Emputecida pelos amigos do meu filho (Parte 2)

Acordei me sentindo culpada. Os raios de sol já estavam entrando pelas frestas da persiana. O ventilador tava no talo, mas ainda assim não dava conta do calor. Eu tava deitada na cama, sem me cobrir com os lençóis. Miguel já tinha ido trabalhar. Fiquei me perguntando se ele tinha me visto. Eu só tava de fio dental e uma regata. Claramente não sentiu vontade de me acordar pra meter uma. Não me surpreendi, mas isso não fazia a frustração passar.Emputecida pelos amigos do meu filho (Parte 2)A culpa pelo que fiz ontem à noite foi substituída pela irritação. Ele tinha uma boa parte da responsabilidade pelas merdas que eu tava fazendo e, principalmente, pelas merdas que eu tava pensando. Tomei um banho e me preparei pra começar o dia. Aí lembrei. Os meninos ainda estavam em casa! Noah e Luca tinham passado a noite aqui e iam ficar pelo menos até o meio-dia. Foi o que combinamos com o Bauti. Eles não tinham aula porque a escola ia ser desinfetada. E o Miguel no trabalho o dia inteiro. Ou seja, eu ia ter que passar várias horas sozinha com aqueles pivetes tarados. O fato de meu filho estar com eles não me deixava mais segura, muito pelo contrário.

Mas não dava pra ficar trancada no quarto o tempo todo. Era minha casa e eu era a mulher adulta no comando. Não ia me deixar intimidar. Saí do banheiro pelada e me perguntei que roupa vestir. Supostamente, eu não devia me preocupar com isso. Nunca me vesti de um jeito muito provocante. O problema é que meu corpo é tão voluptuoso que chama atenção do mesmo jeito. E mesmo assim, lá estava eu, com o armário aberto, sem conseguir me decidir.

Concluí que não ia me restringir na minha própria casa por causa deles. Tava tão quente que usar uma calça já era desconfortável. Então vesti um vestido azul. Ia até os joelhos, era reto e sem decote. Por si só, não era especialmente provocante, mas o tecido grudava no meu corpo de um jeito que destacava todas as minhas curvas. Principalmente nos quadris e nos peitos, que ficavam meio apertados. Ia prender meu cabelo loiro num rabo de cavalo, mas deixei solto. Lembrei que um dos meninos disse que eu parecia muito com a Evangelina Anderson. Pra mim, ela é uma das mulheres mais gostosas da Argentina, então aquele comentário foi um dos maiores elogios que já recebi. Claro, eu não tenho preenchimento nos lábios nem as maçãs do rosto tão afiadas, mas... igual, minha boca era naturalmente grossa e minhas feições eram bem definidas. No fim das contas, eu realmente me parecia muito com ela.vadiaMe maquiei e pintei os lábios com um vermelho suave, só um pouco mais forte que minha cor natural. Passei um delineador escuro nos olhos. Fazia pouco tempo que tinha depilado as sobrancelhas, então essa parte do meu rosto estava muito bonita. Na verdade, eu tinha depilado tudo no salão de beleza da minha amiga Tatiana, e o Miguel, pra minha surpresa, tinha notado sim.

Eram nove horas da manhã. Fui até o quarto do meu filho. Bati na porta. Mas dessa vez não esperei resposta. Só aguardei uns segundos e entrei, sabendo que podia me deparar com uma surpresa. O Bautista e o Luca estavam na cama. Os dois com um joystick do PlayStation na mão. Agradeci que não estivessem vendo pornografia. E mais ainda, que não estivessem vendo minhas fotos. Ainda não me sentia psicologicamente preparada pra encarar eles por causa daquilo, mas depois eu resolveria. — Já larga isso. Devem ter passado a noite toda jogando — falei, mesmo sabendo muito bem que estavam fazendo outra coisa bem diferente. — Vou preparar o café. Cadê o Noah? — perguntei, porque não via ele em lugar nenhum.

— Tô aqui, senhora — disse o garoto, saindo do banheiro. Tava quase pelado. O cabelo dele tava molhado, e o corpo úmido tinha gotinhas por toda parte. Tinha acabado de tomar um banho. Percebi que, mesmo sendo bem magro, ele tinha os músculos mais definidos que já vi em alguém da idade dele. Só tava coberto por uma toalha que mal ia da cintura até as partes íntimas. — A senhora tá gostosa hoje, dona Molinari — completou depois, com toda naturalidade.

O elogio me pegou de surpresa. Eu costumava intimidar os homens, mas aquele adolescente me soltou um elogio espontâneo. Aquele tarzão da quebrada, quase nu, tava me devorando com os olhos. Notei que as coxas dele eram grossas e musculosas, e não consegui evitar imaginar uma potência descomunal nelas. Uma gotinha d'água escorria pela barriga dele e sumia nos espaços entre os músculos do abdômen. Os olhos dele se fixaram nos meus peitos, com um ardor que não deixava dúvidas. Instintivamente, cruzei os braços, na defensiva. Disse a mim mesma, mais uma vez, que eu era a adulta da casa, então não devia me deixar intimidar pelo olhar safado de um adolescente. —Casas —corrigi, ignorando o elogio dele—. Nunca usei o sobrenome do meu marido. Então me chame de senhora Casas. —Claro, senhora Casas —disse Noah, com um sorriso, agora desviando o olhar. Finalmente. Fiquei feliz que ele não fosse tão insolente quanto parecia. Tinha criado na cabeça que ele ia soltar alguma piada e continuar me devorando com os olhos, mas não foi o caso. Talvez se eu fosse firme, conseguisse controlar esses meninos. —Vocês também tomem um banho —falei para o Bauti e o Luca—. E abram as janelas. Aqui tá fedendo muito. Daqui a meia hora o café da manhã está pronto. Saí do quarto e fechei a porta, convencida de que tinha conseguido uma pequena vitória com aquela humilhação. Na real, o quarto não fedia tanto, na verdade predominava o cheiro do desodorante que o Noah tinha acabado de passar e, por baixo, sentia um leve cheiro de cômodo fechado, e talvez de maconha. Mas voltei atrás, com a intenção de ouvir o que eles diziam. —Que lento você foi, Luca —dizia Noah—. Quando eu falei que ela estava linda, você devia ter dito que ela estava linda todos os dias, ou algo assim. Deixei a bola na marca do pênalti e você não conseguiu fazer o gol. —É que ela parecia mais séria que o normal —comentou Luca—. Será que ela percebeu o que a gente fez? —perguntou depois. —Acho que não. Quando acaba de acordar, ela costuma ficar de mal humor. Já passa —disse Bauti. Meu próprio filho, me entregando nas garras safadas dos amigos dele. Isso era algo que eu não conseguia processar. Que tipo de pessoa era o Bautista, afinal? Eu o tinha criado tão mal assim? —Viram como ela ficou me encarando? —perguntou Noah—. Acho que com um pouco de paciência, consigo comer ela. Bauti, me dá uma força, não seja cuzão. Como eu tenho que agir com a sua mãe? Me senti Uma idiota. Eu tinha notado como ele me olhava, mas eu mesma não conseguia desviar os olhos daquele corpo magro e definido. — Nem ideia. Sempre esteve com o papai, e nunca vi ela reparar em outro homem. O que eu tenho certeza é que ela gosta de caras maduros e educados. Se bancar o pegador, nunca vai conquistar ela — explicou meu filho. — Me surpreende, Bauti, é o que todas dizem — rebateu Noah —. Que gostam dos gentis, dos cavalheiros, dos sérios, dos fiéis, dos bem-educados, dos respeitosos... Mas sempre acabam com caras como a gente, né, Luca? — É verdade. Uma coisa é o que as mulheres falam. Outra é o que elas fazem — confirmou Luca. — Pode ser. Vocês têm mais experiência que eu com as gostosas — admitiu meu filho —. Mas não acho que ela vá reparar em alguém tão jovem quanto vocês. Muito menos nos dois ao mesmo tempo. Vão ter que se contentar com o que eu dou. “O que eu dou”, repeti na minha mente, indignada. O que ele dava aos amigos era a mãe dele nua, a mãe dele indefesa enquanto dormia. Era isso que ele dava. — O de ontem foi incrível — disse Noah —. Ainda lembro como foi sentir aquela bunda com a pica. Olha, só de pensar já tô com outra ereção. Então tinha sido ele, pensei, sentindo meu coração acelerar. Mesmo assim, não me surpreendia, porque ele não era só o mais ousado dos dois, mas o tamanho do pau que eu tinha sentido combinava com a altura do Noah. Ainda assim, era uma descoberta chocante. Agora, aquela pica invisível tinha rosto. E também não esquecia que o Luca tinha passado a mão em mim por um bom tempo. — Mas por fazer isso, você fez ela acordar — disse Luca —. Se tivesse segurado, a gente podia ter passado a mão nela por mais tempo. — Sim, sim, já reclamou pra caralho sobre isso ontem à noite — disse Noah, irritado —. É que aquela bunda atraiu minha pica como um ímã atrai metal. Além disso, com certeza o Bauti vai ter novas ideias pra gente passar a mão nela de novo. Aliás, Bauti, por que você não pensa num plano pra comer ela. Não tô falando de conquistar, mas sim de dar um jeito dela não ter outra escolha a não ser aceitar ficar com a gente. Por experiência própria, te digo que nem toda mulher se entrega pros caras que ela gosta. Algumas precisam ser apressadas, encaradas de cara. Outras gostam de ser dominadas, maltratadas. Sua mãe deve ter um ponto fraco. Algo que faça ela baixar a calcinha. Que cara, pensei eu, já nem indignada, mas sim apavorada com o jeito misógino que aquele moleque tinha de enxergar o sexo. — Isso aí, Bauti, usa esses neurônios que você tem — incentivou o Luca. — Inventa algo pra cair em cima da dona Mariana. No dia que eu puder tocar naquela bunda gorda sem medo dela acordar, você vai ser meu herói. — Isso merecia uma multa pesada — disse meu filho, com um certo tom solene, como se tivessem acabado de contratá-lo pra um trampo muito complexo. — Mas se eu conseguir criar um plano bom, isso aí ia custar os olhos da cara. Acho que vocês não iam conseguir pagar. Lá estava ele de novo, me oferecendo por algumas notas. Definitivamente, eu tinha feito algo errado como mãe. — Não vamos nos adiantar. Você pensa em algo, e depois a gente acerta o preço. Vamos, que também não faz sentido você ter algo que não possa vender — disse o Noah. — Isso é verdade — concordou meu filho. — Mas não quero que reclamem quando eu disser o preço. — Bom, vou tomar um banho — disse o Luca, e depois de jogar os lençóis de lado, pelo que deduzi, completou: — Olha, eu também tô de pau duro. Só de falar dessa mulher já fico assim. — Calma, que até o Bauti deve estar de pau duro — disse o Noah, rindo. — Nada a ver! — exclamou o Bautista. Teve uma briga. Imaginei que o Noah estava puxando o cobertor dele. — Não! Ouvi as reclamações sem graça do meu filho. Me afastei, porque aquilo era o máximo que eu podia ouvir. Não dava pra aguentar mais. No corredor, ouvi as risadas deles. Não quis saber o que as causava. Desci as escadas, com o coração querendo pular do peito. Minhas pernas tremiam. Meu corpo inteiro tremia. Tava claro que eu precisava dar um jeito. um limite. Mas não podia jogar na cara deles o que aconteceu ontem à noite, porque se fizesse isso, deixaria claro que estava acordada enquanto abusavam de mim. O melhor era esperar o dia passar, que finalmente fossem embora da minha casa, e a partir daí tomar as medidas necessárias. Proibir o Bauti de se envolver com esses garotos seria a primeira. Talvez devesse trocá-lo de escola. Sim, era isso que eu faria. Mais tarde, mandaria meu filho para um psicólogo, para trabalhar esse jeito peculiar de ser. Entrei na cozinha. Me repreendi. Tudo isso estava acontecendo, em parte, por minha culpa. Por que eu tinha deixado eles entrarem no meu quarto? Foi meu próprio corpo que me respondeu. Quando o tremor que me pegou diminuiu, até quase desaparecer, senti um arrepio em toda a minha virilha. A buceta parecia estar pulsando. Senti também que meus peitos estavam mais apertados do que quando vesti o vestido. Estavam inchados, e meus bicos duros. Resumindo, eu estava com tesão. E era exatamente isso que tinha acontecido à noite. Me disse que não podia ser que eu estivesse com tesão por esses pivetes. Minha excitação intempestiva era por causa da crise que estava passando, sem dúvida. A crise dos quarenta. Estava atravessada por um monte de emoções que não sentia há mais de uma década e meia. Estava confusa. E, no entanto, não conseguia tirar da cabeça a imagem do jovem e alto Noah, semidespido, com as gotinhas de água escorrendo lentamente pelo abdômen definido dele. Suspirei fundo, ofuscada. O calor não ajudava minha mente a funcionar direito. Faria o café da manhã para eles e iria para a sala, debaixo do ar-condicionado. Afastei Noah e Luca da minha cabeça. Mas lembrei de algo que eles disseram. Que as mulheres gostavam de caras como eles. Arrogantes, maliciosos e manipuladores, acrescentei eu na minha mente. Era verdade só pela metade. Na hora de pensar num relacionamento sério, a maioria das mulheres prefere outro tipo de homem. Eu era um exemplo claro disso. No entanto, para dar uma transada, a escolha era muito mais simples e primitiva. Pelo menos era assim que eu era antes de conhecer o Miguel. Na minha adolescência promíscua, onde me enrolei com um monte de caras safados. Me recusei a seguir com esse pensamento. Comecei a fazer o café da manhã para eles. Não devia nem me dar ao trabalho. Se eram tão grandinhos assim pra ficar falando desse jeito tão humilhante de uma mulher, que preparassem o próprio café. Num acesso de maldade, decidi fazer leite com chocolate. Talvez assim eles entendessem que, pra mim, não passavam de uns moleques. Mais uma humilhaçãozinha, como a de antes. Peguei três xícaras de um aparador de madeira. Coloquei cacau nelas. Depois joguei um fiozinho de leite numa delas e comecei a mexer. — A senhora precisa de ajuda? — ouvi alguém dizer. Mas me pegou de surpresa. Soltei um grito de susto, o que fez com que largasse a xícara, que se estilhaçou no chão. — Desculpa! — disse Noah —. Sou só eu. Não se assuste. Ele se aproximou e pegou minhas mãos. Estavam tremendo. Os pelos do meu braço se arrepiaram, o que me envergonhou. Me soltei, depois me abaixei pra começar a juntar os cacos da xícara. Percebi a imagem que estava dando pro garoto. Eu curvada aos pés dele. Minha cabeça na altura dos joelhos dele. Não me surpreenderia se ele estivesse tendo os pensamentos mais safados. Levantei o olhar instintivamente e, de fato, me deparei com os olhos castanhos dele cravados em mim, muito atento àquele ato tão simples que eu fazia, mas que pra ele, provavelmente, era algo extremamente erótico. Então Noah se inclinou. Nossos rostos ficaram a uma distância muito inconveniente. Uma distância que por si só já era uma provocação. Será que os lábios dele eram tão carnudos assim? Não tinha notado antes. Por um instante, tive certeza de que ele ia me beijar. Ele olhava pra minha boca de um jeito que era difícil não desconfiar. Mas, em vez disso, ele levou a mão dele até a minha, que segurava um pedaço da xícara. — Deixa. Eu cuido disso. Limpar —disse ele. Além de se dar ao trabalho de preparar o café da manhã pra gente, só falta eu não ajudar com isso. Além disso, não quero que você se corte. Essa porcelana tá afiada." A mão dele estava sobre a minha. Percebi que, com o polegar, ele me acariciava devagar. Então soltei o pedaço de porcelana. Fiz isso sem querer, quase como uma reação de defesa. Mas o garoto ficou uns instantes com a mão ainda apoiada na minha, acariciando de um jeito muito sutil, mas que não deixava de ser evidente pra mim. "Ontem à noite você não foi tão sutil", pensei. "Ontem à noite você esfregou seu pau duro na minha bunda." Que tipo de moleque depravado fazia aquilo? Mas uma voz dentro de mim disse algo que amenizou minha indignação com o Noah. "E você deixou", dizia aquela voz. Levantei, me afastando daquela mão de dedos longos. Noah começou a limpar enquanto eu preparava o café. Eu estava de costas pra ele. Me perguntei se ele tava me lançando olhares furtivos pra minha bunda. Talvez até tentasse ver por baixo do vestido, embora ele não fosse tão curto a ponto de dar pra ver minha calcinha, a menos que ele chegasse muito perto. —Que gostoso. Faz tempo que não tomo chocolate —comentou. Ele tinha juntado os cacos que eu quebrei e deixado o chão limpo. —Que bom —falei, percebendo que a pequena humilhação que eu tinha planejado não surtiu efeito—. Você gosta de pastafrola? Fiz uma ontem. Assim que falei isso, me repreendi por ser tão complacente. A verdade é que sempre fui assim. Uma dona de casa de manual, sempre pronta pra servir meu marido, meu filho e qualquer convidado. Saía por inércia. —Claro, adoro —respondeu—. Você é um anjo. Não quer me adotar? Prometo que vou ser um filho muito melhor do que o Bauti—brincou depois. —Acho que você não consegue me ver como mãe —respondi, enchendo o último copo de porra. —Isso é verdade —disse ele. Não acrescentou mais nada, mas estava claro em que sentido ele tinha dito aquilo, e eu tinha sido a boba o suficiente pra dar abertura pra ele fazer aquilo. Pra ele, eu não era uma mãe. Era um objeto sexual, e eu sabia muito bem disso. O que eu ainda não sabia era se tanto ele quanto o Luca estavam cientes de que eu conhecia muito bem os desejos deles. Pra falar a verdade, não é que eles disfarçassem muito. Na verdade, naquele exato momento, eu sentia ele me despindo com o olhar. Virei bruscamente e, como imaginei, ele estava me devorando com os olhos. Não pareceu nem um pouco incomodado por ser pego no flagra. Mesmo assim, não falei nem fiz nada a respeito. Só fingi que não tinha percebido que ele estava olhando descaradamente pra minha bunda. — Vai avisar seus amigos pra descerem pra tomar café? — falei. Noah disse que claro que iria, e foi buscar os outros dois degenerados. Quando sentaram na sala de jantar, levei numa bandeja o chocolate quente. Depois voltei pra pegar a torta de goiabada, que eu tinha cortado em pedacinhos. Podia ter levado tudo de uma vez, mas senti vontade de me mostrar o máximo de vezes possível. Disse pra mim mesma que era pra ver o que eles faziam, e principalmente, pra ouvi-los, mas não conseguia esconder de mim mesma que sentia um certo tesão em saber que era observada com luxúria por aqueles adolescentes hormonais. Quando ia e voltava pra sala de jantar, rebolava mais do que o normal, e tinha certeza de que os olhos deles estavam grudados nas partes mais sensuais do meu corpo.peitoesMinha excitação não parava de me surpreender. E ficava cada vez mais incontrolável. Eu precisava fazer algo a respeito. Não sabia como ia conseguir, mas o Miguel ia ter que me satisfazer. Se fosse preciso comprar Viagra pra ele dar conta mesmo sem vontade, eu compraria. Senão… Me perguntei, consternada, o que aconteceria se meu marido não ajudasse a lidar com essa fase estranha da minha vida. Como já disse, infidelidade era algo que nem passava pela minha cabeça. Nunca tinha precisado pensar nisso. Quando sentia atração por outro homem que não fosse meu marido, era só uma coisa superficial, quase infantil. Tipo quando a gente se sente atraída por um ator de novela. Um sentimento inofensivo que nunca se refletia na realidade. Pensei comigo que, se um dia fosse trair, certamente não seria com uns adolescentes, muito menos com os amigos do meu filho. Mas essa promessa só reforçava o fato de que eu estava cogitando ser infiel. Era algo hipotético, algo que parecia muito distante, e no entanto estava ali. — Não se preocupa, a gente levanta a mesa e lava a louça, imagina — disse o Noah, quando terminaram de tomar café. A condescendência insistente dele me irritou. Decidi que não ia mais deixar ele tirar sarro da minha cara. Aquela história de falar obscenidades sobre mim pelas minhas costas e se fazer de bonzinho na minha frente era intolerável. — Bom, enquanto seus amigos fazem isso, vai no mercadinho, Bauti — falei pro meu filho. Peguei uma lista de compras que já tinha pronta e entreguei pra ele. — Agora? — ele perguntou, desconfiado — Posso fazer quando eles forem embora, de tarde. Ou melhor, espero eles e vou junto. Nos olhinhos azuis dele tinha uma inquietação que me divertiu. — Mas eu preciso do líquido de lavar agora. E de quebra compra o resto — falei, firme. — Vai, Bauti, ajuda sua mãe, não seja folgado — cortou o Noah — A gente te alcança depois. Era óbvio que lavar os copinhos e a bandeja do Pastafrola não podia levar mais de cinco minutos. O Bauti tava certo, bem que podia esperar e ir com eles. Mas eu quis dar uma dose do próprio veneno dele. Tanto que ele usou minhas fotos íntimas em troca de dinheiro, agora ia se sentir incomodado sabendo que eu ia ficar com os dois amigos dele sozinhos em casa. Queria ver se ele gostava que as coisas rolassem sem ele no meio manipulando a situação. Finalmente ele pegou o dinheiro e foi embora. Aí eu fui pra cozinha. Os caras já tavam terminando a tarefa deles. Tavam cochichando. Minha paranoia, e também meu ego, me fez pensar que tavam falando de mim. — Galera — falei. Me armei de coragem, coloquei as mãos na cintura. — Quero ser sincera com vocês. Não me enganam. Eles se olharam espantados, e depois me olharam. O Luca até ficou vermelho. Fiquei em silêncio uns segundos, me regozijando com o medo deles. Mas não conseguia falar que sabia o que tinham feito de noite. Não me sentia com coragem, e também não queria que pensassem que deixei eles me apalparem. — Mas a gente não tá querendo enganar a senhora — disse o Noah. — Como eu falei, vocês não me enganam. Não sei o que tão tramando. Mas não esqueço que, até uns meses atrás, maltratavam o Bauti — falei. Senti uma gota de suor escorrendo pelas minhas costas. — Uma vez ele até veio machucado, e tive que ir falar com o diretor da escola. E agora são melhores amigos dele? — completei, franzindo a testa. Percebi que minhas palavras não saíram tão firmes quanto eu queria, mas já era. Fiz o melhor que pude. — Mas a gente já conversou com o Bauti, e resolvemos as tretas — explicou o Luca. Eu já imaginava como tinham resolvido as tretas, mas não ia mencionar o negócio das minhas fotos. Pra eles, eu não sabia de nada daquilo. — Desculpa, mas não gosto que meu filho se envolva com vocês. Além disso, mesmo tendo a mesma idade, vocês são muito mais precoces. Não pensem que não sinto o cheiro de maconha nas roupas de vocês. Não tenho nenhum interesse em que peguem seus maus hábitos. —Mas, dona Casas —disse Noah, com uns olhinhos brilhantes que pareciam refletir uma enorme consternação—. Não é só que a gente não enche mais o saco do Bauti. A gente também defende ele. Olha. No começo, não entendi o que ele queria dizer. Ele tinha estendido a mão. Aí reparei nos nós dos dedos. Estavam machucados. Como se alguém tivesse marcado os dentes neles. —Vocês brigaram por causa do Bauti? —falei, franzindo a testa. —É, uns caras da outra turma estavam falando umas coisas sobre… —disse Luca. Noah interrompeu ele, dando um tapa no braço dele, e depois fez um sinal pra ele calar a boca. —O que estavam falando pro Bauti? —perguntei. De repente, percebi que os dois tinham chegado bem perto de mim. E eu tinha ficado encostada na parede. Me senti indefesa e encurralada, como se fosse um bichinho indefeso cercado pelos predadores. Tinha quase certeza de que estavam mentindo pra mim. Aqueles machucados podiam ser de qualquer briga. Eram uns moleques briguentos e a violência era algo comum na vida deles. —Estavam falando umas putarias da senhora —disse Noah, depois de fingir hesitar um pouco—. Como era que o Román falava? —perguntou pro Luca, mas depois respondeu ele mesmo—. Que a senhora tinha uma bunda tão grande e redonda que dava até pra comer em cima dela? —soltou, com um tom de indignação nas palavras, mas falando tudo bem clarinho.rabao—E ela tem cara de acompanhante de luxo —completou Luca, com tom inocente, e depois desviou o olhar de mim, que tinha pousado de novo nos meus peitos. —E acho que o Geri disse que se pegasse ela, faria cinco filhos tão idiotas quanto o Bauti —acrescentou Noah. —Ok, já entendi —falei, agora corando. —Também diziam que iam juntar grana pra oferecer em troca de sexo. E que iam dar dez gozadas. E que iam encher essa carinha de puta de porra —insistiu Noah. Dessa vez, ele esboçou um sorriso por um instante, pra depois apagar daquela cara arrogante que ele tinha.vadia—Bom, chega! —falei, escandalizada—. Não acredito que uns moleques da sua idade me vejam desse jeito. Vocês nem saberiam por onde começar pra lidar com uma mulher como eu —completei, e me arrependi na hora daquela última frase. Não precisava alimentar a imaginação deles pensando em como iam me possuir. Agora os garotos estavam literalmente em cima de mim. Se mexessem só alguns milímetros pra frente, iam encostar na minha cintura. Era óbvio que todas aquelas frases degradantes que outros alunos supostamente tinham dito era o que eles pensavam de mim. Pareciam sentir um tesão doentio em me falar tudo aquilo na cara. —Mas não são só eles, dona Mariana —disse Luca, agora sem nenhum pingo de vergonha—. Qualquer garoto da nossa idade sonha com uma mulher como a senhora. Era claro que a conversa tinha virado pra lugares inadequados. Mas eu ainda estava encurralada. Me sentia estranhamente intimidada e dominada. Noah não era tão forte, embora fosse alto. E Luca nem era alto. Mas os dois me flanqueavam de um jeito estranho, com uma proximidade totalmente inapropriada, e eu não sentia a determinação necessária pra sair dali. Acho que tava gostando daquele jogo. De eles se excitarem falando de mim, soltando vulgaridades, vendo o efeito que aquela objetificação tinha. —Não acredito —falei, me fazendo de sonsa. Não podia me dar ao luxo de dar brecha pra eles declararem que sentiam desejo por mim—. Mas obrigada. E obrigada também por defenderem o Bauti —completei, embora ainda achasse que a maior parte daquela história era inventada. Então eles finalmente se aproximaram mais. As virilhas deles se apertaram na minha cintura. Os dois estavam com uma meia-bomba, e estavam fazendo eu sentir na pele. A situação já era insustentável. Se eu ficasse ali só mais alguns segundos, ia dar a entender que eles podiam me comer ali mesmo. Então me afastei, dando uns passos pra frente, me espremendo entre eles. Mas aquele movimento fez com que eu me roçasse nas... Caralho com mais intensidade. Além disso, Noah aproveitou pra roçar minhas nádegas de leve. Algo quase imperceptível. Um roçar que podia ser culpa do movimento brusco que eu mesma tinha feito. Mas eu sabia muito bem que não era. — De qualquer forma, não gosto que tenham que apelar pra violência — falei. Apoiei minha bunda na bancada e cruzei os braços. Tava desconfortável, mas também excitada. — A gente também não. Só usamos como último recurso — garantiu Noah. Um silêncio tenso. Vi Luca engolir seco. Os dois me encaravam. Era óbvio que também tinham ficado excitados com a situação. Dava até pra ver a ereção do Noah. Por baixo da braguilha, tinha formado um volume em forma de cano, inclinado pra esquerda. Percebi que fiquei mais tempo do que devia olhando pra virilha dele. Desviei o olhar, me repreendendo pela mancada. — Então… a gente pode continuar sendo amigo do Bautista? — perguntou Luca. — Por enquanto sim — respondi. Me abanei com a mão, porque tava com muito calor—. Mas não tô totalmente convencida. Digamos que tão em teste. — E quando a gente faz a prova? — perguntou Noah, com um tom safado. — Vocês vão estar sendo testados o tempo todo — respondi. Bauti finalmente voltou. Ficaram um tempão na sala de estar, até dar hora de comer. E aí, finalmente foram embora. Me cumprimentaram com um beijo na bochecha, mas os dois chegaram perto demais do canto dos meus lábios. — Obrigado por nos receber, senhora Casas — disse Luca. — Espero ver a senhora de novo em breve — comentou Noah. — Com certeza — falei, sem prometer nada. — Mãe, cê tá bem? — perguntou Bauti, quando ficamos sozinhos—. Cê tá… meio alterada. Prestei atenção em como eu tava. Me sentia nervosa, mas não tremia. Notei meus peitos inchados de novo. Os bicos estavam duros, roçando no tecido do vestido. Será que eles tinham notado que eu não tava de sutiã? Agora percebia que era por isso que tinham ficado olhando pras minhas tetas. Caminhei até a mesa, pra Peguei a toalha de mesa pra levar pra lavar, e percebi como minha buceta roçava no elástico da calcinha. E tinha certeza de que tava encharcada. Será que meu filho tinha percebido isso? — Tô bem, por que você tá falando isso? — perguntei, na defensiva. — Deixa pra lá — ele disse —. Me escuta. Falaram alguma coisa enquanto eu fui comprar? — Não, nada — menti. Fiquei feliz com a ideia de que os amigos dele dissessem que sim, que tinham falado comigo. Que ele percebesse que eu tinha mentido, e que a gente tinha conversado pelas costas dele. Será que ele se sentiria traído? De repente me perguntei que porra ele tava pensando em fazer pra me entregar pros amigos dele. Talvez ele só estivesse se achando, pensei. Talvez ele só fosse tirar umas fotos minhas e mandar pra eles, e só tinha dito aquilo pra agradar os caras. Também me perguntei quando e como ele ia tirar essas fotos. — Gostei deles — falei, sem ter certeza se era uma boa ideia dizer aquilo —. Espero ver eles de novo em breve.milf

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