Passaram uns quatro dias desde a visita dos catadores de lixo e nada mais aconteceu. Tivemos uma semana tranquila. Talvez tranquila demais, pelo menos pro gosto da Mariana, já que o Dom Julio tava ocupado com a nova namoradinha dele e a Mariana tinha me dito que não tinha surgido nada. Então a gente se dedicou a trabalhar e descansar, mas eu já sabia que tava percebendo ela começando a ficar entediada, principalmente enquanto o fim de semana se aproximava, época em que ela tinha se acostumado ultimamente a sair por aí com a Soledad ou se encontrar com o Dom Julio de algum jeito.
Mas esses tempos pareciam ter acabado e, embora ela me dissesse que tava tudo bem, que não incomodava, eu sabia que pelo menos tava entediando ela.
Uma quarta-feira à noite a gente tinha jantado tranquilo e já tava os dois na cama, era bem cedo. Nós dois estávamos sentados, apoiando as costas na cabeceira. Eu tava com meu laptop em cima, terminando umas coisas do trabalho, e a Mariana tava do meu lado, ombro com ombro, com a camisola que ela tava usando que mal segurava os peitos dela, que eu adorava.
Enquanto eu trabalhava, ela ficava em silêncio. Tava com o celular na mão, mas sem destravar. Ficava batendo nele ritmicamente com os dedos, enquanto tinha o olhar perdido em algum lugar. Quem não conhece ela pensaria que tava distraída, mas eu sabia que não era assim. Ela tava pensando em alguma coisa.
Depois de um longo silêncio, ela me disse: "Quer brincar?"
Eu tirei os óculos de leitura e olhei pra ela: "Hã? Brincar de quê?"
"De pescar", ela me disse.
"De pescar?", estranhei e olhei mais de perto pra ela, ela também me olhou.
"É, papai nos levava quando éramos crianças lá em Zárate, pra pescar", ela disse, "Meu irmão gostava, mas eu achava um saco. Mesmo assim aprendi um monte."
"Tá bom...", eu disse, sem entender muito.
Mariana me sorriu docemente e se aninhou um pouco contra meu lado, carinhosamente. Eu coloquei um braço ao redor dos ombros dela e acariciava tranquilamente a pele de um dos peitos dela com a ponta dos meus dedos. Ela desbloqueou o celular e eu vi ela começando a mandar mensagem pro Benja, o catador de lixo. Fiquei curioso pra saber o que ela ia dizer, então prestei atenção. Por sorte, já tinha me acostumado a deixar o phone muleto bem escondido e no silêncio enquanto tava em casa com ela. Não queria surpresas desagradáveis, já que a gente tava se dando tão bem. Sabia que uma hora isso tinha que acabar, mas quase como alguém que precisa largar o cigarro ou a bebida, e sabe que tem que fazer, nunca faz. Um tempo depois, claro, tirei os prints pra guardar.








Eu ri e olhei pra ela com uma mistura de admiração, encanto e paixão.
“Essa foto no banheiro, ela vai perceber que foi outra pessoa que tirou…”, eu me caguei de rir bem baixinho. A gente tinha escapado pro banheiro, ela se pelou toda e me fez tirar aquela foto pra mandar pra ele. Voltamos rapidinho pra cama e nos cobrimos de novo, cúmplices.
“Que vai saber…”, ela riu junto comigo, “Você acha que ele vai ficar reparando nisso?”
“Olhar, ele olhou… olha como ele gozou”, falei.
“Mmm. Siiiim.”, ela sorriu olhando a foto da pica leitada do mano da quebrada.
Ficamos assim um tempinho, revisando o chat de um lado pro outro. De repente, olhei pra ela e perguntei na lata.
“Você não vai fazer isso, vai?”
“Fazer o quê?”
“Ir lá. Pros galpões, onde ele falou.”, respondi.
Mariana sorriu e olhou de novo pro chat, “Pode ser… tô pensando… acho que sim.”
Olhei fixo pra ela, sério, “Tem certeza? Acho que pode ser muito perigoso. Não tô muito convencido com essa ideia.”
Ela respondeu calma, “Claro que é perigoso, mas só é perigoso se você não estiver preparada.”
Eu sorri, mesmo preocupado, e me virei um pouco na cama pra olhar pra ela, de braços cruzados, “Ah, é? E você tá preparada? Do nada virou bandida?”
Mariana se cagou de rir, “Não, love, você sabe que não.”
“E então? Qual é a sua preparação?”, perguntei.
Ela sorriu com um jeitinho e balançou o celular na mão, mostrando pra mim, “Isso. Esse chat. Bom, e o que eu fiz no Sábado quando eles vieram.”
Fiquei pensando no que ela disse, olhando pra ela em silêncio. Me virei na cama e continuei encarando. As linhas do rosto lindo dela, os lábios, os olhos… mas o que tinha por trás deles? Finalmente falei.
“Me explica”
“O quê, love?”, ela perguntou
“Como você faz. O que você pensa. Como você pensa.”, falei.
“Disso? Do Benja?”, eu concordei, “Por quê? Não confia em mim?”
Parei ela, “Claro que confio. Acredite. Mas só quero entender. Como você funciona.”
Ela riu baixinho, “Ai Juan Carlos, você tá me fazendo sentir vergonha…”
Eu sorri pra ela. calorosamente e a incentivei: “Vai, Doutora, me conta. Me inicia nesse seu mundinho.”
Mariana ficou uns segundos olhando pro celular enquanto pensava, finalmente começou a falar e a me contar.
“Esses caras… essa gente… não dá pra ir de frente com eles. Tem que tratar com muito cuidado, porque podem ser perigosos”, ela me disse e eu concordei, “Eles vivem num mundo muito difícil, muito pesado, e isso os deixa sempre na defensiva. O tempo todo.”
“Então?”
“Então não posso ir de frente, de puta”, ela falou, “Sim, claro, se eu vou de puta, obviamente eles me comem. Mas é perigoso porque tô dando o controle pra eles, sacou?”, eu concordei, “Eu tenho que estar no controle da situação o tempo todo. Se deixo eles terem, aí é perigoso.”
“Ok…”
“Então tem que ir devagar. Na calma. Fazer com que eles queiram você, e não o contrário. Se tornar algo que eles queiram e queiram cuidar. Ou pelo menos, não machucar. Eles têm tão pouco que, quando conseguem ter algo, vão cuidar.”, ela disse.
“Isso eu não entendo direito…”, respondi.
“Claro, amor”, ela me olhou suavemente, “Eu tenho que me transformar, não na puta, mas na gatinha que eles querem e acham que pegaram. É assim que me cuido, me envolvo nisso como uma armadura. Se fosse uma puta, seria descartável. Eles vivem rodeados de putas. Mas se sou a gatinha que não é puta e que eles pegaram, e consigo fazer eles acreditarem que foram eles que conseguiram…”, ela sorriu pra mim.
Eu concordei com outro sorriso, “Claro. Agora entendi.”
Mariana sorriu um pouco mais, “Mas é… uma gatinha é só uma gatinha. Eu tenho que ser A gatinha, sacou? A especial. A que nunca se consegue. A figurinha difícil que cai na mão deles de repente e eles não sabem o que fazer. Então inventei a historinha, no Sábado quando eles estiveram aqui e agora pro Benja no chat.”
“Que historinha?”, perguntei.
“Como assim, não viu?”, ela riu, “A historinha da gatinha inocente e meiga. Boazinha a ponto de quase ser otária. Que não percebe as coisas. A gostosa já percebeu que, na hora que apertam ela, mesmo que só um pouquinho, tiram dela o que querem", me disse. "Ah, e claro, a cereja do bolo... que a gostosa tá cheia da grana, que tá muito triste, abandonada pelo marido... que tá pronta, no ponto de frustração, pra chegar o malandro certo e roubar ela. E ele trata ela como o marido nunca tratou, e faz ela feliz, excita ela com coisas que a gostosa nunca sentiu, e ela se rende aos pés dele...", ele sorriu.
Olhei pra ela, pasmo, com um sorriso largo. Poucas vezes me senti tão apaixonado pela Mariana. Finalmente falei: "Que filha da puta que você é, não sei como você consegue..."
Mariana riu alegremente: "Mas tem que tomar cuidado também. Por exemplo, não posso falar que tenho grana. Sim, eles já sabem, já viram, mas nem preciso tocar no assunto. Eles têm que sentir que tenho tanta grana que nem penso nisso. Não posso esfregar na cara deles, isso só ia deixar eles mal e agressivos. Como se eu tivesse zoando eles. Eles têm que ver sozinhos, ver como eu não ligo pra grana, que eu ligo pra eles, e enquanto isso ficar pensando e repensando como chegar nessa grana. A conclusão lógica é que, pra chegar nessa grana, eles têm que me tratar bem. Senão me espantam e perdem a chance."
"Caralho..." foi só o que consegui falar.
"Outra coisa também é que tenho que me mostrar apaixonadinha. Bestinha e apaixonadinha", continuou Mariana. "Como se eu visse eles... primeiro como uma fuga, da minha vida solitária e chata. Uma fuga do meu abandono e da minha frustração com a minha vida. E assim que eu mostrar, ou eles perceberem... se eu conseguir fazer eles acreditarem que me satisfizeram sexualmente como ninguém nunca fez antes...", eu ri baixinho quando ela disse isso, "... e que eu já caí perdidamente apaixonada... bom, isso sela tudo. Selado, assinado e eu já tô segura."
Eu ri e beijei ela docemente: "Que aula magistral. Você é incrível", falei.
"Valeu, meu amor", ela sorriu e me derreteu. "O problema vem no final. Quando chega a hora que você tem que cortar e derrubar tudo aquilo que construiu…”
“Claro…”
“Mas é, isso vem mais pra frente. A gente vê.”, ele disse, “Então é assim que se joga pescaria.”
“Assim?”
Ela me olhou docemente, “Quando o peixe é grande ou muito agressivo, quando você fisga ele, tem que deixar ele cansar primeiro. E quando ele tá cansado, você tira ele do jeito que quiser, mais fácil.”
Fiquei um tempão pensando, olhando pra ela enquanto mexia no celular com outras coisas até que falei, “E… se acontecer de você não querer cortar? Que de tanto se fazer de apaixonada, você se apaixonou?”
Ela virou o rosto e fez uma cara silenciosa, me encarando fixo e meio irritada. Aquela cara eu já conhecia, de tantos anos com ela. Queria dizer, basicamente, “Olha a merda que você acabou de falar.”
No dia seguinte, Mariana mandou uma mensagem pro Benja, que tinha decidido ir vê-lo no galpão naquela sexta. Que não podia ficar muito tempo, que basicamente tava escapando da nossa casa pra vê-lo um pouco. Benja parecia muito feliz nas mensagens e pediu mais fotos. Mariana só mandou mais uma. A putinha mandou essa:
Chegada a noite de sexta, eu já tava mais que excitado. Um pouco preocupado e com medo, sim, do que podia ter naquele galpão, mas a excitação e o tesão falavam mais alto. A Mariana tinha me pedido naturalmente pra acompanhar ela, pelo menos discretamente até o galpão, e a gente tinha combinado que, assim que ela entrasse, ia me mandar uma mensagem dizendo como tava a parada, se tava segura ou não, e se tinha visto algum jeito de eu entrar e espiar sem ser visto. Combinamos sério que, se ela notasse algo estranho ou claramente perigoso, ou a qualquer momento não se sentisse no controle da situação, ela ia vazar como desse, e se, Deus me livre, não conseguisse sair, eu ia aparecer e tirar ela de lá. Também tinha pedido pro Benja esperar ela do lado de fora do galpão, às 11:30, pra receber ela e pra ela ver que ele tava ali, que não ia entrar às cegas no galpão, e o Benja topou de boa.
A Mariana naquela noite tinha calçado tênis e vestido o conjunto de aeróbica dela – umas calças legging e um top de lycra verde fluorescente, claro, bem justinhos. As calças marcavam as bundonas dela e a racha incrível de um jeito de tirar o fôlego, enquanto o top apertava os peitos e deixava tudo firme. Por cima, ela tinha só uma jaquetinha de aviador, inflada e branca, mas daquelas bem curtas, que mal cobria até o umbigo e não passava dali. Chegando mais ou menos na hora, a gente foi descendo, se beijou docemente no elevador e eu dei uma força, caso ela precisasse, e a Mariana sorriu pra mim e disse que valorizava muito o gesto, que se sentia mais segura sabendo que eu tava por perto, que só saber disso já fazia ela se sentir assim.
Saímos do prédio e ela começou a andar as cinco quadras que separavam a gente dos galpões. Ela por uma calçada e eu, na prudência e na discrição, uns trinta metros atrás dela pela calçada oposta, olhando fixamente pra ela e sempre atento pra qualquer coisa. Já dava pra ver que ela tinha entrado no personagem, ou pelo menos tava usando essas cinco quadras pra fazer isso. Depois de umas duas quadras, ela mudou um pouco o jeito de andar, não sei explicar direito, mas era diferente, e caminhava com os braços cruzados sobre o peito, passando uma imagem de medrosa. Umas duas vezes vi ela se virar e me olhar, pra ter certeza de que eu ainda tava lá, mas não fez nenhum gesto ou sinal. Só queria a certeza de me ver.
Pra passar o tempo, eu já tinha tentado ver os galpões no Google, mas não dava pra ver nada além do prédio em si, abandonado há muitos anos, tapiado, cercado e cheio de cartazes publicitários em volta. Era um galpão enorme, de verdade. Quando funcionava, há muito tempo, era uma garagem de uma empresa de transporte de caminhões de carga. Ficava num terreno bem grande, o lado mais comprido ocupava quase uma quadra inteira, de esquina a esquina. Por cima de todas as cercas e muros ao redor, dava pra ver as paredes velhas e danificadas, com partes ainda de reboco e outras de tijolo à mostra ou cimento. Por cima de tudo, um telhado bem alto de chapas de zinco e o esqueleto de ferros e vigas já enferrujados que seguravam tudo. Em alguns lugares faltavam chapas, mas no geral ainda tava bem coberto.
Quando cheguei no lugar, vi a figura do Benja na calçada, de tênis, bermuda, camiseta e boné, esperando a Mariana como tinha prometido. Não tinha entrada pro galpão, pelo menos não que eu pudesse ver à primeira vista, e além disso eu tava mais preocupado em prestar atenção na Mariana. A noite tava muito escura e as calçadas alternavam luzes e sombras. Pelo menos vi o Benja esperando num setor mais ou menos iluminado.
A Mariana se aproximou e vi que eles se cumprimentaram com um beijo na bochecha, ela sem largar os braços cruzados em nenhum momento e olhando em volta direto. Eu parei uns 20 metros na outra calçada, ajudado por uma mancha escura de sombra de uma árvore frondosa. que tapava a luz da rua. Não dava pra ouvir nada do que eles diziam. Falavam bem baixinho e a única coisa que eu ouvi umas duas vezes foram as risadas de um ou do outro. O Benja eu notei visualmente relaxado e de boa, olhando pra Mariana direto e sorrindo pra ela enquanto conversavam sei lá sobre o quê, enquanto ela não mudou de atitude nenhuma – assustada, olhando em volta, mas também não se importava de ficar bem colada no Benja enquanto falavam.
Conversaram uns dez minutos ali na calçada, que pareceram uma eternidade. Num momento vejo o favelado chegar mais perto dela, colocar as duas mãos nos ombros dela e dar um beijo longo na bochecha, depois de falar alguma coisa. A Mariana depois de um instante concordou com a cabeça e o Benja se virou, pegou na borda de um daqueles painéis publicitários pesadões que cercavam o galpão inteiro, moveu com um certo esforço e deixou uma abertura pro lado de dentro. O cara tinha força, pensei, pelo peso que aquele painel devia ter. Vi ele entrar, seguido pela Mariana, e meu coração começou a bater forte quando eles sumiram da minha vista. Por sorte minha, ou talvez porque o favelado tivesse mais preocupado com a Mariana, ele deixou a abertura do jeito que estava, sem fechar de novo. Na teoria, eu podia entrar quando quisesse.
Eu esperava e esperava, minhas mãos começaram a suar. A mensagem da Mariana não chegava. Não chegava nunca. Parecia aquele cara olhando a chaleira ferver e ela nunca ferve, comecei a me desesperar. Não via minha esposa, não ouvia nada lá de dentro e não conseguia ver o que tava rolando. Passaram mais de dez minutos que foram verdadeiramente eternos e agonizantes. Até passou pela minha cabeça chamar a polícia, eles entrarem lá e acabar com tudo antes que eu imaginasse…
Por sorte, finalmente o celular vibrou e eu respirei, era a mensagem da Mariana:
"Pode entrar. Tem lugar pra você. A gente tá tipo na sua direita aqui dentro. Tem chapas e umas paradas. Cuidado que não enxerga nada. Não faz barulho."
Atravessei a rua correndo, cheguei na abertura, espiei um pouco a escuridão lá dentro e entrei na surdina, já me abaixando um pouco e procurando pra onde ir. Quando meus olhos se acostumaram, vi que o galpão por dentro parecia gigantesco. Era um estacionamento grande de cimento, com algumas construções que no passado deviam ter sido banheiros, barracos e escritórios, encostadas numa das paredes. Umas luzes da rua apareciam pelos buracos das chapas de zinco, dando uma claridade na penumbra. Vi eles a uns dez metros, encostados na parede à minha direita, e também vi um monte de caixas de madeira e papelão, e outras chapas de zinco grandes, onde eu podia me esconder e chegar perto sem ser visto. No fundo do galpão, a uns setenta metros que no escuro parecia longe pra caralho, tava o grupo dos outros catadores. Uns largados dormindo e outros sentados em banquinhos conversando em volta de um tambor fumegante. Achei ouvir uns sons baixos e indistintos de um celular tocando música lá longe. O favelado tinha falado a verdade, dava pra se afastar e nenhum dos outros ia encher o saco, a menos que viessem pra esse lado.
Me acomodei no meu posto de espião e comecei a olhar e escutar. Como o Benja tinha dito, eles tinham parado atrás de uma espécie de recanto e parede, fora da vista da maior parte do pátio. Ele tava encostado de boa com as costas na parede, tomando uma latinha de cerveja que tinha pedido pra Mariana trazer, enquanto minha mulher tava na frente dele, perto, ainda de braços cruzados, se apertando com a jaqueta, olhando pra todo lado. O que consegui ouvir foi uma conversa já começada.
“… é que não tô me sentindo bem, Benja”, disse Mariana olhando pra ele.
“Ué, mas me conta o que que cê tem…”
“Não gosto desse lugar. Dá pra ir pra outro canto? Tô com medo, te falei.”
“E eu te falei que não tem nada… por que cê não acredita em mim?” respondeu.
“Não é que eu não acredite em você, é que…”, Mariana suspirou, “Eu não devia estar aqui. Tô muito nervosa.”
“Tô aqui, não vai te acontecer nada, juro.”, Benja sorriu pra ela.
“E se alguém vier?”, perguntou Mariana.
“Nah, os vagabundo tão lá, tranquilo. Nem nos veem.”, riu o maloqueiro e deu um gole na cerveja, oferecendo a latinha pra Mariana, que recusou, “O que cê falou pro corno?”
Mariana suspirou, “Falei que ia ver uma amiga que mora aqui perto. Mas não tenho muito tempo. Não posso voltar muito tarde.”
O maloqueiro olhou pra ela e esticou os braços, puxando minha mulher contra ele e dando um abraço apertado por cima dos ombros. Eu ouvi Mariana suspirar de novo e, sem descruzar os braços, ela se aninhou um pouco contra o Benja e apoiou a cabecinha entre o peito e o queixo dele. Benja deu um beijo longo no cabelo dela e acariciou as costas dela por cima da jaquetinha.
Depois de alguns momentos em silêncio, Mariana pareceu relaxar um pouco, tirando a cabeça do peito do catador e olhando pra ele de baixo pra cima, já que Benja era um pouco mais alto, “Me faz bem quando você me abraça… é gostoso…”, ela sorriu um pouco.
Benja sorriu de volta e ficaram se olhando nos olhos por um tempo que me pareceu longo, até que finalmente Mariana descruzou os braços e os pendurou nos ombros largos e no pescoço do catador, ficando assim olhando pra ele, como se estivesse admirando. Pareciam dois adolescentes apaixonados.
Logo Benja deslizou as mãos pra baixo e segurou a cinturinha dela, entre o top e a legging, bem em cima da bunda, esfregando e sentindo a pele sedosa de Mariana, “Me dá um beijo”, ele disse olhando pra ela, “Mas não um beijo igual o que eu te dei outro dia… de tesão… não, me dá um beijo de verdade, mami.”
Mariana soltou uma risadinha, “O que é um beijo de verdade?”
“Um beijo de verdade. Um beijo de amor.”
Mariana olhou pra ele com uma doçura incomum, como se estivesse perdida nos olhos do maloqueiro que a abraçava, ou pelo menos era essa a atuação, pensei. Ela se pôs Ela se ergueu na ponta dos pés e deu um beijo suave, doce, longo e gostoso, que o Benja respondeu com paixão, a língua dele aproveitando o amor que a boca maravilhosa da minha mulher oferecia. Os braços dele apertaram ela mais contra o corpo e ele começou a amassá-la, enquanto o beijo logo ficou mais profundo, os dois gemendo um na boca do outro enquanto as línguas brincavam juntas.
De repente, sem parar de beijá-lo, ouvi a Mariana puxar o ar fundo e forte pelo nariz, se pressionando contra o Benja e aprofundando o beijo, se entregando a ele e esfregando os peitos sem querer no peito dele. Um dos joelhos nus dela começou a roçar a perna do Benja, enquanto as mãos do catador desceram instintivamente até a bunda linda da Mariana, apalpando ela toda enquanto os dois gemiam e grunhiam sem parar aquele beijo delicioso.
O Benja parou de beijá-la e ouvi a Mariana ofegar, recuperando o ar, enquanto o favelado enfiou a cara no pescoço dela, beijando e lambendo bem forte. A Mariana se agarrou na nuca dele e gemeu: “Ai… ai… não me deixa marca!”
O favelado riu e continuou amando o pescocinho suave e delicado da Mariana, que devia parecer um manjar pra ele: “… que perfume gostoso cê tem… que gostosa que cê é…”, ele disse e levou uma mão até um dos peitos da Mariana, apertando ele, “… cê me deixa louco, meu amor…”
A Mariana estava de olhinhos fechados, acariciando a nuca do Benja e curtindo muito como ele beijava e apalpava ela: “Ai… meu deus…”, ela sussurrou, “Para, por favor, Benja… aahhh… cê tá me esquentando demais… a gente não pode…”
“Pode sim…”, murmurou o Benja ainda com o rosto enfiado no pescoço da Mariana, e eu vi ele levar uma das mãos da bunda dela até em cima da racha, deslizando entre as nádegas dela de forma grosseira e encontrando o cu dela, o que fez ela gritar e se assustar, ainda agarrada nele.
“Ai! Não! Para, Benjaaaa…”, ela falou baixinho.
“Que para! Cê não gosta?”, ele disse. disse enquanto continuava sentindo o cu dela com a ponta do dedo, enfiando o tecido da leggings bem fundo na racha.
“Siiiiim…”, suplicou Mariana, “Adorooo… mas não podemoosss… por favor…”
O favelado começou a beijar ela de novo, com fome, e ela respondia do mesmo jeito. Benja levou as duas mãos agora sobre os peitões da Mariana, apertando eles forte, fazendo ela gemer fundo na boca dele. Mariana parou depois de uns chupões longos e falou “… meuuu deus…. Que lindo que você beija… que lindo que me abraça… que lindo que me toca…”
“Viu, mamãe…”, disse Benja, “Nunca vi uma gostosa igual você…”
“Ninguém me toca igual você… mmmm…”, disse Mariana enquanto acariciava e beijava ele. O favelado devia estar prestes a explodir a pica, pensei, porque a minha já tava explodindo, mas não queria arriscar me masturbar naquele momento e naquele lugar, tinha que segurar.
“E ninguém vai te comer igual eu, linda…”, disse Benja.
“Aaaiii… como eu queriaaaa…”, sussurrou Mariana, os dois já se apalpando forte por todo lado e logo vi os dois se tocando um ao outro entre as pernas, sentindo as bocetas, “… mas não consigooooo….mmmm…”
Benja rosnou pra ela, um dos braços fortes apertou ela pela cintura, ainda mais contra ele se isso fosse possível, “Sabe como eu te encosto na parede e te como todinha…. tô explodindo, mamãe…”
“Não Benja, não posso… sou casada…”, protestou Mariana esfregando a pica do Benja por cima da bermuda dele, “além disso… mmmm… é desconfortável aqui… vão nos ouvir…”
“Ninguém ouve a gente”
“É desconfortável mesmo assim…”
Benja se cansou dos protestos da Mariana, pegou ela e colocou de frente pra parede, enquanto minha mulher gemia e reclamava baixinho. Agarrou ela pelas cadeiras e fez ela inclinar o tronco um pouco, arqueando as costas e empinando a bunda. Desabotoou a bermuda e vi ele tirar aquela pica comprida e dura que tinha, enquanto se abaixava e pegava as calças fluorescentes da Mariana e com uns puxões fortes puxou elas até os joelhos, enganchando num movimento só também a calcinha fio-dental que a Mariana usava. Minha mulher ficou com aquela bunda linda e empinada no ar. Pensei que o Benja ia se levantar e começar a comer ela na hora, mas quando ele viu na penumbra a bunda e a pussy da Mariana bem ali, a centímetros do rosto dele quando se abaixou, com uma mão começou a bater uma punheta forte e com a outra pegou uma das nádegas firmes da Mariana, afastou um pouco e enfiou o rosto, se pressionando com força contra ela, lambendo a pussy e o cu dela.
A Mariana soltou um gemido longo e eu vi os olhinhos dela revirarem um pouco pra cima atrás das pálpebras. Ela levou uma das mãos pra própria bunda e também afastou ela, pra dar melhor acesso pro amante dela, que tava fazendo um verdadeiro banquete com as partes mais íntimas da minha mulher. "Aiii deussss... Benjaaaa... mmmmmm... não me chupa... aí.. tá sujo.....aaahhhh."
O Benja não ligou. Soltou o pau dele e também colocou a mão na outra nádega da Mariana, afastando as duas com muita força e enterrando a cara e a língua contra a pussy da Mariana, tão completamente oferecida, beijando, lambendo e querendo penetrar ela com a língua. Entre os sons porcos da lambida e os gemidos da Mariana, eu consegui ouvir ele.
"Que gostosa que você é, mamãe... mmmmm... que fluxo gostoso...."
"Não fala isso... que nojo... mmmm...", respondeu a Mariana.
O Benja continuou satisfazendo a Mariana vaginal e analmente com a língua e os lábios, até que logo eu vi o corpinho branquinho da minha mulher tremer com espasmos na penumbra do galpão, enquanto ela mordia um orgasmo entre os lábios. O mano deixou ela gozar, lambendo de vez em quando, e se levantou de novo, com aquele pau comprido e reto que já parecia que ia explodir. Ele pegou a Mariana com uma mão na cinturinha dela enquanto ela ainda parecia se recuperar do orgasmo e com a outra alinhou a ponta da pica contra a pussy da Mariana, que Já estaria toda lubrificada pra ele. Assim que sentiu, a Mariana olhou pra trás, assustada: "Para! Benja! Não!"
"Que parada..." falou o favelado.
"Para, por favor... não... sem camisinha não... sério...", implorou Mariana. Eu ri por dentro, observando a cena. Acho que a última vez que a Mariana viu um preservativo foi há cinco anos, quando a gente foi num hotel pra comemorar nosso aniversário. Tava no criado-mudo e ela deixou lá.
"Que?" se surpreendeu um pouco o Benja, que continuava esfregando a ponta da rola na Mariana, "Se eu não tenho nada, gostosa..."
"Eu sei que você não tem nada...", respondeu Mariana olhando por cima do ombro, "Mas sem camisinha não, Benja. Não posso ficar..."
"Uf...", reclamou Benja, dando um passo pra trás e ficando com a rola na mão, batendo uma devagar, "... eu tiro fora... fica tranquila..."
"Falei que não!", disse Mariana, "Se eu engravidar de você é um desastre..."
Benja acariciou uma das bundas lindas da Mariana, "Bom... então me dá o cuzinho... quer?" Senti vontade de bater nele, de repente, por ousar chamar de 'cuzinho' aquele monumento de verdade.
Mariana ficou em silêncio. Benja perguntou de novo.
"Vai, quer ou não quer?"
"Vai doer, Benja... não...", implorou um pouquinho, "Meu marido não gosta de lá... a gente nunca faz, não tô acostumada", mentiu descaradamente.
Benja riu alto, "Seu marido é um otário... vai, deixa eu provar..." falou e se aproximou de novo, esfregando a ponta inchada da rola no cu da Mariana. Por mais que parecesse que tava lubrificado graças a todos os beijos e lambidas do Benja, vi que ele teve muita dificuldade pra entrar quando pressionou, enquanto Mariana reclamava fininho. Mariana depois me disse que tava apertando o esfíncter o máximo que podia de propósito, sem relaxar nada, pra evitar que o favelado entrasse e deixar ele mais tarado ainda.
Mariana reclamava com gritinhos finos e Benja continuava pressionando e esfregando, "Ai! Ai! Aaaay, para Benjaaaaa… por favor! Não entra!”
“Vai entrar sim…”, protestou Benja.
“Não entra!”
“A puta que pariu, caralho!”, grunhiu o catador, puto da vida. “A puta da mãe não aguento mais!”
Mariana já percebeu que Benja tava ficando bem alterado e parecia que era algo que ela não queria. Sem dizer nada, ela se virou e se agachou na frente dele, pegando a pica dele dura pela base e levando até a boquinha doce e quente dela, chupando ele e olhando pro villero com aqueles olhões de baixo pra cima. Benja se acalmou um pouco e começou a acariciar a cabeça da minha mulher, enquanto acompanhava a sugada da Mariana com a cintura. “Uff… isso, gostosa… como sentia falta dessa boquinha… meu amor…”
Mariana olhava fixo pra ele enquanto chupava, os olhos dela tentando se conectar com o macho dela, quando ouvi o Benja falar: “Chupa bem, gostosa… com amor, igual beijinho…” ele sorriu pra ela. Ela diminuiu o ritmo e começou a chupar a pica marrom do villero mais devagar, mais fundo, gemendo baixinho a cada um ou dois movimentos, fazendo ele sentir todo o calor, a umidade e o amor da boca dela, dos lábios e da língua. Enquanto isso, ela não tirava os olhos do Benja, encarando ele. Era como se ela tivesse adorando o macho dela, adorando a pica dele, e fazendo ele sentir tudo que o macho queria.
Benja, por sua vez, tava em outro mundo. Ele tinha o olhar perdido nos olhos da Mariana, colocou uma mão no cabelo dela e ficou admirando como o comprimento da pica aparecia e sumia atrás dos lábios da minha esposa, que parecia realmente estar amando a pica dele, sem condições nem reservas. Finalmente, ele não aguentou mais e, se estabilizando um pouco com os pés, pegou o cabelo e o queixo da Mariana com as duas mãos firmes e enfiou a pica bem, mas bem até o fundo. Era comprida, então com certeza devia estar entalando o começo da garganta da Mariana, já que o nariz da minha esposa tava completamente amassado contra os pelos pubianos do villero. Eu ouvi ele gemer alto, e ele… Vi ela jogar a cabeça pra trás, enquanto dava empurrõezinhos com a cintura na cara da minha mulher, com certeza esvaziando completamente os ovos e o néctar delicioso dele pela garganta da Mariana. Ela se agarrou nas pernas do Benja e deixou ele fazer, sem querer se soltar. Eu tinha certeza de que ela também tava curtindo pra caralho. Me imaginar de novo os jatos e jatos de porra daquele favelado se depositando no estômago da Mariana quase me fez explodir de tesão e sacanagem, mas não tinha muito o que fazer.
Depois de um tempinho gostoso, quando o Benja tirou o pau da boca da Mariana, ele viu como ela tava e deve ter ficado meio impressionado. Ela tinha ficado de joelhos na frente dele, com a boca ainda bem aberta, ofegante e recuperando o fôlego. Um fiozinho de porra misturado com saliva escorria pelo canto dos lábios dela, e ela olhava pra ele. Satisfeita. Impressionada com o macho dela. E nos olhos, que fitavam os do villero sempre fixamente, apaixonada.
Ele admirou ela por um momento assim e ajudou ela a se levantar. A Mariana subiu a legging de novo e começou a se beijar amorosamente com o Benja, até que depois de um tempo ele falou que tinha que ir. Os dois estavam abraçadinhos, trocando beijinhos e carinhos, o Benja apertando a Mariana contra a parede, ela com uma perna enroscada na perna do villero e os braços pendurados no pescoço do catador, acariciando o cabelo raspado dele. Trocando umas palavras baixinhas, se olhando nos olhos e se dando beijinhos.
"Preciso ir, Benja...", suspirou a Mariana e olhou suave pra ele.
O Benja riu, "Nah, fica aí, vai..."
A Mariana também riu baixinho, "Não dá, sério... tenho que voltar pra casa. Não posso chegar tarde...". O catador suspirou decepcionado, mas concordou com a cabeça, ela olhou doce pra ele e falou, "... me fez muito bem te ver."
"Pra mim também, mami...", ele falou e beijou ela, "Não pensei que você ia me liga', e muito meno' depois do que a gente fez na sua casa..."
A Mariana desviou o olhar um pouco, "É... não sei o que deu em mim, mas fazer o quê... já foi."
O Benja olhou pra ela e apertou ela um pouco mais, suave, contra a parede. Ainda tava com o pau pra fora, embora já não estivesse duro, e fez ela sentir ele entre as pernas dela, por cima da legging, "Me fala o que deu em você...", ele perguntou.
"Naquele dia?"
"Uhum...", ele falou enquanto acariciava um pouco o pescoço dela e uma das orelhas.
"Sei lá, Benja", disse a Mariana, "... te vi e... sei lá. Você me atraiu. Não consigo explicar. Naquele dia eu me deixei levar..."
"Ahã... e hoje?", perguntou o Benja, "Hoje o que rolou?"
"Nada... você tava por perto e eu quis te ver. Já Sabe, já te contei no chat… e não queria ficar em casa”, respondeu ela.
“Com o chifre?”, perguntou Benja, e Mariana assentiu devagar, “Bom, linda, não sei o que te dizer… você também me atrai”.
“Mas eu sou casada, Benja. E você tem namorada”, disse Mariana, e o mano só deu uma risada alta.
“Sabe como mando aquela lorota pra puta que pariu…”, falou Benja, e Mariana não conseguiu evitar rir também.
“Bom, então…”, disse Mariana, deixando a frase no ar.
“Então o quê?”, perguntou Benja enquanto se acariciavam.
“Então… isso foi só dessa vez?”, ela olhou suavemente para ele.
“Não”, respondeu Benja firme, “Quero te ver de novo. Quero te ver todo dia…”
“Ah, para, Benja…”, sorriu Mariana, mas Benja apertou ela ainda mais, fazendo sentir seu corpo musculoso e o pau um pouco mais. Olhou nos olhos dela e acariciou sua bochecha.
“Quero você bem, mami…”, disse ele, mergulhando o olhar nos olhos de Mariana. Ela só suspirou baixinho e continuou acariciando ele, “Você me quer?”
Mariana pareceu congelar por um segundo, olhando para ele, engoliu a saliva visivelmente e desviou o olhar para o lado, “Não me faz dizer isso, Benja… por favor…”
Benja segurou o queixo dela e deu um beijo longo, uma das mãos começou a acariciar uma das belas tetas da minha mulher por cima do tecido do top de lycra, repetiu, “Quero você bem, mami… larga esse otário… ele não te trata direito…”. Mariana não dizia nada, olhava para outro lado, “Responde…”, insistiu ele, “Você me quer?”
Mariana olhou para ele e não disse nada, deu um beijo suave e acariciou a bochecha dele, “Preciso ir, Benja, me desculpa… se chegar muito tarde vou ter um problema… tô falando sério”
Essa era a frase-chave que eu tinha combinado com Mariana, caso tudo desse certo, para me avisar que ela queria ir embora de verdade e que eu fosse dando um jeito de sumir primeiro, para não correr o risco de ficar preso ali. Fui saindo devagar do meu esconderijo, na escuridão, tentando não fazer barulho até que, bem na surdina, me mandei pelo mesmo buraco que entrei e atravessei a calçada rapidão de novo, esperando a Mariana.
Por sorte, não precisei esperar muito. Vi ela sair seguida pelo Benja, de volta pra calçada mais ou menos iluminada, ficaram ali batendo papo só mais um minuto, se abraçaram, se beijando com carinho na despedida. A Mariana insistiu pra ele não acompanhar ela, finalmente se virou e começou a voltar pra casa. Eu fiquei onde tava, de olho pra garantir que o Benja não fosse atrás, mas ele não foi. Só ficou olhando ela ir embora por um tempinho e entrou de novo no galpão.
Eu acelerei o passo e, depois de três quarteirões, pra ter certeza absoluta que ninguém tava nos seguindo, atravessei a rua e me aproximei da Mariana, que já tinha me visto e tava me sorrindo, sem parar de andar. Cheguei do lado dela, nos abraçamos enquanto voltávamos pra casa e dei uns beijinhos nela com carinho.
"Tudo certo?", perguntei.
"Sim, mas preciso tomar um banho agoriiiiinha mesmoooo...", ela riu.
Eu sorri de volta, "Posso ajudar?"
Ela me sorriu de novo, "Adoraria, meu amor. Valeu.
Mas esses tempos pareciam ter acabado e, embora ela me dissesse que tava tudo bem, que não incomodava, eu sabia que pelo menos tava entediando ela.
Uma quarta-feira à noite a gente tinha jantado tranquilo e já tava os dois na cama, era bem cedo. Nós dois estávamos sentados, apoiando as costas na cabeceira. Eu tava com meu laptop em cima, terminando umas coisas do trabalho, e a Mariana tava do meu lado, ombro com ombro, com a camisola que ela tava usando que mal segurava os peitos dela, que eu adorava.
Enquanto eu trabalhava, ela ficava em silêncio. Tava com o celular na mão, mas sem destravar. Ficava batendo nele ritmicamente com os dedos, enquanto tinha o olhar perdido em algum lugar. Quem não conhece ela pensaria que tava distraída, mas eu sabia que não era assim. Ela tava pensando em alguma coisa.
Depois de um longo silêncio, ela me disse: "Quer brincar?"
Eu tirei os óculos de leitura e olhei pra ela: "Hã? Brincar de quê?"
"De pescar", ela me disse.
"De pescar?", estranhei e olhei mais de perto pra ela, ela também me olhou.
"É, papai nos levava quando éramos crianças lá em Zárate, pra pescar", ela disse, "Meu irmão gostava, mas eu achava um saco. Mesmo assim aprendi um monte."
"Tá bom...", eu disse, sem entender muito.
Mariana me sorriu docemente e se aninhou um pouco contra meu lado, carinhosamente. Eu coloquei um braço ao redor dos ombros dela e acariciava tranquilamente a pele de um dos peitos dela com a ponta dos meus dedos. Ela desbloqueou o celular e eu vi ela começando a mandar mensagem pro Benja, o catador de lixo. Fiquei curioso pra saber o que ela ia dizer, então prestei atenção. Por sorte, já tinha me acostumado a deixar o phone muleto bem escondido e no silêncio enquanto tava em casa com ela. Não queria surpresas desagradáveis, já que a gente tava se dando tão bem. Sabia que uma hora isso tinha que acabar, mas quase como alguém que precisa largar o cigarro ou a bebida, e sabe que tem que fazer, nunca faz. Um tempo depois, claro, tirei os prints pra guardar.









Eu ri e olhei pra ela com uma mistura de admiração, encanto e paixão. “Essa foto no banheiro, ela vai perceber que foi outra pessoa que tirou…”, eu me caguei de rir bem baixinho. A gente tinha escapado pro banheiro, ela se pelou toda e me fez tirar aquela foto pra mandar pra ele. Voltamos rapidinho pra cama e nos cobrimos de novo, cúmplices.
“Que vai saber…”, ela riu junto comigo, “Você acha que ele vai ficar reparando nisso?”
“Olhar, ele olhou… olha como ele gozou”, falei.
“Mmm. Siiiim.”, ela sorriu olhando a foto da pica leitada do mano da quebrada.
Ficamos assim um tempinho, revisando o chat de um lado pro outro. De repente, olhei pra ela e perguntei na lata.
“Você não vai fazer isso, vai?”
“Fazer o quê?”
“Ir lá. Pros galpões, onde ele falou.”, respondi.
Mariana sorriu e olhou de novo pro chat, “Pode ser… tô pensando… acho que sim.”
Olhei fixo pra ela, sério, “Tem certeza? Acho que pode ser muito perigoso. Não tô muito convencido com essa ideia.”
Ela respondeu calma, “Claro que é perigoso, mas só é perigoso se você não estiver preparada.”
Eu sorri, mesmo preocupado, e me virei um pouco na cama pra olhar pra ela, de braços cruzados, “Ah, é? E você tá preparada? Do nada virou bandida?”
Mariana se cagou de rir, “Não, love, você sabe que não.”
“E então? Qual é a sua preparação?”, perguntei.
Ela sorriu com um jeitinho e balançou o celular na mão, mostrando pra mim, “Isso. Esse chat. Bom, e o que eu fiz no Sábado quando eles vieram.”
Fiquei pensando no que ela disse, olhando pra ela em silêncio. Me virei na cama e continuei encarando. As linhas do rosto lindo dela, os lábios, os olhos… mas o que tinha por trás deles? Finalmente falei.
“Me explica”
“O quê, love?”, ela perguntou
“Como você faz. O que você pensa. Como você pensa.”, falei.
“Disso? Do Benja?”, eu concordei, “Por quê? Não confia em mim?”
Parei ela, “Claro que confio. Acredite. Mas só quero entender. Como você funciona.”
Ela riu baixinho, “Ai Juan Carlos, você tá me fazendo sentir vergonha…”
Eu sorri pra ela. calorosamente e a incentivei: “Vai, Doutora, me conta. Me inicia nesse seu mundinho.”
Mariana ficou uns segundos olhando pro celular enquanto pensava, finalmente começou a falar e a me contar.
“Esses caras… essa gente… não dá pra ir de frente com eles. Tem que tratar com muito cuidado, porque podem ser perigosos”, ela me disse e eu concordei, “Eles vivem num mundo muito difícil, muito pesado, e isso os deixa sempre na defensiva. O tempo todo.”
“Então?”
“Então não posso ir de frente, de puta”, ela falou, “Sim, claro, se eu vou de puta, obviamente eles me comem. Mas é perigoso porque tô dando o controle pra eles, sacou?”, eu concordei, “Eu tenho que estar no controle da situação o tempo todo. Se deixo eles terem, aí é perigoso.”
“Ok…”
“Então tem que ir devagar. Na calma. Fazer com que eles queiram você, e não o contrário. Se tornar algo que eles queiram e queiram cuidar. Ou pelo menos, não machucar. Eles têm tão pouco que, quando conseguem ter algo, vão cuidar.”, ela disse.
“Isso eu não entendo direito…”, respondi.
“Claro, amor”, ela me olhou suavemente, “Eu tenho que me transformar, não na puta, mas na gatinha que eles querem e acham que pegaram. É assim que me cuido, me envolvo nisso como uma armadura. Se fosse uma puta, seria descartável. Eles vivem rodeados de putas. Mas se sou a gatinha que não é puta e que eles pegaram, e consigo fazer eles acreditarem que foram eles que conseguiram…”, ela sorriu pra mim.
Eu concordei com outro sorriso, “Claro. Agora entendi.”
Mariana sorriu um pouco mais, “Mas é… uma gatinha é só uma gatinha. Eu tenho que ser A gatinha, sacou? A especial. A que nunca se consegue. A figurinha difícil que cai na mão deles de repente e eles não sabem o que fazer. Então inventei a historinha, no Sábado quando eles estiveram aqui e agora pro Benja no chat.”
“Que historinha?”, perguntei.
“Como assim, não viu?”, ela riu, “A historinha da gatinha inocente e meiga. Boazinha a ponto de quase ser otária. Que não percebe as coisas. A gostosa já percebeu que, na hora que apertam ela, mesmo que só um pouquinho, tiram dela o que querem", me disse. "Ah, e claro, a cereja do bolo... que a gostosa tá cheia da grana, que tá muito triste, abandonada pelo marido... que tá pronta, no ponto de frustração, pra chegar o malandro certo e roubar ela. E ele trata ela como o marido nunca tratou, e faz ela feliz, excita ela com coisas que a gostosa nunca sentiu, e ela se rende aos pés dele...", ele sorriu.
Olhei pra ela, pasmo, com um sorriso largo. Poucas vezes me senti tão apaixonado pela Mariana. Finalmente falei: "Que filha da puta que você é, não sei como você consegue..."
Mariana riu alegremente: "Mas tem que tomar cuidado também. Por exemplo, não posso falar que tenho grana. Sim, eles já sabem, já viram, mas nem preciso tocar no assunto. Eles têm que sentir que tenho tanta grana que nem penso nisso. Não posso esfregar na cara deles, isso só ia deixar eles mal e agressivos. Como se eu tivesse zoando eles. Eles têm que ver sozinhos, ver como eu não ligo pra grana, que eu ligo pra eles, e enquanto isso ficar pensando e repensando como chegar nessa grana. A conclusão lógica é que, pra chegar nessa grana, eles têm que me tratar bem. Senão me espantam e perdem a chance."
"Caralho..." foi só o que consegui falar.
"Outra coisa também é que tenho que me mostrar apaixonadinha. Bestinha e apaixonadinha", continuou Mariana. "Como se eu visse eles... primeiro como uma fuga, da minha vida solitária e chata. Uma fuga do meu abandono e da minha frustração com a minha vida. E assim que eu mostrar, ou eles perceberem... se eu conseguir fazer eles acreditarem que me satisfizeram sexualmente como ninguém nunca fez antes...", eu ri baixinho quando ela disse isso, "... e que eu já caí perdidamente apaixonada... bom, isso sela tudo. Selado, assinado e eu já tô segura."
Eu ri e beijei ela docemente: "Que aula magistral. Você é incrível", falei.
"Valeu, meu amor", ela sorriu e me derreteu. "O problema vem no final. Quando chega a hora que você tem que cortar e derrubar tudo aquilo que construiu…”
“Claro…”
“Mas é, isso vem mais pra frente. A gente vê.”, ele disse, “Então é assim que se joga pescaria.”
“Assim?”
Ela me olhou docemente, “Quando o peixe é grande ou muito agressivo, quando você fisga ele, tem que deixar ele cansar primeiro. E quando ele tá cansado, você tira ele do jeito que quiser, mais fácil.”
Fiquei um tempão pensando, olhando pra ela enquanto mexia no celular com outras coisas até que falei, “E… se acontecer de você não querer cortar? Que de tanto se fazer de apaixonada, você se apaixonou?”
Ela virou o rosto e fez uma cara silenciosa, me encarando fixo e meio irritada. Aquela cara eu já conhecia, de tantos anos com ela. Queria dizer, basicamente, “Olha a merda que você acabou de falar.”
No dia seguinte, Mariana mandou uma mensagem pro Benja, que tinha decidido ir vê-lo no galpão naquela sexta. Que não podia ficar muito tempo, que basicamente tava escapando da nossa casa pra vê-lo um pouco. Benja parecia muito feliz nas mensagens e pediu mais fotos. Mariana só mandou mais uma. A putinha mandou essa:
Chegada a noite de sexta, eu já tava mais que excitado. Um pouco preocupado e com medo, sim, do que podia ter naquele galpão, mas a excitação e o tesão falavam mais alto. A Mariana tinha me pedido naturalmente pra acompanhar ela, pelo menos discretamente até o galpão, e a gente tinha combinado que, assim que ela entrasse, ia me mandar uma mensagem dizendo como tava a parada, se tava segura ou não, e se tinha visto algum jeito de eu entrar e espiar sem ser visto. Combinamos sério que, se ela notasse algo estranho ou claramente perigoso, ou a qualquer momento não se sentisse no controle da situação, ela ia vazar como desse, e se, Deus me livre, não conseguisse sair, eu ia aparecer e tirar ela de lá. Também tinha pedido pro Benja esperar ela do lado de fora do galpão, às 11:30, pra receber ela e pra ela ver que ele tava ali, que não ia entrar às cegas no galpão, e o Benja topou de boa.A Mariana naquela noite tinha calçado tênis e vestido o conjunto de aeróbica dela – umas calças legging e um top de lycra verde fluorescente, claro, bem justinhos. As calças marcavam as bundonas dela e a racha incrível de um jeito de tirar o fôlego, enquanto o top apertava os peitos e deixava tudo firme. Por cima, ela tinha só uma jaquetinha de aviador, inflada e branca, mas daquelas bem curtas, que mal cobria até o umbigo e não passava dali. Chegando mais ou menos na hora, a gente foi descendo, se beijou docemente no elevador e eu dei uma força, caso ela precisasse, e a Mariana sorriu pra mim e disse que valorizava muito o gesto, que se sentia mais segura sabendo que eu tava por perto, que só saber disso já fazia ela se sentir assim.
Saímos do prédio e ela começou a andar as cinco quadras que separavam a gente dos galpões. Ela por uma calçada e eu, na prudência e na discrição, uns trinta metros atrás dela pela calçada oposta, olhando fixamente pra ela e sempre atento pra qualquer coisa. Já dava pra ver que ela tinha entrado no personagem, ou pelo menos tava usando essas cinco quadras pra fazer isso. Depois de umas duas quadras, ela mudou um pouco o jeito de andar, não sei explicar direito, mas era diferente, e caminhava com os braços cruzados sobre o peito, passando uma imagem de medrosa. Umas duas vezes vi ela se virar e me olhar, pra ter certeza de que eu ainda tava lá, mas não fez nenhum gesto ou sinal. Só queria a certeza de me ver.
Pra passar o tempo, eu já tinha tentado ver os galpões no Google, mas não dava pra ver nada além do prédio em si, abandonado há muitos anos, tapiado, cercado e cheio de cartazes publicitários em volta. Era um galpão enorme, de verdade. Quando funcionava, há muito tempo, era uma garagem de uma empresa de transporte de caminhões de carga. Ficava num terreno bem grande, o lado mais comprido ocupava quase uma quadra inteira, de esquina a esquina. Por cima de todas as cercas e muros ao redor, dava pra ver as paredes velhas e danificadas, com partes ainda de reboco e outras de tijolo à mostra ou cimento. Por cima de tudo, um telhado bem alto de chapas de zinco e o esqueleto de ferros e vigas já enferrujados que seguravam tudo. Em alguns lugares faltavam chapas, mas no geral ainda tava bem coberto.
Quando cheguei no lugar, vi a figura do Benja na calçada, de tênis, bermuda, camiseta e boné, esperando a Mariana como tinha prometido. Não tinha entrada pro galpão, pelo menos não que eu pudesse ver à primeira vista, e além disso eu tava mais preocupado em prestar atenção na Mariana. A noite tava muito escura e as calçadas alternavam luzes e sombras. Pelo menos vi o Benja esperando num setor mais ou menos iluminado.
A Mariana se aproximou e vi que eles se cumprimentaram com um beijo na bochecha, ela sem largar os braços cruzados em nenhum momento e olhando em volta direto. Eu parei uns 20 metros na outra calçada, ajudado por uma mancha escura de sombra de uma árvore frondosa. que tapava a luz da rua. Não dava pra ouvir nada do que eles diziam. Falavam bem baixinho e a única coisa que eu ouvi umas duas vezes foram as risadas de um ou do outro. O Benja eu notei visualmente relaxado e de boa, olhando pra Mariana direto e sorrindo pra ela enquanto conversavam sei lá sobre o quê, enquanto ela não mudou de atitude nenhuma – assustada, olhando em volta, mas também não se importava de ficar bem colada no Benja enquanto falavam.
Conversaram uns dez minutos ali na calçada, que pareceram uma eternidade. Num momento vejo o favelado chegar mais perto dela, colocar as duas mãos nos ombros dela e dar um beijo longo na bochecha, depois de falar alguma coisa. A Mariana depois de um instante concordou com a cabeça e o Benja se virou, pegou na borda de um daqueles painéis publicitários pesadões que cercavam o galpão inteiro, moveu com um certo esforço e deixou uma abertura pro lado de dentro. O cara tinha força, pensei, pelo peso que aquele painel devia ter. Vi ele entrar, seguido pela Mariana, e meu coração começou a bater forte quando eles sumiram da minha vista. Por sorte minha, ou talvez porque o favelado tivesse mais preocupado com a Mariana, ele deixou a abertura do jeito que estava, sem fechar de novo. Na teoria, eu podia entrar quando quisesse.
Eu esperava e esperava, minhas mãos começaram a suar. A mensagem da Mariana não chegava. Não chegava nunca. Parecia aquele cara olhando a chaleira ferver e ela nunca ferve, comecei a me desesperar. Não via minha esposa, não ouvia nada lá de dentro e não conseguia ver o que tava rolando. Passaram mais de dez minutos que foram verdadeiramente eternos e agonizantes. Até passou pela minha cabeça chamar a polícia, eles entrarem lá e acabar com tudo antes que eu imaginasse…
Por sorte, finalmente o celular vibrou e eu respirei, era a mensagem da Mariana:
"Pode entrar. Tem lugar pra você. A gente tá tipo na sua direita aqui dentro. Tem chapas e umas paradas. Cuidado que não enxerga nada. Não faz barulho."
Atravessei a rua correndo, cheguei na abertura, espiei um pouco a escuridão lá dentro e entrei na surdina, já me abaixando um pouco e procurando pra onde ir. Quando meus olhos se acostumaram, vi que o galpão por dentro parecia gigantesco. Era um estacionamento grande de cimento, com algumas construções que no passado deviam ter sido banheiros, barracos e escritórios, encostadas numa das paredes. Umas luzes da rua apareciam pelos buracos das chapas de zinco, dando uma claridade na penumbra. Vi eles a uns dez metros, encostados na parede à minha direita, e também vi um monte de caixas de madeira e papelão, e outras chapas de zinco grandes, onde eu podia me esconder e chegar perto sem ser visto. No fundo do galpão, a uns setenta metros que no escuro parecia longe pra caralho, tava o grupo dos outros catadores. Uns largados dormindo e outros sentados em banquinhos conversando em volta de um tambor fumegante. Achei ouvir uns sons baixos e indistintos de um celular tocando música lá longe. O favelado tinha falado a verdade, dava pra se afastar e nenhum dos outros ia encher o saco, a menos que viessem pra esse lado.
Me acomodei no meu posto de espião e comecei a olhar e escutar. Como o Benja tinha dito, eles tinham parado atrás de uma espécie de recanto e parede, fora da vista da maior parte do pátio. Ele tava encostado de boa com as costas na parede, tomando uma latinha de cerveja que tinha pedido pra Mariana trazer, enquanto minha mulher tava na frente dele, perto, ainda de braços cruzados, se apertando com a jaqueta, olhando pra todo lado. O que consegui ouvir foi uma conversa já começada.
“… é que não tô me sentindo bem, Benja”, disse Mariana olhando pra ele.
“Ué, mas me conta o que que cê tem…”
“Não gosto desse lugar. Dá pra ir pra outro canto? Tô com medo, te falei.”
“E eu te falei que não tem nada… por que cê não acredita em mim?” respondeu.
“Não é que eu não acredite em você, é que…”, Mariana suspirou, “Eu não devia estar aqui. Tô muito nervosa.”
“Tô aqui, não vai te acontecer nada, juro.”, Benja sorriu pra ela.
“E se alguém vier?”, perguntou Mariana.
“Nah, os vagabundo tão lá, tranquilo. Nem nos veem.”, riu o maloqueiro e deu um gole na cerveja, oferecendo a latinha pra Mariana, que recusou, “O que cê falou pro corno?”
Mariana suspirou, “Falei que ia ver uma amiga que mora aqui perto. Mas não tenho muito tempo. Não posso voltar muito tarde.”
O maloqueiro olhou pra ela e esticou os braços, puxando minha mulher contra ele e dando um abraço apertado por cima dos ombros. Eu ouvi Mariana suspirar de novo e, sem descruzar os braços, ela se aninhou um pouco contra o Benja e apoiou a cabecinha entre o peito e o queixo dele. Benja deu um beijo longo no cabelo dela e acariciou as costas dela por cima da jaquetinha.
Depois de alguns momentos em silêncio, Mariana pareceu relaxar um pouco, tirando a cabeça do peito do catador e olhando pra ele de baixo pra cima, já que Benja era um pouco mais alto, “Me faz bem quando você me abraça… é gostoso…”, ela sorriu um pouco.
Benja sorriu de volta e ficaram se olhando nos olhos por um tempo que me pareceu longo, até que finalmente Mariana descruzou os braços e os pendurou nos ombros largos e no pescoço do catador, ficando assim olhando pra ele, como se estivesse admirando. Pareciam dois adolescentes apaixonados.
Logo Benja deslizou as mãos pra baixo e segurou a cinturinha dela, entre o top e a legging, bem em cima da bunda, esfregando e sentindo a pele sedosa de Mariana, “Me dá um beijo”, ele disse olhando pra ela, “Mas não um beijo igual o que eu te dei outro dia… de tesão… não, me dá um beijo de verdade, mami.”
Mariana soltou uma risadinha, “O que é um beijo de verdade?”
“Um beijo de verdade. Um beijo de amor.”
Mariana olhou pra ele com uma doçura incomum, como se estivesse perdida nos olhos do maloqueiro que a abraçava, ou pelo menos era essa a atuação, pensei. Ela se pôs Ela se ergueu na ponta dos pés e deu um beijo suave, doce, longo e gostoso, que o Benja respondeu com paixão, a língua dele aproveitando o amor que a boca maravilhosa da minha mulher oferecia. Os braços dele apertaram ela mais contra o corpo e ele começou a amassá-la, enquanto o beijo logo ficou mais profundo, os dois gemendo um na boca do outro enquanto as línguas brincavam juntas.
De repente, sem parar de beijá-lo, ouvi a Mariana puxar o ar fundo e forte pelo nariz, se pressionando contra o Benja e aprofundando o beijo, se entregando a ele e esfregando os peitos sem querer no peito dele. Um dos joelhos nus dela começou a roçar a perna do Benja, enquanto as mãos do catador desceram instintivamente até a bunda linda da Mariana, apalpando ela toda enquanto os dois gemiam e grunhiam sem parar aquele beijo delicioso.
O Benja parou de beijá-la e ouvi a Mariana ofegar, recuperando o ar, enquanto o favelado enfiou a cara no pescoço dela, beijando e lambendo bem forte. A Mariana se agarrou na nuca dele e gemeu: “Ai… ai… não me deixa marca!”
O favelado riu e continuou amando o pescocinho suave e delicado da Mariana, que devia parecer um manjar pra ele: “… que perfume gostoso cê tem… que gostosa que cê é…”, ele disse e levou uma mão até um dos peitos da Mariana, apertando ele, “… cê me deixa louco, meu amor…”
A Mariana estava de olhinhos fechados, acariciando a nuca do Benja e curtindo muito como ele beijava e apalpava ela: “Ai… meu deus…”, ela sussurrou, “Para, por favor, Benja… aahhh… cê tá me esquentando demais… a gente não pode…”
“Pode sim…”, murmurou o Benja ainda com o rosto enfiado no pescoço da Mariana, e eu vi ele levar uma das mãos da bunda dela até em cima da racha, deslizando entre as nádegas dela de forma grosseira e encontrando o cu dela, o que fez ela gritar e se assustar, ainda agarrada nele.
“Ai! Não! Para, Benjaaaa…”, ela falou baixinho.
“Que para! Cê não gosta?”, ele disse. disse enquanto continuava sentindo o cu dela com a ponta do dedo, enfiando o tecido da leggings bem fundo na racha.
“Siiiiim…”, suplicou Mariana, “Adorooo… mas não podemoosss… por favor…”
O favelado começou a beijar ela de novo, com fome, e ela respondia do mesmo jeito. Benja levou as duas mãos agora sobre os peitões da Mariana, apertando eles forte, fazendo ela gemer fundo na boca dele. Mariana parou depois de uns chupões longos e falou “… meuuu deus…. Que lindo que você beija… que lindo que me abraça… que lindo que me toca…”
“Viu, mamãe…”, disse Benja, “Nunca vi uma gostosa igual você…”
“Ninguém me toca igual você… mmmm…”, disse Mariana enquanto acariciava e beijava ele. O favelado devia estar prestes a explodir a pica, pensei, porque a minha já tava explodindo, mas não queria arriscar me masturbar naquele momento e naquele lugar, tinha que segurar.
“E ninguém vai te comer igual eu, linda…”, disse Benja.
“Aaaiii… como eu queriaaaa…”, sussurrou Mariana, os dois já se apalpando forte por todo lado e logo vi os dois se tocando um ao outro entre as pernas, sentindo as bocetas, “… mas não consigooooo….mmmm…”
Benja rosnou pra ela, um dos braços fortes apertou ela pela cintura, ainda mais contra ele se isso fosse possível, “Sabe como eu te encosto na parede e te como todinha…. tô explodindo, mamãe…”
“Não Benja, não posso… sou casada…”, protestou Mariana esfregando a pica do Benja por cima da bermuda dele, “além disso… mmmm… é desconfortável aqui… vão nos ouvir…”
“Ninguém ouve a gente”
“É desconfortável mesmo assim…”
Benja se cansou dos protestos da Mariana, pegou ela e colocou de frente pra parede, enquanto minha mulher gemia e reclamava baixinho. Agarrou ela pelas cadeiras e fez ela inclinar o tronco um pouco, arqueando as costas e empinando a bunda. Desabotoou a bermuda e vi ele tirar aquela pica comprida e dura que tinha, enquanto se abaixava e pegava as calças fluorescentes da Mariana e com uns puxões fortes puxou elas até os joelhos, enganchando num movimento só também a calcinha fio-dental que a Mariana usava. Minha mulher ficou com aquela bunda linda e empinada no ar. Pensei que o Benja ia se levantar e começar a comer ela na hora, mas quando ele viu na penumbra a bunda e a pussy da Mariana bem ali, a centímetros do rosto dele quando se abaixou, com uma mão começou a bater uma punheta forte e com a outra pegou uma das nádegas firmes da Mariana, afastou um pouco e enfiou o rosto, se pressionando com força contra ela, lambendo a pussy e o cu dela.
A Mariana soltou um gemido longo e eu vi os olhinhos dela revirarem um pouco pra cima atrás das pálpebras. Ela levou uma das mãos pra própria bunda e também afastou ela, pra dar melhor acesso pro amante dela, que tava fazendo um verdadeiro banquete com as partes mais íntimas da minha mulher. "Aiii deussss... Benjaaaa... mmmmmm... não me chupa... aí.. tá sujo.....aaahhhh."
O Benja não ligou. Soltou o pau dele e também colocou a mão na outra nádega da Mariana, afastando as duas com muita força e enterrando a cara e a língua contra a pussy da Mariana, tão completamente oferecida, beijando, lambendo e querendo penetrar ela com a língua. Entre os sons porcos da lambida e os gemidos da Mariana, eu consegui ouvir ele.
"Que gostosa que você é, mamãe... mmmmm... que fluxo gostoso...."
"Não fala isso... que nojo... mmmm...", respondeu a Mariana.
O Benja continuou satisfazendo a Mariana vaginal e analmente com a língua e os lábios, até que logo eu vi o corpinho branquinho da minha mulher tremer com espasmos na penumbra do galpão, enquanto ela mordia um orgasmo entre os lábios. O mano deixou ela gozar, lambendo de vez em quando, e se levantou de novo, com aquele pau comprido e reto que já parecia que ia explodir. Ele pegou a Mariana com uma mão na cinturinha dela enquanto ela ainda parecia se recuperar do orgasmo e com a outra alinhou a ponta da pica contra a pussy da Mariana, que Já estaria toda lubrificada pra ele. Assim que sentiu, a Mariana olhou pra trás, assustada: "Para! Benja! Não!"
"Que parada..." falou o favelado.
"Para, por favor... não... sem camisinha não... sério...", implorou Mariana. Eu ri por dentro, observando a cena. Acho que a última vez que a Mariana viu um preservativo foi há cinco anos, quando a gente foi num hotel pra comemorar nosso aniversário. Tava no criado-mudo e ela deixou lá.
"Que?" se surpreendeu um pouco o Benja, que continuava esfregando a ponta da rola na Mariana, "Se eu não tenho nada, gostosa..."
"Eu sei que você não tem nada...", respondeu Mariana olhando por cima do ombro, "Mas sem camisinha não, Benja. Não posso ficar..."
"Uf...", reclamou Benja, dando um passo pra trás e ficando com a rola na mão, batendo uma devagar, "... eu tiro fora... fica tranquila..."
"Falei que não!", disse Mariana, "Se eu engravidar de você é um desastre..."
Benja acariciou uma das bundas lindas da Mariana, "Bom... então me dá o cuzinho... quer?" Senti vontade de bater nele, de repente, por ousar chamar de 'cuzinho' aquele monumento de verdade.
Mariana ficou em silêncio. Benja perguntou de novo.
"Vai, quer ou não quer?"
"Vai doer, Benja... não...", implorou um pouquinho, "Meu marido não gosta de lá... a gente nunca faz, não tô acostumada", mentiu descaradamente.
Benja riu alto, "Seu marido é um otário... vai, deixa eu provar..." falou e se aproximou de novo, esfregando a ponta inchada da rola no cu da Mariana. Por mais que parecesse que tava lubrificado graças a todos os beijos e lambidas do Benja, vi que ele teve muita dificuldade pra entrar quando pressionou, enquanto Mariana reclamava fininho. Mariana depois me disse que tava apertando o esfíncter o máximo que podia de propósito, sem relaxar nada, pra evitar que o favelado entrasse e deixar ele mais tarado ainda.
Mariana reclamava com gritinhos finos e Benja continuava pressionando e esfregando, "Ai! Ai! Aaaay, para Benjaaaaa… por favor! Não entra!”
“Vai entrar sim…”, protestou Benja.
“Não entra!”
“A puta que pariu, caralho!”, grunhiu o catador, puto da vida. “A puta da mãe não aguento mais!”
Mariana já percebeu que Benja tava ficando bem alterado e parecia que era algo que ela não queria. Sem dizer nada, ela se virou e se agachou na frente dele, pegando a pica dele dura pela base e levando até a boquinha doce e quente dela, chupando ele e olhando pro villero com aqueles olhões de baixo pra cima. Benja se acalmou um pouco e começou a acariciar a cabeça da minha mulher, enquanto acompanhava a sugada da Mariana com a cintura. “Uff… isso, gostosa… como sentia falta dessa boquinha… meu amor…”
Mariana olhava fixo pra ele enquanto chupava, os olhos dela tentando se conectar com o macho dela, quando ouvi o Benja falar: “Chupa bem, gostosa… com amor, igual beijinho…” ele sorriu pra ela. Ela diminuiu o ritmo e começou a chupar a pica marrom do villero mais devagar, mais fundo, gemendo baixinho a cada um ou dois movimentos, fazendo ele sentir todo o calor, a umidade e o amor da boca dela, dos lábios e da língua. Enquanto isso, ela não tirava os olhos do Benja, encarando ele. Era como se ela tivesse adorando o macho dela, adorando a pica dele, e fazendo ele sentir tudo que o macho queria.
Benja, por sua vez, tava em outro mundo. Ele tinha o olhar perdido nos olhos da Mariana, colocou uma mão no cabelo dela e ficou admirando como o comprimento da pica aparecia e sumia atrás dos lábios da minha esposa, que parecia realmente estar amando a pica dele, sem condições nem reservas. Finalmente, ele não aguentou mais e, se estabilizando um pouco com os pés, pegou o cabelo e o queixo da Mariana com as duas mãos firmes e enfiou a pica bem, mas bem até o fundo. Era comprida, então com certeza devia estar entalando o começo da garganta da Mariana, já que o nariz da minha esposa tava completamente amassado contra os pelos pubianos do villero. Eu ouvi ele gemer alto, e ele… Vi ela jogar a cabeça pra trás, enquanto dava empurrõezinhos com a cintura na cara da minha mulher, com certeza esvaziando completamente os ovos e o néctar delicioso dele pela garganta da Mariana. Ela se agarrou nas pernas do Benja e deixou ele fazer, sem querer se soltar. Eu tinha certeza de que ela também tava curtindo pra caralho. Me imaginar de novo os jatos e jatos de porra daquele favelado se depositando no estômago da Mariana quase me fez explodir de tesão e sacanagem, mas não tinha muito o que fazer.
Depois de um tempinho gostoso, quando o Benja tirou o pau da boca da Mariana, ele viu como ela tava e deve ter ficado meio impressionado. Ela tinha ficado de joelhos na frente dele, com a boca ainda bem aberta, ofegante e recuperando o fôlego. Um fiozinho de porra misturado com saliva escorria pelo canto dos lábios dela, e ela olhava pra ele. Satisfeita. Impressionada com o macho dela. E nos olhos, que fitavam os do villero sempre fixamente, apaixonada.Ele admirou ela por um momento assim e ajudou ela a se levantar. A Mariana subiu a legging de novo e começou a se beijar amorosamente com o Benja, até que depois de um tempo ele falou que tinha que ir. Os dois estavam abraçadinhos, trocando beijinhos e carinhos, o Benja apertando a Mariana contra a parede, ela com uma perna enroscada na perna do villero e os braços pendurados no pescoço do catador, acariciando o cabelo raspado dele. Trocando umas palavras baixinhas, se olhando nos olhos e se dando beijinhos.
"Preciso ir, Benja...", suspirou a Mariana e olhou suave pra ele.
O Benja riu, "Nah, fica aí, vai..."
A Mariana também riu baixinho, "Não dá, sério... tenho que voltar pra casa. Não posso chegar tarde...". O catador suspirou decepcionado, mas concordou com a cabeça, ela olhou doce pra ele e falou, "... me fez muito bem te ver."
"Pra mim também, mami...", ele falou e beijou ela, "Não pensei que você ia me liga', e muito meno' depois do que a gente fez na sua casa..."
A Mariana desviou o olhar um pouco, "É... não sei o que deu em mim, mas fazer o quê... já foi."
O Benja olhou pra ela e apertou ela um pouco mais, suave, contra a parede. Ainda tava com o pau pra fora, embora já não estivesse duro, e fez ela sentir ele entre as pernas dela, por cima da legging, "Me fala o que deu em você...", ele perguntou.
"Naquele dia?"
"Uhum...", ele falou enquanto acariciava um pouco o pescoço dela e uma das orelhas.
"Sei lá, Benja", disse a Mariana, "... te vi e... sei lá. Você me atraiu. Não consigo explicar. Naquele dia eu me deixei levar..."
"Ahã... e hoje?", perguntou o Benja, "Hoje o que rolou?"
"Nada... você tava por perto e eu quis te ver. Já Sabe, já te contei no chat… e não queria ficar em casa”, respondeu ela.
“Com o chifre?”, perguntou Benja, e Mariana assentiu devagar, “Bom, linda, não sei o que te dizer… você também me atrai”.
“Mas eu sou casada, Benja. E você tem namorada”, disse Mariana, e o mano só deu uma risada alta.
“Sabe como mando aquela lorota pra puta que pariu…”, falou Benja, e Mariana não conseguiu evitar rir também.
“Bom, então…”, disse Mariana, deixando a frase no ar.
“Então o quê?”, perguntou Benja enquanto se acariciavam.
“Então… isso foi só dessa vez?”, ela olhou suavemente para ele.
“Não”, respondeu Benja firme, “Quero te ver de novo. Quero te ver todo dia…”
“Ah, para, Benja…”, sorriu Mariana, mas Benja apertou ela ainda mais, fazendo sentir seu corpo musculoso e o pau um pouco mais. Olhou nos olhos dela e acariciou sua bochecha.
“Quero você bem, mami…”, disse ele, mergulhando o olhar nos olhos de Mariana. Ela só suspirou baixinho e continuou acariciando ele, “Você me quer?”
Mariana pareceu congelar por um segundo, olhando para ele, engoliu a saliva visivelmente e desviou o olhar para o lado, “Não me faz dizer isso, Benja… por favor…”
Benja segurou o queixo dela e deu um beijo longo, uma das mãos começou a acariciar uma das belas tetas da minha mulher por cima do tecido do top de lycra, repetiu, “Quero você bem, mami… larga esse otário… ele não te trata direito…”. Mariana não dizia nada, olhava para outro lado, “Responde…”, insistiu ele, “Você me quer?”
Mariana olhou para ele e não disse nada, deu um beijo suave e acariciou a bochecha dele, “Preciso ir, Benja, me desculpa… se chegar muito tarde vou ter um problema… tô falando sério”
Essa era a frase-chave que eu tinha combinado com Mariana, caso tudo desse certo, para me avisar que ela queria ir embora de verdade e que eu fosse dando um jeito de sumir primeiro, para não correr o risco de ficar preso ali. Fui saindo devagar do meu esconderijo, na escuridão, tentando não fazer barulho até que, bem na surdina, me mandei pelo mesmo buraco que entrei e atravessei a calçada rapidão de novo, esperando a Mariana.
Por sorte, não precisei esperar muito. Vi ela sair seguida pelo Benja, de volta pra calçada mais ou menos iluminada, ficaram ali batendo papo só mais um minuto, se abraçaram, se beijando com carinho na despedida. A Mariana insistiu pra ele não acompanhar ela, finalmente se virou e começou a voltar pra casa. Eu fiquei onde tava, de olho pra garantir que o Benja não fosse atrás, mas ele não foi. Só ficou olhando ela ir embora por um tempinho e entrou de novo no galpão.
Eu acelerei o passo e, depois de três quarteirões, pra ter certeza absoluta que ninguém tava nos seguindo, atravessei a rua e me aproximei da Mariana, que já tinha me visto e tava me sorrindo, sem parar de andar. Cheguei do lado dela, nos abraçamos enquanto voltávamos pra casa e dei uns beijinhos nela com carinho.
"Tudo certo?", perguntei.
"Sim, mas preciso tomar um banho agoriiiiinha mesmoooo...", ela riu.
Eu sorri de volta, "Posso ajudar?"
Ela me sorriu de novo, "Adoraria, meu amor. Valeu.
2 comentários - Minha esposa, a puta do prédio - Parte 7