¿Destino o Casualidad? Parte 10

No capítulo anterior, depois de um ataque de nervos em que bati no peito do "Barto", desmaiei nos braços dele...
— Por favor. Levanta ela e leva pro meu carro, e preciso que você vá urgente pro colégio das filhas dela — disse Gastón.
— Sim, senhor — respondeu Bruno.
Não sei se foi do nervosismo que minha pressão caiu, mas eu me sentia flutuando e não lembro direito do momento em que Bruno me levou pro carro do Gastón, se foi me carregando ou andando.
Quando fui recuperando a consciência e vi que estava na frente do colégio das minhas filhas, tentei me levantar de repente, mas não sentia meu corpo.
— Se acalma, Ana... Se conseguir, escreve aqui o nome e sobrenome das suas filhas e assina uma autorização pra que só hoje o Bruno retire elas!
Eu concordei, minha mão tremia, mas consegui escrever.
Bruno voltou com a Fran e a Guille segurando pelas mãos. Quando me viram, se jogaram em cima de mim, e eu fui recuperando a consciência e minhas forças. Falei:
— Minhas meninas... minhas pequenas...
— O que aconteceu, mãe? Quem era aquele senhor grande que veio nos buscar?
— Calma, Fran... mamãe já tá bem agora... só tava tonta e ele é um amigo nosso; meu e do seu pai.
— Ahhh, mãe — ela me abraçou — obrigada, senhor... minha mãe tá melhor agora?
— Sim, sim, linda, sua mãe tá ótima.
— Ahhh...
— E aí, linda? Sou Bartolomé, mas me chamam de Bart, sou amigo dos seus pais.
— Ah, sim... eu vi você na sorveteria e minha mãe bateu em você... achei que seu nome era outro.
— Ahhh, talvez sua mãe tenha me chamado pelo meu sobrenome.
— Você foi colega de escola dela?
— Hummm... acho que sim... — Gastón fez um sinal com os olhos e olhou pra mim.
— Tá bom, Fran... já deu, amor. E como foi?
— Bem, mãe... mandaram um bilhete pra pesquisar sobre borboletas.
— Onde levo essas belezuras e você?
— Mãe... você disse que a gente ia num lugar cheio de brinquedos e comer por aí.
— Sim, sim, amor. Dá pra nos levar na rua de pedestres, por favor?
— Bruno, leva a gente na rua de pedestres, por favor!
— Você vem com a gente?
— Sim, sim... vou acompanhar vocês até sua mãe melhorar. —E se quiser, fica com ela, porque ela sente muita falta do meu pai e está sozinha...
—Já chega, Fran... já chega...
—Faz o seguinte: vocês deixam as mochilas aqui, eu peço pro Bruno buscar as coisas da mãe de vocês no trabalho, e enquanto isso vocês escolhem algo bem gostoso, mas esperam por mim?
—Sim, sim — disse Fran sorrindo.
—Mamãe, me pega no colo — pediu Guille.
Eu a levantei, mas ainda não estava totalmente bem e custava ficar de pé com ela no colo. Gastão, ao me ver com Guille no colo, disse:
—Ana, me dá ela. Senta aí que eu cuido delas e de você!
—Então... o que vocês querem comer? — e pegou Guille no colo enquanto lia os combos e o cardápio.
—A Guille só come patinhas e com água. Eu quero batatas com ketchup e uma laranja, e a mamãe... um hambúrguer completo e um refrigerante de limão.
—Ah, muito bem... você conhece o gosto de todo mundo, Francesca! Você é muito esperta!
—Mmmmm... quero aquilo — disse Guille apontando pra um boneco que tinha lá.
—Você gosta disso? Eu compro pra você. Quer um também, Francesca?
—Mmmmm... sim, mas shhhhh... — falando baixinho — não conta pra minha mãe que eu pedi!
—Perfeito, é segredo nosso!
—Obrigada, Barti!
Ela foi sentar comigo, e Gastão trouxe Guille de volta. Ela estava no meu colo, agarrada na minha camisa e mexendo no meu peito.
—Mamãe, quero um pouco — enquanto se acomodava nas minhas pernas e a cabeça dela descia na altura do meu peito. Peguei na minha bolsa um casaquinho que usava nessas horas com a Guille, cobri ela, e ela se agarrou no meu peito direito enquanto eu me ajeitava.
Daí a pouco, Gastão apareceu com as bandejas cheias de comida e coisas.
—Mas o que... o que vocês pediram?
—Não, não... Ana, sem problemas. Dessa vez eu pago pra vocês, outro dia quero que vocês me deem um pirulito, pelo menos, hein...
—Pirulito de que sabor você gosta? — perguntou Fran enquanto comia.
—Gosto de um que chamam de pop, sabor... qualquer um... espera, falta alguém? Não falta a mais pequena? Uuuyy, perdi uma menina... cadê ela?? Cadê ela??
Fran ria às gargalhadas. — Quem você tá procurando, Barti? — ela perguntou.
— Sua irmãzinha... talvez tenham roubado ela, talvez um macaco que fugiu do zoológico tenha levado ela... e sua mãe vai me dar uma bronca...

Guille levantou o cachecol, deixando meu peito no ar, e eu tampei na hora com o sutiã.
— Tô aqui, Bati!!!

E a Guille também começou a rir.
— Aaaai, que susto... achei que você tinha se perdido... mas por que você se escondeu? Quer me assustar, é???

— Tava tomando um pouco de... — e ela apontou pro meu peito.

— Tomando o quê?? O pelo da sua mãe??

— Nãooo... — e as duas riam.

— Emm... ah, sim... Tava tomando o nariz dela — disse Gastón.

— Nãããooo — e as duas continuavam morrendo de rir.

— Eu tomo um pouco de teta! — disse Guille.

— Como assim você toma uma bolachinha!!! Mas pra que eu comprei toda essa comida se a mocinha tá comendo bolachinha!!!

Eu ria junto com minhas filhas.

Fran se aproximou e falou no ouvido de Gastón:
— A Guille ainda mama, mas se esconde pra ninguém ver...

— Ahhhh... tudo bem, mas de mim não precisa se esconder, porque vou me assustar se ela se perder de novo. Pode mamar à vontade. Porque eu me assusto!

A gente começou a comer, e eu tinha a Guille do meu lado, enquanto a Fran tava do lado do Gastón, e nós dois ficamos um de frente pro outro.

— Tá se sentindo melhor, gostosa? — ele perguntou.

— Tô, tô me sentindo melhor, mas não tô com tanta fome... prefiro tomar meu refrigerante.

— Quer que eu compre outro?

— Não, tá bom assim. Valeu.

— Mãe, já terminei! Podemos ir com a Guille pros brinquedos?

— Mas só nesses aqui perto, onde eu possa ver vocês. Não se afastem.

Elas deixaram os bonecos na mesa, e um caiu. O cara que tava na mesa do lado falou pro Gastón:
— Desculpa, mas caiu o bonequinho da sua filha!

— Ah, valeu... — ele se abaixou pra pegar — minha filha é muito distraída. Valeu de novo.

E quando ele se virou, eu tava olhando pra ele com cara de surpresa.
— Sua filha?

— E o que você queria que eu falasse, se ele disse que caiu o boneco da MINHA filha? Vou contar nossa história, que tô perdidamente apaixonado por uma mulher que foi minha ex-namorada, mas que agora... Está casada com outro??
—Ai, meu Deus, Gastón, não vamos começar de novo... já tô me sentindo melhor. Já pode ir embora!
—Não, não vou embora. Vou levar vocês até o mecânico ou até a casa de vocês! Mas sozinhas não vou deixar!!
—Tá bom... e o celular toca e eu atendo:
—Alô?
—Alô, falo com a mulher mais gostosa do mundo?
—Alô, love!!
—Como você tá, meu love? Cadê vocês que tem tanta bagunça?
—Tô bem, bem. Trouxe as meninas pra rua de pedestres pra comer e brincar nos brinquedos. Depois ia comprar algo pra elas... e você?
—Ah, muito bem, muito bem. Eu tô ótimo, terminando uns negócios e já morrendo de vontade de estar aí com vocês... mas pode ter certeza que quando você menos esperar, tô aí com vocês.
—Que horas vocês têm o voo de volta?
—Acho que em umas 3 horas a gente tem o voo. Comprei umas coisas lindas pra vocês 3 e algo bonito pra nossa casa.
—Ai, meu love... que lindo!! Já tô doida pra te ver...
—E eu você. Essa noite vamos estar juntos na nossa cama e vou te comer tanto, meu love... pra você saber o quanto senti sua falta!
—Já, coração... não fala essas coisas... me deixa toda vermelha...
—Mmmmmmmmmm minha mulherzinha toda ruiva... já tô com vontade de enfiar minha pica bem devagarinho na sua buceta preciosa que você tem...
—Não... não faz assim... — e eu cruzei as pernas — tem muita gente e não consigo disfarçar meu tesão...
—Uffffff meu love... você não sabe como tá minha pica, bem dura com vontade de enfiar assim... toda inteirinha dentro de você...
—Mais tarde a gente fala... e a gente vê.
—O que você quer ver? Mmmmmmm já quer ver minha pica, minha linda??
—Mais tarde a gente fala disso... preciso desligar e vou pegar as meninas que tão brincando...
—Achei que elas tavam aí com você, não é perigoso elas ficarem sozinhas?
—É que não tô sozinha, o Bart veio com a gente, me acompanhou e a gente comeu junto com ele.
—Ah, olha que legal! Pode falar pra ele que o Marcelo tava ligando?
—Sim, sim, já falo! Te amo muito, sabia?
—E eu te amo, minha rainha! Tchau.
—Tchau, love.

Quando desliguei, o Gastón me olhava com um sorriso de... Falsidade e digo pra ele:
—O Marcelo disse que tava te ligando.
—Cê chama ele de "love"?
—Tava falando com meu marido e ele me pediu pra avisar que o Marcelo tava te ligando...
—Ah, sim... provavelmente... mas ele já sabe que se eu não atendo é porque tô ocupado ou sem vontade de atender.
—Tá, mas responde pra ele ficar tranquilo.
—Só vou fazer por você...

Então o Gastão se levantou pra ligar pro Marcelo e nisso a Francesca voltou correndo:
—Mãe... vem ver!
—Cadê sua irmã?
—Ela tá ali olhando uma máquina com uns bonecos enormes.
—Um pai tirou um boneco e deu pro filho dele... vamos, quero tentar ver se a gente tira um, mãe...
—Tá bom, mas só uma tentativa...

Fui pra lá onde a Guille tava e ela apontou pra um urso. Coloquei uma ficha e, com um pouco de ansiedade, calma e olhando bem como a garra se mexia, fui aproximando até o alvo e apertei o botão. Consegui pegar o urso.
—Ai, mãe... você conseguiu!
—Aiii sim... que alegria...
—Olha, Barti... olha o que minha mãe tirou!

Nisso a Gastão vinha vindo na nossa direção:
—Uauuu... olha só que massa. Não sabia que você mandava bem nesses jogos.
—Fazia tempo que não tirava nenhum. Acho que a última vez foi aquele boneco tipo dinossauro naquela feira.
—Ah, sim, sim... lembro, e você deu pra sua sobrinha! E tava com a mesma cara de felicidade que agora!

Eu fiquei vermelha:
—É que... fazia tempo que não via dessas maquininhas. Eu gosto, mas pra jogar umas duas tentativas. Se eu perco muito, prefiro parar...
—Quer tentar de novo?
—Não... não vale a pena...
—Vai sim, mãe... assim você tira um urso pra mim.
—Só mais uma tentativa. Se eu errar, a gente vai embora.
—Se você não ganhar outro urso, eu dou um que ela escolher naquela loja de brinquedos...
—Não, não, Gastão... deixa ela entender que às vezes dá e às vezes não...
—Tá bom...

Coloquei outra ficha de novo e fomos ver outro urso que fosse mais fácil de pegar. De novo, fui mexendo a garra devagar, olhando onde ia agarrar, e apertei o botão. Quase conseguimos, só que no levantar a determinada caiu -Mais uma tentativa- disse Gaston ao ver a expressão de tristeza no rosto de Francesca. E de novo colocou outra ficha e eu olhei de novo pro urso que a gente tinha derrubado pra ver se voltávamos pra pegar ele, e era o mais fácil de tirar. Me aproximei do alvo, apertei o botão de novo e finalmente conseguimos pegar o urso -Ai, minha mãe conseguiu... minha mãe conseguiu!!! -Que legal!! Sinceramente, tô surpreso que em 3 fichas você tirou 2 bichinhos, é uma grande conquista -Valeu, "Bart"... bom... vamos? Quero ir ali perto pra vocês experimentarem uma coisa linda que vi pra vocês. Gaston carregava os bichinhos da praça de alimentação e minha bolsa. Enquanto o Guille ia no meu colo com o urso que eu tinha tirado pra ele, e a Fran ia na nossa frente pulando com o urso novo dela. Quando chegamos perto da esquina, ele pega na mão da Francesca e com a outra mão me segura pelo ombro. Senti um arrepio que não sentia há muito tempo. Parecíamos uma família, mas com um homem que não é nada meu atualmente, mas foi uma sensação estranha e muito chata. Ao subir na calçada, faço um movimento com os ombros pra me soltar do Gaston -O quê? O que foi? -Por favor... você não é meu marido pra me pegar assim... me deixa desconfortável! -Mas quero te ajudar a atravessar, você tá com sua filha pequena no colo e quero te ajudar, só isso... não leva a mal. Além disso, se eu fosse seu marido, te pegaria pela cintura ou colocaria a mão na sua... -Já chega... vamos parar por aqui! -Tá bom... Caminhamos um pouco, paramos em várias lojas e comprei um monte de coisas pra elas, e passamos por uma loja de lingerie e olhei pros pijamas, e a Fran me fala -Nossa, mãe... essa roupa parece que tá rasgada. E eu olhei pro que ela tava se referindo e era um conjunto de lingerie erótica e fiquei vermelha de novo -É, é assim que parece, amor... -Uffff... já te imagino usando uma dessas...- me disse Gaston no ouvido -Shhhh... as meninas tão aqui... -Uuuuuffff... vou ficar imaginando você usando isso toda vez que passar por aqui -Dá pra parar?? Parece um moleque!!! -E eu sou um Chiquilín bem taradinho que adora ver essas coisas, nem imagina as revistas pornô que ainda guardo. —Ai, que infantil que você é... quer que eu te compre um doce na banca ali, nenenzinho??? —Pelo amor de Deus, não... E a Fran virou e disse: —Ali tem uma banca, Barti. Vamos comprar seu pirulito? —Não, não... já vamos pra casa. Chega de pedir coisas... —Mas, mãe... só quero um pirulito! Um pra mim e pro Barti, ele pediu um e eu não trouxe dinheiro pra dar pra ele... Gastão se abaixou na altura dela e disse: —Não, não, pequena... sem problemas... outro dia te convido pra sair e você me compra um pirulito. Tá bom pra você? —Ai, pelo amor de Deus... tá bom. Vamos na banca e só um pirulito. Nada mais! Saímos de lá e os três iam com um sorriso enorme no rosto. E a Fran disse: —Valeu por tudo, Barti, você é muito bom com a gente! —Valeu, Bati —disse o Guille já esfregando os olhos. —Agora sim... vamos pra casa. Dá pra nos levar até lá? —Sim, sim... já chamo o Bruno e ele leva. —Ele não pode levar a gente sozinho? —Não... porque perto dali tenho que pegar uns papéis de uma casa que tô vendo! Enquanto ligava no celular: —Tá fazendo de propósito? —Não, não... espera. Ele falou com o Bruno e em 10 minutos ele chegou e levou eu e as meninas junto com as mochilas, minha bolsa, umas pastas, os uniformes, as sacolas de roupa e os brinquedos delas. Ao descer em casa, o Guille já tava dormindo nos meus braços e desci com cuidado. Me vendo assim, Gastão pegou o Guille e acomodou no peito dele, dando umas palmadinhas suaves pra não acordar. Abri a porta e a Fran entrou correndo só com os brinquedos: —Com licença, Ana... onde eu levo essa pequena? —Deixa que eu pego... —Não seja teimosa, Ana... onde é o quarto dela ou ela dorme com você? —Capaz que sim... é melhor deitar ela na minha cama... hoje à tarde é a primeira vez que vou deitar na minha cama de casal sozinha. —É um convite? —Nãão... é um comentário. —E onde eu levo ela então? —Leva ela pra O quarto dela.. é aquele que tem umas borboletas na porta -Tá bom... - ele foi andando devagar e deixou ela no quarto dela. Enquanto eu arrumava o que a gente tinha trazido, ele volta meio emocionado: -O que foi, Gastón? -Uma bobagem... mas derreteu meu coração -O quê? Não tô entendendo... -Sua filha me chamou de papai! -Você deve ter imaginado! Acho difícil a Guillermina ter te confundido com o pai dela -E por que não? Nós dois somos altos, cuidamos dela e acho que faço o mesmo que ele faz: pegar ela no colo e dar uns tapinhas nas costas dela, igual você faz pra acalmar ela... -Não não... o pai dela não faz isso, mas mesmo assim não vem ao caso... bom, valeu de novo por me ajudar, mesmo que eu devesse te dar um tapa na cara pelo que você fez no escritório! -Já foi, Ana... deixa pra lá. Já passou. Precisa de mais alguma coisa? -Não não... tá bom. Obrigada. Já pode ir... -A gente podia tomar um café e conversar -Vai ser outra hora... ainda tô meio mal com o que aconteceu, preferia deitar e dormir... -Mas e sua filha, Fran? -Ela fica no quarto dela e tem bastante coisa pra se entreter, pra brincar, às vezes pinta e outras vezes deita e dorme... -Eu fico aqui fazendo companhia pra ela, sem problema... -Não não... prefiro que você vá -Tem certeza? -Sim... -Tem muita certeza de que quer que eu vá embora e não fique aqui cuidando de vocês? -Sim, certeza de que você vai e não fica... emmmm... eu não... digo... quero que você vá, Gastón... -Vem, chega aqui... vejo que você precisa de um abraço -Não... não Gastón... - e ele se aproximou de mim e me encostou no peito dele e com uma mão acariciava devagar meu cabelo e a outra apertava minhas costas e me acariciava. Eu correspondi ao abraço, soltando um suspiro -.Parece que você precisava disso, gostosa! Eu também precisava sentir você... pelo amor de deus, seu coração parece muito acelerado, você tá bem? -Sim... só que tô muito nervosa perto de você - Ele me envolveu com os braços na minha cintura e eu apoiei meus braços no peito dele - mas... já foi... me solta -Tem certeza de que quer que eu te solte? - E eu concordei com a cabeça com a cabeça. Ele me olhava cada vez mais fixamente e piscava devagar — Sabe de uma coisa, Ana? — O quê, Gastón? — Não só tô loucamente apaixonado por você, mas suas filhas tão roubando meu coração e sabe o que eu queria fazer, agora, nesse momento... — Não... sei lá... o que você quer fazer? — Mas se eu te contar, cê vai me bater na certa... — E se for preciso — a gente riu — então... vai me dizer o que é? — Sim... é que tô morrendo de vontade de te dar um beijo — Ai, Gastón... não... não... — fui me soltando e tirei as mãos dele da minha cintura — Mas Ana... minha linda Ana... sabe o quanto você me atiça... o amorzão que eu tenho por você e não dá pra ficar reprimindo meu desejo porque já somos adultos e não aguento ter você tão perto e não poder te beijar, te tocar e te sentir — Mas... eu sou casada... e tô com meu marido — Aqui não tem seu marido, podia roubar um beijo seu, só um beijo dessa boca que me enlouquece... — de novo ele se aproximou de mim e me prendeu contra a parede da cozinha — Mas Gastón... não... não tá certo... Gastón... — eu ia me afastando mas fiquei presa entre a bancada em L e o corpo dele — Ai, Ana... — ele fechou os olhos e já tava abrindo a boca quando a gente ouviu o barulho de chaves na porta da entrada. Continua...

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