Mãe do Pedro e o valentão 17

NÃO TEM IMAGENS XXXMãe do Pedro e o valentão 17Pedro estava feliz que sua mãe tivesse encontrado coragem pra sair sozinha na rua depois que foi assaltada. "Ela é uma mulher mais forte e corajosa do que eu imaginava", pensava ele. "Se eu tivesse estado lá, com ela, com certeza teria destruído aquele criminoso que machucou minha mãe", pensava o ignorante Pedro sobre o "agressor" da mãe dele. Era isso que o garoto pensava antes de sair pra escola acompanhado pelo pai. — Mãe, por favor, não sai pro ginásio sozinha, tô com medo de acontecer algo ruim de novo com você. — Ah, Pedrinho, você é tão fofo, mas não precisa se preocupar. Ninguém vai me machucar. — Mas como você pode ter tanta certeza? — Porque um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. As palavras da mãe acalmaram Pedro e Jonas, mas o menor ainda tinha algo a dizer. — Não sai, mãe, não sai. Ontem você não me deu beijinho pra dormir e dois monstros queriam me comer. — Dois monstros? — Sim, dois monstros faziam barulhos estranhos debaixo da minha cama e perto da janela. — Sinto muito, filho. Os monstros não te machucaram. Respondeu Teresa, meio irritada com as palavras dos filhos, que normalmente causariam ternura em qualquer mãe. — As crianças têm razão, Teresa, tenta não ficar na rua sozinha por muito tempo, eu também tô preocupado. — Ah, você também, Felipe? Pelo amor de Deus, já te falei que não tava sozinha; Sofia e eu ficamos conversando o tempo todo no ginásio. — Sim, sim, eu sei. Mas você não tinha me dito que essa Sofia ia no mesmo ginásio que você. — É uma surpresa pra mim também. Ela costuma ir à noite e eu de manhã, então é normal que nunca tenhamos nos encontrado. — Hum, ok. Mas por favor, toma cuidado. Teresa não respondeu e só revirou os olhos, sem pensar, num sinal de mau humor, e Felipe percebeu e ficou um pouco magoado. — Vamos, meninos, não querem chegar atrasados na escola, né? — Como, mãe? Disse Jonas, inocente, mas isso não agradou Teresa. A porta se fechou e ela deu uma olhada rápida no celular. FELIPE Depois de deixar os filhos na escola, o bom humor do Felipe acaba e, de má vontade, ele pisa fundo no acelerador pra ir pro trabalho. Felipe odiava trabalhar, preferia passar o tempo todo com a família, cuidando dos filhos e amando a esposa, mas não dava. Foi criado com valores fortes e se matou de trabalhar pra chegar onde estava hoje. A vida dele mudou quando conheceu a Teresa e, desde então, ela virou a prioridade dele. Ele se esforçou pra dar à esposa a vida que ela sempre mereceu e, depois que os filhos nasceram, teve que aumentar a carga de trabalho, mas tudo isso sem reclamar — era um homem de outros tempos. A vida dele nunca foi fácil e passou boa parte dela sozinho, mas agora que tinha a família, fazia de tudo pra que fossem felizes, até aturar aquele grande filho da puta do chefe dele. Felipe era inteligente e bom trabalhador, mas o chefe tornava a vida dele um inferno, mesmo que isso não fosse suficiente pra impedir que o trabalho foda dele fosse reconhecido. Depois de anos, conseguiu um cargo de certo prestígio na empresa, mas não bastou pra ser valorizado pelo chefe, o "James Maluco", como chamavam, porque ele perdia a cabeça rápido e gritava que nem um louco.vadiaPara o James, o Felipe maluco era tipo um NED FLANDERS, todo santinho, educadíssimo, profissional e de bom coração; ele não aguentava o cara, mas não queria mandar ele embora porque era o melhor no que fazia.peitoesQuando o Ned chegou no trampo, foi recebido pelo Junior, o filho idiota do James, um cara de 27 anos, branco, alto, loiro e com a cara de um encrenqueiro. Era o filho à altura do pai, que deu pra ele um cargo perto do do Felipe, uma posição que ele tinha ralado anos pra conseguir e que esse novato ganhou de presente assim que entrou na empresa.esposaJunior era insuportável e abusivo com o Felipe, mas ele não fazia nada porque era filho do chefe.
— Bom dia, pinto curto! — disse Junior, colocando o braço em volta do pescoço dele e apertando o suficiente para deixá-lo imóvel, numa tentativa de se mostrar o macho alfa.
— Coff, coff, bom dia… Junior.

Felipe passou três horas terminando o projeto no escritório dele, o menor de todo o andar. Finalmente teve um momento de pausa e decidiu ligar pra esposa. O telefone de casa tocou por um bom tempo, mas ninguém atendia até que…
— Alô?
— Teresa, amor, como você tá?
— Eu? Bem… Muuuito bem.
— Tô feliz. O que você tá fazendo, meu amor?
— …Mmmm
— Teresa?
— Aaaah
— Teresa! O que aconteceu?
— Nada, nada, Felipe… Só… Mmm… Tava fazendo exe… exercício.
— E?
— E me machuquei num móóóvel.
— Sinto muito, querida. Mas por que não dá uma pausa?
— Mmm… OH, não posso interromper a sessão senão meu personal trainer vai ficar bravo.
— Personal trainer? Do que você tá falando?
— Sofia, Aijjj, ela… ela tá me treinando por videochamada no computador. Tá me ensinando… Mmm… exercícios novos.
— Ah, ok. Então manda um abraço pra ela e não se cansa muito.
— Kkkk… Mmmm… Não, tesouro, é a Sofia que tá fazendo a maior parte do esforço… agora. Mas me diz, precisa de alguma coisa?
— Não, só liguei pra…
— Ok, então a gente se vê mais tarde, Felipe.

A esposa dele desligou a ligação. Felipe não queria incomodar ela mais, dava pra ver que a esposa dele tava ocupada com o treino dela.

**PEDRO**

O dia de Pedro seguia como sempre na escola, e durante o recreio ele encontrou o amigo João pra bater um papo. Naquele dia, o Marcelo não tava na escola, senão ele já teria visto ele junto com o grupinho de amigos dele atormentando outro coitado. Pedro sabia que provavelmente a gangue do Marcelo podia pegar ele na saída da escola, mas a presença do amigo ajudava ele a superar esses momentos.

— Pedro, trouxe dinheiro?
— Sim, como sempre.
— Hmm… E quanto dinheiro você tem?
— Por quê?
— Bom… Em casa as coisas não tão muito boas e minha mãe… bom, minha mãe não me deu dinheiro. Pra hoje e eu tava me perguntando se… — Não se preocupa, vou te dar um pouco do meu. — Valeu, Pedro, valeu. Você não faz ideia de como eu tava com vergonha de te pedir, mas cê sabe o que acontece se esses caras nos pegarem sem nada pra dar. — Sim, sei muito bem. Pedro lembra quando uma vez foi pra escola sem um puto no bolso como protesto contra o abuso que tava aumentando. Sem entrar em detalhes, ele ia se lembrar pra sempre da dor e da humilhação que o orgulho dele custou. — Mas cê tem grana suficiente, né? — Sim, sempre escondo umas notas a mais no meião. Quando o sinal tocou, os dois amigos se prepararam pra tortura de sempre. Andaram até chegar perto da árvore onde normalmente esperavam por eles, mas dessa vez passaram sem que os caras falassem nada. A gangue tava toda reunida olhando o celular de um deles enquanto riam, e um ou dois ficavam se tocando no pau de vez em quando. "Que estranho", pensou Pedro. Um dos membros da gangue percebeu que o garoto tava olhando pra eles e, com um sorriso sinistro, disse: — Por hoje já pagou, hahaha. FELIPE Felipe deu sorte naquele dia e saiu do trabalho mais cedo, então foi até a loja comprar um celular pra esposa dele, ele já sabia qual ela gostava. Enquanto olhava a vitrine, alguém tava observando ele por trás? — O senhor é crente? A voz atrás dele fez o homem pular de susto igual uma puta, mas se acalmou na hora quando viu quem era a responsável pelo quase infarto dele. — Meu Deus! A senhora me assustou. — Não se diz o nome de Deus em vão, moço. — Ah… sim, sim, eu sei, só que a senhora me assustou um pouco. — Então? — Então? Não entendi. — Moço, não me faz perder tempo, o senhor é crente ou não? Diz a velha oferecendo um folheto da igreja dela. — Sim, sou, sim, senhora. A senhora não me reconhece? Sou o Felipe Murieta, tô na mesma igreja que a senhora. A velha demorou uns segundos pra reconhecer a cara daquele homem, mas não tinha culpa porque o Felipe sempre teve uma cara tão anônima e comum que era fácil de esquecer. — Ah, sim, é verdade. Desculpa. Moço, já tenho uma certa idade. Mmm… Me diga, você é o marido daquela… mulher… né? — A senhora se refere à Teresa? — Sim, sim, essa Teresa. E vocês ainda estão… juntos? — Claro que sim. Não acreditamos em divórcio, senhora. Mas por que… por que a senhora acha que estaríamos separados? — Mmm… não há pior cego do que aquele que não quer ver, moço. Abra os olhos. — O que… O que a senhora quer dizer? Dona Marta foi embora sem dizer mais uma palavra, deixando o coitado do Felipe confuso e preocupado. Ao voltar para casa, ele entrega o presente para Teresa, que, muito agradecida, dá um beijo na boca dele. A felicidade estampada no rosto da esposa fez ele esquecer o que a senhora Marta tinha dito. Passaram o resto do dia bem, junto com os filhos, até que na hora do jantar Teresa disse ao marido que planejava se encontrar com Sofia no dia seguinte à tarde. — Ah, ok, e que horas você volta? — Não sei, quando a gente terminar. — Ah… ok, e o que vocês vão fazer? — Não sei, coisas de mulher, suponho. Mas por que todas essas perguntas, Felipe? — Só tava curioso. E me diga, o marido dela vai estar? Talvez a gente possa fazer um programa de casal… — Não, não, ele não vai estar. Parece que eles se separaram de vez… coitadinha. A resposta de Teresa foi rápida demais, o jeito que ela falou foi suspeito demais. — Ah, sinto muito por vocês dois. Manda um abraço meu pra ela.interracialContinua...

4 comentários - Mãe do Pedro e o valentão 17

Qué pasó con las imágenes???? Estaban buenas acompañando el texto
hahah si esta buena la novela ahhaha pero me falto estimulacion visual hahahah
Muy buen relato,la verdad atrapante queda una duda, estaremos cerca del desenlace 🤔? O quedan varias historias de Teresa por descubrir?
A esperar el número 18 👍