SobrinhasCapítulo 1:http://www.poringa.net/posts/relatos/5026790/Terapia-Especial-Capitulo-I.htmlCapítulo anterior:http://www.poringa.net/posts/relatos/5039252/Terapia-Especial-Capitulo-V.htmlSentado na cozinha, com as janelas abertas e o vento balançando as cortinas, enquanto sussurravam nas suas costas, Tomás escrevia com paciência tudo o que tinha vivido no seu primeiro dia na casa da Blanca, uma das suas meias-irmãs. Sentia um incômodo no pulso, já estava escrevendo há quase uma hora e ainda não chegava ao clímax daquele primeiro dia. Largou o celular e virou levemente o olhar para uma das janelas, apreciando um par de caras conversando e fumando.
Pela primeira vez sentiu vontade de imitar aquele ato, nunca tinha provado um cigarro, nem tinha de onde tirar um. Ir comprar era uma opção, mas não tinha tempo pra isso, então simplesmente foi pro quarto onde estava ficando e tirou do meio das suas coisas uma caixinha de uns 5 de largura por 12 de comprimento. Era uma espécie de amuleto que levava em todas as viagens, principalmente porque quando a ansiedade batia forte, podia se refugiar nela.
O que tinha dentro da caixa não era nada mais que um cachimbo de madeira. Não parecia ter muito valor, mas o design era bem refinado e elegante. Foi um dos presentes de casamento que o sogro dele deu, e embora o valor material não fosse grande, sentimentalmente era um tesouro, porque Richard tinha recebido do pai dele, e este do pai dele. Uma corrente de quase 100 anos, por lógica aquele objeto de família devia ter pertencido à April, mas segundo a tradição, passava pros filhos homens e mais velhos, no dia do casamento deles.
Como Richard não teve filho homem, decidiu dar pra quem ele confiava o seu bem mais precioso, que era a April. Simulando que fumava, Tomás voltou a escrever, esperando terminar antes que naquela casa o silêncio se instalasse e o caos reinasse de novo. O primeiro encontro com a Blanca e a Camila não foi como ele esperava; na cabeça dele, imaginava que elas seriam mais distantes e frias, e mesmo que não fossem culpar ele pelos atos do pai, algum rancor deviam ter do cara que cresceu com o pai. enquanto elas foram abandonadas por ele.
No entanto, Blanca, que tinha a mesma idade que ele e, curiosamente, nasceu no mesmo dia e dois minutos antes, se aproximou emocionada. Camila, que tinha 25 anos, se comportou como uma menina de 5 e, desde que se agarrou no braço dele, não soltou até que suas sobrinhas chegassem. Descobrir que o pai era daqueles homens que viviam uma vida dupla, no caso dele tripla, caiu muito mal. Porque ela sempre o viu como uma figura honrada, mesmo que hoje em dia tivessem suas diferenças e a relação deles tivesse acabado.
Se para ele aquilo revirava as entranhas, tinha certeza de que seu irmão Ricardo não aceitaria tão facilmente. Ele ainda via o pai como alguém impecável e o melhor exemplo a seguir. Mas se Blanca contasse uma faceta de Enrique que eles desconheciam, o pai podia ser alguém carinhoso e até mimar. Isso respondia a uma dúvida que perseguiu Tomás por anos: qual era a razão da atitude amigável dele com Vanessa e por que com ela não era tão distante.
Apesar das boas lembranças da infância, Blanca confessou que sua maior dor foi Enrique ter sumido um belo dia e ela nunca mais ter notícias dele, até Camila aparecer. O caso da mais nova era diferente, começando pelo fato de que ela nunca conheceu o pai. Enrique não planejava ter mais um filho, a mãe de Camila entendeu isso por muitos anos e não forçou a barra, mas um dia ela simplesmente se descuidou e aquela gostosa floresceu.
Enrique não quis assumir a responsabilidade e então pagou a mulher. Quando ela estava no leito de morte, confessou a Camila que ela tinha mais irmãos e o nome do pai, e foi assim que a jovem começou a investigar. Nunca teve a intenção de encontrar Enrique, mas queria conhecer os irmãos. Primeiro foi atrás de Blanca, porque temia que os homens não reagissem bem, depois tentou se aproximar de Bruno, mas aí esbarrou em Isidora.
Que a impediu por Muito tempo se aproximando do irmão dela, mesmo tendo a chance de ir pelo Tomás ou Ricardo, ainda tinha medo da rejeição. No entanto, aquele terror que a sufocava e aquela dor aguda no peito desapareceram quando ela viu que Tomás era forte o suficiente pra encarar aquela situação. Elas se sentiram seguras e tranquilas nos braços dele, perceberam por que Bruno falava com tanta admiração daquele homem. Sem esperar mais, perguntaram sobre o Ricardo e quando poderiam conhecê-lo.
Tomás não hesitou e foi sincero com as duas, dizendo que, pro irmão dele, o Enrique era um exemplo de vida, apesar das diferenças que podia ter com ele. Por isso, saber como ele é de verdade ia destruí-lo, então preferia ir preparando ele aos poucos. A Camila, que tinha se aninhado no ombro dele, respondeu que entendia que a situação era delicada, então ia ser paciente pra finalmente conseguir o objetivo dela, que era estar sentada numa mesa com todos os irmãos.
Depois de um pequeno silêncio, a Camila interrompeu de novo com uma das perguntas dela.–"A propósito, mano. Seus filhos vão saber da gente? É que tô morrendo de vontade de conhecer eles, principalmente aquele coisinha adorável que é o Simão. Só de ver ele nas fotos já me roubou o coraçãocomentou com os olhos cheios de brilho.—"Não sei, Cami, ainda tô pensando, pra ser sincero contigoTomás comentou de forma séria, desapontando a garota.
Tomás: É algo que preciso discutir com a April, mas, se você quer tanto se envolver com eles, pode vir comigo quando eu voltar pra casa, só que não vai poder se apresentar como tia deles ainda. O mesmo vale pra você, Blanca.
O sorriso que tinha sumido do rosto de Camila voltou a se desenhar. Animada, ela deu um beijo na bochecha do irmão, repetindo várias vezes que ele era o melhor. Naquele exato momento, a porta se abriu e as três filhas de Blanca apareceram, parecendo estar discutindo. Atrás delas, estava Jorge.- o filho do atual parceiro da mulher -. Tomás, ao apreciá-las, ficou sem fôlego; já tinha visto fotos, mas pessoalmente elas eram bem mais gostosas, principalmente a Chloe, a mais velha.—"E esse velho, quem é?perguntou precisamente Chloe, com um tom arrogante e olhando com desprezo para o Tomás.—"É teu namorado, Cami?disse com malícia Luna, a caçula das irmãs, examinando o tio dos pés à cabeça.—"Me diz que não é teu namorado, Cami. Porque você vai acabar com o coração dele.— comentou Jorge, zombando da situação. Mar, a irmã do meio, também quis comentar algo a respeito, mas se arrependeu e ficou em silêncio.
Tomás, com essas reações e o jeito que elas se vestiam, tirou conclusões sobre como era cada uma das suas sobrinhas. Chloe devia ser a típica garota que finge ser rebelde, desobedecendo a mãe e tendo uma atitude vulgar com os outros. Não o surpreendia que ela tivesse tantas tatuagens, nem o corte sidecut; na verdade, isso fazia com que ele a achasse muito gostosa e meiga, por trás daquela casca de garota má. A camiseta curta preta, a saia do mesmo tom que batia na coxa, a meia-calça transparente, a jaqueta de couro pequena e os sapatos de salto grosso só confirmavam sua teoria.
Mar, por outro lado, dava a impressão de ser uma garota bem tímida e sem personalidade — isso porque o look dela era muito parecido com o da irmã mais velha, só que menos ousado. As roupas eram mais compridas e largas, escondendo o corpo também tatuado. Tomás desconfiou que ela tinha vergonha de mostrar a silhueta, por ser mais cheinha que as outras duas irmãs; com certeza isso gerou insegurança porque alguém devia zuar ela. Mesmo assim, a inocência e aquele corpo voluptuoso que ela não sabia exibir faziam dela uma bomba.
Por último, Luna parecia ser a garota que se fazia de santinha, mas na verdade era uma puta completa. Diferente das irmãs, ela usava uma calça jeans, um suéter branco e uns saltos finos. Quanto mais ele olhava, mais se convencia de que, por trás daquela carinha de anjo e de menina boazinha, se escondia uma vagabunda que adorava chupar paus.—"Mas o que é isso, ele é o Tomás, meu irmão e o da Blanca, então mais respeito com o tio de vocês, meninasCamila falou, meio corada, por causa do comentário de que ele era o namorado dela.
Luna: Tio?
Perguntou, surtando, porque por mais que olhasse pro Tomás, não via semelhança com a mãe ou a tia dela.
Blanca: Isso mesmo, meninas. (Suspira) Já falamos sobre isso, então espero que não tenha que repetir a história de novo, só cumprimentem o tio de vocês, que vai ficar com a gente uns dias.
Disse, encarando a Chloe, que a contragosto levantou a mão e deu um oi pro Tomás, num tom sarcástico. Ele se levantou e ia cumprimentá-la, mas a garota vazou, deixando ele com a mão estendida. Blanca ficou puta com a atitude da filha, gritou pra ela voltar e cumprimentar o tio como devia, mas a menina fez ouvidos moucos, deixando a mãe ainda mais furiosa. Tomás, todo satisfeito com aquela bundinha minúscula que a garota rebolava, segurou a Blanca e disse que não tinha problema, que entendia perfeitamente o comportamento da Chloe.
Essas palavras irritaram ainda mais a irmã mais velha, que achou que o cara tava só se fazendo de bonzinho e gostosão. Luna, com uma carinha de santa, se aproximou toda encolhida do homem e, gaguejando, cumprimentou ele. Tomás, que conseguia ver a safadeza nos olhos dela, soltou uma risada que desconcertou a jovem. Por que ele riu? Se a atuação dela foi perfeita, ela se perguntou. O normal era abraçarem ela e chamarem de fofa, mas o tio ignorou isso e só apertou a mão dela.
Mar, por outro lado, tava um caco de nervos, tanto que não sabia como agir, ou pelo menos parecia. Jorge, que praticamente não tinha motivo pra cumprimentar ele, fez isso só pra zoar a Mar, comentando que ela era uma esquisita e que não valia a pena perder tempo falando com ela. Tomás deduziu que era o Jorge quem humilhava a sobrinha dele, dia após dia, deixando como consequência aquela natureza tão medrosa e insegura. Ela baixou a cabeça e tentou se fazer de indiferente, e que ia passar batido pelo tio, igual a Chloe fez.
Não No entanto, antes que ela fizesse qualquer movimento, Tomás se aproximou e fez com que ela erguesse a cabeça, segurando-a pelo queixo. Assim, ele percebeu que os olhos daquela garota tinham um ar de mistério, não era tão inocente quanto parecia, pelo menos foi isso que aquele olhar transmitiu. Vê-lo de frente fez com que ela tremesse, nunca antes alguém havia tocado seu queixo com tanta suavidade, os olhos daquele homem a prenderam e fizeram seu coração acelerar. Jorge, de má vontade, observou aquela cena, como se estivesse com ciúmes.
Tomás: Sabia, você tem a mesma cor de olhos do meu avô, mas em você ficam mais lindos.
Ele sussurrou, deixando sua sobrinha encantada e com um sorriso nos lábios, algo que arrepiou Tomás. Jorge, escondendo sua frustração, disse que ele não devia mentir daquele jeito para Mar, porque só ia fazer com que ela confundisse as coisas. Tomás soltou uma risada curta, virou-se e explicou que não mentiu, que diferente dele, conseguia ver a beleza e a doçura daquela garota.—"Por acaso você tá querendo paquerar a Mar pra levar ela pra cama?perguntou o garoto irritado.
Blanca, que tinha deixado passar as primeiras palavras do enteado, levantou-se do sofá, com as pálpebras tensas, as sobrancelhas franzidas e o queixo projetado para frente.—"Jorge!!!Ela falou tão alto que o rosto irritado do jovem ficou pálido, as sobrancelhas dele pararam como duas pedras enquanto as pálpebras se erguiam. Embora Blanca não fosse a mãe dele, ele a respeitava como tal e a temia quando ela ficava puta. Tomás segurou a irmã de novo, disse que Jorge não devia ter más intenções e que no fundo tava preocupado com a meia-irmã dele.
Colando no ouvido esquerdo do moleque, ela sussurrou:–"Ela não sabe da sua com a Isidora, né?"–, ao não obter resposta e ver que o queixo do pobre garoto estava tremendo, confirmou sua suspeita.—"Não vou falar nada se você não me encher o saco, entendeu?disse ela, afastando-se dele com um sorriso e dando um tapinha nas costas do Jorge.Bueno, meninas, como presentinho, me ofereço pra ajudar vocês com alguma tarefa que tiverem pra faculdade.disse ele, surpreendendo as sobrinhas que estavam presentes.
Luna: Tá falando sério?
Ela perguntou com os olhos brilhando, as sobrancelhas arqueadas, a boca aberta e um sorrisão no rosto. Justo tinha que fazer um relatório, que tinha deixado pra última hora, já que, sendo a sapeca que era, preferiu sair pra fazer umas putarias em vez da tarefa. Então a ajuda do tio cairia como uma luva.
Tomás: Claro que sim, pequena. Se tiver algo, é só falar, que eu te ajudo com maior prazer.
Luna: Tio Tomás, você é o máximo!! Sei que a gente mal se conhece, mas você já é meu favorito.
Ela exclamou eufórica e abraçou Tomás, enquanto Mar olhou confusa pro homem, o que ele queria com tanta simpatia?, ela se perguntava, embora ao mesmo tempo ficasse animada por ter outro homem em casa. A tarde pro coroa voou ajudando a mais nova das sobrinhas. Por trás daquele gesto bondoso, ele analisou mais a psique daquelas gurias, e embora Chloe e Mar não tivessem aceitado a oferta, ele não viu aquilo como um fracasso pra se aproximar delas, já que enquanto dava uma mão com o relatório pra Luna, perguntava sobre a vida dela e das irmãs.
A garota não percebeu as motivações do tio, nem que tava num interrogatório, onde expunha quem realmente era. Num momento, ela reparou no anel no dedo do tio e perguntou se ele era casado, ao que Tomás respondeu que sim, surpreendendo um pouco a menina.—"Sua esposa é uma nerd igual a você?consultou com um tom debochado, Sim, na verdade ela é mais esperta do que eurespondeu, sabendo que ela ia imaginar a April como uma mulher sem graça, pelo superficial que era.—"Quer ver uma foto dela?completou Tomás, após alguns segundos de silêncio, onde a jovem riu disfarçadamente. Luna não ficou tão segura em aceitar, já que sabia que não ia se segurar de rir, no entanto, Tomás, sem esperar a resposta dela, mostrou a foto da April, deixando ela de boca aberta.–“I-Isso… É mentira, né?”disse, anonada com a beleza da Milf,–“Ela não pode ser tua esposa”–afirmou, pensando que ela tinha tirado a foto de alguma modelo na internet.–"Você é bem preconceituosa mesmo, Luna, ao achar que beleza e inteligência não podem morar na mesma pessoa. Devia parar de se guiar por estereótipos e expandir seus conhecimentos"–manifestou-se soberbo. No entanto, Luna não deu atenção a ele, por estar absorta com a imagem da April.—Você é milionário, né?afirmou entusiasmada,—"Claro, é isso aí. Com a inteligência que você tem, com certeza tem uma empresa e milhões na sua conta bancária, por isso essa mulher te pegou de olho.dando pequenos pulinhos.–“Tio, não se ofende, você tem seus méritos, mas aquela mulher é muita areia pro seu caminhão. Abre os olhos, ela só quer teu dinheiro e com certeza agora que você não tá em casa, ela tá se esfregando com o amante dela”–apontou, encurralando o homem, que se sentiu embriagado com tantas palavras que aquela mina soltava.—"Então se separa dela, vem morar com a gente e dá dinheiro pra nós, afinal somos sua famíliaacrescentou, pensando que poderia usar aquele coroa como sugar daddy dele.—"Não esquenta, mano, sei que vai doer aceitar a verdade. Mas vou te abrir os olhos e curar esse coraçãozinho"—concluiu, desabotoando os três primeiros botões da camisa do tio. Ele, impressionado com a determinação daquela garotinha, não a impediu, quis ver até onde ela podia chegar. Luna, agarrada à ideia de que ele era gostoso, já não se importava mais com o que ele pensava dela. Beijando o peito dele, foi subindo pelo pescoço, esperando estimular o homem e tê-lo nas garras.
Aquela boquinha lasciva passeava lentamente pela pele experiente dele, sentindo o suor dos nervos a cada beijo que dava. Inconscientemente, ela foi se viciando naquilo, no gosto do tio, na pele tão macia quando mordiscava e áspera quando lambia. O cheiro também não era nada mal, não tinha cheiro de tabaco nem de álcool como em outros homens que ela esquentava a rola e depois subornava se fazendo de sonsa, mas sim um cheiro adocicado do perfume e suor dele. Tomás, apoiado na parede, lutava para que o pau não ficasse duro.
Precisava manter a calma e controlar a situação a seu favor. Embora pudesse entrar na brincadeira e acabar na cama com aquela garota, adicionando mais uma à lista da esposa, ele sabia que aquela putinha só queria deixá-lo duro, fazê-lo perder a compostura e tentar algo indevido para chantageá-lo. Então queria dar uma pequena lição na sua sobrinha mimada e vagabunda. Afinal, a terapia especial não devia se limitar só ao sexo.–"To… To… Tomásbalbuciou, abrindo a camisa até a metade e arranhando o peito do homem mais velho. Na pouca luz do quarto, a mente do cara o levou de volta ao passado, aquela voz suave e harmoniosa, parecida com a de Isidora. Caindo no jogo das ilusões, ele reviveu a viagem que fez com April para a casa dos pais dela, 21 anos atrás. O murmúrio da multidão ao redor era tão intenso que ele não conseguia ouvir direito o que a namorada comentava.
Conforme avançavam, ele foi percebendo que April estava meio desconfortável com os olhares constantes de uns caras. Tomás tirou o moletom e passou pra ela, pra que pudesse cobrir aquele corpo gostoso. Afinal, ele teve a culpa dela ter que andar com uma camiseta justa, que chamou a atenção de uns depravados, que afiavam ainda mais os olhares pra aqueles peitões redondos que se marcavam no tecido vermelho fino, que dava a impressão que ia rasgar a qualquer momento.
Mesmo que April não odiasse ser o centro das atenções, ela se sentia enojada com tantos olhos a despindo e profanando. O único que a excitava com um olhar promíscuo era o Tomás, que, ao contrário dela, adorava que todo mundo admirasse a sensualidade da namorada. Obviamente, não ia deixar ninguém encostar um dedo nela, só queria que dessem uma olhada naquela mulher majestosa e na sua figura única. Magra, com uns peitões descomunais, um quadril largo e uma bunda esculpida pelos anjos.
Ele pegou a mão dela, impulsionado por uma pequena adrenalina de tesão, e saiu correndo junto com ela. Queria exibir que aquela garota linda e voluptuosa era dele, como se fosse um criança com um brinquedo novo. Suspirando, falou: – “Nunca imaginei que ia voltar pra essa cidade com uma namorada” – ela, ao ouvir, sorriu e se agarrou no braço dele. Entendeu por que Tomás a exibia tanto, ele nunca tinha precisado fazer isso, porque nunca teve algo tão valioso quanto ela.
Como no dia Tava bem fresquinho, eles optaram por ir andando. Ele ia apontando pra ela todos os lugares que iam explorar durante aquela semana. Sem dúvida, se exibir pra ela era o que mais o animava, e a alegria inocente dele acabava contagiando ela. Afinal, um relacionamento a dois não se resumia só ao sexo. Mas o sorriso dele se fechou na hora em que chegaram a uns metros da casa onde ele tinha passado toda a infância e parte da juventude. As pernas dele começaram a tremer, e ele não conseguia mais avançar.–“Tom”murmurou April, tentando acalmá-lo. Ela se sentiu mal, achando que estava sendo dura demais com ele, já que naquela semana ele não só teria que transar com a mãe, mas também seduzi-la e fazer com que ela desejasse cruzar a linha entre mãe e filho. April ia dizer pra ele esquecer o fetiche e curtirem a viagem como um casal normal, mas antes de falar, foi interrompida por uma garota que saía da casa ao lado.–“Tomás?”–disse a mocinha, se aproximando.—"Tomás, que alegria te ver de novoexclamou, se aconchegando nos braços dele. April, que raramente se deixava levar pelo ciúme, sentiu aquele desconforto percorrer todo o corpo ao ver aquela mina se agarrando com tanto fervor nele e ele não falar nada. Será que ela e Tommy são amigos?, se perguntava ao mesmo tempo que via os lábios daquela garota roçando nos dele.–“I-Isi... Isidora”gaguejou, enquanto a garotinha continuava com o rosto colado no dele. April pensou que a qualquer momento ele ia beijá-la e não ia permitir que isso acontecesse. Estava pronta para dar um empurrão nele e defender o que era seu, no entanto, Tomás se afastou de Isidora, o que deixou sua namorada muito feliz. Os olhos de Isidora brilhavam, como se estivesse vendo seu ator ou artista favorito. Então April entendeu que aquela garota sentia algo pelo seu Tommy.
Ele se limitou a apenas sorrir, depois desviou o olhar e se concentrou em sua casa. O ciúme da loira começou a se dissipar, ela até sentiu pena de Isidora, que estava tão animada e nervosinha por vê-lo. Tomás, bobo e ingênuo como grande parte de sua juventude, não percebia o que acontecia ao seu redor. Tinha duas garotas gostosas olhando para ele perdidamente, prontas para brigar por ele se ele mostrasse um pouco de interesse pela de cabelo preto.
April, percebendo que não tinha nada com o que se preocupar, se aproximou dele, agarrou seu braço e perguntou quem era a garota.—"Minha vizinha, a que eu gostorespondeu,—"Porque tem uma irmã mais velha que eu não aguentoacrescentou friamente. Isidora olhou para April de forma ameaçadora, e era normal que fizesse isso, já que do nada apareceu uma loira gostosa que pegou no braço com toda confiança do seu príncipe encantado, que nunca tinha se envolvido com outra garota além dela.
April achou estranho que Tomás não percebesse a tensão no ar e nunca tivesse dado atenção para aquela garota, porque, apesar de ser dois anos mais novo que ele, ela era muito bonita e tinha um corpo que estava se desenvolvendo de forma estupenda. Isidora, com ciúmes, começou a interrogar a loira. A primeira coisa que perguntou foi o nome dela e, depois de saber, em poucos segundos a bombardeou de perguntas, entre elas queria saber qual era a relação dela com Tomás, algo que deixou a loira péssima, porque teria que partir o coração dela.
Quando confirmou que era a namorada do rapaz, a testa franzida de Isidora foi parar no centro da sua testa, onde se formaram umas ruguinhas, seus lábios caíram e seus olhos se encheram de lágrimas.Não-não-não... Namorada?balbuciou triste,É, minha namorada, é inacreditável que eu tenha uma, né? Afinal, aqui nenhuma garota me dava bola e eu era visto como um esquisitão.disse ele, dando um beijinho na April e apoiando a cabeça na dela.–"Sim... Nenhumadisse Isidora com um sorriso falso, pra esconder a angústia dela. Aquelas palavras ecoaram na cabeça dela, ver ele tão feliz e relaxado com a April, destruía ela. Com lágrimas nos olhos, se desculpou por não poder continuar conversando com eles e entrou em casa. April questionou o namorado sobre aquela garota, e ele respondeu que ajudava ela a estudar quando algumas matérias complicavam. A loira não era boba e percebeu que ela fazia isso pra ficar perto dele.
Toda aquela fantasia foi desmoronando como um muro velho, o rosto do Tomás era sério, em contraste com o da sobrinha dele, que beijava a barriga dele, quase tocando e brincando com aquele pau que lutava pra não endurecer. Se afastando da Luna, o mais velho caminhou até a saída, abotoando a camisa. A jovem, confusa com o movimento repentino dele e o silêncio, não teve outra escolha senão aceitar que aquele cara não ia cair tão fácil quanto os outros.
Ela, antes de sair do quarto, percebeu que o celular do homem tinha ficado ali. Curiosa pra caralho, queria saber se o tio dela tinha algum segredo pra chantagear ele, sem precisar esquentar ele, já que entendeu que aquele joguinho era uma faca de dois gumes. Ao perceber que pra desbloquear precisava da senha, ficou meio decepcionada, mas a foto de fundo deixou ela gelada e com um nó na garganta. Tomás, no banheiro, organizava os pensamentos, queria parar de pensar na Isidora, mas aquelas lembranças começavam a ser constantes.
Ele estava tão imerso nos problemas dele, que não percebeu que deixou a porta aberta. Chloe, que achava que não tinha ninguém, entrou e, ao se deparar com o tio, suspirou irritada, mas Tomás, sem dizer nada nem se mexer, se retirou. Essa atitude não agradou nada ela, foi como se ele tivesse esperando ela, só pra passar do lado dela e ignorar.—"O que esse cara pensa que é?ela se perguntou, vendo ele andar pelo corredor, sem expressões e com uma aura misteriosa.
Tomás encontrou Camila, que avisou que era hora de comer, pegou na mão dele e o levou até a mesa onde já estavam Blanca, acompanhada de José — o parceiro dela e pai de Jorge. A mulher os apresentou, mas diferente do que ela esperava, o irmão foi frio e falou pouquíssimo. Nisso, Mar, Luna e Jorge sentaram-se à mesa. A irmã mais nova nem disfarçou que estava de olho no tio.
Blanca, sabendo que ele ajudou Luna com a tarefa, pensou que talvez tivesse acontecido algo no quarto da filha que tivesse irritado Tomás.—"Luna, tá acontecendo alguma coisa contigo?"—Consultou tentando encontrar uma explicação para a seriedade do irmão. A garotinha, voltando a olhar o fundo do celular do tio, sorriu.–“Mamãe, por que você não me contou que sou prima de uma celebridade?”disse, confundindo todo mundo, menos a Camila, já que o Tomás nem percebia do que estavam falando.–“Celebridade?”perguntou Mar iludida,–"É isso mesmo, mana. Somos primas da Vanessa Harper" –Chillou de alegria. Tomás, ao ouvir o nome da filha e o sobrenome da mulher, despertou do seu torpor.—"Vanessa Harper? Tá falando daquela gostosa loira de peitão?disse Jorge, desenhando a silhueta das medidas da gostosa.—"Não seja porco, Jorge"—disse Camila com a cara amarrada,—"Ainda não consigo acreditar que sou prima dela, minhas amigas vão morrer de inveja"—Luna continuava tagarelando.—"E os caras, só vão querer falar contigo pra você arrumar um esquema com aquela gostosa. Mas mina como ela só gosta de esquentar, porque só sai com mano que tem grana"—comentou o moleque com malícia.—"Não lembro de ter te dado permissão pra falar da minha filha com tanta liberdade.Tomás cortou a conversa de forma brusca, causando um arrepio em Jorge, que não conseguia falar com naturalidade.Lo… Lo… Lo… Me-des-des-desculpa… Senhorgaguejou.
Luna: Tio Tomás, pode falar pra Vanessa me seguir no Instagram e no Tik Tok.
Declarou, passando o celular pra ele.
Tomás: Desculpa, Luna, mas não posso.
Luna: Quê? Por que não?
Perguntou, decepcionada.
Chloe: Porque com certeza “a princesinha” tem vergonha de ter tias e primas bastardas.
Afirmou, sentando-se à mesa e encarando o tio com desafio.
Tomás: (Sorri) Você tá enganada, minha Princesinha é um amor, ela não teria problema nenhum em atender o pedido da Luna e dizer que é prima dela. Só que ainda não falei com ela nem com meus outros filhos sobre vocês.
Chloe: Então você que tem vergonha da gente.
Tomás ficou em silêncio, e Blanca entrou na defensiva do irmão. Ele não tinha muito mais o que dizer, aquela garota tinha feito uma afirmação irrefutável. Ele achou que o dia já tinha sido agitado o bastante, então terminou de comer e foi pro quarto. Antes de fechar os olhos, April ligou pra ele, queria saber como ele estava. Tomás disse que tava cansado. Depois disso, ele perguntou à esposa o que os filhos dela estavam fazendo. Ela respondeu que Simão tava do lado dela, Benjamin no quarto dele com Josefina, Axel trabalhando e Vanessa tinha saído.
A Princesinha do Tomás naquela noite estava no mesmo restaurante onde Axel trabalhava. Os dois irmãos trocaram olhares, sentindo o coração acelerar. O garoto não entendia o que ela tava fazendo ali, será que tinha ido perturbar ele? Foi uma das perguntas que ecoou na mente dele. Até que viu o chefe dele se aproximando da Vanessa com um sorriso enorme. Paolo, umas horas antes, tinha dito que teria um encontro muito especial naquela noite, então esperava contar com a presença dele pra atendê-lo.
O chefe do Axel não sabia que Vanessa e ele eram meio-irmãos, porque apesar de terem o mesmo sobrenome, a garota usava o da mãe primeiro como pseudônimo de figura pública. Todo mundo, exceto as pessoas mais próximas dela. Simplesmente a conheciam como Vanessa Harper, e não como Vanessa Bastida. Axel, ao perceber que Paolo o chamava para servir vinho nas taças deles, não soube como reagir.
Tinha uma dor pontiaguda no peito que não deixava ele respirar direito, e cada vez que olhava pra irmã, as pernas tremiam. Não conseguia acreditar que ela estava num encontro com o chefe dele, muito menos que tava tão linda naquela noite e porra, sexy pra caralho, sem nem fazer força. Aquela camisa branca que ela usava não tinha decote nenhum nem era tão colada no corpo, e mesmo assim os peitões dela apareciam demais naquela roupa. A calça preta se ajustava perfeitinho na cintura, marcando as cadeiras sensuais, as pernas e a bunda.
O cabelo preso fazia ela ostentar elegância e, ao mesmo tempo, sensualidade. Os olhos azuis brilhavam como um par de diamantes, os lábios pintados de um vermelho carmim convidavam ele a saborear como nos velhos tempos. Até aquele nariz fino era provocante pra ele.—"Axel, acorda"—Paolo estalou os dedos, mandando o moleque se mexer e servir nas taças aquele vinho caro que ele tinha guardado pra uma ocasião dessas.
O jovem baixou a cabeça, se movendo numa lentidão de lesma, as mãos suando e um espasmo no estômago. Paolo, ignorando a história que existia entre o funcionário e a modelo, achou que o garoto tava fazendo de propósito pra ir devagar. Talvez não estivesse tão errado, porque o coração de Axel tava cheio de ciúme, só de pensar que ia ver outro dar em cima da Vanessa na frente dele.
Ela, com pena do irmão, falou pro Paolo que ia no banheiro atender uma ligação. O moleque mal viu a irmã levantar da cadeira e já sentiu os olhos ameaçadores do chefe. Axel não teve escolha senão pedir desculpas pro Paolo pelo serviço porcaria que tava fazendo, implorando pra alguém assumir no lugar dele, porque não tava em condições de continuar. O homem só disse que ele podia vazar, e essas palavras foram um puta alívio pro garoto.
Quando foi pegar as coisas, ouviu os outros colegas cochichando, falando que não acreditavam que o chefe tava com a Vanessa. Os comentários obscenos sobre o corpo da irmã dele irritaram ainda mais. Cego pelos sentimentos, caminhou até os banheiros e, bem na hora que a Vanessa saiu, ele encurralou ela.—"O que você tá fazendo aqui? Por que tá com ele? Quer tirar uma onda com a minha cara?Foram as perguntas que Axel soltou, exasperado. A jovem loira, de olhos arregalados, não sabia o que dizer.—"Paolo não é alguém que conhece a palavra amor, é um pica-flor, então não espere um cavalheiro nele, ele só quer te levar pra camamanifestou, com a boca a poucos centímetros dos lábios finos da irmã.—"P… Pois não foi você mesma que me disse pra procurar alguém que me tirasse essa tesão?afirmou Vanessa, com os pulsos cada vez mais acelerados e uma vontade imensa de beijá-lo como uma louca.–“Sim, mas… Mas…”-Ele declarou de forma inconclusa.
Vanessa: Mas o quê?
Axel: Mas nada… Você tem razão. Aproveita sua noite, irmã.
Ele falou, virando-se e saindo para ir pra casa. Vanessa o chamou de idiota num murmúrio, enquanto tocava os lábios com os dedos. Tomás, depois de ter falado com a esposa, tentou pegar no sono. Já não pensava em Isidora, o que era bom, porém, sua sobrinha arrogante e malcriada era quem o perturbava naqueles minutos. O olhar de desprezo daquela garota alimentava o tesão, enquanto ele fantasiava com a figura maravilhosa que ela tinha.
Aquela saia curta que ela usou o dia inteiro não cobria muito a bunda pomposa dela, então ele não conseguiu evitar de observar como ela rebolava de um lado pro outro. A vontade de ter dado uns tapas naquela raba foi grande e de colocar no lugar aquela cachorrinha que se achava invencível. De repente, o celular de Tomás vibrou, interrompendo seus pensamentos. Ele pegou o telefone, achando que April tinha mandado algo, mas, ao olhar, percebeu que era um número desconhecido.
Não tinha foto e anexaram uma imagem. Por alguns segundos, ele pensou em não abrir o chat, já que podia ser uma brincadeira e ele não estava com paciência naquele momento. Mas rapidamente mudou de ideia ao ver que, depois da foto, mandaram uma mensagem que dizia:Você tem vergonha disso?A curiosidade dominou ele, então ele clicou naquele chat e ficou duro pra caralho ao descobrir que a foto era da Chloe. Ela tava de costas, pelada e com umas botas pretas.garota de merda, que gostosa você émurmurou, esfregando o pau sem parar de olhar aquela foto tão ousada.Tio, sério mesmo que você tem vergonha da gente?ouviu num murmúrio frio. Ele, assustado, sentiu uma corrente descer pelas costas, que arrepiou todos os pelos do corpo. Desligando o celular, virou-se e viu a mais nova das suas sobrinhas com um rosto deprimente. Mas Tomás não focou na cara da Luna, e sim na roupa dela: ela vestia uma pequena putinha rosa e uma calça da mesma cor.
Daquele ângulo, ele conseguia ver sutilmente os peitos pequenos, mas firmes, da sobrinha. Engolindo seco e sem parar de admirar aqueles montinhos baixos, decide quebrar o silêncio.—"Claro que não, Luazinha. Só que acho que não é o momento certo pros meus filhos saberem que o avô deles é um filho da puta.disse, notando que o pau dele ficou duríssimo,–"Pe… Perdãoacrescentou, apelando pra empatia. Luna não respondeu e Tomás, parando de olhar pra sobrinha, virou de costas, achando que ela ia embora.
Mas Luna não tinha a menor intenção de sair daquele quarto. Ela tinha ido ali com um objetivo claro: terminar o que tinha começado no quarto dela. Depois de explorar aquele torso com beijos e carícias, ela ficou toda excitada, mas continuava se enganando, dizendo pra si mesma que precisava fazer aquele homem cometer algo errado. Levantando os lençóis, ela se enfiou debaixo deles e abraçou as costas do tio. Quando ele sentiu aqueles peitinhos se encostando nele e aquela respiração doce perto do ouvido, ficou ainda mais inquieto e com o pau duro.— "Lu-Luna, o que cê tá fazendo?consultou, soltando um fiozinho de esperma que umedeceu levemente a cueca dele.Se não for foda-se a vergonha, você me deixaria dormir do seu ladorespondeu a garota, respirando perto da nuca do homem. Tomás percebeu o que a sobrinha queria, sabendo que tinha que comê-la, mas se recusava a dar o pau tão fácil. Continuava teimando em querer que aquela garota aprendesse algo com a terapia especial, e não fosse só uma trepada.
Por isso, dividir a cama era perigoso, ainda mais com as mãos dele a um passo de tocar o próprio pau, que parecia uma mangueira enrolada dentro daquela cueca. Sem hesitar, pensou em alguma estratégia para não cair nas garras daquela novinha, que, num miado, perguntou se ele praticava algum esporte, enquanto passava a mão no abdômen dele. Aqueles dedos afiados, junto com aquela voz fresca, só deixavam ele mais excitado.—"Na minha juventude, eu praticava kendo. A-agora, voltei a treinar por algumas semanas, po-porque um amigo quer que a gente lute"—respondeu, segurando as mãos da sobrinha, a centímetros do seu enorme volume.—"Já entendi. Por isso que você é tão gostosa.Ele afirmou, o que deu uma certa graça no Tomás, porque parecia aquele elogio típico que fazem pra um coroa, pra ele se sentir orgulhoso e atraente. Mesmo com a situação esquisita, ele ainda raciocinava, enxergava por trás daquela voz suave a verdadeira cara daquela sweet girl. Embora Luna repetisse pra si mesma, várias vezes, que só tava fazendo aquilo pra enrolar o tio e depois chantagear ele, outra voz na cabeça dela começava a zumbir com mais força.
Dizia pra ela que, se tocava nele, era por tesão, se respirava perto do pescoço dele, era pra sentir aquele cheiro que a enfeitiçava, e se molhava os lábios, era porque tava morrendo de vontade de beijar aquela boca de coroa.—"Imagino que você também corre ou faz algum outro tipo de exercício, né?disse, mordiscando a orelha do tio.Sim, bem... Saio pra correr algumas vezes com minha esposa e fazemos outros exercíciosdisse ele, sendo interrompido por aquela garota.—"Pra manter minha forma, saio toda manhã pra correr, cara. Quer vir comigo?manifestou sem pensar e deixou o coroa surpreso, pela repentina da declaração dele.–“Cla-claro”balbuciou, percebendo que tinha uma grande oportunidade nas mãos, podia entrar na brincadeira daquela garota, fazer ela acreditar que o seduziu completamente e depois deixá-la com o mel nos lábios, sem conseguir o que queria.
Dessa forma, daria uma lição naquela putinha mimada, embora fosse perigoso, já que quanto mais tempo passava ao lado dela, mais queria vê-la pulando no seu pau. Virando-se e ficando de frente para aquela carinha safada, nota como seu pau quis sair da casca para atravessar aquela bucetinha. Segurando-a pela cintura, faz com que ela fique corada, e com os lábios se roçando, pergunta por que ela era tão gentil com ele e não hostil como as irmãs dela. Luna começava a se sentir fraca e incapaz de resistir à tentação.–“Ti-ti… Tio”Gaguejou, ao sentir aquelas mãos acariciando sua bunda. O corpo inteiro ardia de tesão, nunca tinha sentido tanta atração e desejo por um homem. Seu tio estava pervertendo ela, contaminando seus pensamentos com ideias imorais. Ela só queria seduzi-lo e fazer com que ele cometesse algum ato descarado para poder chantageá-lo. Não imaginou que tudo viraria contra ela e que seria ela mesma quem estaria ansiando por aquela boca, além de uma boa foda.Tio… me fode…sussurrou, tão baixinho que só os travesseiros ouviram. Tomás, por sua vez, se sentia quase no mesmo delírio que a sobrinha. Mesmo assim, a experiência de lidar com essa vontade o deixava mais forte na situação, aproximando a boca do pescoço da garota, dando uma lambida leve, mas ardente.—"Luna, o que rolou no seu quarto. Não pode se repetir de novo, ok?disse, afastando-se dela e vendo como aquela garotinha se desmoronava.–“O quê?”–exclamou Luna, sobrecarregada.—Você é minha sobrinha, não posso trair a confiança da sua mãe desse jeito. Além disso, sou felizmente casado com uma mulher extraordinária.declarou, deixando a jovem gelada, com uma dor no peito que só aumentava enquanto ele falava. Ela não queria aceitar que não ia se divertir com o tio de um jeito sexual, depois de ele ter provocado ela toda. Exasperada, tentou beijá-lo, agarrando no pescoço dele, mas aí alguém entrou no quarto.–“Tssssss, tssssss, mano”–Ouviu-se num tom miudinho, o coração de Luna disparou, a respiração ficou pesada e o medo de ser pega na cama junto com o tio congelou o corpo inteiro dela. Tomás tirou a cabeça de baixo das cobertas e olhou com os olhos semicerrados para a porta. Bem na entrada, estava Camila, iluminando com a luz do celular. Ao vê-lo, sorriu e foi se aproximando, sem perceber que tinha outro montinho na cama.—"Cami, o que você tá fazendo aqui?interpelou, Tomás fingindo um bocejo e virando as costas pra sobrinha.
Camila: Quero que você me leia uma história, irmão.
Tomás: O quê?
Exclamou surpreso e de olhos bem abertos, achando que era alguma brincadeira.
Camila: Sei que você achou que sou estranha por pedir pra me ler uma história. Mas sempre sonhei em ter um irmão mais velho que mimasse minhas manias. Agora que você tá aqui, quero realizar isso, me sentir uma garotinha mimada.
Disse se deitando na cama. Ela ignorou que o irmão tava excitado e que só de chegar perto dele, fez o pau dele soltar uns jatos de líquido pré-seminal. Se aninhando nos braços dele, passou o celular pra ele ler. O que pra ela era algo infantil e inocente, pra Tomás era desconfortável e excitante. Os olhos felinos dela, junto com a fragrância afrodisíaca, não ajudavam em nada, cada segundo virava uma tortura pro psicólogo.
Quando terminou, fechou os olhos e suspirou fundo, ela achou esse gesto fofo, tanto que se acomodou no peito dele, chegando a roçar com uma das pernas aquele membro que não parava de inchar. As batidas do coração de Tomás voltaram ao normal, mas a tensão continuava alta e ele não conseguia olhar pra irmã como tal, via uma mulher gostosa, além disso, o pigmento dos olhos dela lembravam os da April, deixando ele ainda mais confuso.
Camila: Sabe, uns meses atrás conheci a Vanessa. É uma mina incrível, não só é linda, mas também alegre, esperta e gentil.
Tomás: É um clone da mãe dela. Talvez a única diferença entre as duas é que a Vane é muito mais inteligente. Segundo a April, nossa pequena tem o que chamam de memória eidética.
Falou, sentindo um ventinho no pescoço que o refrescava.
Camila: Você nunca teve medo de ser pai?
Tomás: Não, pelo contrário, me encheu de felicidade, tanta que…
Parou, ao relembrar rapidamente os dias cheios de tesão durante a gravidez da April. Achou que não era Ótimo falar de sexualidade com a irmã dele, porque só faria a pouca sanidade dela se esvair. Mas a Camila tinha muitos assuntos pra conversar com ele, e o mais urgente era justamente sobre sexo. Envergonhada por ter que confessar pro irmão que, aos 25 anos, ainda era virgem, ela se virou, o queixo tremia, a voz falhava e o peito arfava.–“Pa… Pa… Pa-Paulo… Você fala de sexo com seus filhos, né?”Ela comentou, corada e com o peito oprimido. Sem perceber, apoiou a bunda empinada contra a virilha volumosa do irmão. Ele, ao se sentir abraçado por aquelas nádegas, sentiu uma gota de suor escorrer da testa até o pescoço. Tudo ficou caótico de novo pra ele: tocar no assunto que queria evitar e ainda ter o pau enfiado entre os glúteos da irmã não era nada bom, se ele quisesse manter a compostura.
Ela, tentando se controlar e relaxar, apertou as mãos e fechou os olhos, sem se arrepender do que ia confessar. Soltou tudo de uma vez, como um latido. Tomás, de sobrancelhas arqueadas e pupilas dilatadas, digeriu a revelação da irmã. Ela era virgem, nunca tinha sentido o prazer de uma foda, a delícia dos beijos quando os amantes se enroscam na cama e conectam seus sexos, ou aquele roçar de peles. Ele não percebeu mentira na declaração dela; além do mais, o que ela ganharia em dizer aquilo se não fosse verdade?
Ele se questionou sobre várias coisas, talvez porque, ao mesmo tempo que ela falava, a bunda dela se esfregava no pau dele, e durante todo aquele tempo, ela não parou de se mexer. Era uma situação inacreditável, tirada de alguma história que a esposa dele inventava na cabecinha safada dela.—"Vi… Virgem? Você é virgem, Camila?balbuciou,–“S… Sim. Nunca tive a pica de um homem dentro de mim”respondeu, fazendo uma pausa leve, antes de revelar toda a sua vida sexual.
Tomás a escutou atentamente, embora tenha sido difícil manter o sério, com aquela bunda desenhando sobre o pau dele. Ao terminar de ouvi-la, ele concluiu que aquela garota sofria de coitofobia. Os beijos, as carícias e até as preliminares, eram algo que ela conseguia controlar, mas quando chegava a hora de transar, uma ansiedade tomava conta, ela se sentia sufocada, os lábios secavam. Tudo isso indicava esse diagnóstico, mas ela não conseguia aceitar aquilo, com a rebolada da bunda contra o pênis dele.
Camila: Mano, você acha que pode me ajudar a superar essa agonia?
Tomás: Claro, porém, antes é preciso falar com a April, ela é mais experiente nessa área, fez cursos de sexologia e com certeza sabe como podemos te ajudar ou recomendar algum especialista.
Camila abraçou o irmão com força, com a esperança de que aquela pesadelo de não ser uma mulher fosse superado.normalNa manhã seguinte, Tomás não encontrou Luna nem Camila ao seu lado, suspirando aliviado. Tomou um banho, onde massageou o próprio pau ao lembrar da foto da sobrinha mais velha e também da sua exótica morena Adara. Enquanto se punhetava fantasiando com as duas garotas, ouviu a porta do quarto ser aberta sorrateiramente e passos suaves, mas desajeitados, se aproximando do banheiro.
Ele não tinha trancado a porta, achando ingenuamente que estava sozinho em casa. No entanto, não entrou em pânico, porque até o mais idiota perceberia que o banheiro estava ocupado, com a luz acesa e o som do chuveiro. Um pensamento errado, já que naquela casa moravam três gatinhas travessas que adoravam brincar e enlouquecer a presa. Cada uma agia por conta própria, mas seus movimentos pareciam orquestrados de antemão e em comum acordo.
Tomás entendeu isso ao ver a porta se abrir, deixando uma fresta por onde se espreitaram uns olhos lascivos e vigilantes. Atônito, Tomás parou de se masturbar e, em seu desespero para descobrir a espiã, a espantou ao perguntar quem era. Por mais rápido que tenha saído do chuveiro e coberto a cintura com uma toalha, não conseguiu ver para onde sua perseguidora tinha fugido. Depois desse episódio, Tomás sentou para tomar café da manhã, pensando em quem o tinha espiado.
Estava nessa quando, de repente, Mar apareceu, vestindo apenas uma calça de lycra e um sutiã esportivo. Tomás ficou feito uma estátua, de boca aberta, enquanto sua sobrinha passava na frente dele. Seus olhos não se desgrudaram daquele corpinho suado, olhando-a dos pés à cabeça com atenção e se maravilhando com o quanto ela era gostosa. Mar, sabendo que tinha a atenção do tio, apoiou os cotovelos na bancada e empinou a bunda para trás, dando uma visão melhor para o homem.
O corpo inteiro de Tomás tremia; ele não esperava que Mar fosse tão atrevida, depois de ter se apresentado tão inocente. Estava claro que as três irmãs eram umas vadias que esquentam a pica e um perigo pra qualquer homem. Balançando a raba de um lado pro outro, que nem um pêndulo, hipnotizava o coroa, que já tava com o pau duro e inchado na cueca. A mina, com um sorrisinho safado entre os lábios carnudos, sussurrou baixinho o nome do tio dela.
Tomás: Precisa de alguma coisa, princesa?
Falou, largando a xícara que segurava com a mão direita na mesa e se levantando. Ele ignorou o volume que tinha na virilha e se aproximou daquela novinha que tava chamando por ele.
Mar: Dá pra pegar um copo pra mim?
Tomás: Claro, o que você quiser, gostosa.
O psicólogo tinha caído de cabeça nas garras da Mar, que adorava ver o tio se derretendo e babando por ela. Mesmo com tudo saindo do jeito que ela tinha planejado, o simples roçar daquela tranca grossa contra a bunda dela deixou ela sem fala. Ela mordeu os lábios e se perguntou se o que sentiu era real. Tomás, sem pensar em mais nada além do corpo voluptuoso da sobrinha, passou o copo pra ela e ficou admirando enquanto ela bebia água.
Mar se virou, ficando de frente pro tio. Os dois se olharam fixamente, sem perceber que os lábios deles iam se aproximando devagar. O coração do Tomás batia forte, ele não tava nem aí se fossem pegos, só queria foder aquela mina, que em poucos minutos já tinha enfeitiçado ele. Mas, bem quando os lábios deles se roçaram, ela empurrou ele com as duas mãos, pegando o coroa de surpresa.–"ValeuEle só disse, com um sorriso debochado na cara safada dele.
Tomás não queria ficar na vontade, não aceitava que aquilo acabasse daquele jeito, então foi atrás dela, mas por mais que ele chamava, ela não parava. Quando ele alcançou ela e segurou a mão dela, ela olhou pra ele com medo.–“Me solta!”–exclamou, confundindo o psicólogo.—"Por que você tá me seguindo? Tá querendo se aproveitar de mim porque a gente tá sozinho, é?interpelou tremendo, como se na frente dela tivesse uma fera. Sem dar chance pro tio falar, Mar ameaçou contar pra mãe dela o que tinha acontecido.
Tomás só baixou a cabeça e voltou pra cozinha. Depois de uns 30 minutos ouvindo a sem-vergonha da sobrinha gemer no banheiro e gritar o nome dele, viu ela sair de casa sem olhar na cara dele, agindo com medo. Uns 10 minutos depois que Mar tinha ido embora, chegou uma mensagem no celular dele, mais uma vez de um número que não tava salvo, com o texto:Você gostae uma foto anexada.
Ao ver a fotografia, ficou paralisado: era Mar depois de tomar banho, com o corpo coberto por uma toalhinha que deixava ver sutilmente aqueles mamilos duros. Não sabia em que tipo de jogo macabro sua esposa o havia metido, mas estava convencido de que, se sua estadia naquela casa se transformasse num inferno, ele desistiria. Pensando que não havia ninguém na casa, preparava-se para enviar o relatório do primeiro dia lá para sua esposa, quando vê Chloe aparecer, deixando-o de queixo caído.
Já que a garota, fiel ao seu estilo, vestia uns saltos pretos, umas leggings da mesma cor, que se ajustavam perfeitamente às suas pernas e bunda. No entanto, o que mais impressionou o coroa é que aquela jovem arrogante usava apenas um sutiã roxo para cobrir seus peitos redondos, deixando o torso descoberto. Com um sorriso provocador, parou na frente dele; Tomás não soube quantas vezes a olhou dos pés à cabeça, admirando aquele abdômen liso e aquelas tetas.
Chloe pegou uma jaqueta jeans que estava numa das cadeiras e se virou para vesti-la. Meticulosamente, mexeu a bunda, fazendo com que seu tio se perdesse naqueles glúteos firmes. Ele, mordendo os lábios, lembrava de Mar e também da fotografia de Chloe pelada. Desenhando aquelas curvas com os olhos, levantou-se e automaticamente se aproximou dela; diferente de Luna, aquela pirralha o deixava duro sem nenhum esforço e, assim como Mar, ele pouco se importava em comê-la sem dar uma lição.
Antes que pudesse dar um tapa naquela bunda, ela o fulminou com um olhar.–“Que porra você tá fazendo tão perto de mim, tarado?”–exclamou, deixando Tomás paralisado e confuso. Será que ela não estava flertando com ele?, questionou-se, enquanto a garota terminava de vestir a jaqueta. Afastando-se, ela levantou o dedo do meio, irritando o coroa, que se sentiu um idiota por acreditar que a mina estava dando mole pra ele se aproximar, quando na verdade só estava zoando ele.
Agoniado, ele sentou de novo, sem pensar em nada, e demorou um tempinho pra clarear as ideias antes de escrever pra mulher dele. Com todos os detalhes daquele primeiro dia, Tomás mandou o relatório pra April, e nas últimas palavras destacou o assunto da Camila, como um pedido pra não ignorar. Deixando o cachimbo e o laptop na mesa, foi até o banheiro mijar, pensando em como lidar com as sobrinhas.
A mais fácil seria a Luna, então preferia avançar com as outras duas com mais urgência. Com a Chloe, precisava achar uma chance de furar aquela casca de mina revoltada; já com a Mar, não sabia como colocar ela na parede. Ao sair do banheiro, viu pelo corredor a mais velha das sobrinhas, com uma maçã na mão e um sorrisinho safado. Não deu muita bola, porque tinha que agir na calma e não se deixar levar pelos impulsos, algo que não seria fácil de controlar.
Quando voltou pra pegar as coisas, notou duas diferenças de quando tinha saído. Primeiro, o computador estava desligado; segundo, o cachimbo não estava mais na mesa. Olhando pro chão, encontrou ele com o tubo quebrado. Sem pensar duas vezes, culpou a Chloe na hora, devia ser mais um dos caprichos dela pra tirar ele do sério. Indo pro quarto da garota, encontrou ela no meio do corredor, rindo e mordendo a maçã, como se estivesse esperando por ele.
Tomás: (Suspira) Qual é a sua?
Perguntou, vendo que ela ignorava ele completamente.
Tomás: Olha, sei que você desconfia de mim e tem todo direito, mas isso não justifica quebrar minhas coisas.
Ela se virou e tentou entrar no quarto, sem No entanto, Tomás a segurou, agarrando seu braço.
Tomás: Para de ser infantil e fala alguma coisa, Chloe.
Chloe: Me solta.
Tomás: Vou soltar se você pedir desculpas.
Chloe: Por quê? Por você me despir com seus olhos depravados? Por você ter vergonha de mim e das minhas irmãs?
Ela apontou num tom desafiador, colando o rosto no dele.
Tomás: Por ter quebrado meu cachimbo.
Chloe: Seu o quê?
Ela falou com um sorrisinho nos lábios que a denunciava, mesmo fingindo inocência.
Chloe: Você tem alguma prova do que está me acusando? Porque eu tenho prova de como você me despe a cada piscada, seu velho porco pervertido.
Cada palavra que saía da boca insolente dela era um convite para Tomás agir de forma irracional e colocar aquela pirralha no lugar dela.
Chloe: O que foi? Ficou sem argumentos de novo?
Ela soltou uma risadinha irônica que só cutucava mais a ferida do tio, que se sentia impotente por não conseguir calar aqueles comentários venenosos. Uma parte dele rugia para que ele assumisse o comando e ensinasse aquela fedelha a respeitar, mas ao mesmo tempo, outra parte sussurrava para ele não se deixar levar pelas provocações e pensar direito em como lidar com aquela garota. Soltando ela, virou as costas para ignorá-la, não queria mais ouvir as palavras ácidas dela.
Chloe: Boa escolha, finalmente entendeu qual é o seu lugar, velho.
Ela declarou com malícia e se escondeu no quarto. Tomás suspirou, fazia muito tempo que não se sentia tão irritado assim. Exatamente desde quando Vicky tornava a vida dele um inferno na escola. Depois de guardar o computador no quarto, Tomás saiu para o quintal, queria respirar um pouco de ar para pensar e não se distrair com qualquer barulho que a sobrinha fizesse. Depois de alguns minutos, os olhos dele se fixaram em Mar, que chegava com a roupa encharcada e o cabelo todo bagunçado.–“O que aconteceu com você?”-Ele perguntou preocupado, mas a jovem não disse nada, entrando em casa num mutismo. Muitas dúvidas surgiram para o psicólogo: será que aquilo era um truque para chamar sua atenção ou Mar realmente sofria assédio na universidade? Era difícil decifrar os enigmas que se apresentavam. Suas intrigas, por sorte, seriam rapidamente respondidas ao esbarrar com o meio-irmão de suas sobrinhas, que o temia por saber sua história com Isidora.
Jorge, querendo evitá-lo, não teve sorte, já que Tomás o agarrou pelo capuz do moletom. Ao ficar de frente para ele, olhou-o seriamente e, antes que o jovem articulasse uma palavra, Tomás o interrogou sobre a vida universitária de Mar. Assim, ficou sabendo que ela era motivo de chacota de algumas colegas de classe; o grupinho de garotas liderado por uma tal de Estefany se encarregava de humilhá-la, e suas irmãs não se envolviam, já que cada uma se virava sozinha.
Agradecendo a Jorge pela informação, entrou em casa, já com uma ideia de como se aproximar daquela garota e ajudá-la em sua vida atribulada. Ao ficar diante do quarto dela, quis bater na porta, mas ouviu o chuveiro ligar. Curioso, espiou pela porta, notando uma pequena abertura; abrindo-a sorrateiramente, observou com cuidado, apreciando a sutil figura voluptuosa de Mar. Totalmente nua e com a água cobrindo seu corpo, ela estava uma gostosa.
Tomás não conseguiu evitar lembrar do que aconteceu de manhã e daquela foto que ela tinha enviado; ao mesmo tempo, se perguntava por que ninguém a defendia, se ela era uma garota fodidamente sensual. O torso dela, diferente das irmãs, era mais volumoso, com uma barriguinha que não atrapalhava em nada, com aquelas tetas grandes e aquelas coxas grossas, que eram uma maravilha de percorrer com o olhar. Sua cintura era perfeita, sua bunda larga e pomposa; quanto mais a via, mais achava sua sobrinha linda, e seu pau não demorou a ganhar vida.
Sufocado com aquela imagem ardente, fantasiou que estava do lado de Mar, passando as mãos por cada cantinho daquele corpo majestoso. Beijando aquela boquinha, sussurrando coisas doces praquela mina e fazendo ela se sentir a mais preciosa e gostosa de todas, como merecia. Mas tudo se desfez quando sentiu uma corrente descer pelas costas e ouviu uma voz malvada atrás dele, dizendo:—"A partir de agora, você vai ter que obedecer cada um dos meus pedidos, ou vou contar pra mamãe que tipo de degenerado você deixou entrar em casa., um frio mortal calou Tomás.
Pela primeira vez sentiu vontade de imitar aquele ato, nunca tinha provado um cigarro, nem tinha de onde tirar um. Ir comprar era uma opção, mas não tinha tempo pra isso, então simplesmente foi pro quarto onde estava ficando e tirou do meio das suas coisas uma caixinha de uns 5 de largura por 12 de comprimento. Era uma espécie de amuleto que levava em todas as viagens, principalmente porque quando a ansiedade batia forte, podia se refugiar nela.
O que tinha dentro da caixa não era nada mais que um cachimbo de madeira. Não parecia ter muito valor, mas o design era bem refinado e elegante. Foi um dos presentes de casamento que o sogro dele deu, e embora o valor material não fosse grande, sentimentalmente era um tesouro, porque Richard tinha recebido do pai dele, e este do pai dele. Uma corrente de quase 100 anos, por lógica aquele objeto de família devia ter pertencido à April, mas segundo a tradição, passava pros filhos homens e mais velhos, no dia do casamento deles.
Como Richard não teve filho homem, decidiu dar pra quem ele confiava o seu bem mais precioso, que era a April. Simulando que fumava, Tomás voltou a escrever, esperando terminar antes que naquela casa o silêncio se instalasse e o caos reinasse de novo. O primeiro encontro com a Blanca e a Camila não foi como ele esperava; na cabeça dele, imaginava que elas seriam mais distantes e frias, e mesmo que não fossem culpar ele pelos atos do pai, algum rancor deviam ter do cara que cresceu com o pai. enquanto elas foram abandonadas por ele.
No entanto, Blanca, que tinha a mesma idade que ele e, curiosamente, nasceu no mesmo dia e dois minutos antes, se aproximou emocionada. Camila, que tinha 25 anos, se comportou como uma menina de 5 e, desde que se agarrou no braço dele, não soltou até que suas sobrinhas chegassem. Descobrir que o pai era daqueles homens que viviam uma vida dupla, no caso dele tripla, caiu muito mal. Porque ela sempre o viu como uma figura honrada, mesmo que hoje em dia tivessem suas diferenças e a relação deles tivesse acabado.
Se para ele aquilo revirava as entranhas, tinha certeza de que seu irmão Ricardo não aceitaria tão facilmente. Ele ainda via o pai como alguém impecável e o melhor exemplo a seguir. Mas se Blanca contasse uma faceta de Enrique que eles desconheciam, o pai podia ser alguém carinhoso e até mimar. Isso respondia a uma dúvida que perseguiu Tomás por anos: qual era a razão da atitude amigável dele com Vanessa e por que com ela não era tão distante.
Apesar das boas lembranças da infância, Blanca confessou que sua maior dor foi Enrique ter sumido um belo dia e ela nunca mais ter notícias dele, até Camila aparecer. O caso da mais nova era diferente, começando pelo fato de que ela nunca conheceu o pai. Enrique não planejava ter mais um filho, a mãe de Camila entendeu isso por muitos anos e não forçou a barra, mas um dia ela simplesmente se descuidou e aquela gostosa floresceu.
Enrique não quis assumir a responsabilidade e então pagou a mulher. Quando ela estava no leito de morte, confessou a Camila que ela tinha mais irmãos e o nome do pai, e foi assim que a jovem começou a investigar. Nunca teve a intenção de encontrar Enrique, mas queria conhecer os irmãos. Primeiro foi atrás de Blanca, porque temia que os homens não reagissem bem, depois tentou se aproximar de Bruno, mas aí esbarrou em Isidora.
Que a impediu por Muito tempo se aproximando do irmão dela, mesmo tendo a chance de ir pelo Tomás ou Ricardo, ainda tinha medo da rejeição. No entanto, aquele terror que a sufocava e aquela dor aguda no peito desapareceram quando ela viu que Tomás era forte o suficiente pra encarar aquela situação. Elas se sentiram seguras e tranquilas nos braços dele, perceberam por que Bruno falava com tanta admiração daquele homem. Sem esperar mais, perguntaram sobre o Ricardo e quando poderiam conhecê-lo.
Tomás não hesitou e foi sincero com as duas, dizendo que, pro irmão dele, o Enrique era um exemplo de vida, apesar das diferenças que podia ter com ele. Por isso, saber como ele é de verdade ia destruí-lo, então preferia ir preparando ele aos poucos. A Camila, que tinha se aninhado no ombro dele, respondeu que entendia que a situação era delicada, então ia ser paciente pra finalmente conseguir o objetivo dela, que era estar sentada numa mesa com todos os irmãos.
Depois de um pequeno silêncio, a Camila interrompeu de novo com uma das perguntas dela.–"A propósito, mano. Seus filhos vão saber da gente? É que tô morrendo de vontade de conhecer eles, principalmente aquele coisinha adorável que é o Simão. Só de ver ele nas fotos já me roubou o coraçãocomentou com os olhos cheios de brilho.—"Não sei, Cami, ainda tô pensando, pra ser sincero contigoTomás comentou de forma séria, desapontando a garota.
Tomás: É algo que preciso discutir com a April, mas, se você quer tanto se envolver com eles, pode vir comigo quando eu voltar pra casa, só que não vai poder se apresentar como tia deles ainda. O mesmo vale pra você, Blanca.
O sorriso que tinha sumido do rosto de Camila voltou a se desenhar. Animada, ela deu um beijo na bochecha do irmão, repetindo várias vezes que ele era o melhor. Naquele exato momento, a porta se abriu e as três filhas de Blanca apareceram, parecendo estar discutindo. Atrás delas, estava Jorge.- o filho do atual parceiro da mulher -. Tomás, ao apreciá-las, ficou sem fôlego; já tinha visto fotos, mas pessoalmente elas eram bem mais gostosas, principalmente a Chloe, a mais velha.—"E esse velho, quem é?perguntou precisamente Chloe, com um tom arrogante e olhando com desprezo para o Tomás.—"É teu namorado, Cami?disse com malícia Luna, a caçula das irmãs, examinando o tio dos pés à cabeça.—"Me diz que não é teu namorado, Cami. Porque você vai acabar com o coração dele.— comentou Jorge, zombando da situação. Mar, a irmã do meio, também quis comentar algo a respeito, mas se arrependeu e ficou em silêncio.
Tomás, com essas reações e o jeito que elas se vestiam, tirou conclusões sobre como era cada uma das suas sobrinhas. Chloe devia ser a típica garota que finge ser rebelde, desobedecendo a mãe e tendo uma atitude vulgar com os outros. Não o surpreendia que ela tivesse tantas tatuagens, nem o corte sidecut; na verdade, isso fazia com que ele a achasse muito gostosa e meiga, por trás daquela casca de garota má. A camiseta curta preta, a saia do mesmo tom que batia na coxa, a meia-calça transparente, a jaqueta de couro pequena e os sapatos de salto grosso só confirmavam sua teoria.
Mar, por outro lado, dava a impressão de ser uma garota bem tímida e sem personalidade — isso porque o look dela era muito parecido com o da irmã mais velha, só que menos ousado. As roupas eram mais compridas e largas, escondendo o corpo também tatuado. Tomás desconfiou que ela tinha vergonha de mostrar a silhueta, por ser mais cheinha que as outras duas irmãs; com certeza isso gerou insegurança porque alguém devia zuar ela. Mesmo assim, a inocência e aquele corpo voluptuoso que ela não sabia exibir faziam dela uma bomba.
Por último, Luna parecia ser a garota que se fazia de santinha, mas na verdade era uma puta completa. Diferente das irmãs, ela usava uma calça jeans, um suéter branco e uns saltos finos. Quanto mais ele olhava, mais se convencia de que, por trás daquela carinha de anjo e de menina boazinha, se escondia uma vagabunda que adorava chupar paus.—"Mas o que é isso, ele é o Tomás, meu irmão e o da Blanca, então mais respeito com o tio de vocês, meninasCamila falou, meio corada, por causa do comentário de que ele era o namorado dela.
Luna: Tio?
Perguntou, surtando, porque por mais que olhasse pro Tomás, não via semelhança com a mãe ou a tia dela.
Blanca: Isso mesmo, meninas. (Suspira) Já falamos sobre isso, então espero que não tenha que repetir a história de novo, só cumprimentem o tio de vocês, que vai ficar com a gente uns dias.
Disse, encarando a Chloe, que a contragosto levantou a mão e deu um oi pro Tomás, num tom sarcástico. Ele se levantou e ia cumprimentá-la, mas a garota vazou, deixando ele com a mão estendida. Blanca ficou puta com a atitude da filha, gritou pra ela voltar e cumprimentar o tio como devia, mas a menina fez ouvidos moucos, deixando a mãe ainda mais furiosa. Tomás, todo satisfeito com aquela bundinha minúscula que a garota rebolava, segurou a Blanca e disse que não tinha problema, que entendia perfeitamente o comportamento da Chloe.
Essas palavras irritaram ainda mais a irmã mais velha, que achou que o cara tava só se fazendo de bonzinho e gostosão. Luna, com uma carinha de santa, se aproximou toda encolhida do homem e, gaguejando, cumprimentou ele. Tomás, que conseguia ver a safadeza nos olhos dela, soltou uma risada que desconcertou a jovem. Por que ele riu? Se a atuação dela foi perfeita, ela se perguntou. O normal era abraçarem ela e chamarem de fofa, mas o tio ignorou isso e só apertou a mão dela.
Mar, por outro lado, tava um caco de nervos, tanto que não sabia como agir, ou pelo menos parecia. Jorge, que praticamente não tinha motivo pra cumprimentar ele, fez isso só pra zoar a Mar, comentando que ela era uma esquisita e que não valia a pena perder tempo falando com ela. Tomás deduziu que era o Jorge quem humilhava a sobrinha dele, dia após dia, deixando como consequência aquela natureza tão medrosa e insegura. Ela baixou a cabeça e tentou se fazer de indiferente, e que ia passar batido pelo tio, igual a Chloe fez.
Não No entanto, antes que ela fizesse qualquer movimento, Tomás se aproximou e fez com que ela erguesse a cabeça, segurando-a pelo queixo. Assim, ele percebeu que os olhos daquela garota tinham um ar de mistério, não era tão inocente quanto parecia, pelo menos foi isso que aquele olhar transmitiu. Vê-lo de frente fez com que ela tremesse, nunca antes alguém havia tocado seu queixo com tanta suavidade, os olhos daquele homem a prenderam e fizeram seu coração acelerar. Jorge, de má vontade, observou aquela cena, como se estivesse com ciúmes.
Tomás: Sabia, você tem a mesma cor de olhos do meu avô, mas em você ficam mais lindos.
Ele sussurrou, deixando sua sobrinha encantada e com um sorriso nos lábios, algo que arrepiou Tomás. Jorge, escondendo sua frustração, disse que ele não devia mentir daquele jeito para Mar, porque só ia fazer com que ela confundisse as coisas. Tomás soltou uma risada curta, virou-se e explicou que não mentiu, que diferente dele, conseguia ver a beleza e a doçura daquela garota.—"Por acaso você tá querendo paquerar a Mar pra levar ela pra cama?perguntou o garoto irritado.
Blanca, que tinha deixado passar as primeiras palavras do enteado, levantou-se do sofá, com as pálpebras tensas, as sobrancelhas franzidas e o queixo projetado para frente.—"Jorge!!!Ela falou tão alto que o rosto irritado do jovem ficou pálido, as sobrancelhas dele pararam como duas pedras enquanto as pálpebras se erguiam. Embora Blanca não fosse a mãe dele, ele a respeitava como tal e a temia quando ela ficava puta. Tomás segurou a irmã de novo, disse que Jorge não devia ter más intenções e que no fundo tava preocupado com a meia-irmã dele.
Colando no ouvido esquerdo do moleque, ela sussurrou:–"Ela não sabe da sua com a Isidora, né?"–, ao não obter resposta e ver que o queixo do pobre garoto estava tremendo, confirmou sua suspeita.—"Não vou falar nada se você não me encher o saco, entendeu?disse ela, afastando-se dele com um sorriso e dando um tapinha nas costas do Jorge.Bueno, meninas, como presentinho, me ofereço pra ajudar vocês com alguma tarefa que tiverem pra faculdade.disse ele, surpreendendo as sobrinhas que estavam presentes.
Luna: Tá falando sério?
Ela perguntou com os olhos brilhando, as sobrancelhas arqueadas, a boca aberta e um sorrisão no rosto. Justo tinha que fazer um relatório, que tinha deixado pra última hora, já que, sendo a sapeca que era, preferiu sair pra fazer umas putarias em vez da tarefa. Então a ajuda do tio cairia como uma luva.
Tomás: Claro que sim, pequena. Se tiver algo, é só falar, que eu te ajudo com maior prazer.
Luna: Tio Tomás, você é o máximo!! Sei que a gente mal se conhece, mas você já é meu favorito.
Ela exclamou eufórica e abraçou Tomás, enquanto Mar olhou confusa pro homem, o que ele queria com tanta simpatia?, ela se perguntava, embora ao mesmo tempo ficasse animada por ter outro homem em casa. A tarde pro coroa voou ajudando a mais nova das sobrinhas. Por trás daquele gesto bondoso, ele analisou mais a psique daquelas gurias, e embora Chloe e Mar não tivessem aceitado a oferta, ele não viu aquilo como um fracasso pra se aproximar delas, já que enquanto dava uma mão com o relatório pra Luna, perguntava sobre a vida dela e das irmãs.
A garota não percebeu as motivações do tio, nem que tava num interrogatório, onde expunha quem realmente era. Num momento, ela reparou no anel no dedo do tio e perguntou se ele era casado, ao que Tomás respondeu que sim, surpreendendo um pouco a menina.—"Sua esposa é uma nerd igual a você?consultou com um tom debochado, Sim, na verdade ela é mais esperta do que eurespondeu, sabendo que ela ia imaginar a April como uma mulher sem graça, pelo superficial que era.—"Quer ver uma foto dela?completou Tomás, após alguns segundos de silêncio, onde a jovem riu disfarçadamente. Luna não ficou tão segura em aceitar, já que sabia que não ia se segurar de rir, no entanto, Tomás, sem esperar a resposta dela, mostrou a foto da April, deixando ela de boca aberta.–“I-Isso… É mentira, né?”disse, anonada com a beleza da Milf,–“Ela não pode ser tua esposa”–afirmou, pensando que ela tinha tirado a foto de alguma modelo na internet.–"Você é bem preconceituosa mesmo, Luna, ao achar que beleza e inteligência não podem morar na mesma pessoa. Devia parar de se guiar por estereótipos e expandir seus conhecimentos"–manifestou-se soberbo. No entanto, Luna não deu atenção a ele, por estar absorta com a imagem da April.—Você é milionário, né?afirmou entusiasmada,—"Claro, é isso aí. Com a inteligência que você tem, com certeza tem uma empresa e milhões na sua conta bancária, por isso essa mulher te pegou de olho.dando pequenos pulinhos.–“Tio, não se ofende, você tem seus méritos, mas aquela mulher é muita areia pro seu caminhão. Abre os olhos, ela só quer teu dinheiro e com certeza agora que você não tá em casa, ela tá se esfregando com o amante dela”–apontou, encurralando o homem, que se sentiu embriagado com tantas palavras que aquela mina soltava.—"Então se separa dela, vem morar com a gente e dá dinheiro pra nós, afinal somos sua famíliaacrescentou, pensando que poderia usar aquele coroa como sugar daddy dele.—"Não esquenta, mano, sei que vai doer aceitar a verdade. Mas vou te abrir os olhos e curar esse coraçãozinho"—concluiu, desabotoando os três primeiros botões da camisa do tio. Ele, impressionado com a determinação daquela garotinha, não a impediu, quis ver até onde ela podia chegar. Luna, agarrada à ideia de que ele era gostoso, já não se importava mais com o que ele pensava dela. Beijando o peito dele, foi subindo pelo pescoço, esperando estimular o homem e tê-lo nas garras.
Aquela boquinha lasciva passeava lentamente pela pele experiente dele, sentindo o suor dos nervos a cada beijo que dava. Inconscientemente, ela foi se viciando naquilo, no gosto do tio, na pele tão macia quando mordiscava e áspera quando lambia. O cheiro também não era nada mal, não tinha cheiro de tabaco nem de álcool como em outros homens que ela esquentava a rola e depois subornava se fazendo de sonsa, mas sim um cheiro adocicado do perfume e suor dele. Tomás, apoiado na parede, lutava para que o pau não ficasse duro.
Precisava manter a calma e controlar a situação a seu favor. Embora pudesse entrar na brincadeira e acabar na cama com aquela garota, adicionando mais uma à lista da esposa, ele sabia que aquela putinha só queria deixá-lo duro, fazê-lo perder a compostura e tentar algo indevido para chantageá-lo. Então queria dar uma pequena lição na sua sobrinha mimada e vagabunda. Afinal, a terapia especial não devia se limitar só ao sexo.–"To… To… Tomásbalbuciou, abrindo a camisa até a metade e arranhando o peito do homem mais velho. Na pouca luz do quarto, a mente do cara o levou de volta ao passado, aquela voz suave e harmoniosa, parecida com a de Isidora. Caindo no jogo das ilusões, ele reviveu a viagem que fez com April para a casa dos pais dela, 21 anos atrás. O murmúrio da multidão ao redor era tão intenso que ele não conseguia ouvir direito o que a namorada comentava.
Conforme avançavam, ele foi percebendo que April estava meio desconfortável com os olhares constantes de uns caras. Tomás tirou o moletom e passou pra ela, pra que pudesse cobrir aquele corpo gostoso. Afinal, ele teve a culpa dela ter que andar com uma camiseta justa, que chamou a atenção de uns depravados, que afiavam ainda mais os olhares pra aqueles peitões redondos que se marcavam no tecido vermelho fino, que dava a impressão que ia rasgar a qualquer momento.
Mesmo que April não odiasse ser o centro das atenções, ela se sentia enojada com tantos olhos a despindo e profanando. O único que a excitava com um olhar promíscuo era o Tomás, que, ao contrário dela, adorava que todo mundo admirasse a sensualidade da namorada. Obviamente, não ia deixar ninguém encostar um dedo nela, só queria que dessem uma olhada naquela mulher majestosa e na sua figura única. Magra, com uns peitões descomunais, um quadril largo e uma bunda esculpida pelos anjos.
Ele pegou a mão dela, impulsionado por uma pequena adrenalina de tesão, e saiu correndo junto com ela. Queria exibir que aquela garota linda e voluptuosa era dele, como se fosse um criança com um brinquedo novo. Suspirando, falou: – “Nunca imaginei que ia voltar pra essa cidade com uma namorada” – ela, ao ouvir, sorriu e se agarrou no braço dele. Entendeu por que Tomás a exibia tanto, ele nunca tinha precisado fazer isso, porque nunca teve algo tão valioso quanto ela.
Como no dia Tava bem fresquinho, eles optaram por ir andando. Ele ia apontando pra ela todos os lugares que iam explorar durante aquela semana. Sem dúvida, se exibir pra ela era o que mais o animava, e a alegria inocente dele acabava contagiando ela. Afinal, um relacionamento a dois não se resumia só ao sexo. Mas o sorriso dele se fechou na hora em que chegaram a uns metros da casa onde ele tinha passado toda a infância e parte da juventude. As pernas dele começaram a tremer, e ele não conseguia mais avançar.–“Tom”murmurou April, tentando acalmá-lo. Ela se sentiu mal, achando que estava sendo dura demais com ele, já que naquela semana ele não só teria que transar com a mãe, mas também seduzi-la e fazer com que ela desejasse cruzar a linha entre mãe e filho. April ia dizer pra ele esquecer o fetiche e curtirem a viagem como um casal normal, mas antes de falar, foi interrompida por uma garota que saía da casa ao lado.–“Tomás?”–disse a mocinha, se aproximando.—"Tomás, que alegria te ver de novoexclamou, se aconchegando nos braços dele. April, que raramente se deixava levar pelo ciúme, sentiu aquele desconforto percorrer todo o corpo ao ver aquela mina se agarrando com tanto fervor nele e ele não falar nada. Será que ela e Tommy são amigos?, se perguntava ao mesmo tempo que via os lábios daquela garota roçando nos dele.–“I-Isi... Isidora”gaguejou, enquanto a garotinha continuava com o rosto colado no dele. April pensou que a qualquer momento ele ia beijá-la e não ia permitir que isso acontecesse. Estava pronta para dar um empurrão nele e defender o que era seu, no entanto, Tomás se afastou de Isidora, o que deixou sua namorada muito feliz. Os olhos de Isidora brilhavam, como se estivesse vendo seu ator ou artista favorito. Então April entendeu que aquela garota sentia algo pelo seu Tommy.
Ele se limitou a apenas sorrir, depois desviou o olhar e se concentrou em sua casa. O ciúme da loira começou a se dissipar, ela até sentiu pena de Isidora, que estava tão animada e nervosinha por vê-lo. Tomás, bobo e ingênuo como grande parte de sua juventude, não percebia o que acontecia ao seu redor. Tinha duas garotas gostosas olhando para ele perdidamente, prontas para brigar por ele se ele mostrasse um pouco de interesse pela de cabelo preto.
April, percebendo que não tinha nada com o que se preocupar, se aproximou dele, agarrou seu braço e perguntou quem era a garota.—"Minha vizinha, a que eu gostorespondeu,—"Porque tem uma irmã mais velha que eu não aguentoacrescentou friamente. Isidora olhou para April de forma ameaçadora, e era normal que fizesse isso, já que do nada apareceu uma loira gostosa que pegou no braço com toda confiança do seu príncipe encantado, que nunca tinha se envolvido com outra garota além dela.
April achou estranho que Tomás não percebesse a tensão no ar e nunca tivesse dado atenção para aquela garota, porque, apesar de ser dois anos mais novo que ele, ela era muito bonita e tinha um corpo que estava se desenvolvendo de forma estupenda. Isidora, com ciúmes, começou a interrogar a loira. A primeira coisa que perguntou foi o nome dela e, depois de saber, em poucos segundos a bombardeou de perguntas, entre elas queria saber qual era a relação dela com Tomás, algo que deixou a loira péssima, porque teria que partir o coração dela.
Quando confirmou que era a namorada do rapaz, a testa franzida de Isidora foi parar no centro da sua testa, onde se formaram umas ruguinhas, seus lábios caíram e seus olhos se encheram de lágrimas.Não-não-não... Namorada?balbuciou triste,É, minha namorada, é inacreditável que eu tenha uma, né? Afinal, aqui nenhuma garota me dava bola e eu era visto como um esquisitão.disse ele, dando um beijinho na April e apoiando a cabeça na dela.–"Sim... Nenhumadisse Isidora com um sorriso falso, pra esconder a angústia dela. Aquelas palavras ecoaram na cabeça dela, ver ele tão feliz e relaxado com a April, destruía ela. Com lágrimas nos olhos, se desculpou por não poder continuar conversando com eles e entrou em casa. April questionou o namorado sobre aquela garota, e ele respondeu que ajudava ela a estudar quando algumas matérias complicavam. A loira não era boba e percebeu que ela fazia isso pra ficar perto dele.
Toda aquela fantasia foi desmoronando como um muro velho, o rosto do Tomás era sério, em contraste com o da sobrinha dele, que beijava a barriga dele, quase tocando e brincando com aquele pau que lutava pra não endurecer. Se afastando da Luna, o mais velho caminhou até a saída, abotoando a camisa. A jovem, confusa com o movimento repentino dele e o silêncio, não teve outra escolha senão aceitar que aquele cara não ia cair tão fácil quanto os outros.
Ela, antes de sair do quarto, percebeu que o celular do homem tinha ficado ali. Curiosa pra caralho, queria saber se o tio dela tinha algum segredo pra chantagear ele, sem precisar esquentar ele, já que entendeu que aquele joguinho era uma faca de dois gumes. Ao perceber que pra desbloquear precisava da senha, ficou meio decepcionada, mas a foto de fundo deixou ela gelada e com um nó na garganta. Tomás, no banheiro, organizava os pensamentos, queria parar de pensar na Isidora, mas aquelas lembranças começavam a ser constantes.
Ele estava tão imerso nos problemas dele, que não percebeu que deixou a porta aberta. Chloe, que achava que não tinha ninguém, entrou e, ao se deparar com o tio, suspirou irritada, mas Tomás, sem dizer nada nem se mexer, se retirou. Essa atitude não agradou nada ela, foi como se ele tivesse esperando ela, só pra passar do lado dela e ignorar.—"O que esse cara pensa que é?ela se perguntou, vendo ele andar pelo corredor, sem expressões e com uma aura misteriosa.
Tomás encontrou Camila, que avisou que era hora de comer, pegou na mão dele e o levou até a mesa onde já estavam Blanca, acompanhada de José — o parceiro dela e pai de Jorge. A mulher os apresentou, mas diferente do que ela esperava, o irmão foi frio e falou pouquíssimo. Nisso, Mar, Luna e Jorge sentaram-se à mesa. A irmã mais nova nem disfarçou que estava de olho no tio.
Blanca, sabendo que ele ajudou Luna com a tarefa, pensou que talvez tivesse acontecido algo no quarto da filha que tivesse irritado Tomás.—"Luna, tá acontecendo alguma coisa contigo?"—Consultou tentando encontrar uma explicação para a seriedade do irmão. A garotinha, voltando a olhar o fundo do celular do tio, sorriu.–“Mamãe, por que você não me contou que sou prima de uma celebridade?”disse, confundindo todo mundo, menos a Camila, já que o Tomás nem percebia do que estavam falando.–“Celebridade?”perguntou Mar iludida,–"É isso mesmo, mana. Somos primas da Vanessa Harper" –Chillou de alegria. Tomás, ao ouvir o nome da filha e o sobrenome da mulher, despertou do seu torpor.—"Vanessa Harper? Tá falando daquela gostosa loira de peitão?disse Jorge, desenhando a silhueta das medidas da gostosa.—"Não seja porco, Jorge"—disse Camila com a cara amarrada,—"Ainda não consigo acreditar que sou prima dela, minhas amigas vão morrer de inveja"—Luna continuava tagarelando.—"E os caras, só vão querer falar contigo pra você arrumar um esquema com aquela gostosa. Mas mina como ela só gosta de esquentar, porque só sai com mano que tem grana"—comentou o moleque com malícia.—"Não lembro de ter te dado permissão pra falar da minha filha com tanta liberdade.Tomás cortou a conversa de forma brusca, causando um arrepio em Jorge, que não conseguia falar com naturalidade.Lo… Lo… Lo… Me-des-des-desculpa… Senhorgaguejou.
Luna: Tio Tomás, pode falar pra Vanessa me seguir no Instagram e no Tik Tok.
Declarou, passando o celular pra ele.
Tomás: Desculpa, Luna, mas não posso.
Luna: Quê? Por que não?
Perguntou, decepcionada.
Chloe: Porque com certeza “a princesinha” tem vergonha de ter tias e primas bastardas.
Afirmou, sentando-se à mesa e encarando o tio com desafio.
Tomás: (Sorri) Você tá enganada, minha Princesinha é um amor, ela não teria problema nenhum em atender o pedido da Luna e dizer que é prima dela. Só que ainda não falei com ela nem com meus outros filhos sobre vocês.
Chloe: Então você que tem vergonha da gente.
Tomás ficou em silêncio, e Blanca entrou na defensiva do irmão. Ele não tinha muito mais o que dizer, aquela garota tinha feito uma afirmação irrefutável. Ele achou que o dia já tinha sido agitado o bastante, então terminou de comer e foi pro quarto. Antes de fechar os olhos, April ligou pra ele, queria saber como ele estava. Tomás disse que tava cansado. Depois disso, ele perguntou à esposa o que os filhos dela estavam fazendo. Ela respondeu que Simão tava do lado dela, Benjamin no quarto dele com Josefina, Axel trabalhando e Vanessa tinha saído.
A Princesinha do Tomás naquela noite estava no mesmo restaurante onde Axel trabalhava. Os dois irmãos trocaram olhares, sentindo o coração acelerar. O garoto não entendia o que ela tava fazendo ali, será que tinha ido perturbar ele? Foi uma das perguntas que ecoou na mente dele. Até que viu o chefe dele se aproximando da Vanessa com um sorriso enorme. Paolo, umas horas antes, tinha dito que teria um encontro muito especial naquela noite, então esperava contar com a presença dele pra atendê-lo.
O chefe do Axel não sabia que Vanessa e ele eram meio-irmãos, porque apesar de terem o mesmo sobrenome, a garota usava o da mãe primeiro como pseudônimo de figura pública. Todo mundo, exceto as pessoas mais próximas dela. Simplesmente a conheciam como Vanessa Harper, e não como Vanessa Bastida. Axel, ao perceber que Paolo o chamava para servir vinho nas taças deles, não soube como reagir.
Tinha uma dor pontiaguda no peito que não deixava ele respirar direito, e cada vez que olhava pra irmã, as pernas tremiam. Não conseguia acreditar que ela estava num encontro com o chefe dele, muito menos que tava tão linda naquela noite e porra, sexy pra caralho, sem nem fazer força. Aquela camisa branca que ela usava não tinha decote nenhum nem era tão colada no corpo, e mesmo assim os peitões dela apareciam demais naquela roupa. A calça preta se ajustava perfeitinho na cintura, marcando as cadeiras sensuais, as pernas e a bunda.
O cabelo preso fazia ela ostentar elegância e, ao mesmo tempo, sensualidade. Os olhos azuis brilhavam como um par de diamantes, os lábios pintados de um vermelho carmim convidavam ele a saborear como nos velhos tempos. Até aquele nariz fino era provocante pra ele.—"Axel, acorda"—Paolo estalou os dedos, mandando o moleque se mexer e servir nas taças aquele vinho caro que ele tinha guardado pra uma ocasião dessas.
O jovem baixou a cabeça, se movendo numa lentidão de lesma, as mãos suando e um espasmo no estômago. Paolo, ignorando a história que existia entre o funcionário e a modelo, achou que o garoto tava fazendo de propósito pra ir devagar. Talvez não estivesse tão errado, porque o coração de Axel tava cheio de ciúme, só de pensar que ia ver outro dar em cima da Vanessa na frente dele.
Ela, com pena do irmão, falou pro Paolo que ia no banheiro atender uma ligação. O moleque mal viu a irmã levantar da cadeira e já sentiu os olhos ameaçadores do chefe. Axel não teve escolha senão pedir desculpas pro Paolo pelo serviço porcaria que tava fazendo, implorando pra alguém assumir no lugar dele, porque não tava em condições de continuar. O homem só disse que ele podia vazar, e essas palavras foram um puta alívio pro garoto.
Quando foi pegar as coisas, ouviu os outros colegas cochichando, falando que não acreditavam que o chefe tava com a Vanessa. Os comentários obscenos sobre o corpo da irmã dele irritaram ainda mais. Cego pelos sentimentos, caminhou até os banheiros e, bem na hora que a Vanessa saiu, ele encurralou ela.—"O que você tá fazendo aqui? Por que tá com ele? Quer tirar uma onda com a minha cara?Foram as perguntas que Axel soltou, exasperado. A jovem loira, de olhos arregalados, não sabia o que dizer.—"Paolo não é alguém que conhece a palavra amor, é um pica-flor, então não espere um cavalheiro nele, ele só quer te levar pra camamanifestou, com a boca a poucos centímetros dos lábios finos da irmã.—"P… Pois não foi você mesma que me disse pra procurar alguém que me tirasse essa tesão?afirmou Vanessa, com os pulsos cada vez mais acelerados e uma vontade imensa de beijá-lo como uma louca.–“Sim, mas… Mas…”-Ele declarou de forma inconclusa.
Vanessa: Mas o quê?
Axel: Mas nada… Você tem razão. Aproveita sua noite, irmã.
Ele falou, virando-se e saindo para ir pra casa. Vanessa o chamou de idiota num murmúrio, enquanto tocava os lábios com os dedos. Tomás, depois de ter falado com a esposa, tentou pegar no sono. Já não pensava em Isidora, o que era bom, porém, sua sobrinha arrogante e malcriada era quem o perturbava naqueles minutos. O olhar de desprezo daquela garota alimentava o tesão, enquanto ele fantasiava com a figura maravilhosa que ela tinha.
Aquela saia curta que ela usou o dia inteiro não cobria muito a bunda pomposa dela, então ele não conseguiu evitar de observar como ela rebolava de um lado pro outro. A vontade de ter dado uns tapas naquela raba foi grande e de colocar no lugar aquela cachorrinha que se achava invencível. De repente, o celular de Tomás vibrou, interrompendo seus pensamentos. Ele pegou o telefone, achando que April tinha mandado algo, mas, ao olhar, percebeu que era um número desconhecido.
Não tinha foto e anexaram uma imagem. Por alguns segundos, ele pensou em não abrir o chat, já que podia ser uma brincadeira e ele não estava com paciência naquele momento. Mas rapidamente mudou de ideia ao ver que, depois da foto, mandaram uma mensagem que dizia:Você tem vergonha disso?A curiosidade dominou ele, então ele clicou naquele chat e ficou duro pra caralho ao descobrir que a foto era da Chloe. Ela tava de costas, pelada e com umas botas pretas.garota de merda, que gostosa você émurmurou, esfregando o pau sem parar de olhar aquela foto tão ousada.Tio, sério mesmo que você tem vergonha da gente?ouviu num murmúrio frio. Ele, assustado, sentiu uma corrente descer pelas costas, que arrepiou todos os pelos do corpo. Desligando o celular, virou-se e viu a mais nova das suas sobrinhas com um rosto deprimente. Mas Tomás não focou na cara da Luna, e sim na roupa dela: ela vestia uma pequena putinha rosa e uma calça da mesma cor.
Daquele ângulo, ele conseguia ver sutilmente os peitos pequenos, mas firmes, da sobrinha. Engolindo seco e sem parar de admirar aqueles montinhos baixos, decide quebrar o silêncio.—"Claro que não, Luazinha. Só que acho que não é o momento certo pros meus filhos saberem que o avô deles é um filho da puta.disse, notando que o pau dele ficou duríssimo,–"Pe… Perdãoacrescentou, apelando pra empatia. Luna não respondeu e Tomás, parando de olhar pra sobrinha, virou de costas, achando que ela ia embora.
Mas Luna não tinha a menor intenção de sair daquele quarto. Ela tinha ido ali com um objetivo claro: terminar o que tinha começado no quarto dela. Depois de explorar aquele torso com beijos e carícias, ela ficou toda excitada, mas continuava se enganando, dizendo pra si mesma que precisava fazer aquele homem cometer algo errado. Levantando os lençóis, ela se enfiou debaixo deles e abraçou as costas do tio. Quando ele sentiu aqueles peitinhos se encostando nele e aquela respiração doce perto do ouvido, ficou ainda mais inquieto e com o pau duro.— "Lu-Luna, o que cê tá fazendo?consultou, soltando um fiozinho de esperma que umedeceu levemente a cueca dele.Se não for foda-se a vergonha, você me deixaria dormir do seu ladorespondeu a garota, respirando perto da nuca do homem. Tomás percebeu o que a sobrinha queria, sabendo que tinha que comê-la, mas se recusava a dar o pau tão fácil. Continuava teimando em querer que aquela garota aprendesse algo com a terapia especial, e não fosse só uma trepada.
Por isso, dividir a cama era perigoso, ainda mais com as mãos dele a um passo de tocar o próprio pau, que parecia uma mangueira enrolada dentro daquela cueca. Sem hesitar, pensou em alguma estratégia para não cair nas garras daquela novinha, que, num miado, perguntou se ele praticava algum esporte, enquanto passava a mão no abdômen dele. Aqueles dedos afiados, junto com aquela voz fresca, só deixavam ele mais excitado.—"Na minha juventude, eu praticava kendo. A-agora, voltei a treinar por algumas semanas, po-porque um amigo quer que a gente lute"—respondeu, segurando as mãos da sobrinha, a centímetros do seu enorme volume.—"Já entendi. Por isso que você é tão gostosa.Ele afirmou, o que deu uma certa graça no Tomás, porque parecia aquele elogio típico que fazem pra um coroa, pra ele se sentir orgulhoso e atraente. Mesmo com a situação esquisita, ele ainda raciocinava, enxergava por trás daquela voz suave a verdadeira cara daquela sweet girl. Embora Luna repetisse pra si mesma, várias vezes, que só tava fazendo aquilo pra enrolar o tio e depois chantagear ele, outra voz na cabeça dela começava a zumbir com mais força.
Dizia pra ela que, se tocava nele, era por tesão, se respirava perto do pescoço dele, era pra sentir aquele cheiro que a enfeitiçava, e se molhava os lábios, era porque tava morrendo de vontade de beijar aquela boca de coroa.—"Imagino que você também corre ou faz algum outro tipo de exercício, né?disse, mordiscando a orelha do tio.Sim, bem... Saio pra correr algumas vezes com minha esposa e fazemos outros exercíciosdisse ele, sendo interrompido por aquela garota.—"Pra manter minha forma, saio toda manhã pra correr, cara. Quer vir comigo?manifestou sem pensar e deixou o coroa surpreso, pela repentina da declaração dele.–“Cla-claro”balbuciou, percebendo que tinha uma grande oportunidade nas mãos, podia entrar na brincadeira daquela garota, fazer ela acreditar que o seduziu completamente e depois deixá-la com o mel nos lábios, sem conseguir o que queria.
Dessa forma, daria uma lição naquela putinha mimada, embora fosse perigoso, já que quanto mais tempo passava ao lado dela, mais queria vê-la pulando no seu pau. Virando-se e ficando de frente para aquela carinha safada, nota como seu pau quis sair da casca para atravessar aquela bucetinha. Segurando-a pela cintura, faz com que ela fique corada, e com os lábios se roçando, pergunta por que ela era tão gentil com ele e não hostil como as irmãs dela. Luna começava a se sentir fraca e incapaz de resistir à tentação.–“Ti-ti… Tio”Gaguejou, ao sentir aquelas mãos acariciando sua bunda. O corpo inteiro ardia de tesão, nunca tinha sentido tanta atração e desejo por um homem. Seu tio estava pervertendo ela, contaminando seus pensamentos com ideias imorais. Ela só queria seduzi-lo e fazer com que ele cometesse algum ato descarado para poder chantageá-lo. Não imaginou que tudo viraria contra ela e que seria ela mesma quem estaria ansiando por aquela boca, além de uma boa foda.Tio… me fode…sussurrou, tão baixinho que só os travesseiros ouviram. Tomás, por sua vez, se sentia quase no mesmo delírio que a sobrinha. Mesmo assim, a experiência de lidar com essa vontade o deixava mais forte na situação, aproximando a boca do pescoço da garota, dando uma lambida leve, mas ardente.—"Luna, o que rolou no seu quarto. Não pode se repetir de novo, ok?disse, afastando-se dela e vendo como aquela garotinha se desmoronava.–“O quê?”–exclamou Luna, sobrecarregada.—Você é minha sobrinha, não posso trair a confiança da sua mãe desse jeito. Além disso, sou felizmente casado com uma mulher extraordinária.declarou, deixando a jovem gelada, com uma dor no peito que só aumentava enquanto ele falava. Ela não queria aceitar que não ia se divertir com o tio de um jeito sexual, depois de ele ter provocado ela toda. Exasperada, tentou beijá-lo, agarrando no pescoço dele, mas aí alguém entrou no quarto.–“Tssssss, tssssss, mano”–Ouviu-se num tom miudinho, o coração de Luna disparou, a respiração ficou pesada e o medo de ser pega na cama junto com o tio congelou o corpo inteiro dela. Tomás tirou a cabeça de baixo das cobertas e olhou com os olhos semicerrados para a porta. Bem na entrada, estava Camila, iluminando com a luz do celular. Ao vê-lo, sorriu e foi se aproximando, sem perceber que tinha outro montinho na cama.—"Cami, o que você tá fazendo aqui?interpelou, Tomás fingindo um bocejo e virando as costas pra sobrinha.
Camila: Quero que você me leia uma história, irmão.
Tomás: O quê?
Exclamou surpreso e de olhos bem abertos, achando que era alguma brincadeira.
Camila: Sei que você achou que sou estranha por pedir pra me ler uma história. Mas sempre sonhei em ter um irmão mais velho que mimasse minhas manias. Agora que você tá aqui, quero realizar isso, me sentir uma garotinha mimada.
Disse se deitando na cama. Ela ignorou que o irmão tava excitado e que só de chegar perto dele, fez o pau dele soltar uns jatos de líquido pré-seminal. Se aninhando nos braços dele, passou o celular pra ele ler. O que pra ela era algo infantil e inocente, pra Tomás era desconfortável e excitante. Os olhos felinos dela, junto com a fragrância afrodisíaca, não ajudavam em nada, cada segundo virava uma tortura pro psicólogo.
Quando terminou, fechou os olhos e suspirou fundo, ela achou esse gesto fofo, tanto que se acomodou no peito dele, chegando a roçar com uma das pernas aquele membro que não parava de inchar. As batidas do coração de Tomás voltaram ao normal, mas a tensão continuava alta e ele não conseguia olhar pra irmã como tal, via uma mulher gostosa, além disso, o pigmento dos olhos dela lembravam os da April, deixando ele ainda mais confuso.
Camila: Sabe, uns meses atrás conheci a Vanessa. É uma mina incrível, não só é linda, mas também alegre, esperta e gentil.
Tomás: É um clone da mãe dela. Talvez a única diferença entre as duas é que a Vane é muito mais inteligente. Segundo a April, nossa pequena tem o que chamam de memória eidética.
Falou, sentindo um ventinho no pescoço que o refrescava.
Camila: Você nunca teve medo de ser pai?
Tomás: Não, pelo contrário, me encheu de felicidade, tanta que…
Parou, ao relembrar rapidamente os dias cheios de tesão durante a gravidez da April. Achou que não era Ótimo falar de sexualidade com a irmã dele, porque só faria a pouca sanidade dela se esvair. Mas a Camila tinha muitos assuntos pra conversar com ele, e o mais urgente era justamente sobre sexo. Envergonhada por ter que confessar pro irmão que, aos 25 anos, ainda era virgem, ela se virou, o queixo tremia, a voz falhava e o peito arfava.–“Pa… Pa… Pa-Paulo… Você fala de sexo com seus filhos, né?”Ela comentou, corada e com o peito oprimido. Sem perceber, apoiou a bunda empinada contra a virilha volumosa do irmão. Ele, ao se sentir abraçado por aquelas nádegas, sentiu uma gota de suor escorrer da testa até o pescoço. Tudo ficou caótico de novo pra ele: tocar no assunto que queria evitar e ainda ter o pau enfiado entre os glúteos da irmã não era nada bom, se ele quisesse manter a compostura.
Ela, tentando se controlar e relaxar, apertou as mãos e fechou os olhos, sem se arrepender do que ia confessar. Soltou tudo de uma vez, como um latido. Tomás, de sobrancelhas arqueadas e pupilas dilatadas, digeriu a revelação da irmã. Ela era virgem, nunca tinha sentido o prazer de uma foda, a delícia dos beijos quando os amantes se enroscam na cama e conectam seus sexos, ou aquele roçar de peles. Ele não percebeu mentira na declaração dela; além do mais, o que ela ganharia em dizer aquilo se não fosse verdade?
Ele se questionou sobre várias coisas, talvez porque, ao mesmo tempo que ela falava, a bunda dela se esfregava no pau dele, e durante todo aquele tempo, ela não parou de se mexer. Era uma situação inacreditável, tirada de alguma história que a esposa dele inventava na cabecinha safada dela.—"Vi… Virgem? Você é virgem, Camila?balbuciou,–“S… Sim. Nunca tive a pica de um homem dentro de mim”respondeu, fazendo uma pausa leve, antes de revelar toda a sua vida sexual.
Tomás a escutou atentamente, embora tenha sido difícil manter o sério, com aquela bunda desenhando sobre o pau dele. Ao terminar de ouvi-la, ele concluiu que aquela garota sofria de coitofobia. Os beijos, as carícias e até as preliminares, eram algo que ela conseguia controlar, mas quando chegava a hora de transar, uma ansiedade tomava conta, ela se sentia sufocada, os lábios secavam. Tudo isso indicava esse diagnóstico, mas ela não conseguia aceitar aquilo, com a rebolada da bunda contra o pênis dele.
Camila: Mano, você acha que pode me ajudar a superar essa agonia?
Tomás: Claro, porém, antes é preciso falar com a April, ela é mais experiente nessa área, fez cursos de sexologia e com certeza sabe como podemos te ajudar ou recomendar algum especialista.
Camila abraçou o irmão com força, com a esperança de que aquela pesadelo de não ser uma mulher fosse superado.normalNa manhã seguinte, Tomás não encontrou Luna nem Camila ao seu lado, suspirando aliviado. Tomou um banho, onde massageou o próprio pau ao lembrar da foto da sobrinha mais velha e também da sua exótica morena Adara. Enquanto se punhetava fantasiando com as duas garotas, ouviu a porta do quarto ser aberta sorrateiramente e passos suaves, mas desajeitados, se aproximando do banheiro.
Ele não tinha trancado a porta, achando ingenuamente que estava sozinho em casa. No entanto, não entrou em pânico, porque até o mais idiota perceberia que o banheiro estava ocupado, com a luz acesa e o som do chuveiro. Um pensamento errado, já que naquela casa moravam três gatinhas travessas que adoravam brincar e enlouquecer a presa. Cada uma agia por conta própria, mas seus movimentos pareciam orquestrados de antemão e em comum acordo.
Tomás entendeu isso ao ver a porta se abrir, deixando uma fresta por onde se espreitaram uns olhos lascivos e vigilantes. Atônito, Tomás parou de se masturbar e, em seu desespero para descobrir a espiã, a espantou ao perguntar quem era. Por mais rápido que tenha saído do chuveiro e coberto a cintura com uma toalha, não conseguiu ver para onde sua perseguidora tinha fugido. Depois desse episódio, Tomás sentou para tomar café da manhã, pensando em quem o tinha espiado.
Estava nessa quando, de repente, Mar apareceu, vestindo apenas uma calça de lycra e um sutiã esportivo. Tomás ficou feito uma estátua, de boca aberta, enquanto sua sobrinha passava na frente dele. Seus olhos não se desgrudaram daquele corpinho suado, olhando-a dos pés à cabeça com atenção e se maravilhando com o quanto ela era gostosa. Mar, sabendo que tinha a atenção do tio, apoiou os cotovelos na bancada e empinou a bunda para trás, dando uma visão melhor para o homem.
O corpo inteiro de Tomás tremia; ele não esperava que Mar fosse tão atrevida, depois de ter se apresentado tão inocente. Estava claro que as três irmãs eram umas vadias que esquentam a pica e um perigo pra qualquer homem. Balançando a raba de um lado pro outro, que nem um pêndulo, hipnotizava o coroa, que já tava com o pau duro e inchado na cueca. A mina, com um sorrisinho safado entre os lábios carnudos, sussurrou baixinho o nome do tio dela.
Tomás: Precisa de alguma coisa, princesa?
Falou, largando a xícara que segurava com a mão direita na mesa e se levantando. Ele ignorou o volume que tinha na virilha e se aproximou daquela novinha que tava chamando por ele.
Mar: Dá pra pegar um copo pra mim?
Tomás: Claro, o que você quiser, gostosa.
O psicólogo tinha caído de cabeça nas garras da Mar, que adorava ver o tio se derretendo e babando por ela. Mesmo com tudo saindo do jeito que ela tinha planejado, o simples roçar daquela tranca grossa contra a bunda dela deixou ela sem fala. Ela mordeu os lábios e se perguntou se o que sentiu era real. Tomás, sem pensar em mais nada além do corpo voluptuoso da sobrinha, passou o copo pra ela e ficou admirando enquanto ela bebia água.
Mar se virou, ficando de frente pro tio. Os dois se olharam fixamente, sem perceber que os lábios deles iam se aproximando devagar. O coração do Tomás batia forte, ele não tava nem aí se fossem pegos, só queria foder aquela mina, que em poucos minutos já tinha enfeitiçado ele. Mas, bem quando os lábios deles se roçaram, ela empurrou ele com as duas mãos, pegando o coroa de surpresa.–"ValeuEle só disse, com um sorriso debochado na cara safada dele.
Tomás não queria ficar na vontade, não aceitava que aquilo acabasse daquele jeito, então foi atrás dela, mas por mais que ele chamava, ela não parava. Quando ele alcançou ela e segurou a mão dela, ela olhou pra ele com medo.–“Me solta!”–exclamou, confundindo o psicólogo.—"Por que você tá me seguindo? Tá querendo se aproveitar de mim porque a gente tá sozinho, é?interpelou tremendo, como se na frente dela tivesse uma fera. Sem dar chance pro tio falar, Mar ameaçou contar pra mãe dela o que tinha acontecido.
Tomás só baixou a cabeça e voltou pra cozinha. Depois de uns 30 minutos ouvindo a sem-vergonha da sobrinha gemer no banheiro e gritar o nome dele, viu ela sair de casa sem olhar na cara dele, agindo com medo. Uns 10 minutos depois que Mar tinha ido embora, chegou uma mensagem no celular dele, mais uma vez de um número que não tava salvo, com o texto:Você gostae uma foto anexada.
Ao ver a fotografia, ficou paralisado: era Mar depois de tomar banho, com o corpo coberto por uma toalhinha que deixava ver sutilmente aqueles mamilos duros. Não sabia em que tipo de jogo macabro sua esposa o havia metido, mas estava convencido de que, se sua estadia naquela casa se transformasse num inferno, ele desistiria. Pensando que não havia ninguém na casa, preparava-se para enviar o relatório do primeiro dia lá para sua esposa, quando vê Chloe aparecer, deixando-o de queixo caído.
Já que a garota, fiel ao seu estilo, vestia uns saltos pretos, umas leggings da mesma cor, que se ajustavam perfeitamente às suas pernas e bunda. No entanto, o que mais impressionou o coroa é que aquela jovem arrogante usava apenas um sutiã roxo para cobrir seus peitos redondos, deixando o torso descoberto. Com um sorriso provocador, parou na frente dele; Tomás não soube quantas vezes a olhou dos pés à cabeça, admirando aquele abdômen liso e aquelas tetas.
Chloe pegou uma jaqueta jeans que estava numa das cadeiras e se virou para vesti-la. Meticulosamente, mexeu a bunda, fazendo com que seu tio se perdesse naqueles glúteos firmes. Ele, mordendo os lábios, lembrava de Mar e também da fotografia de Chloe pelada. Desenhando aquelas curvas com os olhos, levantou-se e automaticamente se aproximou dela; diferente de Luna, aquela pirralha o deixava duro sem nenhum esforço e, assim como Mar, ele pouco se importava em comê-la sem dar uma lição.
Antes que pudesse dar um tapa naquela bunda, ela o fulminou com um olhar.–“Que porra você tá fazendo tão perto de mim, tarado?”–exclamou, deixando Tomás paralisado e confuso. Será que ela não estava flertando com ele?, questionou-se, enquanto a garota terminava de vestir a jaqueta. Afastando-se, ela levantou o dedo do meio, irritando o coroa, que se sentiu um idiota por acreditar que a mina estava dando mole pra ele se aproximar, quando na verdade só estava zoando ele.
Agoniado, ele sentou de novo, sem pensar em nada, e demorou um tempinho pra clarear as ideias antes de escrever pra mulher dele. Com todos os detalhes daquele primeiro dia, Tomás mandou o relatório pra April, e nas últimas palavras destacou o assunto da Camila, como um pedido pra não ignorar. Deixando o cachimbo e o laptop na mesa, foi até o banheiro mijar, pensando em como lidar com as sobrinhas.
A mais fácil seria a Luna, então preferia avançar com as outras duas com mais urgência. Com a Chloe, precisava achar uma chance de furar aquela casca de mina revoltada; já com a Mar, não sabia como colocar ela na parede. Ao sair do banheiro, viu pelo corredor a mais velha das sobrinhas, com uma maçã na mão e um sorrisinho safado. Não deu muita bola, porque tinha que agir na calma e não se deixar levar pelos impulsos, algo que não seria fácil de controlar.
Quando voltou pra pegar as coisas, notou duas diferenças de quando tinha saído. Primeiro, o computador estava desligado; segundo, o cachimbo não estava mais na mesa. Olhando pro chão, encontrou ele com o tubo quebrado. Sem pensar duas vezes, culpou a Chloe na hora, devia ser mais um dos caprichos dela pra tirar ele do sério. Indo pro quarto da garota, encontrou ela no meio do corredor, rindo e mordendo a maçã, como se estivesse esperando por ele.
Tomás: (Suspira) Qual é a sua?
Perguntou, vendo que ela ignorava ele completamente.
Tomás: Olha, sei que você desconfia de mim e tem todo direito, mas isso não justifica quebrar minhas coisas.
Ela se virou e tentou entrar no quarto, sem No entanto, Tomás a segurou, agarrando seu braço.
Tomás: Para de ser infantil e fala alguma coisa, Chloe.
Chloe: Me solta.
Tomás: Vou soltar se você pedir desculpas.
Chloe: Por quê? Por você me despir com seus olhos depravados? Por você ter vergonha de mim e das minhas irmãs?
Ela apontou num tom desafiador, colando o rosto no dele.
Tomás: Por ter quebrado meu cachimbo.
Chloe: Seu o quê?
Ela falou com um sorrisinho nos lábios que a denunciava, mesmo fingindo inocência.
Chloe: Você tem alguma prova do que está me acusando? Porque eu tenho prova de como você me despe a cada piscada, seu velho porco pervertido.
Cada palavra que saía da boca insolente dela era um convite para Tomás agir de forma irracional e colocar aquela pirralha no lugar dela.
Chloe: O que foi? Ficou sem argumentos de novo?
Ela soltou uma risadinha irônica que só cutucava mais a ferida do tio, que se sentia impotente por não conseguir calar aqueles comentários venenosos. Uma parte dele rugia para que ele assumisse o comando e ensinasse aquela fedelha a respeitar, mas ao mesmo tempo, outra parte sussurrava para ele não se deixar levar pelas provocações e pensar direito em como lidar com aquela garota. Soltando ela, virou as costas para ignorá-la, não queria mais ouvir as palavras ácidas dela.
Chloe: Boa escolha, finalmente entendeu qual é o seu lugar, velho.
Ela declarou com malícia e se escondeu no quarto. Tomás suspirou, fazia muito tempo que não se sentia tão irritado assim. Exatamente desde quando Vicky tornava a vida dele um inferno na escola. Depois de guardar o computador no quarto, Tomás saiu para o quintal, queria respirar um pouco de ar para pensar e não se distrair com qualquer barulho que a sobrinha fizesse. Depois de alguns minutos, os olhos dele se fixaram em Mar, que chegava com a roupa encharcada e o cabelo todo bagunçado.–“O que aconteceu com você?”-Ele perguntou preocupado, mas a jovem não disse nada, entrando em casa num mutismo. Muitas dúvidas surgiram para o psicólogo: será que aquilo era um truque para chamar sua atenção ou Mar realmente sofria assédio na universidade? Era difícil decifrar os enigmas que se apresentavam. Suas intrigas, por sorte, seriam rapidamente respondidas ao esbarrar com o meio-irmão de suas sobrinhas, que o temia por saber sua história com Isidora.
Jorge, querendo evitá-lo, não teve sorte, já que Tomás o agarrou pelo capuz do moletom. Ao ficar de frente para ele, olhou-o seriamente e, antes que o jovem articulasse uma palavra, Tomás o interrogou sobre a vida universitária de Mar. Assim, ficou sabendo que ela era motivo de chacota de algumas colegas de classe; o grupinho de garotas liderado por uma tal de Estefany se encarregava de humilhá-la, e suas irmãs não se envolviam, já que cada uma se virava sozinha.
Agradecendo a Jorge pela informação, entrou em casa, já com uma ideia de como se aproximar daquela garota e ajudá-la em sua vida atribulada. Ao ficar diante do quarto dela, quis bater na porta, mas ouviu o chuveiro ligar. Curioso, espiou pela porta, notando uma pequena abertura; abrindo-a sorrateiramente, observou com cuidado, apreciando a sutil figura voluptuosa de Mar. Totalmente nua e com a água cobrindo seu corpo, ela estava uma gostosa.
Tomás não conseguiu evitar lembrar do que aconteceu de manhã e daquela foto que ela tinha enviado; ao mesmo tempo, se perguntava por que ninguém a defendia, se ela era uma garota fodidamente sensual. O torso dela, diferente das irmãs, era mais volumoso, com uma barriguinha que não atrapalhava em nada, com aquelas tetas grandes e aquelas coxas grossas, que eram uma maravilha de percorrer com o olhar. Sua cintura era perfeita, sua bunda larga e pomposa; quanto mais a via, mais achava sua sobrinha linda, e seu pau não demorou a ganhar vida.
Sufocado com aquela imagem ardente, fantasiou que estava do lado de Mar, passando as mãos por cada cantinho daquele corpo majestoso. Beijando aquela boquinha, sussurrando coisas doces praquela mina e fazendo ela se sentir a mais preciosa e gostosa de todas, como merecia. Mas tudo se desfez quando sentiu uma corrente descer pelas costas e ouviu uma voz malvada atrás dele, dizendo:—"A partir de agora, você vai ter que obedecer cada um dos meus pedidos, ou vou contar pra mamãe que tipo de degenerado você deixou entrar em casa., um frio mortal calou Tomás.
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