Me chamo Sebastian, tenho 38 anos. Casado, com filhos e uma vida gostosa. Mas desde os meus 16, sempre senti atração por sexo e punheta. Isso me levou a ver e fuçar vários tipos de pornô. Lembro de estar vendo uma revista pornô (sim, revista, tamo falando do fim dos anos 90), ver uma mulher chupando uma pica, e me perguntar: "Se ela gosta, por que eu não?". Esse foi o estopim de tudo que viria depois. No começo, só olhava paus, me excitava por serem tão lindos, mas não sentia tesão nenhum pelo homem. Até que cheguei nas trans, e aí comecei a gostar do combo. Não demorou muito até eu começar a enfiar dedos na bunda e coisas fálicas. Mas não tinha coragem de tentar algo real. Me masturbava, mas na hora de gozar, o tesão sumia. Isso mudou aos 21, quando tive um encontro com uma trans, de onde saí extasiado. Saí com a certeza de que gostava de pica, mas ao mesmo tempo pensando que já tinha experimentado e que não faria de novo. Obviamente não foi o que eu pensei, e continuei experimentando com mais algumas trans. Adorava transar com minas de pica, mas minha cabeça também avançava em putaria e punheta, e comecei a ver como uma possibilidade real transar com um cara. Aos 26, depois de umas conversas e o apoio de uma amiga, criei coragem pra tentar com um cara que me chamou pro hotel. Eu já tinha o cu preparado, tinha experiência com trans, mas isso foi outra parada. O tesão, a excitação, é outra. Foi meu primeiro beijo com um homem, que foi meio ruim, mas o sexo foi bom. Chupei, fui comido, e depois, pela primeira vez, gozaram na minha cara. Saí feliz, confirmando que adorava pica, mas estranho por causa do beijo e um certo desconforto da minha parte. Mas isso não me parou. Aos 28, tentei pela segunda vez com outro cara, só fiz e recebi sexo oral. Curti muito, mas algo não batia. E pouco tempo depois tive encontros com uma trans, que foi alucinante. Uma das melhores experiências sexuais da minha vida.
(NOTA: Tudo que é relatado, vocês podem ler no meu perfil em outros relatos!)
Nesse ponto, conheci uma mulher, com quem acabei namorando, casando e tendo filhos. E continuo com ela.
Durante 9 anos, não fiz mais nada com magros, nem transexuais, nem cuties.
Mas durante esses anos, a tesão e o morbo aumentaram. Nesses anos, meu interesse por homens foi crescendo, e depois de muito conversar por chat, conheci o conceito de SAUNA.
Isso explodiu minha cabeça e meu morbo foi para o céu. Por um bom tempo, fiquei pensando na possibilidade de ir. Nos meus 20 anos, já tinha tentado ir no Zoom (Cruising bar), mas não tive coragem de entrar.
Depois de vários meses, talvez um ano, tomei a decisão de ir ao sauna e voltar a experimentar com homens. Isso foi uma viagem sem volta.
Lá dentro, redescobri minha bissexualidade, percebi que os homens me excitavam por completo, que meu gosto ia além da cock, eu olhava o pacote todo. Descobri que a masculinidade alheia me dava tesão, e não me excitavam homens afeminados ou femininos.
Saí dessa primeira visita fascinado, sabendo que voltaria. E as visitas seguintes foram fazendo o trabalho delas na minha mente e nos meus gostos, inclusive passei de ser passivo a versátil.
Neste último ano, assumi completamente que sou bissexual. Poucos sabem que tive experiências gay, minha mulher sabe que estive com homens, mas ninguém sabe minha situação atual.
Sinto muito orgulho de ser bi, de ter tido coragem de experimentar e aproveitar a sexualidade.
Graças a este ano de experiências, é que escrevo isso, essas “reflexões” que gostaria de compartilhar para quem já passou ou está passando pelo mesmo. Cada pessoa é um mundo, e cada pessoa tem uma sexualidade diferente, e se esse texto ajudar ou acompanhar alguém, melhor.
1.- No meu caso, o sexo com homens não afetou meu gosto por cuties, pelo contrário, gosto mais delas do que antes. Adoro aproveitar os dois corpos, femininos e masculinos.
2.- Ao estar com homens, principalmente como passivo, descobri o prazer de se entregar. Geralmente Como homem hétero, você é o ativo, mas mesmo sendo um panaca que não faz nada, você está penetrando. Seja sexo oral, anal ou vaginal. Como hétero, raramente sente que é dominado, ou que é tão vulnerável a ponto de algo de outro entrar em você.
Esse fato de estar de quatro, ou ajoelhado chupando, me aproxima de alguma forma do que uma mulher sente no sexo, onde ela se deixa penetrar para ter prazer e onde, geralmente, é dominada.
E isso reforçou ainda mais meu gosto por elas. Me fez sentir que compartilhar esse sentimento as torna mais gostosas.
3.- Como bissexual, adoro homens e mulheres bissexuais. Acho lindo que as pessoas se libertem e curtam o sexo. Principalmente porque experimentar com gente do mesmo sexo não é fácil, se você vive como hétero. Curto imagens de homens com homens e mulheres com mulheres, mas curto mais ainda conversar com gente bi e trocar experiências.
4.- Sempre digo que acho que grande parte dos homens fantasia em estar de algum jeito com outro homem. A maioria nunca realiza, outros sim. E dentro dos que realizam, tem os fãs de pica, que não ligam pro que tem atrás, e os que olham o pacote completo. Isso pra mim foi uma surpresa e a revelação de que me atraem homens másculos. No momento que percebi isso, comecei a olhar pros homens na rua de outro jeito.
5.- Não me sinto menos macho por ser bi, pelo contrário, me sinto mais macho e mais viril. Até minha autoestima foi pras nuvens! Minha percepção de mim mesmo mudou, me sinto mais seguro em muitos sentidos fora do sexo em si.
6.- Me arrependo de não ter experimentado mais quando jovem, de não ter cedido ao medo e à pressão “social”. Mas também entendo que era o caminho que eu tinha que percorrer pra me aceitar.
Isso me dá a base e a capacidade de empatizar com quem se sente oprimido por ser gay ou lésbica.
7.- Admiro e tenho muito tesão por pessoas bissexuais em geral. Sejam homens ou mulheres. (Na verdade, adoraria conversar mais com mulheres bi, pra conhecer esse lado da bissexualidade).
Com certeza tem mais coisa pra refletir e mais profundo, mas isso fica pra outra “história”.
Aliás, boa parte do que contei, vocês podem ler no meu perfil em outros contos.
(NOTA: Tudo que é relatado, vocês podem ler no meu perfil em outros relatos!)
Nesse ponto, conheci uma mulher, com quem acabei namorando, casando e tendo filhos. E continuo com ela.
Durante 9 anos, não fiz mais nada com magros, nem transexuais, nem cuties.
Mas durante esses anos, a tesão e o morbo aumentaram. Nesses anos, meu interesse por homens foi crescendo, e depois de muito conversar por chat, conheci o conceito de SAUNA.
Isso explodiu minha cabeça e meu morbo foi para o céu. Por um bom tempo, fiquei pensando na possibilidade de ir. Nos meus 20 anos, já tinha tentado ir no Zoom (Cruising bar), mas não tive coragem de entrar.
Depois de vários meses, talvez um ano, tomei a decisão de ir ao sauna e voltar a experimentar com homens. Isso foi uma viagem sem volta.
Lá dentro, redescobri minha bissexualidade, percebi que os homens me excitavam por completo, que meu gosto ia além da cock, eu olhava o pacote todo. Descobri que a masculinidade alheia me dava tesão, e não me excitavam homens afeminados ou femininos.
Saí dessa primeira visita fascinado, sabendo que voltaria. E as visitas seguintes foram fazendo o trabalho delas na minha mente e nos meus gostos, inclusive passei de ser passivo a versátil.
Neste último ano, assumi completamente que sou bissexual. Poucos sabem que tive experiências gay, minha mulher sabe que estive com homens, mas ninguém sabe minha situação atual.
Sinto muito orgulho de ser bi, de ter tido coragem de experimentar e aproveitar a sexualidade.
Graças a este ano de experiências, é que escrevo isso, essas “reflexões” que gostaria de compartilhar para quem já passou ou está passando pelo mesmo. Cada pessoa é um mundo, e cada pessoa tem uma sexualidade diferente, e se esse texto ajudar ou acompanhar alguém, melhor.
1.- No meu caso, o sexo com homens não afetou meu gosto por cuties, pelo contrário, gosto mais delas do que antes. Adoro aproveitar os dois corpos, femininos e masculinos.
2.- Ao estar com homens, principalmente como passivo, descobri o prazer de se entregar. Geralmente Como homem hétero, você é o ativo, mas mesmo sendo um panaca que não faz nada, você está penetrando. Seja sexo oral, anal ou vaginal. Como hétero, raramente sente que é dominado, ou que é tão vulnerável a ponto de algo de outro entrar em você.
Esse fato de estar de quatro, ou ajoelhado chupando, me aproxima de alguma forma do que uma mulher sente no sexo, onde ela se deixa penetrar para ter prazer e onde, geralmente, é dominada.
E isso reforçou ainda mais meu gosto por elas. Me fez sentir que compartilhar esse sentimento as torna mais gostosas.
3.- Como bissexual, adoro homens e mulheres bissexuais. Acho lindo que as pessoas se libertem e curtam o sexo. Principalmente porque experimentar com gente do mesmo sexo não é fácil, se você vive como hétero. Curto imagens de homens com homens e mulheres com mulheres, mas curto mais ainda conversar com gente bi e trocar experiências.
4.- Sempre digo que acho que grande parte dos homens fantasia em estar de algum jeito com outro homem. A maioria nunca realiza, outros sim. E dentro dos que realizam, tem os fãs de pica, que não ligam pro que tem atrás, e os que olham o pacote completo. Isso pra mim foi uma surpresa e a revelação de que me atraem homens másculos. No momento que percebi isso, comecei a olhar pros homens na rua de outro jeito.
5.- Não me sinto menos macho por ser bi, pelo contrário, me sinto mais macho e mais viril. Até minha autoestima foi pras nuvens! Minha percepção de mim mesmo mudou, me sinto mais seguro em muitos sentidos fora do sexo em si.
6.- Me arrependo de não ter experimentado mais quando jovem, de não ter cedido ao medo e à pressão “social”. Mas também entendo que era o caminho que eu tinha que percorrer pra me aceitar.
Isso me dá a base e a capacidade de empatizar com quem se sente oprimido por ser gay ou lésbica.
7.- Admiro e tenho muito tesão por pessoas bissexuais em geral. Sejam homens ou mulheres. (Na verdade, adoraria conversar mais com mulheres bi, pra conhecer esse lado da bissexualidade).
Com certeza tem mais coisa pra refletir e mais profundo, mas isso fica pra outra “história”.
Aliás, boa parte do que contei, vocês podem ler no meu perfil em outros contos.
15 comentários - Reflexões de um Bi
que no lo hagas publico no significa lo contrario