No capítulo anterior, depois de um ataque de nervos, bati no peito do "Barto" e desmaiei nos braços dele...
- Por favor. Levanta ela e leva pro meu carro, e preciso que você vá urgente na escola das filhas dela - disse Gastón.
- Sim, senhor - respondeu Bruno.
Não sei se foi dos nervos que minha pressão caiu, mas me sentia no ar e não lembro bem do momento em que Bruno me levou pro carro do Gastón, se foi me carregando ou se eu caminhei.
Ao ir recuperando a noção e ver que estava em frente à escola das minhas filhas, tentei me levantar de repente e não sentia meu corpo.
- Se acalma, Ana... Se conseguir, coloca neste papel nome e sobrenome das suas filhas e assina uma autorização para que só hoje o Bruno busque elas!
Aceitei e minha mão tremia, mas consegui escrever.
Bruno voltou com Fran e Guille segurando nas mãos dele. Ao me ver, elas se jogaram em mim e eu fui recuperando minha noção e minha força, e disse:
- Minhas meninas... minhas pequenas...
- O que aconteceu com você, mamãe? Quem foi aquele senhor grande que nos buscou?
- Calma, Fran... a mamãe agora está muito bem... só estava tonta e ele é um amigo nosso; meu e do seu pai.
- Ahhh, mamãe - me abraçou - obrigada, senhor... minha mamãe agora está melhor?
- Sim, sim, linda, sua mamãe está muito bem.
- Ahhhh...
- E aí, linda? Sou Bartolomé, mas me chamam de Bart, sou amigo dos seus pais.
- Ah, sim... você eu vi na sorveteria e minha mãe bateu em você... achei que seu nome era outro.
- Ahhh, talvez sua mãe me chamou pelo meu sobrenome.
- Você foi colega de escola dela?
- Emmm... acho que sim... - Gastón me fez sinal com os olhos e olhou pra mim.
- Tá bom, Fran... já chega, amor. E como foi?
- Bem, mãe... mandaram uma nota para pesquisar sobre borboletas.
- Onde levo essas belezas e você?
- Mamãe... você disse que a gente ia no lugar que tem muitos brinquedos e comer por lá.
- Sim, sim, amor, você poderia nos levar pra calçadão, por favor?
- Bruno, nos leva pra calçadão, por favor!
- Você vem com a gente?
- Sim, sim... vou acompanhar vocês, até sua mamãe ficar melhor. -E se você quiser ficar com ela, porque ela sente muita falta do meu pai e está sozinha... -Já está, Fran... já está... -Vamos fazer o seguinte: vocês deixam as mochilas aqui e eu peço pro Bruno buscar as coisas da sua mãe do trabalho, e enquanto isso vocês escolhem algo bem gostoso, mas me esperam, tá? -Sim, sim - disse Fran sorrindo. -Mamãe, me pega no colo - Guille me pediu. Eu a levantei e ainda não estava bem das pernas, estava difícil ficar em pé com ela no colo. Gaston, me vendo com Guille no colo, disse: -Vamos, Ana, me dá ela. Você senta e eu cuido delas e de você! -Vamos... O que vocês gostariam de comer? - E pegou Guille no colo enquanto lia os combos e o cardápio que tinha. -A Guille só come nuggets e com água. Eu quero batata com ketchup e um suco de laranja, e a mamãe... um hambúrguer com tudo e um refri de limão -Ah, muito bem... conhece o gosto de todos, Francesca! Você é muito esperta! -Mmmmm... quiero isso - disse Guille apontando para um bonequinho que tinha -Gostou disso? Eu te compro, quer um também, Francesca? -Mmmmm... siiim, mas shhhhh... - falando baixinho - não conta que eu te pedi pra minha mãe! -Perfeito, é nosso segredo! -Obrigada, Barti! Foi se sentar junto comigo e Gaston me trouxe a Guille, e ela ficou no meu colo, agarrada na minha camisa e mexendo no meu peito -Mamãe, fica um pouco - enquanto se acomodava nas minhas pernas e sua cabeça descia na altura do meu peito, procurei na minha bolsa um lenço que usava para ocasiões assim com Guille e a cobri, e ela se agarrou no meu peito direito enquanto eu me ajeitava. E depois de um tempo apareceu Gaston com as bandejas cheias de comida e coisas. -Mas que... O que elas te pediram? -Não, não... Ana, não foi nada. Dessa vez eu convido vocês, em outra hora, quero que me deem um pirulito pelo menos, hein... -Pirulito de que sabor você gosta? - Perguntou Fran enquanto comia -E eu gosto daquele que chamam de pop, sabor... qualquer um... espera, tá faltando alguém? Não falta a mais pequenininha, uiii sumiu uma menina... onde será que ela está?? Onde será que ela está?? Fran ria às gargalhadas. - Quem você tá procurando, Barti? - ele perguntou.
- A sua irmãzinha... talvez tenham roubado ela, talvez um macaco que escapou do zoológico levou... e sua mãe vai me dar uma bronca...
Guille levantou o cachecol, deixando meu peito à mostra, e eu tampei imediatamente com o sutiã.
- Tô aqui, Bati!!!
E Guille também começou a rir.
- Aaai, que susto... pensei que você tinha sumido... mas por que se escondeu? Quer me assustar???
- Eu tava tomando um pouco de... - e apontei pro meu peito.
- Tomando o quê?? O cabelo da sua mãe??
- Nããão... - e as duas riam.
- Emmmmm... ah, sim... Tava tomando o nariz dela - disse Gastón.
- Nãããão - e as duas continuavam explodindo de rir.
- Eu tomo um pouco de teta! - disse Guille.
- Como assim toma uma bolachinha!!! Mas pra que eu comprei toda essa comida se a menininha tá comendo bolachinha!!!
Eu ria junto com minhas filhas. Fran se aproximou e sussurrou no ouvido de Gastón:
- A Guille ainda mama, mas se esconde pra ninguém ver...
- Ahhhhhh... tá bom, mas que de mim ela não se esconda, porque eu vou me assustar se ela sumir de novo. Que mame assim destapada. Porque eu me assusto!
Começamos a comer, eu tinha a Guille ao meu lado e Fran estava do lado de Gastón, ficando um de frente pro outro.
- Se sente melhor, linda? - ele me perguntou.
- Sim, me sinto melhor, mas não tô com tanta fome... prefiro tomar o refri.
- Quer que eu compre outro?
- Não, tá bom assim. Obrigada.
- Mami, já terminei. Podemos ir com a Guille nos brinquedos?
- Mas só nos próximos, onde eu possa ver vocês, não se afastem.
Elas deixaram as bonecas na mesa e uma caiu. O homem que estava na mesa ao lado disse pra Gastón:
- Desculpe, mas sua filha deixou cair a bonequinha!
- Ah, obrigado... - ele se abaixou pra pegar - minha menina é muito distraída. Obrigado de novo.
E ao se virar, eu olhei pra ele com cara de surpresa.
- Sua menina?
- E o que você quer que eu diga, se ele falou que MINHA filha deixou cair a boneca? Vou contar nossa história, que estou loucamente apaixonado por uma mulher que foi minha namorada, mas que agora... Ela é casada com outro?? - Ai, meu Deus, Gastón, não vamos começar de novo... Já estou me sentindo melhor. Você já pode ir embora! - Não, não vou embora, vou levar vocês até o mecânico ou até sua casa! Mas sozinhas não vou deixar!! - Tá bom... e meu celular toca e eu atendo: - Alô? - Alô, falo com a mulher mais linda do mundo? - Oi, amor!! - Como você está, meu amor? Onde vocês estão que tem tanto barulho? - Bem, bem, trouxe as meninas para a calçada para comer e brincar nos jogos. Depois ia comprar algo para elas... e você? - Ah, muito bem, muito bem. Eu muito bem, terminando umas coisas e já com muita vontade de estar aí com vocês... mas com certeza quando menos esperar, estarei aí com vocês - A que horas é o voo de volta? - Acho que em umas 3 horas temos o voo, comprei umas coisas lindas para vocês 3 e algo bonito para nossa casa - Ai, meu amor... que lindo!! Já estou ansiosa para te ver... - E eu você, esta noite estaremos juntos em nossa cama e vou te comer tanto, meu amor... para você saber o quanto senti sua falta! - Poxa, coração... não fala essas coisas... me deixa toda corada... - Mmmmmmmmmm minha mulherzinha toda ruivinha... já estou com vontade de enfiar meu pau bem devagarinho na sua bucetinha preciosa que você tem... - Não... não seja assim... - e cruzei as pernas - tem muita gente e não consigo disfarçar meu tesão... - Uffffff meu amor... você não sabe como meu pau está, bem duro com vontade de enfiar ele assim... todinho dentro de você... - Mais tarde a gente conversa... e vemos - O que você quer ver? Mmmmmmm já quer ver meu pau, minha linda?? - Mais tarde a gente fala disso... tenho que desligar e vou buscar as meninas que estão brincando... - Pensei que estivessem aí com você, não é perigoso estarem sozinhas? - É que não estou sozinha, o Bart veio com a gente, me acompanhou e comemos nós com ele - Ah, olha que legal! Pode dizer para ele que o Marcelo estava ligando? - Sim, sim, já falo para ele! Te amo muito, sabe? - E eu te amo, minha rainha! Tchau - Tchau, amor Quando desliguei, Gastón me olhava com um sorriso meio de... falsidade e eu digo: - O Marcelo disse que estava te ligando - Você chama o Marcelo de "love"? - Eu estava falando com meu marido e ele me pediu pra te avisar que o Marcelo estava te ligando... - Ah, sim... com certeza... mas ele já sabe que se eu não atendo é porque estou ocupado ou não tô a fim de atender. - Bom, mas responde pra ele ficar tranquilo - Só vou fazer por você... Então o Gastón se levantou pra ligar pro Marcelo e nisso a Francesca voltou correndo - Mami... vem ver! - E sua irmã, onde tá? - Tá ali olhando uma máquina com uns bonecos muito grandes - Um pai pegou um boneco e deu pro filho dele... vamos, quero tentar pra ver se a gente consegue um, mãe... - Tá bom, mas só uma tentativa... Fui até onde a Guille estava e ela apontou pra um urso, coloquei uma ficha e com um pouco de ansiedade, calma e olhando fixamente como a garra se movia, fui me aproximando do alvo e apertei o botão e consegui pegar o urso - Ai, mami... você conseguiu - Aiii sim... que alegria... - Olha, Barti... olha o que minha mãe pegou! - justamente quando o Gastón vinha até nós - Uauuuu... olha que legal. Não sabia que você mandava bem nesses jogos - Fazia muito tempo que eu não pegava nenhum. Acho que a última vez foi aquele boneco tipo dinossauro daquela feira - Ah, sim, sim... lembro e você deu de presente pra sua sobrinha! E você tinha a mesma cara de felicidade que agora! Eu fiquei corada - É que... fazia muito tempo que eu não via essas maquininhas, eu gosto mas pra jogar umas duas vezes, se já perco seguido, prefiro parar... - E quer tentar de novo? - Não... não vale a pena... - Sim, sim, mami... assim você pega um urso pra mim - Só mais uma tentativa, se eu errar a gente vai embora - Se não ganhar outro urso, eu dou um que ela escolher naquela loja de brinquedos... - Não, não, Gastón... que ela entenda que às vezes dá certo e às vezes não... - Tá bom... De novo coloquei outra ficha e fomos procurando outro urso que estivesse fácil de pegar e de novo fui movendo a garra com calma e fiquei olhando onde ia agarrar e apertei o botão e quase conseguimos, só que na Levantar a determinada que caiu - Mais uma tentativa - disse Gaston ao ver a expressão de tristeza no rosto de Francesca. E novamente colocou outra ficha e olhei novamente para o urso que tinha caído para ver se íamos tentar de novo por ele, e era o que parecia mais fácil de pegar. Me aproximei do alvo, apertei o botão de novo e finalmente conseguimos pegar o urso. - Ai, minha mãe conseguiu... minha mãe conseguiu!!! - Que bom!! Na verdade, estou surpreso que com 3 fichas você pegou 2 bichinhos, é uma conquista e tanto. - Obrigada "Bart"... bom... vamos? Quero ir aqui perto para vocês experimentarem uma coisa linda que vi para vocês. Gaston levava os bichinhos da praça de alimentação e minha bolsa. Enquanto Guille vinha no meu colo com o urso que ele tinha pegado e Fran ia na nossa frente pulando com seu urso novo. Ao nos aproximarmos da esquina, ele pega a mão de Francesca e com a outra mão me segura pelo ombro, senti um arrepio que há tempo não sentia. Parecíamos uma família, mas com um homem que não era nada meu atualmente, mas foi uma sensação estranha e muito incômoda. Ao subir na calçada, faço um movimento com os ombros para me soltar de Gastón. - O quê? O que foi? - Por favor... você não é meu marido para me segurar assim... me deixa desconfortável! - Mas quero te ajudar a atravessar, você está com sua filha pequena no colo e quero te ajudar, só isso... não leve a mal. Além disso, se fosse seu marido, te seguraria pela cintura ou colocaria uma mão na sua... - Já chega... vamos deixar pra lá! - Tudo bem... Caminhamos um pouco, paramos em várias lojas e comprei algumas coisas para elas e passamos por uma loja de lingerie e olhei os pijamas e Fran me diz: - Ué, mãe... essa roupa parece que está rasgada. E eu olhei para o que ela se referia e era um conjunto de lingerie erótica e fiquei corada de novo. - Sim, sim, parece mesmo, amor... - Uffff... já consigo te imaginar com algo assim... - me disse Gaston no ouvido. - Shhhh... as meninas estão aqui... - Uuuuuffff... vou te imaginar usando isso toda vez que passar por aqui. - Pode parar com isso?? Parece um menino!!! - E sou um. Chiquilín muito tarado que adora ver essas coisas, você não imagina as revistas pornô que eu ainda guardo - Ai, que infantil você é... quer que eu te compre uma guloseima na barraca ali, nenê??? - Pelo amor de Deus, não... E a Fran virou e disse: - Ali tem uma barraca, Barti. Vamos te comprar um pirulito? - Não, não... já vamos pra casa. Chega de pedir coisas... - Mas mãe... eu só quero um pirulito! Um pra mim e pro Barti, ele me pediu que queria um e eu agora não trouxe dinheiro pra dar pra ele... Gastón se abaixou na altura dela e disse - Não, não, pequena... não tem problema... em outro momento eu te convido pra sair e você me compra um pirulito. Tá bom? - Ai, meu Deus... tá bom. Vamos na barraca e só um pirulito. Nada mais! Saímos de lá e os 3 estavam com um sorriso enorme no rosto. E a Fran disse - Obrigada por tudo, Barti, você é muito legal com a gente! - Obrigada, Bati - disse a Guille já esfregando os olhos - Agora sim... vamos pra casa. Você poderia nos levar até lá? - Sim, sim... já chamo o Bruno e ele nos leva - Ele não pode nos levar sozinho? - Não... porque de lá perto eu tenho que buscar uns papéis de uma casa que estou vendo! Enquanto ligava no celular - Você está fazendo de propósito? - Não, não... espera... Ele falou com o Bruno e em 10 minutos ele chegou e nos levou, eu e as meninas junto com as mochilas, minha bolsa, algumas pastas, os uniformes, as sacolas com roupa e os brinquedos delas. Ao descer em casa a Guille já estava dormindo nos meus braços e desci com cuidado. Ao me ver assim, Gaston pegou a Guille e a acomodou no pecho, dando tapinhas suaves para que ela não acordasse. Abri a porta e a Fran entrou correndo levando só os brinquedos dela - Com licença, Ana... onde levo essa pequena? - Ali eu pego ela... - Não seja teimosa, Ana... onde fica o quarto dela ou ela dorme com você? - E talvez sim... que seja melhor deitá-la na minha cama... esta tarde é a primeira vez que vou deitar na minha cama de casal sozinha - É um convite? - Nããão... é um comentário - E onde a levo então? - Leva ela para O quarto dela... é aquele com borboletas na porta.
- Ok...
Ele foi andando devagar e a deixou no quarto. Enquanto eu organizava o que havíamos trazido, ele volta emocionado:
- O que aconteceu, Gastón?
- Uma bobagem... mas derreteu meu coração.
- O quê? Não entendi...
- Sua filha me chamou de papai!
- Deve ter sido impressão sua! Não acho que a Guillermina tenha te confundido com o pai dela.
- E por que não? Ambos somos altos, cuidamos dela e acho que faço o mesmo que ele: pegar no colo e dar palmadinhas nas costas, assim como você faz para acalmá-la...
- Não, não... o pai dela não faz isso, mas mesmo assim não vem ao caso... Bom, obrigada de novo por me ajudar, embora devesse te dar um tapa pelo que fez no escritório!
- Já chega, Ana... vamos deixar pra lá. Já passou... Precisa de mais alguma coisa?
- Não, não... está bom. Obrigada. Já pode ir...
- Poderíamos tomar um café e conversar.
- Fica pra outra hora... ainda me sinto meio mal com o que aconteceu, prefiro deitar e dormir...
- Mas e sua filha, Fran?
- Ela fica no quarto dela e tem bastante coisa pra se distrair, brincar, às vezes pinta e outras vezes deita e dorme...
- Eu fico pra fazer companhia, não tenho problema...
- Não, não... prefiro que você vá.
- Tem certeza?
- Sim...
- Muita certeza de que quer que eu vá e não fique aqui pra cuidar de vocês??
- Sim, certeza de que você fique e não vá... hmmm... eu não... digo... quero que você vá, Gastón...
- Vem, chega perto de mim... vejo que precisa de um abraço.
- Não... não, Gastón...
E ele se aproximou de mim, me puxou contra o peito dele, com uma mão acariciando lentamente meu cabelo e a outra apertando minhas costas e fazendo carinho. Eu correspondi ao abraço, soltando um suspiro.
- Parece que você precisava disso, linda! Eu também precisava te sentir... meu Deus, seu coração parece muito acelerado, está se sentindo bem?
- Sim... só que estou muito nerviosa perto de você.
Ele me envolveu com os braços na cintura, e eu apoiei meus braços no peito dele.
- Mas... já chega... me solta.
- Tem certeza de que quer que eu solte?
E eu balancei a cabeça afirmando. com a cabeça. Ele me olhava cada vez mais fixamente e piscava lentamente.
— Sabe uma coisa, Ana?
— O que, Gastón?
— Não só estou loucamente apaixonado por você, mas suas filhas estão roubando meu coração e sabe o que eu adoraria fazer, agora, neste momento...
— Não... não sei... o que você quer fazer?
— Mas se eu disser, com certeza você vai me bater...
— E se for necessário — nós rimos — então... vai me dizer o que é?
— É... é que estou morrendo de vontade de te dar um beijo.
— Ai, Gastón... não... não... — fui me soltando e tirei as mãos dele da minha cintura.
— Mas Ana... minha linda Ana... você sabe o quanto eu gosto de você... o grande amor que sinto por você e não posso ficar reprimindo meu desejo porque já somos adultos e não aguento ter você tão perto e não poder te beijar, te tocar e te sentir.
— Mas... eu sou casada... e estou com meu marido.
— Seu marido não está aqui, eu poderia roubar um beijo, só um beijo dessa boca que me deixa louco... — de novo ele se aproximou e me encurralou contra a parede da cozinha.
— Mas Gastón... não... não está certo... Gastón... — eu fui me afastando, mas fiquei presa entre a bancada em L e o corpo dele.
— Ai, Ana... — ele fechou os olhos e estava abrindo a boca quando ouvimos o barulho de chaves na porta de entrada.
Continua...
- Por favor. Levanta ela e leva pro meu carro, e preciso que você vá urgente na escola das filhas dela - disse Gastón.
- Sim, senhor - respondeu Bruno.
Não sei se foi dos nervos que minha pressão caiu, mas me sentia no ar e não lembro bem do momento em que Bruno me levou pro carro do Gastón, se foi me carregando ou se eu caminhei.
Ao ir recuperando a noção e ver que estava em frente à escola das minhas filhas, tentei me levantar de repente e não sentia meu corpo.
- Se acalma, Ana... Se conseguir, coloca neste papel nome e sobrenome das suas filhas e assina uma autorização para que só hoje o Bruno busque elas!
Aceitei e minha mão tremia, mas consegui escrever.
Bruno voltou com Fran e Guille segurando nas mãos dele. Ao me ver, elas se jogaram em mim e eu fui recuperando minha noção e minha força, e disse:
- Minhas meninas... minhas pequenas...
- O que aconteceu com você, mamãe? Quem foi aquele senhor grande que nos buscou?
- Calma, Fran... a mamãe agora está muito bem... só estava tonta e ele é um amigo nosso; meu e do seu pai.
- Ahhh, mamãe - me abraçou - obrigada, senhor... minha mamãe agora está melhor?
- Sim, sim, linda, sua mamãe está muito bem.
- Ahhhh...
- E aí, linda? Sou Bartolomé, mas me chamam de Bart, sou amigo dos seus pais.
- Ah, sim... você eu vi na sorveteria e minha mãe bateu em você... achei que seu nome era outro.
- Ahhh, talvez sua mãe me chamou pelo meu sobrenome.
- Você foi colega de escola dela?
- Emmm... acho que sim... - Gastón me fez sinal com os olhos e olhou pra mim.
- Tá bom, Fran... já chega, amor. E como foi?
- Bem, mãe... mandaram uma nota para pesquisar sobre borboletas.
- Onde levo essas belezas e você?
- Mamãe... você disse que a gente ia no lugar que tem muitos brinquedos e comer por lá.
- Sim, sim, amor, você poderia nos levar pra calçadão, por favor?
- Bruno, nos leva pra calçadão, por favor!
- Você vem com a gente?
- Sim, sim... vou acompanhar vocês, até sua mamãe ficar melhor. -E se você quiser ficar com ela, porque ela sente muita falta do meu pai e está sozinha... -Já está, Fran... já está... -Vamos fazer o seguinte: vocês deixam as mochilas aqui e eu peço pro Bruno buscar as coisas da sua mãe do trabalho, e enquanto isso vocês escolhem algo bem gostoso, mas me esperam, tá? -Sim, sim - disse Fran sorrindo. -Mamãe, me pega no colo - Guille me pediu. Eu a levantei e ainda não estava bem das pernas, estava difícil ficar em pé com ela no colo. Gaston, me vendo com Guille no colo, disse: -Vamos, Ana, me dá ela. Você senta e eu cuido delas e de você! -Vamos... O que vocês gostariam de comer? - E pegou Guille no colo enquanto lia os combos e o cardápio que tinha. -A Guille só come nuggets e com água. Eu quero batata com ketchup e um suco de laranja, e a mamãe... um hambúrguer com tudo e um refri de limão -Ah, muito bem... conhece o gosto de todos, Francesca! Você é muito esperta! -Mmmmm... quiero isso - disse Guille apontando para um bonequinho que tinha -Gostou disso? Eu te compro, quer um também, Francesca? -Mmmmm... siiim, mas shhhhh... - falando baixinho - não conta que eu te pedi pra minha mãe! -Perfeito, é nosso segredo! -Obrigada, Barti! Foi se sentar junto comigo e Gaston me trouxe a Guille, e ela ficou no meu colo, agarrada na minha camisa e mexendo no meu peito -Mamãe, fica um pouco - enquanto se acomodava nas minhas pernas e sua cabeça descia na altura do meu peito, procurei na minha bolsa um lenço que usava para ocasiões assim com Guille e a cobri, e ela se agarrou no meu peito direito enquanto eu me ajeitava. E depois de um tempo apareceu Gaston com as bandejas cheias de comida e coisas. -Mas que... O que elas te pediram? -Não, não... Ana, não foi nada. Dessa vez eu convido vocês, em outra hora, quero que me deem um pirulito pelo menos, hein... -Pirulito de que sabor você gosta? - Perguntou Fran enquanto comia -E eu gosto daquele que chamam de pop, sabor... qualquer um... espera, tá faltando alguém? Não falta a mais pequenininha, uiii sumiu uma menina... onde será que ela está?? Onde será que ela está?? Fran ria às gargalhadas. - Quem você tá procurando, Barti? - ele perguntou.
- A sua irmãzinha... talvez tenham roubado ela, talvez um macaco que escapou do zoológico levou... e sua mãe vai me dar uma bronca...
Guille levantou o cachecol, deixando meu peito à mostra, e eu tampei imediatamente com o sutiã.
- Tô aqui, Bati!!!
E Guille também começou a rir.
- Aaai, que susto... pensei que você tinha sumido... mas por que se escondeu? Quer me assustar???
- Eu tava tomando um pouco de... - e apontei pro meu peito.
- Tomando o quê?? O cabelo da sua mãe??
- Nããão... - e as duas riam.
- Emmmmm... ah, sim... Tava tomando o nariz dela - disse Gastón.
- Nãããão - e as duas continuavam explodindo de rir.
- Eu tomo um pouco de teta! - disse Guille.
- Como assim toma uma bolachinha!!! Mas pra que eu comprei toda essa comida se a menininha tá comendo bolachinha!!!
Eu ria junto com minhas filhas. Fran se aproximou e sussurrou no ouvido de Gastón:
- A Guille ainda mama, mas se esconde pra ninguém ver...
- Ahhhhhh... tá bom, mas que de mim ela não se esconda, porque eu vou me assustar se ela sumir de novo. Que mame assim destapada. Porque eu me assusto!
Começamos a comer, eu tinha a Guille ao meu lado e Fran estava do lado de Gastón, ficando um de frente pro outro.
- Se sente melhor, linda? - ele me perguntou.
- Sim, me sinto melhor, mas não tô com tanta fome... prefiro tomar o refri.
- Quer que eu compre outro?
- Não, tá bom assim. Obrigada.
- Mami, já terminei. Podemos ir com a Guille nos brinquedos?
- Mas só nos próximos, onde eu possa ver vocês, não se afastem.
Elas deixaram as bonecas na mesa e uma caiu. O homem que estava na mesa ao lado disse pra Gastón:
- Desculpe, mas sua filha deixou cair a bonequinha!
- Ah, obrigado... - ele se abaixou pra pegar - minha menina é muito distraída. Obrigado de novo.
E ao se virar, eu olhei pra ele com cara de surpresa.
- Sua menina?
- E o que você quer que eu diga, se ele falou que MINHA filha deixou cair a boneca? Vou contar nossa história, que estou loucamente apaixonado por uma mulher que foi minha namorada, mas que agora... Ela é casada com outro?? - Ai, meu Deus, Gastón, não vamos começar de novo... Já estou me sentindo melhor. Você já pode ir embora! - Não, não vou embora, vou levar vocês até o mecânico ou até sua casa! Mas sozinhas não vou deixar!! - Tá bom... e meu celular toca e eu atendo: - Alô? - Alô, falo com a mulher mais linda do mundo? - Oi, amor!! - Como você está, meu amor? Onde vocês estão que tem tanto barulho? - Bem, bem, trouxe as meninas para a calçada para comer e brincar nos jogos. Depois ia comprar algo para elas... e você? - Ah, muito bem, muito bem. Eu muito bem, terminando umas coisas e já com muita vontade de estar aí com vocês... mas com certeza quando menos esperar, estarei aí com vocês - A que horas é o voo de volta? - Acho que em umas 3 horas temos o voo, comprei umas coisas lindas para vocês 3 e algo bonito para nossa casa - Ai, meu amor... que lindo!! Já estou ansiosa para te ver... - E eu você, esta noite estaremos juntos em nossa cama e vou te comer tanto, meu amor... para você saber o quanto senti sua falta! - Poxa, coração... não fala essas coisas... me deixa toda corada... - Mmmmmmmmmm minha mulherzinha toda ruivinha... já estou com vontade de enfiar meu pau bem devagarinho na sua bucetinha preciosa que você tem... - Não... não seja assim... - e cruzei as pernas - tem muita gente e não consigo disfarçar meu tesão... - Uffffff meu amor... você não sabe como meu pau está, bem duro com vontade de enfiar ele assim... todinho dentro de você... - Mais tarde a gente conversa... e vemos - O que você quer ver? Mmmmmmm já quer ver meu pau, minha linda?? - Mais tarde a gente fala disso... tenho que desligar e vou buscar as meninas que estão brincando... - Pensei que estivessem aí com você, não é perigoso estarem sozinhas? - É que não estou sozinha, o Bart veio com a gente, me acompanhou e comemos nós com ele - Ah, olha que legal! Pode dizer para ele que o Marcelo estava ligando? - Sim, sim, já falo para ele! Te amo muito, sabe? - E eu te amo, minha rainha! Tchau - Tchau, amor Quando desliguei, Gastón me olhava com um sorriso meio de... falsidade e eu digo: - O Marcelo disse que estava te ligando - Você chama o Marcelo de "love"? - Eu estava falando com meu marido e ele me pediu pra te avisar que o Marcelo estava te ligando... - Ah, sim... com certeza... mas ele já sabe que se eu não atendo é porque estou ocupado ou não tô a fim de atender. - Bom, mas responde pra ele ficar tranquilo - Só vou fazer por você... Então o Gastón se levantou pra ligar pro Marcelo e nisso a Francesca voltou correndo - Mami... vem ver! - E sua irmã, onde tá? - Tá ali olhando uma máquina com uns bonecos muito grandes - Um pai pegou um boneco e deu pro filho dele... vamos, quero tentar pra ver se a gente consegue um, mãe... - Tá bom, mas só uma tentativa... Fui até onde a Guille estava e ela apontou pra um urso, coloquei uma ficha e com um pouco de ansiedade, calma e olhando fixamente como a garra se movia, fui me aproximando do alvo e apertei o botão e consegui pegar o urso - Ai, mami... você conseguiu - Aiii sim... que alegria... - Olha, Barti... olha o que minha mãe pegou! - justamente quando o Gastón vinha até nós - Uauuuu... olha que legal. Não sabia que você mandava bem nesses jogos - Fazia muito tempo que eu não pegava nenhum. Acho que a última vez foi aquele boneco tipo dinossauro daquela feira - Ah, sim, sim... lembro e você deu de presente pra sua sobrinha! E você tinha a mesma cara de felicidade que agora! Eu fiquei corada - É que... fazia muito tempo que eu não via essas maquininhas, eu gosto mas pra jogar umas duas vezes, se já perco seguido, prefiro parar... - E quer tentar de novo? - Não... não vale a pena... - Sim, sim, mami... assim você pega um urso pra mim - Só mais uma tentativa, se eu errar a gente vai embora - Se não ganhar outro urso, eu dou um que ela escolher naquela loja de brinquedos... - Não, não, Gastón... que ela entenda que às vezes dá certo e às vezes não... - Tá bom... De novo coloquei outra ficha e fomos procurando outro urso que estivesse fácil de pegar e de novo fui movendo a garra com calma e fiquei olhando onde ia agarrar e apertei o botão e quase conseguimos, só que na Levantar a determinada que caiu - Mais uma tentativa - disse Gaston ao ver a expressão de tristeza no rosto de Francesca. E novamente colocou outra ficha e olhei novamente para o urso que tinha caído para ver se íamos tentar de novo por ele, e era o que parecia mais fácil de pegar. Me aproximei do alvo, apertei o botão de novo e finalmente conseguimos pegar o urso. - Ai, minha mãe conseguiu... minha mãe conseguiu!!! - Que bom!! Na verdade, estou surpreso que com 3 fichas você pegou 2 bichinhos, é uma conquista e tanto. - Obrigada "Bart"... bom... vamos? Quero ir aqui perto para vocês experimentarem uma coisa linda que vi para vocês. Gaston levava os bichinhos da praça de alimentação e minha bolsa. Enquanto Guille vinha no meu colo com o urso que ele tinha pegado e Fran ia na nossa frente pulando com seu urso novo. Ao nos aproximarmos da esquina, ele pega a mão de Francesca e com a outra mão me segura pelo ombro, senti um arrepio que há tempo não sentia. Parecíamos uma família, mas com um homem que não era nada meu atualmente, mas foi uma sensação estranha e muito incômoda. Ao subir na calçada, faço um movimento com os ombros para me soltar de Gastón. - O quê? O que foi? - Por favor... você não é meu marido para me segurar assim... me deixa desconfortável! - Mas quero te ajudar a atravessar, você está com sua filha pequena no colo e quero te ajudar, só isso... não leve a mal. Além disso, se fosse seu marido, te seguraria pela cintura ou colocaria uma mão na sua... - Já chega... vamos deixar pra lá! - Tudo bem... Caminhamos um pouco, paramos em várias lojas e comprei algumas coisas para elas e passamos por uma loja de lingerie e olhei os pijamas e Fran me diz: - Ué, mãe... essa roupa parece que está rasgada. E eu olhei para o que ela se referia e era um conjunto de lingerie erótica e fiquei corada de novo. - Sim, sim, parece mesmo, amor... - Uffff... já consigo te imaginar com algo assim... - me disse Gaston no ouvido. - Shhhh... as meninas estão aqui... - Uuuuuffff... vou te imaginar usando isso toda vez que passar por aqui. - Pode parar com isso?? Parece um menino!!! - E sou um. Chiquilín muito tarado que adora ver essas coisas, você não imagina as revistas pornô que eu ainda guardo - Ai, que infantil você é... quer que eu te compre uma guloseima na barraca ali, nenê??? - Pelo amor de Deus, não... E a Fran virou e disse: - Ali tem uma barraca, Barti. Vamos te comprar um pirulito? - Não, não... já vamos pra casa. Chega de pedir coisas... - Mas mãe... eu só quero um pirulito! Um pra mim e pro Barti, ele me pediu que queria um e eu agora não trouxe dinheiro pra dar pra ele... Gastón se abaixou na altura dela e disse - Não, não, pequena... não tem problema... em outro momento eu te convido pra sair e você me compra um pirulito. Tá bom? - Ai, meu Deus... tá bom. Vamos na barraca e só um pirulito. Nada mais! Saímos de lá e os 3 estavam com um sorriso enorme no rosto. E a Fran disse - Obrigada por tudo, Barti, você é muito legal com a gente! - Obrigada, Bati - disse a Guille já esfregando os olhos - Agora sim... vamos pra casa. Você poderia nos levar até lá? - Sim, sim... já chamo o Bruno e ele nos leva - Ele não pode nos levar sozinho? - Não... porque de lá perto eu tenho que buscar uns papéis de uma casa que estou vendo! Enquanto ligava no celular - Você está fazendo de propósito? - Não, não... espera... Ele falou com o Bruno e em 10 minutos ele chegou e nos levou, eu e as meninas junto com as mochilas, minha bolsa, algumas pastas, os uniformes, as sacolas com roupa e os brinquedos delas. Ao descer em casa a Guille já estava dormindo nos meus braços e desci com cuidado. Ao me ver assim, Gaston pegou a Guille e a acomodou no pecho, dando tapinhas suaves para que ela não acordasse. Abri a porta e a Fran entrou correndo levando só os brinquedos dela - Com licença, Ana... onde levo essa pequena? - Ali eu pego ela... - Não seja teimosa, Ana... onde fica o quarto dela ou ela dorme com você? - E talvez sim... que seja melhor deitá-la na minha cama... esta tarde é a primeira vez que vou deitar na minha cama de casal sozinha - É um convite? - Nããão... é um comentário - E onde a levo então? - Leva ela para O quarto dela... é aquele com borboletas na porta.
- Ok...
Ele foi andando devagar e a deixou no quarto. Enquanto eu organizava o que havíamos trazido, ele volta emocionado:
- O que aconteceu, Gastón?
- Uma bobagem... mas derreteu meu coração.
- O quê? Não entendi...
- Sua filha me chamou de papai!
- Deve ter sido impressão sua! Não acho que a Guillermina tenha te confundido com o pai dela.
- E por que não? Ambos somos altos, cuidamos dela e acho que faço o mesmo que ele: pegar no colo e dar palmadinhas nas costas, assim como você faz para acalmá-la...
- Não, não... o pai dela não faz isso, mas mesmo assim não vem ao caso... Bom, obrigada de novo por me ajudar, embora devesse te dar um tapa pelo que fez no escritório!
- Já chega, Ana... vamos deixar pra lá. Já passou... Precisa de mais alguma coisa?
- Não, não... está bom. Obrigada. Já pode ir...
- Poderíamos tomar um café e conversar.
- Fica pra outra hora... ainda me sinto meio mal com o que aconteceu, prefiro deitar e dormir...
- Mas e sua filha, Fran?
- Ela fica no quarto dela e tem bastante coisa pra se distrair, brincar, às vezes pinta e outras vezes deita e dorme...
- Eu fico pra fazer companhia, não tenho problema...
- Não, não... prefiro que você vá.
- Tem certeza?
- Sim...
- Muita certeza de que quer que eu vá e não fique aqui pra cuidar de vocês??
- Sim, certeza de que você fique e não vá... hmmm... eu não... digo... quero que você vá, Gastón...
- Vem, chega perto de mim... vejo que precisa de um abraço.
- Não... não, Gastón...
E ele se aproximou de mim, me puxou contra o peito dele, com uma mão acariciando lentamente meu cabelo e a outra apertando minhas costas e fazendo carinho. Eu correspondi ao abraço, soltando um suspiro.
- Parece que você precisava disso, linda! Eu também precisava te sentir... meu Deus, seu coração parece muito acelerado, está se sentindo bem?
- Sim... só que estou muito nerviosa perto de você.
Ele me envolveu com os braços na cintura, e eu apoiei meus braços no peito dele.
- Mas... já chega... me solta.
- Tem certeza de que quer que eu solte?
E eu balancei a cabeça afirmando. com a cabeça. Ele me olhava cada vez mais fixamente e piscava lentamente.
— Sabe uma coisa, Ana?
— O que, Gastón?
— Não só estou loucamente apaixonado por você, mas suas filhas estão roubando meu coração e sabe o que eu adoraria fazer, agora, neste momento...
— Não... não sei... o que você quer fazer?
— Mas se eu disser, com certeza você vai me bater...
— E se for necessário — nós rimos — então... vai me dizer o que é?
— É... é que estou morrendo de vontade de te dar um beijo.
— Ai, Gastón... não... não... — fui me soltando e tirei as mãos dele da minha cintura.
— Mas Ana... minha linda Ana... você sabe o quanto eu gosto de você... o grande amor que sinto por você e não posso ficar reprimindo meu desejo porque já somos adultos e não aguento ter você tão perto e não poder te beijar, te tocar e te sentir.
— Mas... eu sou casada... e estou com meu marido.
— Seu marido não está aqui, eu poderia roubar um beijo, só um beijo dessa boca que me deixa louco... — de novo ele se aproximou e me encurralou contra a parede da cozinha.
— Mas Gastón... não... não está certo... Gastón... — eu fui me afastando, mas fiquei presa entre a bancada em L e o corpo dele.
— Ai, Ana... — ele fechou os olhos e estava abrindo a boca quando ouvimos o barulho de chaves na porta de entrada.
Continua...
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