mãe com "Barti" e também sobre o laço que a gente tinha com ele. Ele me ouvia atentamente e me olhava com os olhos bem arregalados. Quando terminei de contar, ele pergunta: Eze:-E seu pai?? Sabe de alguma coisa?? Eu:-Pelo que minha mãe disse, por causa do que aconteceu quando a gente era criança, ele ficou sabendo, mas não sei se eles se perdoaram, se fizeram borrão e conta nova... sei lá... nunca perguntei sobre isso, nem ela me conta. Mas foi por isso que a gente foi morar em San Luis e, pelos comentários do meu pai pra uma das minhas tias, parece que minha avó Lourdes, a mãe deles, infartou e morreu quando descobriu que minha mãe tinha traído meu pai! Minha família é uma bagunça...
Eze: -Gosto que você me conte isso, meu amor... é uma mochila pesada demais pra você carregar sozinha! E sua mãe, como tá agora? Ela viu aquele cara de novo?
Eu: -Não, não quer nem saber, e o pior é a grana.
Eze: -Que grana?
Eu: -Bom, esse cara, o Barti, deu uns maços de dinheiro pra minha mãe, por... sei lá... segundo ela, uma vez me disse que tudo aquilo foi o Barti quem deu, ela nunca tocou num centavo e que usaria pra mim e pra minha irmã! Mas é difícil porque meu pai é quem trabalha todo dia e a gente tem tudo por causa dele, não tô dizendo que minha mãe é má pessoa... embora, bom, um pouco sim... fiquei muito puta quando descobri que ela tinha traído meu pai. Ele é muito, muito bom... você conheceu ele e...
Eze: -Tô te ouvindo, continua...
Eu: -É que é muita coisa e não quero te encher o saco...
Eze: -Nunca ia me encher o saco... quer mais um?
Eu: -Outro bombom?
Eze: -Sim! Ele aproximou da minha boca e também aproximou a boca dele, e a gente se beijou. Ele me beijava de novo daquele jeito que me fazia tremer nos braços dele e se jogou em cima de mim, mas ele ainda estava destapado e eu coberta.
Eu: -Mmmmmmmmm se você continuar assim... vai me fazer ficar toda molhada...
Eze: -Toda toda você vai se molhar?? Mmmmmmmmmmmm...
Eu: -Sim... vou me molhar de novo se você continuar me fazendo... isso... -ele me fez rir de novo- espera... ai... -eu continuei rindo- ayyyy Eze... love... mmmmmmmmm...
Eze: -Gosto que você esteja assim... que esteja bem, que ria... e que compartilhe tudo comigo! Que não tenha segredos entre a gente, tá bom?
Eu: -Tá bom... você vai se cobrir?
Eze: -Por que você quer que eu me cubra?
Eu: -Pra você não sentir frio!
Eze: -Como vou sentir frio se tô com você... vou ter que sair assim mesmo na rua!!! Você me dá taaaanto calor...
Eu: -Bom... também não precisa exagerar... mas quero cuidar de você e não quero que te faça mal ficar assim... tão destapado e tão peladinho.
Eze: -Tão o quê...?? Repete isso de novo!
Eu: -Tão Pelinho!
Eze: — Que palavra linda... adoro como esse diminutivo soa na sua boca... então... você me cobre ou me deixa assim, peladinho??
Eu: — Vai... se cobre, amor... — puxei os lençóis e o cobertor pra poder cobrir ele de novo comigo, abracei ele e ele ficou bem colado no meu corpo, a perna dele roçando no meu corpo como se quisesse se esfregar — O que foi? Tá com frio??
Eze: — Não, não... só quero me esfregar e sentir seu corpo bem grudado no meu
Eu: — Ah... tá bom... — enquanto passava a mão nas costas dele e massageava devagar
Eze: — Uffff... como faz bem suas mãos aí, continua assim ou passa suas mãos com as unhas e me coça devagarinho
Eu: — Não, não, nada de te coçar porque posso te machucar e prefiro te acariciar ou massagear devagar assim... bem devagarinho...
Eze: — Não, não... assim vou dormir nos seus braços e não quero dormir... porque quero aproveitar cada minuto com você!
Eu: — Mas eu não quero te fazer dormir, só quero te mimar e te mostrar meu carinho de outro jeito!
Eze: — Então me segura assim entre seus braços e vou ficar imóvel, vou deixar você fazer o que quiser...
Eu: — O que eu quiser?
Eze: — Bom, sim... algo assim... mas não vai querer me pintar ou me fazer vestir suas roupas! — a gente riu
Eu: — Não, não... não ia fazer isso! Ia te colocar bem em cima do meu peito pra ter seu rosto bem perto do meu, pra poder te beijar e te dar beijos suaves por todo lado
Eze: — Ahhhh... eu fui o mal pensado. Então sim... aceito! Ele se aproximou bem em cima de mim, com a cabeça perto entre meu peito e meu ombro, e eu acariciava devagar o cabelo dele, enquanto beijava ele devagarinho e tocava o nariz dele, percorrendo devagar. Ele deu um bocejo e me olhou nos olhos e sorriu
Eu: — Tá gostando??
Eze: — Tô gostando de você, amor... embora... — bocejou de novo — gosto que você me olhe e... ele semicerrava os olhos quando minha mão percorria a testa dele e vi que ele dormiu do jeito que estava. Continuei acariciando ele por mais um tempo, me ajeitei com uns travesseiros pro meu pescoço e minha cabeça
Vi que eram 16h da tarde Me acomodei pra dormir junto com ele. Acordei um tempo depois e olhei no criado-mudo que tinha ali, já eram quase 19h, ele tinha se levantado e eu me sentei na cama, me cobrindo de novo com o lençol, não ouvia barulho nem nada. Aí decidi pegar minha roupa rápido e vestir pelo menos a camisa que trouxe e minha calcinha fio dental, e fui andando devagar até a cozinha e vi que ele estava de costas, preparando alguma coisa. Me aproximei bem devagar e acariciei ele.
Eze: — Oi, gostosa... conseguiu o que queria, hein!!! — A gente se deu um beijo suave.
Eu: — Oi, love... não consegui nada! Só que você precisava dormir e a gente fez isso junto! — Abracei ele por trás.
Eze: — Você não sabe como foi lindo abrir meus olhos e te ver... fiquei um tempão ali te olhando, toquei seus lábios com meus dedos, que pareciam um sonho, você era tipo algo impossível, mas aqui estamos...
Eu: — O que você tá preparando?
Eze: — Você gosta de salada primavera com carne grelhada? Digo, feita aqui na cozinha.
Eu: — Ah, sim... siiiim... porque não quero que você vá fazer churrasco só pra nós dois.
Eze: — Bom, na próxima sim... pro Natal a gente podia passar uma festa juntos, no sítio da minha família, e comer um churrasco que vou fazer com meu pai, você gostaria?
Eu: — Sim, sim... gostei da sua ideia...
Eze: — E... eu tava pensando, já que você tá aqui e... amanhã é seu último dia: Podia te levar na casa dos meus pais e te apresentar pra eles e pra minha irmã.
Eu: — Mas... tem certeza?
Eze: — Sim, siiiim... muita certeza... Quero que todo mundo saiba o quanto eu te amo e que quero passar a vida inteira com você! — Ele me beijou e me encurralou contra a bancada, enquanto continuava me beijando, me levantou e apoiou meu corpo na bancada.
Eze: — Agora sim... você não vai escapar de mim.
Eu: — Ai, love... me abaixa...
Eze: — Não, não... você vai ficar aí até eu terminar!
Eu: — Mas quero ver se tenho mensagens dos meus pais...
Eze: — Não sei se tem sinal, love... aqui ainda não tem WiFi e às vezes o sinal não chega até aqui, tem que sair lá fora, mas cuidado porque tá cheio de bichos. Bichos que podem te picar!
Eu: – Ai... não faz assim... não me assusta que eu não gosto de ser picada por nada!
Eze: – E podem te picar um monte de coisas porque nunca viram uma carne tão yummy e tão apetitosa nesse campo, então... se você sair, vai ser devorada inteira!
Eu: – Sério... tem muitos bichos?
Eze: – Não, não, minha linda... vai ter algum grilo, algum vaga-lume ou alguma buceta, mas não tem víbora nem mosquito.
Eu: – Valeu... vou ver se consigo mandar uma mensagem.
Fui pegar meu celular, saí pra fora e já estava entardecendo, com um pôr do sol maravilhoso. E o Ezequiel tinha razão: dava pra ouvir um grilo ou outro.
Tinha centenas de mensagens do meu grupo de amigas, duas da minha mãe e uma do meu pai.
"Oi Fran... depois que a gente conversou, fiquei muito mal pelo jeito que te tratei. Sei que a culpa foi minha por envolver vocês com o Barti, e juro que me arrependo de não ter cuidado de vocês e afastado vocês dele a tempo!"
"Que horas é o voo amanhã? Te amo muito. Mamãe"
"Oi, meu coelhinho, por sorte tá indo tudo bem com as reuniões e amanhã já tenho a última antes do voo. Talvez você esteja se divertindo tanto que não tenha tempo de me responder, mas a gente se vê pra jantar juntos, love? Te amo, meu anjinho! Papai"
Respondi primeiro pra minha mãe:
"Não se preocupa, mãe, quando eu voltar a gente conversa sobre isso, e acho que seria bom contar a verdade pro papai pra não esticar mais isso. Também tenho tanta coisa pra te contar... Tudo muito bom!! Te amo, mãe! Beijos na Guille. Tô com saudades!!"
Mensagem pro meu pai:
"Oi, pai. Valeu por ter deixado eu vir com o Eze, tô me divertindo muito. Não, acho que não vou chegar a tempo pro jantar, mas vou dormir aí e quero que a gente sente junto na varanda pra apreciar a paisagem. Te amo!"
Eu: – Ai, que susto!! – Dei um grito porque o Ezequiel me tocou com um galho comprido e fino de uma árvore.
Eze: – Ai, minha linda... vim ver se você conseguiu mandar as mensagens...
Eu: – Sim... já respondi pra minha mãe e pro meu pai. Assim que a gente terminar de comer, quero Voltar para o hotel com meu pai!
Eze: — Por quê? O que aconteceu?
Eu: — É que preciso passar um tempo com ele. De todas as viagens que fizemos juntos, nunca fiquei com outra pessoa que não fosse ele...
Eze: — Mas, amor, é seu pai, meu amor... você não pode ficar tão em cima dele! Ele é independente. Vamos, tesouro... fica comigo... vamos ficar aqui juntos, passar a noite aqui..
Eu: — Não... não, sério... quero passar esta última noite com meu pai e preciso conversar com ele.
Eze: — Por quê? Vai contar pra ele sobre sua mãe?
Eu: — Não, não... não vou mais me meter nisso... ela tem que ser sincera e contar a verdade.
Eze: — Se ela não fizer isso, você deveria fazer. Abrir os olhos dele, contar sobre o caso que ela teve com o Barti, o dinheiro que aquele cara deu pra ela e o relacionamento que tiveram. Se você ama tanto seu pai, deveria contar!
Eu: — Nããão... minha mãe vai me odiar!
Eze: — Não, não, não... você já aguentou muita mentira e esconderijo! É hora de falar a verdade! Eu te levo, mas me promete que vai conversar e contar pro seu pai!
Eu: — Emm...
Eze: — Vamos, linda... fala as palavras mágicas: "sim, eu vou".
Eu: — "Vou pensar."
Eze: — Se você não fizer, no seu aniversário, eu conto!
Eu: — Não, não, não... você tá louco??
Eze: — Então faz antes que eu vá! Porque não quero que você sofra, meu amor... isso é uma mochila pesada demais pra você, hein? — Tá bom... vamos comer que já tá pronto e depois te levo pro seu pai, tá bem??
CONTINUA...
— Preciso ir ao banheiro, vocês me esperam?
Ezequiel:
— Claro, gostosa, pode ir tranquila!
Pai:
— Pode ir, anjinho... a gente espera!
Fui ao banheiro, tirei uma foto na frente do espelho, me arrumei e joguei o cabelo pro lado. Quando voltei pra mesa, vi os dois conversando e, quando cheguei, eles pararam.
Eu:
— Já voltei...
Pai:
— Que bom, você tá ainda mais linda assim, coelhinho! — ele sorriu, me olhando com muito carinho e amor.
Ezequiel:
— Nossa, você tá maravilhosa!
Eu:
— Obrigada... obrigada pra vocês dois... vão pedir mais alguma coisa? Uma sobremesa ou algo assim?
Pai:
— Não, não... preciso pegar umas pastas do Osvaldo e depois tenho que ver ele e o Marcelo... então tenho que fazer isso.
Eu:
— Tá bom, pai... e, pai... provavelmente eu e o Ezequiel vamos sair um pouco juntos.
Pai:
— Sim, sim, tá tudo bem, amor... tá tudo certo!
A resposta dele me surpreendeu. Quando voltamos pro carro, dessa vez meu pai insistiu pra eu ir na frente com o Ezequiel, enquanto ele ficava atrás. Quando ele desceu onde pediu, se aproximou da minha janela, eu abaixei e ele me deu um beijo na testa.
Pai:
— Se cuida muito, meu coelhinho. Você vai se divertir pra caramba. Te amo. Amor!
Eu: – Obrigada, papai... eu também te amo!
Eze: – Tchau, Martin... – eles se cumprimentaram – a gente se fala.
Pai: – Tchau, querida, tchau... cuidem-se! – ele acariciou meu rosto e foi embora andando.
Eu fiquei meio surpresa, Ezequiel ligou o carro e a gente tava saindo da cidade, ele pegou a estrada por um trecho, virou numa rua de terra, parou num portão, desceu pra abrir.
Eu: – Onde a gente tá?
Eze: – Você vai ver...
Quando a gente foi chegando, o lugar parecia um sonho, um campo cheio de árvores, dava pra ouvir os passarinhos cantando nas árvores e na cerca. Ele parou o carro, desceu e abriu a porta pra mim de novo.
Eze: – Vem... você vai amar!
Eu: – Que lugar é esse?
Eze: – Não posso te contar, mas você vai adorar!
Eu: – Não entendo... de quem é essa casa?
Eze: – Quem comprou foi... seu velho, seu pai.
Eu: – Sério??? Uauuu... é... é... é linda demais!!! Ah, quando minha mãe e minha irmã virem pra vir descansar e...
Eze: – Sim... sim... vai ser um lugar de família, pra todo mundo. Mas hoje é nosso. A gente tá sozinho aqui e...
Eu: – Espera... você... sobre o que conversou com meu pai?
Eze: – Pedi sua mão, falei minhas intenções, todas e cada uma delas: que amo sua filha, ou seja, você... que vou cuidar de você e que quero te comer, tô morrendo de vontade de te comer – eu ri.
Eu: – Não acredito que você falou isso pra ele!
Eze: – Não, não foi tão na lata assim... mas acho que ele sacou! E agora que a gente tá aqui, sozinhos... a gente podia fazer o que quiser...
Eu: – Primeiro quero ver tudo...
Eze: – Já quer que eu tire a roupa? – eu ri de novo.
Eu: – Não... quero conhecer a casa. Quero ver como é.
Ele pegou minha mão e a gente entrou. Tinha uma cozinha enorme, bem com aqueles detalhes de campo, quadros de cavalos, ferraduras, um cabideiro de portão, os móveis, a mesa e as cadeiras eram de madeira, igual o chão, pendurado no teto tinha uma tipo teia de aranha de luzes. A gente continuou andando pra sala, que era enorme, com uma lareira ou fogão a lenha, vários sofás e mais quadros de cavalos e a imagem de um moinho de vento. Em O banheiro tinha uma banheira daquelas antigas, mas reformaram e melhoraram ela com umas pernas que pareciam de bronze, com um espelho cheio de luzes pra gente se ver bem. Os outros quartos, que eram quatro, eram todos grandes e espaçosos. O quarto principal, que foi o último que vimos, tinha uma cama enorme com a cabeceira de madeira cheia de detalhes e entalhes com ferraduras e detalhes em ferro.
Eze: — O que você achou da casa?
Eu: — A verdade é que meu pai me surpreendeu! Por isso ele tava tão calado... quando eu contar pra minha mãe... ela não vai acreditar... é tão linda... e o que é isso que eu tô ouvindo?
Eze: — Sim, meu amor... tem cavalos também, tem umas vacas e um galinheiro... e mais pra lá tem um lugar pra fazer uma horta e o moinho com o poço d'água pra regar ou encher a piscina.
Eu: — Como assim? Também tem piscina??
Eze: — Sim, sim... tem muita coisa aqui, meu amor...
Eu: — Mas como você sabia tanto? Foi tudo isso que meu pai te contou?? Ou... espera... isso é seu?
Eze: — Isso seria nosso... seria o nosso sítio, meu amor... comprei isso faz um tempo. Um investimento que fiz com meu pai, e como ele quer voltar pra onde minha mãe e minha irmã estão, ele deixou pra mim... e falei com seu pai que, se você quiser e quando chegar a hora, rolar... quero passar o resto da minha vida com você, aqui...
Eu: — Ai, meu Deus... não... não... não acredito...
Eze: — É que eu me apaixonei perdidamente por você, Fran... quero você comigo, mas vou deixar você terminar seus estudos e todo o tempo que for preciso, mas já sabe que eu vou estar esperando por você... eu e essa casa vamos esperar você.
Eu me joguei nele e comecei a chorar de emoção e alegria.
Eu: — Não, não acredito... pelo amor de Deus...
Eze: — Te amo, te amo tanto, minha linda... quer ir cavalgar?
Eu: — É que eu... eu não sei...
Eze: — Não importa... eu te ensino!
Saímos de mãos dadas, vi a casa por fora e ela tinha postigos de madeira, e os cavalos, ao verem ele, relinchavam.
Eze: — Oi, Pomada, oi, Almendra...
Eu: — Uau... dá pra ver que eles gostam de você...
Eze: — E você? Eles vão te amar! Vem, Almendra... hooo... acaricia ela. Ela vai nos levar pra dar um passeio pelo campo todo! Eu acariciei ela e encostei minha cabeça na dela, e na hora parece que a gente se conectou. Ela me ajudou a subir, e ele subiu se colocando bem atrás de mim, segurou as rédeas junto com as minhas mãos e ficava me dizendo palavras pra eu ir falando pra ela andar, parar ou ir mais rápido. A gente foi devagar, e ele sussurra no meu ouvido:
Eze: - Tô morrendo de vontade de voltar pra casa e te comer tanto, meu amor...
Eu: - Shhh, calma, meu potro.
Eze: - Uffff... - ele passou uma mão entre meus peitos, subindo e descendo, desabotoou mais alguns botões da minha camisa, acariciou eles por cima, apertou, e eu fui ficando ofegante - Vamos, Almendra!! - ela acelerou o galope, e ele continuou me tocando com mais força, e aquela mão desceu pra me tocar por cima da minha calça, esfregando sem parar. Minha cabeça se apoiou na dele, e minha mão não parava de passar no cabelo dele.
Chegamos em casa, ele desceu, me ajudou a descer, mas na hora me apertou de novo contra ele e me fez virar, do jeito que a gente vinha.
Eze: - Mmmmmmmm... gostou de cavalgar comigo?
Eu: - Sim... gostei muito...
Eze: - Quer que a gente cavalgue mais, mas na cama, meu amor?
Eu: - Ufff... mas a gente vai cansar de cavalgar assim...
Eze: - Não... não vamos cansar... a gente vai até o paraíso juntos, meu amor...
Eu: - Ah, é?
Eze: - Sim... sim...
Entramos no quarto principal. Ele tirou o paletó e desabotoou a camisa, terminou de desabotoar todos os meus botões e se jogou nos meus peitos, mordendo, chupando e apertando com força. Eu tirei minha calça, fiquei só de calcinha, deixando ele tirar. Ele tirou minha calça, me beijou entre as pernas, dava mordidinhas leves, passava a língua, e foi descendo devagar minha calcinha, e se dedicou a me beijar, morder e chupar de um jeito espetacular. Ele me ajeitou bem na cama, se levantou pra se arrumar, foi até o criado-mudo pegar alguma coisa, e quando eu olho, vejo ele colocando uma camisinha no pau dele, que já tava Muito ereto. Eze:
—Agora vai ser do seu jeito, te mostrando todo o meu amor, minha linda e gostosa Fran... sempre vai ser do jeito que você quiser e quantas vezes você quiser.
Eu:
—Ai, Eze... te amo!!
Eze:
—Me ama? Quanto??
Eu:
—Muito, muitíssimo...
Eze:
—Assim??? Mas quase me alcança... — ele sorriu pra mim.
Eu:
—A única coisa que sei é que te amo e amei cada uma das suas ações comigo nesses dias!
Eze:
—Ai, meu deus!!! Minha linda...
Ele se jogou em cima de mim e roçava o pau na entrada da minha buceta, tirava e colocava de novo, eu não parava de gemer e gritar, ele me beijava loucamente no pescoço, nos meus peitos e na minha boca. Quando senti ele bem fundo dentro de mim, soltei um grito como nunca antes, de um jeito descomunal, e apertei ele contra o meu corpo. Ele me beijava, passava a língua no meu pescoço e nas minhas orelhas, eu me arrepiava e minhas pernas se enroscaram no corpo dele, e eu me mexia cada vez mais.
Eze:
—Uffff, meu amor... mmmmmmmm
Eu:
—Mmmmmmmmmmmmmm...
Eze:
—Aiiii, pelo amor de deus, Fran... aaaiii... meu amor... mmmmmmmmmmm
Com toda a força dele, sinto que ele gozou de um jeito descomunal dentro da camisinha.
—Ai, meu deus... Nunca imaginei estar nessa situação! Adoro... verdade, você me atrai muito, linda!
Eu:
—Você gostou?
Eze:
—Você me atrai, meu amor... você me atrai tanto...
Eu:
—Eu adorei tudo isso!
Eze:
—Já volto... não se levanta.
Ele se levantou e foi pro banheiro, e depois de um tempo voltou com alguma coisa na mão. Eu estava coberta com o lençol, escondendo meus peitos e o resto do corpo.
Eu:
—O que é que você trouxe aí?
Eze:
—Ahhh é uma surpresa pra você... um presente que comprei no mesmo dia que te conheci e me apaixonei por você. — Abre! — Abri e eram bombons com uma frase na caixa que dizia "Te amo!" — Desde aquele dia e pra sempre eu vou te amar, Fran — e me beijou, foi se aproximando de mim, me acariciando e me dando beijos suaves — Fui no banheiro me lavar e assim deito um pouco com você, assim...
Eu:
—Tá bom, amor! Adoraria... vem!
Ele se deitou e eu me apoiei no peito dele, e ele me abraçou. enquanto comíamos bombons de vez em quando, ele me disse: Eze:-E amanhã vocês já vão embora? Eu:-É... não sei a que horas vai ser o voo, mas é... Eze:-Não queria que você fosse, queria que você ficasse aqui, comigo! Eu:-Ah, mas com certeza a gente vai se ver logo, porque quero que você vá pro meu aniversário, vou fazer 18! Eze:-E quanto tempo falta? Eu:-Falta menos de um mês, uma semana antes das festas de Natal é meu aniversário! Eze:-Ahhhh olha.. vai comemorar no mesmo dia ou no fim de semana? Eu:-Ah, com certeza no fim de semana com todo mundo: com minha família, meus amigos e com meu novo convidado! Ahhh.. na semana antes, dia 11 ou 12 é a festa da minha formatura... terminei o ensino médio! Quer ir comigo? Adoraria que você estivesse lá! Eze:-Não vou te dar um sim definitivo pras duas coisas, mas pro seu aniversário, eu vou estar lá... vou fazer de tudo pra estar com você! - ele beijou minha mão, depois cada um dos meus dedos e eu acariciei ele e sorri - amo seu sorriso, meu amor!! Você tá bem? Eu:-Sim... sim... tô bem... só tava pensando numa coisa que me preocupa Eze:-Me conta, meu amor... o que tá te preocupando? Seus pais? Nosso relacionamento? Eu:-Não, não é outra coisa... é por causa de um homem que... Eze:-Quem? O cara da festa?? Eu:-Não, não... não é esse... Eze:-Tem outro?? Eu:-Não, não... não pensa mal de mim... esse não tem nada a ver comigo... é com a minha mãe Eze:-Como?? Sua mãe tá saindo com um cara?? Eu:-Não, não... a parada é assim... - contei sobre o relacionamento da minha mãe com "Barti" e também sobre o laço que a gente tinha com ele. Ele me ouvia atentamente e me olhava com os olhos bem arregalados. Quando terminei de contar, ele pergunta: Eze:-E seu pai?? Sabe de alguma coisa?? Eu:-Pelo que minha mãe disse, por causa do que aconteceu quando a gente era criança, ele ficou sabendo, mas não sei se eles se perdoaram, se fizeram borrão e conta nova... sei lá... nunca perguntei sobre isso, nem ela me conta. Mas foi por isso que a gente foi morar em San Luis e, pelos comentários do meu pai pra uma das minhas tias, parece que minha avó Lourdes, a mãe deles, infartou e morreu quando descobriu que minha mãe tinha traído meu pai! Minha família é uma bagunça...
Eze: -Gosto que você me conte isso, meu amor... é uma mochila pesada demais pra você carregar sozinha! E sua mãe, como tá agora? Ela viu aquele cara de novo?
Eu: -Não, não quer nem saber, e o pior é a grana.
Eze: -Que grana?
Eu: -Bom, esse cara, o Barti, deu uns maços de dinheiro pra minha mãe, por... sei lá... segundo ela, uma vez me disse que tudo aquilo foi o Barti quem deu, ela nunca tocou num centavo e que usaria pra mim e pra minha irmã! Mas é difícil porque meu pai é quem trabalha todo dia e a gente tem tudo por causa dele, não tô dizendo que minha mãe é má pessoa... embora, bom, um pouco sim... fiquei muito puta quando descobri que ela tinha traído meu pai. Ele é muito, muito bom... você conheceu ele e...
Eze: -Tô te ouvindo, continua...
Eu: -É que é muita coisa e não quero te encher o saco...
Eze: -Nunca ia me encher o saco... quer mais um?
Eu: -Outro bombom?
Eze: -Sim! Ele aproximou da minha boca e também aproximou a boca dele, e a gente se beijou. Ele me beijava de novo daquele jeito que me fazia tremer nos braços dele e se jogou em cima de mim, mas ele ainda estava destapado e eu coberta.
Eu: -Mmmmmmmmm se você continuar assim... vai me fazer ficar toda molhada...
Eze: -Toda toda você vai se molhar?? Mmmmmmmmmmmm...
Eu: -Sim... vou me molhar de novo se você continuar me fazendo... isso... -ele me fez rir de novo- espera... ai... -eu continuei rindo- ayyyy Eze... love... mmmmmmmmm...
Eze: -Gosto que você esteja assim... que esteja bem, que ria... e que compartilhe tudo comigo! Que não tenha segredos entre a gente, tá bom?
Eu: -Tá bom... você vai se cobrir?
Eze: -Por que você quer que eu me cubra?
Eu: -Pra você não sentir frio!
Eze: -Como vou sentir frio se tô com você... vou ter que sair assim mesmo na rua!!! Você me dá taaaanto calor...
Eu: -Bom... também não precisa exagerar... mas quero cuidar de você e não quero que te faça mal ficar assim... tão destapado e tão peladinho.
Eze: -Tão o quê...?? Repete isso de novo!
Eu: -Tão Pelinho!
Eze: — Que palavra linda... adoro como esse diminutivo soa na sua boca... então... você me cobre ou me deixa assim, peladinho??
Eu: — Vai... se cobre, amor... — puxei os lençóis e o cobertor pra poder cobrir ele de novo comigo, abracei ele e ele ficou bem colado no meu corpo, a perna dele roçando no meu corpo como se quisesse se esfregar — O que foi? Tá com frio??
Eze: — Não, não... só quero me esfregar e sentir seu corpo bem grudado no meu
Eu: — Ah... tá bom... — enquanto passava a mão nas costas dele e massageava devagar
Eze: — Uffff... como faz bem suas mãos aí, continua assim ou passa suas mãos com as unhas e me coça devagarinho
Eu: — Não, não, nada de te coçar porque posso te machucar e prefiro te acariciar ou massagear devagar assim... bem devagarinho...
Eze: — Não, não... assim vou dormir nos seus braços e não quero dormir... porque quero aproveitar cada minuto com você!
Eu: — Mas eu não quero te fazer dormir, só quero te mimar e te mostrar meu carinho de outro jeito!
Eze: — Então me segura assim entre seus braços e vou ficar imóvel, vou deixar você fazer o que quiser...
Eu: — O que eu quiser?
Eze: — Bom, sim... algo assim... mas não vai querer me pintar ou me fazer vestir suas roupas! — a gente riu
Eu: — Não, não... não ia fazer isso! Ia te colocar bem em cima do meu peito pra ter seu rosto bem perto do meu, pra poder te beijar e te dar beijos suaves por todo lado
Eze: — Ahhhh... eu fui o mal pensado. Então sim... aceito! Ele se aproximou bem em cima de mim, com a cabeça perto entre meu peito e meu ombro, e eu acariciava devagar o cabelo dele, enquanto beijava ele devagarinho e tocava o nariz dele, percorrendo devagar. Ele deu um bocejo e me olhou nos olhos e sorriu
Eu: — Tá gostando??
Eze: — Tô gostando de você, amor... embora... — bocejou de novo — gosto que você me olhe e... ele semicerrava os olhos quando minha mão percorria a testa dele e vi que ele dormiu do jeito que estava. Continuei acariciando ele por mais um tempo, me ajeitei com uns travesseiros pro meu pescoço e minha cabeça
Vi que eram 16h da tarde Me acomodei pra dormir junto com ele. Acordei um tempo depois e olhei no criado-mudo que tinha ali, já eram quase 19h, ele tinha se levantado e eu me sentei na cama, me cobrindo de novo com o lençol, não ouvia barulho nem nada. Aí decidi pegar minha roupa rápido e vestir pelo menos a camisa que trouxe e minha calcinha fio dental, e fui andando devagar até a cozinha e vi que ele estava de costas, preparando alguma coisa. Me aproximei bem devagar e acariciei ele.
Eze: — Oi, gostosa... conseguiu o que queria, hein!!! — A gente se deu um beijo suave.
Eu: — Oi, love... não consegui nada! Só que você precisava dormir e a gente fez isso junto! — Abracei ele por trás.
Eze: — Você não sabe como foi lindo abrir meus olhos e te ver... fiquei um tempão ali te olhando, toquei seus lábios com meus dedos, que pareciam um sonho, você era tipo algo impossível, mas aqui estamos...
Eu: — O que você tá preparando?
Eze: — Você gosta de salada primavera com carne grelhada? Digo, feita aqui na cozinha.
Eu: — Ah, sim... siiiim... porque não quero que você vá fazer churrasco só pra nós dois.
Eze: — Bom, na próxima sim... pro Natal a gente podia passar uma festa juntos, no sítio da minha família, e comer um churrasco que vou fazer com meu pai, você gostaria?
Eu: — Sim, sim... gostei da sua ideia...
Eze: — E... eu tava pensando, já que você tá aqui e... amanhã é seu último dia: Podia te levar na casa dos meus pais e te apresentar pra eles e pra minha irmã.
Eu: — Mas... tem certeza?
Eze: — Sim, siiiim... muita certeza... Quero que todo mundo saiba o quanto eu te amo e que quero passar a vida inteira com você! — Ele me beijou e me encurralou contra a bancada, enquanto continuava me beijando, me levantou e apoiou meu corpo na bancada.
Eze: — Agora sim... você não vai escapar de mim.
Eu: — Ai, love... me abaixa...
Eze: — Não, não... você vai ficar aí até eu terminar!
Eu: — Mas quero ver se tenho mensagens dos meus pais...
Eze: — Não sei se tem sinal, love... aqui ainda não tem WiFi e às vezes o sinal não chega até aqui, tem que sair lá fora, mas cuidado porque tá cheio de bichos. Bichos que podem te picar!
Eu: – Ai... não faz assim... não me assusta que eu não gosto de ser picada por nada!
Eze: – E podem te picar um monte de coisas porque nunca viram uma carne tão yummy e tão apetitosa nesse campo, então... se você sair, vai ser devorada inteira!
Eu: – Sério... tem muitos bichos?
Eze: – Não, não, minha linda... vai ter algum grilo, algum vaga-lume ou alguma buceta, mas não tem víbora nem mosquito.
Eu: – Valeu... vou ver se consigo mandar uma mensagem.
Fui pegar meu celular, saí pra fora e já estava entardecendo, com um pôr do sol maravilhoso. E o Ezequiel tinha razão: dava pra ouvir um grilo ou outro.
Tinha centenas de mensagens do meu grupo de amigas, duas da minha mãe e uma do meu pai.
"Oi Fran... depois que a gente conversou, fiquei muito mal pelo jeito que te tratei. Sei que a culpa foi minha por envolver vocês com o Barti, e juro que me arrependo de não ter cuidado de vocês e afastado vocês dele a tempo!"
"Que horas é o voo amanhã? Te amo muito. Mamãe"
"Oi, meu coelhinho, por sorte tá indo tudo bem com as reuniões e amanhã já tenho a última antes do voo. Talvez você esteja se divertindo tanto que não tenha tempo de me responder, mas a gente se vê pra jantar juntos, love? Te amo, meu anjinho! Papai"
Respondi primeiro pra minha mãe:
"Não se preocupa, mãe, quando eu voltar a gente conversa sobre isso, e acho que seria bom contar a verdade pro papai pra não esticar mais isso. Também tenho tanta coisa pra te contar... Tudo muito bom!! Te amo, mãe! Beijos na Guille. Tô com saudades!!"
Mensagem pro meu pai:
"Oi, pai. Valeu por ter deixado eu vir com o Eze, tô me divertindo muito. Não, acho que não vou chegar a tempo pro jantar, mas vou dormir aí e quero que a gente sente junto na varanda pra apreciar a paisagem. Te amo!"
Eu: – Ai, que susto!! – Dei um grito porque o Ezequiel me tocou com um galho comprido e fino de uma árvore.
Eze: – Ai, minha linda... vim ver se você conseguiu mandar as mensagens...
Eu: – Sim... já respondi pra minha mãe e pro meu pai. Assim que a gente terminar de comer, quero Voltar para o hotel com meu pai!
Eze: — Por quê? O que aconteceu?
Eu: — É que preciso passar um tempo com ele. De todas as viagens que fizemos juntos, nunca fiquei com outra pessoa que não fosse ele...
Eze: — Mas, amor, é seu pai, meu amor... você não pode ficar tão em cima dele! Ele é independente. Vamos, tesouro... fica comigo... vamos ficar aqui juntos, passar a noite aqui..
Eu: — Não... não, sério... quero passar esta última noite com meu pai e preciso conversar com ele.
Eze: — Por quê? Vai contar pra ele sobre sua mãe?
Eu: — Não, não... não vou mais me meter nisso... ela tem que ser sincera e contar a verdade.
Eze: — Se ela não fizer isso, você deveria fazer. Abrir os olhos dele, contar sobre o caso que ela teve com o Barti, o dinheiro que aquele cara deu pra ela e o relacionamento que tiveram. Se você ama tanto seu pai, deveria contar!
Eu: — Nããão... minha mãe vai me odiar!
Eze: — Não, não, não... você já aguentou muita mentira e esconderijo! É hora de falar a verdade! Eu te levo, mas me promete que vai conversar e contar pro seu pai!
Eu: — Emm...
Eze: — Vamos, linda... fala as palavras mágicas: "sim, eu vou".
Eu: — "Vou pensar."
Eze: — Se você não fizer, no seu aniversário, eu conto!
Eu: — Não, não, não... você tá louco??
Eze: — Então faz antes que eu vá! Porque não quero que você sofra, meu amor... isso é uma mochila pesada demais pra você, hein? — Tá bom... vamos comer que já tá pronto e depois te levo pro seu pai, tá bem??
CONTINUA...
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