Continuo com o relato. Daquele último sábado de novembro de 2014 até o dia do meu aniversário, final de maio de 2015 (momento em que começou o relacionamento formal com a Lu), eu fiquei com outras minas. Em todos esses meses com a Lu, nunca transamos. Saíamos pra passear, comer, passávamos muito tempo juntos, ela vinha na minha casa, nos beijávamos, nos tocávamos, mas não comíamos ninguém. Toda vez que eu tentava avançar, notava um certo desconforto na Lu e recuava. Em outra situação e com qualquer outra garota, eu já teria parado de falar, mas com a Lu eu gostava de estar, gostava de conversar com ela, sair, gostava da companhia dela. Mas também queria meter e surgiram algumas oportunidades (embora tenham acontecido naturalmente, sem eu procurar muito) e eu aproveitei. Enquanto isso, continuava esperando conseguir algo com a Lu. No Natal de 2014, fiquei com a Abril, uma colega da escola. Todo mundo sempre nos zuava, dizendo que éramos namorados, mas nada a ver. Com a Abril, a gente se dava super bem, passávamos muito tempo juntos e nos conhecíamos perfeitamente. Pensamos várias vezes em oficializar, mas sentíamos que se virássemos namorados, aquela química ia acabar, e preferimos continuar assim. Naquele Natal, saímos e acabamos transando. Em janeiro de 2015, fui com minha família de férias para Águas Verdes. Tava na praia brincando com a bola e sinto alguém me chamando baixinho e com dúvida. Olho e era a Belén, uma colega da escola, que eu não via há um tempão. A gente se cumprimentou e começou a conversar. Ficamos um tempo falando e depois cada um voltou pra sua família. Ela também tava com a família dela. Mais tarde, fui pra água e, enquanto tava zuando nas ondas, sinto alguém me respingando por trás. Olho e era a Belén. Ficamos conversando e brincando nas ondas por um bom tempo. No dia seguinte, voltei pra praia e sentamos a alguns metros da família dela. Logo nos vimos, nos cumprimentamos e passamos a tarde com as duas famílias juntas. À noite, combinamos de Sair pra tomar umas. A Belen tava dirigindo, então passou pra me pegar e fomos pra San Bernardo, a uns quilômetros de Aguas Verdes, onde a gente tava hospedado. Fomos num bar beber algo e pintou de ir pra uma balada. Entramos, continuamos bebendo e dançando (eu tava no embalo por causa dos drinks, mas odeio dançar) e num momento a gente se beijou. Lá pras 4 da manhã saímos e fomos pra um motel transar. Em fevereiro, no aniversário da minha irmã, fiquei com a Camí, uma amiga de teatro dela. A gente tava todo mundo de boa conversando e bebendo, e minha irmã falou "cuidado com meu irmão, hein" num tom de brincadeira. Aí começamos a conversar e acabamos comendo. Segundo minha irmã, a Camí já tava afim de mim, por isso ela falou aquilo. Em março, no aniversário da minha prima, também fiquei com a Dai, uma amiga dela, que a gente trocava ideia no Facebook e naquela noite pintou. No dia seguinte, meu avô foi internado e dez dias depois morreu, e aí o vínculo com a Lu ficou mais forte. Começamos a sair mais vezes, ela começou a vir na minha casa, mas a gente nunca chegava a transar. Na Semana Santa, a gente se juntou com a galera do boxe e fiquei com a Eve, a filha do Animal. O Animal era um amigo do boxe (36 anos na época) e a filha (18 anos na época). O Animal era foda, mas era um animal mesmo, brigando arrancava sua cabeça. Mas ele me tratava como filho e sempre me deixava à vontade com a filha, e a filha mais ainda comigo. Senão, nunca teria rolado nada. E essa foi a última vez que fiquei com alguém que não fosse a Lu. Inclusive, me senti muito culpado por ter ficado com a Eve, porque a Lu tinha me apoiado depois da morte do meu avô. Embora a relação não fosse oficial, a gente passava muito tempo junto, ela vinha em casa, saía comigo e me aguentou pra caralho, e eu não me sentia bem. Acabei contando pra Lu com o tempo sobre essas coisas que tinham rolado. Ela não ficou brava porque disse que a gente ainda não era nada e tava se conhecendo, e que tudo bem eu sair com outras minas porque ainda não éramos nada sério.
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