Prêmio duplicado! como diz o meme kkk não só deixo pra vocês nesta noite o capítulo final de O Onlyfans da Minha Irmã, mas também o 3º capítulo de O Desejo do Papai. Espero que curtam, se me perguntam, neste capítulo PEGA FOGO.
Até pensei em postar capítulos mais curtos, mas fiquei tanto tempo sem aparecer que este tem uma duração maior pra compensar.
A “musa” dessa história é a Akemy Sama (instagramer e twitcher brasileira). Como sempre digo, se gostarem, comentem, avaliem, o que quiserem, o que mais curto é quando opinam, assim sei se a história agrada vocês.





Norberto costumava dizer que a gente só conhece a crueldade das crianças quando vira pai. Ele ainda lembrava como a filha dele, a Carla, a do meio, sofreu bullying de vários lados, tanto dos meninos quanto das meninas, por anos, e os dois casos eram pesados. O cara tinha bem fresca na memória a lembrança de estar em casa curtindo o descanso merecidotemporadas em terra firme(era assim que ele costumava chamar seu tempo fora do serviço naval) com uma coca com gelo na mão, um programa esportivo na TV de tubo quando a Paula chegava com as meninas… e a Carla parecia chegar cada vez mais acabada.Uuuh…O que foi, amor?" – perguntei preocupado.
"Esses caras de merda continuam colocando apelidos nela, uns arrombados..." – Embora o Iorio ainda não tivesse popularizado aquela expressão, a esposa dele, Paula, carregada com as mochilas e as jaquetas, já tinha previsto tudo direitinho. A Carla, com cara de bunda, evitou cumprimentar o pai e saiu disparada pro quarto, onde se trancou dando um puta de um portão.
"De novo?" – Ele bufou, largando o copo no braço do sofá com força. – "E você, Jimena, não pode defender ela?ei? É sua irmã mais nova!
- Pois é, a gente quase nem se vê! – Se desculpou sem dar muita importância, jogando a mochila no sofá da sala. – Cruzo com ela no recreio e olhe lá… – Explicou com certa frieza. – Além disso, é pior se eu ficar atrás dela feito babá, você não sabe como esses babacas são, não adianta nada além de encarar eles ou ignorar.
- Se ela andasse com você e suas amigas, que são mais velhas, iam respeitar mais ela e não iam mexer com ela. – Pensou o homem com a lógica dos velhos tempos.
- Não funciona assim, pai. Posso ficar com ela um tempinho no recreio, não dá pra ficar em cima toda hora.
- Quem tem que fazer alguma coisa é você, Norberto, deixa a Jime em paz, que ela já tem o suficiente com os estudos. – Levou uma indireta da mulher, irritada com toda a situação. – Vê se cria vergonha na cara e sobe pra falar com ela, pelo menos.
Norberto preferiu não jogar mais gasolina na fogueira respondendo àquele ataque à sua masculinidade e, limitando-se a resmungar, levantou e subiu as escadas pra falar com a Carla. Depois de bater e não ter resposta, se viu obrigado a usar seu título de patriarca e entrar mesmo assim.
- Eu não disse pra entra…!ah—, é você, pensei que era a mamãe ou a Jime.
— Licença, Carlita. — Sussurrou com cautela, se movendo como um navy seal num acampamento inimigo.
— Não me chama assim! — Disse ela, jogando nele um pelúcia de algum desenho que ele desconhecia e só tinha certeza que não era um personagem da Hanna Barbera. — Tô podre de ouvir isso…
— Você se chama Carla e pra mim você sempre vai ser minha Carlita.
— Você não entende nada, por isso. Não assiste aquele programa de merda que passa essa música.
O homem levou uns segundos pra pensar em como agir enquanto a observava, sua filha tava numa idade em que analisava até o menor dos movimentos e palavras dele como o Predator em busca de pontos fracos com a visão de raio-X. Um erro na idade dela podia ser fatal e jogá-lo no caixote odiado de figuras paternas fracassadas.
Roberto observou ela com atenção, ela tava de bruços agarrada no travesseiro, afundada nele como se quisesse sufocá-lo num abraço mortal. Tinha tirado os tênis jogando eles com força no escritório e no guarda-roupa. Um dos pés dela tava com uma meia enquanto o outro não, e esse ela balançava até que o homem pegou ele e começou a fazer massagens carinhosas.
— Ainda tão te enchendo o saco com essa música do Videomatch? — Intuiu o pai sentando na cama da filha, afastando os cabelos escuros dela tentando consolá-la. Embora não chorasse, dava pra ver que ela tava super frustrada e estressada com a situação, que já tinha se tornado muito frequente.
— O que você acha?
Não era a melhor época pra se chamar Carla. No programa de humor e câmeras escondidas Videomatch, o humorista cordobês Yayo tinha popularizado uma série de músicas ultra obscenas e uma delas era sobre uma tal Carlita. Pra falar de um jeito suave, muito suave, a Carlita da música se dava todo tipo de liberdade sexual por dinheiro e por prazer.
Roberto se deitou de lado, quase em cima dela. Carla era a única que ainda lhe permitia essas liberdades fraternas sem opor resistência férrea, a única que não recusava o contato físico dele, seus carinhos. Talvez se a Paula ou a irmã mais velha tivessem entrado, teriam atirado um chinelo em vez de um pelúcia inofensiva. Ele, até no pior momento, era recebido no covil dela.
- Você sabe que com sua tia Samanta aconteceu a mesma coisa? Ficou na moda uma música de merda que dizia algo tipoSamanta, a noite inteira ela aguenta...— Cochichou no ouvido dela por trás, tentando animá-la com a história. — O tio Victor ensinou pra Jimena quando ela era pequena pra ela cantar, só de sacanagem mesmo, verdade que as crianças têm um sexto sentido pra aprender coisas indevidas que não entendem… a questão é que sem saber o que significava, ela vivia cantando aquilo. Sabe como a sua prima Samy levava na brincadeira?
— Como? — Perguntei tirando a cabeça do travesseiro, interessada.
— Ela morria de rir, love, é uma bobagem passageira como tudo, essa música saiu de moda e nem a Samanta lembra mais. Comigo me chamavam de Calculín porque minha avó me penteava com risca no meio e esse personagem saiu de moda. O Cuarteto Obrero também vai sair de moda, o Videomatch vai sair de moda, aqueles babacas que você tem como colegas também vão ficar pra trás, tudo fica pra trás e se supera, não dá mais importância do que merecem, meu amor.JijiManos, sim, são uns macacos, são mó sem noção. – Concordou, mudando o humor aos poucos. – E ainda por cima tudo repetente, uns burrões do caralho, capaz que nem passam de ano.
- Por isso! Não dá mais bola pra eles, amor. – Disse sobre ela, merecendo o lema que estampava sua caneca favorita.Para o melhor pai do mundoao ver ela mudar de humor. — Concentra no que vai te acompanhar pra sempre, nos seus gostos, nos seus estudos, em quem te ama como eu…
Carla se virou e deu um sorriso lindo pra ele.
Embora naquele momento, naquele contexto, não houvesse nada além de uma relação amorosa entre pai e filha, já dava pra sentir os perigos da proximidade da vida adulta quando Carlita se virou, deixando o rosto bem colado no do pai, sem se importar nem se incomodar com tanta proximidade.
— Você vai me amar mesmo que eu tenha cara de duende?
— Você sempre vai ser a mais gostosa pro papai. Sempre. — E num gesto super carinhoso, tocou a pontinha do nariz dela com o dedo indicador e disse:você sempre vai ser a duendinha do papai.Cara de duende tinha sido o primeiro apelido venenoso que aquela manada de ovelhas tinha dado pra ela, e Gustavo tinha transformado isso num gesto carinhoso íntimo entre os dois, que funcionou pra anular o efeito negativo do termo.
— Mesmo assim, papai não vai deixar barato. Amanhã vou falar com a diretora, com sua professora, e se precisar encontrar os pais daqueles caras, vou encontrar. Eles não vão se safar, e se eu tiver que juntar o esquadrão pra botar medo neles, vou fazer.
— Obrigada, papai. — Expressando toda sua gratidão, ela se virou e deu um abraço comovente, digno da mais piegas propaganda de colchão, de seguro ou de segurança no trânsito. O pai a envolveu nos braços e aproveitou o quanto ela era carinhosa pra fazer aqueles apertões e cócegas debaixo da camiseta que os pais fazem, e que com o passar dos anos se tornam cada vez mais raros e preciosos.HAHAHAHAHAPara.Paraááá!hápapiiii… – Ela resistiu sem resistir, Norberto já tinha ela na mira. Ela se contorcia, reclamava e ficava vermelha que nem um tomate sem tirar as mãos dele, quase numa resistência não violenta estilo Mahatma Gandhi.
Se com a Jimena ele fizesse a mesma coisa, ela já era capaz de aplicar uma medida protetiva. Já a Carlita, se deixava, morria de rir e devolvia as cócegas, e a brincadeira terminava com ela toda acalorada e descabelada, a roupa toda bagunçada e ofegante de tanto rir.
– Ainda te chamam de cara de duende? – Perguntou antes de sair do quarto, ofegante e satisfeito com o resultado da conversa e das brincadeiras dele.
– Às vezes, agora tá na moda ficarem cantando aquela música pra mim.Ai, minha doce Carlita, você chupava gostoso como uma louca...- Sim, sim, eu conheço ela, amor. Bom, antes esse apelido te deixava muito mal e agora ficou no passado, tô te falando isso pra mostrar meu ponto de que você vai superar, como supera tudo.
Antes que o homem saísse do quarto, Carla se levantou como se fosse impulsionada por uma mola, como se movida pelos fios de um marionetista frenético, a garota pulou em direção ao corpo do pai e, pendurada nele, estampou um beijo suculento nos lábios dele. Não era o primeiro, sabiam que não seria o último, embora tenha sido o mais secreto e o mais duradouro de todos os que já tinham dado antes.Eem… sabe que isso não tá certo, um pouquinho não dá nada, já uns segundinhos não. – Assim como ela se defendia sem se defender, ele a provocava sem provocar, eram um pro outro. – Além disso, a mamãe não gosta de beijos.
- A mamãe não precisa ficar sabendo. – Disse de forma desinteressada, mais corada que antes e satisfeita com o que fez. – Vou fazer a lição, depois desço pra comer.
Os anos passaram, muitos anos, e cada um deles se via no corpo torneado de Carla, Carlita. Norberto a via na academia e se perguntava o que foi feito da vida daqueles babacas que a zoavam.cara de duendeE o que pensariam agora ao ver o corpo escultural da Carlita e o estilo que ela exalava, do cabelo até a ponta dos pés. Eram tantos minutos dedicados à própria admiração que às vezes ela esquecia que precisava disfarçar, porque estavam na academia.O CenturiãoEra uma academia mais individualista, daquelas com janelões enormes e cheia de espelhos pra galera se ver treinando (e ser vista treinando) o tempo todo, daquelas que a maioria não tava nem aí pra conversar ou socializar, só queria treinar embalada pela música dos fones (ou do som ambiente, que era uma bosta). O pessoal começava a perceber que a relação de pai e filha que eles tinham não era lá muito normal. Um grupinho degymbrosTony, o instrutor musculoso e gostoso, fingia que tava lendo, mas eles se olhavam de canto de olho, meio desconfiados.Muscle & FitnessEla levantava os olhos da revista pra ver o pai acompanhar com meticulosidade os agachamentos perigosos da filha.
- Cê tá levantando mais que na semana passada, hein. – Comentou ele, seguindo o agachamento bem colado no corpo da filha por trás, imitando os movimentos do exercício que a Carla executava, empinando tanta bunda que a legging parecia que ia estourar, empurrando o pai na direção dos espelhos. – Quanto cê tem de cada lado? 35?
- Cê sabe que sim, pai…Mmmfh,Não fala comigo até eu terminar… coloquei mais porque tenho que chegar a 6.
O corpo da Carlita tinha contornos musculosos perfeitos, longe de ser exagerado, mas também longe de passar despercebido. Sem dúvida, o que mais se destacava era a bunda dela. Norberto não sabia em que momento a filha dele tinha virado uma verdadeira viúva negra, pura raba.
- Falta pouco, vamos, mais 2, não se preocupa que eu te acompanho. – Disse quase colado nas costas musculosas dela, salpicadas de gotinhas de suor ardente. Embora ele achasse que ela não precisava disso pra chegar lá, estava enganado.Nnnnghaa… Ufff.– A barra fezclanckQuando a Carla terminou e colocou a barra no suporte, no entanto, metade do corpo dela parecia não responder por causa do cansaço, e a barra, em vez de chegar na posição do outro suporte, começava a se afastar.
A mão firme do pai dela pegou o aço e, como se não pesasse nada, ajudou a colocá-la no suporte. Mesmo não estando tão em forma, mesmo não tendo o corpo invejável dos outros clientes do Centurião, ele era um homem que, quando se tratava de proteger sua filha favorita, sempre encontrava força para acompanhá-la nos exercícios.
— Carlita, você tem que se ajudar com os gêmeos e encaixar a barra nos dois suportes de uma vez, jogando o corpo pra trás, não tenta ajeitar de um lado e depois do outro.UuuuufIsso foi por pouco, muito pouco. – Disse Carlita, suspirando ofegante, com os joelhos tremendo de tanto levá-los ao limite, tentando se alongar para absorver todo o ácido lático, sem se importar que a cada flexão sua bunda volumosa parecia querer explodir da legging como um fruto saindo da terra. Pra piorar, sempre apontava pra algum sortudo na academia, e cada vez eles estavam menos disfarçados pra olhar.
- E você tem razão, tenho que corrigir esse vício de ajustar ela pra esquerda e depois pra direita…
- Foi até a falha, sem dúvida. – Completou o pai dela, enquanto ajudava a desmontar a barra sob o olhar atento de todo mundo.gymbrosque invejavam o status dela.como as coisas mudaram, hein? agora ninguém mais chama ela de cara de duende nem canta música de zoeira… agora todo mundo quer comer ela todinha.Carla olhou pro lado e passou os olhos pelo corpo do pai, de cima a baixo. Era inacreditável o que ele fazia por ela. Levava e trazia ela pra academia, acompanhava nos exercícios difíceis, esperava ela terminar a rotina, mesmo que ele já tivesse acabado a dele há minutos. Pra completar, o corpo de leão rei dele, antes meio largado pelos excessos e pela vida fácil, tava começando a parecer o de um leão rei guerreiro, um corpo de protetor ativo da cria, e isso acendia Carla igual pavio.
- Valeu, véio, não aguentava mais, se não fosse você, eu ia pro chão com a barra e tudo. – Falou ela, exausta pra caralho depois de se alongar, com as pernas tremendo igual folha seca e o suor escorrendo pela testa e se atrevendo a usar o nariz dela de trampolim. O pai dela, sem dar chance pro pudor, começou a secar a testa e o pescoço dela, sem se importar se tavam vendo… que tavam vendo. – Pai, dá uma segurada, daqui a pouco eu termino, tem paciência.
- Já sei, já sei, é que não dá pra esperar… Tô doido pra você acabar. – Sussurrou ele, se lambendo igual cachorro esperando a recompensa depois de fazer um truque.
- Preciso repor as proteínas… – Respondeu ela, grudada no ouvido dele assim que pôde, deixando ele vermelho de tesão, embora não tão vermelho quanto os outros que tavam ali, explodindo de inveja.
Tony teve pena do estado detonado da Carla e passou peso morto com pouco peso e muitas repetições pra ela alongar os músculos, e depois de umas pranchas na bola, liberou ela do turno da noite, que tava cada vez mais cheio.
Naquela noite, como quase toda noite em que dividiam o turno noturno da academia, Norberto tinha terminado a rotina de iniciante dele antes da rotina pesada de volume da filha. Agora ele esperava ansioso pela melhor parte da noite, quando se despediam do instrutor Tony, de todo mundo na academia como pai e filha, e no carro, cobertos pela escuridão em algum ponto do caminho de volta, encontravam uma brecha noturna pra se soltar das amarras. máscaras.
Subiram no carro, Norberto colocou uma música suave e, mais cedo do que tarde, se embrenharam na noite boêmia, onde tudo era luzes, movimento, onde era difícil achar um refúgio escuro pra poder parar o mundo e começar a girar o deles próprios.
- Não enche o saco, vamos pro lugar de sempre. – Disse Carla, sorrindo, observando o reflexo dela no vidro.
- A gente devia achar outro, é perigoso fazer sempre a mesma coisa. – Falou ele, meio preocupado com a saúde do coração. O peito batia forte igual da primeira vez, quando recebeu o presente misterioso da filha. Aquele bilhete precioso que valia um desejo e Norberto trocou por fantasia.
- Isso é paranóia sua de quem foi militar, na real não acontece nada.
- Cê tem razão.
Não era longe da casa da Carla, que dividia com as duas irmãs, Jimena e Cintia. Era numa rua escura como boca de lobo, em frente a uma obra parada e um imenso freixo vermelho cuja copa bloqueava até a luz das estrelas. Foi ali que o motorista estacionou, como sempre que treinavam juntos, e depois de apagar todas as luzes do carro, até as do som, ligaram outros motores.
O homem pegou a filha pelo pescoço e começou a devorar a boca dela. As regras da velha escola diziam que tudo começava com um beijo, e Carla achava aquilo excitante. Amava que aquela boca que dava o beijo de boa noite e ajudava a soprar as velinhas dos primeiros aniversários agora vasculhasse a dela fundo, como se não a conhecesse, como se a reconhecesse. Não importava quantos beijos já tinham trocado, o laço de sangue injetava um tesão sem fim que tornava os beijos inesgotáveis.
A língua de Norberto massageava a da filha dentro da boca dela, de vez em quando os lábios dele davam uma sugada que deixava ela toda melada de saliva. Carla, em vez de se intimidar, deslizava a língua feito uma cobra marinha num covil alheio e devolvia a cusparada pro pai. movendo ela por cada cantinho da boca possível. Os braços se abraçavam mutuamente, acariciavam os corpos sem se importar que estivessem recém-treinados, com os músculos doloridos e banhados em feromônios e perfume de esforço.
As respirações se agitavam à medida que a intensidade do beijo ia crescendo. As línguas se enroscavam nas bocas até respirarem o ar um do outro. Parecia mentira que aquele jogo proibido os tivesse enlaçado tão rápido. Desde aquele presente milagroso do Dia dos Pais que germinou o fruto mais proibido, já não conseguiam imaginar uma vida sem aquele roçar secreto tão imoral, tão perigoso e blasfemo. Tudo tinha se distorcido, desde os olhares até os atos, os pensamentos, as lembranças… agora, o que era uma simples recordação de pai e filha, como a Carlita dando um beijinho, ou ele consolando ela depois de um dia difícil na escola, podia ser interpretado como um antecedente criminal, a prequela do filme maldito, o curta-metragem que bem podia se chamara origem da perversãooAntecedentes da paixão.-Mmmmpapi, sim, sim, me beija mais… – Ofegou Carlita quando a buceta deu uma pausa nos lábios todos babados pra beijar o pescoço dele de lado a lado, se embriagando com o perfume e a temperatura da pele dele.Chuick, chuick, chuiick...Se ouvia enquanto enchia o pescoço dela de beijos profundos e barulhentos. O que os beijos amorosos, quase inocentes, calavam, era gritado pelas mãos, que, levantando a voz da luxúria, começavam a se apalpar mutuamente onde um pai e uma filha não deviam se tocar.
A mão de Carla começou a esfregar a volumosa pica do pai por baixo da calça, tão adorada por ela, tão reverenciada pelos lábios dela, sentindo ela crescer como um deus antigo adormecido emergindo das profundezas do seu vale de carnes. Ele, por sua vez, não parava de encher as costas musculosas dela de sulcos, os dedos arando a superfície, deixando marcas por todo lado, até na barriga, apalpando os peitos dela por cima do top justo de ginástica, amassando-os mais que freguesa indecisa na quitanda.
Logo sentiu uma dureza imbatível por baixo da calça e começou a descobri-la. Não precisava de luz para achar tamanho tesouro, só no tato sentiu a veia pulsando com força própria, a cabeça grande e perfeita que tinha emergido como um tubérculo divino do seu vaso. Gustavo, antes de deixar a filha descer para ofertar sua virilidade, deu um novo beijo de língua bem do jeito que ela gostava, profundo, safado, molhado e barulhento. A língua dele chapinhava dentro da boca dela, revirando a mistura até que já não tinha mais gosto de boca alheia, a troca de fluidos tinha sido tão massiva que tudo lá dentro estava manchado pela boca de homem dele.MmmmPapi, adoro seus beijos, você ainda beija como um moleque inexperiente, me deixa toda molhada. — Sussurrou, passando a língua nos lábios, com fios de saliva escorrendo do queixo. — E não é só a boca…
— Papi te beijaria por horas, sem parar, se não quisesse que você usasse ele pra outra coisa… — Disse, passando o polegar pelos lábios dela, sentindo o calor úmido. Carlita terminou de descobrir o pau do pai, puxando as bolas pra fora pra elas respirarem, e se inclinou pra chupar ele, finalmente.
Era uma sensação tão imbatível como sempre foi, embora a Carlita tivesse ficado uma desgraçada de boa. Começando sempre pela cabeça, abraçando ela com os lábios, deixando escorrer um fio de baba pra começar a descer, acompanhando a descida com um abraço forte dos lábios.Oooh,Deus, meu amor, como você adora a pica do papai.ooh, ooh, oooh.– Gemeu para ela de forma suave e medida, exatamente como ela gostava, enquanto a boca de Carlita formava um anel perfeito que viajava da glande até a base do tronco, uma e outra vez, sem parar, deixando toda a sua mistura salivosa pelo caminho. De repente, o cheiro de plástico e o estofado do carro deram lugar ao cheiro narcótico de suor, saliva e pica, que parecia não incomodar Carlita.
Norberto a pegou pelos cabelos curtos e fez ela balançar a cabeça mais rápido, mais fundo, sempre até o nariz dela bater contra seu baixo ventre. Sua mina nem se abalava quando era dominada, nem mesmo quando ele a mantinha enfiada na pica, com a boca até o fundo da sua cavidade ardente, com a glande entre as papilas gustativas e a campainha.Sluuurp, sluuuurp, sluuuurp, chuiiiick, sluuuurp, sluuuurp…chupava a Carlita, toda empalada na vara de carne. Até que o papi foi tirando devagar, pegando ela pelos cabelos.
- Isso aí…uuh, uuhBoa menina, como se comporta bem. – Eu a parabenizo enquanto esfregava a ponta da pica nos lábios dela.
– Sou uma menina boa, papai? – Ela perguntou num tom de lolita, um tom que chocaria qualquer um pelo quão bem feito era.
– A melhor de todas, agora faz pro papai aquilo que ele tanto gosta, uma cascata invertida.
Cascata invertida era como ela chamava um dos truques orais mais recentes da Carla, talvez um dos mais indecentes, já que refletia a obsessão dos dois por saliva. Se ela tinha aprendido no pornô ou tirado da vasta imaginação dela, era um mistério.
– Espera que eu carrego mais um pouco… aí vai a cascata. – Ela disse enquanto amassava um grande escarro babado até deixá-lo cair como uma cascata sobre a glande, porém, como o nome datécnicaindicou, apressou-se a sugar a saliva com força pra baba voltar pra boca dela.“Sluuuuupr.”-Uuuhh, uuuh, ah,que delícia, meu Deus… — ela gemeu quando ele fez de novo, embora a mistura estivesse cada vez mais grossa.
Norberto não conseguiu se segurar e, pra ver o espetáculo, acendeu a luz do teto do carro, mesmo com o perigo que aquilo trazia… qualquer um que passasse podia ver um homem reclinado no banco da frente, com o pau duro igual a pata de cachorro envenenado e uma cabeça feminina descendo pra saborear. Mesmo assim, o homem se arriscou, era um espetáculo sublime que valia a pena, ver ela nos olhos soltando aquele jatinho branco e grosso de baba pra pegar bem antes de escorrer pelo tronco inteiro, umas quatro vezes até que a safada mostrou o conteúdo da boca e engoliu sem nem um engasgo.
Incapaz de se conter, com aquela carga toda na boca, fez ela bombar empurrando a cabeça dela pela nuca com uma mão e pela cabeça com a outra, numa velocidade que não ficava devendo nada pra qualquer pornô de alto orçamento. Por vários minutos, manipulou o pescoço da filha sem clemência, esquecendo qualquer cuidado com a saúde cervical dela (ainda por cima tava no banco do carona, girando o corpo igual uma minhoca), embora ela também não oferecesse resistência alguma.
— Carlita, meu amor… Deus, papai não aguenta mais. — Ele se confessou, prestes a gozar, com a cobra ciclope quase soltando porra a jato, não por falta de controle, mas porque ela já estava treinada; nos encontros anteriores, a essa altura já tinha descarregado. Pra piorar, como sempre, ela desceu pra chupar as bolas dele, fazendo barulhos sonoros de ventosa ao chupar e soltar (algo comophá, phá, phá), também a enchia de beijos e lambidas profundas que removiam camadas e camadas de sal grudadas no escroto sem causar o menor desconforto.
- E o que você está esperando? Me dá sua proteína, papai, como sempre faz. – Exigiu, passando a língua toda da junção das bolas, passando pelo tronco até a glande, rodeando-a, batendo nela, concentrando-se em lamber o pequeno orifício por onde escapavam todo tipo de fluidos. – Não estamos mais pra remorsos, não volta pra essas caixinhas…
- Não tô falando disso, claro que não é culpa, a buceta vai te fazer a gozada sempre, como foi a vida toda, é só que… - E pra ilustrar o ponto, olhou nos olhos dela, depois percorreu o corpo dela passando pelos peitos até dar uma olhada lasciva naquele culo monumental, onde pousou a mão aberta pra apalpar a nádega enorme. - Papai não consegue se segurar e quer mais… você não sabe como eu morro de vontade de te retribuir uma noite inteira, todo o amor que você me mostrou esses dias.
- Sério? – Falou, ficando vermelha, embora de tanto chupar pinto a boca já estivesse meio avermelhada. – Vou ser sincera, achei que esse era seu limite, não é que eu não quisesse algo mais, é que pensei que com isso a gente tava bem e ia ser assim por muito tempo, hã. – Disse, limpando a garganta, um pouco castigada nos momentos mais profundos da mamada. – Não é que eu seja só uma boca e ache que isso é suficiente, é que dado nosso…
- Laço. Laço de sangue. – Completou o pai. – E sim, te entendo, não é suficiente, já não é. – Falou num tom de novela. – Também achei que no começo isso era mais que suficiente, pelo jeito que você é boa, pelo linda que você fica quando chupa. – Disse, passando o polegar pela mandíbula dela num gesto entre dominante e carinhoso.
- Vou avisar a chata da Jime que não vou chegar, vamos pra sua casa. – Propôs Carla.
- Você vai dizer que vai ficar com uma amiga? – Elaborou Ernesto.
- Que amiga, se eu não tenho? Não, vou Dizer que conheci alguém na academia, não hoje, mas mais pra frente. Então vou falar que vou chegar tarde e ela não precisa me esperar, essa metida a besta se acha a mãe.
- É justamente o que a Paula vai pensar que me preocupa. Não sei, amor, capaz que a gente deva planejar algo melhor pra mais tarde. Já tá tudo muito suspeito. – O homem se preocupou, e com razão. Quando tava no banheiro, tinha ouvido um superior dizer que quando se é bandido, toda sombra parece a do delegado.
- Preocupado com o perigo agora? – Disse ela, agarrando o tronco dele e se esticando com o outro braço pra apagar a luz. – Não volta tanta casa assim, papai, hoje a gente vai avançar.
Naquela noite, coisas novas irolam acontecer na relação proibida deles, e aquele boquete no escuro, na frente da obra em construção, não seria uma delas. Carla continuou quase por obrigação, Norberto topou, embora não dissessem, eles tinham que terminar aquele aperitivo de tesão antes do prato principal da noite, quando o pai ia se rebaixar à bendita posição de agradar a filhinha preferida de mil maneiras diferentes… e essa seria a preliminar.
O trecho final foi ajudado pela mão forte e suada da Carlita, que o masturbou enquanto prendia a glande entre os lábios na jaula da boca dela, até que, num gemido profundo e prolongado, como um lamento, o homem levantou o quadril e soltou a ambrosia leitosa na boca dela, enchendo ela de frutos de homem.
Carla não desperdiçou nem uma gota, de tão forte que chupou, quase que tirou até o mijo pra fora, como costumavam dizer.tudo pra dentro, nada pra fora.Norberto nunca tinha visto nada igual, nem nas viagens mais exóticas dele pra Tailândia e outros países do sudeste asiático. Nem as boqueteiras mais ousadas eram tão permissivas assim, e olha que elas recebiam uma grana boa pelos serviços.Uuuh, uuuh,Nena, que gostoso é encher sua barriguinha de porra. – Disse ele, arrumando o cabelo bagunçado dela que, mesmo curto, apontava pra todo lado igual personagem de desenho que ela ainda assistia. Assim que deixou a franja virada pra um lado só, feito um pai todo caprichoso, deu por encerrado o ato. - Já avisei a mamãe e ela deu o ok como sempre, falei que depois explicava tudo com um emoticon piscando o olho no final, ela mandou eu me cuidar hehe. – Explicou ela, se ajeitando no banco e passando o cinto de segurança entre os peitos, salpicados de gotas de suor que pareciam orvalho da manhã. - E a Jime? – Perguntou ele, ligando os motores silenciosos e começando a jornada de transgressão pela cidade. - Nada, deve tá remoendo raiva mas como não tem prova, não mete nem sai. - Essa mocinha é esperta. Carla esboçou um sorriso cúmplice quando o pai chamou a filha mais velha.mocinha.- Enche o saco, podia cuidar da própria vida, deixar a gente em paz, mas não, esse aí tá feito um cão farejando, me dá um mau pressentimento.
O homem concordou.
Mais cedo do que tarde, estavam na casa dele. Entraram rápido como dois recém-casados na suíte nupcial. Se atracaram de novo se beijando, o homem nem ligou que o bafo dela tava fedendo. Foi uma enxurrada de apalpação, beijos e gemidos, feito dois animais no cio se desconhecendo por completo. Mesmo depois de ter gozado, a pica do homem já tava acordando sentindo o cheirinho de foda iminente.
- Espera, espera, duendezinha, que eu quero ficar confortável, me dá uns minutos. – Pediu ele, querendo manter um pouco de distância.
- Não, não, não, quero você assim, todo suado, todo quente e salgadinho, hmm, fica assim. – Exigiu a mulher, mordendo o pescoço dele e se esfregando nele.
- Deixa eu ficar confortável, só isso, quero ficar de roupão, me espera no quarto uns minutos, coração… – Insistiu, e Carla cedeu, embora não de muito bom grado.
- Tá bom, só porque quero te ver de roupão feito um sugar daddy, nada mais, mais vale que fique bonito em você.
- Você vai se molhar só de tocar nele.
Claro que Norberto não ia se fazer de rogado, era tirar a roupa de treino e se vestir de amante com seu roupão favorito, o mais confortável e deslumbrante, digno de Hugh Hefner ou de qualquer solteirão endinheirado.
- Sabe, viajar pelo mundo sempre me permitiu conhecer o melhor, esse é um dos mais finos da minha coleção. – Anunciou do banheiro. – Se quiser, vai colocando algo no som, não muito alto nem muito palhaço. – Assim ele chamava a música atual, que lhe causava repulsa total e podia mergulhar o pau dele no mais profundo torpor.
No entanto, por mais que tudo parecia ir nos trilhos, o destino tinha planos mais loucos e pensava em botá-los à prova.
A campainha do interfone tocou. Norberto teve que disfarçar a surpresa saindo do banheiro no seu roupão novo com a Carlita. esperando ele sentada na cama enorme e luxuosa com cabeceira de mogno estilo oriental. O pai dela fez sinal de silêncio com uma mão e com a outra indicou pra ela esperar. A garota, que tinha um sexto sentido pra pressentir perigo, se apressou pra se esconder debaixo da cama e esticou um pouco os lençóis pra servirem de cortina.
- Puta que pariu, é ela com certeza! - xingou enquanto via o pai falando no interfone e ele terminava apertando o botão. - É a Jime, deve querer tirar a dúvida a filha da puta... por que não arruma um macho pra ela e me deixa em paz.
E era a Jimena mesmo. Da posição dela, Carla só conseguia ouvir e sentir passos apressados. Pra piorar, a bunda dela era tão empinada e dura que custou pra entrar no esconderijo e ela tinha que ficar imóvel ou podia fazer algum rangido leve.
- E aí? Cadê? Cadê a Carla? - entrou como se fosse dona do lugar e Carla quase virou o Incrível Hulk de tanta raiva. Não só fazia a vida dela um inferno, não só se achava o Detetive Conan com os palpites detetivescos, entrava na casa do pai como se fosse dona do pedaço, prepotente e arrogante que nem filha de político.
- Essa puta não pode ser minha irmã. - sussurrou Carla furiosa.
- Oi Jime, tudo bem? O que posso te oferecer? - tentou amenizar o pai, fingindo que não percebeu que ela entrou com mais fúria que polícia em operação na favela.
- Não se faz de otário, eu sei que vocês dois têm alguma coisa... Meu Deus, são tão óbvios, e me tratam como se eu fosse burra.
- Primeiro, abaixa esse tom porque sou seu pai, segundo, a Carla não tá aqui, foi com um conhecido da academia, e terceiro, não vou permitir que você pense que ela e eu temos esse tipo de...
- Com quem essa vai sair?! Se nunca ficou com ninguém, nunca interessou ninguém, não tem amigos, você sabe disso! - Embora Carla não pudesse ver, era certeza que ela tava batendo no peito do padre com seu dedo indicador arrogante. - Por isso você se aproveita, como sempre foi de baixa autoestima, dá uns beijinhos, fala umas besteiras e compra ela, véio tarado.
Norberto, para surpresa de ambas, riu.
- Me cansa essas filmagens que você inventa, como se nota que tanto pornô atrofiou sua cabeça.ele- Por que você está dizendo isso?ele!? Tá tirando sarro da minha condição? Seu merda! Pai de merda!
Carla não conseguiu evitar sussurrar um perigoso...Whaaat?Não entendia o que ela queria dizer com aquilo.condiçãoNunca imaginou que as coisas pudessem virar tanto de cabeça pra baixo tão rápido fora de situações como acidentes de trânsito. Pra piorar, o perigo de ser descoberta ainda estava no ar, Jimena tava percorrendo a casa, andando como se fosse a rainha do pedaço, abrindo portas, espiando debaixo da mesa ou olhando pro quintal pelas janelas. Dava pra ouvir ela andando pela casa feito uma louca, com o pai atrás tentando manter a calma, mostrando o treinamento militar como se tivesse resistindo a um interrogatório.
- Jimena, te falei pra não me desrespeitar, além disso, não tava me referindo a… sua condição.
- Sua condição? Vai, fala logo se você chupa ovo, sou ninfomaníaca e você sabe! Sabe muito bem, seu velho tarado… e ainda me trata como se eu fosse burra, já tá vestido se achando o Rocco Siffredi, com certeza aquela idiota tá por aqui… Aparece logo, sua vaca! Vou te denunciar se te pegar! E você também, seu merda!
Carla quase teve um treco. Não sabia que Jimena era ninfomaníaca nem que o pai sabia disso. Como ele tinha descoberto? Isso se diagnosticava? Será que eles dois já tinham…?
- Escuta aqui, não tenho que passar por esse vexame na minha própria casa, não tenho que aguentar seus insultos contra mim, contra sua irmã, e ainda voltei do treino, como você deve ter notado, então se me permite…
- Sim, sim, já notei, você fede como o porco velho que é. – Fez um gesto exagerado de cheirar, como quando alguém sabe que um convidado pisou em merda e tenta descobrir quem foi.
- Bom, caso você não saiba, eu tava relaxando, ia colocar música, colocar algo na chapa pra cozinhar enquanto tomava um banho, então se me der licença, podia ir…
- Banho, é isso. – Descobriu com determinação, interrompendo o pai e andando perigosa, muito perigosamente em direção ao quarto. Carla viu de baixo os pés da irmã pisando firme rumo ao banheiro… pelo menos a luz dele. tava ligada, o que ajudava na desculpa dela, mas tudo ia acabar se ela resolvesse se jogar no chão e olhar debaixo da cama. Tava na porta de um escândalo do caralho, conhecendo a irmã dela, se ela achasse ela escondida debaixo da cama com o pai dela de roupão, ia dar um berro que ia acabar com o relacionamento.
Ouviu a cortina do banheiro ser puxada com violência.
- Para, para, você vai rasgar ela, é uma cortina cara, comprei no…
- Tô nem aí. – Respondeu com uma arrogância que fez Carla ter que morder a língua pra não sair feito uma fera, arrancar o cabelo dela pela raiz e encher o rabo dela de chute. Ela podia fazer isso, mesmo sendo mais nova, tava em condições físicas de dar um jeito na irmã vagabunda no estilo porrada, como se tivesse numa briga de rua daqueles jogos que ela adorava. Agora a irmã dela tava na frente, abrindo o armário e passando a mão nas camisas e paletós, fazendo barulho com os ganchos dos cabides a cada tapa.
- Escuta aqui! Agora você vai me ouvir! – Carla viu os dois pares de pés um de frente pro outro, os da Jimena calçados com botas de couro sintético e os do pai dela, descalços. Não quis confirmar, mas parecia que o Norberto tava segurando ela pelos ombros. - Você entra na minha casa pra me xingar, falar um monte de merda da sua irmã, eu tenho que aturar suas histórias, suas reclamações, e ainda acha que pode virar minha casa de cabeça pra baixo! Dá uma segurada, porque ninguém te chamou aqui nem te deve nada!
Fez um silêncio difícil de entender. Era estranho que a irmã dela, com aquele gênio de merda, se deixasse intimidar tão fácil… tinha acontecido alguma coisa que, da perspectiva dela, ela não conseguia descobrir.
- Jime… por favor.
- O que foi? Já não gosta mais delas como antes? Desde que falaram que eu era uma ninfomaníaca, você não elogiou mais, não olhou mais, nada. Vai me dizer que a Carlita tem as mais bonitas?
Será que ela tava mostrando as…?
- Jime, não mete sua irmã nisso, por favor. O que aconteceu ficou enterrado, acabou e você sabe disso. Você não estava bem… foi por um caminho perigoso e quando te diagnosticaram, decidimos que era melhor dar um ponto final. Não lembra de todo o sofrimento que passou? Das coisas que fez e das quais eu tive que te tirar?
Carla ficou paralisada, congelada diante do véu que se revelava aos seus olhos, mostrando uma peça teatral do passado da qual ela não fazia a menor ideia. Sua irmã ninfomaníaca? E com uma história passada com o pai? De uma forma ou de outra, começava a fazer sentido a atitude da irmã mais velha diante de tudo que aconteceu; agora ela entendia que tudo era por ciúmes e uma história mal resolvida.
— Você não vai assumir sua filha degenerada, logo você que não deixa ninguém em paz? Se antes você gostava das minhas tetas, nem imagina o quanto vai gostar agora, e você sabe que eu sei usar muito bem… melhor que a Carlita, com certeza.
— Chega, Jimena, chega. Veste e me deixa sozinho, por favor, não vamos ressuscitar esse cadáver.
No entanto, Carla continuava vendo os dois pares de pés frente a frente, sem se mexer nem um pouco, até que as botas de Jimena recuaram um pouco… e ela viu seus joelhos se flexionarem, viu como o jeans elastizado da irmã quase estourava por todos os lados ao se ajoelhar entre as pernas do pai (especialmente na buceta, onde cada gomo se marcava) e, atônita, incapaz de sair do estado de paralisia, Carla ouviu o som inconfundível de uma chupada de pau.
Continua...

Capítulos Anteriores:
Capítulo 1:http://www.poringa.net/posts/relatos/5100901/El-deseo-de-papi.htmlCapítulo 2:http://www.poringa.net/posts/relatos/5223148/El-deseo-de-papi-Capitulo-2.html
Até pensei em postar capítulos mais curtos, mas fiquei tanto tempo sem aparecer que este tem uma duração maior pra compensar.
A “musa” dessa história é a Akemy Sama (instagramer e twitcher brasileira). Como sempre digo, se gostarem, comentem, avaliem, o que quiserem, o que mais curto é quando opinam, assim sei se a história agrada vocês.





Norberto costumava dizer que a gente só conhece a crueldade das crianças quando vira pai. Ele ainda lembrava como a filha dele, a Carla, a do meio, sofreu bullying de vários lados, tanto dos meninos quanto das meninas, por anos, e os dois casos eram pesados. O cara tinha bem fresca na memória a lembrança de estar em casa curtindo o descanso merecidotemporadas em terra firme(era assim que ele costumava chamar seu tempo fora do serviço naval) com uma coca com gelo na mão, um programa esportivo na TV de tubo quando a Paula chegava com as meninas… e a Carla parecia chegar cada vez mais acabada.Uuuh…O que foi, amor?" – perguntei preocupado.
"Esses caras de merda continuam colocando apelidos nela, uns arrombados..." – Embora o Iorio ainda não tivesse popularizado aquela expressão, a esposa dele, Paula, carregada com as mochilas e as jaquetas, já tinha previsto tudo direitinho. A Carla, com cara de bunda, evitou cumprimentar o pai e saiu disparada pro quarto, onde se trancou dando um puta de um portão.
"De novo?" – Ele bufou, largando o copo no braço do sofá com força. – "E você, Jimena, não pode defender ela?ei? É sua irmã mais nova!
- Pois é, a gente quase nem se vê! – Se desculpou sem dar muita importância, jogando a mochila no sofá da sala. – Cruzo com ela no recreio e olhe lá… – Explicou com certa frieza. – Além disso, é pior se eu ficar atrás dela feito babá, você não sabe como esses babacas são, não adianta nada além de encarar eles ou ignorar.
- Se ela andasse com você e suas amigas, que são mais velhas, iam respeitar mais ela e não iam mexer com ela. – Pensou o homem com a lógica dos velhos tempos.
- Não funciona assim, pai. Posso ficar com ela um tempinho no recreio, não dá pra ficar em cima toda hora.
- Quem tem que fazer alguma coisa é você, Norberto, deixa a Jime em paz, que ela já tem o suficiente com os estudos. – Levou uma indireta da mulher, irritada com toda a situação. – Vê se cria vergonha na cara e sobe pra falar com ela, pelo menos.
Norberto preferiu não jogar mais gasolina na fogueira respondendo àquele ataque à sua masculinidade e, limitando-se a resmungar, levantou e subiu as escadas pra falar com a Carla. Depois de bater e não ter resposta, se viu obrigado a usar seu título de patriarca e entrar mesmo assim.
- Eu não disse pra entra…!ah—, é você, pensei que era a mamãe ou a Jime.
— Licença, Carlita. — Sussurrou com cautela, se movendo como um navy seal num acampamento inimigo.
— Não me chama assim! — Disse ela, jogando nele um pelúcia de algum desenho que ele desconhecia e só tinha certeza que não era um personagem da Hanna Barbera. — Tô podre de ouvir isso…
— Você se chama Carla e pra mim você sempre vai ser minha Carlita.
— Você não entende nada, por isso. Não assiste aquele programa de merda que passa essa música.
O homem levou uns segundos pra pensar em como agir enquanto a observava, sua filha tava numa idade em que analisava até o menor dos movimentos e palavras dele como o Predator em busca de pontos fracos com a visão de raio-X. Um erro na idade dela podia ser fatal e jogá-lo no caixote odiado de figuras paternas fracassadas.
Roberto observou ela com atenção, ela tava de bruços agarrada no travesseiro, afundada nele como se quisesse sufocá-lo num abraço mortal. Tinha tirado os tênis jogando eles com força no escritório e no guarda-roupa. Um dos pés dela tava com uma meia enquanto o outro não, e esse ela balançava até que o homem pegou ele e começou a fazer massagens carinhosas.
— Ainda tão te enchendo o saco com essa música do Videomatch? — Intuiu o pai sentando na cama da filha, afastando os cabelos escuros dela tentando consolá-la. Embora não chorasse, dava pra ver que ela tava super frustrada e estressada com a situação, que já tinha se tornado muito frequente.
— O que você acha?
Não era a melhor época pra se chamar Carla. No programa de humor e câmeras escondidas Videomatch, o humorista cordobês Yayo tinha popularizado uma série de músicas ultra obscenas e uma delas era sobre uma tal Carlita. Pra falar de um jeito suave, muito suave, a Carlita da música se dava todo tipo de liberdade sexual por dinheiro e por prazer.
Roberto se deitou de lado, quase em cima dela. Carla era a única que ainda lhe permitia essas liberdades fraternas sem opor resistência férrea, a única que não recusava o contato físico dele, seus carinhos. Talvez se a Paula ou a irmã mais velha tivessem entrado, teriam atirado um chinelo em vez de um pelúcia inofensiva. Ele, até no pior momento, era recebido no covil dela.
- Você sabe que com sua tia Samanta aconteceu a mesma coisa? Ficou na moda uma música de merda que dizia algo tipoSamanta, a noite inteira ela aguenta...— Cochichou no ouvido dela por trás, tentando animá-la com a história. — O tio Victor ensinou pra Jimena quando ela era pequena pra ela cantar, só de sacanagem mesmo, verdade que as crianças têm um sexto sentido pra aprender coisas indevidas que não entendem… a questão é que sem saber o que significava, ela vivia cantando aquilo. Sabe como a sua prima Samy levava na brincadeira?
— Como? — Perguntei tirando a cabeça do travesseiro, interessada.
— Ela morria de rir, love, é uma bobagem passageira como tudo, essa música saiu de moda e nem a Samanta lembra mais. Comigo me chamavam de Calculín porque minha avó me penteava com risca no meio e esse personagem saiu de moda. O Cuarteto Obrero também vai sair de moda, o Videomatch vai sair de moda, aqueles babacas que você tem como colegas também vão ficar pra trás, tudo fica pra trás e se supera, não dá mais importância do que merecem, meu amor.JijiManos, sim, são uns macacos, são mó sem noção. – Concordou, mudando o humor aos poucos. – E ainda por cima tudo repetente, uns burrões do caralho, capaz que nem passam de ano.
- Por isso! Não dá mais bola pra eles, amor. – Disse sobre ela, merecendo o lema que estampava sua caneca favorita.Para o melhor pai do mundoao ver ela mudar de humor. — Concentra no que vai te acompanhar pra sempre, nos seus gostos, nos seus estudos, em quem te ama como eu…
Carla se virou e deu um sorriso lindo pra ele.
Embora naquele momento, naquele contexto, não houvesse nada além de uma relação amorosa entre pai e filha, já dava pra sentir os perigos da proximidade da vida adulta quando Carlita se virou, deixando o rosto bem colado no do pai, sem se importar nem se incomodar com tanta proximidade.
— Você vai me amar mesmo que eu tenha cara de duende?
— Você sempre vai ser a mais gostosa pro papai. Sempre. — E num gesto super carinhoso, tocou a pontinha do nariz dela com o dedo indicador e disse:você sempre vai ser a duendinha do papai.Cara de duende tinha sido o primeiro apelido venenoso que aquela manada de ovelhas tinha dado pra ela, e Gustavo tinha transformado isso num gesto carinhoso íntimo entre os dois, que funcionou pra anular o efeito negativo do termo.
— Mesmo assim, papai não vai deixar barato. Amanhã vou falar com a diretora, com sua professora, e se precisar encontrar os pais daqueles caras, vou encontrar. Eles não vão se safar, e se eu tiver que juntar o esquadrão pra botar medo neles, vou fazer.
— Obrigada, papai. — Expressando toda sua gratidão, ela se virou e deu um abraço comovente, digno da mais piegas propaganda de colchão, de seguro ou de segurança no trânsito. O pai a envolveu nos braços e aproveitou o quanto ela era carinhosa pra fazer aqueles apertões e cócegas debaixo da camiseta que os pais fazem, e que com o passar dos anos se tornam cada vez mais raros e preciosos.HAHAHAHAHAPara.Paraááá!hápapiiii… – Ela resistiu sem resistir, Norberto já tinha ela na mira. Ela se contorcia, reclamava e ficava vermelha que nem um tomate sem tirar as mãos dele, quase numa resistência não violenta estilo Mahatma Gandhi.
Se com a Jimena ele fizesse a mesma coisa, ela já era capaz de aplicar uma medida protetiva. Já a Carlita, se deixava, morria de rir e devolvia as cócegas, e a brincadeira terminava com ela toda acalorada e descabelada, a roupa toda bagunçada e ofegante de tanto rir.
– Ainda te chamam de cara de duende? – Perguntou antes de sair do quarto, ofegante e satisfeito com o resultado da conversa e das brincadeiras dele.
– Às vezes, agora tá na moda ficarem cantando aquela música pra mim.Ai, minha doce Carlita, você chupava gostoso como uma louca...- Sim, sim, eu conheço ela, amor. Bom, antes esse apelido te deixava muito mal e agora ficou no passado, tô te falando isso pra mostrar meu ponto de que você vai superar, como supera tudo.
Antes que o homem saísse do quarto, Carla se levantou como se fosse impulsionada por uma mola, como se movida pelos fios de um marionetista frenético, a garota pulou em direção ao corpo do pai e, pendurada nele, estampou um beijo suculento nos lábios dele. Não era o primeiro, sabiam que não seria o último, embora tenha sido o mais secreto e o mais duradouro de todos os que já tinham dado antes.Eem… sabe que isso não tá certo, um pouquinho não dá nada, já uns segundinhos não. – Assim como ela se defendia sem se defender, ele a provocava sem provocar, eram um pro outro. – Além disso, a mamãe não gosta de beijos.
- A mamãe não precisa ficar sabendo. – Disse de forma desinteressada, mais corada que antes e satisfeita com o que fez. – Vou fazer a lição, depois desço pra comer.
Os anos passaram, muitos anos, e cada um deles se via no corpo torneado de Carla, Carlita. Norberto a via na academia e se perguntava o que foi feito da vida daqueles babacas que a zoavam.cara de duendeE o que pensariam agora ao ver o corpo escultural da Carlita e o estilo que ela exalava, do cabelo até a ponta dos pés. Eram tantos minutos dedicados à própria admiração que às vezes ela esquecia que precisava disfarçar, porque estavam na academia.O CenturiãoEra uma academia mais individualista, daquelas com janelões enormes e cheia de espelhos pra galera se ver treinando (e ser vista treinando) o tempo todo, daquelas que a maioria não tava nem aí pra conversar ou socializar, só queria treinar embalada pela música dos fones (ou do som ambiente, que era uma bosta). O pessoal começava a perceber que a relação de pai e filha que eles tinham não era lá muito normal. Um grupinho degymbrosTony, o instrutor musculoso e gostoso, fingia que tava lendo, mas eles se olhavam de canto de olho, meio desconfiados.Muscle & FitnessEla levantava os olhos da revista pra ver o pai acompanhar com meticulosidade os agachamentos perigosos da filha.
- Cê tá levantando mais que na semana passada, hein. – Comentou ele, seguindo o agachamento bem colado no corpo da filha por trás, imitando os movimentos do exercício que a Carla executava, empinando tanta bunda que a legging parecia que ia estourar, empurrando o pai na direção dos espelhos. – Quanto cê tem de cada lado? 35?
- Cê sabe que sim, pai…Mmmfh,Não fala comigo até eu terminar… coloquei mais porque tenho que chegar a 6.
O corpo da Carlita tinha contornos musculosos perfeitos, longe de ser exagerado, mas também longe de passar despercebido. Sem dúvida, o que mais se destacava era a bunda dela. Norberto não sabia em que momento a filha dele tinha virado uma verdadeira viúva negra, pura raba.
- Falta pouco, vamos, mais 2, não se preocupa que eu te acompanho. – Disse quase colado nas costas musculosas dela, salpicadas de gotinhas de suor ardente. Embora ele achasse que ela não precisava disso pra chegar lá, estava enganado.Nnnnghaa… Ufff.– A barra fezclanckQuando a Carla terminou e colocou a barra no suporte, no entanto, metade do corpo dela parecia não responder por causa do cansaço, e a barra, em vez de chegar na posição do outro suporte, começava a se afastar.
A mão firme do pai dela pegou o aço e, como se não pesasse nada, ajudou a colocá-la no suporte. Mesmo não estando tão em forma, mesmo não tendo o corpo invejável dos outros clientes do Centurião, ele era um homem que, quando se tratava de proteger sua filha favorita, sempre encontrava força para acompanhá-la nos exercícios.
— Carlita, você tem que se ajudar com os gêmeos e encaixar a barra nos dois suportes de uma vez, jogando o corpo pra trás, não tenta ajeitar de um lado e depois do outro.UuuuufIsso foi por pouco, muito pouco. – Disse Carlita, suspirando ofegante, com os joelhos tremendo de tanto levá-los ao limite, tentando se alongar para absorver todo o ácido lático, sem se importar que a cada flexão sua bunda volumosa parecia querer explodir da legging como um fruto saindo da terra. Pra piorar, sempre apontava pra algum sortudo na academia, e cada vez eles estavam menos disfarçados pra olhar.
- E você tem razão, tenho que corrigir esse vício de ajustar ela pra esquerda e depois pra direita…
- Foi até a falha, sem dúvida. – Completou o pai dela, enquanto ajudava a desmontar a barra sob o olhar atento de todo mundo.gymbrosque invejavam o status dela.como as coisas mudaram, hein? agora ninguém mais chama ela de cara de duende nem canta música de zoeira… agora todo mundo quer comer ela todinha.Carla olhou pro lado e passou os olhos pelo corpo do pai, de cima a baixo. Era inacreditável o que ele fazia por ela. Levava e trazia ela pra academia, acompanhava nos exercícios difíceis, esperava ela terminar a rotina, mesmo que ele já tivesse acabado a dele há minutos. Pra completar, o corpo de leão rei dele, antes meio largado pelos excessos e pela vida fácil, tava começando a parecer o de um leão rei guerreiro, um corpo de protetor ativo da cria, e isso acendia Carla igual pavio.
- Valeu, véio, não aguentava mais, se não fosse você, eu ia pro chão com a barra e tudo. – Falou ela, exausta pra caralho depois de se alongar, com as pernas tremendo igual folha seca e o suor escorrendo pela testa e se atrevendo a usar o nariz dela de trampolim. O pai dela, sem dar chance pro pudor, começou a secar a testa e o pescoço dela, sem se importar se tavam vendo… que tavam vendo. – Pai, dá uma segurada, daqui a pouco eu termino, tem paciência.
- Já sei, já sei, é que não dá pra esperar… Tô doido pra você acabar. – Sussurrou ele, se lambendo igual cachorro esperando a recompensa depois de fazer um truque.
- Preciso repor as proteínas… – Respondeu ela, grudada no ouvido dele assim que pôde, deixando ele vermelho de tesão, embora não tão vermelho quanto os outros que tavam ali, explodindo de inveja.
Tony teve pena do estado detonado da Carla e passou peso morto com pouco peso e muitas repetições pra ela alongar os músculos, e depois de umas pranchas na bola, liberou ela do turno da noite, que tava cada vez mais cheio.
Naquela noite, como quase toda noite em que dividiam o turno noturno da academia, Norberto tinha terminado a rotina de iniciante dele antes da rotina pesada de volume da filha. Agora ele esperava ansioso pela melhor parte da noite, quando se despediam do instrutor Tony, de todo mundo na academia como pai e filha, e no carro, cobertos pela escuridão em algum ponto do caminho de volta, encontravam uma brecha noturna pra se soltar das amarras. máscaras.
Subiram no carro, Norberto colocou uma música suave e, mais cedo do que tarde, se embrenharam na noite boêmia, onde tudo era luzes, movimento, onde era difícil achar um refúgio escuro pra poder parar o mundo e começar a girar o deles próprios.
- Não enche o saco, vamos pro lugar de sempre. – Disse Carla, sorrindo, observando o reflexo dela no vidro.
- A gente devia achar outro, é perigoso fazer sempre a mesma coisa. – Falou ele, meio preocupado com a saúde do coração. O peito batia forte igual da primeira vez, quando recebeu o presente misterioso da filha. Aquele bilhete precioso que valia um desejo e Norberto trocou por fantasia.
- Isso é paranóia sua de quem foi militar, na real não acontece nada.
- Cê tem razão.
Não era longe da casa da Carla, que dividia com as duas irmãs, Jimena e Cintia. Era numa rua escura como boca de lobo, em frente a uma obra parada e um imenso freixo vermelho cuja copa bloqueava até a luz das estrelas. Foi ali que o motorista estacionou, como sempre que treinavam juntos, e depois de apagar todas as luzes do carro, até as do som, ligaram outros motores.
O homem pegou a filha pelo pescoço e começou a devorar a boca dela. As regras da velha escola diziam que tudo começava com um beijo, e Carla achava aquilo excitante. Amava que aquela boca que dava o beijo de boa noite e ajudava a soprar as velinhas dos primeiros aniversários agora vasculhasse a dela fundo, como se não a conhecesse, como se a reconhecesse. Não importava quantos beijos já tinham trocado, o laço de sangue injetava um tesão sem fim que tornava os beijos inesgotáveis.
A língua de Norberto massageava a da filha dentro da boca dela, de vez em quando os lábios dele davam uma sugada que deixava ela toda melada de saliva. Carla, em vez de se intimidar, deslizava a língua feito uma cobra marinha num covil alheio e devolvia a cusparada pro pai. movendo ela por cada cantinho da boca possível. Os braços se abraçavam mutuamente, acariciavam os corpos sem se importar que estivessem recém-treinados, com os músculos doloridos e banhados em feromônios e perfume de esforço.
As respirações se agitavam à medida que a intensidade do beijo ia crescendo. As línguas se enroscavam nas bocas até respirarem o ar um do outro. Parecia mentira que aquele jogo proibido os tivesse enlaçado tão rápido. Desde aquele presente milagroso do Dia dos Pais que germinou o fruto mais proibido, já não conseguiam imaginar uma vida sem aquele roçar secreto tão imoral, tão perigoso e blasfemo. Tudo tinha se distorcido, desde os olhares até os atos, os pensamentos, as lembranças… agora, o que era uma simples recordação de pai e filha, como a Carlita dando um beijinho, ou ele consolando ela depois de um dia difícil na escola, podia ser interpretado como um antecedente criminal, a prequela do filme maldito, o curta-metragem que bem podia se chamara origem da perversãooAntecedentes da paixão.-Mmmmpapi, sim, sim, me beija mais… – Ofegou Carlita quando a buceta deu uma pausa nos lábios todos babados pra beijar o pescoço dele de lado a lado, se embriagando com o perfume e a temperatura da pele dele.Chuick, chuick, chuiick...Se ouvia enquanto enchia o pescoço dela de beijos profundos e barulhentos. O que os beijos amorosos, quase inocentes, calavam, era gritado pelas mãos, que, levantando a voz da luxúria, começavam a se apalpar mutuamente onde um pai e uma filha não deviam se tocar.
A mão de Carla começou a esfregar a volumosa pica do pai por baixo da calça, tão adorada por ela, tão reverenciada pelos lábios dela, sentindo ela crescer como um deus antigo adormecido emergindo das profundezas do seu vale de carnes. Ele, por sua vez, não parava de encher as costas musculosas dela de sulcos, os dedos arando a superfície, deixando marcas por todo lado, até na barriga, apalpando os peitos dela por cima do top justo de ginástica, amassando-os mais que freguesa indecisa na quitanda.
Logo sentiu uma dureza imbatível por baixo da calça e começou a descobri-la. Não precisava de luz para achar tamanho tesouro, só no tato sentiu a veia pulsando com força própria, a cabeça grande e perfeita que tinha emergido como um tubérculo divino do seu vaso. Gustavo, antes de deixar a filha descer para ofertar sua virilidade, deu um novo beijo de língua bem do jeito que ela gostava, profundo, safado, molhado e barulhento. A língua dele chapinhava dentro da boca dela, revirando a mistura até que já não tinha mais gosto de boca alheia, a troca de fluidos tinha sido tão massiva que tudo lá dentro estava manchado pela boca de homem dele.MmmmPapi, adoro seus beijos, você ainda beija como um moleque inexperiente, me deixa toda molhada. — Sussurrou, passando a língua nos lábios, com fios de saliva escorrendo do queixo. — E não é só a boca…
— Papi te beijaria por horas, sem parar, se não quisesse que você usasse ele pra outra coisa… — Disse, passando o polegar pelos lábios dela, sentindo o calor úmido. Carlita terminou de descobrir o pau do pai, puxando as bolas pra fora pra elas respirarem, e se inclinou pra chupar ele, finalmente.
Era uma sensação tão imbatível como sempre foi, embora a Carlita tivesse ficado uma desgraçada de boa. Começando sempre pela cabeça, abraçando ela com os lábios, deixando escorrer um fio de baba pra começar a descer, acompanhando a descida com um abraço forte dos lábios.Oooh,Deus, meu amor, como você adora a pica do papai.ooh, ooh, oooh.– Gemeu para ela de forma suave e medida, exatamente como ela gostava, enquanto a boca de Carlita formava um anel perfeito que viajava da glande até a base do tronco, uma e outra vez, sem parar, deixando toda a sua mistura salivosa pelo caminho. De repente, o cheiro de plástico e o estofado do carro deram lugar ao cheiro narcótico de suor, saliva e pica, que parecia não incomodar Carlita.
Norberto a pegou pelos cabelos curtos e fez ela balançar a cabeça mais rápido, mais fundo, sempre até o nariz dela bater contra seu baixo ventre. Sua mina nem se abalava quando era dominada, nem mesmo quando ele a mantinha enfiada na pica, com a boca até o fundo da sua cavidade ardente, com a glande entre as papilas gustativas e a campainha.Sluuurp, sluuuurp, sluuuurp, chuiiiick, sluuuurp, sluuuurp…chupava a Carlita, toda empalada na vara de carne. Até que o papi foi tirando devagar, pegando ela pelos cabelos.
- Isso aí…uuh, uuhBoa menina, como se comporta bem. – Eu a parabenizo enquanto esfregava a ponta da pica nos lábios dela.
– Sou uma menina boa, papai? – Ela perguntou num tom de lolita, um tom que chocaria qualquer um pelo quão bem feito era.
– A melhor de todas, agora faz pro papai aquilo que ele tanto gosta, uma cascata invertida.
Cascata invertida era como ela chamava um dos truques orais mais recentes da Carla, talvez um dos mais indecentes, já que refletia a obsessão dos dois por saliva. Se ela tinha aprendido no pornô ou tirado da vasta imaginação dela, era um mistério.
– Espera que eu carrego mais um pouco… aí vai a cascata. – Ela disse enquanto amassava um grande escarro babado até deixá-lo cair como uma cascata sobre a glande, porém, como o nome datécnicaindicou, apressou-se a sugar a saliva com força pra baba voltar pra boca dela.“Sluuuuupr.”-Uuuhh, uuuh, ah,que delícia, meu Deus… — ela gemeu quando ele fez de novo, embora a mistura estivesse cada vez mais grossa.
Norberto não conseguiu se segurar e, pra ver o espetáculo, acendeu a luz do teto do carro, mesmo com o perigo que aquilo trazia… qualquer um que passasse podia ver um homem reclinado no banco da frente, com o pau duro igual a pata de cachorro envenenado e uma cabeça feminina descendo pra saborear. Mesmo assim, o homem se arriscou, era um espetáculo sublime que valia a pena, ver ela nos olhos soltando aquele jatinho branco e grosso de baba pra pegar bem antes de escorrer pelo tronco inteiro, umas quatro vezes até que a safada mostrou o conteúdo da boca e engoliu sem nem um engasgo.
Incapaz de se conter, com aquela carga toda na boca, fez ela bombar empurrando a cabeça dela pela nuca com uma mão e pela cabeça com a outra, numa velocidade que não ficava devendo nada pra qualquer pornô de alto orçamento. Por vários minutos, manipulou o pescoço da filha sem clemência, esquecendo qualquer cuidado com a saúde cervical dela (ainda por cima tava no banco do carona, girando o corpo igual uma minhoca), embora ela também não oferecesse resistência alguma.
— Carlita, meu amor… Deus, papai não aguenta mais. — Ele se confessou, prestes a gozar, com a cobra ciclope quase soltando porra a jato, não por falta de controle, mas porque ela já estava treinada; nos encontros anteriores, a essa altura já tinha descarregado. Pra piorar, como sempre, ela desceu pra chupar as bolas dele, fazendo barulhos sonoros de ventosa ao chupar e soltar (algo comophá, phá, phá), também a enchia de beijos e lambidas profundas que removiam camadas e camadas de sal grudadas no escroto sem causar o menor desconforto.
- E o que você está esperando? Me dá sua proteína, papai, como sempre faz. – Exigiu, passando a língua toda da junção das bolas, passando pelo tronco até a glande, rodeando-a, batendo nela, concentrando-se em lamber o pequeno orifício por onde escapavam todo tipo de fluidos. – Não estamos mais pra remorsos, não volta pra essas caixinhas…
- Não tô falando disso, claro que não é culpa, a buceta vai te fazer a gozada sempre, como foi a vida toda, é só que… - E pra ilustrar o ponto, olhou nos olhos dela, depois percorreu o corpo dela passando pelos peitos até dar uma olhada lasciva naquele culo monumental, onde pousou a mão aberta pra apalpar a nádega enorme. - Papai não consegue se segurar e quer mais… você não sabe como eu morro de vontade de te retribuir uma noite inteira, todo o amor que você me mostrou esses dias.
- Sério? – Falou, ficando vermelha, embora de tanto chupar pinto a boca já estivesse meio avermelhada. – Vou ser sincera, achei que esse era seu limite, não é que eu não quisesse algo mais, é que pensei que com isso a gente tava bem e ia ser assim por muito tempo, hã. – Disse, limpando a garganta, um pouco castigada nos momentos mais profundos da mamada. – Não é que eu seja só uma boca e ache que isso é suficiente, é que dado nosso…
- Laço. Laço de sangue. – Completou o pai. – E sim, te entendo, não é suficiente, já não é. – Falou num tom de novela. – Também achei que no começo isso era mais que suficiente, pelo jeito que você é boa, pelo linda que você fica quando chupa. – Disse, passando o polegar pela mandíbula dela num gesto entre dominante e carinhoso.
- Vou avisar a chata da Jime que não vou chegar, vamos pra sua casa. – Propôs Carla.
- Você vai dizer que vai ficar com uma amiga? – Elaborou Ernesto.
- Que amiga, se eu não tenho? Não, vou Dizer que conheci alguém na academia, não hoje, mas mais pra frente. Então vou falar que vou chegar tarde e ela não precisa me esperar, essa metida a besta se acha a mãe.
- É justamente o que a Paula vai pensar que me preocupa. Não sei, amor, capaz que a gente deva planejar algo melhor pra mais tarde. Já tá tudo muito suspeito. – O homem se preocupou, e com razão. Quando tava no banheiro, tinha ouvido um superior dizer que quando se é bandido, toda sombra parece a do delegado.
- Preocupado com o perigo agora? – Disse ela, agarrando o tronco dele e se esticando com o outro braço pra apagar a luz. – Não volta tanta casa assim, papai, hoje a gente vai avançar.
Naquela noite, coisas novas irolam acontecer na relação proibida deles, e aquele boquete no escuro, na frente da obra em construção, não seria uma delas. Carla continuou quase por obrigação, Norberto topou, embora não dissessem, eles tinham que terminar aquele aperitivo de tesão antes do prato principal da noite, quando o pai ia se rebaixar à bendita posição de agradar a filhinha preferida de mil maneiras diferentes… e essa seria a preliminar.
O trecho final foi ajudado pela mão forte e suada da Carlita, que o masturbou enquanto prendia a glande entre os lábios na jaula da boca dela, até que, num gemido profundo e prolongado, como um lamento, o homem levantou o quadril e soltou a ambrosia leitosa na boca dela, enchendo ela de frutos de homem.
Carla não desperdiçou nem uma gota, de tão forte que chupou, quase que tirou até o mijo pra fora, como costumavam dizer.tudo pra dentro, nada pra fora.Norberto nunca tinha visto nada igual, nem nas viagens mais exóticas dele pra Tailândia e outros países do sudeste asiático. Nem as boqueteiras mais ousadas eram tão permissivas assim, e olha que elas recebiam uma grana boa pelos serviços.Uuuh, uuuh,Nena, que gostoso é encher sua barriguinha de porra. – Disse ele, arrumando o cabelo bagunçado dela que, mesmo curto, apontava pra todo lado igual personagem de desenho que ela ainda assistia. Assim que deixou a franja virada pra um lado só, feito um pai todo caprichoso, deu por encerrado o ato. - Já avisei a mamãe e ela deu o ok como sempre, falei que depois explicava tudo com um emoticon piscando o olho no final, ela mandou eu me cuidar hehe. – Explicou ela, se ajeitando no banco e passando o cinto de segurança entre os peitos, salpicados de gotas de suor que pareciam orvalho da manhã. - E a Jime? – Perguntou ele, ligando os motores silenciosos e começando a jornada de transgressão pela cidade. - Nada, deve tá remoendo raiva mas como não tem prova, não mete nem sai. - Essa mocinha é esperta. Carla esboçou um sorriso cúmplice quando o pai chamou a filha mais velha.mocinha.- Enche o saco, podia cuidar da própria vida, deixar a gente em paz, mas não, esse aí tá feito um cão farejando, me dá um mau pressentimento.
O homem concordou.
Mais cedo do que tarde, estavam na casa dele. Entraram rápido como dois recém-casados na suíte nupcial. Se atracaram de novo se beijando, o homem nem ligou que o bafo dela tava fedendo. Foi uma enxurrada de apalpação, beijos e gemidos, feito dois animais no cio se desconhecendo por completo. Mesmo depois de ter gozado, a pica do homem já tava acordando sentindo o cheirinho de foda iminente.
- Espera, espera, duendezinha, que eu quero ficar confortável, me dá uns minutos. – Pediu ele, querendo manter um pouco de distância.
- Não, não, não, quero você assim, todo suado, todo quente e salgadinho, hmm, fica assim. – Exigiu a mulher, mordendo o pescoço dele e se esfregando nele.
- Deixa eu ficar confortável, só isso, quero ficar de roupão, me espera no quarto uns minutos, coração… – Insistiu, e Carla cedeu, embora não de muito bom grado.
- Tá bom, só porque quero te ver de roupão feito um sugar daddy, nada mais, mais vale que fique bonito em você.
- Você vai se molhar só de tocar nele.
Claro que Norberto não ia se fazer de rogado, era tirar a roupa de treino e se vestir de amante com seu roupão favorito, o mais confortável e deslumbrante, digno de Hugh Hefner ou de qualquer solteirão endinheirado.
- Sabe, viajar pelo mundo sempre me permitiu conhecer o melhor, esse é um dos mais finos da minha coleção. – Anunciou do banheiro. – Se quiser, vai colocando algo no som, não muito alto nem muito palhaço. – Assim ele chamava a música atual, que lhe causava repulsa total e podia mergulhar o pau dele no mais profundo torpor.
No entanto, por mais que tudo parecia ir nos trilhos, o destino tinha planos mais loucos e pensava em botá-los à prova.
A campainha do interfone tocou. Norberto teve que disfarçar a surpresa saindo do banheiro no seu roupão novo com a Carlita. esperando ele sentada na cama enorme e luxuosa com cabeceira de mogno estilo oriental. O pai dela fez sinal de silêncio com uma mão e com a outra indicou pra ela esperar. A garota, que tinha um sexto sentido pra pressentir perigo, se apressou pra se esconder debaixo da cama e esticou um pouco os lençóis pra servirem de cortina.
- Puta que pariu, é ela com certeza! - xingou enquanto via o pai falando no interfone e ele terminava apertando o botão. - É a Jime, deve querer tirar a dúvida a filha da puta... por que não arruma um macho pra ela e me deixa em paz.
E era a Jimena mesmo. Da posição dela, Carla só conseguia ouvir e sentir passos apressados. Pra piorar, a bunda dela era tão empinada e dura que custou pra entrar no esconderijo e ela tinha que ficar imóvel ou podia fazer algum rangido leve.
- E aí? Cadê? Cadê a Carla? - entrou como se fosse dona do lugar e Carla quase virou o Incrível Hulk de tanta raiva. Não só fazia a vida dela um inferno, não só se achava o Detetive Conan com os palpites detetivescos, entrava na casa do pai como se fosse dona do pedaço, prepotente e arrogante que nem filha de político.
- Essa puta não pode ser minha irmã. - sussurrou Carla furiosa.
- Oi Jime, tudo bem? O que posso te oferecer? - tentou amenizar o pai, fingindo que não percebeu que ela entrou com mais fúria que polícia em operação na favela.
- Não se faz de otário, eu sei que vocês dois têm alguma coisa... Meu Deus, são tão óbvios, e me tratam como se eu fosse burra.
- Primeiro, abaixa esse tom porque sou seu pai, segundo, a Carla não tá aqui, foi com um conhecido da academia, e terceiro, não vou permitir que você pense que ela e eu temos esse tipo de...
- Com quem essa vai sair?! Se nunca ficou com ninguém, nunca interessou ninguém, não tem amigos, você sabe disso! - Embora Carla não pudesse ver, era certeza que ela tava batendo no peito do padre com seu dedo indicador arrogante. - Por isso você se aproveita, como sempre foi de baixa autoestima, dá uns beijinhos, fala umas besteiras e compra ela, véio tarado.
Norberto, para surpresa de ambas, riu.
- Me cansa essas filmagens que você inventa, como se nota que tanto pornô atrofiou sua cabeça.ele- Por que você está dizendo isso?ele!? Tá tirando sarro da minha condição? Seu merda! Pai de merda!
Carla não conseguiu evitar sussurrar um perigoso...Whaaat?Não entendia o que ela queria dizer com aquilo.condiçãoNunca imaginou que as coisas pudessem virar tanto de cabeça pra baixo tão rápido fora de situações como acidentes de trânsito. Pra piorar, o perigo de ser descoberta ainda estava no ar, Jimena tava percorrendo a casa, andando como se fosse a rainha do pedaço, abrindo portas, espiando debaixo da mesa ou olhando pro quintal pelas janelas. Dava pra ouvir ela andando pela casa feito uma louca, com o pai atrás tentando manter a calma, mostrando o treinamento militar como se tivesse resistindo a um interrogatório.
- Jimena, te falei pra não me desrespeitar, além disso, não tava me referindo a… sua condição.
- Sua condição? Vai, fala logo se você chupa ovo, sou ninfomaníaca e você sabe! Sabe muito bem, seu velho tarado… e ainda me trata como se eu fosse burra, já tá vestido se achando o Rocco Siffredi, com certeza aquela idiota tá por aqui… Aparece logo, sua vaca! Vou te denunciar se te pegar! E você também, seu merda!
Carla quase teve um treco. Não sabia que Jimena era ninfomaníaca nem que o pai sabia disso. Como ele tinha descoberto? Isso se diagnosticava? Será que eles dois já tinham…?
- Escuta aqui, não tenho que passar por esse vexame na minha própria casa, não tenho que aguentar seus insultos contra mim, contra sua irmã, e ainda voltei do treino, como você deve ter notado, então se me permite…
- Sim, sim, já notei, você fede como o porco velho que é. – Fez um gesto exagerado de cheirar, como quando alguém sabe que um convidado pisou em merda e tenta descobrir quem foi.
- Bom, caso você não saiba, eu tava relaxando, ia colocar música, colocar algo na chapa pra cozinhar enquanto tomava um banho, então se me der licença, podia ir…
- Banho, é isso. – Descobriu com determinação, interrompendo o pai e andando perigosa, muito perigosamente em direção ao quarto. Carla viu de baixo os pés da irmã pisando firme rumo ao banheiro… pelo menos a luz dele. tava ligada, o que ajudava na desculpa dela, mas tudo ia acabar se ela resolvesse se jogar no chão e olhar debaixo da cama. Tava na porta de um escândalo do caralho, conhecendo a irmã dela, se ela achasse ela escondida debaixo da cama com o pai dela de roupão, ia dar um berro que ia acabar com o relacionamento.
Ouviu a cortina do banheiro ser puxada com violência.
- Para, para, você vai rasgar ela, é uma cortina cara, comprei no…
- Tô nem aí. – Respondeu com uma arrogância que fez Carla ter que morder a língua pra não sair feito uma fera, arrancar o cabelo dela pela raiz e encher o rabo dela de chute. Ela podia fazer isso, mesmo sendo mais nova, tava em condições físicas de dar um jeito na irmã vagabunda no estilo porrada, como se tivesse numa briga de rua daqueles jogos que ela adorava. Agora a irmã dela tava na frente, abrindo o armário e passando a mão nas camisas e paletós, fazendo barulho com os ganchos dos cabides a cada tapa.
- Escuta aqui! Agora você vai me ouvir! – Carla viu os dois pares de pés um de frente pro outro, os da Jimena calçados com botas de couro sintético e os do pai dela, descalços. Não quis confirmar, mas parecia que o Norberto tava segurando ela pelos ombros. - Você entra na minha casa pra me xingar, falar um monte de merda da sua irmã, eu tenho que aturar suas histórias, suas reclamações, e ainda acha que pode virar minha casa de cabeça pra baixo! Dá uma segurada, porque ninguém te chamou aqui nem te deve nada!
Fez um silêncio difícil de entender. Era estranho que a irmã dela, com aquele gênio de merda, se deixasse intimidar tão fácil… tinha acontecido alguma coisa que, da perspectiva dela, ela não conseguia descobrir.
- Jime… por favor.
- O que foi? Já não gosta mais delas como antes? Desde que falaram que eu era uma ninfomaníaca, você não elogiou mais, não olhou mais, nada. Vai me dizer que a Carlita tem as mais bonitas?
Será que ela tava mostrando as…?
- Jime, não mete sua irmã nisso, por favor. O que aconteceu ficou enterrado, acabou e você sabe disso. Você não estava bem… foi por um caminho perigoso e quando te diagnosticaram, decidimos que era melhor dar um ponto final. Não lembra de todo o sofrimento que passou? Das coisas que fez e das quais eu tive que te tirar?
Carla ficou paralisada, congelada diante do véu que se revelava aos seus olhos, mostrando uma peça teatral do passado da qual ela não fazia a menor ideia. Sua irmã ninfomaníaca? E com uma história passada com o pai? De uma forma ou de outra, começava a fazer sentido a atitude da irmã mais velha diante de tudo que aconteceu; agora ela entendia que tudo era por ciúmes e uma história mal resolvida.
— Você não vai assumir sua filha degenerada, logo você que não deixa ninguém em paz? Se antes você gostava das minhas tetas, nem imagina o quanto vai gostar agora, e você sabe que eu sei usar muito bem… melhor que a Carlita, com certeza.
— Chega, Jimena, chega. Veste e me deixa sozinho, por favor, não vamos ressuscitar esse cadáver.
No entanto, Carla continuava vendo os dois pares de pés frente a frente, sem se mexer nem um pouco, até que as botas de Jimena recuaram um pouco… e ela viu seus joelhos se flexionarem, viu como o jeans elastizado da irmã quase estourava por todos os lados ao se ajoelhar entre as pernas do pai (especialmente na buceta, onde cada gomo se marcava) e, atônita, incapaz de sair do estado de paralisia, Carla ouviu o som inconfundível de uma chupada de pau.
Continua...

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