Cornos enormes no fim de ano (Parte 4)

O bom demora pra chegar, dizem. Não sei se isso tá saindo direito. Mas adoro fazer isso. Deixo aqui a próxima parte da série.

Agradeço pelos pontos, favoritos e comentários. Eles estimulam e ajudam pra caralho.



Aí, deixo umas fotos da Pauli pra vocês.


Cornos enormes no fim de ano (Parte 4)

vadia

peitos

esposa


A verdade é que o picaudo já tinha ela ali, toda molhada pra ele, entregue de corpo e alma. Ele tirou uma camisinha da bermuda, sem tirar ela inteira, e colocou. Me olhou e disse: "Com licença", e com a cara mais arrogante que eu já tinha visto, meteu a rola na minha mina pela primeira vez. (Trecho do capítulo anterior)

Quando acordei no dia seguinte, a luz entrava com tudo pelas janelas da casa que estávamos alugando, e a casa já estava na temperatura de um forno pré-aquecido. Não dá pra entender qual é a obsessão dos donos de casa no leste em colocar aquelas esteirinhas de punheta como cortina nas janelas. Elas fazem um trabalho péssimo em impedir a luz de entrar, te acordando sempre de manhã cedo, porque por algum motivo no verão amanhece muito cedo, e as casas já estão iluminadas e quentes desde cedinho.

Já fazia muitos anos que alugávamos casas pra passar as férias no leste com a Pauli. Desde que nos conhecemos, isso virou tipo um refúgio que escolhemos habitar em quase todos os verões ativos, e em vários invernos desolados também. Mas a gente odiava algumas coisas das construções que atrapalhavam o nosso aproveitamento, tipo as cortinas.

A ressaca que eu tava carregando era braba e pesada. Dentro da cabeça morava a torcida organizada inteira de um time pequeno do Uruguai, batendo nos três instrumentos de percussão que tinham, incomodando mais do que incentivando. A boca seca e pastosa me incomodava, precisava beber água logo. Me estiquei até o criado-mudo pra pegar a garrafa d'água que sempre levo pra cama pra não ter que levantar se no meio da noite bater aquela sede doida. Abri e joguei tudo direto na garganta, me causando um leve engasgo que me fez tossir. Tentei segurar pra não acabar acordando a Pauli, que de costas pra mim dormia espalhada na cama, que nem um bêbado na vala.

A vontade de mijar me fez levantar da cama e viver uma espécie de terremoto dentro da casa, onde tudo se mexia e girava com um descontrole total. Sentei de novo na cama pra organizar os sentidos, levantei as duas palmas das mãos na altura do rosto, como quem pede pro universo parar aquele movimento incessante pra não acabar Me mijando em cima.
A casa parecia ter passado por um terremoto de verdade. A bagunça era total. Eu e a Pauli nunca fomos muito organizados, a real é que não conseguimos incorporar os hábitos dos nossos antepassados pra manter a ordem aqui em casa. Não se enganem, não é que a gente seja porca. A sujeira incomoda a gente, mas a bagunça não. Podemos deixar a roupa lavada jogada na cadeira do quarto até o dia do juízo final, sem nem ligar. Mas, nessa casa, a bagunça refletia a noite que a gente tinha vivido. Sorri feito uma idiota quando alguns flashbacks vieram na mente.
“Aonde você vai, meu amor? Vem cá”, a Pauli falou com uma voz de manha exigente. “Vou no banheiro e já volto, bebê”, respondi, juntando coragem pra me levantar de novo e me submeter à batedeira universal. Consegui me erguer e descer a escada que ligava o quarto ao resto da casa, incluindo o banheiro que ficava embaixo. Passei o olho pela cena do crime, e mais lembranças vinham na cabeça. “Que noitada, hein!”, gritei num tom moderado pra Pauli, pra não atordoar ela. “Fuaa!”, ela exclamou, de um jeito tão seco quanto forte.
Enquanto descia as escadas com uma dificuldade motora notória, as imagens da noite me batiam na cabeça em formato de curta. Parei num degrau por uns segundos, com o olhar perdido, enquanto na minha mente se repetia a sequência do cara de ontem à noite sacudindo minha mina de pé, segurando os dois braços dela, imobilizando e castigando ela a porradas na frente do meu olhar inútil e tarado. Fiquei com tesão.
Com um sacrifício danado, consegui cumprir minha missão de mijar. Fiz sentado porque era o melhor jeito que meu corpo encontrava pra cumprir essa função orgânica naquele momento. Na saída do banheiro, encontrei a Pauli completamente pelada, com cara de sonolenta e abalada pela noite. Ela me deu um olhar cansado, mas carinhoso. Estendeu os braços pra mim, como se pedindo um abraço. Eu dei, feliz. Apertei ela contra meu peito, enquanto acariciava as costas como ela gostava. Senti os peitões dela pressionando minha barriga, enquanto ela me apertava com toda a força matinal que tinha, que não era lá essas coisas. Notei que o cheiro da Pauli naquela manhã/meio-dia/tarde era uma mistura de suor doce feminino e muito sexo. Muito sexo. Amei ela profundamente.

Pauli entrou no banheiro enquanto eu decidi cozinhar algo pra adicionar algum tipo de nutriente e energia ao nosso tempo. Minha desorientação era tanta que eu não sabia se tinha que preparar café da manhã, almoço ou lanche. Optei por fazer uns ovos mexidos, picar umas frutas e preparar umas torradas. Um café da manhã reforçado pra ajudar a recuperar as forças. Enquanto preparava, ouvi o som do chuveiro caindo e imaginei que Pauli tava tentando se espantar rapidamente. Cheguei perto da porta e falei num tom paternal e protetor: "Tudo bem, meu amor?" "Sim, amor. Tô tomando uma duchinha pra me ativar um pouco. Me sinto destruída", respondeu. Deixei ela tranquila pra curtir o espaço dela.

Quando saiu do banho, já dava pra notar diferença. O perfume do sabonete, do shampoo já mudavam a postura dela. O rosto tava mais fresco, e ela carregava um sorriso de felicidade e safadeza. "Tô com a buceta ardendo pra caralho, meu amor", falou com cara de sofrimento fingido. "Pois é, meu amor. O que cê esperava?", respondi com a risa contida que sempre usava com ela depois que ela transava com outro. Não conseguia evitar sentir um pouco de vergonha de ser tão corno. Sempre rolava, mas já tava acostumado, e ela também. "Ha, ha, sim. Muita pica", disse enquanto pegava a xícara de café e levava à boca. Olhei pra ela apaixonado. "Meu corno lindo", retribuiu e fez um carinho na minha mão em cima da mesa.

Terminamos de tomar café e ambos sentimos uma vontade súbita de sair de casa, abandonar o espaço e arejar a mente. A praia soava muito bem como plano pra isso. Subimos pro quarto pra nos trocar e sair. Foi lá que aconteceu o primeiro momento em que Pauli pegou no celular dela, que ainda descansava na mesinha de cabeceira, ligado no carregador.
"Bom, bom. Olha só quem parece que ficou todo doido", Pauli me disse, rindo meio sem graça, buscando minha cumplicidade. Ela me estendeu o celular, eu peguei, e ela ficou me olhando na expectativa. Tinha uma mensagem de um número que não estava salvo, mas o da foto de perfil era claramente o cara que ela tinha comido na noite anterior.
"Oi, morena! Nem no mais gostoso dos meus sonhos eu esperava o de ontem à noite. Vocês são um casal lindo, e você é uma bomba explosiva. Espero que vocês tenham se divertido tanto quanto eu."
Acho que gostei tanto quanto a Pauli de ter lido aquela mensagem, e de saber que aquele cara estava pensando isso da gente. Claro que me imaginei de novo minha namorada dando pra ele, e o sangue correu direto pro meu pau, mas também me aqueceu a alma aquela mensagem. O lindo do Cuckold, entre outras coisas, é a chance de mostrar o amor que um casal tem, e incluir alguns como testemunhas desse amor, numa dinâmica de prazer e gozo que não tem comparação.
Teve que sair pro sol e pro calor. Assim que saí, senti o brilho do sol esfaqueando minha córnea sem piedade; nem os óculos escuros conseguiam amenizar o impacto feroz da nossa estrela-mãe. Não aguentava a camiseta no corpo. Não entendia como a Pauli conseguia não se desesperar pra tirar a blusona comprida que tinha vestido, que mal tapava a bunda dela, e deixava aparecer a pontinha da mesma calcinha preta minúscula que ela tinha usado no dia anterior. Decidimos que o melhor ia ser partir pra praia, e enfrentar o calor lá.
Ao chegar na praia, fomos direto dar um mergulho furioso pra tirar o calor insuportável de cima da gente por um tempo. Depois, já mais frescos, montamos o acampamento, onde não faltava o guarda-sol que ia servir de refúgio. Pauli estava tão gostosa. Tem algo nas mulheres que tão bem comidas que fica gravado na aura, ou sei lá onde. Elas se movem com mais naturalidade, estão mais à vontade com o corpo. E a Pauli mostrava que tava super nessa. Não se escondia nem um pouco, se agachava de cócoras deixando toda a bunda dela à mostra na praia, sem o menor pudor de que alguém pudesse estar olhando fixo pra ela. Na verdade, tava convencido de que ela devia estar adorando que os caras tivessem desejando ela na praia. Afinal, ela já tava toda comida da noite anterior.
A gente se jogou na areia, sob o sol, pra descansar o corpo e recuperar as energias. A gente precisava. Compramos algo pra comer num quiosque ali, e depois continuamos assim até o sol começar a ficar um pouco mais tolerável. De vez em quando a Pauli pegava o celular e trocava ideia com o Felipe. Não que ela tenha dado muita bola pra ele, mas pra mim ela deu bem pouca. Isso me deixava meio de mau humor, não posso negar. Sentia que a Pauli tava me rejeitando. Num momento não aguentei mais e, infantilmente, falei: “cara, tu tá me odiando um pouquinho, né?”.
“Eu não tô te odiando, tu deve estar se odiando”, ela disse com uma calma e seriedade que me deixou pasmo. Minha psique desmoronou. Fiquei travado. Ela tinha razão. Eu tava me odiando por alguma coisa, e precisava que ela me desse outra percepção de mim mesmo, que me lembrasse que eu era o que escolhia. Como ela não me dava isso, eu enlouquecia cada vez mais, com a ideia de que o entusiasmo dela por mim podia cair. Será que eu me odiava pelas coisas que eu incentivava minha namorada a fazer? Por que eu permitia que isso acontecesse?
“Vou dar um mergulho”, ela disse se levantando da cadeira. A água do mar tava num verde quase transparente, e com uma temperatura que qualquer veranista invejaria. Eu acompanhei ela, claro. Me fazia bem me refrescar inteiro.
A gente brincou um pouco na água, e saímos pra começar a rodada de mate. A gente tava começando a fumar um, quando a cara da Pauli se transformou num sorriso entusiasmado, fixando os olhos na descida da praia. Me virei pra olhar já sabendo o que era. vinha. E sim, Felipe vinha descendo pra praia com os amigos, assim que viu ela, a cara dele se transformou na de um moleque na manhã de Natal. E a pica com certeza lembrou do que tinha vivido na noite anterior.

Tive que lidar rapidamente com meus demônios. Racionalmente sabia que Pauli me amava como sempre, de um jeito tão lindo e puro, mas tinha uma sensação escura de que ela podia me largar a qualquer momento. Sofria em silêncio esse processo, com uma dor que tentava vencer, mas que exigia um esforço titânico.

Os amigos de Felipe se posicionaram a alguns metros da gente, não tão perto como no dia anterior, e ele veio direto nos cumprimentar. Pauli levantou da cadeira pra saudar ele, se deram um abraço curto, mas eu vi como ela encostou os peitos no abdômen dele, e ele tentou encostar a pica de leve. Me excitou e me irritou ao mesmo tempo. Na frente de todo mundo na praia, achei demais, mas sabia que tinha que aguentar, porque era meu desejo.

"Fica pra tomar um mate, vai.", disse Pauli pro Felipe. "Amor, deixa ele sentar na espreguiçadeira?", ela falou pra mim fazendo um gesto com a mão, me mandando sentar no chão. Obedeci sem questionar, cedendo lugar pro cara (nosso novo bull?).

"Como vocês estão?", ele disse com um tom descolado, ocupando meu lugar na espreguiçadeira. "Como é que cê tá!", respondeu Pauli exclamando, passando os olhos de cima a baixo no cara. "Como é que cê esteve ontem à noite!", retrucou ele, fazendo todo mundo soltar a tensão que a gente carregava em forma de risada.

Acontece que o cara não tomava mate. Mas ficou a tarde inteira sentado com a gente conversando. Ele contou um pouco sobre si. Era um playboy, com aparentemente muita grana, que levava os amigos de férias, pagando tudo ele. Pra minha surpresa, não achei ele nada metido. Tinha uma humildade estranha que não soava pedante, mas ele sabia mostrar todos os seus atributos.

Ele se mostrou muito interessado na nossa sexualidade. Se surpreendia com cada anedota, e queria saber mais e mais. "Juro que não sabia que essas coisas aconteciam de verdade com as pessoas", ele disse. "Acontecem, essas e muito mais. O limite é a imaginação", comentei com uma das minhas frases de cabeceira pra falar de cuckold.
"Pra ser sincero, agora não faço ideia do que fazer com tanta informação. E tô com um tesão interno que vocês não imaginam!", falou o cara já tirando a roupa de cima.
"Eu tenho uma ideia", disse a Pauli. "Na minha casa não tem ninguém", falou torcendo a boca, com cara de safada. O cara me olhou na hora, eu não emiti som, fiquei meio incrédulo. "É que tá muito bagunçada de ontem à noite. E acho que como foi você quem bagunçou, tem que me ajudar a arrumar", continuou já falando com um tom de deboche. Como quem inventa uma história pra enganar uma criança e ela não perceber o que tá rolando de verdade. Nesse caso, a criança corna era eu. "Beleza!", disse o cara olhando de novo pra mim, esperando que eu reclamasse.
"Vamos levar as cadeiras de praia pra você não ter que carregar tanto depois, meu amor", me disse. Chegou perto de mim, me deu um beijo tímido e falou no meu ouvido "Aproveita o pôr do sol, cuckold". Piscou o olho pra mim, pegaram as cadeiras e foram andando devagar.
Fiquei ali. Sozinho na praia, debaixo do guarda-sol, com a cabeça a mil. Ninguém me consultou, nem sequer me incluíram. Os amigos do Felipe continuavam na praia a uns metros consideráveis de mim. Não queria nem olhar na direção deles. Sabia que deviam estar se cagando de rir de mim e da minha cornice. Me senti infeliz, mas todo mexido de tesão.
O tempo passava muito devagar. Não conseguia nem me distrair olhando as bundas das minas que tinham na praia. Não parava de pensar no desprezo que tinha sofrido da Pauli, e em como ela se livrou de mim fácil e convidou o cara pra transar em casa, sem cerimônia.
Entrei na água mais umas duas vezes, pra me espantar e refrescar. Já não sabia mais o que fazer com tudo o que passava pela minha cabeça. Eu lidava com a sensação de abandono que o desprezo da Pauli me causou, e com o ciúme que aquele cara jovem, totalmente hegemônico e cheio da grana, me despertava. Já tinha me sentido inseguro outras vezes nesse jogo, mas dessa vez a ambiguidade oscilava entre lugares muito extremos. Uma sensação de infelicidade se misturava com uma felicidade misturada com um tesão enorme. Sensações no peito, na barriga e nos ovos que não dava pra controlar.

30 minutos depois, chegou uma mensagem de um número desconhecido. Quando abri, reconheci a mesma foto de perfil que tinha visto na mensagem que chegou no celular da minha namorada de manhã. Uma foto das tetas da minha mina cheias de porra era a única mensagem na conversa. Abaixo dela, li: "Que pena que você não tá aqui pra limpar, corno manso".

Esse cara tava aprendendo rápido.

9 comentários - Cornos enormes no fim de ano (Parte 4)

Como me calentó tu relato y me cuesta creer que te dejó de garpe asi como asi. Creo que te entiendo, esos celos que te carcome, inseguridad y calentura al mismo momento te hace dudar si estan en lo correcto que haces. Pero tambien te genera morbo y lo difrutas y encima pauli se comporta como si vos no hicistiera en ese momento y ella va al disfrute con su nuevo bulls. Van puntos. Ya los lei los anteriores relatos. Espero la contunuacion
Me alegro mucho, amigo. La continuación ya está publicada en nuestro Patreon. Y esta semana se viene el último capítulo de la serie allí, y les juro que es 🔥🔥🔥