Impostor(1)
...Quando me dei conta de que você não passava de um produto da minha imaginação, já estava enrolada numa história sem fim... com loops de labirintos e emoções numa montanha-russa... difícil, como tudo que me representa um desafio, mas doentio...
Não sei exatamente onde a história começa, se foi na manhã que nossos olhares se cruzaram ou antes, na possibilidade de acreditar no destino... mas isso não seria dar permissão ao que já está estabelecido? Talvez por isso os laços sejam mais fortes e transcendentais.Mas vamos dizer que uma parte de mim te escolheu, pra não assumir a culpa, melhor dizendo, a inconsciência.
Me tinham falado da tua fama de infiel, mulherengo, quase como um luxo. E podia dizer que minha curiosidade ou talvez meu ego, me atraiu pra tua instabilidade injustificada... eu, não vou falar de mim... não nessas linhas...
Você não me parecia atraente o bastante pra cair numa armadilha sem saída. Pelo contrário, achei que conhecia seu jogo e, pra me deixar cair, tinha que te mostrar que era o meu jogo. Mas seu ego não tinha muita altura, e o difícil não é a sua praia.
Deixamos passar, a pressa era sua, e eu gostava de brincar.
Ficamos sem nos ver por um tempo, e eu soube muito mais do que devia. O teu próximo encontro te levou ao êxtase e, de lá, a ser pai pela terceira vez.
Levamos cinco anos para perceber que o inevitável tinha que acontecer e eu virei sua amante pra criar "o nosso".
Não porque fosse fácil pra você, mas sim conhecido, você criou um ator do filme que eu queria ver... daí em diante, tudo o que vem depois...
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