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Sigam 😁
As histórias avançam, espero que curtam o quarto livro de "Minha prima, Mara". Recebi muitas mensagens. Agradeço a boa energia e a análise profunda que vocês fazem.
Lembrem que, cronologicamente, essa versão alternativa se passa depois do capítulo 41 de "O caminho da tentação", como um final alternativo pra história.
O resultado e a aceitação foram melhores do que eu esperava, sério. Agora tão me pedindo continuações tanto do terceiro livro quanto do quarto, hehe.
A principal motivação pra escrever "2.5" era ver o nível de traição, desrespeito e depravação que o personagem poderia atingir. Claro, sem exagerar demais.
Foram 6 meses de trabalho…
Agora, é hora de retomar essa história, que também foi muito pedida, mas entre as últimas matérias e outras histórias, nunca consegui dar continuidade com a atenção e constância que ela merece.
Tive que ler tudo do zero pra poder continuar escrevendo de forma fiel e com coesão.
Como vocês sabem, não tem muito a ver com o outro tipo de história que costumo fazer.
Abraços e obrigado
Minha melhor amiga. Capítulo XXI
Foram duas semanas incríveis.
Como se tudo tivesse voltado ao normal.
Eliana se recuperava muito bem dos ferimentos que sofreu, e os hematomas no rosto quase tinham sumido por completo. O do lábio tava um pouco mais difícil. Bom, a gente meio que impedia essa parte de sarar, hehe.
A quantidade de beijos que a gente trocava era tanta que não deixava ela ter tempo suficiente pra se recuperar 100%.
Ela continuava firme em que ia jogar a final do torneio, que, se não desse nenhum problema, seria daqui a uma semana.
Embora estivesse bem avançada na recuperação e conseguisse correr normalmente, ainda faltava mais tempo pros hematomas, principalmente os das costelas, ficarem prontos pra aguentar um esporte de contato.
A técnica do time também não ajudava muito na questão, já que disse pra ela que se tivesse totalmente recuperada, ia contar com ela.
Sei lá…
A última palavra seria dos médicos…
Ainda assim, tenho que admitir que vê-la acordar com aquele entusiasmo todo dia, tornava impossível baixar as expectativas dela.
Ela tava ficando muito forte. Tanto que me surpreendia. E, além disso, eu adorava ver ela se exercitando, hehe.
Sempre fiquei besta com as pernas dela…
Deus…
Será que dava pra sofrer tanto assim?
No bom sentido, claro.
E da raba, nem vou falar… Aquela bunda enorme…
Bom…
Outra coisa…
Sobre aquele bandido, não tinha notícias.
Eu já nem me surpreendia mais…
Com tantas tentativas que ele fez nos últimos tempos e ainda não tinham pego ele. Nem sabiam quem era…
Isso que era foda…
Tinha que pegar ele o quanto antes.
Me dava um medo danado pensar que era época escolar e muitos moleques e meninas que andavam pela área podiam trombar com esse cara.
Sim, claro.
Não tinha medo só pela Eliana…
Além de achar que não tem duas sem três, a gente morava numa área muito movimentada. Ainda mais crianças, por causa das escolas do bairro.
Enfim, naquela tarde de sábado, eu ia tomar umas cervejas com o Martín. Queria propor uma parada pra ele.
E claro, saber um pouco mais sobre os planos de paternidade dele.
EU: Muito bem, Seu papai… Muito bem… – Falei enquanto ele me mostrava o berço de madeira que tinha comprado e tava pintando.
MAR: A gente faz o que pode, né?
EU: Boa, hehe… Gosto de te ver animado…
MAR: Valeu, amigo…
EU: Mas, bom… Tomara que puxe a mãe, pelo menos na inteligência… Porque se puxar você… – Falei brincando.
MAR: Por que você não vai pastar…?
Eu me caguei de rir.
Tava sentado do lado dele, numa cadeirinha de madeira, tomando uma latinha bem gelada.
Ele, sentado no chão, me mostrando o projeto dele.
EU: E a Lau? Como ela tá com tudo isso?
MAR: Pô, que bom demais… No começo eu tava muito nervosa… Irritada, haha… Mas depois foi aceitando a ideia e agora tá super feliz…
EU: Que bom, cara… Fico muito feliz, véi…
MAR: E você com a Eli?
Engoli seco.
MAR: Esse brilho no olhar…
O idiota me fez rir.
EU: Haha… Tá bem… É como se eu ainda não tivesse caído a ficha…
MAR: Sério?
EU: É… Aconteceu tanta merda… O fim com a Flavia, a volta estranha dela, os ataques à Eliana… É como se eu ainda não tivesse me ligado, de verdade, que a gente tá junto…
MAR: É… É foda, mano… As coisas que rolaram nessas semanas…
EU: Pois é, haha
MAR: Mas tá bom, né?
EU: Sim… Muito bom… Tô apaixonadão…
MAR: Eu sei… Dá pra ver…
EU: Ah, dá pra ver, seu putinho? — Empurrei ele com o braço…
MAR: Mano… Eu várias vezes imaginei vocês dois juntos…
Olhei pra ele, estranho.
Sério?
EU: Como assim?
MAR: É… Sabe? Sempre me pareceu, mais por parte dela, né?, que você era o cara… Pelo jeito que ela ria das suas piadas, o jeito que te olhava…
EU: Tá falando sério?
MAR: É… E ainda por cima você é o pior contando piada…
Quase cuspi toda a cerveja na madeira que eu tinha acabado de lixar.
EU: Não fala merda, seu filho da puta…
MAR: Hahaha… Não, sério… Sempre achei que tinha algo a mais ali…
EU: Nunca me falou nada…
MAR: Você queria que a Flavia tivesse mais um motivo pra me odiar?
EU: Vai tomar no cu…
MAR: Hehe… Mas vocês dois combinavam pra caralho juntos…
EU: Agora eu sei… Sou um otário, né?
MAR: É… Haha… Nada… Acho que as coisas acontecem na hora certa…
EU: Sim…
MAR: Quem eu tô enganando… É, você é um baita de um burro, mano… — Falou pra me fazer morrer de rir de novo.
Dava pra ver que o filho da puta tava felizão…
EU: Chupa meu ovo, idiota… — Falei segurando ele pelo pescoço.
MAR: Quando eles crescerem…
Parecíamos dois moleques de 12 anos…
Mas claro, era só brincadeira.
MAR: Beleza, beleza… Já deu… Já deu… — Falou se protegendo a cabeça.
EU: Diz que vai ser pai… Senão eu estourava sua cara…
MAR: Hahaha, tu tem força, hein… Quem diria que você ia virar um homenzinho já?
EU: Hahaha
MAR: Escuta aqui… Vamos ao que interessa…
Olhei pra ele…
MAR: Ele ainda te trata como filho no King of Fighters? – Exclamou, provocando.
Eu ri.
EU: Dizem que algumas coisas nunca mudam…
MAR: Que vício… Nunca consegui ganhar dele…
EU: Eu ganho dele… Mas ela ganha mais… Hehe… Mas eu tenho menos jogo de luta…
MAR: É, a gente sabe que você curte uns jogos de corno…
EU: Quais seriam esses?
MAR: Aqueles de pesca… Ou os de cozinha…
EU: Kkkkk… Você é um filho da puta…
Assim eram as conversas com o Martín.
Muito produtivas…
MAR: É… E o que você queria me dizer…
Tomei um gole.
EU: Ah… Sim…
Fiquei sério.
EU: Sábado que vem seria a final do campeonato da Eli…
MAR: E ela vai jogar?
EU: Não sei… Ela acha que sim… Mas não importa se joga ou não…
Ele me olhou confuso.
Como se não entendesse.
MAR: Então…
EU: Tenho algo planejado…
Ele apoiou a latinha de cerveja e prestou toda atenção em mim.
Levei a mão ao bolso de trás e tirei um papel dobrado em quatro.
Abri e mostrei pra ele.
MAR: Quem é?
EU: Esse esboço… Assim… É o cara que atacou a Eli…
Ele arregalou os olhos igual um bosta.
MAR: Quê? Você que montou?
EU: Sim…
MAR: Que cara de punheteiro… Como você fez?
EU: Do pouco que lembro… E Photoshop… Acredita que mandei pro Ministério Público e nem me responderam?
MAR: Depois reclamam quando chamam de inúteis…
EU: Exato…
MAR: E o que você vai fazer com isso?
Olhei pra ele.
EU: Tenho algo planejado… É arriscado, mas dá pra fazer…
MAR: O quê?
EU: Sei que você tá nessa parada do bebê a caminho… Entendo e pode falar não… Mas talvez a gente possa fazer algo…
MAR: Do que você tá falando? ha
EU: Tenho certeza que esse cara vai no sábado pro jogo… Já vi ele lá…
Ele arregalou os olhos bem grandes.
MAR: Como?
EU: Sim, sim… Eu vi ele lá… No começo não tinha percebido… Mas lembrando, vi… Olhando as meninas… Ele vai voltar… Tenho certeza…
Martín ficou petrificado.
Não acreditava no que eu tava propondo.
Embora no fundo, fosse um pouco egoísmo meu… Minha parte. Não gostava muito da ideia de incluir ele. Mas também sabia que podíamos fazer algo juntos.
MAR: Cê acha que ele vai estar lá?
EU: Aposto como…
MAR: E o que cê pensou?
EU: Pegar ele… Imobilizar e chamar a polícia…
MAR: Tipo um arresto cidadão…
EU: Exato…
MAR: Curti essa, parceiro… — Falou com um sorriso…
EU: Tem certeza? Mas não seria só a gente… Podia chamar uns manos…
MAR: Pode esquecer…
EU: É, mas não é fácil… Esse cara sempre anda armado… Sempre…
MAR: Cê acha que ele vai estar de ferro?
EU: Acho que não de ferro… Mas com uma faca ele vai estar… Sempre leva algo… Tenho a prova aqui… — Mostrei minha cicatriz, levantando a camiseta.
MAR: Uff… A gente tem que pegar esse filho da puta…
EU: E mais uma coisa… Disso, ninguém sabe…
MAR: Não?
EU: Não… Vão nos foder… E também não quero que a Eliana fique pensando em mim, em vez do campeonato…
MAR: Entendi…
EU: Então? Vamos organizar algo?
MAR: Fechou… Pode contar comigo…
EU: Beleza… Mãos à obra então…
MAR: Ei, pera… E se a Eliana não conseguir jogar?
EU: O jogo rola do mesmo jeito… Então, o plano segue… A menos que avisem do cancelamento… Mas acho que não, a essa altura… Além disso, tão divulgando nas redes…
MAR: E com a polícia, o que a gente faz?
EU: Já mostraram que são uns inúteis… Além disso, é uma chance e eles vão cagar ela…
MAR: Pois é…
Martim olhava o esboço.
MAR: Esse ruivo dá medo… Ele é alto, né?
EU: Sim, um pouco mais que eu…
MAR: Vamos começar pelo básico… Montamos um grupo de WhatsApp…
EU: Boa ideia… Acho que com 5 ou 6 pessoas já dá…
MAR: É, temos que meter todo mundo, meter o dude, meter o Gitano… — Exclamou pra me fazer rir.
EU: Hahaha não podemos chamar tanta atenção…
MAR: Haha pois é…
Olhei a hora.
Já tava ficando tarde e tinha dito pra Eliana que a gente ia correr umas quadras pelo bairro.
Aos poucos queria deixar essas inseguranças pra trás.
EU: Bom… Vou nessa… A gente se fala pelo zap…
MAR: Fechou… Vai lá… Lau também não vou contar…
EU: Com certeza ele vai sábado, né?
MAR: Sim, por isso mesmo…
EU: Ok…
Apertamos as mãos igual o Dutch e o Dillon em Predador.
“Plof” soou.
Claro, com uns quantos quilos de músculo a menos…
MAR: Vamos pegar aquele filho da puta…
EU: Pode crer…
Naquele instante, ouve-se a voz da Laura.
“O que vocês dois estão tramando?”
Nós dois rimos.
Claro que não íamos contar…
Cumprimentei os dois e fui embora.
Agora me sentia muito mais motivado.
Tinha uma sensação muito boa no corpo.
Se ele aparecesse no lugar, era nosso…
Mandei mensagem pra Eliana avisando que já tava indo pra casa dela.
Fiquei todo bobo quando cheguei e vi ela parada na porta, me esperando.
Ela me aguardava ali, bem debaixo do telhadinho da entrada da casa dela.
Vestia uma legging preta esportiva, um tênis branco e uma blusa de manga comprida preta.
O cabelo dela, com rabo de cavalo.
Mmm…
Que gostosa que ela tava…
EU: Que benção ser esperado assim…
Sorriso, ela mordeu o lábio.
ELI: Que bobo… Oi!
Ela parecia meio impaciente, pra ser sincero.
Achei que notei no olhar dela.
Cumprimentei ela com um beijo gostoso na boca.
Uff…
Senti que ganhei anos de vida.
EU: Pronta, linda?
ELI: Sep…
EU: Let’s go…
Eu tava de moletom, então nem precisei trocar de roupa. Além disso, tava mais pra acompanhar ela no aquecimento.
O rosto dela tava cada vez melhor.
Tava voltando a ser como antes…
Começou a corrida…
EU: Não me faz correr muito que eu vim de encher a cara de cerveja… – Falei brincando e me fazendo de bêbado.
Ela me olhou rindo.
ELI: E quanto você bebeu?
EU: Uma latinha…
ELI: Ah, que fofo se você ficou bêbado… – Exclamou na mesma sintonia.
Isso era química…
EU: Jajaja, verdade…
ELI: Que lindo você é… O que fez hoje com o Martín?
Num ritmo tranquilo, seguimos o caminho lado a lado, enquanto conversávamos.
EU: Batemos um papo… Ele me mostrou o que vem preparando com a Lau, pra quando o bebê chegar…
ELI: Ah, é?
EU: Simmm… Tá super contente...
ELI: Que lindo...
EU: Ela disse que vai no sábado te ver...
ELI: Aham...
EU: Maneiro...
ELI: Tomara que eu consiga jogar...
EU: Cê tá se preparando pra isso, né?
ELI: Sim, mas não sei se vou começar jogando...
EU: É... — falei como quem diz "é lógico".
ELI: Mas fazer o quê, já jogar já é alguma coisa...
EU: Claro... Tá doendo muito as costelas?
ELI: Já bem pouco... Mas não sei se num choque ou algo assim vou ver estrelas...
EU: É, claro... Esse é o problema...
ELI: Mas é difícil alguma me pegar... — exclamou com ares de grandeza e sorrindo como uma rainha.
Me fez rir.
EU: Calmaaaa... Alex Morgan...
ELI: Quem?
Que mina...
Como ela me fazia rir!
Mas se parar pra pensar um segundo, ela e o time dela iam passar a gente e meus amigos fácil...
Elas jogavam muito bem mesmo...
Corremos uns 30 minutos pelo bairro. Quando escureceu demais, voltamos pra casa dela.
Ela tava bem tranquila, verdade.
O nervosismo pareceu sumir com o tempo e isso era muito bom.
Claro, terminou um pouco cansada, normal, mas voltou da corrida de ótimo humor.
Já na porta de casa, ela segurou um pouco o lado.
EU: Tudo bem?
ELI: Sim... Sim... Fazia tempo que não corria tanto...
EU: Mas bem? Ou bem, bem?
ELI: Bem, bem hehe... Amanhã de novo, hein...
Eu ri.
EU: Ok... Ok...
Entramos e ela fechou a porta com chave e tranca.
Deu uns passos e abriu a garrafinha d'água que tava na mão.
Eu via ela tomar todo o líquido e ficava babando tanto na roupa dela quanto no corpo.
Uff...
Me deixava louco...
ELI: Haaa... — exclamou com o alívio da refrescada...
EU: E sobre a outra coisa? Tudo bem?
ELI: Sim... Medo nunca tive, mas fazer o quê... Também não é legal um degenerado te bater...
EU: Não, claro...
ELI: Mas tudo bem... Obrigada por me acompanhar todo esse tempo...
EU: Não precisa me agradecer, gostosa...
ELI: Eu te comeria a boca, mas tô toda suada...
EU: Kkkk e daí?
Ela me olhou, se mordendo.
ELI: Vem cá... — falou Segurando meu pescoço.
Com muita doçura, me puxou pra perto da boca dela e devorou meus lábios.
Mmmm…
Que sensação espetacular…
Nada como abraçar a pessoa que a gente ama.
A gente se fundiu num beijo muito gostoso enquanto eu a mimava com todo cuidado pelo corpo.
Dava pra ver nos movimentos dela que ela tava muito melhor. E ainda por cima, já que tinha começado a se mexer cedo, melhor ainda.
Comi ela toda…
Mas isso depende de quem dos dois tá contando, hein…
ELI: Te amo, lindo…
EU: E eu te amo, Rainha…
ELI: Gato… Vou tomar banho primeiro, hein…
EU: Vai, vai…
Ela andar de costas pra mim era fatal.
E pior ainda, se era depois de ter treinado.
O jeito que a raba dela marcava, era descomunal. De dar nó na cabeça.
Ambas…
Sim, ela tinha esquentado… E não foi por causa da corrida…
Sentei no sofá pra esperar minha vez de tomar banho. Talvez em outras circunstâncias, eu teria tentado convencer ela a tomar junto. Mas como ela ainda tava com as sequelas físicas do ataque, não queria deixar ela desconfortável.
Assim, fiquei no celular zuando um tempo.
No face…
E achei muito curioso que apareceu uma foto-lembrança, de uns 5 anos atrás, onde a gente tava, eu, a Eliana e o grupo de amigos.
Ela tava do meu lado, me abraçando pela cintura e com um sorriso divino.
Haha…
Idiota!
Toda vez que pensava nisso, falava a mesma coisa.
Ela sempre esteve ali.
Na minha frente…
Mas sei lá… Mesmo que não fosse igual a agora, ela sempre esteve na minha vida e a gente compartilhou milhares de coisas. Milhares…
Não devia me culpar por nada…
Acho…
Lembrava daqueles momentos com nostalgia, quando, de canto de olho, vi uma silhueta aparecer.
Não percebi na hora. Só quando ouvi a voz dela, pelo menos.
“Você me acha muito roxa ainda?” ela falou pra me tirar do meu devaneio mental.
Foi como se eu caísse na terra de repente.
Olhei pra frente e lá estava a Eliana.
De calcinha e sutiã, com o cabelo molhado pra frente.
Ouch…
Foi como um soco na Pecho, que sensação.
Abri os olhos igual uma puta…
Deus…
Fiquei paralisado, olhando pra ela sem falar nada.
Aquela calcinha preta, rendada, me deixou de cama.
Olhei de baixo pra cima, começando pelos pés dela, subindo devagar até chegar nas coxas torneadas.
Engoli saliva como nunca…
A cintura perfeita dela, com uns hematomas quase sumindo, e o sutiã de renda monstruoso segurando os peitos dela. Melhor dizendo, contendo eles…
Uff…
Senti que tava soltando vapor fervendo do meu corpo a cada respiração.
Nem o roxo nas costelas dela destoava.
E o rosto dela…
Ohhh…
EU: Não, não… Quase nem dá mais pra ver… – respondi quase gaguejando.
ELI: E aqui? – Ela apontou pras costelas do lado esquerdo.
EU: Aí ainda tem um pouco… –
Engoli seco que nem um campeão.
ELI: E aqui já não tenho nada, né? – Falou pra me deixar louco, dando uma meia-volta e mostrando toda aquela bunda na minha cara.
Deus!
Ela tava explodindo…
Feito um idiota, fiquei olhando pras pernas e pro rabo dela.
Ufff…
Tremenda…
O exercício tava fazendo o trabalho dele…
Que loucura!
Fiquei bestificado…
Parecia um zumbi…
ELI: Para, não, neném kkk… Levanta! – Ela exclamou pra me tirar do transe.
Queria que eu visse as costas dela, hehe
Voltei ao meu corpo.
EU: Eh… Não, não… Já não tem mais nada aí… – Respondi quase babando.
ELI: Que bobo! Kkk. – Ela riu enquanto se olhava.
Aquele suor frio que desce pela nuca, que na verdade é lindo, mas congela até os pensamentos…
ELI: É sua vez… – Disse indo pro quarto dela.
Uff…
O que tinha sido aquilo…
Tudo inchado, fui tomar um banho.
Dura que tava…
Dava até pra sentir uma das veias que atravessava minha uretra, inchada como se fosse estourar.
Eu tocava e fervia…
Uff…
Já queria fazer amor com ela. Mas naquela noite não tinha chance porque ela ia se encontrar com as amigas, que iam passar a noite lá…
Droga!
A vontade que eu tinha de subir ela em cima de mim e devorar ela toda.
Claro, ia ter que esperar. Mas o que é melhor do que alimentar a chama pra depois apagar do melhor jeito possível?
Deus…
Como eu tava apaixonado…
E com essa história do jogo de futebol que vinha, sentia que tinha que assumir o controle da situação.
Proteger ela…
E de quebra, tirar um cara perigoso das ruas.
Terminei de me lavar e me troquei pra ir embora.
Jeans azul, camiseta preta e minha jaqueta de couro da mesma cor.
Não tinha absolutamente nada pra fazer, então ia ficar na minha casa.
Por isso achei engraçado o comentário da Eli.
ELI: E você vai aonde todo bonitão assim?
Ha…
EU: Pra minha casa… Mas, sabe? Tem que manter o estilo…
ELI: Pode ficar se quiser…
EU: Nada… Muito sem graça…
ELI: Kkk…
EU: Aproveito e ponho a faculdade em dia…
ELI: Beleza… Mas a gente se fala do mesmo jeito
EU: Claro, linda… – Falei pegando ela pela cintura.
Olhava pra ela e às vezes parecia que não era real, hehe.
A gente tava junto!
Incrível…
Tantos anos sendo só amigos…
Acho que agora começava a perceber nosso presente.
Só agora…
Que alegria…
É verdade…
Depois desse próximo sábado, vou me dedicar de corpo e alma pra gente.
Chega de terceiros… Chega de ex… Chega de bandido…
Só nós dois…
Eu implorava por um resultado bom.
Tinha que ser assim!
Era o único jeito da Eliana ficar 100% tranquila.
E eu ia fazer de tudo pra que fosse assim.
Custe o que custar!
Me despedi dela depois de uns beijos, hehe.
Era foda como ela conseguia me desgrudar do corpinho dela.
E pra piorar, a legging que ela tava usando não ajudava nada a tirar minha atenção dali.
Ouvir aquele “te amo, lindo” era único.
Dirigi pra casa pensando em tudo que a gente passou nas últimas semanas.
Coisa de filme…
E por mais que eu tentasse me concentrar nas coisas da faculdade, não demorou muito pra eu me entregar de vez na parada do dia do jogo.
O Martín tinha criado um grupo no WhatsApp e incluído uns amigos que não tinham problema nenhum em dar uma força.
Assim, começamos a montar o esboço do que seria o plano mais ambicioso da nossa vida.
Por um bom tempo ficamos na correria, bolando a estratégia pra reduzir (eventualmente) aquele canalha.
Tudo ia por água abaixo se o cara não aparecesse, né?
Mas já estávamos montando algo…
Viu…
Que bom…
Mais tarde na noite, a Eliana me mandou mensagem.
ELI: O que cê tá fazendo, amor?
ELI: 😊
EU: Enrolando, em casa
EU: E aí, como foi a noite???
ELI: De boa, pedimos pizza e vimos uns filmes
EU: Que massa… Guarda uma pra mim kkk
ELI: Tá bom kkk
EU: Tipo, já tô com saudade de você…
ELI: 🤩
ELI: Lindo, eu também
EU: Que gostosa você é
EU: Como cê tá se sentindo?
ELI: Super bem, verdade, só me incomoda aquele lugar das costelas mesmo
EU: Fico feliz pra caralho
EU: Quando te vi na primeira vez…
EU: Prefiro nem lembrar
ELI: Ai, não!
ELI: Nada a ver… A do olho já quase sumiu
EU: Sim, cê tá uma deusa… Com hematoma ou sem
EU: 😍
ELI: Kkkk
EU: Hoje eu tava te olhando e…
ELI: E o quê?
EU: 😳
ELI: Kkkkkk
EU: Melhor nem te contar ELI: Ai, eu adoraria muito saber 😏
EU: Ah, é?
ELI: Sim
EU: Agora?
ELI: Sim, as meninas tão falando 😁
Já tava me ajeitando na cama pro que ia rolar…
Pra falar a verdade, tava me motivando pra caramba ter esse tipo de conversa com a Eliana.
Ela era incrivelmente selvagem.
EU: Quando você saiu do banheiro de calcinha
EU: Ufff….
ELI: Ah, é?
EU: Sim
EU: E depois, quando a gente se beijou antes de eu ir
EU: Amo como a legging fica em você 🥵
ELI: E eu como a jaqueta de couro fica em você
ELI: 😘
EU: Linda…
EU: Tava com uma vontade do caralho de te fazer um love
ELI: Eu também
ELI: 😳
Pô…
A coisa tava ficando pesada.
EU: Não me fala assim que não vou conseguir dormir
ELI: Por quê? 🙄
EU: Kkkk
ELI: Do que cê tá rindo?
EU: Vou te comer todinha…
ELI: Quando? kkk
Ai, Deus…
Inacreditável o que ela me causava.
EU: Se fosse por mim, agora
ELI: Bom, agora mando elas embora kkk
EU: Kkkk
ELI: Amanhã depois de correr, a gente podia se enfiar na caminha e se dar muitos beijos…
A pica tava dura debaixo da roupa.
Uma loucura.
EU: É?
ELI: Sim…
ELI: Cê quer?
EU: Sim, sem roupa se puder…
ELI: Epaaaaa
ELI: Gostei disso ❤️
Foda…
Sem palavras…
EU: Você me atrai
EU: Toda!!!
ELI: Cê é gostoso também kkk
Me fez rir.
Que nem um idiota, eu ria sozinho.
EU: Kkkk linda
ELI: Gato, meu herói 😍
EU: Sério?
ELI: Claro que sim
ELI: Já tô esperando que seja amanhã
EU: E eu, cê não faz ideia
ELI: Cê gosta de mim?
Eu travei.
Do que ela tava falando?
EU: Hã?
EU: Como assim se eu gosto de você? Que pergunta é essa kkk
ELI: Digo 😊
EU: Cê é maluca? Me deixou besta kkk
ELI: Kkk é? Cê tá falando sério?
EU: Óbvio! Como cê me pergunta isso??
ELI: Sei lá kkk
EU: Gosto de tudo em você… O quanto você é parceira… Engraçada, independente… Divertida…
EU: Tanta coisa…
ELI: Mas eu tava falando de outra coisa 🙈
EU: Do quê?? kkk
ELI: Tô com vergonha kkk
Meu coração tava batendo forte.
Ela tinha me desconcertado pra caramba com essa pergunta. Me mexeu.
Agora, eu tava nervoso pra cacete.
EU: Falaaaaa
ELI: Se você me acha gostosa quando a gente tá… juntos… Isso 😳
O quê?
EU: Cê tá falando sério?????
ELI: Meu corpo…Eu…
Uffff…
Adorava, por um lado, falar dessas coisas.
Mas não que ela hesitasse…
EU: ME
EU: EN
EU: CA
EU: NOOOOOOOOO
ELI: Kkkkkkk
ELI: Sério, Joo?
EU: Cê é linda… Tem um corpo divino… Um sorriso de sonho
EU: Não me faz babar, por favor…
ELI: Kkk te amo!!!
EU: Eu também…
ELI: Agora me deu mais vontade de amanhã 😳
EU: Te mostraria o efeito em mim mas seria muito porco da minha parte
ELI: 😲😲😲😲😲😲
EU: Sério…
EU: Eu que não faço ideia por que cê me deu bola kkk
ELI: Ah, se cê é lindo também…
ELI: Tudo…
EU: Hoje eu olhava suas pernas… A raba… Morria lá na sua casa
ELI: Que lindo o que cê fala
ELI: 😊
EU: E eu?
ELI: Você o quê, amor?
EU: Cê gosta de mim? kkk
ELI: 😏
EU: Kkkkk
ELI: Te como todinho, amigo…
ELI: Já era…
Ela me fez morrer de rir.
EU: Kkkk linda, me faz rir
ELI: Amanhã vou te fazer gozar então
ELI: Opa, falei demais
ELI: 😜
Quase cuspi tudo.
A ereção que eu tinha era maior que o estádio do Maracanã.
Ela falou isso mesmo?
Amei ela…
EU: Agora quero mais que seja amanhã
EU: Uma vontade de sentir você peladinha em cima de mim…
ELI: 😳😳😳😳
ELI: 🙈🙈🙈🙈
Fui longe demais.
Mas saiu assim.
Essa conversa tava me matando.
EU: Desculpa, exagerei kkk
ELI: Lindo… Cê me encanta muito, sabia?
EU: Gostosa, que sorte a minha kkk
ELI: Fome… Vou te deixar um tempinho porque as meninas tão me deixando louca já
EU: Ah é? kkk
ELI: Sim, ainda fiquei toda vermelha agora 🙊
EU: Kkkk beleza
ELI: Melhor a gente parar por aqui
ELI: Por enquanto 😉
EU: Cê me agrada tanto…
EU: Meuuu deus kkk
ELI: Lindo
ELI: Você a mim… Se a gente não se falar hoje
ELI: Até amanhã!!
EU: Fecha, curte com as meninas
EU: Um beijinho, te amo!!
ELI: Valeu
ELI: Eu te amo mais!
ELI: 😘😘😘😘
EU: ❤️
Foi minha última mensagem daquela noite.
Foda o que essa pessoa que você tanto ama, que você tanto curte, pode causar em só dois minutos…
E agora, como é que faz? Pra baixar a temperatura?
Já…
Provavelmente ela tava sentindo o mesmo que eu…
O fato é que no dia seguinte, iam vir umas coisas divinas…
Sigam 😁
As histórias avançam, espero que curtam o quarto livro de "Minha prima, Mara". Recebi muitas mensagens. Agradeço a boa energia e a análise profunda que vocês fazem.
Lembrem que, cronologicamente, essa versão alternativa se passa depois do capítulo 41 de "O caminho da tentação", como um final alternativo pra história.
O resultado e a aceitação foram melhores do que eu esperava, sério. Agora tão me pedindo continuações tanto do terceiro livro quanto do quarto, hehe.
A principal motivação pra escrever "2.5" era ver o nível de traição, desrespeito e depravação que o personagem poderia atingir. Claro, sem exagerar demais.
Foram 6 meses de trabalho…
Agora, é hora de retomar essa história, que também foi muito pedida, mas entre as últimas matérias e outras histórias, nunca consegui dar continuidade com a atenção e constância que ela merece.
Tive que ler tudo do zero pra poder continuar escrevendo de forma fiel e com coesão.
Como vocês sabem, não tem muito a ver com o outro tipo de história que costumo fazer.
Abraços e obrigado
Minha melhor amiga. Capítulo XXI
Foram duas semanas incríveis.
Como se tudo tivesse voltado ao normal.
Eliana se recuperava muito bem dos ferimentos que sofreu, e os hematomas no rosto quase tinham sumido por completo. O do lábio tava um pouco mais difícil. Bom, a gente meio que impedia essa parte de sarar, hehe.
A quantidade de beijos que a gente trocava era tanta que não deixava ela ter tempo suficiente pra se recuperar 100%.
Ela continuava firme em que ia jogar a final do torneio, que, se não desse nenhum problema, seria daqui a uma semana.
Embora estivesse bem avançada na recuperação e conseguisse correr normalmente, ainda faltava mais tempo pros hematomas, principalmente os das costelas, ficarem prontos pra aguentar um esporte de contato.
A técnica do time também não ajudava muito na questão, já que disse pra ela que se tivesse totalmente recuperada, ia contar com ela.
Sei lá…
A última palavra seria dos médicos…
Ainda assim, tenho que admitir que vê-la acordar com aquele entusiasmo todo dia, tornava impossível baixar as expectativas dela.
Ela tava ficando muito forte. Tanto que me surpreendia. E, além disso, eu adorava ver ela se exercitando, hehe.
Sempre fiquei besta com as pernas dela…
Deus…
Será que dava pra sofrer tanto assim?
No bom sentido, claro.
E da raba, nem vou falar… Aquela bunda enorme…
Bom…
Outra coisa…
Sobre aquele bandido, não tinha notícias.
Eu já nem me surpreendia mais…
Com tantas tentativas que ele fez nos últimos tempos e ainda não tinham pego ele. Nem sabiam quem era…
Isso que era foda…
Tinha que pegar ele o quanto antes.
Me dava um medo danado pensar que era época escolar e muitos moleques e meninas que andavam pela área podiam trombar com esse cara.
Sim, claro.
Não tinha medo só pela Eliana…
Além de achar que não tem duas sem três, a gente morava numa área muito movimentada. Ainda mais crianças, por causa das escolas do bairro.
Enfim, naquela tarde de sábado, eu ia tomar umas cervejas com o Martín. Queria propor uma parada pra ele.
E claro, saber um pouco mais sobre os planos de paternidade dele.
EU: Muito bem, Seu papai… Muito bem… – Falei enquanto ele me mostrava o berço de madeira que tinha comprado e tava pintando.
MAR: A gente faz o que pode, né?
EU: Boa, hehe… Gosto de te ver animado…
MAR: Valeu, amigo…
EU: Mas, bom… Tomara que puxe a mãe, pelo menos na inteligência… Porque se puxar você… – Falei brincando.
MAR: Por que você não vai pastar…?
Eu me caguei de rir.
Tava sentado do lado dele, numa cadeirinha de madeira, tomando uma latinha bem gelada.
Ele, sentado no chão, me mostrando o projeto dele.
EU: E a Lau? Como ela tá com tudo isso?
MAR: Pô, que bom demais… No começo eu tava muito nervosa… Irritada, haha… Mas depois foi aceitando a ideia e agora tá super feliz…
EU: Que bom, cara… Fico muito feliz, véi…
MAR: E você com a Eli?
Engoli seco.
MAR: Esse brilho no olhar…
O idiota me fez rir.
EU: Haha… Tá bem… É como se eu ainda não tivesse caído a ficha…
MAR: Sério?
EU: É… Aconteceu tanta merda… O fim com a Flavia, a volta estranha dela, os ataques à Eliana… É como se eu ainda não tivesse me ligado, de verdade, que a gente tá junto…
MAR: É… É foda, mano… As coisas que rolaram nessas semanas…
EU: Pois é, haha
MAR: Mas tá bom, né?
EU: Sim… Muito bom… Tô apaixonadão…
MAR: Eu sei… Dá pra ver…
EU: Ah, dá pra ver, seu putinho? — Empurrei ele com o braço…
MAR: Mano… Eu várias vezes imaginei vocês dois juntos…
Olhei pra ele, estranho.
Sério?
EU: Como assim?
MAR: É… Sabe? Sempre me pareceu, mais por parte dela, né?, que você era o cara… Pelo jeito que ela ria das suas piadas, o jeito que te olhava…
EU: Tá falando sério?
MAR: É… E ainda por cima você é o pior contando piada…
Quase cuspi toda a cerveja na madeira que eu tinha acabado de lixar.
EU: Não fala merda, seu filho da puta…
MAR: Hahaha… Não, sério… Sempre achei que tinha algo a mais ali…
EU: Nunca me falou nada…
MAR: Você queria que a Flavia tivesse mais um motivo pra me odiar?
EU: Vai tomar no cu…
MAR: Hehe… Mas vocês dois combinavam pra caralho juntos…
EU: Agora eu sei… Sou um otário, né?
MAR: É… Haha… Nada… Acho que as coisas acontecem na hora certa…
EU: Sim…
MAR: Quem eu tô enganando… É, você é um baita de um burro, mano… — Falou pra me fazer morrer de rir de novo.
Dava pra ver que o filho da puta tava felizão…
EU: Chupa meu ovo, idiota… — Falei segurando ele pelo pescoço.
MAR: Quando eles crescerem…
Parecíamos dois moleques de 12 anos…
Mas claro, era só brincadeira.
MAR: Beleza, beleza… Já deu… Já deu… — Falou se protegendo a cabeça.
EU: Diz que vai ser pai… Senão eu estourava sua cara…
MAR: Hahaha, tu tem força, hein… Quem diria que você ia virar um homenzinho já?
EU: Hahaha
MAR: Escuta aqui… Vamos ao que interessa…
Olhei pra ele…
MAR: Ele ainda te trata como filho no King of Fighters? – Exclamou, provocando.
Eu ri.
EU: Dizem que algumas coisas nunca mudam…
MAR: Que vício… Nunca consegui ganhar dele…
EU: Eu ganho dele… Mas ela ganha mais… Hehe… Mas eu tenho menos jogo de luta…
MAR: É, a gente sabe que você curte uns jogos de corno…
EU: Quais seriam esses?
MAR: Aqueles de pesca… Ou os de cozinha…
EU: Kkkkk… Você é um filho da puta…
Assim eram as conversas com o Martín.
Muito produtivas…
MAR: É… E o que você queria me dizer…
Tomei um gole.
EU: Ah… Sim…
Fiquei sério.
EU: Sábado que vem seria a final do campeonato da Eli…
MAR: E ela vai jogar?
EU: Não sei… Ela acha que sim… Mas não importa se joga ou não…
Ele me olhou confuso.
Como se não entendesse.
MAR: Então…
EU: Tenho algo planejado…
Ele apoiou a latinha de cerveja e prestou toda atenção em mim.
Levei a mão ao bolso de trás e tirei um papel dobrado em quatro.
Abri e mostrei pra ele.
MAR: Quem é?
EU: Esse esboço… Assim… É o cara que atacou a Eli…
Ele arregalou os olhos igual um bosta.
MAR: Quê? Você que montou?
EU: Sim…
MAR: Que cara de punheteiro… Como você fez?
EU: Do pouco que lembro… E Photoshop… Acredita que mandei pro Ministério Público e nem me responderam?
MAR: Depois reclamam quando chamam de inúteis…
EU: Exato…
MAR: E o que você vai fazer com isso?
Olhei pra ele.
EU: Tenho algo planejado… É arriscado, mas dá pra fazer…
MAR: O quê?
EU: Sei que você tá nessa parada do bebê a caminho… Entendo e pode falar não… Mas talvez a gente possa fazer algo…
MAR: Do que você tá falando? ha
EU: Tenho certeza que esse cara vai no sábado pro jogo… Já vi ele lá…
Ele arregalou os olhos bem grandes.
MAR: Como?
EU: Sim, sim… Eu vi ele lá… No começo não tinha percebido… Mas lembrando, vi… Olhando as meninas… Ele vai voltar… Tenho certeza…
Martín ficou petrificado.
Não acreditava no que eu tava propondo.
Embora no fundo, fosse um pouco egoísmo meu… Minha parte. Não gostava muito da ideia de incluir ele. Mas também sabia que podíamos fazer algo juntos.
MAR: Cê acha que ele vai estar lá?
EU: Aposto como…
MAR: E o que cê pensou?
EU: Pegar ele… Imobilizar e chamar a polícia…
MAR: Tipo um arresto cidadão…
EU: Exato…
MAR: Curti essa, parceiro… — Falou com um sorriso…
EU: Tem certeza? Mas não seria só a gente… Podia chamar uns manos…
MAR: Pode esquecer…
EU: É, mas não é fácil… Esse cara sempre anda armado… Sempre…
MAR: Cê acha que ele vai estar de ferro?
EU: Acho que não de ferro… Mas com uma faca ele vai estar… Sempre leva algo… Tenho a prova aqui… — Mostrei minha cicatriz, levantando a camiseta.
MAR: Uff… A gente tem que pegar esse filho da puta…
EU: E mais uma coisa… Disso, ninguém sabe…
MAR: Não?
EU: Não… Vão nos foder… E também não quero que a Eliana fique pensando em mim, em vez do campeonato…
MAR: Entendi…
EU: Então? Vamos organizar algo?
MAR: Fechou… Pode contar comigo…
EU: Beleza… Mãos à obra então…
MAR: Ei, pera… E se a Eliana não conseguir jogar?
EU: O jogo rola do mesmo jeito… Então, o plano segue… A menos que avisem do cancelamento… Mas acho que não, a essa altura… Além disso, tão divulgando nas redes…
MAR: E com a polícia, o que a gente faz?
EU: Já mostraram que são uns inúteis… Além disso, é uma chance e eles vão cagar ela…
MAR: Pois é…
Martim olhava o esboço.
MAR: Esse ruivo dá medo… Ele é alto, né?
EU: Sim, um pouco mais que eu…
MAR: Vamos começar pelo básico… Montamos um grupo de WhatsApp…
EU: Boa ideia… Acho que com 5 ou 6 pessoas já dá…
MAR: É, temos que meter todo mundo, meter o dude, meter o Gitano… — Exclamou pra me fazer rir.
EU: Hahaha não podemos chamar tanta atenção…
MAR: Haha pois é…
Olhei a hora.
Já tava ficando tarde e tinha dito pra Eliana que a gente ia correr umas quadras pelo bairro.
Aos poucos queria deixar essas inseguranças pra trás.
EU: Bom… Vou nessa… A gente se fala pelo zap…
MAR: Fechou… Vai lá… Lau também não vou contar…
EU: Com certeza ele vai sábado, né?
MAR: Sim, por isso mesmo…
EU: Ok…
Apertamos as mãos igual o Dutch e o Dillon em Predador.
“Plof” soou.
Claro, com uns quantos quilos de músculo a menos…
MAR: Vamos pegar aquele filho da puta…
EU: Pode crer…
Naquele instante, ouve-se a voz da Laura.
“O que vocês dois estão tramando?”
Nós dois rimos.
Claro que não íamos contar…
Cumprimentei os dois e fui embora.
Agora me sentia muito mais motivado.
Tinha uma sensação muito boa no corpo.
Se ele aparecesse no lugar, era nosso…
Mandei mensagem pra Eliana avisando que já tava indo pra casa dela.
Fiquei todo bobo quando cheguei e vi ela parada na porta, me esperando.
Ela me aguardava ali, bem debaixo do telhadinho da entrada da casa dela.
Vestia uma legging preta esportiva, um tênis branco e uma blusa de manga comprida preta.
O cabelo dela, com rabo de cavalo.
Mmm…
Que gostosa que ela tava…
EU: Que benção ser esperado assim…
Sorriso, ela mordeu o lábio.
ELI: Que bobo… Oi!
Ela parecia meio impaciente, pra ser sincero.
Achei que notei no olhar dela.
Cumprimentei ela com um beijo gostoso na boca.
Uff…
Senti que ganhei anos de vida.
EU: Pronta, linda?
ELI: Sep…
EU: Let’s go…
Eu tava de moletom, então nem precisei trocar de roupa. Além disso, tava mais pra acompanhar ela no aquecimento.
O rosto dela tava cada vez melhor.
Tava voltando a ser como antes…
Começou a corrida…
EU: Não me faz correr muito que eu vim de encher a cara de cerveja… – Falei brincando e me fazendo de bêbado.
Ela me olhou rindo.
ELI: E quanto você bebeu?
EU: Uma latinha…
ELI: Ah, que fofo se você ficou bêbado… – Exclamou na mesma sintonia.
Isso era química…
EU: Jajaja, verdade…
ELI: Que lindo você é… O que fez hoje com o Martín?
Num ritmo tranquilo, seguimos o caminho lado a lado, enquanto conversávamos.
EU: Batemos um papo… Ele me mostrou o que vem preparando com a Lau, pra quando o bebê chegar…
ELI: Ah, é?
EU: Simmm… Tá super contente...
ELI: Que lindo...
EU: Ela disse que vai no sábado te ver...
ELI: Aham...
EU: Maneiro...
ELI: Tomara que eu consiga jogar...
EU: Cê tá se preparando pra isso, né?
ELI: Sim, mas não sei se vou começar jogando...
EU: É... — falei como quem diz "é lógico".
ELI: Mas fazer o quê, já jogar já é alguma coisa...
EU: Claro... Tá doendo muito as costelas?
ELI: Já bem pouco... Mas não sei se num choque ou algo assim vou ver estrelas...
EU: É, claro... Esse é o problema...
ELI: Mas é difícil alguma me pegar... — exclamou com ares de grandeza e sorrindo como uma rainha.
Me fez rir.
EU: Calmaaaa... Alex Morgan...
ELI: Quem?
Que mina...
Como ela me fazia rir!
Mas se parar pra pensar um segundo, ela e o time dela iam passar a gente e meus amigos fácil...
Elas jogavam muito bem mesmo...
Corremos uns 30 minutos pelo bairro. Quando escureceu demais, voltamos pra casa dela.
Ela tava bem tranquila, verdade.
O nervosismo pareceu sumir com o tempo e isso era muito bom.
Claro, terminou um pouco cansada, normal, mas voltou da corrida de ótimo humor.
Já na porta de casa, ela segurou um pouco o lado.
EU: Tudo bem?
ELI: Sim... Sim... Fazia tempo que não corria tanto...
EU: Mas bem? Ou bem, bem?
ELI: Bem, bem hehe... Amanhã de novo, hein...
Eu ri.
EU: Ok... Ok...
Entramos e ela fechou a porta com chave e tranca.
Deu uns passos e abriu a garrafinha d'água que tava na mão.
Eu via ela tomar todo o líquido e ficava babando tanto na roupa dela quanto no corpo.
Uff...
Me deixava louco...
ELI: Haaa... — exclamou com o alívio da refrescada...
EU: E sobre a outra coisa? Tudo bem?
ELI: Sim... Medo nunca tive, mas fazer o quê... Também não é legal um degenerado te bater...
EU: Não, claro...
ELI: Mas tudo bem... Obrigada por me acompanhar todo esse tempo...
EU: Não precisa me agradecer, gostosa...
ELI: Eu te comeria a boca, mas tô toda suada...
EU: Kkkk e daí?
Ela me olhou, se mordendo.
ELI: Vem cá... — falou Segurando meu pescoço.
Com muita doçura, me puxou pra perto da boca dela e devorou meus lábios.
Mmmm…
Que sensação espetacular…
Nada como abraçar a pessoa que a gente ama.
A gente se fundiu num beijo muito gostoso enquanto eu a mimava com todo cuidado pelo corpo.
Dava pra ver nos movimentos dela que ela tava muito melhor. E ainda por cima, já que tinha começado a se mexer cedo, melhor ainda.
Comi ela toda…
Mas isso depende de quem dos dois tá contando, hein…
ELI: Te amo, lindo…
EU: E eu te amo, Rainha…
ELI: Gato… Vou tomar banho primeiro, hein…
EU: Vai, vai…
Ela andar de costas pra mim era fatal.
E pior ainda, se era depois de ter treinado.
O jeito que a raba dela marcava, era descomunal. De dar nó na cabeça.
Ambas…
Sim, ela tinha esquentado… E não foi por causa da corrida…
Sentei no sofá pra esperar minha vez de tomar banho. Talvez em outras circunstâncias, eu teria tentado convencer ela a tomar junto. Mas como ela ainda tava com as sequelas físicas do ataque, não queria deixar ela desconfortável.
Assim, fiquei no celular zuando um tempo.
No face…
E achei muito curioso que apareceu uma foto-lembrança, de uns 5 anos atrás, onde a gente tava, eu, a Eliana e o grupo de amigos.
Ela tava do meu lado, me abraçando pela cintura e com um sorriso divino.
Haha…
Idiota!
Toda vez que pensava nisso, falava a mesma coisa.
Ela sempre esteve ali.
Na minha frente…
Mas sei lá… Mesmo que não fosse igual a agora, ela sempre esteve na minha vida e a gente compartilhou milhares de coisas. Milhares…
Não devia me culpar por nada…
Acho…
Lembrava daqueles momentos com nostalgia, quando, de canto de olho, vi uma silhueta aparecer.
Não percebi na hora. Só quando ouvi a voz dela, pelo menos.
“Você me acha muito roxa ainda?” ela falou pra me tirar do meu devaneio mental.
Foi como se eu caísse na terra de repente.
Olhei pra frente e lá estava a Eliana.
De calcinha e sutiã, com o cabelo molhado pra frente.
Ouch…
Foi como um soco na Pecho, que sensação.
Abri os olhos igual uma puta…
Deus…
Fiquei paralisado, olhando pra ela sem falar nada.
Aquela calcinha preta, rendada, me deixou de cama.
Olhei de baixo pra cima, começando pelos pés dela, subindo devagar até chegar nas coxas torneadas.
Engoli saliva como nunca…
A cintura perfeita dela, com uns hematomas quase sumindo, e o sutiã de renda monstruoso segurando os peitos dela. Melhor dizendo, contendo eles…
Uff…
Senti que tava soltando vapor fervendo do meu corpo a cada respiração.
Nem o roxo nas costelas dela destoava.
E o rosto dela…
Ohhh…
EU: Não, não… Quase nem dá mais pra ver… – respondi quase gaguejando.
ELI: E aqui? – Ela apontou pras costelas do lado esquerdo.
EU: Aí ainda tem um pouco… –
Engoli seco que nem um campeão.
ELI: E aqui já não tenho nada, né? – Falou pra me deixar louco, dando uma meia-volta e mostrando toda aquela bunda na minha cara.
Deus!
Ela tava explodindo…
Feito um idiota, fiquei olhando pras pernas e pro rabo dela.
Ufff…
Tremenda… O exercício tava fazendo o trabalho dele…
Que loucura!
Fiquei bestificado…
Parecia um zumbi…
ELI: Para, não, neném kkk… Levanta! – Ela exclamou pra me tirar do transe.
Queria que eu visse as costas dela, hehe
Voltei ao meu corpo.
EU: Eh… Não, não… Já não tem mais nada aí… – Respondi quase babando.
ELI: Que bobo! Kkk. – Ela riu enquanto se olhava.
Aquele suor frio que desce pela nuca, que na verdade é lindo, mas congela até os pensamentos…
ELI: É sua vez… – Disse indo pro quarto dela.
Uff…
O que tinha sido aquilo…
Tudo inchado, fui tomar um banho.
Dura que tava…
Dava até pra sentir uma das veias que atravessava minha uretra, inchada como se fosse estourar.
Eu tocava e fervia…
Uff…
Já queria fazer amor com ela. Mas naquela noite não tinha chance porque ela ia se encontrar com as amigas, que iam passar a noite lá…
Droga!
A vontade que eu tinha de subir ela em cima de mim e devorar ela toda.
Claro, ia ter que esperar. Mas o que é melhor do que alimentar a chama pra depois apagar do melhor jeito possível?
Deus…
Como eu tava apaixonado…
E com essa história do jogo de futebol que vinha, sentia que tinha que assumir o controle da situação.
Proteger ela…
E de quebra, tirar um cara perigoso das ruas.
Terminei de me lavar e me troquei pra ir embora.
Jeans azul, camiseta preta e minha jaqueta de couro da mesma cor.
Não tinha absolutamente nada pra fazer, então ia ficar na minha casa.
Por isso achei engraçado o comentário da Eli.
ELI: E você vai aonde todo bonitão assim?
Ha…
EU: Pra minha casa… Mas, sabe? Tem que manter o estilo…
ELI: Pode ficar se quiser…
EU: Nada… Muito sem graça…
ELI: Kkk…
EU: Aproveito e ponho a faculdade em dia…
ELI: Beleza… Mas a gente se fala do mesmo jeito
EU: Claro, linda… – Falei pegando ela pela cintura.
Olhava pra ela e às vezes parecia que não era real, hehe.
A gente tava junto!
Incrível…
Tantos anos sendo só amigos…
Acho que agora começava a perceber nosso presente.
Só agora…
Que alegria…
É verdade…
Depois desse próximo sábado, vou me dedicar de corpo e alma pra gente.
Chega de terceiros… Chega de ex… Chega de bandido…
Só nós dois…
Eu implorava por um resultado bom.
Tinha que ser assim!
Era o único jeito da Eliana ficar 100% tranquila.
E eu ia fazer de tudo pra que fosse assim.
Custe o que custar!
Me despedi dela depois de uns beijos, hehe.
Era foda como ela conseguia me desgrudar do corpinho dela.
E pra piorar, a legging que ela tava usando não ajudava nada a tirar minha atenção dali.
Ouvir aquele “te amo, lindo” era único.
Dirigi pra casa pensando em tudo que a gente passou nas últimas semanas.
Coisa de filme…
E por mais que eu tentasse me concentrar nas coisas da faculdade, não demorou muito pra eu me entregar de vez na parada do dia do jogo.
O Martín tinha criado um grupo no WhatsApp e incluído uns amigos que não tinham problema nenhum em dar uma força.
Assim, começamos a montar o esboço do que seria o plano mais ambicioso da nossa vida.
Por um bom tempo ficamos na correria, bolando a estratégia pra reduzir (eventualmente) aquele canalha.
Tudo ia por água abaixo se o cara não aparecesse, né?
Mas já estávamos montando algo…
Viu…
Que bom…
Mais tarde na noite, a Eliana me mandou mensagem.
ELI: O que cê tá fazendo, amor?
ELI: 😊
EU: Enrolando, em casa
EU: E aí, como foi a noite???
ELI: De boa, pedimos pizza e vimos uns filmes
EU: Que massa… Guarda uma pra mim kkk
ELI: Tá bom kkk
EU: Tipo, já tô com saudade de você…
ELI: 🤩
ELI: Lindo, eu também
EU: Que gostosa você é
EU: Como cê tá se sentindo?
ELI: Super bem, verdade, só me incomoda aquele lugar das costelas mesmo
EU: Fico feliz pra caralho
EU: Quando te vi na primeira vez…
EU: Prefiro nem lembrar
ELI: Ai, não!
ELI: Nada a ver… A do olho já quase sumiu
EU: Sim, cê tá uma deusa… Com hematoma ou sem
EU: 😍
ELI: Kkkk
EU: Hoje eu tava te olhando e…
ELI: E o quê?
EU: 😳
ELI: Kkkkkk
EU: Melhor nem te contar ELI: Ai, eu adoraria muito saber 😏
EU: Ah, é?
ELI: Sim
EU: Agora?
ELI: Sim, as meninas tão falando 😁
Já tava me ajeitando na cama pro que ia rolar…
Pra falar a verdade, tava me motivando pra caramba ter esse tipo de conversa com a Eliana.
Ela era incrivelmente selvagem.
EU: Quando você saiu do banheiro de calcinha
EU: Ufff….
ELI: Ah, é?
EU: Sim
EU: E depois, quando a gente se beijou antes de eu ir
EU: Amo como a legging fica em você 🥵
ELI: E eu como a jaqueta de couro fica em você
ELI: 😘
EU: Linda…
EU: Tava com uma vontade do caralho de te fazer um love
ELI: Eu também
ELI: 😳
Pô…
A coisa tava ficando pesada.
EU: Não me fala assim que não vou conseguir dormir
ELI: Por quê? 🙄
EU: Kkkk
ELI: Do que cê tá rindo?
EU: Vou te comer todinha…
ELI: Quando? kkk
Ai, Deus…
Inacreditável o que ela me causava.
EU: Se fosse por mim, agora
ELI: Bom, agora mando elas embora kkk
EU: Kkkk
ELI: Amanhã depois de correr, a gente podia se enfiar na caminha e se dar muitos beijos…
A pica tava dura debaixo da roupa.
Uma loucura.
EU: É?
ELI: Sim…
ELI: Cê quer?
EU: Sim, sem roupa se puder…
ELI: Epaaaaa
ELI: Gostei disso ❤️
Foda…
Sem palavras…
EU: Você me atrai
EU: Toda!!!
ELI: Cê é gostoso também kkk
Me fez rir.
Que nem um idiota, eu ria sozinho.
EU: Kkkk linda
ELI: Gato, meu herói 😍
EU: Sério?
ELI: Claro que sim
ELI: Já tô esperando que seja amanhã
EU: E eu, cê não faz ideia
ELI: Cê gosta de mim?
Eu travei.
Do que ela tava falando?
EU: Hã?
EU: Como assim se eu gosto de você? Que pergunta é essa kkk
ELI: Digo 😊
EU: Cê é maluca? Me deixou besta kkk
ELI: Kkk é? Cê tá falando sério?
EU: Óbvio! Como cê me pergunta isso??
ELI: Sei lá kkk
EU: Gosto de tudo em você… O quanto você é parceira… Engraçada, independente… Divertida…
EU: Tanta coisa…
ELI: Mas eu tava falando de outra coisa 🙈
EU: Do quê?? kkk
ELI: Tô com vergonha kkk
Meu coração tava batendo forte.
Ela tinha me desconcertado pra caramba com essa pergunta. Me mexeu.
Agora, eu tava nervoso pra cacete.
EU: Falaaaaa
ELI: Se você me acha gostosa quando a gente tá… juntos… Isso 😳
O quê?
EU: Cê tá falando sério?????
ELI: Meu corpo…Eu…
Uffff…
Adorava, por um lado, falar dessas coisas.
Mas não que ela hesitasse…
EU: ME
EU: EN
EU: CA
EU: NOOOOOOOOO
ELI: Kkkkkkk
ELI: Sério, Joo?
EU: Cê é linda… Tem um corpo divino… Um sorriso de sonho
EU: Não me faz babar, por favor…
ELI: Kkk te amo!!!
EU: Eu também…
ELI: Agora me deu mais vontade de amanhã 😳
EU: Te mostraria o efeito em mim mas seria muito porco da minha parte
ELI: 😲😲😲😲😲😲
EU: Sério…
EU: Eu que não faço ideia por que cê me deu bola kkk
ELI: Ah, se cê é lindo também…
ELI: Tudo…
EU: Hoje eu olhava suas pernas… A raba… Morria lá na sua casa
ELI: Que lindo o que cê fala
ELI: 😊
EU: E eu?
ELI: Você o quê, amor?
EU: Cê gosta de mim? kkk
ELI: 😏
EU: Kkkkk
ELI: Te como todinho, amigo…
ELI: Já era…
Ela me fez morrer de rir.
EU: Kkkk linda, me faz rir
ELI: Amanhã vou te fazer gozar então
ELI: Opa, falei demais
ELI: 😜
Quase cuspi tudo.
A ereção que eu tinha era maior que o estádio do Maracanã.
Ela falou isso mesmo?
Amei ela…
EU: Agora quero mais que seja amanhã
EU: Uma vontade de sentir você peladinha em cima de mim…
ELI: 😳😳😳😳
ELI: 🙈🙈🙈🙈
Fui longe demais.
Mas saiu assim.
Essa conversa tava me matando.
EU: Desculpa, exagerei kkk
ELI: Lindo… Cê me encanta muito, sabia?
EU: Gostosa, que sorte a minha kkk
ELI: Fome… Vou te deixar um tempinho porque as meninas tão me deixando louca já
EU: Ah é? kkk
ELI: Sim, ainda fiquei toda vermelha agora 🙊
EU: Kkkk beleza
ELI: Melhor a gente parar por aqui
ELI: Por enquanto 😉
EU: Cê me agrada tanto…
EU: Meuuu deus kkk
ELI: Lindo
ELI: Você a mim… Se a gente não se falar hoje
ELI: Até amanhã!!
EU: Fecha, curte com as meninas
EU: Um beijinho, te amo!!
ELI: Valeu
ELI: Eu te amo mais!
ELI: 😘😘😘😘
EU: ❤️
Foi minha última mensagem daquela noite.
Foda o que essa pessoa que você tanto ama, que você tanto curte, pode causar em só dois minutos…
E agora, como é que faz? Pra baixar a temperatura?
Já…
Provavelmente ela tava sentindo o mesmo que eu…
O fato é que no dia seguinte, iam vir umas coisas divinas…
2 comentários - Minha melhor amiga gostosa
Alto relato te tiraste!!!
Van puntos