Adolescência nos anos 90

Olá! Lendo um post sobre revistas pornô retrô, me fizeram lembrar da minha adolescência.
Esse post é mais pra ler comentários de quem lembra de coisas parecidas e viveu aqueles tempos dos anos 90. Não tinha internet, pendrive, DVD. Só livros, revistas e, se alguém se animasse, ir na locadora alugar uma fita VHS de filme pornô.
Eu batia uma com o que aparecesse: revistas Gente, Hola, com os catálogos da Avon quando vendiam maiôs ou cremes. Uma vez até com uma revista Libre de um tio.
Sem falar nos calendários das oficinas mecânicas que tinham fotos de gatinhas de peitos de fora ou totalmente peladas.
Sempre com todo o material bem escondido, pra minha mãe não descobrir e jogando fora alguma revista Gente ou Caras que eu tinha gozado demais. E depois meus pais perguntavam se eu não sabia onde estava tal revista que tinha no revisteiro ou na sala? Aí eu fingia de bobo e dizia que não.
Um dia, na casa de um colega do colégio (uma escola industrial onde juntavam litros de porra por dia). Ele me mostrou uma revista pornô. Foi uma explosão no meu cérebro. Nos juntarmos na casa dele pra ver as pornôs que o pai dele escondia e as que ele tinha coragem de comprar era nosso costume favorito.
Como eu não tinha coragem nem ferrando de comprar, comecei a pagar com troca pra ver as revistas: fazia desenhos, resumos pra prova e outras coisas pra ele em troca de me mostrar as revistas.

A gente se juntava três ou quatro moleques no quartinho que ele tinha no terraço, um quartinho de ferramentas com um banco e uma mesa comprida. No começo, a gente descia pro banheiro um por um pra bater punheta. Como já tava muito estranho pra família dele aquela peregrinação ao banheiro dos amigos, a gente começou a sair um por um pro terraço pra bater uma. Até que um dia, o dono da casa, alegando o perigo de ser descoberto, propôs a gente bater punheta no quartinho, sentados um do lado do outro. Era uma loucura e a gente não aceitou. Não aceitamos um dia, dois… No terceiro, todo mundo tirou o pau pra fora. Pau e foda-se. Isso foi bom, e melhor ainda pro dono da casa, que tinha um puta pau e zoava todo mundo pela diferença de tamanho. Eu era o menos dotado, pra não dizer pinto pequeno, e era quem mais levava zoeira. Mas o tesão era maior que tudo. Claro que fizemos muitos progressos com o tempo. Se vocês gostam e se interessam pelo assunto, outro dia eu continuo contando mais histórias daquela época, histórias de dois, de três, de quatro e até um dia de sete.

6 comentários - Adolescência nos anos 90

Vengo del post de revistas jajaja Quiero ver como sigue esto +10
Claro que nos interesan! Las estamos esperando! Se que me voy a pajear mucho mientras las leo.
Es esa época había que ser ingenioso para conseguir esas cosas. Yo conté mi experiencia hace años.