Tô meio ocupada, terminei de entregar meus papéis pra me aposentar de uma Universidade Pública, cinco aulas pra terminar o quadrimestre, tchau tchau adeus, se te vi não lembro. Agora é me mudar pra CABA e cair de cabeça na atividade privada. Esclarecendo pros que gostam de contos curtos, esse não é o caso e todos os capítulos que fui escrevendo estão ligados. Tô avisando, bombons. Foi com fotos, mas até eu me certificar hahaha, me deletam o post. Fim de semana: Se vocês leram a quinta parte, naquele fim de semana a Mia estava no nosso apê. Isso merece um capítulo curto.
O trampo, campo minado pela Mia: Tema alternativo: The Dead South - In Hell I'll Be In Good Company
Na segunda-feira antes de entrar no trampo, fomos tomar café com a Mia e já fui logo falando: "Mia, tudo bem, mas onde se come não se caga". Ela respondeu na maior clareza: "Deixa eu pensar numa solução". Dez segundos depois, bem soltinha, me solta: "Você tá demitido, me dá um minuto". (Demitido? Quem essa otária pensa que é pra me mandar embora?)
—Oi, Doutor (liga no viva-voz), olha, te conto que a Clara, a do quarto andar, acabei de mandar embora. O motivo é que ela não quer que eu coma o marido dela — risadas dos dois. Desliga e me diz: — você vai nesse escritório, assina o de acordo e calculam sua rescisão, e daqui a uma semana começa a trabalhar nessa empresa. Essa tarde eu viajo e a gente se vê daqui a três semanas.
Depois de toda a papelada, volto com Fernando pra MdQ. Ele não se atrevia a perguntar nada.
Eu sabia que iam me dar muita murra, muita murra em MdQ. O Fernando não tinha praticado nada naquele fim de semana, e quando ele tá precisando, me diz: “CARLITO, PRECISO DE UM FOOTING”. Resumindo, leitor/ra, o Fernando tava no cio e eu no calor. Como a Marysa disse (vide quarto capítulo), vamos nos empanturrar de trepar.
Na primeira semana, como eu tava com o cabelo curtinho, só deixei ele me chupar, tipo, sexo oral mesmo. Ele não tem problema nenhum, vai direto ao ponto e conhece bem os botões — o meu clitóris, ou como ele chama, o "botão liga". Ele é bom, muito bom, e já que é, eu aproveito. Ele adora quando eu sento na boca dele (entendeu?), seguro a nuca dele e esfrego os lábios, os de baixo. Tem que arrancar o Fernando de lá.
Enfim, um docinho com essa sessentona. Isso sim, o Fernando vinha acumulando tensão. Quando ele tá excitado, me fala —mede a compressão do pistão—, que filho da puta. Eu espiava ele no banho e via como ele se masturbava, mas não gozava. Uma panela de pressão, "carlito" não ia aguentar muito mais hahahahahaha.
Quase completando três semanas da partida da Mía, a Mía me liga e pergunta –Clara, quando vocês transam, no final não vi vocês?- É verdade, ela não tinha nos visto transar e esse tinha sido o pedido dela (quinta parte). Na quinta-feira eu falo e a gente continua falando besteira.
Fernando estava me comendo, me colocou de quatro, sempre coloco um consolo na minha buceta (normal), mas o vibrador é com controle remoto, então eu controlo à distância. "Carlito" foi pro cuzinho, meu cuzinho, devagar, porque "Carlito" é comprido e grosso. Quando estávamos no auge, ele fala: "imagina três paus, um na sua boquinha, outro no cuzinho e o terceiro na caverna". Em outra hora, eu cortava e largava ele na mão, mas não, foi tipo uma corrente elétrica que nasceu no meu cérebro e terminou na minha buceta — só as mina sabem do que eu tô falando. Eu gozei. Esse filho da puta aproveitou e enfiou "Carlito" mais fundo.
Pedi pro Fernando continuar, e bem na hora que ele ia começar a gozar de novo, a Mia liga. Coloquei o telefone no viva-voz. A Mia ouviu tudo que a gente tava falando quando eu tava sendo toda comida, na hora que o Fernando ia soltar os "amiguinhos" dele, eu falei: – na minha cara, molha toda a minha cara, filho da puta – e mais umas coisinhas. Foram umas cinco gozadas, cada uma com muito leite. Ele fica doido quando vê minha carinha molhada, eu adoro quando ele marca território. Sempre conto: quando ele vai gozar, ele fica de pé na cama e eu ajoelho. Tô num contra-plongée total e ele de plongée, assim você imagina em termos cinematográficos.
Desligo a ligação e, 10 minutos depois, a Mia de novo, gritando: – Vocês dois não podem ficar sozinhos, hahahahahaha, me manda um vídeo quando ela gozar na sua cara. – Nem fodendo, sua idiota – falo, e ela morre de rir. A gente se vê na terça de manhã cedo, ela diz e desliga. Mas que puta gostosa essa cutie.
Segunda-feira volto pra CABA. Apareço no escritório do advogado, que me informa que vou trabalhar pra uma subsidiária da empresa que me demitiu – "mas eu continuo trabalhando na companhia?" afirmo/pergunto meio na dúvida. "Não, Clara, é outra empresa, outra gerência, mesmo salário, mesma função, outro tudo." "E onde fica?" pergunto, intrigada. "No mesmo lugar", ele responde. "Ahhh", falo bem à vontade – "essa cutie é uma filha da puta mesmo." "Sim", o advogado confirma, e a gente cai na risada.
Ele se levanta e me cumprimenta. O advogado é muito gostoso e percebeu que eu tava devorando ele com os olhos. Eu também tinha saído com uma blusa sem sutiã e tinha desabotoado mais um botãozinho da camisa, quem sabe algo rolava. O cara abre a porta pra mim e me dá o cartão dele com essa explicação – esse número é bem pessoal –, eu sorrio pra ele, pego na mão dele e escrevo o número do meu celular, como sou meio sem grana não tenho cartão corporativo, nem outro telefone.
Mas já vou avisando, a gente vai transar pra caralho.Fotis com a buceta transando.
Na terça-feira, do nada, a Mia sentou do meu lado no refeitório, me entregou um papel dobrado e quando abri, tava escrito —quero ir pro clube Sweet com vocês, dentro de um coração. Eu amassei e guardei no bolso. A Mia ficou me olhando, pegou uma batata do meu prato e comeu exagerando todos os gestos, eu aproximei o prato, ela levantou e foi embora com o meu prato. Idiota.
O mesmo aconteceu na quarta e na quinta.
Mia não foi almoçar, "já era, ela cansou". Desceu pra garagem e tá dando mole pro hipopótamo.
Entro no carro e, antes de falar "vamos", a Mia se adianta: "Parece que vou sozinha pro Clube Sweet". Ela me entrega um cartão – "jantar pra três às 22h. Passo pra buscar vocês. Não ousem me acompanhar". Termina dando um beijo no rosto do Fernando, o pescoço fica roxo em microssegundos.
21:40 Tamo esperando ela na calçada, rumo ao jantar e depois pro Clube Sweet:Tema alternativo, com Chello e Bow ehhhhhhhh: 2CELLOS - (I Can't Get No) Satisfaction
Mini Cooper com o hodômetro zerado. A Mia fala pro Fernando: "vamo naquele lugar, tem um buffet livre pra você e pra gente o melhor, eu já escolhi o que a gente vai jantar". A Mia me toca no ombro e fala alto: "esse aí não sei como entra, mas tem que tirar na marra".
O que esse filho da puta comeu, isso sim não toma uma gota de álcool. Foi umas 10 vezes encher o prato, uma vergonha, perguntava por tudo e enchia o prato, parecia aqueles caminhões gigantes que usam na mineração. A Mia em um momento fala pra ele – Fernando, com essa barriga que você tem, dá pra ver o “Carlito”? – Fernando responde rápido – com o tamanho que ela tem, pra não ver, minha filha, ela balança –. Eu tive que rir e falo pra Mia – é um idiota metido, cérebro tem pouco, estômago demais, mas é vencedor com a flauta de Hamelin –. Mia ri e solta – ele usa muito, né? –.
Fernando, ficava olhando a gente beber, toda hora me dizia "você tá bêbada" e "essa idiota tá chapada" — alguém sabe qual é a diferença?
00:30 chegando no clube Sweet. O pessoal da "porta" sempre pergunta alguma coisa, a Mia fala pra eles – eu vim pra ser comida -. Eles abriram a portinha.
Mia abraçada no Fernando, eu entro sozinha com pulseira. Mia olhando tudo e fala pro Fernando –tô com o cú na mão-.
Na viagem pro Clube, a Mia contou que não tava usando nada por baixo do vestido, quis tirar ele e o Fernando, já todo tarado, falou – piranha, se comporta. A Mia tirou o vestido e, num sinal vermelho, desceu do carro e deu uma voltinha olímpica ao redor do mini.
Fernando do nada começa a gritar comigo – de novo vocês dois, hein – Mia entra e fala pra ele – cala a boca, viado, e continua dirigindo – Fernando grita – puta – Mia – filho da puta – Fernando – filha da puta – eles passaram por todos os xingamentos, especialmente os mais elaborados e cheios de sílaba tônica. Que palhaçada esses dois, pelo amor de Deus.
Mia cansou de dançar e de comentar pros dançarinos ocasionais dela "mas que música de merda" kkkkkkkkkkk. Um "gatinho" muito gostoso daqueles que não sobram quis explicar pra Mia a seleção de músicas, Mia interrompeu ele e disse "bebê, você é muito gostoso, mas é surdo pra caralho, se a pica funciona igual o ouvido, ela sobe de quatro em quatro anos", não, não, não, não, sorte que Fernando falou pro gostosão "ela tá bêbada há um ano".
Mia voltou a dançar com o "gostosão". Vocês sabem como é tentar manter uma conversa com uma música que fura seus tímpanos. Não sei se fazem isso pra você se aproximar e falar no ouvido, e de quebra enfiarem a mão, bom, sim, já comprovei isso.
Enquanto isso, eu tava batendo papo com um casal "amigo", eu já tinha saído com o cara uma vez, e Fernando ficou de graça com a "dona", que tava dando voltas pra transar.
A primeira vez que fui com o "senhor" me divertir, Fernando levou ela no cinema, na segunda vez foram "no teatro", na terceira foram jantar, depois Fernando levou ela pra ouvir jazz. Eu tava ganhando de três a zero.
Gauchinho, o "marido", mas na primeira vez eu falei "cê tá me comendo como se eu fosse sua esposa, né?". Faltava saber que botões apertar e quando a gente indicava "por aqui", ele custava a encontrar o jeito de "apalpar". Tava me entediando.
Mia se aproxima com o "gostosão" e me fala: —vou levar o Fernando, a gente vai pro quarto de casais, mas reto pro quarto escuro—. Silêncio dos quatro. A "senhora" olhando pra ela, e Mia já manda na lata: —você gosta de trepar?—.
Mia disse pro seu "parceiro de dança super gostosão" levar ela pra dançar, a "madame" ia responder algo, mas já Fernando e Mia estavam descendo pro primeiro andar. O "gostosão" e a "madame" foram pra pista.
Mia me conta uma coisa e o Fernando nada sobre o que rolou. Antes de entrar no quarto de casais, o Fernando fala pra Mia que nunca tinha entrado no quarto escuro. Mia ri e diz pra ele: — buceta, hoje a gente vai estrear os dois juntos.
Entraram no quarto escuro que era literalmente uma bagunça, um calor insuportável – quando a Mia entrou, gritou – isso aqui tá mais cheio que o 60. Abraçou o Fernando e começou a beijar ele, tirou o vestido, abriu o zíper da calça dele e colocou a pica na virilha dela, mas sem penetrar, enquanto começaram a passar a mão nela por todo lado, quando chegavam embaixo, encontravam o "Carlinhos". Ela se virou e encostou a bunda na barriga do Fernando (um meio mundo ou meio globo terrestre) e colocou a pica do Fernando de novo na virilha dela. O Fernando me contou que apalparam ela bastante e num momento a Mia fala pra ele – vai embora – o Fernando respondeu – nem fodendo, tem camisinha? – a Mia respondeu seca – ninguém come minha buceta não.
Enquanto isso, eu tava lá embaixo com o "senhor" e a "senhora" e a "parceira de dança, churro ruim", falo pra "senhora" — vou com seu parceiro pro hotel. O "senhor" fala pra parceira dele — vou com a Clara. Aí a gente foi, rápido pra não dar chance da trouxa fazer um escândalo.
Fernando me contou que encontrou a "senhora" sozinha e o "cara" com quem a Mia teve aquele tal de entrevero musical, e eles começaram a falar um monte de merda. Umas 15 minutos depois, a Mia desceu e falou pra eles – que nojo aquele quarto escuro, mas muito saudáveeeeeel, quase perdi o vestido, só faltou arrumar um marido –.
Vamos, disse Mia – vamo cair fora daqui, isso não dá mais. Então subiram no mini, Fernando dirigindo, Mia abraçando ele e querendo pegar no "carlinhos", aos gritos pedia pra ele mostrar a "alavanca de câmbio". O "moleque" e a "madame" atrás.
Nessa hora, o celular de Fernando toca e é a Mia que atende – nãooooooooooo, não acredito, pelo amor de Deus, que desgraça, a gente vai te buscar agora, você tá bem? –. A Mia vira e fala pra “madame” – o pau do teu marido não sobe pra mim – kkkkkkkkkk, me contaram e eu chorei de rir.
Realmente a situação tava num "beco sem saída", o "cavalheiro" nem sabia como me olhar, e eu falei – fica tranquilo, vocês têm a parada difícil. Nunca curti zuar com esse negócio de que a buceta é pequena ou não sobe, ou gozam rapidinho, eu não entro nessa merda.
Então a Mía pediu pra "dona" e pro "churro ruim" descerem porque iam me buscar.
Eu tava na porta do telopor do Nuñez com o "senhor" quando chegaram o Fernando e a Mia. E a minha mina? pergunta o "senhor". A Mia grita pra ele: -foi trepar com o bombom-. Eu subi atrás e nunca mais vimos eles, nem o "senhor" nem a "senhora". Mas a história não termina aqui.
E aí, fechamos com: AC/DC - Thunderstruck (Ao Vivo no River Plate, Dezembro de 2009)
O trampo, campo minado pela Mia: Tema alternativo: The Dead South - In Hell I'll Be In Good Company
Na segunda-feira antes de entrar no trampo, fomos tomar café com a Mia e já fui logo falando: "Mia, tudo bem, mas onde se come não se caga". Ela respondeu na maior clareza: "Deixa eu pensar numa solução". Dez segundos depois, bem soltinha, me solta: "Você tá demitido, me dá um minuto". (Demitido? Quem essa otária pensa que é pra me mandar embora?)
—Oi, Doutor (liga no viva-voz), olha, te conto que a Clara, a do quarto andar, acabei de mandar embora. O motivo é que ela não quer que eu coma o marido dela — risadas dos dois. Desliga e me diz: — você vai nesse escritório, assina o de acordo e calculam sua rescisão, e daqui a uma semana começa a trabalhar nessa empresa. Essa tarde eu viajo e a gente se vê daqui a três semanas.
Depois de toda a papelada, volto com Fernando pra MdQ. Ele não se atrevia a perguntar nada.
Eu sabia que iam me dar muita murra, muita murra em MdQ. O Fernando não tinha praticado nada naquele fim de semana, e quando ele tá precisando, me diz: “CARLITO, PRECISO DE UM FOOTING”. Resumindo, leitor/ra, o Fernando tava no cio e eu no calor. Como a Marysa disse (vide quarto capítulo), vamos nos empanturrar de trepar.
Na primeira semana, como eu tava com o cabelo curtinho, só deixei ele me chupar, tipo, sexo oral mesmo. Ele não tem problema nenhum, vai direto ao ponto e conhece bem os botões — o meu clitóris, ou como ele chama, o "botão liga". Ele é bom, muito bom, e já que é, eu aproveito. Ele adora quando eu sento na boca dele (entendeu?), seguro a nuca dele e esfrego os lábios, os de baixo. Tem que arrancar o Fernando de lá.
Enfim, um docinho com essa sessentona. Isso sim, o Fernando vinha acumulando tensão. Quando ele tá excitado, me fala —mede a compressão do pistão—, que filho da puta. Eu espiava ele no banho e via como ele se masturbava, mas não gozava. Uma panela de pressão, "carlito" não ia aguentar muito mais hahahahahaha.
Quase completando três semanas da partida da Mía, a Mía me liga e pergunta –Clara, quando vocês transam, no final não vi vocês?- É verdade, ela não tinha nos visto transar e esse tinha sido o pedido dela (quinta parte). Na quinta-feira eu falo e a gente continua falando besteira.
Fernando estava me comendo, me colocou de quatro, sempre coloco um consolo na minha buceta (normal), mas o vibrador é com controle remoto, então eu controlo à distância. "Carlito" foi pro cuzinho, meu cuzinho, devagar, porque "Carlito" é comprido e grosso. Quando estávamos no auge, ele fala: "imagina três paus, um na sua boquinha, outro no cuzinho e o terceiro na caverna". Em outra hora, eu cortava e largava ele na mão, mas não, foi tipo uma corrente elétrica que nasceu no meu cérebro e terminou na minha buceta — só as mina sabem do que eu tô falando. Eu gozei. Esse filho da puta aproveitou e enfiou "Carlito" mais fundo.
Pedi pro Fernando continuar, e bem na hora que ele ia começar a gozar de novo, a Mia liga. Coloquei o telefone no viva-voz. A Mia ouviu tudo que a gente tava falando quando eu tava sendo toda comida, na hora que o Fernando ia soltar os "amiguinhos" dele, eu falei: – na minha cara, molha toda a minha cara, filho da puta – e mais umas coisinhas. Foram umas cinco gozadas, cada uma com muito leite. Ele fica doido quando vê minha carinha molhada, eu adoro quando ele marca território. Sempre conto: quando ele vai gozar, ele fica de pé na cama e eu ajoelho. Tô num contra-plongée total e ele de plongée, assim você imagina em termos cinematográficos.
Desligo a ligação e, 10 minutos depois, a Mia de novo, gritando: – Vocês dois não podem ficar sozinhos, hahahahahaha, me manda um vídeo quando ela gozar na sua cara. – Nem fodendo, sua idiota – falo, e ela morre de rir. A gente se vê na terça de manhã cedo, ela diz e desliga. Mas que puta gostosa essa cutie.
Segunda-feira volto pra CABA. Apareço no escritório do advogado, que me informa que vou trabalhar pra uma subsidiária da empresa que me demitiu – "mas eu continuo trabalhando na companhia?" afirmo/pergunto meio na dúvida. "Não, Clara, é outra empresa, outra gerência, mesmo salário, mesma função, outro tudo." "E onde fica?" pergunto, intrigada. "No mesmo lugar", ele responde. "Ahhh", falo bem à vontade – "essa cutie é uma filha da puta mesmo." "Sim", o advogado confirma, e a gente cai na risada.
Ele se levanta e me cumprimenta. O advogado é muito gostoso e percebeu que eu tava devorando ele com os olhos. Eu também tinha saído com uma blusa sem sutiã e tinha desabotoado mais um botãozinho da camisa, quem sabe algo rolava. O cara abre a porta pra mim e me dá o cartão dele com essa explicação – esse número é bem pessoal –, eu sorrio pra ele, pego na mão dele e escrevo o número do meu celular, como sou meio sem grana não tenho cartão corporativo, nem outro telefone.
Mas já vou avisando, a gente vai transar pra caralho.Fotis com a buceta transando.

Na terça-feira, do nada, a Mia sentou do meu lado no refeitório, me entregou um papel dobrado e quando abri, tava escrito —quero ir pro clube Sweet com vocês, dentro de um coração. Eu amassei e guardei no bolso. A Mia ficou me olhando, pegou uma batata do meu prato e comeu exagerando todos os gestos, eu aproximei o prato, ela levantou e foi embora com o meu prato. Idiota.
O mesmo aconteceu na quarta e na quinta.
Mia não foi almoçar, "já era, ela cansou". Desceu pra garagem e tá dando mole pro hipopótamo.
Entro no carro e, antes de falar "vamos", a Mia se adianta: "Parece que vou sozinha pro Clube Sweet". Ela me entrega um cartão – "jantar pra três às 22h. Passo pra buscar vocês. Não ousem me acompanhar". Termina dando um beijo no rosto do Fernando, o pescoço fica roxo em microssegundos.
21:40 Tamo esperando ela na calçada, rumo ao jantar e depois pro Clube Sweet:Tema alternativo, com Chello e Bow ehhhhhhhh: 2CELLOS - (I Can't Get No) Satisfaction
Mini Cooper com o hodômetro zerado. A Mia fala pro Fernando: "vamo naquele lugar, tem um buffet livre pra você e pra gente o melhor, eu já escolhi o que a gente vai jantar". A Mia me toca no ombro e fala alto: "esse aí não sei como entra, mas tem que tirar na marra".
O que esse filho da puta comeu, isso sim não toma uma gota de álcool. Foi umas 10 vezes encher o prato, uma vergonha, perguntava por tudo e enchia o prato, parecia aqueles caminhões gigantes que usam na mineração. A Mia em um momento fala pra ele – Fernando, com essa barriga que você tem, dá pra ver o “Carlito”? – Fernando responde rápido – com o tamanho que ela tem, pra não ver, minha filha, ela balança –. Eu tive que rir e falo pra Mia – é um idiota metido, cérebro tem pouco, estômago demais, mas é vencedor com a flauta de Hamelin –. Mia ri e solta – ele usa muito, né? –.
Fernando, ficava olhando a gente beber, toda hora me dizia "você tá bêbada" e "essa idiota tá chapada" — alguém sabe qual é a diferença?
00:30 chegando no clube Sweet. O pessoal da "porta" sempre pergunta alguma coisa, a Mia fala pra eles – eu vim pra ser comida -. Eles abriram a portinha.
Mia abraçada no Fernando, eu entro sozinha com pulseira. Mia olhando tudo e fala pro Fernando –tô com o cú na mão-.
Na viagem pro Clube, a Mia contou que não tava usando nada por baixo do vestido, quis tirar ele e o Fernando, já todo tarado, falou – piranha, se comporta. A Mia tirou o vestido e, num sinal vermelho, desceu do carro e deu uma voltinha olímpica ao redor do mini.
Fernando do nada começa a gritar comigo – de novo vocês dois, hein – Mia entra e fala pra ele – cala a boca, viado, e continua dirigindo – Fernando grita – puta – Mia – filho da puta – Fernando – filha da puta – eles passaram por todos os xingamentos, especialmente os mais elaborados e cheios de sílaba tônica. Que palhaçada esses dois, pelo amor de Deus.
Mia cansou de dançar e de comentar pros dançarinos ocasionais dela "mas que música de merda" kkkkkkkkkkk. Um "gatinho" muito gostoso daqueles que não sobram quis explicar pra Mia a seleção de músicas, Mia interrompeu ele e disse "bebê, você é muito gostoso, mas é surdo pra caralho, se a pica funciona igual o ouvido, ela sobe de quatro em quatro anos", não, não, não, não, sorte que Fernando falou pro gostosão "ela tá bêbada há um ano".
Mia voltou a dançar com o "gostosão". Vocês sabem como é tentar manter uma conversa com uma música que fura seus tímpanos. Não sei se fazem isso pra você se aproximar e falar no ouvido, e de quebra enfiarem a mão, bom, sim, já comprovei isso.
Enquanto isso, eu tava batendo papo com um casal "amigo", eu já tinha saído com o cara uma vez, e Fernando ficou de graça com a "dona", que tava dando voltas pra transar.
A primeira vez que fui com o "senhor" me divertir, Fernando levou ela no cinema, na segunda vez foram "no teatro", na terceira foram jantar, depois Fernando levou ela pra ouvir jazz. Eu tava ganhando de três a zero.
Gauchinho, o "marido", mas na primeira vez eu falei "cê tá me comendo como se eu fosse sua esposa, né?". Faltava saber que botões apertar e quando a gente indicava "por aqui", ele custava a encontrar o jeito de "apalpar". Tava me entediando.
Mia se aproxima com o "gostosão" e me fala: —vou levar o Fernando, a gente vai pro quarto de casais, mas reto pro quarto escuro—. Silêncio dos quatro. A "senhora" olhando pra ela, e Mia já manda na lata: —você gosta de trepar?—.
Mia disse pro seu "parceiro de dança super gostosão" levar ela pra dançar, a "madame" ia responder algo, mas já Fernando e Mia estavam descendo pro primeiro andar. O "gostosão" e a "madame" foram pra pista.
Mia me conta uma coisa e o Fernando nada sobre o que rolou. Antes de entrar no quarto de casais, o Fernando fala pra Mia que nunca tinha entrado no quarto escuro. Mia ri e diz pra ele: — buceta, hoje a gente vai estrear os dois juntos.
Entraram no quarto escuro que era literalmente uma bagunça, um calor insuportável – quando a Mia entrou, gritou – isso aqui tá mais cheio que o 60. Abraçou o Fernando e começou a beijar ele, tirou o vestido, abriu o zíper da calça dele e colocou a pica na virilha dela, mas sem penetrar, enquanto começaram a passar a mão nela por todo lado, quando chegavam embaixo, encontravam o "Carlinhos". Ela se virou e encostou a bunda na barriga do Fernando (um meio mundo ou meio globo terrestre) e colocou a pica do Fernando de novo na virilha dela. O Fernando me contou que apalparam ela bastante e num momento a Mia fala pra ele – vai embora – o Fernando respondeu – nem fodendo, tem camisinha? – a Mia respondeu seca – ninguém come minha buceta não.
Enquanto isso, eu tava lá embaixo com o "senhor" e a "senhora" e a "parceira de dança, churro ruim", falo pra "senhora" — vou com seu parceiro pro hotel. O "senhor" fala pra parceira dele — vou com a Clara. Aí a gente foi, rápido pra não dar chance da trouxa fazer um escândalo.
Fernando me contou que encontrou a "senhora" sozinha e o "cara" com quem a Mia teve aquele tal de entrevero musical, e eles começaram a falar um monte de merda. Umas 15 minutos depois, a Mia desceu e falou pra eles – que nojo aquele quarto escuro, mas muito saudáveeeeeel, quase perdi o vestido, só faltou arrumar um marido –.
Vamos, disse Mia – vamo cair fora daqui, isso não dá mais. Então subiram no mini, Fernando dirigindo, Mia abraçando ele e querendo pegar no "carlinhos", aos gritos pedia pra ele mostrar a "alavanca de câmbio". O "moleque" e a "madame" atrás.
Nessa hora, o celular de Fernando toca e é a Mia que atende – nãooooooooooo, não acredito, pelo amor de Deus, que desgraça, a gente vai te buscar agora, você tá bem? –. A Mia vira e fala pra “madame” – o pau do teu marido não sobe pra mim – kkkkkkkkkk, me contaram e eu chorei de rir.
Realmente a situação tava num "beco sem saída", o "cavalheiro" nem sabia como me olhar, e eu falei – fica tranquilo, vocês têm a parada difícil. Nunca curti zuar com esse negócio de que a buceta é pequena ou não sobe, ou gozam rapidinho, eu não entro nessa merda.
Então a Mía pediu pra "dona" e pro "churro ruim" descerem porque iam me buscar.
Eu tava na porta do telopor do Nuñez com o "senhor" quando chegaram o Fernando e a Mia. E a minha mina? pergunta o "senhor". A Mia grita pra ele: -foi trepar com o bombom-. Eu subi atrás e nunca mais vimos eles, nem o "senhor" nem a "senhora". Mas a história não termina aqui.
E aí, fechamos com: AC/DC - Thunderstruck (Ao Vivo no River Plate, Dezembro de 2009)
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