Depois do caso com o Waldo, a Mariana continuou nas dela com o Dom Julio. Sei de duas oportunidades diferentes em que com certeza eles se encontraram, graças ao WhatsApp e aos microfones, e eu suspeitava de uma terceira. Mas, umas duas semanas depois, aconteceu algo muito grave que mudou o rumo dessa história drasticamente.
Fazia um tempo que eu tinha cometido um erro, mas só fiquei sabendo que tinha sido um erro várias semanas depois. Um dia, já fazia o que parecia muito tempo, eu tinha cruzado com a Soledad no trabalho e ela me perguntou se eu estava bem, porque a gente quase não conversava quando se encontrava na empresa e eu parecia estar evitando ela. A verdade é que me deu uma certa ternura e contei o que tinha acontecido naquela primeira noite, a do jantar da empresa, em que a Mariana tinha nos visto e que por isso eu estava assim e me comportando daquele jeito. Que não era nada que ela tivesse feito. Naturalmente, pulei a parte de contar tudo o que a Mariana tinha feito desde aquela noite e no que ela tinha se transformado.
Aí eu percebi que a Soledad era realmente uma mina de bom coração. Ela ficou visivelmente mal quando contei isso. Me pediu mil desculpas e eu recusei com um sorriso outras mil vezes, insistindo que nada daquilo tinha sido culpa dela. Vi ela realmente mortificada ao saber o que tinha rolado, mas a gente se despediu e eu pensei que o assunto tinha ficado por ali, tudo esclarecido. Mas não foi assim.
Como eu disse, um par de semanas depois do caso do Waldo, numa segunda-feira, eu estava no meu escritório, batem na porta e vejo que é a Soledad entrando. O que achei estranho, já que a gente trabalhava em setores diferentes da empresa e não tinha motivo de trabalho pra ela precisar me ver. Quando olhei pra ela com mais atenção, no entanto, me assustei e levantei pra me aproximar. Ela estava visivelmente um caco, definitiva e profundamente angustiada, e, embora não estivesse chorando naquele momento, vi que aqueles olhinhos lindos estavam agora irritados e bem vermelhos. inchados, com certeza de tanto chorar.
Deixei ela entrar e me sentei com ela, tentando acalmá-la e segurá-la, perguntando o que tinha acontecido. Foi aí que ela me contou, e foi aí que percebi o tamanho e a nobreza do coração da Soledad, e que pessoa maravilhosa ela era.
Ela me disse que, quando eu terminei de contar o que tinha acontecido com a Mariana, se sentiu mortificada e culpada. Que se sentia, mesmo que parcialmente, responsável por ter estragado as coisas no casamento de outra pessoa, e que ficou semanas angustiada com essa culpa, pensando no que podia fazer pra resolver ou pelo menos tentar. Que não conseguia viver assim com esse peso. Que ela era uma menina boa e nunca teria querido ser parte de algo assim.
Ela me disse que no sábado passado, fazia só uns dois dias, finalmente criou coragem e andou as poucas quadras que separavam a casa dela da nossa, com a intenção de falar com a Mariana e explicar tudo. Eu, sem saber de nada disso, franzi a testa enquanto ouvia. Não tive nenhum indício disso que ela tava me contando. Não vi nenhuma mensagem sobre isso no phone muleto, nem ouvi nada sobre isso nos microfones. Nada.
Soledad me contou que tinha parado na calçada em frente ao nosso prédio, porque tinha vergonha de ficar parada ali na porta, procurando alguém que nem sabia em que andar morava e que não queria que ninguém se aproximasse ou perguntasse nada. Ela sentou num banquinho que tinha e esperou. Me disse que ficou umas hora e meia esperando até que finalmente viu a Mariana caminhando pela calçada oposta em direção ao prédio, atravessou e se aproximou pra falar com ela, cheia de nervosismo e timidez.
O que vem a seguir é o relato exato como a Soledad me contou, e realmente não tenho motivo pra não acreditar nela.
Soledad se aproximou apressando o passo e a abordou: "Com licença... senhora Mariana?", disse ela.
Mariana se virou e sorriu pra ela, parece que não a tinha reconhecido: "Sim, oi? Te conheço?"
"Não...", disse timidamente Soledad. Queria falar com a senhora, por favor... peço que não fique brava e me escute, preciso falar com a senhora. Eu sou a Soledad."
A Mariana a expressão e o tom mudaram completamente. Ela viu ela franzir a testa e o tom foi seco e cortante, "Ah. O que você quer?"
"Queria falar com a senhora... explicar o que aconteceu, com o Juan Carlos, por favor...", suplicou Soledad.
"Você ainda tá falando do meu marido? Tá me zoando, mocinha?", disse Mariana.
"Não, por favor, não leve assim"
"E como você quer que eu leve?", perguntou Mariana, "Quando a mina que ficou se beijando com meu marido vem querer me explicar sei lá o quê?"
"É que é isso que eu queria te dizer, Mariana... que não foi assim, de jeito nenhum."
"Eu sei o que eu vi, mocinha", respondeu Mariana, "Tenho quase o dobro da sua idade. Não vem com historinha pra cima de mim."
"É que o Juan Carlos tá mal e me disse que vocês estavam mal, por minha culpa, e eu me sinto muito mal por tudo que aconteceu, e o mal-entendido...", começou a falar Soledad, mas minha esposa a interrompeu.
"Ah, então o Juan Carlos te contou tudo, olha só. O quê, ele é seu confidente?"
"Não, nada a ver, a gente se esbarrou na empresa e..."
"Bom, olha, não me importa. Mas primeiro, antes de tudo, sabe o quê? Para de falar com meu marido e segundo, para de falar do meu marido.", disse Mariana, "Essa não é uma conversa pra ter na rua, querida... se liga um pouco."
Soledad engoliu seco, "A senhora tem razão, desculpa... podemos ir pra outro lugar? Quer ir tomar um café ou algo? Assim a gente conversa numa boa? Eu pago, por favor, eu adoraria..."
Mariana a parou com um gesto da mão, "Você me paga? Tá insinuando que eu não posso pagar meu próprio café?"
"Eh? Não! Por favor, não quis dizer isso!", suplicou Soledad, visivelmente nervosa.
Mariana olhou pra ela por um bom tempo e suspirou, enquanto pensava, "Sim, podemos conversar. Mas não vou tomar um café com você e você não sobe na minha casa. Vem, me acompanha.", disse e virou pra entrar no prédio enquanto Soledad a seguiu.
As duas entraram pela Amplo hall de entrada do prédio e Mariana foi direto ao Don Julio, que estava no seu posto lendo um jornal. Ele levantou a vista e cumprimentou ela com um sorriso.
"Oi Mariana, como vai?"
Mariana devolveu o sorriso, "E aí, Don Julio. Olha, queria ver se o senhor pode me ajudar..."
"Claro, pode falar..."
"Olha, duas coisas, se puder me fazer o favor."
"Claro, Mariana...", respondeu o velho.
"Tá vendo essa garota?", disse Mariana gesticulando pra jovem loira que estava respeitosamente uns passos atrás, "Ela se chama Soledad. Essa garota não sobe pro meu apartamento, ok? Nunca. Se eu tiver, se meu marido tiver, se nós dois tivermos ou se não tiver ninguém. Não importa o que ela venha fazer e não importa o que ela disser. Ficou claro?"
Don Julio olhou pra Soledad sério de cima a baixo e concordou, "Claro, Mariana. Claríssimo. Pode ficar tranquila."
"E a outra coisa...", continuou Mariana, "Eu preciso ter uma conversa com ela em particular. Tem algum lugar que a gente possa usar?"
"Sim... claro, podem ir pro salão de festas... não tem ninguém...", começou Don Julio, mas Mariana o interrompeu.
"Em particular, Don Julio."
"Ah. Entendi.", concordou o porteiro, "Pode usar meu escritório se quiser? Eu abro pra vocês, vem."
"Obrigada.", respondeu Mariana e junto com Soledad seguiram o porteiro, que abriu uma porta no hall e fez elas entrarem, fechando a porta atrás delas pra dar privacidade.
No escritório do porteiro só tinha uma mesa com umas cadeiras velhas, papéis avulsos e outras tranqueiras que Don Julio guardava ali. As duas sentaram. Mariana olhou um bom tempo pra Soledad em silêncio, pensando, enquanto Soledad, por ser tímida e nervosa, tinha dificuldade em manter o olhar firme pra Mariana.
"Você sabe o que eu faço?", perguntou Mariana.
"Sim, a senhora é advogada. Juan Carlos me falou.", concordou Soledad
"Não. Sou uma excelente advogada.", respondeu Mariana com altivez, "E como boa advogada que sou, sei negociar. Então é isso que a gente vai fazer."
"Negociar? Negociar o quê? perguntou Soledad, "Eu só queria te explicar..."
"Sim, sim, já sei. Já sei tudo o que você queria me explicar, mas não vamos perder tempo, hmm? Já sei que você ia me dizer que o que eu vi não foi bem assim, que foi só um beijo naquele momento, que não deveria ter acontecido, que o Juan Carlos não está fazendo nada, nem nunca quis fazer nada... tudo isso. Algo assim, né? Vamos economizar tempo, gata.", disparou Mariana.
Soledad a ouviu e concordou, "Também queria te pedir pra ficar tranquila, que te garanto que entre o Juan Carlos e eu não rola absolutamente nada..."
Mariana riu e apontou o dedo pra ela, "Tá aí, viu? Tá aí o problema. Você mesma disse."
"Não entendi...", disse Soledad.
"Sim, você tá arrependida, eu tô arrependida, o Juan Carlos tá arrependido... que bom, ótimo. Tamos todos arrependidos, ok", disse Mariana, "Mas como é que eu sei que você e o Juan Carlos não têm nada, hein?"
"Mariana, por favor, tô te falando... te garanto...", disse Soledad.
"Sim, mas só porque você me fala, ou porque o Juan Carlos me fala, não resolve nada, entendeu? Como é que eu vou ter certeza de que vocês tão me falando a verdade?", perguntou Mariana.
"Não sei o que você quer... tô te falando. Garantindo.", respondeu Soledad.
"Não me serve. Preciso de algo mais sólido.", disse Mariana.
"Algo mais sólido como o quê?"
"Um contrato", disse Mariana depois de pensar uns segundos, "Ou talvez algo não tão drástico. Um acordo. Um acordo formal."
Soledad olhou pra ela e também pensou, "Bom... tá bem, se é pra você ficar tranquila..."
Mariana concordou e se levantou, abrindo a porta e colocando a cabeça pra fora, "Precisamos de uma testemunha... Seu Júlio! Seu Júlio, tá aí? Vem aqui, por favor...", disse e voltou a se sentar. Na hora apareceu Seu Júlio e entrou, fechando a porta atrás de si.
"Sim, Mariana, me diga o que houve..."
"Aqui a Soledad e eu vamos formalizar um acordo, preciso de você como testemunha, pode ser?", perguntou Mariana.
"Sim, claro.", concordou Seu Júlio.
"Perfeito", disse Mariana. enquanto remexia na bolsa e tirava o celular, ela pegou e começou a filmar Soledad, que estava visivelmente nervosa.
"Bom, vamos começar", disse Mariana, "Me responde todas as perguntas que eu fizer."
Soledad olhou pro celular que a filmava, olhou pras outras duas pessoas e concordou com a cabeça, "Tá... pode perguntar."
"Qual é o seu nome completo?", perguntou Mariana.
"Soledad Andrea Villanueva..."
"Sua idade?"
"... vinte e um anos..."
Mariana parou de olhar pra tela do celular que filmava e encarou ela por cima do aparelho, "Perai, você não tinha vinte e quatro?", Soledad olhou pra baixo e balançou a cabeça de leve, envergonhada, "Ah... não importa, vamos continuar. Onde você mora?"
"Antonio Ferrari 1023... terceiro andar... apartamento 'B'"
Mariana concordou e continuou filmando Soledad por uns segundos, trocou um olhar longo com Dom Julio e depois voltou a encarar Soledad.
"Muito bem. Agora você vai chupar a pica do Dom Julio", falou secamente.
Soledad se assustou, "O quê? Como assim?"
"Você me ouviu. Vai."
"Como você pode pedir uma coisa dessas?!", protestou Soledad e olhou pro porteiro, que encarava a loirinha seriamente.
"Vou pedir porque tô pedindo e pronto.", respondeu Mariana, "Pode acreditar que você não sai daqui até fazer."
"Mas pelo amor... não... não...", Soledad começou a chorar.
Mariana interrompeu com um tom irritado, "Você tá me fazendo perder tempo, Soledad. É fácil. Não é difícil. Você já deve ter feito isso, imagino."
"Não... não consigo... não me peça isso... pelo amor de Deus, eu imploro...", disse Soledad com uma lágrima escorrendo pela bochecha.
"Soledad, é assim que funciona", disse Mariana, "Você tem duas opções. Ou chupa a pica do Dom Julio como eu tô pedindo, ou eu vou pra casa."
"M-mas então...", disse Soledad tentando entender, e Mariana a interrompeu.
"Eu vou pra casa e te deixo aqui com Dom Julio. E vou falar pra ele te dar um estupro daqueles que marcam. Daqueles que você não consegue sentar por um mês. Daquelas que te arruinam. Também vou mandar ele te encher de porrada, por me fazer perder tempo", cuspiu Mariana com raiva. Enquanto Soledad chorava, Mariana se virou pro porteiro: "O que o senhor acha, Seu Júlio?"
Seu Júlio concordou, olhando pra garota e seu cabelo loiro comprido. "Linda garota. Loirinha", disse o porteiro enquanto abaixava a braguilha e tirava o pau, que já tava dando sinais de tensão pelo rumo da conversa. Ele se masturbava devagar, com o olhar fixo em Soledad.
Mariana sorriu: "Olha que pica linda... juro que tô com inveja de você, vai. Se joga", falou pra Soledad.
Seu Júlio deu um passo e começou a acariciar o cabelão loiro de Soledad, que olhava o pau amarronzado do velho entre as lágrimas. Ele deu mais um passo e ficou quase colado na cara dela, o pau já duro, e começou a esfregar de leve no rosto da loira, que tentou virar a cara, mas o porteiro velho segurou ela pelo cabelo e forçou ela a ficar ali. "Abre a boquinha, Soledade", disse Mariana sorrindo enquanto continuava filmando.
Soledad hesitou por uns instantes enquanto a cabeça da piroca do velho continuava esfregando e roçando no rosto dela, nos lábios e no nariz. Finalmente, criou coragem e abriu um pouco a boca, como se beijasse a ponta inchada do velho, lambendo ela timidamente.
Mariana se levantou e se aproximou sem parar de filmar, dessa vez mais perto. Segurou Soledad também pelo cabelo e empurrou ela pra pegar mais do pau: "... mas chupa direito, pelo amor de Deus!"
Soledad abriu mais a boca e fechou os olhos, a cabeça empurrada pela mão de Mariana enfiou o pau do velho fundo na boca dela, até a metade, e ela começou a engasgar de leve.
"Tá indo...", riu Seu Júlio.
Soledad abriu os olhos e olhou pra ele, engasgada com o pau, logo pareceu relaxar um pouco e, com a mão de Mariana ainda guiando e forçando, começou a rebolar a cabeça. lentamente, seus lábios finos agradando o velho enquanto o chupava suavemente.
Viu que não era tão difícil?", sorriu Mariana enquanto filmava ela de perto. Com uma mão, segurava Soledad pelos cabelos loiros. Passou o celular pro Seu Júlio continuar filmando e, com a mão livre, começou a massagear um dos peitos de Soledad por cima da blusa, "Viu que assim é tudo mais fácil?"
Mariana e Seu Júlio continuaram filmando tudo por uns minutos, Seu Júlio sendo chupado por Soledad e Mariana apalpando os peitos dela, por cima e por baixo da blusa da loira, até que o porteiro começou a grunhir. Mariana puxou Soledad pelo cabelo pra tirar a pica da boca dela e, enquanto a jovem respirava e se recuperava, disse pro Seu Júlio, "Goza na carinha dela..."
Seu Júlio sorriu e começou a bater uma, forte e rápido, aproximando a cabeça inchada, brilhante e cheia de saliva do rosto de Soledad. Só alguns segundos depois, ele bufou rouco e começou a gozar, vários jatos longos de porra branca e quente que acertaram a bochecha, um dos olhos e o cabelo de Soledad, fazendo ela recuar de susto enquanto Mariana ria e segurava ela firme pelo cabelo.
"Uffa... que delícia... aaaahhh...", disse Seu Júlio espremendo a pica e esfregando a ponta em Soledad, tentando extrair até a última gota de porra e depositar no rostinho inocente da loira.
"Limpa ele, garota", ordenou Mariana, puxando com força o cabelo de Soledad e dando um sacode cheio de ódio. A jovem abriu a boca e pegou a pica do velho de novo, chupando de leve e lambendo os restos de porra que pudessem ter ficado, "Limpa bem essa pica gostosa..."
"Que menina linda...", disse Seu Júlio sorrindo.
"Viu? Um amor.", sorriu Mariana.
Mariana pegou o celular de novo e parou a filmagem, soltando Soledad, que assim que se sentiu livre, tirou a pica de Seu Júlio da boca e começou a limpar as gozadas do velho do rosto.
"Olha pra mim, garota...", disse Mariana e mostrou o celular pra ela. Soledad, "E me escuta bem. Você vai parar de falar com meu marido e vai parar de falar sobre meu marido. Juan Carlos não existe, entendeu?", Soledad assentiu e Mariana continuou, "Não vou te pedir pra se mudar porque não é prático, mesmo que eu adorasse. Mas nessa mesma segunda-feira você vai na sua empresa, como toda segunda, e lá mesmo você vai pedir demissão."
Soledad ficou perplexa, olhando pra Mariana que continuava enquanto Seu Julio guardava o pau de novo debaixo da calça.
"Não quero você nessa empresa. Não quero você perto do meu marido. Você vai pedir demissão e vai arrumar outra coisa. Não me importa o quê. Mas lá não te quero mais. E se não fizer..."
"Se não fizer, o quê?", perguntou Soledad
"Se não fizer, vou cuidar pra que esse vídeozinho caseiro todo mundo veja. Vou conseguir os e-mails de todo mundo que te conhece e vou mandar pra eles. Vou postar em todos os sites pornô que puder. Vou pendurar no Instagram. Vou mandar pro papai e pra mamãe também.", cuspiu Mariana, "Que vejam que boquete gostoso a menina faz."
Soledad começou a chorar desconsoladamente e se levantou, só conseguiu dizer "... vou embora... não se preocupe..."
"Pss pss.. não, não, não... espera aí um pouco", disse Mariana sorrindo, "Não, menina, daqui você ainda não vai. Falta você."
De volta à realidade e ao presente do meu escritório, eu não conseguia acreditar no relato da Soledad. Ela me contou tudo chorando, me disse que veio me ver e que ia direto agora pedir demissão já. Me contou tudo entre soluços e eu realmente não conseguia acreditar no que ouvia. Tudo isso já tinha tomado um rumo que ninguém esperava.
"Mas... depois de tudo isso ela te fez ficar?", perguntei pra Soledad, fazendo o possível pra acalmá-la, "Pra que você ficou? O que ela te fez?"
Soledad me olhou tristemente, seus olhinhos verdes lindos embaçados pelas lágrimas, e me respondeu.
"Mariana... sentou na mesa... e me fez chupar... a... a buceta dela...", disse e desabou a chorar de novo, cobrindo o rosto com as mãos. manos.
Eu abracei ela e tentei segurar ela o melhor que pude. Prometi que ia resolver aquilo. De algum jeito ia dar um jeito, não sabia como, mas ia fazer. Mas que ela não desistisse. Consegui que ela me prometesse isso e que esperasse por mim. Que não desistisse e que eu ia cuidar daquele vídeo, e de apagar ele.
Durante toda aquela tarde fiquei remoendo raiva no escritório. Muita raiva do que a Mariana tinha feito. Ela tinha passado dos limites, e muito. De pura raiva e ódio, decidi que era hora de confrontar ela de uma vez, e se tudo viesse à tona, que viesse, e eu lidaria com as consequências, mas não era justo o que ela tinha feito com a Soledad. Era simplesmente coisa de pessoa ruim e não era nada parecido com a Mariana doce que eu conhecia. Em que monstro a minha esposa tinha se transformado?
À noite cheguei em casa, abri a porta com raiva e quase bati ela, "Mariana, cadê você!!!", gritei. Encontrei ela na sala vendo TV, já tinha se levantado assustada, me olhando.
"Amor, o que foi? O que aconteceu?"
Avancei nela e comecei a falar alto e perto, "Me escuta, que merda você falou pra Soledad?"
"Pra Soledad? O quê?"
"Não se faz de sonsa!", falei, "Ela veio me ver e falar que ia pedir demissão por causa do que você disse. E do que você fez."
Mariana cruzou os braços e me encarou, "Falei o que tinha que falar, Juan Carlos. Não quero aquela guria perto de mim."
"Mas você acha que é assim que se faz?", retruquei, "Olha a merda que você tá causando por nada! Por nada!"
Mariana franziu a testa, "Ficar dando em cima do meu marido não me parece 'nada'."
"Chega dessa palhaçada, Mariana! Sério! Para de encher o saco! Você sabe que não é assim! Você é uma gostosa inteligentíssima, sabe que não é assim e que nem eu nem a Soledad mentimos pra você.", falei.
"É, tá bom, agora eu sei.", ela respondeu simplesmente depois de me olhar por uns segundos.
"Como assim 'agora você sabe'?"
"Claro, Juan Carlos. Se você e a Soledad estivessem fazendo alguma coisa, se tivesse alguma coisa rolando, você não estaria aqui defendendo ela. Pois é. Você faria tudo ao contrário. Nem tocaria no assunto. Deixaria tudo fluir e se dissipar, sem levantar a lebre, pra poder continuar fazendo com ela o que quisesse", ela me disse, "Mas já vejo que não é assim. O fato de você estar chamando atenção pra toda essa história com ela, e pra ela, me diz finalmente que vocês não têm nada a esconder."
Eu olhei fixo pra ela em silêncio por um tempo, pensando no que ela disse. Que habilidosa, que inteligente. Ela tinha razão e eu sabia que ela precisava detonar alguma coisa, qualquer coisa, pra que a verdade viesse à tona, independente de quem dissesse o quê. Fatos, não palavras, era o que Mariana precisava.
"Mesmo assim você foi longe pra caralho. Pra puta que pariu", eu disse, "Chantagiar ela com um vídeo... e ainda forçando ela a fazer aquilo..."
Mariana riu, "Ai Juan Carlos, tantos anos juntos... em algumas coisas você me conhece tanto e em outras ainda tão pouco..."
"O quê?"
Mariana sorriu, "Nunca filmei nada, querido. Você acha que eu vou ser tão idiota de fazer uma parada dessas e filmar pra me incriminar? Não sou burra."
"Como assim não filmou nada? A Soledad me disse..."
Mariana me interrompeu, "Soledad te disse o que ela viu e o que ela acreditou. O que eu queria que ela acreditasse. Eu tava com o celular na mão, sim, mas nunca coloquei pra filmar nada. Nem tava desbloqueado. Puro teatro pra ela engolir."
Respirei fundo e tentei me acalmar, pensando em tudo que ela tava me dizendo, "Mas você forçou ela a chupar a pica do Dom Julio..."
"Ah, isso sim", ela riu, "Aí sim, culpada. Mas não vi a menina sofrer muito, muito não."
"Você é uma filha da puta", eu rosnei, "Acabar com a vida de uma garota que não te fez nada desse jeito."
Mariana deu de ombros, "É o que é.", ela se virou pensando que a conversa tinha acabado, mas eu segurei o braço dela e virei ela de novo.
"Já falei pra Soledad pra não pedir demissão. Que não precisava...", eu disse.
"Tá bem, amor. Já não me preocupo mais com ela. Já sei que aí não tem nada.", ela respondeu, "Faz o que quiser."
"Mas o problema do vídeo quem vai resolver é você! Falei firme e enfiei um dedo no ombro dela: "Você vai resolver isso porque aí sim você passou dos limites. Você vai dizer pra ela que o vídeo não existe e que ela fique tranquila. Você vai resolver porque não é justo que essa mina viva angustiada pensando que esse vídeo existe e pode aparecer a qualquer hora, em qualquer lugar.", falei, mas Mariana só me olhava, puta da vida. Eu continuei: "Você vai fazer porque precisa me mostrar que não é uma vadia sem coração."
Mariana me encarou por uns segundos, fixo. Vi as engrenagens girando a mil por hora atrás dos olhos dela, pensando sei lá o quê. "Tá bom. Beleza. Você tem razão.", ela disse.
"E mais uma coisa", finalmente criei coragem pra mandar a real com o embalo da discussão, "Já sei que você tá se encontrando com o Seu Júlio."
Mariana ficou dura por um segundo só, mas logo sorriu de leve e arqueou as sobrancelhas: "Ah é? E posso saber como você sabe?"
"Porque te vi. Vi vocês."
"Hã? Quando?", ela perguntou.
"Na primeira vez, quando eu tava em casa aqui doente, deitado. Levantei e vi vocês. Você não me viu. Tava muito ocupada chupando a rola dele aqui no sofá.", falei, enquanto as lembranças daquelas imagens da primeira vez começaram a dar uma tensão na minha rola, "E depois vi vocês transando de novo."
"Quando?"
"Naquele sábado que fui comer com o Facundo e você ficou aqui", menti um pouco, mudando a história. Não ia entregar nada dos microfones nem do WhatsApp clonado, "Quando voltei, antes de chegar aqui, passei no apartamento do lado pra ver se tinha contas ou cartas pro Seu Alberto e ouvi vocês. E vi pela janela. Ele tava te comendo na nossa cama.", falei.
Mariana pensou um pouco, digerindo o que eu contava, e só disse: "Beleza, e daí?"
"Como assim e daí?", falei, "E daí? E daí que? Não tem nada pra dizer?"
Ela sorriu debochada e deu um passo na minha direção, me encarando desafiante nos olhos: "Que o Seu Júlio fode muito bem. Que eu adoro como ele me fode, e me faz dela. Que me deixa louca sentir o gozo de um macho de verdade em todos os lugares..."
Senti como um choque ao ouvir aquilo, algo se quebrou por dentro e talvez por fora também. Ter o rostinho lindo, maravilhoso, da minha amada esposa me dizendo isso tão perto, me aniquilou. Algo deve ter mudado na minha expressão porque ela percebeu na hora, embora eu tenha certeza que ela não notou o quanto meu pau ficou duro dentro da minha calça. Ela se aproximou mais e colocou uma mão no meu ombro, enquanto acariciava minha bochecha com a outra. Me olhou agora com ternura, o olhar que eu sempre conhecia e adorava, e ficamos assim em silêncio nos olhando enquanto ela me segurava com seus carinhos. Finalmente, ela falou baixinho, na nossa intimidade, mesmo estando nós dois sozinhos.
"E você gosta de olhar, né? Se não, teria me falado algo depois da primeira vez..."
Engoli seco e concordei, baixando o olhar. Ela pegou meu queixo e levantou, me fazendo olhar pra ela de novo, "Sim...", respondi baixinho.
"Você gosta de me ver com outro cara? Te excita?", ela perguntou.
"Mariana, eu...", comecei a dizer, mas ela me interrompeu.
"Amor, agora a gente fala a verdade. Como sempre fizemos. É agora, minha vida.", ela disse.
Olhei nos olhos dela, "... sim, me excita. Me excita pra caralho.", falei e segurei suavemente o rostinho dela, sentindo aquela carinha tão linda nas minhas mãos, "... mas não é que eu não te quero... eu te amo... te adoro... eu..."
Mariana segurou meu rosto também e me beijou, longo e amorosamente, "Eu também te amo... Meu Deus... minha vida, você não sabe o quanto eu te quero..."
"Então?", perguntei.
"Então a gente tem essa novidade", ela disse, "A gente pode finalmente aceitar que eu adoro ficar com outro homem... e que você adora me ver com outro... Não significa nada além disso. Nosso relacionamento não muda, nosso amor não muda."
Beijei ela e senti uma paz imensa ao notar como ela respondia ao beijo, tão doce e tão amorosa. Depois do beijo, ficamos nos olhando e nos acariciando por uns segundos, "Com outro homem...", eu disse.
Ela sorriu, "Bom... ou com outrosss... homiasss...", piscou um olhinho pra mim, o que me fez rir. E me esquentar.
Eu assenti e olhei firme nos olhos dela, "Beleza. Vamos fazer isso. Mas... por favor, te imploro... primeiro resolve essa parada da Soledad e do vídeo. É coisa de gente boa fazer isso."
Ela também concordou, "Vou fazer, fica tranquilo. Você tem razão."
Naquela noite a gente transou como não fazia há tempos. Doce e apaixonado, como nos nossos melhores momentos. Ficamos acordados até tarde, no escuro do nosso quarto e abraçados, conversando e organizando fantasias e safadezas entre risadinhas cúmplices. Decidimos que por enquanto o melhor talvez não fosse organizar, formalmente, nada pra eu poder ver. Que era melhor deixar fluir e que fosse tudo mais natural, conforme fosse rolando.
As duas semanas seguintes foram bem corridas no trabalho dela, com casos importantes que precisavam de atenção, então ela passava o tempo no escritório dela, só vindo pra casa dormir. Sabia que a Mariana não tava fazendo outra coisa porque as poucas mensagens que vi que ela trocou com o Dom Júlio me diziam isso. Não tinham se encontrado e não vi ela trocando mensagem com mais ninguém. Eu, por minha vez, decidi não revelar a presença dos microfones e muito menos do WhatsApp clonado dela, já que isso explodiria tudo de um jeito bem ruim e por enquanto eu tava curtindo muito essa paz e essa nova vida que a gente tava prestes a começar.
Mas foi num sábado à noite que aconteceu algo que me desconcertou de novo um pouco. Pra falar a verdade, me desconcertou bastante. Cheguei em casa umas nove da noite, depois de ter encontrado uns amigos a tarde toda. Quando cheguei, o apartamento tava em silêncio. Procurei a Mariana e encontrei ela no banheiro, na frente do espelho, se arrumando pra sair. Olhei pra ela e sorri. Ela tava uma verdadeira puta. Não sabia pra onde ela pretendia ir, mas tinha certeza que ia chamar toda a atenção, ou talvez até algo mais que olhares.
Ela tinha vestido um pretinho básico super justo, que marcava todas as suas curvas voluptuosas, com uma saia que batia no meio da coxa, mostrando bem suas pernas magníficas. O vestido, tão justo, realçava os peitos dela de um jeito incrível, parecia que transbordavam um pouco por cima do decote, enquanto a fina sugestão visual de uma calcinha fio dental se deixava ver sob o tecido do vestido, sumindo na fenda daquele rabão lindo e empinado. Ela tinha lavado o cabelo agora pouco e estava preto e brilhante sob as luzinhas do espelho. Estava se maquiando quando entrei no banheiro, fiquei atrás dela e passei a mão nos ombros, nos olhando no espelho com sorrisos sinceros.
"Upa!... que elegância a da França", falei, sentindo a fragrância do perfume que ela tinha passado.
"Gostou?", ela sorriu pra mim.
"Impressionante. Glorioso. Incrível.", falei honestamente.
"Ah, muito obrigada, cavalheiro, que amor", ela disse.
"Vai sair?"
Mariana concordou com a cabeça e respondeu com um murmúrio enquanto pintava os lábios, "Ahammm..."
"Onde vai?", perguntei.
Ela me olhou com um sorrisinho cúmplice, "Por aí.", respondeu só.
"Com quem vai?"
"Sim", ela disse só e piscou um olho. Eu ri e dei um beijo na bochecha dela, tomando cuidado para não estragar a maquiagem.
"Vai voltar tarde?", perguntei.
Ela ia responder quando a campainha do interfone tocou. Mariana foi atender e eu fui pro quarto me trocar. Quando voltei pra sala, a campainha da nossa porta tocou e fui atender, enquanto Mariana estava sentada no sofá, mexendo nas coisas da bolsa. Abri a porta e fiquei paralisado. Petrificado. Quando abri a porta... estava a Soledad.
Ela estava paradinha ali na porta, me dando um sorriso doce, "Oi Juan Carlos... como você está?", disse meio tímida. Ela também tinha se arrumado pra sair. Também com um vestidinho justo, mas um Pouco verde oliva. O dela não revelava tanto quanto o da Mariana, mas marcava bem o corpinho magro e as curvinhas que a Sole tinha. Ela tinha arrumado o cabelo loiro numa trança longa que caía pra frente, brincando por cima de um dos peitos dela. Tava uma princesinha, linda, os olhões verdes bem alegres, contrastando com a tristeza que tinham da última vez que vi ela. Sabia que ela tinha finalmente largado a nossa empresa, mas depois disso não soube mais. "Posso entrar?", ela me perguntou.
Eu voltei a mim depois de ficar olhando pra ela, "S-sim... sim, Sole, me desculpa, como cê tá? Que surpresa.", deixei ela entrar e fechei a porta.
"Viu... que bom te ver de novo", ela sorriu pra mim.
"Também, Sole. Como cê tá?", perguntei.
"Tô bem, obrigada. A Mariana tá?"
A voz da Mariana veio da sala, "Tô aqui, Sole, entra, vem..."
Eu segui a Soledad, sem conseguir evitar de olhar a raba que ela tinha apertada no vestidinho, enquanto os saltos altos dela batiam no nosso chão. Ela sentou no sofá junto com a Mariana e se deram um beijo na bochecha, se cumprimentando e trocando umas palavras enquanto a Mariana calçava os próprios saltos altos também. Eu fiquei ali parado na sala, olhando pra elas feito um idiota.
"Cê tá divina, linda...", a Mariana falou com um sorriso.
"Ai, você também, olha que vestido é esse...", a Soledad respondeu, sorrindo de volta.
A Mariana terminou de calçar os sapatos elegantes e passou um braço em volta da Soledad, abraçando os ombros dela e apertando ela um pouquinho contra si. Ela olhou pra mim com um sorriso, na verdade as duas olhavam sorrindo, mas foi a Mariana quem falou, "Tô vendo que cê não entendeu porra nenhuma, né?"
"Verdade que não...", eu disse.
A Mariana sorriu pra Soledad e trocaram olhares, "Te apresento a nova secretária do nosso time jurídico...", ela falou, enquanto a Soledad olhava pra Mariana docemente.
"Ah... ok...", eu disse, balançando a cabeça. Agora fazia sentido.
"É, a verdade é que que o Juan Carlos tinha razão, o que eu fiz foi muito errado, e me senti muito mal", disse Mariana olhando para Soledad, "Mas fazer o quê, é de boa gente consertar os erros, né?"
"Não precisava, Mariana", disse Soledad docemente, "Mas te agradeço tanto pela oportunidade... você sabe que sim."
"Ah, pelo amor de Deus", disse Mariana, "Eu também tô grata porque conseguimos resolver o problema... pessoal que a gente teve. E ainda por cima agora você vai nos ajudar a resolver os problemas do trabalho também. Todo mundo ganha!", disse Mariana enquanto pegou na mão de Soledad de forma amigável. Mariana me olhou com um sorriso, "Então hoje... é dia de comemorar. Novas oportunidades, novo trampo... e um salário gostoso três vezes maior que a miséria que te pagavam na casa do Juan Carlos...", disse e Soledad riu.
"Ah, não seja má...", disse ela e as duas riram.
"Hoje a gente vai sair, só as minas", disse Mariana
"E vão pra onde?", perguntei com um sorriso leve
"Sei lá", disse Mariana, "Vamos comer alguma coisa por aí e depois a gente vê, que tal?" disse olhando para Soledad, que concordou com a cabeça.
"Fechou, bom plano", disse ela.
"Beleza", falei, "Então vou pedir uma pizza e ficar vendo o jogo..."
"Bom plano!", riu Mariana.
Elas se levantaram, a gente se despediu e elas foram embora. Como eu disse, pedi uma pizza e fiquei vendo o jogo, sem mais nada. Tentando me distrair e não pensar no que elas estariam fazendo. Talvez fosse exatamente o que a Mariana disse, talvez não, mas não tinha como saber. Ou será que tinha? Pensei um pouco e me veio a ideia de pegar o celular muleto da agência de investigadores e abri o app de rastreamento veicular. Depois de um instante, ele me mostrou o resultado — o carro estava parado em algum lugar pela Recoleta. Procurei o endereço e vi que naquela rua e em toda a área tinha vários restaurantes chiques, então com certeza elas estavam em um deles.
No entanto, lá pelas doze, eu ainda tava vendo TV e o celular muleto vibrou. O que vi fez meu coração começar a acelerar. Coração acelerado. Eram só duas mensagens, mas só naquelas duas eu entendi tudo.
A primeira mensagem era da Mariana pro Dom Júlio. Dizia simplesmente "Já chegou?"
A segunda mensagem era do Dom Júlio e a resposta dele. Dizia simplesmente "Tô"
A pica subiu na hora e, como tava sozinho e de boa em casa, só tirei ela pra fora e comecei a me tocar de leve enquanto pensava e imaginava tudo que aquilo podia significar, e tudo que não significava. Fiquei um tempão assim, até quase uma da manhã, me tocando sem gozar, pensando e repensando. Decidi mandar uma mensagem pra Mariana.
"Tudo bem?", escrevi na mensagem pra ela à uma da manhã. Não teve resposta, mas ela viu.
"Por onde vocês tão?", mandei outra mensagem à uma e dez. Não teve resposta, mas ela viu.
"Tão se divertindo?", mandei outra mensagem à uma e quinze. Não teve resposta, mas ela viu.
Abri de novo o aplicativo de rastreamento do carro e vi que o carro da Mariana tava parado, mas num lugar diferente, lá em Palermo, numa das ruazinhas perto da Avenida Libertador. Pesquisei o endereço, que era o que tinha mais ou menos perto, e não tinha nada de estranho. Lojas e restaurantes que já deviam estar fechados, uma balada ou outra e... claro, algum motel.
Criei coragem, depois de pensar um tempão enquanto continuava me tocando, e finalmente à uma e meia mandei outra mensagem. A mensagem que eu devia ter mandado desde o começo.
"Manda uma foto", escrevi.
Dois minutos depois, chegou uma foto. Uma foto que quase me fez gozar na hora. Era claramente uma cama de hotel. A bunda imponente e linda da minha esposa de fora, a cinturinha fina, de quatro. A pica que eu já conhecia do Dom Júlio penetrando aquela buceta sublime, suave e amorosamente. E o corpinho pálido e magrinho da Soledad, de pernas abertas enquanto a Mariana chupava docemente a buceta da nova amiga. A foto tinha sido tirada pelo Dom Júlio, claramente.
Não mandei mais mensagens. Fiquei batendo uma só com aquela foto por mais três horas até que, exausto pra caralho e com sono, fui dormir, com meu pau pulsando e doendo de tão duro que tinha ficado. Na minha cabeça, tinha um turbilhão de todas as imagens e todas as posições possíveis em que eu imaginava o Don Julio comendo as duas, dando toda a porra dele pra elas, a noite inteira. E assim, sem mais, finalmente apaguei.
Fazia um tempo que eu tinha cometido um erro, mas só fiquei sabendo que tinha sido um erro várias semanas depois. Um dia, já fazia o que parecia muito tempo, eu tinha cruzado com a Soledad no trabalho e ela me perguntou se eu estava bem, porque a gente quase não conversava quando se encontrava na empresa e eu parecia estar evitando ela. A verdade é que me deu uma certa ternura e contei o que tinha acontecido naquela primeira noite, a do jantar da empresa, em que a Mariana tinha nos visto e que por isso eu estava assim e me comportando daquele jeito. Que não era nada que ela tivesse feito. Naturalmente, pulei a parte de contar tudo o que a Mariana tinha feito desde aquela noite e no que ela tinha se transformado.
Aí eu percebi que a Soledad era realmente uma mina de bom coração. Ela ficou visivelmente mal quando contei isso. Me pediu mil desculpas e eu recusei com um sorriso outras mil vezes, insistindo que nada daquilo tinha sido culpa dela. Vi ela realmente mortificada ao saber o que tinha rolado, mas a gente se despediu e eu pensei que o assunto tinha ficado por ali, tudo esclarecido. Mas não foi assim.
Como eu disse, um par de semanas depois do caso do Waldo, numa segunda-feira, eu estava no meu escritório, batem na porta e vejo que é a Soledad entrando. O que achei estranho, já que a gente trabalhava em setores diferentes da empresa e não tinha motivo de trabalho pra ela precisar me ver. Quando olhei pra ela com mais atenção, no entanto, me assustei e levantei pra me aproximar. Ela estava visivelmente um caco, definitiva e profundamente angustiada, e, embora não estivesse chorando naquele momento, vi que aqueles olhinhos lindos estavam agora irritados e bem vermelhos. inchados, com certeza de tanto chorar.
Deixei ela entrar e me sentei com ela, tentando acalmá-la e segurá-la, perguntando o que tinha acontecido. Foi aí que ela me contou, e foi aí que percebi o tamanho e a nobreza do coração da Soledad, e que pessoa maravilhosa ela era.
Ela me disse que, quando eu terminei de contar o que tinha acontecido com a Mariana, se sentiu mortificada e culpada. Que se sentia, mesmo que parcialmente, responsável por ter estragado as coisas no casamento de outra pessoa, e que ficou semanas angustiada com essa culpa, pensando no que podia fazer pra resolver ou pelo menos tentar. Que não conseguia viver assim com esse peso. Que ela era uma menina boa e nunca teria querido ser parte de algo assim.
Ela me disse que no sábado passado, fazia só uns dois dias, finalmente criou coragem e andou as poucas quadras que separavam a casa dela da nossa, com a intenção de falar com a Mariana e explicar tudo. Eu, sem saber de nada disso, franzi a testa enquanto ouvia. Não tive nenhum indício disso que ela tava me contando. Não vi nenhuma mensagem sobre isso no phone muleto, nem ouvi nada sobre isso nos microfones. Nada.
Soledad me contou que tinha parado na calçada em frente ao nosso prédio, porque tinha vergonha de ficar parada ali na porta, procurando alguém que nem sabia em que andar morava e que não queria que ninguém se aproximasse ou perguntasse nada. Ela sentou num banquinho que tinha e esperou. Me disse que ficou umas hora e meia esperando até que finalmente viu a Mariana caminhando pela calçada oposta em direção ao prédio, atravessou e se aproximou pra falar com ela, cheia de nervosismo e timidez.
O que vem a seguir é o relato exato como a Soledad me contou, e realmente não tenho motivo pra não acreditar nela.
Soledad se aproximou apressando o passo e a abordou: "Com licença... senhora Mariana?", disse ela.
Mariana se virou e sorriu pra ela, parece que não a tinha reconhecido: "Sim, oi? Te conheço?"
"Não...", disse timidamente Soledad. Queria falar com a senhora, por favor... peço que não fique brava e me escute, preciso falar com a senhora. Eu sou a Soledad."
A Mariana a expressão e o tom mudaram completamente. Ela viu ela franzir a testa e o tom foi seco e cortante, "Ah. O que você quer?"
"Queria falar com a senhora... explicar o que aconteceu, com o Juan Carlos, por favor...", suplicou Soledad.
"Você ainda tá falando do meu marido? Tá me zoando, mocinha?", disse Mariana.
"Não, por favor, não leve assim"
"E como você quer que eu leve?", perguntou Mariana, "Quando a mina que ficou se beijando com meu marido vem querer me explicar sei lá o quê?"
"É que é isso que eu queria te dizer, Mariana... que não foi assim, de jeito nenhum."
"Eu sei o que eu vi, mocinha", respondeu Mariana, "Tenho quase o dobro da sua idade. Não vem com historinha pra cima de mim."
"É que o Juan Carlos tá mal e me disse que vocês estavam mal, por minha culpa, e eu me sinto muito mal por tudo que aconteceu, e o mal-entendido...", começou a falar Soledad, mas minha esposa a interrompeu.
"Ah, então o Juan Carlos te contou tudo, olha só. O quê, ele é seu confidente?"
"Não, nada a ver, a gente se esbarrou na empresa e..."
"Bom, olha, não me importa. Mas primeiro, antes de tudo, sabe o quê? Para de falar com meu marido e segundo, para de falar do meu marido.", disse Mariana, "Essa não é uma conversa pra ter na rua, querida... se liga um pouco."
Soledad engoliu seco, "A senhora tem razão, desculpa... podemos ir pra outro lugar? Quer ir tomar um café ou algo? Assim a gente conversa numa boa? Eu pago, por favor, eu adoraria..."
Mariana a parou com um gesto da mão, "Você me paga? Tá insinuando que eu não posso pagar meu próprio café?"
"Eh? Não! Por favor, não quis dizer isso!", suplicou Soledad, visivelmente nervosa.
Mariana olhou pra ela por um bom tempo e suspirou, enquanto pensava, "Sim, podemos conversar. Mas não vou tomar um café com você e você não sobe na minha casa. Vem, me acompanha.", disse e virou pra entrar no prédio enquanto Soledad a seguiu.
As duas entraram pela Amplo hall de entrada do prédio e Mariana foi direto ao Don Julio, que estava no seu posto lendo um jornal. Ele levantou a vista e cumprimentou ela com um sorriso.
"Oi Mariana, como vai?"
Mariana devolveu o sorriso, "E aí, Don Julio. Olha, queria ver se o senhor pode me ajudar..."
"Claro, pode falar..."
"Olha, duas coisas, se puder me fazer o favor."
"Claro, Mariana...", respondeu o velho.
"Tá vendo essa garota?", disse Mariana gesticulando pra jovem loira que estava respeitosamente uns passos atrás, "Ela se chama Soledad. Essa garota não sobe pro meu apartamento, ok? Nunca. Se eu tiver, se meu marido tiver, se nós dois tivermos ou se não tiver ninguém. Não importa o que ela venha fazer e não importa o que ela disser. Ficou claro?"
Don Julio olhou pra Soledad sério de cima a baixo e concordou, "Claro, Mariana. Claríssimo. Pode ficar tranquila."
"E a outra coisa...", continuou Mariana, "Eu preciso ter uma conversa com ela em particular. Tem algum lugar que a gente possa usar?"
"Sim... claro, podem ir pro salão de festas... não tem ninguém...", começou Don Julio, mas Mariana o interrompeu.
"Em particular, Don Julio."
"Ah. Entendi.", concordou o porteiro, "Pode usar meu escritório se quiser? Eu abro pra vocês, vem."
"Obrigada.", respondeu Mariana e junto com Soledad seguiram o porteiro, que abriu uma porta no hall e fez elas entrarem, fechando a porta atrás delas pra dar privacidade.
No escritório do porteiro só tinha uma mesa com umas cadeiras velhas, papéis avulsos e outras tranqueiras que Don Julio guardava ali. As duas sentaram. Mariana olhou um bom tempo pra Soledad em silêncio, pensando, enquanto Soledad, por ser tímida e nervosa, tinha dificuldade em manter o olhar firme pra Mariana.
"Você sabe o que eu faço?", perguntou Mariana.
"Sim, a senhora é advogada. Juan Carlos me falou.", concordou Soledad
"Não. Sou uma excelente advogada.", respondeu Mariana com altivez, "E como boa advogada que sou, sei negociar. Então é isso que a gente vai fazer."
"Negociar? Negociar o quê? perguntou Soledad, "Eu só queria te explicar..."
"Sim, sim, já sei. Já sei tudo o que você queria me explicar, mas não vamos perder tempo, hmm? Já sei que você ia me dizer que o que eu vi não foi bem assim, que foi só um beijo naquele momento, que não deveria ter acontecido, que o Juan Carlos não está fazendo nada, nem nunca quis fazer nada... tudo isso. Algo assim, né? Vamos economizar tempo, gata.", disparou Mariana.
Soledad a ouviu e concordou, "Também queria te pedir pra ficar tranquila, que te garanto que entre o Juan Carlos e eu não rola absolutamente nada..."
Mariana riu e apontou o dedo pra ela, "Tá aí, viu? Tá aí o problema. Você mesma disse."
"Não entendi...", disse Soledad.
"Sim, você tá arrependida, eu tô arrependida, o Juan Carlos tá arrependido... que bom, ótimo. Tamos todos arrependidos, ok", disse Mariana, "Mas como é que eu sei que você e o Juan Carlos não têm nada, hein?"
"Mariana, por favor, tô te falando... te garanto...", disse Soledad.
"Sim, mas só porque você me fala, ou porque o Juan Carlos me fala, não resolve nada, entendeu? Como é que eu vou ter certeza de que vocês tão me falando a verdade?", perguntou Mariana.
"Não sei o que você quer... tô te falando. Garantindo.", respondeu Soledad.
"Não me serve. Preciso de algo mais sólido.", disse Mariana.
"Algo mais sólido como o quê?"
"Um contrato", disse Mariana depois de pensar uns segundos, "Ou talvez algo não tão drástico. Um acordo. Um acordo formal."
Soledad olhou pra ela e também pensou, "Bom... tá bem, se é pra você ficar tranquila..."
Mariana concordou e se levantou, abrindo a porta e colocando a cabeça pra fora, "Precisamos de uma testemunha... Seu Júlio! Seu Júlio, tá aí? Vem aqui, por favor...", disse e voltou a se sentar. Na hora apareceu Seu Júlio e entrou, fechando a porta atrás de si.
"Sim, Mariana, me diga o que houve..."
"Aqui a Soledad e eu vamos formalizar um acordo, preciso de você como testemunha, pode ser?", perguntou Mariana.
"Sim, claro.", concordou Seu Júlio.
"Perfeito", disse Mariana. enquanto remexia na bolsa e tirava o celular, ela pegou e começou a filmar Soledad, que estava visivelmente nervosa.
"Bom, vamos começar", disse Mariana, "Me responde todas as perguntas que eu fizer."
Soledad olhou pro celular que a filmava, olhou pras outras duas pessoas e concordou com a cabeça, "Tá... pode perguntar."
"Qual é o seu nome completo?", perguntou Mariana.
"Soledad Andrea Villanueva..."
"Sua idade?"
"... vinte e um anos..."
Mariana parou de olhar pra tela do celular que filmava e encarou ela por cima do aparelho, "Perai, você não tinha vinte e quatro?", Soledad olhou pra baixo e balançou a cabeça de leve, envergonhada, "Ah... não importa, vamos continuar. Onde você mora?"
"Antonio Ferrari 1023... terceiro andar... apartamento 'B'"
Mariana concordou e continuou filmando Soledad por uns segundos, trocou um olhar longo com Dom Julio e depois voltou a encarar Soledad.
"Muito bem. Agora você vai chupar a pica do Dom Julio", falou secamente.
Soledad se assustou, "O quê? Como assim?"
"Você me ouviu. Vai."
"Como você pode pedir uma coisa dessas?!", protestou Soledad e olhou pro porteiro, que encarava a loirinha seriamente.
"Vou pedir porque tô pedindo e pronto.", respondeu Mariana, "Pode acreditar que você não sai daqui até fazer."
"Mas pelo amor... não... não...", Soledad começou a chorar.
Mariana interrompeu com um tom irritado, "Você tá me fazendo perder tempo, Soledad. É fácil. Não é difícil. Você já deve ter feito isso, imagino."
"Não... não consigo... não me peça isso... pelo amor de Deus, eu imploro...", disse Soledad com uma lágrima escorrendo pela bochecha.
"Soledad, é assim que funciona", disse Mariana, "Você tem duas opções. Ou chupa a pica do Dom Julio como eu tô pedindo, ou eu vou pra casa."
"M-mas então...", disse Soledad tentando entender, e Mariana a interrompeu.
"Eu vou pra casa e te deixo aqui com Dom Julio. E vou falar pra ele te dar um estupro daqueles que marcam. Daqueles que você não consegue sentar por um mês. Daquelas que te arruinam. Também vou mandar ele te encher de porrada, por me fazer perder tempo", cuspiu Mariana com raiva. Enquanto Soledad chorava, Mariana se virou pro porteiro: "O que o senhor acha, Seu Júlio?"
Seu Júlio concordou, olhando pra garota e seu cabelo loiro comprido. "Linda garota. Loirinha", disse o porteiro enquanto abaixava a braguilha e tirava o pau, que já tava dando sinais de tensão pelo rumo da conversa. Ele se masturbava devagar, com o olhar fixo em Soledad.
Mariana sorriu: "Olha que pica linda... juro que tô com inveja de você, vai. Se joga", falou pra Soledad.
Seu Júlio deu um passo e começou a acariciar o cabelão loiro de Soledad, que olhava o pau amarronzado do velho entre as lágrimas. Ele deu mais um passo e ficou quase colado na cara dela, o pau já duro, e começou a esfregar de leve no rosto da loira, que tentou virar a cara, mas o porteiro velho segurou ela pelo cabelo e forçou ela a ficar ali. "Abre a boquinha, Soledade", disse Mariana sorrindo enquanto continuava filmando.
Soledad hesitou por uns instantes enquanto a cabeça da piroca do velho continuava esfregando e roçando no rosto dela, nos lábios e no nariz. Finalmente, criou coragem e abriu um pouco a boca, como se beijasse a ponta inchada do velho, lambendo ela timidamente.
Mariana se levantou e se aproximou sem parar de filmar, dessa vez mais perto. Segurou Soledad também pelo cabelo e empurrou ela pra pegar mais do pau: "... mas chupa direito, pelo amor de Deus!"
Soledad abriu mais a boca e fechou os olhos, a cabeça empurrada pela mão de Mariana enfiou o pau do velho fundo na boca dela, até a metade, e ela começou a engasgar de leve.
"Tá indo...", riu Seu Júlio.
Soledad abriu os olhos e olhou pra ele, engasgada com o pau, logo pareceu relaxar um pouco e, com a mão de Mariana ainda guiando e forçando, começou a rebolar a cabeça. lentamente, seus lábios finos agradando o velho enquanto o chupava suavemente.
Viu que não era tão difícil?", sorriu Mariana enquanto filmava ela de perto. Com uma mão, segurava Soledad pelos cabelos loiros. Passou o celular pro Seu Júlio continuar filmando e, com a mão livre, começou a massagear um dos peitos de Soledad por cima da blusa, "Viu que assim é tudo mais fácil?"Mariana e Seu Júlio continuaram filmando tudo por uns minutos, Seu Júlio sendo chupado por Soledad e Mariana apalpando os peitos dela, por cima e por baixo da blusa da loira, até que o porteiro começou a grunhir. Mariana puxou Soledad pelo cabelo pra tirar a pica da boca dela e, enquanto a jovem respirava e se recuperava, disse pro Seu Júlio, "Goza na carinha dela..."
Seu Júlio sorriu e começou a bater uma, forte e rápido, aproximando a cabeça inchada, brilhante e cheia de saliva do rosto de Soledad. Só alguns segundos depois, ele bufou rouco e começou a gozar, vários jatos longos de porra branca e quente que acertaram a bochecha, um dos olhos e o cabelo de Soledad, fazendo ela recuar de susto enquanto Mariana ria e segurava ela firme pelo cabelo.
"Uffa... que delícia... aaaahhh...", disse Seu Júlio espremendo a pica e esfregando a ponta em Soledad, tentando extrair até a última gota de porra e depositar no rostinho inocente da loira.
"Limpa ele, garota", ordenou Mariana, puxando com força o cabelo de Soledad e dando um sacode cheio de ódio. A jovem abriu a boca e pegou a pica do velho de novo, chupando de leve e lambendo os restos de porra que pudessem ter ficado, "Limpa bem essa pica gostosa..."
"Que menina linda...", disse Seu Júlio sorrindo.
"Viu? Um amor.", sorriu Mariana.
Mariana pegou o celular de novo e parou a filmagem, soltando Soledad, que assim que se sentiu livre, tirou a pica de Seu Júlio da boca e começou a limpar as gozadas do velho do rosto.
"Olha pra mim, garota...", disse Mariana e mostrou o celular pra ela. Soledad, "E me escuta bem. Você vai parar de falar com meu marido e vai parar de falar sobre meu marido. Juan Carlos não existe, entendeu?", Soledad assentiu e Mariana continuou, "Não vou te pedir pra se mudar porque não é prático, mesmo que eu adorasse. Mas nessa mesma segunda-feira você vai na sua empresa, como toda segunda, e lá mesmo você vai pedir demissão."
Soledad ficou perplexa, olhando pra Mariana que continuava enquanto Seu Julio guardava o pau de novo debaixo da calça.
"Não quero você nessa empresa. Não quero você perto do meu marido. Você vai pedir demissão e vai arrumar outra coisa. Não me importa o quê. Mas lá não te quero mais. E se não fizer..."
"Se não fizer, o quê?", perguntou Soledad
"Se não fizer, vou cuidar pra que esse vídeozinho caseiro todo mundo veja. Vou conseguir os e-mails de todo mundo que te conhece e vou mandar pra eles. Vou postar em todos os sites pornô que puder. Vou pendurar no Instagram. Vou mandar pro papai e pra mamãe também.", cuspiu Mariana, "Que vejam que boquete gostoso a menina faz."
Soledad começou a chorar desconsoladamente e se levantou, só conseguiu dizer "... vou embora... não se preocupe..."
"Pss pss.. não, não, não... espera aí um pouco", disse Mariana sorrindo, "Não, menina, daqui você ainda não vai. Falta você."
De volta à realidade e ao presente do meu escritório, eu não conseguia acreditar no relato da Soledad. Ela me contou tudo chorando, me disse que veio me ver e que ia direto agora pedir demissão já. Me contou tudo entre soluços e eu realmente não conseguia acreditar no que ouvia. Tudo isso já tinha tomado um rumo que ninguém esperava.
"Mas... depois de tudo isso ela te fez ficar?", perguntei pra Soledad, fazendo o possível pra acalmá-la, "Pra que você ficou? O que ela te fez?"
Soledad me olhou tristemente, seus olhinhos verdes lindos embaçados pelas lágrimas, e me respondeu.
"Mariana... sentou na mesa... e me fez chupar... a... a buceta dela...", disse e desabou a chorar de novo, cobrindo o rosto com as mãos. manos.
Eu abracei ela e tentei segurar ela o melhor que pude. Prometi que ia resolver aquilo. De algum jeito ia dar um jeito, não sabia como, mas ia fazer. Mas que ela não desistisse. Consegui que ela me prometesse isso e que esperasse por mim. Que não desistisse e que eu ia cuidar daquele vídeo, e de apagar ele.
Durante toda aquela tarde fiquei remoendo raiva no escritório. Muita raiva do que a Mariana tinha feito. Ela tinha passado dos limites, e muito. De pura raiva e ódio, decidi que era hora de confrontar ela de uma vez, e se tudo viesse à tona, que viesse, e eu lidaria com as consequências, mas não era justo o que ela tinha feito com a Soledad. Era simplesmente coisa de pessoa ruim e não era nada parecido com a Mariana doce que eu conhecia. Em que monstro a minha esposa tinha se transformado?
À noite cheguei em casa, abri a porta com raiva e quase bati ela, "Mariana, cadê você!!!", gritei. Encontrei ela na sala vendo TV, já tinha se levantado assustada, me olhando.
"Amor, o que foi? O que aconteceu?"
Avancei nela e comecei a falar alto e perto, "Me escuta, que merda você falou pra Soledad?"
"Pra Soledad? O quê?"
"Não se faz de sonsa!", falei, "Ela veio me ver e falar que ia pedir demissão por causa do que você disse. E do que você fez."
Mariana cruzou os braços e me encarou, "Falei o que tinha que falar, Juan Carlos. Não quero aquela guria perto de mim."
"Mas você acha que é assim que se faz?", retruquei, "Olha a merda que você tá causando por nada! Por nada!"
Mariana franziu a testa, "Ficar dando em cima do meu marido não me parece 'nada'."
"Chega dessa palhaçada, Mariana! Sério! Para de encher o saco! Você sabe que não é assim! Você é uma gostosa inteligentíssima, sabe que não é assim e que nem eu nem a Soledad mentimos pra você.", falei.
"É, tá bom, agora eu sei.", ela respondeu simplesmente depois de me olhar por uns segundos.
"Como assim 'agora você sabe'?"
"Claro, Juan Carlos. Se você e a Soledad estivessem fazendo alguma coisa, se tivesse alguma coisa rolando, você não estaria aqui defendendo ela. Pois é. Você faria tudo ao contrário. Nem tocaria no assunto. Deixaria tudo fluir e se dissipar, sem levantar a lebre, pra poder continuar fazendo com ela o que quisesse", ela me disse, "Mas já vejo que não é assim. O fato de você estar chamando atenção pra toda essa história com ela, e pra ela, me diz finalmente que vocês não têm nada a esconder."
Eu olhei fixo pra ela em silêncio por um tempo, pensando no que ela disse. Que habilidosa, que inteligente. Ela tinha razão e eu sabia que ela precisava detonar alguma coisa, qualquer coisa, pra que a verdade viesse à tona, independente de quem dissesse o quê. Fatos, não palavras, era o que Mariana precisava.
"Mesmo assim você foi longe pra caralho. Pra puta que pariu", eu disse, "Chantagiar ela com um vídeo... e ainda forçando ela a fazer aquilo..."
Mariana riu, "Ai Juan Carlos, tantos anos juntos... em algumas coisas você me conhece tanto e em outras ainda tão pouco..."
"O quê?"
Mariana sorriu, "Nunca filmei nada, querido. Você acha que eu vou ser tão idiota de fazer uma parada dessas e filmar pra me incriminar? Não sou burra."
"Como assim não filmou nada? A Soledad me disse..."
Mariana me interrompeu, "Soledad te disse o que ela viu e o que ela acreditou. O que eu queria que ela acreditasse. Eu tava com o celular na mão, sim, mas nunca coloquei pra filmar nada. Nem tava desbloqueado. Puro teatro pra ela engolir."
Respirei fundo e tentei me acalmar, pensando em tudo que ela tava me dizendo, "Mas você forçou ela a chupar a pica do Dom Julio..."
"Ah, isso sim", ela riu, "Aí sim, culpada. Mas não vi a menina sofrer muito, muito não."
"Você é uma filha da puta", eu rosnei, "Acabar com a vida de uma garota que não te fez nada desse jeito."
Mariana deu de ombros, "É o que é.", ela se virou pensando que a conversa tinha acabado, mas eu segurei o braço dela e virei ela de novo.
"Já falei pra Soledad pra não pedir demissão. Que não precisava...", eu disse.
"Tá bem, amor. Já não me preocupo mais com ela. Já sei que aí não tem nada.", ela respondeu, "Faz o que quiser."
"Mas o problema do vídeo quem vai resolver é você! Falei firme e enfiei um dedo no ombro dela: "Você vai resolver isso porque aí sim você passou dos limites. Você vai dizer pra ela que o vídeo não existe e que ela fique tranquila. Você vai resolver porque não é justo que essa mina viva angustiada pensando que esse vídeo existe e pode aparecer a qualquer hora, em qualquer lugar.", falei, mas Mariana só me olhava, puta da vida. Eu continuei: "Você vai fazer porque precisa me mostrar que não é uma vadia sem coração."
Mariana me encarou por uns segundos, fixo. Vi as engrenagens girando a mil por hora atrás dos olhos dela, pensando sei lá o quê. "Tá bom. Beleza. Você tem razão.", ela disse.
"E mais uma coisa", finalmente criei coragem pra mandar a real com o embalo da discussão, "Já sei que você tá se encontrando com o Seu Júlio."
Mariana ficou dura por um segundo só, mas logo sorriu de leve e arqueou as sobrancelhas: "Ah é? E posso saber como você sabe?"
"Porque te vi. Vi vocês."
"Hã? Quando?", ela perguntou.
"Na primeira vez, quando eu tava em casa aqui doente, deitado. Levantei e vi vocês. Você não me viu. Tava muito ocupada chupando a rola dele aqui no sofá.", falei, enquanto as lembranças daquelas imagens da primeira vez começaram a dar uma tensão na minha rola, "E depois vi vocês transando de novo."
"Quando?"
"Naquele sábado que fui comer com o Facundo e você ficou aqui", menti um pouco, mudando a história. Não ia entregar nada dos microfones nem do WhatsApp clonado, "Quando voltei, antes de chegar aqui, passei no apartamento do lado pra ver se tinha contas ou cartas pro Seu Alberto e ouvi vocês. E vi pela janela. Ele tava te comendo na nossa cama.", falei.
Mariana pensou um pouco, digerindo o que eu contava, e só disse: "Beleza, e daí?"
"Como assim e daí?", falei, "E daí? E daí que? Não tem nada pra dizer?"
Ela sorriu debochada e deu um passo na minha direção, me encarando desafiante nos olhos: "Que o Seu Júlio fode muito bem. Que eu adoro como ele me fode, e me faz dela. Que me deixa louca sentir o gozo de um macho de verdade em todos os lugares..."
Senti como um choque ao ouvir aquilo, algo se quebrou por dentro e talvez por fora também. Ter o rostinho lindo, maravilhoso, da minha amada esposa me dizendo isso tão perto, me aniquilou. Algo deve ter mudado na minha expressão porque ela percebeu na hora, embora eu tenha certeza que ela não notou o quanto meu pau ficou duro dentro da minha calça. Ela se aproximou mais e colocou uma mão no meu ombro, enquanto acariciava minha bochecha com a outra. Me olhou agora com ternura, o olhar que eu sempre conhecia e adorava, e ficamos assim em silêncio nos olhando enquanto ela me segurava com seus carinhos. Finalmente, ela falou baixinho, na nossa intimidade, mesmo estando nós dois sozinhos.
"E você gosta de olhar, né? Se não, teria me falado algo depois da primeira vez..."
Engoli seco e concordei, baixando o olhar. Ela pegou meu queixo e levantou, me fazendo olhar pra ela de novo, "Sim...", respondi baixinho.
"Você gosta de me ver com outro cara? Te excita?", ela perguntou.
"Mariana, eu...", comecei a dizer, mas ela me interrompeu.
"Amor, agora a gente fala a verdade. Como sempre fizemos. É agora, minha vida.", ela disse.
Olhei nos olhos dela, "... sim, me excita. Me excita pra caralho.", falei e segurei suavemente o rostinho dela, sentindo aquela carinha tão linda nas minhas mãos, "... mas não é que eu não te quero... eu te amo... te adoro... eu..."
Mariana segurou meu rosto também e me beijou, longo e amorosamente, "Eu também te amo... Meu Deus... minha vida, você não sabe o quanto eu te quero..."
"Então?", perguntei.
"Então a gente tem essa novidade", ela disse, "A gente pode finalmente aceitar que eu adoro ficar com outro homem... e que você adora me ver com outro... Não significa nada além disso. Nosso relacionamento não muda, nosso amor não muda."
Beijei ela e senti uma paz imensa ao notar como ela respondia ao beijo, tão doce e tão amorosa. Depois do beijo, ficamos nos olhando e nos acariciando por uns segundos, "Com outro homem...", eu disse.
Ela sorriu, "Bom... ou com outrosss... homiasss...", piscou um olhinho pra mim, o que me fez rir. E me esquentar.
Eu assenti e olhei firme nos olhos dela, "Beleza. Vamos fazer isso. Mas... por favor, te imploro... primeiro resolve essa parada da Soledad e do vídeo. É coisa de gente boa fazer isso."
Ela também concordou, "Vou fazer, fica tranquilo. Você tem razão."
Naquela noite a gente transou como não fazia há tempos. Doce e apaixonado, como nos nossos melhores momentos. Ficamos acordados até tarde, no escuro do nosso quarto e abraçados, conversando e organizando fantasias e safadezas entre risadinhas cúmplices. Decidimos que por enquanto o melhor talvez não fosse organizar, formalmente, nada pra eu poder ver. Que era melhor deixar fluir e que fosse tudo mais natural, conforme fosse rolando.
As duas semanas seguintes foram bem corridas no trabalho dela, com casos importantes que precisavam de atenção, então ela passava o tempo no escritório dela, só vindo pra casa dormir. Sabia que a Mariana não tava fazendo outra coisa porque as poucas mensagens que vi que ela trocou com o Dom Júlio me diziam isso. Não tinham se encontrado e não vi ela trocando mensagem com mais ninguém. Eu, por minha vez, decidi não revelar a presença dos microfones e muito menos do WhatsApp clonado dela, já que isso explodiria tudo de um jeito bem ruim e por enquanto eu tava curtindo muito essa paz e essa nova vida que a gente tava prestes a começar.
Mas foi num sábado à noite que aconteceu algo que me desconcertou de novo um pouco. Pra falar a verdade, me desconcertou bastante. Cheguei em casa umas nove da noite, depois de ter encontrado uns amigos a tarde toda. Quando cheguei, o apartamento tava em silêncio. Procurei a Mariana e encontrei ela no banheiro, na frente do espelho, se arrumando pra sair. Olhei pra ela e sorri. Ela tava uma verdadeira puta. Não sabia pra onde ela pretendia ir, mas tinha certeza que ia chamar toda a atenção, ou talvez até algo mais que olhares.
Ela tinha vestido um pretinho básico super justo, que marcava todas as suas curvas voluptuosas, com uma saia que batia no meio da coxa, mostrando bem suas pernas magníficas. O vestido, tão justo, realçava os peitos dela de um jeito incrível, parecia que transbordavam um pouco por cima do decote, enquanto a fina sugestão visual de uma calcinha fio dental se deixava ver sob o tecido do vestido, sumindo na fenda daquele rabão lindo e empinado. Ela tinha lavado o cabelo agora pouco e estava preto e brilhante sob as luzinhas do espelho. Estava se maquiando quando entrei no banheiro, fiquei atrás dela e passei a mão nos ombros, nos olhando no espelho com sorrisos sinceros.
"Upa!... que elegância a da França", falei, sentindo a fragrância do perfume que ela tinha passado.
"Gostou?", ela sorriu pra mim.
"Impressionante. Glorioso. Incrível.", falei honestamente.
"Ah, muito obrigada, cavalheiro, que amor", ela disse.
"Vai sair?"
Mariana concordou com a cabeça e respondeu com um murmúrio enquanto pintava os lábios, "Ahammm..."
"Onde vai?", perguntei.
Ela me olhou com um sorrisinho cúmplice, "Por aí.", respondeu só.
"Com quem vai?"
"Sim", ela disse só e piscou um olho. Eu ri e dei um beijo na bochecha dela, tomando cuidado para não estragar a maquiagem.
"Vai voltar tarde?", perguntei.
Ela ia responder quando a campainha do interfone tocou. Mariana foi atender e eu fui pro quarto me trocar. Quando voltei pra sala, a campainha da nossa porta tocou e fui atender, enquanto Mariana estava sentada no sofá, mexendo nas coisas da bolsa. Abri a porta e fiquei paralisado. Petrificado. Quando abri a porta... estava a Soledad.
Ela estava paradinha ali na porta, me dando um sorriso doce, "Oi Juan Carlos... como você está?", disse meio tímida. Ela também tinha se arrumado pra sair. Também com um vestidinho justo, mas um Pouco verde oliva. O dela não revelava tanto quanto o da Mariana, mas marcava bem o corpinho magro e as curvinhas que a Sole tinha. Ela tinha arrumado o cabelo loiro numa trança longa que caía pra frente, brincando por cima de um dos peitos dela. Tava uma princesinha, linda, os olhões verdes bem alegres, contrastando com a tristeza que tinham da última vez que vi ela. Sabia que ela tinha finalmente largado a nossa empresa, mas depois disso não soube mais. "Posso entrar?", ela me perguntou.
Eu voltei a mim depois de ficar olhando pra ela, "S-sim... sim, Sole, me desculpa, como cê tá? Que surpresa.", deixei ela entrar e fechei a porta.
"Viu... que bom te ver de novo", ela sorriu pra mim.
"Também, Sole. Como cê tá?", perguntei.
"Tô bem, obrigada. A Mariana tá?"
A voz da Mariana veio da sala, "Tô aqui, Sole, entra, vem..."
Eu segui a Soledad, sem conseguir evitar de olhar a raba que ela tinha apertada no vestidinho, enquanto os saltos altos dela batiam no nosso chão. Ela sentou no sofá junto com a Mariana e se deram um beijo na bochecha, se cumprimentando e trocando umas palavras enquanto a Mariana calçava os próprios saltos altos também. Eu fiquei ali parado na sala, olhando pra elas feito um idiota.
"Cê tá divina, linda...", a Mariana falou com um sorriso.
"Ai, você também, olha que vestido é esse...", a Soledad respondeu, sorrindo de volta.
A Mariana terminou de calçar os sapatos elegantes e passou um braço em volta da Soledad, abraçando os ombros dela e apertando ela um pouquinho contra si. Ela olhou pra mim com um sorriso, na verdade as duas olhavam sorrindo, mas foi a Mariana quem falou, "Tô vendo que cê não entendeu porra nenhuma, né?"
"Verdade que não...", eu disse.
A Mariana sorriu pra Soledad e trocaram olhares, "Te apresento a nova secretária do nosso time jurídico...", ela falou, enquanto a Soledad olhava pra Mariana docemente.
"Ah... ok...", eu disse, balançando a cabeça. Agora fazia sentido.
"É, a verdade é que que o Juan Carlos tinha razão, o que eu fiz foi muito errado, e me senti muito mal", disse Mariana olhando para Soledad, "Mas fazer o quê, é de boa gente consertar os erros, né?"
"Não precisava, Mariana", disse Soledad docemente, "Mas te agradeço tanto pela oportunidade... você sabe que sim."
"Ah, pelo amor de Deus", disse Mariana, "Eu também tô grata porque conseguimos resolver o problema... pessoal que a gente teve. E ainda por cima agora você vai nos ajudar a resolver os problemas do trabalho também. Todo mundo ganha!", disse Mariana enquanto pegou na mão de Soledad de forma amigável. Mariana me olhou com um sorriso, "Então hoje... é dia de comemorar. Novas oportunidades, novo trampo... e um salário gostoso três vezes maior que a miséria que te pagavam na casa do Juan Carlos...", disse e Soledad riu.
"Ah, não seja má...", disse ela e as duas riram.
"Hoje a gente vai sair, só as minas", disse Mariana
"E vão pra onde?", perguntei com um sorriso leve
"Sei lá", disse Mariana, "Vamos comer alguma coisa por aí e depois a gente vê, que tal?" disse olhando para Soledad, que concordou com a cabeça.
"Fechou, bom plano", disse ela.
"Beleza", falei, "Então vou pedir uma pizza e ficar vendo o jogo..."
"Bom plano!", riu Mariana.
Elas se levantaram, a gente se despediu e elas foram embora. Como eu disse, pedi uma pizza e fiquei vendo o jogo, sem mais nada. Tentando me distrair e não pensar no que elas estariam fazendo. Talvez fosse exatamente o que a Mariana disse, talvez não, mas não tinha como saber. Ou será que tinha? Pensei um pouco e me veio a ideia de pegar o celular muleto da agência de investigadores e abri o app de rastreamento veicular. Depois de um instante, ele me mostrou o resultado — o carro estava parado em algum lugar pela Recoleta. Procurei o endereço e vi que naquela rua e em toda a área tinha vários restaurantes chiques, então com certeza elas estavam em um deles.
No entanto, lá pelas doze, eu ainda tava vendo TV e o celular muleto vibrou. O que vi fez meu coração começar a acelerar. Coração acelerado. Eram só duas mensagens, mas só naquelas duas eu entendi tudo.
A primeira mensagem era da Mariana pro Dom Júlio. Dizia simplesmente "Já chegou?"
A segunda mensagem era do Dom Júlio e a resposta dele. Dizia simplesmente "Tô"
A pica subiu na hora e, como tava sozinho e de boa em casa, só tirei ela pra fora e comecei a me tocar de leve enquanto pensava e imaginava tudo que aquilo podia significar, e tudo que não significava. Fiquei um tempão assim, até quase uma da manhã, me tocando sem gozar, pensando e repensando. Decidi mandar uma mensagem pra Mariana.
"Tudo bem?", escrevi na mensagem pra ela à uma da manhã. Não teve resposta, mas ela viu.
"Por onde vocês tão?", mandei outra mensagem à uma e dez. Não teve resposta, mas ela viu.
"Tão se divertindo?", mandei outra mensagem à uma e quinze. Não teve resposta, mas ela viu.
Abri de novo o aplicativo de rastreamento do carro e vi que o carro da Mariana tava parado, mas num lugar diferente, lá em Palermo, numa das ruazinhas perto da Avenida Libertador. Pesquisei o endereço, que era o que tinha mais ou menos perto, e não tinha nada de estranho. Lojas e restaurantes que já deviam estar fechados, uma balada ou outra e... claro, algum motel.
Criei coragem, depois de pensar um tempão enquanto continuava me tocando, e finalmente à uma e meia mandei outra mensagem. A mensagem que eu devia ter mandado desde o começo.
"Manda uma foto", escrevi.
Dois minutos depois, chegou uma foto. Uma foto que quase me fez gozar na hora. Era claramente uma cama de hotel. A bunda imponente e linda da minha esposa de fora, a cinturinha fina, de quatro. A pica que eu já conhecia do Dom Júlio penetrando aquela buceta sublime, suave e amorosamente. E o corpinho pálido e magrinho da Soledad, de pernas abertas enquanto a Mariana chupava docemente a buceta da nova amiga. A foto tinha sido tirada pelo Dom Júlio, claramente.
Não mandei mais mensagens. Fiquei batendo uma só com aquela foto por mais três horas até que, exausto pra caralho e com sono, fui dormir, com meu pau pulsando e doendo de tão duro que tinha ficado. Na minha cabeça, tinha um turbilhão de todas as imagens e todas as posições possíveis em que eu imaginava o Don Julio comendo as duas, dando toda a porra dele pra elas, a noite inteira. E assim, sem mais, finalmente apaguei.
3 comentários - Minha esposa, a puta do prédio - Parte 5