Solteirão do Verão (4): A Personal Trainer (1)




Post anterior
Próximo post
Compêndio IIIA semana seguinte começou estressante pra caralho. Enquanto os programadores mais antigos estavam se matando pra resolver a situação, um grupo de uns 10 estagiários não parava de encher o saco da Sonia e o meu. Pra piorar, como não tinha organização nenhuma, em vez de entregar pra um estagiário o pacote "a+b+c" de informações de cada tarefa operacional, vinha um deles pedindo só o "c" de uma tarefa, e uma hora depois vinha outro me pedindo o "a" da mesma tarefa que o colega já tinha informado. A situação tava me tirando do sério e, da meta de trabalho que eu tinha pra aquele dia, só consegui fazer um quinto. Então falei com a Sonia pra me autorizar a reunir os estagiários. Como ela já tava "praticamente livre" (as vantagens de ser chefe é que o manejo da informação é muito mais global), ela me deu carta branca pra agir.

Convoquei todo mundo pra uma reunião virtual às 10 da manhã, onde dividi eles em grupos de duplas pra trabalhar em setores diferentes e revisar a integridade das informações nas tarefas listadas. Depois, à tarde, eu ia chamar cada grupo pra confirmar que a informação que eles tinham era a mesma que eu tinha registrado e também a mesma que os chefes de operação registravam — alguns que, assim como eu, também estavam putos por não conseguir tirar férias direito.

Embora eu não ache que tenha sido "ela", um dos estagiários percebeu que o volume de projetos que eu teria que revisar de novo era umas 70 paradas. Aí eu respondi que, por isso mesmo, tinha chamado eles cedo, porque, no pior dos casos, eu ia passar o dia inteiro em reuniões com outros chefes de operação e não ia dar pra atender os estagiários direito.

Felizmente, lá pras 4 da tarde, já tinha cumprido minha parte do acordo e sem grandes variações, minha informação tava completa, então comecei a entrevistar os grupos.

Um por um, foram confirmando se cada grupo batia com meus registros, até que chegou a vez do grupo 5.

Embora eu tivesse separado eles em pares, algo aconteceu com o parceiro naquele dia, então só encontrei a mulher.

- Oi. Seu nome é... Chastity? (Castidade) – li dos meus apontamentos escritos à mão.
oDeus me livre, não! Meu nome é Cassidy. – comentou quase indignada, com um forte sotaque texano.Solteirão do Verão (4): A Personal Trainer (1)Do outro lado da tela, me deparei com uma mulher magra, beirando os 30, com um ar de confiança e ousadia que se manifestava em cada gesto.

- Você é americana?
oClaro que sim, docinho! E de onde vem esse narizinho de botão tão fofo? – ela me perguntou, flertando na cara dura, o que me deixou sem graça na hora.

Pela tela, dava pra ver que ela devia ter uns 1,70m. Tinha um corpo bem proporcionado, com uns peitos modestos, que entregavam suas raízes sulistas sem serem chamativos demais. Os olhos dela, cor de uva verde, brilhavam com malícia e inteligência, chamando atenção com aquele olhar expressivo. Os lábios carnudos estavam curvados num sorriso sedutor permanente, que exalava uma vibe brincalhona e encantadora.

O cabelão dela estava trançado num rabo de cavalo comprido, emoldurando o rosto e os traços finos. A cor do cabelo, por outro lado, era difícil de definir, porque tinha mechas loiras e pretas, espalhadas de um jeito que não quebrava a harmonia do visual, mas realçava ainda mais a beleza dela.

Até agora, não consigo fazer jus a ela com minhas palavras.

E outra coisa que chamava atenção era a roupa dela, comparada com os outros praticantes. Diferente deles, que se vestiam bem formais, a Cassidy usava uma blusa branca bem justinha, junto com um short jeans de cintura alta, que destacavam bem as curvas modestas do corpo dela e mantinham um certo charme com os saltos altos.

Claramente sorrindo ao vê-la todo bobo, ela teve a cara de pau de mandar um beijo com os dedos pela tela, o que me obrigou a voltar a ser profissional.

Mas quando me viu trabalhar e perder a atenção nela, começou a puxar papo.
vadia

oQuero te agradecer por ter separado um tempo pra ficar comigo, meu bem.
- Não tem de quê! É meu trabalho! – respondi, ignorando o que, segundo o manual da empresa, é assédio sexual…
oMas queria te perguntar, coelhinho, como é que você consegue se manter no controle com toda essa pressão? Tem algum segredinho pra me contar?

- Não, nenhum. Só anos de experiência.
oÉ que você solta isso com tanta naturalidade, bolinho de lua! – exclamou ela, com seu arsenal infinito de apelidos carinhosos. – A gente ficou um mês sem saber o que fazer, e você, coração, já deixou tudo organizado, fazendo algo lógico em 2 dias. Pode me explicar isso, botão de ouro?

Ela me olhou, já que estava exigindo minha atenção.

- Não sei o que te dizer. Pra mim, terminar isso significa sair de férias mais cedo.

Mas os pensamentos dela estavam bem longe do trabalho...
oMhm, eu gosto pra caralho quando um homem sabe montar na sua mulher… — comentou do nada.milfNão posso negar que, naqueles momentos, os comentários dele começavam a me excitar. Mas, ainda assim, ninguém me garantia que a Cassidy estivesse em Melbourne. Nosso programa de intercâmbio é tão amplo que cobre todo o território australiano. Ela podia muito bem estar em Sydney ou Canberra, assim como em Adelaide ou Perth, já que o problema era generalizado em todo o circuito.

Nem preciso dizer que, além disso, se eu tivesse entrado na onda, teria me exposto perigosamente no meu cargo.
oMhm, sim. A experiência é tudo. – refletiu ela, ao me ver trabalhar de novo. – Isso me lembra, você é casado, love?

- Sim. Na verdade, tenho 3 filhas. – respondi, um pouco cansado do flerte constante dela e esperando que com isso ela se acalmasse.
oMhm, já entendi. Deve ser uma moça muito feliz de ser casada com você. Aposto que essa "mamãe de bebês" deve dormir toda agarradinha à noite, se sentindo feliz por ter um garanhão forte e capaz como você. – comentou ela com um sorrisão.norteamericanaNão pude evitar sorrir com a verdade nas palavras dela…oMas você sabe, anjinho, que às vezes as distrações ajudam a aliviar o estresse. – acrescentou com um sorriso mais sedutor. – Se eu estivesse aí do seu lado, bebê, a gente podia sair pra tomar um café e conversar um pouco mais a sós sobre o… “duro”… trabalho.

Senti um calor subir ao ouvir ela falar “duro”, mas mesmo assim me recomponho.

– Agradeço o convite, Cassidy, mas não sei se seria apropriado. – respondi, suando a camisa.
oClaro que te entendo, abobrinha. Essa coisa de "molhar… o lápis da empresa" é algo tão sério. É que você parece tão fofo, ursinho de pelúcia, que achei oportuno perguntar.
Mas sabe de uma coisa, raio de sol? Às vezes, é divertido quando os caras bonzinhos fazem coisas ruins… então, se precisar de alívio, tesouro, sabe onde me encontrar.

Tive que tossir pra me acalmar.

- Entendido. Mas vamos voltar ao trabalho. Recebeu o pacote de informações que te mandei?
oClaro que recebi, raio de lua. Mas também teria adorado receber outro tipo de pacote… um maior, se é que me entende…treinadoraE assim seguimos trabalhando pelo resto da semana. Felizmente, o cara que acompanhava a Cassidy apareceu nas reuniões seguintes, o que a manteve na linha, mesmo eu percebendo nos olhos dela a vontade de continuar flertando.
Então, na sexta-feira, lá pelas 10, finalmente resolvemos o problema na nossa filial, para a felicidade de todo mundo, que percebeu que tinha contribuído com algo importante.
oTchau, coelhinho do mel. Espero te ver de novo em breve. — me disse Cassidy, ficando entre as últimas da sessão pra se despedir.infidelidade consentidaNaquela tarde, corri pra academia. Além do estresse, a Cassidy tinha me deixado com o tesão lá em cima e, de novo, eu precisava extravasar.

Só que, diferente da semana passada, eu queria alguém mais bruta, com quem pudesse foder por horas e, o mais importante, que não se metesse na minha rotina.

Foi aí que a resposta me levou até a Brigitte, a personal trainer da academia onde eu era inscrito.

Como paguei uma mensalidade premium, que me dava acesso ilimitado às máquinas, também me arrumaram uma treinadora particular que, como vocês podem imaginar, tinha que ser uma gostosa pra atrair cliente.
Solteirão do Verão (4): A Personal Trainer (1)E no meu caso, foi a Brigitte, já que a Samantha e a Stephanie trabalhavam em dias que eu não ia.

Apesar dos 42 anos, ela se mantém muito bem. Mesmo sendo a mais velha das três (Samantha e Stephanie não passavam dos 30), Brigitte dava conta de duas turmas de Pilates, onde cuidava de tonificar a bunda, um atributo que ela destacava com maestria.

Com uma personalidade segura e provocante, ela tinha o cabelo preto meio comprido, que sempre prendia num coque apertado na nuca, tomando formas engraçadas entre um tomate e uma palmeira, mas que deixava ela focada no treino sem se distrair com mechas soltas. Às vezes, usava uma faixa preta ou um prendedor pra segurar o cabelo durante as sessões de Pilates.

De cara, o que chamava a atenção eram os olhos verdes penetrantes, encantadores e hipnotizantes, que davam um olhar bem expressivo. Além disso, os lábios grossos dela viviam sorrindo de um jeito safado, mostrando a natureza brincalhona. O nariz empinado, por outro lado, tirava uns anos dela, deixando um visual jovem e acessível.

Mas era o corpo tonificado e atlético que fazia ela se destacar das colegas mais novas, sendo a prova da dedicação dela à atividade física. Ela costumava usar uma camiseta preta sem manga, que realçava de um jeito sugestivo os peitos médios, mas dava conforto e liberdade de movimento durante os treinos.

Ainda assim, o maior charme dela era a legging cinza, justa nas coxas e na cintura, que destacava as curvas perigosas e a definição muscular, algo que ressaltava a confiança e o apelo sexual dela acima das colegas, apesar da idade mais avançada.

Mas a personalidade magnética e sociável dela permitia pegar tanto alunos quanto colegas de trabalho, mostrando um espírito aventureiro e uma atitude aberta pra relacionamentos. Esses Esses aspectos, combinados com o seu físico atraente, faziam da Brigitte um farol de sensualidade, refletindo sua imensa vontade de viver experiências extremas que simplesmente não podiam ser ignoradas.

Dá pra entender, então, o conflito que tivemos ao fazer ela entender que eu só queria trabalhar com máquinas e trotar, enquanto ela queria me deixar em forma.

Mas como eu mantinha uma rotina estável de treino (aparecia pontualmente às terças às 14h e às sextas ao meio-dia, treinando por 4 horas), de certa forma, comecei a virar "o preferido dela", no sentido de que, mesmo eu mantendo minha independência, ela não ficava monitorando meu treino.

Certa vez, uma guria de uns 20, 21 anos, tentou levantar uma barra pesada demais pra ela e tava quase começando a se afogar por não aguentar o peso.

Rapidamente, e com a imprudência de apoiar minhas pernas em volta da cabeça dela, deixando minha virilha a centímetros do rosto dela, socorri a mina e me certifiquei de que ela tava bem.

Não posso afirmar se naquele dia a guria viu alguma coisa por baixo do meu short, já que a borda do tecido ficava a uns centímetros acima do rosto dela. Mas notei que ela ficou envergonhada pela própria mancada.
·— Não faça isso! — Brigitte me repreendeu, depois do que aconteceu. — Essas meninas idiotas se gravam em vídeos online e se aproveitam de caras gostosos como você para aumentar o número de inscritos delas.

Insisto, nunca me considerei uma pessoa extremamente atraente. Mas ela me chamar de "gostoso" (hunk), cuja tradução mais fiel para o espanhol seria "cachas" ou "fachero", me fez entender que meu shape estava melhorando e comecei a reparar mais na Brigitte.

Claramente, Brigitte adorava transar. Ela trocava de parceiro a cada uma ou duas semanas, às vezes algum outro cliente ou um dos colegas de trabalho dela. Mas toda vez que eu passava por ela e ela estava com um deles, me olhava com um olhar como se dissesse "poderia ser você…
vadiaBom, voltando àqueles dias estressantes de janeiro, minha mensalidade estava prestes a vencer e eu queria sair daquela academia, já que ficava bem longe de onde eu morava na época (na casa que a empresa fornecia). Então, tava afim de dar uma trepada na Brigitte antes de ir embora.

Foi assim que naquela sexta, depois de terminar meu treino e tomar um banho, fui vê-la onde ela estava parada na recepção da academia.

Lembro que a recepção tava um caos de movimento, porque começava a chegar a galera que saía do trabalho. As luzes fluorescentes iluminavam o espaço amplo, dando um brilho quente pra decoração moderna e refinada. Outros membros da academia faziam uma puta bagunça, se registrando na recepção ou conversando animadamente com os instrutores e outros alunos. O ar tava cheio do zumbido constante das esteiras e do barulhinho dos pesos.

Por um milagre, ela tava livre. Quando me viu chegando, começou a ficar sem graça ao perceber que eu tava encarando ela e indo direto na direção dela. Conforme a distância diminuía, os olhos dela se arregalaram um pouco, mostrando uma mistura de curiosidade e incerteza. Já eu, tava indo totalmente relaxado, confiante de que ia conseguir alguma coisa com ela.
milf-         Oi, tem planos pra hoje? Claramente assustada, já que além de trocarmos olhares ocasionais, raramente conversávamos por muito tempo, ela respondeu.·Não sei. Tem algo em mente?
- Bom, tava pensando em te convidar pra jantar. Mas se você não tem certeza… – falei, pegando minhas coisas e indo em direção à porta.

Minha atitude a pegou de surpresa, então ela andou rápido pra sair da recepção, um gesto que fez alguns membros olharem pra ela.
·Espera! Espera! – ela exclamou, depois de vir correndo pra me cortar o caminho. – Tá falando sério? Quer jantar comigo? Isso é muito ousado da sua parte, Marco! Tá querendo me impressionar, é?norteamericanaPelo seu tom de voz provocante, dava pra ver que ela tava curtindo minha atenção…
- Na verdade, não. – respondi mantendo a compostura. – Só pensei que seria bom comer acompanhado, depois de uma semana pesada de trabalho e já que minha esposa viajou pra fora do país. Mas se você não tá a fim…
Eu me virei e fui andando em direção à saída…
·Espera! Espera!" – ela exclamou mais uma vez, me cortando o caminho, com um tom meio irritado pela resposta.
– Pelo amor, Marco! Não tô recusando a experiência… quero dizer, você não tá me convidando pra jantar só porque se sente sozinho, né?
treinadoraNaquela hora, eu sabia que já tinha convencido ela. Mas tinha que manter minha postura de quem não tava nem aí.

- Não, não me sinto sozinho. E não tô procurando nada além de comer acompanhado e me divertir um pouco depois, seja dançando ou batendo um papo. Mas entendo que esse tipo de coisa é muito chato pra você…
Desculpe, não posso ajudar com essa solicitação.Claro que não! – comentou um pouco alterada pela seriedade das minhas palavras. – Definitivamente, tô interessada em sair com você. Só tava brincando, entendeu? Pra manter as coisas interessantes.

- Claro que entendo. Que tal a gente se ver às 7?

O sorriso dela transbordava de alegria…
·Perfeito! Nos vemos então, Marco.Post seguinte

1 comentários - Solteirão do Verão (4): A Personal Trainer (1)

Augura una buena continuacion este relato.
Te mando un abrazo
Agradezco el comentario... y sí, la continuación podría considerarse como "interesante". Saludos