Testemunho de infidelidade 3

Agora, pra ir ou voltar da escola, eu usava meu celular novo sem prestar atenção no resto. Só de vez em quando eu dava uma olhada ao redor, vendo o pessoal no ônibus e, claro, entre esse pessoal também estavam Carla, Federico e Felipe. Confesso que, mesmo decidido a esquecer o que sabia sobre ela, muitas vezes me peguei pensando de novo no que presenciei. Nas vezes que via os três, tudo parecia normal; tudo, menos a Carla, que cada dia usava roupas mais ousadas. Infelizmente pro Federico, eu não fui o único que percebeu. O pessoal no ônibus virava pra olhar pra ela, às vezes de um jeito bem óbvio, o que fazia o Federico ficar visivelmente irritado, como na última vez que ele começou a discutir com um senhor no ônibus por causa do jeito que ele devorava ela com os olhos; se ele soubesse a verdade… No dia seguinte, no ônibus, sentei no meu lugar mexendo no celular até ouvir a Carla e o Federico entrando no ônibus discutindo. Os dois estavam armando um barraco digno de novela e eu, obviamente, assisti ao espetáculo. Carla reclamava com o Federico pela discussão do dia anterior, enquanto ele se defendia dizendo que só queria protegê-la e que o jeito dela se vestir incomodava ele. Todo mundo fingia que não tava dando importância, mas a verdade é que, igual a mim, estavam ligados em cada palavra, enquanto o pequeno Felipe colocava as mãos nos ouvidos pra não escutar. Era a primeira vez que eu via eles brigarem. Chegou a hora de descer e os três desceram na hora, porque sabiam da atenção toda que tinham chamado, mas sem a Carla perceber que o celular dela tinha ficado no banco. A primeira coisa que fiz foi pegar pra devolver, mas quando ia chamar ela, lembrei que o nome dela não era Carla; não sabia qual era o verdadeiro. Fiquei calado por uns dois segundos, mas quando ia falar “Moça” pra Carla, um pensamento travou minha voz. E se eu não devolver? Não roubar pra mim, mas Vender ele. A única coisa que eu queria era… Nem eu sei direito o que eu queria daquele celular, a única coisa que eu sabia era que minha curiosidade era forte demais, então coloquei ele na minha mochila. “Com certeza vou dar um jeito de devolver”, pensei. Na escola, tava ansioso pra ver o conteúdo, então esperei até o recreio pra usar, mas percebi que não sabia a senha. Me senti um idiota por não ter pensado nisso antes, a adrenalina de ter pegado um celular que não era meu tinha ferrado com meu raciocínio. No meu ônibus, fiquei procurando vídeos no YouTube de como desbloquear um celular, mas não achei nada que não incluísse também apagar todos os dados. Em casa, já tinha desistido, achando que não ia conseguir fazer nada com o celular, e então planejei deixar ele no banco onde os três costumam sentar assim que eu subisse no ônibus. Guardei o celular bem escondido na mochila porque já sabia que minha mãe revistava ela de manhã, mas nessa hora notei que a luz do sol passando pela janela aberta iluminava a tela do celular, mostrando as marcas de dedo.Testemunho de infidelidade 3Não eram marcas muito nítidas, mas da minha posição dava pra distinguir um desenho de um S que se destacava das outras. Liguei o celular e liguei os pontinhos pra formar um S e… funcionou! Tinha funcionado. Tava desbloqueado. Rapidamente fechei a porta do meu quarto e me sentei na minha cadeira de costas pra parede. Meu coração batia muito forte de medo e empolgação. Revirei as mensagens, os nomes das chamadas e os e-mails, mas não encontrei nada de importante. Parecia o celular de qualquer mulher. Dei uma olhada no Facebook dela e também não tinha nada de interessante ou secreto. Parecia que eu tava fuçando o Facebook da minha mãe, com fotos cheias do filho e do marido, todas se gabando de que era uma família normal e feliz. “Que tédio”, pensei enquanto bocejava. Passou pouco mais de uma hora e eu ainda não tinha encontrado nada, e isso de certa forma foi uma decepção e um alívio ao mesmo tempo. Talvez a Pamela não fosse tão ruim assim. Ah, sim! Fuçando as mensagens dela, descobri que o nome verdadeiro era Pamela, o filho Felipe, como eu já sabia, e o marido Sérgio. Tava quase desistindo quando, por curiosidade, entrei na galeria dela e vi. Uma pasta inteira cheia de fotos dela e do velho. Tinha um monte de selfies dela pelada ou de lingerie, que com certeza ela tinha mandado pro amante.vadiaO que não gostei de ver foram as fotos que ele mandou, porque eram só fotos da pica dele. Percebi que o nome da pasta era Facebook. Eu também tinha uma pasta com esse nome, com todas as fotos que tinha recebido ou mandado, que foram salvas separadamente na minha galeria. Com certeza era a mesma coisa pra ela. Era estranho; se ele tinha revisado todas as conversas do perfil dela, ou pelo menos todas as conversas com homens. Me veio à mente que, controlando o registro de chamadas, o nome Sofia aparecia com muita frequência, então eu conferi e vi que as ligações entre Pamela e Sofia duravam no mínimo 30 minutos cada, e quase todas eram à tarde ou depois da meia-noite. As conversas do Facebook confirmaram: Sofia era a conversa mais recente, e lendo, percebi que Sofia era só um perfil falso pro velho Hari. Fui até o começo e vi como tudo começou. As primeiras mensagens eram do velho insistindo em conversar, mas Pamela só respondia que queria que ele a deixasse em paz. Depois dessa última frase, veio a primeira foto de pica que ela recebeu.
— Não, por favor, por que você faz isso comigo? Sabe que sou casada.
— Ontem não parecia ser um problema.
— Ontem foi um erro.
— Um erro que você repetiu duas vezes, haha.
— Não fale assim comigo. Foi você quem começou!
— Sim, mas terminamos juntos, lembra? Outra foto de pica, dessa vez colocada em cima de uma carteirinha de mulher que era 1/3 do tamanho do membro do velho.
— Então isso fica comigo? Pamela demorou uns minutos pra responder.
— Não, por favor, eu preciso dela.
— Então vem buscar amanhã de manhã, ou prefere que eu devolva pro seu marido?
— Não, você é louco, se ele desconfiar de algo, vai te matar.
— Haha... Não me faça rir, puta. Sabe bem que esse maricas não tem chance contra mim.
— Não permito que insulte meu marido.
— Haha... Você não permite? O que vai fazer então?
— Eu quero que me devolva minha carteira, só isso.
— Então faz como eu mando e passa no negócio amanhã.
— Não. Acha que sou uma idiota ou uma mulher fácil, senhor. Nada do que o senhor quer vai acontecer de novo. -Vou estar esperando por você. Foto do interior da bolsa com um líquido branco dentro. Nos dias seguintes, os dois continuaram se escrevendo, deixando claro que no dia em que tinham que se encontrar, aconteceu mais do que Pamela havia declarado. Era sempre o Dom Hari quem começava as conversas, e Pamela sempre respondia com a mesma coisa: "foi um erro, me deixe em paz, foi a última vez"... Ela sempre ameaçava bloqueá-lo, mas nunca fazia, deixando claro o quão puta ela era. Por quase uma semana e meia, quase todo dia eles se escreviam em segredo, pelas costas da família dela e dele. Descobri que o velho tinha uma esposa e um filho que claramente ele não considerava dignos de respeito, pelo que dizia nas conversas. Depois de um tempo, ele começou a exigir mais dela, como fotos íntimas, de lingerie ou nua. A corrupção de Pamela continuava dia após dia, lentamente através das conversas: ela passou de dizer "foi a última vez" para "que amanhã seja a última vez". A vontade dela de manter intacto o casamento e a família estava diminuindo, e as conversas eram testemunho disso. -O que você está vestindo, gostosa? -Agora não, estou jantando com minha família. -Você sabe que não sou um cara paciente, gostosa. -O que o senhor quer? -Você sabe muito bem o que eu quero. Dois minutos depois.esposaPamela manda um selfie dela com a camisa desabotoada e uma regata por baixo, mostrando um pouco do peito e sorrindo enquanto estava sentada à mesa com o marido e o filho.
— No lugar do jantar do seu marido, eu comeria você, não a ceia.
— Já chega, Don! Meu marido me perguntou pra quem eu mandei a foto.
— E aí?
— Falei que tava conversando com uma amiga que queria saber o que eu tava fazendo.
— E o otário acreditou? Kkkk
— Não fala assim, pelo amor.
— De qualquer forma, cê sabe que espero mais de você, gostosa.
— Mas eu tô jantando.
— AGORA!interracial4 minutos depois, Pamela manda uma foto da buceta molhada dela, aberta com os dois dedos.
— Tô vendo que você também tá ansiosa pra amanhã.
— Amanhã é a última vez, ok?
— Isso quem vai decidir é amanhã.
Naquela época, eu não entendia: se o velho tinha dado a escolha pra ela, por que ela continuava nessa relação? No começo, eu achava que ele ameaçava contar tudo pro marido dela, mas parecia que não era bem assim. Só agora eu entendo o que uma mulher é capaz de fazer quando um homem consegue deixar ela molhada igual o velho deixava a Pamela.
No mês seguinte, as conversas tinham mudado drasticamente com a Pamela — dessa vez, era ela quem procurava o velho, e mandava fotos dela de todos os jeitos que ele pedia, direto.mae

infielAs conversas já não eram mais de uma esposa arrependida dos seus atos e um sedutor; tinham se transformado nas mensagens de amor entre uma mulher e seu amante.casadaPamela manda uma foto dela comendo uma banana.
— Bom dia pra você também, gostosa.
— Bom dia, Don.
— Já não aguenta mais, né?
— Não, já não. Tô sentindo falta da sua pica, Don.
— Haha. Mas a gente se viu anteontem.
— Eu sei, mas... quero mais.
— Opa, que safada que sou, agora tenho que ir me trocar.maduro—Que putinha você é, gata. Quando você chegar, vou destruir essa sua buceta. —Uff, tenho que ir. O Sérgio tá me enchendo o saco pra levar o Felipe no Kinder. —Vou te esperar, gata. Se arruma bonita. Para Pamela, agora sua família era um empecilho pra relação com Dom Hari. Era uma coisa horrível de se dizer, lembrando como no começo era o contrário. Pamela ficava cada vez mais lasciva e atrevida. —Tô entediada, papai! —Aguenta aí, putinha, amanhã temos a manhã e a tarde inteirinhas pra gente. —Eu sei, é que tô com tanta fome. —Não se preocupa, que amanhã seu almoço vai ser uma banana grandona, dois ovos e muita porra. Hehe. —Nham… Já tô salivando. —E o viadinho não te dá nada de comer? —Não, é que com o pouco que ele me dá, eu não me satisfaço. Pelo contrário, fico com mais vontade da comida dele depois que meu maridinho me dá da sua. Por isso que não aceito mais o pepininho dele. —Haha. Mulher como você nunca vai se satisfazer com um pepininho. —Uff, a esposa dele tem tanta sorte de viver com um macho como você. Ela que perde! —Sim, é verdade, gata. O que o viadinho tá fazendo agora? —Tá lavando a louça e tomando uma daquelas cervejas que você me deu. —Me manda uma foto dele. —O quê? Por quê? —Me manda. Pamela, sem ser notada, manda uma foto do marido enquanto ele bebe da lata. —Por que você quer uma foto do meu marido?infidelidade- Meu Deus, Dom Hari. O senhor é um demônio. - Kkkk. Para te lembrar da diferença. - Sabe que tô morrendo de vontade de ver ela e o senhor me manda isso. Agora vou ter que ir no banheiro.Testemunho de infidelidade 3Meia hora depois, Pamela manda um vídeo dela se masturbando.
— Você sabe do que eu gosto, gostosa. Vai ver que amanhã vou te encher de porra.
— Sim, guarda essa porra pra amanhã, Don. Agora eu tava lendo as mensagens mais recentes. Depois dessa conversa, o velho escreveu pra Pamela sem receber resposta. No dia seguinte…
— Então, gostosa, o que que houve?
— Por favor, Don Hari. É hora de a gente acabar com isso.
— Por quê? Quer que acabe?
— Não!
— Sim. Não sei.
— Sabe que não pode voltar atrás, gostosa.
— Eu sei, mas… O senhor não acha que sua mulher e seu filho nos pegaram?
— Haha. Não se preocupa com isso, que eu cuido da minha família.
— Mas eles nos viram, agora sabem onde eu moro. Como sabiam onde a gente tava?
— Sei lá. Devem ter nos seguido.
— Sua mulher parecia tão magoada com a nossa história. E seu filho me olhava com nojo nos olhos… Me deu tanta vergonha.
— Você não tem que se importar com eles, gostosa. Se eu quiser te foder, eu te fodo. Ninguém vai me impedir.
— Tô com medo, Don. Se contarem pro meu marido, não sei o que ele pode fazer. Sorte que meu Felipe ficou no quarto dele. Se ele tivesse me visto daquele jeito…
— Já chega, gostosa, não precisa se preocupar com isso. Não vou deixar estragarem meus planos.
— Não é isso, Don. Não quero fazer o Sérgio sofrer e não quero que meu filho me olhe um dia do mesmo jeito que seu filho me olhou.
— Tá bom, então a gente não se vê mais!
— Não fala assim, Don. Não é que eu não queira. É que não quero que nos descubram. Eu amo meu marido e meu filho. Não quero destruir minha família.
— Olha, gostosa, eu cuido da minha família e amanhã a gente se vê uma última vez pra decidir o que vai rolar.
— Tá bom, mas só pra conversar, certo?
— Certo.

Essas eram as mensagens mais recentes. Por um momento, pensei que Pamela finalmente tinha caído na real e decidido acabar com o caso. Eu tava enganado. Ainda tinha mensagens pra ler e, lembrando melhor, o dia em que foram escritas era o primeiro dia que eu peguei eles no flagra, no motel. Continua…

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