Minha Feminização por Mim Mesma Parte 2

Juana continua sua jornada de feminização. Olhei-me no espelho e sorri por dentro: "Bem, Juana, definitivamente não tem volta". Limpei minha maquiagem e cambaleei de volta para o quarto, em direção ao computador. Guardei meu vibrador no lugar e sentei. Agora que tinha gozado e minha excitação tinha diminuído um pouco, fiz uma careta quando o plugue bateu na cadeira, mas me ajustei e liguei meu navegador. Fechei tudo e me enfiei na cama. Pegue meus fones de ouvido sem fio da mesa de cabeceira, liguei-os e os coloquei, a espuma macia se expandindo para preencher meus ouvidos. Abri minha playlist noturna no reprodutor que comprei só para a cama e comecei. Um ruído branco sutil encheu meus ouvidos, misturado com mensagens binaurais e subliminares. Foi projetado para ser silencioso o suficiente e com ruído branco suficiente para que eu pudesse dormir, mas ainda assim reforçava os outros arquivos hipnóticos que eu tinha ouvido. Coloquei minha máscara de dormir, deitei e adormeci com as trilhas de hipnose tocando em meus ouvidos. Apesar de tudo, dormi melhor do que no ano passado. Duas semanas depois. Meus dias transcorreram de maneira bastante semelhante àquele primeiro dia, só que com um pouco mais de tempo dedicado ao treinamento e um pouco menos ao lazer. Acordei, tomei meus hormônios, tomei banho, pratiquei maquiagem, ouvi e assisti meus hypnos, montei roupas, fiz exercícios, aprendi a andar e falar como uma garota, e continuei a explorar como gozar como uma garota. As únicas diferenças importantes durante as próximas duas semanas foram que eu tinha os fones de ouvido quase o tempo todo e, então, comecei a trabalhar nisso. Os fones de ouvido tocavam um arquivo de hipnose ativa ou um áudio subliminar como minhas trilhas noturnas enquanto eu fazia meu outro treinamento. A depilação começou com meu rosto, depois desci pelo meu corpo, deixando um pequeno tufo sobre minha jaula, mas removendo todo o resto abaixo do pescoço. Felizmente, Para começar, eu tinha o cabelo bem escuro. Talvez foram os hormônios, talvez foi o hipno, talvez foram os dois, mas eu definitivamente comecei a me sentir mais feminina a cada dia. Minhas sessões noturnas com o vibrador e os plugs cada vez maiores certamente começaram a me fazer sentir menos masculina e, claro, não ter acesso ao meu clitóris definitivamente ajudou. Eu estava gozando, mas ainda me sentia excitada, e não conseguia evitar a vontade de ser fodida. Finalmente, num sábado, minha máquina chegou, alguns dias antes do esperado. Eu tinha rastreado ela implacavelmente depois do envio, mas o sistema da transportadora era pouco confiável, então ela chegou de surpresa. Por sorte, o entregador tinha ligado antes, como eu instruí, e eu tive tempo de me trocar antes de ele tocar a campainha. Tirei a maquiagem e coloquei minhas roupas de menino, o que parecia incrivelmente estranho depois de semanas usando só roupas de menina, mas eu ia ter que mostrar identidade, então tinha que combinar. Fiz o entregador colocar a caixa grande na sala e dei uma gorjeta. Ele me olhou meio estranho quando entreguei o dinheiro, mas agradeceu e foi embora. O bonitinho (quando foi que comecei a achar os caras bonitinhos?) do motorista da entrega nem imaginava que eu estava trancada, plugada e usando um fio dental debaixo da minha roupa larga e sem graça. Isso, e que eu estava prestes a ser comida pelo que ele acabou de deixar. Sorri assim que a porta fechou e praticamente arrebentei a caixa com as próprias mãos. Foi aí que percebi que ainda tinha unhas de acrílico longas, pintadas de rosa, coladas nos meus dedos. Acho que eu sabia o motivo daquele entregador ter me olhado torto, mas ri por dentro e continuei. Abri a embalagem, deixei no chão da sala e separei as peças. A máquina veio em algumas partes, e eu levei tudo lá pra cima no meu quarto de menina, e montei no chão do lado oposto da cama a porta. Primeiro veio o armação, que tinha rodas giratórias de travamento para facilitar o movimento e algemas integradas para pulsos e tornozelos. Depois veio o banco acolchado e os apoios para braços e pernas; o banco foi colocado debaixo do estômago para uma pessoa em posição de quatro, com almofadas para os joelhos e cotovelos. O próximo foi o conjunto do motor/eixo e um braço articulado projetado para segurar um vibrador de varinha mágica rigidamente no lugar. A última peça foi o sistema de controle junto com os cabos associados. Não era exatamente um mágico com ferramentas, mas a máquina e o armação foram projetados para deslizar em grande parte juntos, com apenas alguns parafusos para evitar o movimento que são apertados facilmente com a chave inclusa. Era como se a IKEA fizesse móveis pra foder. Um pouco mais complexa era a caixa de controle, mas felizmente eu era bem bom com eletrônica. Havia dois feixes de cabos que iam para o conjunto do motor, um para a alimentação e outro para os controles. Peguei a varinha mágica que tinha comprado especificamente para esse equipamento e coloquei no suporte, depois conectei ao conjunto do motor. Fechei a porta do plugue e a selei contra os elementos e evitei que se soltasse. O conjunto do motor tinha uma fonte de alimentação que podia controlar a velocidade do motor no vibrador. Pensaram em TUDO. Os outros cabos da caixa de controle eram um cabo que ia para uma caixa com botões giratórios para variar a velocidade dos motores e vibrar manualmente junto com botões para variar a profundidade, e um cabo USB que ia para meu notebook. O manual não entrava em muitos detalhes, mas basicamente a caixa de controle poderia interagir com um computador usando algumas entradas básicas que variam a velocidade e profundidade da foda, a velocidade do vibrador e até o sistema de lubrificação automática no conjunto do motor. O computador também podia controlar as travas das algemas incorporados, o que era muito importante para uso pessoal. Peguei um dos consoladores que tinha encomendado para a máquina, um do lado mais fino já que não tinha muita experiência com ele, e instalei. Enchi o reservatório de lubrificante com uma garrafa inteira de lubrificante como indicado, e depois liguei na tomada. Liguei o aparelho, esperei um momento até a luz de pronto acender e então subi a porra do botão devagar. O motor ganhou vida com um zumbido e o consolador começou a se mover para frente e para trás suavemente. Aumentei a velocidade até o máximo, que era uma velocidade realmente vigorosa pra caralho, e testei os controles de profundidade. Testei o controle de vibração, segurando minha mão sobre a cabeça enquanto ele passava pelas velocidades. Fiquei impressionado com o quão suaves eram ambos os controles, e eu nem tinha chegado na parte chique ainda! Peguei meu notebook e conectei o cabo USB, esperando ele detectar o driver e então iniciei o software que me foi fornecido. O software tinha algumas rotinas básicas incorporadas, variando a velocidade, profundidade e vibração. Também vinha com uma função de programação que permite ao usuário programar suas próprias rotinas e a capacidade de sincronizar com outro software. Eu tinha tido tempo para brincar com o software, então tinha aprendido um pouco sobre como me integrar com outros programas e tinha criado algumas rotinas. Liguei uma das rotinas programadas para testar as coisas e observei com deleite como ela executava os passos. Depois testei o mecanismo de bloqueio, travando e destravando manualmente, depois testei um bloqueio de tempo curto. Tudo funcionou como esperado e eu estava encantado por poder testá-lo. Tirei a roupa de garoto desagradável que só tinha ficado comigo caso me sujasse e depois fui para o banheiro.e depois voltei para o quarto, descartando minha roupa velha. Abri meu notebook novamente e me certifiquei de que estava conectada ao carregador antes de passar para meu novo brinquedo. Usei o botão manual do dispensador de lubrificante e espalhei uma quantidade generosa por todo o consolo e no meu buraco. Limpei as mãos, depois montei na máquina e deslizei para trás até ficar no lugar e o consolo estar na entrada do meu buraco. Me movi um pouco para frente e ajustei o motor para a frente e então recuei, agora com o consolo começando a empurrar no meu buraco. Me mexi um pouco e o consolo entrou em mim, deslizando para dentro do meu buraco com facilidade.

Então executei a rotina de calibração no programa de controle do brinquedo no meu laptop. Ele empurrou lentamente o consolo até atingir a profundidade máxima, me fazendo gemer. Quando chegou no máximo, ajustei a posição do conjunto do motor novamente, movendo-o para dentro até onde me sentia confortável. Agora a máquina tinha uma profundidade mínima e máxima e eu sabia exatamente até onde ela podia ir para me foder. Coisa realmente impressionante.

Comecei uma rotina constante enquanto me acostumava com o jeito que a máquina se movia. Sempre que sentia que estava com dificuldade para me empurrar, a caixa de controle detectava a mudança e aplicava mais lubrificante, fazendo com que voltasse a se mover mais suavemente. Tinha um sistema de segurança embutido que ativava se detectasse muita resistência, o que era bom. Deixei ela agir por uns 10 minutos, devagar, não o suficiente para fazer muito, depois acelerei um pouco. Aquilo foi uma delícia, e nem tinha chegado perto do máximo.

Deixei a porra do movimento e saí da máquina. Peguei uma garrafa de água, tomei uns goles, depois peguei uma mordaça de bola perfurada do meu baú de brinquedos e amarrei em volta da cabeça. Juntei meu cabelo e estiquei um pouco antes de montar na máquina de novo. Sabia que provavelmente deveria esperar, mas não consegui me segurar, então enfiei o consolo de volta no meu buraco e depois fui buscar o computador. Configurei o bloqueio de tempo para 40 minutos e usei uma rotina básica pré-programada chamada "provocação". Ajustei o suporte de vibração para pressionar um pouco mais contra minha jaula, então apertei o botão de iniciar no computador. Agora eu tinha 3 minutos para me posicionar e fechar as algemas. Fechei ambos os tornozelos e me certifiquei de que estivessem confortáveis, depois coloquei meus pulsos nas algemas. A braçadeira da mão direita estava ajustada para travar sozinha quando eu pressionasse o suficiente, então assim que meu braço entrou, ela se fechou. O temporizador de início acabou e ouvi o clique das 4 travas, e os controles ficaram verdes. O som das travas me fez gemer, e pude sentir meu clitóris tremendo e pingando. O primeiro gemido foi rapidamente seguido por outro gemido mais alto quando a máquina começou a me foder. Começou devagar no início, apenas sondando suavemente, mas foi acelerando aos poucos. A máquina estabeleceu um ritmo constante e então a vibração foi ativada, me fazendo tremer. O consolo e a vibração trabalhavam em uníssono, começando a me deixar louca quase imediatamente, mas sem me levar ao orgasmo. Acho que agora eu entendia o que significava "provocação". Fechei os olhos depois de alguns momentos e deixei as sensações rolarem. Não tinha nenhum arquivo de hipnose tocando, mas mesmo assim entrei numa espécie de estado de transe enquanto era fodida, não totalmente à deriva, mas entrando na zona. Continuei chegando perto de gozar, mas nunca chegava totalmente, provocando mais gemidos de frustração em mim. Esse estado durou uns 20 minutos da minha sessão de 40 minutos, a máquina me deu mais lubrificante ocasionalmente, mas fora isso seguiu firme. No entanto, foi nessa marca dos 20 minutos que um barulho inesperado me tirou do meu estado de transe. A primeira vez que aconteceu eu nem ouvi direito, mas foi o suficiente para acordar. Na segunda vez, porém, não tive problemas para identificar o que era: a campainha da porta. Eu estava no meio de uma sessão fechada de 40 minutos e agora a campainha tocava. Escutei e ela tocou de novo, depois parou. Talvez fosse outra entrega que eu tinha esquecido e desistiram. Provavelmente era só isso. Então meu coração parou quando ouvi a voz inconfundível da minha melhor amiga Nati, "Oi? Oi? Juli, você tá aí?" Assim que ouvi a voz da Nati, saí completamente do espaço submisso em que estava e fiquei totalmente acordado. Fiquei tenso na hora, o que não é a melhor ideia quando uma máquina tá te fodendo o cu sem parar. Soltei um grito involuntário de dor, que teve o infeliz efeito colateral de chamar a atenção da Nati para o andar de cima. Nati gritou de volta: "Juli, é você? Você tá bem?". Ouvi passos batendo nas escadas enquanto Nati subia correndo, presumivelmente para encontrar a fonte do meu grito de dor. Pelo que ouvia, Nati correu direto pro meu quarto, depois começou a verificar todos os cômodos menos aquele em que ela sabia que eu nunca entrava. Entrei em pânico, tentando encontrar um jeito de parar a máquina antes do tempo, mas na minha ansiedade tarada eu não tinha querido poder me parar. A máquina podia ser parada pelo notebook, mas não tinha como eu alcançá-lo. Finalmente, depois de ter verificado todos os outros lugares, Nati parou em frente à porta do meu pequeno santuário. Nesse ponto não tinha como ela não ouvir a máquina de foder fodendo descuidadamente o meu buraco, então ela era obrigada a entrar para descobrir qual era o barulho. Ouvi a porta se abrir, seguida por um surpreso "Que porra é essa?" Percebi que Nati ainda não podia me ver, eu ainda estava escondido pela cama alta, então a confusão dela vinha do próprio cômodo. Ela sempre tinha conhecido o espaço como o estúdio de arte da minha mãe, e agora era o quarto de uma mulher jovem cheio de coisas pervertidas, incluindo uma cadeira de restrições para jogos, vários vibradores e, o mais importante, uma garota trans pervertida que atualmente estava se enchendo. A Nati rapidamente deixou de lado o choque inicial e deu a volta na cama para investigar o som. Ela estava olhando para cima e imediatamente fez contato visual comigo, depois viu o resto do meu corpo amarrado. Ela ficou parada, confusa por um momento, antes de finalmente falar: "Cara, que porra é essa?" Olhei para a Nati e tentei fazer uma careta de súplica, murmurando repetidamente por cima da mordaça: "Desculpa, desculpa!" A Nati se afastou, então não precisei mais olhar nos olhos dela, dizendo: "Meu Deus, cara, isso é muito errado. Desliga essa coisa e desce. Eu tenho... MUITAS perguntas." A Nati começou a voltar para fora do quarto, e eu gritei o mais alto que pude com a mordaça: "Não vou perder!" A Nati parou e se virou: "Ai, Deus, alguém fez isso com você? Como desligo?" Gesticulei freneticamente com a cabeça em direção ao notebook, a tela mostrava um grande botão vermelho de parada óbvio junto com o temporizador restante. A Nati fez o possível para não olhar para mim enquanto girava o notebook para ver a tela. "Espera, esse é seu notebook. Tem um temporizador. Você fez isso com você mesma!" A Nati balançou a cabeça, então apertou o botão de parada no notebook e se levantou. A máquina parou e retraiu imediatamente, e as restrições foram desbloqueadas. Apesar da tensão da situação, a retirada do vibrador me deixou vazia e me senti um pouco triste por isso. Fiquei de joelhos para poder usar as duas mãos e tirar a mordaça, e a Nati me olhou, vislumbrando meu corpo sem pelos e depois a jaula entre minhas pernas. Ela realmente olhou enquanto eu desamarrachava a mordaça, soltando: "Que porra é essa? É isso?" Tirei a mordaça da boca e tentei falar, engasgando em outro pedido de desculpas antes de pegar a garrafa d'água para umedecer minha garganta. Nati aproveitou a pausa para se virar e sair do quarto, dizendo: "Se limpe e me encontre lá embaixo, precisamos conversar". Isso foi um eufemismo, no mínimo, mas fiquei aliviada que ela quisesse conversar em vez de simplesmente ir embora e nunca mais falar comigo. Levantei-me e me espreguicei um pouco, depois fui até o banheiro. Limpei a baba do rosto e alisei um pouco o cabelo, que tinha ficado meio bagunçado enquanto eu estava enlouquecendo. Decidi que se a Nati ia descobrir a verdade, ela ia descobrir toda a verdade, então comecei a passar uma maquiagem leve. Mantive as coisas bem naturais, ou pelo menos tão naturais quanto minhas habilidades ainda amadoras permitiam - um tom neutro nos olhos e lábios nus. Estava prestes a voltar ao quarto para pegar algumas roupas quando vi o plug que tinha usado antes. Assim que o vi, percebi que ainda me sentia vazia depois de sair da máquina e senti uma vontade incontrolável de tê-lo dentro de mim de novo.

Mas não precisava estar plugada para conversar com a Nati. Peguei uma calcinha de algodão lisa, um moletom casual e uma regata de algodão macio. Queria estar feminina, mas sem exagerar na primeira vez. Respirei fundo, dei um trago no meu vaporizador para acalmar os nervos e desci as escadas para encarar meu destino. Quando cheguei lá embaixo, encontrei Nati olhando para as embalagens que tinha deixado espalhadas pelo chão, segurando o manual de instruções de papel na mão. Nati estava de costas para mim e ainda não tinha me notado, então fiquei observando ela por um momento. Nati abriu o manual e o folheou, balançando a cabeça. Ela murmurou: "Isso deve ter custado uma fortuna. Acho que ela pode bancar, mas mesmo assim..." Decidi que era melhor encarar a situação, então desci os últimos degraus. desci os degraus um pouco mais forte do que o necessário para que a Nati soubesse que eu estava ali. Ela se virou e me encarou, ainda com o manual na mão, "Juli, que diabos você tem feito? Quer dizer, eu sei que um garoto sozinho em casa pode fazer todo tipo de coisa estranha, mas eu não esperava...", ela apontou ao redor do quarto, "ISSO!". Eu fiquei corado e tentei falar, soltando um grunhido baixo antes de limpar a garganta, "É Juana". "O quê?" "É Juana agora. Eu sou transgênero". A Nati ficou paralisada por um momento antes de largar o manual e caminhar até mim. Ela olhou nos meus olhos, seu olhar queimava minha alma. Mesmo estando vestido, me senti mais nu do que quando ela me encontrou realmente pelado sendo fodido por uma máquina. Depois do que pareceu uma eternidade, a Nati apenas acenou com a cabeça e então me abraçou. Ficamos assim por um bom tempo e eu tremi, soltando alguns soluços baixinhos. Eu estava com tanto medo de como ela reagiria quando descobrisse, ela era minha única conexão real com minha vida antiga antes do acidente. Ela quebrou o abraço e me segurou com os braços estendidos, "Juli, perdão, Juana, vou me acostumar, me dá um tempo, você é minha melhor amiga e eu te amo. Seu nome e seu gênero não mudam isso". A Nati fez uma pausa e me olhou mais intensamente, sua voz um pouco mais firme, "Mas isso não explica tudo isso". A Nati pegou minha mão, me levou até o sofá e apontou: "Senta. Me conta tudo". Eu contei tudo para a Nati: como eu me sentia, como tomei minhas decisões, o que eu tinha feito até agora e o que planejava fazer. A Nati ficou quieta na maior parte do tempo, só interrompendo para esclarecer alguma coisa. Era difícil ler sua expressão, o rosto dela variava de divertido a preocupado, mas qualquer raiva que ela pudesse ter tido parecia ter sumido. Quando terminei, eu balancei a cabeça, então a Nati assentiu e se levantou. Ela me olhou, "Levanta, quero ver essa coisa na sua... como devo chamar? Pica parece inapropriado". Eu olhei para ela, envergonhado, mas respondendo "Eu tenho chamado ele de meu clitóris desde que comecei". "Fofo. Tudo bem, levanta e me mostra". Eu me sentei no sofá, atordoado. A Nati nunca tinha mostrado interesse nele quando era meu pau, não que ela mostrasse muito interesse em qualquer pau. A Nati revirou os olhos e fez um gesto para eu me levantar. "Vamos, não é como se eu não tivesse visto tudo antes. Já te vi pelada algumas vezes enquanto crescia, e literalmente acabei de ver você ser fodida por uma máquina, acho que já passamos do ponto da modéstia." Eu fiquei vermelha que nem um pimentão, mas concordei e me levantei. Algo no jeito que a Nati falou comigo fez meu clitóris pular um pouco dentro da gaiola. Estava me excitando ser comandada pela minha melhor amiga, mas eu não sabia muito bem como lidar com isso. Me levantei em silêncio, abaixei a calça de moletom e a calcinha, e puxei um pouco a regata para não cair sobre a gaiola. A Nati sorriu um pouco, olhando para baixo, "Calcinha bonita. Pensei que você fosse escolher algo mais exótico." Eu fiquei vermelha de novo e concordei com a cabeça "Tenho outras, só pensei, sei lá, não exagerar considerando o que acabou de acontecer." A Nati concordou de novo, mas seus olhos estavam grudados na gaiola em volta do meu clitóris, "Então você tem uma chave para isso, se é a chave que eu tenho pendurada como colar, e outra num cofre do banco, para 'emergências', certo?" Eu concordei com a cabeça, "Isso mesmo, por precaução." A Nati deu uma risada, "Ju... Jenny, você é minha melhor amiga, e eu te amo, mas às vezes você faz umas coisas bem bobas." Eu gaguejei e tentei responder: "M... Mas eu pensei que me ajudaria a me manter focada, só isso." A Nati riu de novo, "Não tenho tanta certeza do motivo, mas não é isso que eu quis dizer, boba. De que adianta estar a horas de distância numa emergência? E se você cair e se machucar e um médico precisar? Pela aparência dessa coisa, podem acabar te cortando ao tentar tirá-la?" Eu parei por um segundo. Em toda minha planejamento, eu nem tinha considerado essa possibilidade. Eu simplesmente balancei a cabeça, "Não sei. Não pensei nisso. Eu estava tão decidida a seguir em frente a todo vapor, que nem pensei em nenhuma dessas coisas". A Nati deu uma risada e pareceu genuína: "Você pode ser trans, mas ainda estava pensando com aquela coisa entre suas pernas, o que significa que não estava pensando direito. Você está mesmo decidida a fazer isso? Não sente falta de brincar consigo mesma?" Eu também ri, "Você me pegou brincando comigo mesma. Mas não, não senti muita falta. Encontrei outras formas de me satisfazer. Como uma garota". A Nati me olhou de novo, depois olhou nos meus olhos. Percebi que ela estava pensando e não queria interrompê-la; mesmo que ela estivesse sorrindo, eu estava aterrorizada com o que ela poderia dizer. Me contorci um pouco, parada ali com minha leggings e calcinha abaixadas, minha gaiola em exibição para minha melhor amiga. Fiquei horrorizada quando percebi que um pouco de líquido pré-ejaculatório tinha começado a escorrer da ponta da minha gaiola e que eu estava visivelmente excitada por ela. Depois do que pareceu uma eternidade, a Nati finalmente falou. "Tá bom, posso ver que você está falando sério, e sei que é melhor não tentar te convencer quando você já tomou uma decisão. Também sei que seu pequeno plano é estupidamente idiota, então vamos modificar esse plano. É sábado e já está tarde demais para ir ao banco hoje, então vamos na segunda-feira e você vai pegar sua chave". Eu comecei a interromper e a Nati levantou o dedo, "Você vai me dar, para mim, e eu fico com ela. É mais seguro para você em caso de emergência. Não tenho nenhum interesse no seu 'clitóris', então, a menos que haja uma emergência, ele vai ficar longe de você até que o outro temporizador acabe. Combinado?" Fiquei chocada! De todas as coisas que pensei que poderiam acontecer quando a Nati me encontrou lá em cima, essa não era uma delas! Isso na verdade tirou ainda mais controle de mim, o que fez meu clitóris inchar um pouco na sua jaula. Eu concordei rapidamente, "Tá bom, totalmente... Posso subir minha calcinha e minha legging agora, por favor?" Nati deu uma risada e acenou com a cabeça. "Sim, se cubra e sente. Tem mais nesse acordo, então pode relaxar. Depois que a gente terminar no banco, vamos te arrumar uma clínica para você dar seu consentimento e fazer um médico te examinar. Eu sei que você é inteligente, mas tomar hormônios aleatórios que achou na internet não foi a ideia mais brilhante que você já teve." Eu tinha colocado minha calcinha e legging de volta e me sentei, com um ar envergonhado. Nati estava certa, claro, mais uma vez eu tinha deixado meu clitóris pensar por mim na empolgação. "Eu não queria que minha tia descobrisse, ela ainda tem alguma influência sobre como eu consigo dinheiro nos próximos anos." Nati concordou, "Juana, você é uma adulta e sua tia não é sua tutora. A clínica, os médicos, a farmácia, não podem divulgar nenhuma informação a menos que VOCÊ autorize." Eu me recostei e ri um pouco, "Bom, talvez eu também não quisesse lidar com a burocracia, mas você tem razão. Tá bom, a gente vai na clínica." Nati se inclinou para frente e sorriu de novo, com um olhar um pouco mais intenso nos olhos. "A última coisa. Essa máquina que você tem aí em cima? Boa ideia, mas perigosamente burra de novo. E se desse algo errado com a máquina enquanto você estava trancada? Não tinha botão de pânico, eu tive que desligar pra você." Eu balancei a cabeça, "Eu sei, é perigoso, acabei de receber, mas você viu as caixas. Eu queria testar e adoro não ter o controle." Nati sorriu um pouco mais e se inclinou um pouco mais para frente, "Já que você gosta que as coisas fiquem fora do seu controle, eu vou te ajudar nisso. Olha, eu também sou pervertida. Você é claramente submissa, e eu... definitivamente sou dominadora, e a ideia de ter alguém sob controle assim me excita. Eu sabia que você era submissa há muito tempo, mas você sabe que eu não gosto de caras. A Erin é... meio termo, ela não gosta desistir desse tipo de controle. Então, vou assumir o controle de você. Isso não é um relacionamento sexual, não estamos namorando, mas vou controlar suas chaves e sua máquina." Fiquei, novamente, atordoado. Não conseguia acreditar no que a Nati estava dizendo e fiquei de boca aberta por um bom tempo antes que as palavras saíssem de mim. Acenei obedientemente e disse "Tá bom". "Tá bom, o quê?" "Tá bom, você pode controlar minhas chaves e a máquina." "E você concorda em seguir minhas instruções?" "Sim." "Não, quando você fala comigo sobre coisas assim, é 'Sim, senhorita'." "Sim, senhorita." Nati sorriu, e ambas rimos. Essas palavras me fizeram tremer. Ninguém nunca tinha me chamado de menina antes, e não apenas isso, mas ela estava me dando o controle que eu tanto desejava. Sorri "Obrigada, senhorita". Nati sorriu ainda mais, "Você está entendendo agora. Sua primeira instrução é usar esse seu cérebro para descobrir um botão de pânico. Você vai adicionar isso e uma câmera na configuração da sua máquina. Faça de modo que se você apertar o botão, ele me chama pela câmera e então eu decido se você deve ser solta. Você tem um pouco mais de segurança, mas ainda pode ceder o controle. Acha que consegue fazer isso?" Acenei rapidamente, meu clitóris pulsando só de pensar: "Sim, senhorita. O programa é feito para controle remoto, então eu só teria que instalar o aplicativo no seu celular. Fazer um botão que rapidamente faça uma videchamada é fácil." Nati sorriu e se levantou. "Excelente! Agora, vamos ver seu novo guarda-roupa. Originalmente eu vim porque a gente ia na loja de jogos no shopping hoje. Ainda quero fazer isso, e você vai precisar de algo bonitinho para vestir." A expressão no meu rosto deve ter dito tudo, porque Nati rapidamente completou: "Vamos, franguinha! Você se deu tanto trabalho para começar a viver como uma menina, vai ter que sair de casa alguma hora!" Nati colocou as mãos nos quadris estreitos, "Isso aqui não é a metrópole, mas essa cidade ainda é bem Estranha e amiga e, além disso, "a Nati bateu de brincadeira no meu nariz, 'já tá bem gata'". Eu fiquei toda corada quando a Nati me chamou de gata, e eu realmente queria sair pro mundo como garota, só não tinha planejado fazer isso tão cedo. Tipo, faltavam meses pelo menos. Mas essa era a Nati, sempre dava um jeito de ultrapassar meus limites e me empurrar pra experimentar coisas novas. Uma coisa eu sabia com certeza: ela sempre quis o meu bem e, na maioria das vezes, eu acabava gostando do que ela me fazia tentar. Eu balancei a cabeça e me levantei. "Tá bom, posso, hum, limpar a área um pouco antes?" Ela deu uma risada, balançando a cabeça. "Qual é, acabei de ver que você foi comida e penetrada por uma máquina e expôs toda sua história pra mim. Você não tem nada a esconder, e eu quero ver melhor sua cadeira de jogo". Eu abri a boca pra reclamar, mas aí percebi como isso era bobo, e só concordei com a cabeça e fui pra cima. Abri a porta do meu santuário agora não tão secreto e corri pro banheiro primeiro. "Olha a cadeira, se quiser, mas eu ainda vou limpar a máquina antes de sairmos, senão vai ficar uma zona". "Ah, é, boa ideia. Isso aqui é... intenso". Saí do banheiro e vi a Nati curvada sobre a cadeira, olhando todas as amarras e meu safe word. Fiquei corada, mas corri pra porra da máquina e limpei com uns panos limpos, depois joguei eles no cesto. "Tá bom, então, o guarda-roupa é onde tá tudo". A Nati parou com a cadeira e foi pro armário, olhando em volta. "Caralho, garota, queria ter seu guarda-roupa!" Ela pegou umas coisas no cabide e deixou de lado. "Isso tudo é meio feminino pra mim, mas mesmo assim, bom gosto pra roupa, querida". A Nati agarrou mais algumas coisas antes de chegar na parte mais fetichista do armário. "Oooh, pervertida. Essas são bem gostosas, mas provavelmente não pra sua primeira saída". A Nati olhou por cima do ombro e sorriu maliciosa. "Mas um dia não vai fazer mal". As palavras da Nati e o olhar nos seus olhos me fizeram corar ainda mais. Parecia que eu estava fazendo isso muito hoje. Tentei retribuir com um sorriso: "Sim, talvez um dia, mas será que podemos ficar com algo um pouco menos chamativo hoje?" Nati deu uma risada e revirou os olhos: "Já falei isso, boba". Ela pegou os artigos que tinha separado e jogou na cama, depois vasculhou as gavetas da minha roupa íntima por mais algumas coisas. Tirando algumas das minhas calcinhas, jogou na cama também, então pegou um par de tênis: "Aposto que você tem treinado com salto alto, mas acho que vamos ficar com algo um pouco mais confortável e menos óbvio para sua primeira saída". Sorri com isso, soltando um pequeno suspiro de alívio. Tinha medo que a Nati escolhesse alguns dos saltos mais ridiculamente altos que eu tinha e eu não conseguisse nem andar com eles. Eu estava convencido de ser uma garota, mas meus tornozelos eram um pouco mais céticos em relação aos saltos. Nati me fez experimentar algumas combinações de roupas, mas todas eram baseadas em blusas de gola alta e saias até o joelho. Independentemente do que se possa dizer sobre a Nati, ela estava fazendo o possível para me vestir com algo que não fosse chamativo, mas ainda assim atraente. Finalmente, ela decidiu por uma camiseta branca de manga curta com gola alta e listras horizontais pretas, uma jaqueta jeans curta e leve, uma saia rodada azul escuro até o joelho, meias cor carvão e meus Chucks brancos básicos de cano baixo. A Nati me fez colocar um bralette de renda cor da pele e uma calcinha combinando para que o bralette não ficasse visível por baixo da blusa. Embora a Nati não gostasse de moda muito feminina, ela sabia o que estava fazendo. Eu definitivamente não iria estampar a capa da Vogue, mas foi fofo ela estar me ajudando. Terminei de colocar a roupa e finalizei com o giro de garota trans da minha saia rodada. Na verdade, me senti incrivelmente confortável com as roupas e menos... exposta do que eu pensava. A Nati tinha escolhido bem, e eu sorri, "Obrigada, ainda tô com medo, mas isso tá perfeito". A Nati sorriu calorosamente, qualquer maldade que eu tinha visto antes tinha sumido, e ela me deu um abraço. Me abraçou forte por mais tempo do que nossos abrazos de costume, "Você é minha melhor amiga, Juana. Te conheço quase desde que éramos bebês. Te amei como Julio e vou te amar como Juana. Nada vai mudar isso." A Nati se afastou um pouco e me deu um beijo na bochecha, "E essa é a última vez que vou usar seu nome antigo. Esse nome já era, viva a Juana, porra, minha compi e melhor amiga". Eu ouvi a Nati, mas não consegui responder. A onda de emoções que eu tava sentindo tomou conta de mim e eu comecei a chorar. Não tenho certeza de quanto tempo chorei, mas a Nati me abraçou o tempo todo, acariciando meu cabelo devagar. Toda a tensão, todos os nervos, toda a angústia sobre como a Nati ia reagir, todos os meus outros medos simplesmente sumiram. Não me entenda mal, eu ainda tava com medo de muita coisa que podia acontecer no futuro, mas naquele momento eu sabia que tinha uma âncora. Eventualmente, eu fui acalmando o choro e fiquei só no choramingo. Abracei a Nati um pouco mais forte antes de me afastar um pouco. Eu não tava usando muita maquiagem, mas o pouco que tinha usado quase tudo tava manchado na blusa da Nati, que também tava encharcada das minhas lágrimas. "Meu Deus, desculpa, Nati..." A Nati olhou pra blusa e depois de volta pra mim, "Não se preocupa com isso, querida, vale a pena. Além do mais, você já tá carregada, pode me repor se não der pra limpar. Pelo menos não foi com aquela roupa que eu me forcei a usar por sua causa, além do mais agora a gente divide as roupas e eu peguei uma sua". Eu ri e concordei, ainda soluçando um pouco e enxugando algumas lágrimas do rosto, "É verdade, nas duas coisas". A Nati me pegou pelos ombros e me virou de leve, me empurrando pro banheiro. Ela deu um tapinha na minha bunda de brincadeira e riu, "Vai se limpar e se arrumar de novo, e maquiagem. Um pouco menos ao redor dos olhos desta vez, posso dizer que você foi no improviso, mas ainda estava um pouco carregado. Vou cuidar da minha camiseta. Eu ri um pouco quando ela me cutucou, mas concordei com a cabeça e continuei em direção ao banheiro, "Sim, senhorita". "Boa garota", disse a Nati enquanto saía do quarto, ambas rimos ao mesmo tempo. As palavras da Nati me tiraram do meu devaneio e me fizeram tremer um pouco. Imediatamente lembrei o quanto estava excitada e que na verdade ainda não tinha descido daquela maldita máquina. Pensei rapidamente em usar meu vibrador para chegar lá rápido, mas percebi que a Nati provavelmente não acharia muito engraçado se me visse me masturbando de novo. Joguei um pouco de água fria no rosto da pia do banheiro para tentar me acalmar um pouco, e funcionou um pouco. Pelo menos o suficiente para conseguir me concentrar no que estava fazendo. Usei um demaquilante para remover os restos do meu rosto arruinado, depois lavei, hidratei e reapliquei. Mais leve na maquiagem dos olhos desta vez. Pentei meu cabelo e coloquei em um rabo de cavalo simples, mas com uma presilha decorativa. O cabelo ainda não era meu ponto forte, então tive que ser simples. Quando terminei, dei um passo para trás, me olhei no espelho de corpo inteiro e soltei um suspiro de alegria. Eu estava gata! Girei um pouco meu vestido e adorei a sensação ao deslizar nas minhas pernas através das meias-calças. Me olhei no espelho de todos os ângulos e estava tão satisfeita. Eu parecia uma garota de 19 anos! Um pouco estreita nos quadris, e nada em cima, mas parecia uma garota. Pensei que poderia chorar de novo, mas ouvi um assobio de admiração atrás de mim. "Você está uma gostosa, Juany", disse a Nati enquanto atravessava a porta. Ela estava usando uma das minhas velhas camisetas de banda que era grande demais para nós duas e escorregou de um dos ombros, revelando a alça do sutiã preto. Junto com a gargantilha e os jeans rasgados que ela já usava, ficou perfeito. Ela gesticulou em direção à blusa, "Gostou? Minha camisa não ia ficar limpa sem pelo menos uma lavada, então peguei essa do seu quarto. Ou melhor, do seu antigo quarto, devo dizer". Para a Nati, sorri e balancei a cabeça, "Você está uma gostosa! Fica com ela, eu ia usar como pijama, mas logo descobri que prefiro camisolas e pijamas femininos". "Ótimo, valeu. Pronta pra ir?" Comecei a acenar, depois parei. "Na verdade, deixa eu dar uma corrida no banheiro rapidinho, preciso mijar". "Tudo bem, me encontra lá embaixo quando terminar". Voltei ao banheiro e fiz minhas necessidades. Enquanto me olhava no espelho. Lá estava eu, toda vestida, maquiada e curvada, e de repente desejei que alguém estivesse atrás de mim, me enchendo. Imaginei que era a Nati me comendo com uma cinta, e meu clitóris pulou e babou um pouco. Estremeci, depois limpei o fiozinho de lubrificação antes de subir a calcinha e as leggings. Peguei uma bolsa marrom claro no cabideiro e peguei minha carteira e chaves. Tinha uma carteira que veio com a bolsa, então rapidamente transferi tudo da minha carteira de menino. Comecei a caminhar em direção à porta, depois percebi que talvez precisasse retocar a maquiagem, então agarrei o nécessaire e joguei dentro também. E uns lenços. E lenços demaquilantes. Comecei a entender por que outras mulheres reclamavam das bolsas agora, estava começando a ficar um pouco cheia. Desci as escadas correndo e encontrei a Nati no sofá, digitando no celular, parecia estar tendo uma conversa muito intensa. "Tudo bem, pronta! Você tem que dirigir, caso dê algum problema, não tenho um documento que combine com a minha aparência". Nati se assustou um pouco ao ouvir minha voz, mas se Ela se recuperou rapidamente e assentiu, "Sim, sem problema". Ela sorriu, "Além disso, você é uma motorista de merda". Acostume-se a poder por ser mulher. Fiz careta, "Não sou, só não tenho muita experiência! Com quem você estava falando?" Nati guardou o celular no bolso e pegou as chaves do outro; ela estava viajando bem mais leve que eu naquele dia, "Só trocando mensagens com a Erin, avisando que a gente estava atrasado pra chegar no shopping, só isso". Eu não estava totalmente convencido, mas considerando como ela tinha sido compreensiva com tudo, decidi deixar pra lá. Entramos no carro da Nati e ouvimos umas músicas góticas antigas que ela gosta na viagem rápida até o shopping. Eu tinha ficado bem tranquilo com a situação toda enquanto dirigia, mas quando chegamos no estacionamento do shopping, comecei a ficar muito mais tenso. Nati pareceu perceber e colocou uma mão no meu joelho, nada sexual, só reconfortante. Ela se virou e olhou nos meus olhos. "Você está ótima. Super fofa, até. Isso vai dar certo, e você consegue fazer isso. Você tem que fazer isso uma hora ou outra, e me tem aqui pra te proteger. Você vai ficar bem". Soltei um tremor e um suspiro longo e concordei. Ainda estava nervoso pra caralho, mas a confiança da Nati realmente deu um up na minha. Olhei nos olhos dela, "Sim". Sem mais palavras, tirei o cinto de segurança, abri a porta e entrei no mundo como uma garota. Na verdade foi mais uma confusão, os carros estavam estacionados muito juntos, mas mesmo assim, foi um grande momento pra mim. Ouvi um "boa garota" encorajador de dentro do carro antes de fechar a porta e a Nati sair do outro lado. Ela piscou pra mim e abriu caminho em direção ao shopping. Nati andava com propósito, e eu tive que controlar meus nervos pra acompanhar o ritmo dela. Passamos por algumas pessoas caminhando em direção à porta principal, e eu ainda esperava que alguém começasse a me olhar. Me senti como um fenômeno, mas ninguém parecia me notar. Um cara olhou mais fixamente, mas percebi que na verdade estava olhando para mim. Ele não demorou muito, mas mesmo assim, alguém estava me olhando! Não gerei muito mais atenção e comecei a sentir que tinha me safado. Até que ouvi uma voz familiar. "Gata, por aqui!" Me virei e olhei, e lá estava a namorada da Natii, Erin, correndo na nossa direção. Ela me agarrou e me deu um abraço. "Juana, você tá linda! Fico feliz que você pôde vir! Hoje" Fiquei confusa, mas claro que não ia esconder isso da Erin, então sorri e cumprimentei normalmente, continuei

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