Garota simples (22)

Eu passava meus dias entre o estudo, a casa da Nadia e a do Gon. Os dois eram um pouco mais velhos que eu, tinham a vida um pouco mais encaminhada e, de vez em quando, eu me sentia insegura se pra eles eu era só um brinquedo ou um passatempo.

Eu não tinha um trabalho formal, tava quase terminando o segundo ano da faculdade, me sentia uma baita de uma otária.

Isso começou a pesar contra mim, eu tava mais irritada com eles, que não tinham nada a ver com isso, coitados, e até cheguei ao ponto de pedir um tempo na mesma semana (sim, falei uma merda dessas).

A Nadia foi bem mais dura que ele. Com uma cara de poker foda, ela disse pra eu escrever quando parasse de ser uma garota idiota. O Gon, por outro lado, foi mais carinhoso, dava pra ver que ele tava magoado, mas também meio ofendido. Os dois tinham razão de ficar putos comigo, eles entendiam minha bissexualidade, levavam de boa eu sair com o outro e realmente me ajudavam a equilibrar minha vida. Naquela hora, eu não enxerguei nada disso e só foquei em tudo de negativo que tava rolando comigo.

Passei semanas chorando, se eu ia pra faculdade, era um caco. Mais desleixada do que nunca. Nem via os caras depois da aula.

Meu pai percebeu isso e, com muito esforço, me deu umas passagens pra passar um feriadão em casa.

Ver ele, meu irmão e a Bianca foi o ar que eu precisava.

Contei pra Bian todas as minhas neuroses e ela me fez abrir os olhos pras duas pessoas incríveis que eu tinha lá e não tava valorizando. Me senti uma idiota. Sabia que a primeira coisa que faria ao voltar seria pedir desculpas, torcendo pra que aceitassem.

Naquele feriado, fomos só amigas. Deixamos de lado aquelas taras que a gente tinha entre a gente e aproveitamos pra ser quem a gente sempre foi.

Me fez bem. No domingo antes do feriado de segunda, eu já era uma nova pessoa. A gente tava tomando Fernet no quintal desde a tarde, nem percebemos que o sol tinha se posto até o frio deixar nós duas com os peitos pedindo um agasalho. Rimos daquilo e... Fomos pra dentro pegar umas coisas.
Lá estava meu irmão com os amigos dele. Entre eles, o Rafa. Como eu percebi? Porque ele gritou "Junior" como de costume. Quem não lembra, ele é um amigo super punheteiro do meu irmão, que uma vez numa festa eu fiz uma punheta pra ele enquanto ele chupava meus peitos.

Ele tava igual sempre, até com o físico melhor, mas não me dava tesão nenhum pelo jeito escroto que ele sempre foi comigo.

Ele insistiu pra mim e pra Bian entrarmos no rolê. Meu irmão, bem pouco convencido disso, teve que ceder à pressão popular das minas e dos caras (principalmente) pra nos incluir.

Acabamos aceitando e fomos nos trocar pra voltar decentes.

Vesti uma saia longa com um gatinho na perna e um top. Queria me sentir gostosa e fui com tudo, precisava depois de tantos dias na bad. Bian pegou do meu armário um vestidinho que já era curto, mas com aquele rabão que ela tem, era impossível não levantar e mostrar os dois lados da bunda! Tava de matar alguém.

Assim que descemos, todos os olhares foram pra nós. Na real, vendo como as outras minas estavam, era compreensível. A gente era duas putas.

O grupo era 5 caras (meu irmão, Rafa, Julián, Antonio e Mauro) e 3 minas (Bianca 2, Juli e Anita). Bianca 2 era namorada do Julián e Juli do Antonio. Anita, por sua vez, tava sozinha mas dando mole pro meu irmão. Era a única das três que tava mais ousada na roupa.

Claro, Rafa não parava com as piadinhas de "Junior" e qualquer olhada ou encostada que pudesse aproveitar. Ele disfarçava, não por mim, na real, mas pelo meu irmão. Embora a Anita tava claramente dando em cima dele, e isso distraía ele.

O álcool continuou por mais um tempinho até que à 1 a gente se mandou pra outra casa onde parecia que tinha uma festa maior.

Era tudo gente conhecida, pra ser sincera, essa é a merda de sair na cidade. Nunca tem cara nova.

Mas foi a primeira vez que todo mundo me olhou tanto, eu percebia que tinha explodi minha sexualidade e com isso, uma confiança que eu não tinha antes.

Bianca 2 e Julián estavam sumidos, talvez transando no carro ou na casa deles.

Meu irmão batendo papo com gente que conhecia, Rafa, graças a Deus, também, e ficamos Bian, Anita e eu, com o casalzinho Juli e Antonio + Mauro.

A gente já tava rindo de qualquer besteira, dançando igual umas idiotas até que tocou um reggaeton clássico e nós três ficamos loucas rebolando.

Não sei por que tivemos uma conexão tão foda, explodimos ao mesmo tempo, Juli surpreendeu como mexia a bunda. Ela tava de jeans, mas nada impedia ela de dar um show do caralho!

Nem vou falar da Bian, que tava com metade da raba de fora, dava pra ver a tanguinha vermelha que ela usava.

Eu dava meu melhor, mas as duas leoas do meu lado eram o centro das atenções. Isso me deixou ver como o Antonio tava vidrado na raba da minha amiga (normal, já que a da namorada dele ele devia conhecer de cor) e, curiosamente, o Mauro tava olhando como se fosse um jogo de pingue-pongue, ia da bunda da Juli pra da Bianca.

Achei engraçado fazer uma sacanagem, acho que o gene da Nadia tinha me afetado.

Peguei na mão dos dois caras e levei eles pra trás das duas. Isso, coloquei o Mauro com a Juli e o Antonio com a Bianca.

Em dois segundos, as duas minas tavam enlouquecendo os dois. Não sei se era ciúme entre eles ou se eram mais abertos do que eu pensava... Mas o Antonio tava segurando a Bianca pela cintura sem medo nenhum, ela com o vestido todo levantado continuava rebolando pra ele. E a Juli, fazia o mesmo pro amigo do namorado, tava de olhos fechados e a bunda e as costas apoiadas nele.

A cena era muito pornô. A Bianca sorria pra mim porque sabia o que eu tinha feito e, pra surpresa de ambas, deu mais certo do que o esperado.

Naquele momento, senti umas mãos me rodeando e alguém encostou na minha raba. Era claro, o Rafa.

Deixei ele fazer o que queria com medo de cortar o clima que tava rolando. Continuei mexendo a Booty e eu podia sentir que já tava molhada por causa da minha Booty.

A propósito, tinha esquecido da Anita, ela tava com a gente. Olhei pros lados e vi ela, a safada tinha ido buscar meu irmão pra entrar na dança do perreo.

De novo senti uma ideia chegar. Tirei a Bianca e levei ela pro meu irmão: "tira a Anita". Ela se ajeitou na frente do meu irmão e continuou rebolando de fio dental como se nada. Anita foi obrigada a ir com o Antonio, que tava triste vendo a rabetão da minha amiga ir embora.

Achei que era uma boa hora pra me livrar do Rafa, trouxe a Juli pro meu lugar e fui com o Mauro.

Coitado do Juli, deixou ele duro que nem pedra. A gostosa se mexia bem e o Mauro era a prova viva disso. Eu sentia o pau dele entre minha Booty, que sem nenhum disfarce ele se masturbava me usando de instrumento.

Juli fazia a próxima vítima, o Rafa, perder todo o controle. Ela massageava a bunda dele sem vergonha.

A Bianca, por sua vez, dançava com meu irmão enquanto ele segurava ela firme pela cintura.

Era uma puta bagunça linda criada por mim, tava orgulhosa.

Saí do Mauro e quis tentar algo mais. Então coloquei a Anita no meu lugar e fui com o Antonio. Mas trouxe ele perto da namorada dele e do Rafa.

Antonio olhava a cena da Juli e do Rafa incrédulo. Acho que até aquele momento ele não tinha percebido como a namorada dele tava dando umas ereções enormes pros amigos só de rebolando a bunda. Fiquei na frente dele e mordi a orelha dele de leve: "A Juli é gostosa, ela tá se divertindo, fica comigo um pouquinho".

Não sabia qual dos estímulos era, mas o Antonio tava duríssimo, sentia ele na minha barriga que nem uma faca. Me deixei levar e acariciei ele com a mão disfarçadamente. Isso fez ele esquecer completamente da Juli rebolando no pau do Rafa.

Ele olhava pros meus peitos com muito tesão, tava gostando daquela cara de pau toda, e na frente da namorada dele ainda.

Nós dois olhamos pra boca um do outro e fantasiamos em nos beijar ali mesmo, mas sabíamos que Isso significava que tudo ia apodrecer.

Continuei com uma massagem suave e disfarçada no pau dele, e ele se animou a seguir meu exemplo, passando a mão no meu peito por cima do top.

De repente, ele se afastou. Pensei que a Juli tinha olhado ou algo assim, mas não, foi o contrário.

Não estávamos vendo ela. Nem ela nem o Rafa.

Vi que ele foi procurá-la e fui atrás, admito que só por curiosidade.

Sabia que o Rafa era um puta dum tarado, mas não imaginava que fosse tão sem-vergonha a ponto de levar a namorada do Antonio.

E foi isso: encontramos o Rafa servindo uma bebida, mas ela não estava com ele.

Antonio: "Eu e a Juli?"

Rafa: "Ela disse que ia no banheiro, e eu vim pegar algo pra beber."

Antonio: "Ah, legal, legal, valeu."

Rafa: "Fica tranquilo, ele não viu você apalpando a mina... Hahahaha."

Antonio ficou com uma cara meio de alívio, meio de alegria.

"Ei, a 'mina' sou eu, hein", reclamei.

Rafa: "Junior, não fica brava, é na brincadeira, mas tive que disfarçar vocês dois... Mas não culpo o Tony, você é um tesão."

Nessa hora, o Antonio me pegou por trás e me colocou de frente pra ele de novo. Ele quase me deu um beijo que me cortou a respiração por uns dois segundos. Depois lembrou que tinha mais gente. O Rafa não ia falar nada, mas qualquer outro podia ver. Até a Juli podia voltar pra procurar ele. Sorri pra ele e saí de lá.

Quando voltei, os outros quatro não estavam mais lá. Nem meu irmão, nem a Anita, nem a Bianca, nem o Mauro.

Fui procurar eles lá fora, nada.

Quando ia entrar, esbarrei no Rafa.

"Você deixou o Tony louco, hein."

"Ele que se esquentou sozinho", respondi.

Rafa: "Se eu der em cima, a gente sai daqui os três juntos."

"Você é louco, achando que vou querer te comer."

Rafa: "Ah, o Antonio pode?"

"Antes você do que ele, com certeza."

Voltei pra casa com outro conhecido que me deu uma carona. Quando entrei, ouvi uns barulhos vindo do quarto do meu irmão. Acho que a Anita conseguiu o que queria.

Quem diria que eu ia acabar encontrando a bolsa e os sapatos da Bianca no sofá...

3 comentários - Garota simples (22)

Una fiesta para levantar el ánimo.

... y demás vísceras.
bale06
esta fiestita no puede quedar en una levantada de ánimo nomás
Opa! Mirá vos Bianquita jaja... Muy bueno, espero el próximo capítulo. Saludos!