Naquela manhã, eu tinha uma reunião importante no trabalho. Por causa das últimas medidas econômicas e da alta sem freio do dólar, a gente precisava fazer algo pra cortar custos e não continuar perdendo grana. Íamos nos reunir entre os principais produtores da corretora às oito da manhã, antes de abrir o escritório, pra traçar um plano a seguir, algo que não fosse tão prejudicial pros sócios. Como eu tinha que sair cedo, meu marido se encarregou de levar o Ro pra escola e a Romi na casa da minha sogra, que não podia vir cuidar dela aqui. Já com tudo pronto, acompanho eles até a porta da rua. Meu marido vai com o Ro de mão dada e a Romi no colo, carregando as mochilas de um e outro. Espero até eles entrarem no táxi, me despedindo dos meus filhos com beijinhos de borboleta. Tô voltando pro apartamento, quando a porta do elevador abre e sai o novo vizinho do nono andar, de terno e gravata, carregando uma maleta. Abro parênteses... É um casal que se mudou pro prédio há pouco tempo, têm gêmeos de menos de um ano. Já tinha cruzado com eles no elevador umas duas vezes quando subia lá no Armando, mas até então não tinha tido a chance de cruzar com ele sozinho. Quando tava com a esposa, parecia que ele nem tinha reparado na minha presença, já que, pelo menos ela, foi muito simpática e sociável, ele bem o contrário, mas ali e agora, no hall de entrada, acho que percebi um olhar diferente, muito mais interessado... Fecho parênteses. Eu tava de roupão, porque ainda não tinha me arrumado, embora fosse uma peça larga, nada sexy, que me cobria o corpo todo, do pescoço aos tornozelos, e ainda de pantufa. Mesmo assim, o jeito que ele me olhou... — Bom dia, vizinho... — cumprimento ele. — Bom dia... vizinha — ele responde. O "vizinho" era inevitável, já que a gente não sabia nossos nomes. Sorrimos um pro outro, e acho que nessa troca de olhares, que deve ter durado segundos, a gente decidiu tudo. Abro a porta do apartamento, ficando na soleira, expectante. Ele chega à porta do prédio, apoia a mão na maçaneta, mas antes de abrir, vira-se para me olhar. Então, eu abro o desabillé, o suficiente para ele ver a lingerie que estou usando por baixo. Ele solta a maçaneta e se aproxima. — Você está sozinha? — me pergunta. Não digo nada, só abro ainda mais a porta, como um convite. Ele olha para todos os lados, certificando-se de que ninguém está vendo, e entra. Fecho a porta, tranco, por via das dúvidas, e tiro o desabillé, ficando de sutiã e calcinha na frente do meu vizinho do nono andar, o pai dos gêmeos. Ele larga a maleta no chão e me envolve com os braços, fazendo eu sentir a energia, a tensão do corpo fibroso dele. — Isso não vai te trazer problemas, a gente estar aqui? — pergunta, cauteloso. Claro que ele sabe que sou casada e tenho dois filhos. — Nenhum problema... — garanto, mordendo o lábio inferior de tesão — Meu marido já levou as crianças pra escola e de lá vai pro trabalho, temos a manhã toda. De repente, a reunião tão importante que ele tinha no trabalho ficou em segundo plano. Nos olhamos de novo com a mesma intensidade de antes e agora, sim, nos beijamos longamente, com muita, muita língua e saliva. As mãos dele não param, acariciando tudo o que alcançam, enquanto eu faço o mesmo com aquele volume que já tá pulsando por baixo da braguilha. Desabotoo a calça dele, tiro a pica pra fora e começo a bater uma, sentindo aquela pulsão animal que ameaça explodir tudo pelos ares. Fico de joelhos e esfrego ela no meu rosto inteiro, cheirando, curtindo o calor e a maciez. Tá tudo raspado, mas já tá crescendo um pouco de pelo, tipo uma barbinha de dias. Passo a língua nas bolas, lambendo as dobras por baixo, e subo chupando tudo o que encontro pelo caminho, que é bastante. Tiro o sutiã e bato uma punheta com os peitos, pra depois Fazer garganta profunda nele até o talo. Deixo ele todo babado e me levanto. Andando de um jeito sensual e provocante, vou pro quarto. Ele vem atrás de mim, segurando a calça com uma mão pra não cair. Entramos, tranco a porta... nunca se pode confiar... tiro a calcinha e me deito de costas na cama, ainda toda bagunçada depois de ter levantado com meu marido faz nem uma hora. Enquanto ele tira a roupa e a estende com cuidado pra não amassar, começo a me tocar na pussy, sentindo aquele turbilhão se formando dentro de mim, que com o passar dos anos fica mais selvagem e incontrolável. Já pelado, com uma ereção cheia e gostosa, ele se deita entre minhas pernas e me dá uma chupada que me deixa pedalando no ar. Tô quase lá, à beira de explodir, mas não quero gozar antes de ele meter... — Ali... Ali... Na primeira gaveta! — falo com uma urgência apressada, apontando pro criado-mudo do lado que meu marido dorme. Ele abre a gaveta, pega uma camisinha, coloca e agora sim, mete tudo de uma vez. Enlaço minhas pernas na cintura dele, seguro ele bem junto do meu corpo e gozo como se não tivesse tido um orgasmo em meses. Quando finalmente consigo emergir dessa cachoeira de sensações, olho nos olhos dele, beijo na boca e, com todo o entusiasmo na pele, falo: — Vai, me come...! — ia chamar pelo nome, mas aí percebi que não sabia. Já tinha dado uma trepada... uma trepada muito boa... e ainda assim, continuava sentindo aquele fogo divino dentro de mim, aquele ardor que ameaça me fazer explodir de novo. No meio da bombada, ele se levanta, me deixando com um novo orgasmo pulsando ali, na entrada da minha buceta, estende a mão, me faz levantar também e, me colocando de cara na parede, me fode de pé, me levando, com umas quantas estocadas, a um novo transbordo. Tô gozando ainda, sentindo como a umidade fica ainda mais intensa naquele cantinho do meu corpo, ele me agarra pelos braços e me joga na cama. Ao cair, quase instintivamente, fico de quatro. Ele vem, me penetra e continua bombando, até que quando está prestes a gozar, tira a camisinha, bate uma punheta e jorra tudo na minha bunda... Mmmhhh... Que gostoso sentir os jatos quentes escorrendo pela minha pele... Entre suspiros de prazer, a gente desaba, um por cima do outro, acalorados, excitados... — Sabe o quê? — ele me diz, assim que recupera o fôlego — Acabei de perceber que não sei seu nome. — Nem eu o seu... — concordo, ainda um pouco ofegante. A gente ri da situação curiosa e diferente. — Já comeu uma completa desconhecida alguma vez? — pergunto. — Bom, também não somos tão desconhecidos assim, a gente se cruzou algumas vezes — ele me lembra. — Se não me engano, essa é a segunda vez que a gente se vê desde que você está no prédio — esclareço. A vez anterior tinha sido no elevador, quando ele estava com a esposa e os gêmeos. — E devo dizer que na primeira você me pareceu muito antipático... — acrescento. — Kkkk... espero ter mudado essa impressão — ele ri. — Mmmm, um pouco sim, mas você vai ter que se esforçar mais — falo, e esticando a mão, começo a passar a mão na pica dele de novo. Ele vira pra mim, me beija de língua, e enfiando os dedos na minha buceta, começa a mexer de um jeito que faz sair uma espuminha de dentro de mim. — Tá bom assim, vizinha? — ele pergunta, sem parar de remexer lá dentro. — Mmmmmhhhhhh...! É um bom jeito de começar... vizinho — falo, entre suspiros, procurando a boca dele pra me fundir de novo num beijo intenso e desesperado. De saborear os lábios dele, passo direto pra chupar a pica dele de novo, dedicando agora muito mais tempo do que antes, quando a putaria me fazia querer enfiar ela em outro buraco do meu corpo. Passo a língua por todo o comprimento, subindo, descendo, mordendo ela. De ladinho, bem devagar, pra depois chupar até encher a boca toda de carne de pau suculenta e quente... Solto ele, cuspo de volta e vou de novo até o fundo... Solto, outro cuspe e outra expedição lá no fundo da minha garganta... Assim várias vezes, até que minha visão já tá embaçada pelas lágrimas. Dessa vez eu mesma coloco a camisinha... — Seu marido não conta elas, né? — ele pergunta enquanto já vou alisando o látex em volta da superfície vigorosa dele. Fico um momento pensativa, tentando lembrar se em algum momento vi ele contando, mas acho que não. — Acho que não... — falo, subindo em cima dele — Mas já foi... — completo, enquanto vou me enfiando devagar naquela estaca maravilhosa. Faço devagar, pra aproveitar o momento, pra sentir com toda intensidade as sensações que, surgindo daquele vórtice que nossos sexos formam, se espalham por cada canto do meu corpo. O pai dos gêmeos tá deitado, de costas, eu sentada em cima, montando ele... Desço um pouquinho e levanto, desço mais um pouco e subo de novo, me enfiando num pedaço cada vez maior... Quando já tenho ele todo dentro, fico um momento ali, paradinha, quase sem respirar, sentindo como ele se expande, me preenchendo de todo jeito... Só aí começo a me mexer, devagar, com movimentos suaves, controlados, sem deixar escapar, fazendo ele entrar e sair por inteiro. De frente pra mim, o pai dos gêmeos acaricia meus peitos com uma mão, enquanto com a outra massageia meu clitóris, que fica pra fora entre as dobras da minha buceta como se fosse um dedo. Meus gemidos aumentam de intensidade conforme vou acelerando a cavalgada... Mais... Mais... Mais... Mais!!! Adoro olhar nos olhos de quem for meu amante naquele momento, quando a gente tá se aproximando do topo do prazer, cada um do seu lado, do seu jeito, pra "gozar" juntos num espaço comum, o do gozo absoluto, a única justificativa pra por que aquele homem, O cara que mal conheço tá na minha cama. A gente acabou junto, exausto, colado numa cacofonia inevitável de gemidos e suspiros. Desabo de costas nas pernas dele, ainda suspirando, com o corpo todo tomado por uma sequência de espasmos que me deixam completamente abalada. Enquanto ele levanta e vai pro banheiro, dou uma olhada no celular que tá pegando fogo de chamadas perdidas e mensagens dos meus parceiros da corretora, perguntando onde eu tô, quanto tempo vou demorar, que a reunião já começou... Não posso falar que fiquei em casa transando com um vizinho, então invento uma desculpa convincente, tipo que um dos meninos amanheceu doente, e problema resolvido. — Vamos tomar um café? — pergunto quando ele volta do banheiro. — Perfeito... — aceita. Visto o desabillé, sem nada por baixo dessa vez, e vou pra cozinha enquanto ele se veste. Daqui a pouco aparece todo impecável, igual quando cruzei com ele no hall do prédio um tempo atrás, a única diferença é que agora tá com um sorriso de orelha a orelha. Sirvo o café com uns scones e sento com ele. — Ainda não falamos nossos nomes... — ele lembra. — E se deixar assim? Não acha mais interessante? — Só como vizinhos? — É o que a gente é, né? Ele pensa um pouco, sorri e finalmente concorda: — Gostei... — Terminado o café, ele levanta e fala que já precisa ir trabalhar. — É, eu também... — concordo, levantando pra acompanhá-lo até a porta. — Valeu pelo café e por todo o resto — ele fala antes de abrir. — Valeu você, vizinho, por aceitar o convite — respondo. A gente se beija, um beijo quente, suculento, talvez não com a paixão de um começo, mas bem intenso. Abro a porta, dou uma espiada pra garantir que não tem ninguém perto e então dou o sinal verde pra ele sair. Ele sai rápido, apressado, obviamente como qualquer um depois de uma furada, fecho a porta, e aí sim, me preparo pra sair. Antes, claro, arrumo o quarto, eliminando qualquer vestígio de presença masculina. Quando chego no escritório, a reunião já acabou. igual, o que a princípio me parecia superimportante, inadiável, tinha ficado em segundo plano. — Mary, você veio, seu bebê está melhor? — me cumprimenta uma colega. Reajo a tempo de lembrar da desculpa que tinha dado. — Sim, muito melhor, era só umas linhas de febre — tranquilizo ela. Ela me conta as medidas que decidiram adotar pra enfrentar esse momento econômico difícil, mas mal presto atenção, minha mente, meu corpo, todos os meus sentidos ainda estão no rala e rola que acabei de ter com meu vizinho, o pai dos gêmeos...

20 comentários - Tomara que não engravide de gêmeos...
Como siempre, relato que deja a uno al palo.
Con esas gemelas no tenés nada que envidiarle al vecino 😬
Saludos, y a por mas relatos.
Excelente relato.
no paro de leerte...