Harry, você é homem de peito ou de perna?" Astoria perguntou, inocente. Daphne olhou nos olhos dela e trocaram um sorriso enquanto esperavam a resposta, que não demorou. "Não sou tão idiota pra responder essa pergunta", ele disse, e as duas irmãs riram. "Mas se essa noite servir de indicação, acho que tenho uma fraqueza por Greengrass de cabelo loiro e olhos azuis." "Acho que é melhor avisar a mamãe então", Daphne disse com uma risadinha. Astoria riu, mas a atenção dela foi desviada por um objeto verde brilhante que notou na cômoda, bem do lado esquerdo da irmã. Olhando mais de perto (e com bastante experiência pessoal), identificou como um consolo verde brilhante. A visão dela era aguda o bastante pra perceber a umidade no tal consolo, não deixando dúvidas sobre o que a irmã tinha feito enquanto observava o futuro marido sendo satisfeito por outra mulher. Daphne percebeu o olhar dela e também olhou pro consolo. "Você ficou um pouco excitada vendo sua irmãzinha em ação, né?" — perguntou Astoria. Tava tentando envergonhar a irmã de novo, mas não conseguiu. Em vez de corar ou gaguejar, Daphne só riu. "Fiquei sim", confirmou. "Você estava tão... empolgada. Foi incrivelmente excitante de ver." Dessa vez foi Astoria que corou, porque o jogo tinha virado de verdade. "É, bem, você não pode me culpar, né? Faz tanto tempo e, por mais bonitinho que um brinquedo possa ser, não tem substituto pra um de verdade!" "Não, não tem", concordou Daphne. "E falando nisso, eu gostaria de experimentar o 'de verdade' agora, se você não se importa." "Dificilmente eu poderia me opor, mesmo se quisesse. Pode ir, fode com seu futuro marido, irmã; eu ocupo seu lugar naquela cadeira. Só tenta não cansar ele, por favor. Se eu sair daqui sem ser comida, não vou ficar feliz." "Ah, acho que você não precisa se preocupar com isso", disse Daphne. "O Harry ainda tem muito gás, não tem, querido? Com certeza", respondeu ele com entusiasmo. Ele também não estava mentindo; Astoria podia ver que ele já estava começando a ficar duro de novo. "Viu? Não precisa se preocupar", disse Daphne, sorrindo para a irmã. "Mas não te chamamos pra ser espectadora, nem que seja por um tempinho. Já que você tirou o Harry com a boca, acho justo que ele te retribua o favor." "Tem certeza?" Astoria perguntou com receio. Seria a primeira vez. Toda vez que tentava convencer o Draco a usar a boca nela, ele torcia o nariz e dizia que aquilo era algo que nenhum bruxo decente jamais faria. "Harry, você não precisa fazer isso se não quiser." "Eu quero." Ele certamente parecia sincero pelo que ela podia ver. "Acredite, ele quer", garantiu Daphne. "Ele adora me comer." Isso era tudo que ela precisava ouvir. A saia e a calcinha fio dental caíram no chão em segundos e ela deslizou para a cama na direção do Harry, que estava deitado com a cabeça apoiada no travesseiro de novo. "Vejo que você levou a sério minhas instruções de usar a calcinha mais gostosa", comentou Daphne, olhando pra peça ridícula que Astoria acabara de tirar. "Tava com medo de você contar a história da vassoura e da varinha se eu não usasse", respondeu ela, sem nem se dar ao trabalho de olhar pra irmã. Montou na cabeça do Harry de um ângulo mais pro sul, ficando de frente pros pés da cama. Se a Daphne ia montar nele igual uma Firebolt, ela queria ver cada segundo. Harry deu umas lambidas experimentais e ela se tensou, esperando a reação dele. As mãos dele agarraram os quadris dela e puxaram ela com mais força contra o rosto dele, o que foi ainda melhor do que se ele tivesse dito que tava aprovando. Ela gemeu e se esfregou nele, se permitindo aproveitar aquelas sensações novas e incríveis. Ele não só tava disposto a fazer aquilo, como realmente tava gostando? Daphne não fazia ideia da sorte que tinha. Falando da irmã incrivelmente sortuda dela, ela se juntou a eles na cama e montou no Harry. Ela segurou o pau firme dele com a mão e se sentou devagar, mas com segurança. Ela não mostrou nenhum sinal de desconforto ao aguentar a grossura dele, mas também já estava dando pra ele há anos. Com toda essa experiência, não deveria ser surpresa vê-la sorrir largo e se inclinar pra trás pra saborear a sensação de encaixar até o fundo. Isso não significava que Astoria não estivesse com ciúmes quando a irmã começou a rebolar em cima dele. Ela sabia que levaria tempo pra se adaptar quando ele estivesse dentro dela e provavelmente ia doer no começo. Mas isso era preocupação pra depois. Por enquanto, ela ia curtir o que ele tava fazendo com a boca. Pra ser justa, Harry não tava negligenciando ela só porque a noiva dele agora tava empalada nele. A concentração dele em satisfazer ela com a língua não diminuiu nem um pouco. Na verdade, ele até aumentou o nível adicionando os dedos na brincadeira. Ela gemeu alto quando ele começou a esfregar suavemente o clitóris dela com o polegar enquanto continuava lambendo e chupando. Com sorte, ele não ia se importar dela jorrar na cara dele, porque não ia demorar muito. Astoria conseguiu continuar observando a irmã apesar de tudo e viu que Daphne tava se divertindo pelo menos tanto quanto ela. Ela não tava pulando pra cima e pra baixo como Astoria gostava de fazer quando tava por cima. Em vez disso, ela manteve ele completamente enfiado dentro dela e mexeu os quadris. Ela gemeu enquanto balançava pra frente e pra trás e levantou as mãos pra apertar os próprios peitos. A visão excitou Astoria, fazendo ela enfiar a boca no Harry involuntariamente. Ela olhou nos olhos de Daphne naquele momento, e a irmã mais velha mordeu o lábio e brincou com os mamilos com os polegares. Nem nos sonhos mais loucos Astoria esperava ver esse lado da irmã. Algo em O erotismo tabu de olhar pra aqueles olhos azuis tão parecidos com os dela enquanto ambas usavam um homem prazer foi o que atraiu Astoria de um jeito que ela não conseguia explicar, e foi o suficiente pra levá-la ao limite. Se não foi o orgasmo mais intenso da vida dela, chegou bem perto. Ela podia sentir como escorria generosamente na cara de Harry, embora estivesse preocupada demais olhando pra irmã pra apreciar completamente naquele momento. "Oh, Merlin, isso é tão sexy", ofegou Daphne. O balanço dela ficou mais insistente e forte, e Astoria percebeu com um susto que a irmã mais velha achava tudo aquilo tão excitante quanto ela. "Daph, você vai gozar, não vai?" disse, conseguindo um tom de provocação apesar de estar sem fôlego. "Me ver gozar na cara do Harry te excitou, né?" "Sim", sussurrou. Os quadris dela agora trabalhavam rápido o suficiente pra fazer os peitos balançarem e pularem. Astoria quebrou o contato visual tempo suficiente pra dar uma olhada de lado na irmã bem dotada. Sempre teve inveja dos peitos da Daphne. Normalmente, a inveja era desejar que os próprios peitos pudessem competir, mas naquele momento preferia se aproximar e brincar com eles. Ela se afastou da cara de Harry e se arrastou pra baixo da cama pra ver melhor. "Tá gostando de ver sua noiva comer sua irmã? Que safado", disse Astoria. Claramente, Daphne achou a conversa suja excitante porque segundos depois os olhos dela se arregalaram e ela mordeu o lábio pra não gritar de prazer. Astoria observou de perto o rosto da irmã enquanto ela passava pelo orgasmo, querendo memorizar aquilo caso nunca mais visse de novo. A expressão de Daphne de olhos arregalados e queixo caído logo se transformou num sorriso sonhador, e Astoria sentiu vontade de beijar os lábios carnudos da irmã. Daphne se soltou devagar de Harry e se ajoelhou no colchão ao lado da irmã. "Agora que terminei, suponho que você vai querer uma vez com H— ¡ mmph! " Astoria interrompeu a irmã no meio da frase, cedendo aos desejos e se inclinando para beijá-la. Daphne ofegou na boca dela e seu corpo congelou em estado de choque, mas Astoria continuou beijando a irmã sem resistir. Astoria ficou momentaneamente preocupada por ter cruzado algum tipo de linha e estragado tudo, mas esses medos se dissiparam quando Daphne não só começou a retribuir o beijo, mas a envolveu num abraço. Seus corpos se apertaram e Astoria pôde sentir os peitões da irmã se espremendo contra ela. Isso lembrou a outra coisa que ela realmente queria fazer. Harry foi forçado a sair do caminho enquanto ela praticamente arrastava Daphne para a cama, mas Astoria nem sequer olhou para o cara por quem tinha uma queda há anos. Ela rompeu o beijo e beijou o pescoço de Daphne até chegar ao verdadeiro alvo. As tetas da irmã eram maravilhosamente macias em suas mãos, mas ela não parava de apalpá-las. Sua língua disparou para lamber o mamilo de Daphne, e isso provocou um gemido suave. Sabendo o quanto ela adorava que fizessem isso, esperava uma resposta mais intensa. Ela inclinou a cabeça ligeiramente para trás e franziu a testa, tentando descobrir o que Daphne gostaria. "Ela gosta quando você morde o mamilo dela", ofereceu Harry. Astoria olhou e o viu de pé ao lado da cama, se masturbando enquanto observava o beijo incestuoso. "Mas não com muita força", avisou Daphne. Astoria assentiu em compreensão antes de sua cabeça voltar ao peito de Daphne. Ela mordeu o mamilo com suavidade e a resposta foi imediata e apaixonada. Sua irmã mais velha gemeu alto e suas mãos voaram para a nuca de Astoria, mantendo-a no lugar. Animada pela resposta, Astoria deu o mesmo tratamento ao outro mamilo e recebeu uma resposta similar. Astoria parou quando as mãos de Daphne se estenderam para esfregando sua bunda macia e se afastou completamente quando o dedo indicador pressionou contra o ânus dela. "Nunca experimentei nada ali", disparou, sentindo-se de repente quase tão nervosa quanto quando estava na mesa. Draco sempre achou repugnante a própria ideia de brincadeira anal, tornando isso uma das poucas coisas em que eles realmente concordavam. "É mesmo?" Disse Daphne, sorrindo para ela. "Bem, talvez a gente te mostre como isso pode ser bom outra hora, mas tenho a sensação de que a cabeça do Harry vai explodir se a gente fizer ele esperar mais". "Quero comer a Astoria, claro, mas não me importo de olhar pra vocês duas por um tempo", disse Harry, fazendo as duas garotas sorrirem. "Você tá gostando de me ver beijando minha irmãzinha?" -Perguntou Daphne. "Claro que sim", disse Harry, provocando como se fosse uma pergunta com resposta óbvia. "É provavelmente a coisa mais gostosa que já vi na vida". "Bem, não vejo por que não podemos acertar dois bludgers com um taco", brincou Astoria. Nenhum dos amantes entendeu o que ela quis dizer, mas ela estava prestes a esclarecer. "Cabeça no travesseiro, Daph", disse enquanto se ajoelhava. A irmã ergueu a sobrancelha, mas fez o que foi pedido e subiu na cama até conseguir descansar confortavelmente a cabeça no travesseiro. Astoria se acomodou sobre a barriga dela entre as pernas abertas da irmã e se lançou para provar pela primeira vez outra mulher. Embora tecnicamente não fossem sapatão, duas das colegas de quarto de Astoria em Hogwarts tinham compartilhado a cama frequentemente durante os últimos anos na escola. Ela as viu brincar uma ou duas vezes e se perguntou distraidamente como seria se juntar a elas. Tinha estado muito consumida pensando em Draco na época para agir e nunca esperou que a oportunidade surgisse de novo. Mas como a própria natureza dessa noite já era muito mais escandalosa do que até suas fantasias mais picantes, que mal podia fazer um pequeno cunnilingus entre irmãs? Quem tem boca vai a Roma, como os trouxas diriam. Não sabia bem como descrever o gosto da Daphne. Não era doce, frutado nem nenhum daqueles outros adjetivos que tinha encontrado em romances baratos, mas também não era desagradável. Mas o verdadeiro tesão não foi o sabor, e sim como ela reagiu. Astoria observava e escutava atentamente a irmã enquanto trabalhava. Ela soltava uns gemidinhos gostosos quando a língua da irmã mais nova tava em ação e resmungava de frustração toda vez que a lambida parava. Astoria tava adorando sua primeira incursão em território lésbico (sem falar no incesto). Mas o terceiro membro do trio ainda precisava agir. Ela afastou a cabeça da Daphne por um momento, segurando o riso ao ver a cara de puta raiva da irmã quando fez isso. "Harry, tem muito espaço nessa cama pra você também", disse. Ela rebolou a bunda na direção dele enquanto falava pra deixar claro o recado. Quando ouviu ele subir na cama atrás dela, sorriu e voltou a satisfazer a irmã. "Isso ia ser mais fácil se você ficasse de joelhos", disse Harry. Sem dizer uma palavra, ela se ajoelhou. Mais de uma vez tinha se tocado imaginando ele comendo ela de quatro, então não ia reclamar. Daphne aproveitou a chance pra ajustar a própria posição, colocando as pernas sobre os ombros da Astoria. Astoria mal percebeu a mudança, porque Harry escolheu aquele momento pra segurar firme os quadris dela e enfiar dentro. Como ela esperava, no começo foi desconfortável tanto pela grossura dele quanto pelo tempo que tinha passado desde a última vez que tinha ficado com um homem. Felizmente, ele teve cuidado de entrar devagar e pausar depois de estar dentro pra dar tempo dela se acostumar. Foi um puta contraste com a primeira vez dela, quando Draco continuou empurrando. mesmo enquanto ela chorava de dor. Mesmo quando Harry começou a se mover, ele o fez devagar e com cuidado, apesar dos impulsos mais básicos que deviam estar pedindo por mais. Ela se ajustou ao tamanho dele a tempo e estava pronta para mais. "Estou bem agora", disse ela, ignorando o grito de protesto de Daphne enquanto tirava a cabeça de entre as pernas dela por um momento. "Pode ir mais rápido." Abaixou o rosto e voltou a trabalhar assim que sua mensagem foi entregue, o que claramente animava Daphne. Harry estava livre para parar de se segurar e finalmente começar a foder ela direito e de verdade, o que o deixava feliz. E com o desconforto dela sendo coisa do passado, Astoria pôde se deliciar com a primeira trepada dela em muito tempo, com um homem de quem ela já gostava há tempos. Dava pra dizer que os três estavam bem satisfeitos com o rumo que a noite estava tomando. Agora que ela tinha dado carta branca, Harry mostrou exatamente do que era capaz. Ele estabeleceu um ritmo constante rapidinho, as cadeiras dele batendo na bunda dela a cada estocada. Ela quase tinha esquecido o quanto amava aquela sensação e o som que vinha junto. Ficou tentada a parar e absorver tudo, mas tinha suas próprias responsabilidades. O fato de finalmente estar dando uma trepada de novo não significava que podia relaxar. Afinal, foi Daphne quem tornou isso possível. Garantir que a irmã mais velha tivesse uma segunda vez era o mínimo que Astoria podia fazer em troca. Embora fosse a primeira vez que Astoria atacava outra mulher, ela aprendia rápido. Depois de experimentar várias técnicas, descobriu que Daphne adorava quando ela achatava a língua e lambia o clitóris dela com movimentos largos. Ela também respondia positivamente quando Astoria deslizava um dedo dentro dela, então Astoria adicionou um segundo dedo. Isso provocou uma resposta ainda mais animada, então ela começou a tocar e lamber ela simultaneamente. Quando ela parou de mexer os dedos pra frente e pra trás pra curvá-los como se estivesse fazendo um movimento pra gozar, os gemidos da Daphne dominaram o quarto. Isso não foi tarefa fácil, já que a Astoria podia confirmar em primeira mão o quão forte a carne do Harry batia na dela. A irmã dela devia estar se divertindo pra caralho. "Tá se divertindo, Daphne?" Perguntou o Harry, de algum jeito se fazendo ouvir por cima de tudo. Os quadris dele continuaram se movendo enquanto ele falava, algo que a Astoria apreciava bastante. "Sim", disse a irmã mais velha. A voz dela tremeu, e saber que ela era a causa encheu a Astoria de orgulho. "Ela é uma puta natural nisso." Ela se sentiu ainda mais orgulhosa ao ouvir isso. Logo ia ficar com a cabeça grande se não tomasse cuidado. "Sério? Na primeira vez dela? Na minha primeira vez eu fiquei sem fôlego. Imagina o quão boa ela vai ser depois que a gente fizer isso umas quantas vezes." A implicação de que a performance ia se repetir, e muito menos de que isso podia virar algo habitual, motivou ela a redobrar os esforços com a irmã. "Ah, Merlin!" As pernas da Daphne se apertaram em volta dela, prendendo a cabeça dela firmemente no lugar. Os quadris dela se sacudiram e se torceram, o que dificultou o trabalho da Astoria. Não importava muito, porque pra ela era óbvio que já não ia precisar de muito mais. Mesmo enquanto esse pensamento passava pela cabeça dela, ela percebeu exatamente como queria fazer a irmã gozar. Afinal, mudar o rumo é jogo limpo. "PORRA!" Parecia que a Daphne não tinha brincado sobre se sentir bem. No momento em que o dedo indicador da mão livre da Astoria deslizou na bunda dela, as costas dela arquearam pra fora da cama e ela gozou, soltando uma série de palavrões que teriam feito o sangue do pai delas ferver. Por outro lado, ele provavelmente teria um ataque cardíaco se ela insinuasse até a mais dócil das coisas que elas tinham feito essa noite. Era algo a considerar na próxima vez que começasse a dar sermão sobre os 'deveres de uma bruxa' e como ela estava falhando com a família ao continuar solteira. "Para. Sensível demais", gemeu Daphne, e só então Astoria parou de lamber e tocar. Daphne fechou os olhos e suspirou, sorrindo preguiçosamente. Astoria limpou a boca e olhou pra irmã, curtindo a expressão de satisfação no rosto dela. "Então, é algo que você gostaria de repetir um dia, irmã?" — perguntou Astoria. Os olhos da irmã não se abriram, mas o sorriso dela aumentou. "Pode fazer isso comigo quando quiser", prometeu Daphne. "E quero fazer o mesmo em você também". "Ooh, e quando a gente vai fazer ISSO acontecer?" Astoria ronronou. "Logo, espero. Mas não hoje à noite. Tô exausta". "Que pena. Acho que é algo pra esperar com ansiedade". "Pra nós duas. Mas acho que sua noite ainda não acabou". Foi só depois do comentário de Daphne que Astoria percebeu que Harry não estava mais fodendo ela. Ela se virou pra vê-lo ajoelhado na cama, um pouco pro lado de onde ele estava enquanto fodiam. "Harry, por que você parou?" Ele ainda estava duro como pedra, então não podia ser esse o problema. "Achei que a Daph merecia toda sua atenção no final. E sei o quanto adoro ver ela gozar quando faço isso, então pensei que você também podia curtir". "Foi incrível", concordou. "Mal posso esperar pra ver de novo. Mas já que a fodemos até ficar besta pelo resto da noite, parece que somos só nós dois". "Não tô reclamando", ele disse, fazendo ela sorrir. "Como você quer?" Ela pensou por um momento e depois se jogou de costas ao lado de Daphne. "Você por cima", declarou. "Quero olhar nos seus olhos enquanto você me fode". "Do jeito que você quiser", disse, sorrindo. Dessa vez ela riu. Vendo que aqueles sonhos idiotas dela estavam se realizando naquele exato momento, não achava que tinha muito do que se envergonhar. Ela era só sorrisos enquanto ele navegava ao redor da forma imóvel de Daphne e entrava nela de novo. Os dois estavam cobertos de suor, mas ela não se importava de ter o corpo pegajoso dele sobre o dela. Na verdade, ela envolveu as pernas em volta do torso dele e os braços em volta do pescoço, puxando-o o mais perto que conseguia. Ele a empurrou quase sem pressa e trocaram uma série de beijos suaves. Enquanto Astoria olhava para aqueles olhos verdes brilhantes que tanto admirava, reavaliou a situação. Harry não estava "fodendo" ela, não dessa vez. Ele estava fazendo amor com ela. Nunca antes tinha entendido a diferença, mas agora entendia. Graças ao ritmo mais relaxado, duraram mais do que ela esperava, mas a noite inevitavelmente os alcançou. Ela aproximou a cabeça dele da dela e o beijou fundo, abafando os gritos enquanto gozava. Ainda estavam se beijando quando Harry fez o mesmo cerca de um minuto depois. Ele desabou em cima dela, e ela, com carinho, passou uma mão no cabelo molhado dele e apoiou a outra na bunda dele enquanto ele deixava beijos descuidados no ombro dela. Normalmente, ela tinha que dar um cotovelo no Draco pra ele pegar a dica e tirar o peso de cima dela depois que terminavam, mas Harry teve a sensatez de se afastar antes que virasse um problema. Ele se deitou de lado e estendeu os braços de forma convidativa, e ela felizmente se acomodou, com as costas pressionadas contra o peito dele. Ela sempre achou que a ideia de se abraçar depois do sexo soava romântica, e ele estava provando que ela tinha razão. Ela suspirou satisfeita, amando a sensação dele abraçando ela. "Como foi?" ele perguntou em voz baixa. Ela estremeceu ao sentir a respiração dele tão perto da orelha, mas se esforçou pra responder mesmo assim. "Melhor do que eu tinha sonhado que seria, e isso já é dizer muito." Um resfolego divertido fez ela abrir os olhos. Se viu encarando a irmã mais velha sorridente, que estava do lado dela olhando. para ela. "E como foi pra você, Daph?" ela perguntou. "Seu primeiro menage foi tudo que você imaginou?" "Bom, eu não tinha imaginado exatamente que incluiria minha irmã", ela disse com toda naturalidade, fazendo os dois rirem. "Mas sim, curti pra caralho. Não me importaria de repetir uma ou duas apresentações, se você estiver a fim." Daphne estava perto o bastante para Astoria inclinar a cabeça pra frente e beijá-la sem se soltar dos braços de Harry, e foi exatamente o que ela fez. Daphne gemeu na boca dela e segurou suas bochechas enquanto o beijo ficava mais intenso. "Toda vez que você me quiser nessa cama, eu vou estar aqui", disse Astoria quando se separaram. Daphne sorriu e se virou, só que recuou até ficar aninhada contra Astoria, exatamente como Astoria estava aninhada com Harry. Astoria sorriu, envolveu o corpo cheio de curvas dela com os braços e fechou os olhos. Enquanto pegava no sono exausta, Astoria sentiu paz na vida pela primeira vez em o que parecia uma eternidade. Talvez um dia ela sentasse a bunda, casasse, tivesse filhos e fizesse o pai feliz (ou pelo menos o mais perto de feliz que aquele bastardo miserável conseguia ficar). Mas não ia ficar se sentindo uma merda esperando esse dia chegar. Por enquanto, presa entre a irmã e a pessoa de quem ela gostava, estava exatamente onde queria estar.
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