Ia contar pra você, leitor pervertido e ousado, que assim como o Sadismo parece ser uma palavra, dentro dela existem milhares de outras que vão nos levar a dobrar em todas as direções. Queria poder te contar de algum jeito que isso é pela arte. Cristian estava no banheiro do hospital se trocando pra voltar pro barraco, quando lá de fora escutam que a Jenny deu um escorregão ou alguma batida. Nada muito dramático, mas todo mundo sabe como a Jenny era boa pros olhos do Cristian. Inevitavelmente, ele saiu correndo. Sem trocar uma palavra com a enfermeira. Foda-se. Não tinha muito mais o que dizer. Iam continuar em contato pra futuros estudos. De filme romântico, chegou na hora pra acompanhar a moça até o táxi. E ganhou. Levantou. A coisa rolou. Ela cedeu. A generosidade e preocupação junto com um timing perfeito. Os jogos sexuais que viajavam pela mente, eletricidade subindo, êxtase, hormônios ou seja lá o que fosse que de repente um imaginava o outro em cima, embaixo, na frente e atrás em 1 segundo. Mas o silêncio não era desconfortável nem longo, felizmente. A dor de uma pancada junto com a atenção de um homem maduro e campeiro, pra não dizer crioulo, preenche o resto do tempo com palavras bondosas e atenção constante. Um cavalheiro que se faz sem praticar, mas de um lance e uma vez. Você pega essa rédea e a pessoa tem que estar à altura. Ela, aos olhos dele, era linda pra caralho. Mas também trabalhadora constante e, pelo visto, solteira. E humana. Cai, se machuca. Coisas acontecem. Exuberante. E feminina. Flor delicada com vontade de ser polinizada. Mas o taxista tinha outros planos, e os gritos da Jenny por causa do desconforto da bandagem faziam ela levantar a voz. E o maldito carro que queria tirar um cochilo. No acostamento da estrada, umas 4 quadras depois, trouxe eles de volta à realidade e de novo se olharam nos olhos. Mas não com medo. Nem vergonha nem pudor. Suor leve e frio nas costas. Um vento frio e um tremor. "Você Já faz um tempo, vamos ver até onde chegamos, espero que não se importe, mas não gostaria que você continuasse sofrendo." Depois falaria sobre o acordo da noite na Pensão. Esperava. "Ficaria puto com o comentário, mas hoje é tão especial que vou deixar passar e agradecer. Não queria ser mal-educado com meu segundo cliente. Até seria uma boa ideia ir começando. Valeu." uma risada. Pudor. Suor. Frio. Vento subindo. Tremores femininos eternos e sem vergonha. Assim era Jenny, a mulher mais gostosa da Pensão.
2. Pedro tava com dor de tanto ter batido uma naquele dia. Se sentia bem mal consigo mesmo e com sua sexualidade maldita. A mão doía porque a palma tinha ficado dura em algumas partes. Ele ainda é novo. Mas as mãos dele já começam a sentir o peso da vida, além das mil punhetas que vem fazendo desde que quebrou o tornozelo da vizinha e desde então precisa ir ajudar a manter a pensão e a Jenny bem e satisfeita.
Tava passando o pano no chão do banheiro há um tempão, pensou. "Cara, se liga se quiser terminar hoje. A puta da mãe." O pau duro e sofrendo, o magrelo tava perto de sair com uma vizinha, mas do outro lado da rua. Cecília. Um ano mais nova que ele.
"Ceci", como ele chamava, estudava muito e tinha um trampo de meio período. Claramente tinha dado ouvidos aos mais velhos e estudou tudo que pôde. Escolheu uma carreira que queria seguir e foi pra frente.
Hoje tava colhendo os frutos e ia sair com Pedro, que também não ficava atrás. Estudava e trabalhava. Era viciado em bater uma e ainda arrumava tempo pra fazer algum exercício, senão ler uns livros ou ver TV.
Sortudos alguns, diz o ditado, que dois jovens se conheceram em momentos parecidos e vamos saber disso muito bem, já que com o primeiro beijo começou uma relação que foi além de títulos e empregos.
3. A polícia procura um homem alto, cabelo castanho puxando pro escuro, aparentemente com boné/boina na mão. Bolsa na outra. Zona norte da cidade, aparentemente plantação/animais, o número de pessoas era grande. investigar e Juan sabia bem. A pussy peluda já teria visto dessas coisas em seus 34 anos de polícia rural. "Não vou mentir pra você, vi de tudo nesses anos", ele dizia pra todo mundo. Inacreditável, mas verdade, tinha acontecido de tudo. O bom é que ele nunca perdia o humor. O primeiro caso dele já tinha sido estranho o suficiente pra começar o boato de que a cidade tava virando um inferno de vez em quando. Mais gente. Mais grana. Mais rancor. Menos respeito pela cidade. O espírito vai se perdendo, vai se indo. A fazer. "Recomeçar não é possível, melhor guardar todo conhecimento possível e deixar legado", ele também repetia, mas só com os amigos íntimos. Pelo que eles entendiam, o Juancito tava criando o primeiro registro "sério" da cidade. A Internet tinha chegado e mil aplicativos. Mas a máquina era lenta. O usuário, lento. E não dava pra abranger tudo. Como sempre, tem que escolher as batalhas. Uma jovem digna pra uma batalha a lutar pela sua jovialidade, sua maturidade e seu possível futuro já jogada no acostamento da estrada. Na beira da pista. "Uma falta de respeito, Juan. Uma falta de respeito. Tô que desmaio e volto a viver." "Bom, pra se controlar. Isso não é pra desesperar." "Não é só isso, velho, já falei mil vezes, chefe, aqui, nessa cidade, sei lá, sou jovem. Não me vejo e essas coisas NÃO AJUDAM. Gorda mulher caucasiana de cabelo claro morta às 23h do dia 3 do mês. Roupa nenhuma. 2 balas. Uma na testa. Não tem muitos sinais de violência no corpo. "Muito pra pensar, Dani, muito pra pensar e não enche o saco, me anota todas as ideias que quiser que eu escuto e toda teoria ANOTADO, ASSIM, como faz minha mãozinha. Escreve tudo. Vamos falar pouco." Os melhores policiais do condado suando a camisa numa terça-feira 3, distante do trio mas perto do fim dos caminhos pra todos. Mortes, vida. Risos e tetas. 4. Chegaram na casa da Jenny muito cansados. O dia tinha sido bem longo pra todos. Assim. É a sensação de estar com uma lesão ou doente. Aquele mal-estar clássico que às vezes parece que nunca vai embora e a gente fica flertando com ele. Mas para Cristian e Jenny não seria mais assim. Nem de longe. "Tente seguir com sua rotina normal, mas maneire mais no corpo, estamos em contato." A mesma frase para cada um. A doutora poderia ter aproveitado para falar com os dois, já que estavam lado a lado separados só pela cortina. Mas os médicos são assim. Os três moradores da pensão riram durante o jantar enquanto devoravam um frango com batatas e salada clássica de alface e tomate. "Então a gente se olhou de novo, e quando ela foi embora, a gente conversou", disse Cristian. Ele estava animado. Fazia tempo que não passava tanto tempo conversando com alguém. No geral, ele só falava por necessidade. Ele perceberia isso ainda hoje. Sentia que a conversa estava nas mãos de Jenny e Franco, o hóspede simpático. Franco tinha chegado mais tarde do que o normal naquele dia. Sortudo ele. Sortudos todos, menos seus estômagos roncando. A voracidade tomou conta da mesa na rua Roca pela primeira vez. "Acho que não vou conseguir cuidar da casa inteira nesse estado. Sei que o Pedro vai vir me ajudar, mas hoje peço que vocês me ajudem só com a louça. Odiosa louça. Um dia vou ter uma lava-louças." Franco trabalha como dentista. Ele tem vários lugares onde pratica sua única arte. O que torna seus horários e sua vida esporádicos. Ele vai e vem, nunca tem relacionamentos longos. Tenta, mas se sai melhor continuando a dar atenção à vida profissional, que ainda tem muito a fazer antes de se estabelecer para formar uma família. Tempo de sobra para isso, 32 anos. Muito humilde. Lutador da vida. Se soube fazer trabalho e estudo também. A vida é difícil. "Eu cuido de tudo", disse Cristian. "Vou tomar mais um copinho de vinho enquanto cuido disso, se não for incômodo pra ninguém. Estou pensando se vou trabalhar amanhã ou não. Qualquer coisa, eu cuido do café da manhã." "Não se preocupe, eu levanto e vou a um café perto da clínica. Ajudar. vamos tentar ajudar todo mundo" — Franco sempre se dava bem com essas atitudes. Um puta aspecto de adulto, mas com uma seriedade jovem demais. Se ele soubesse hoje o que é a vida, depois de tanto ganhar e tanto perder. Voltando pro quarto e se trocando pra ir dormir, Franco já tava pensando no dia seguinte. Um quarto bem bonito. Mesa confortável. Dois espelhos. Luz branca e qualidade na bancada. Ventilação boa. Tava feliz de ter ido parar na casa da Jenny. "Vou dever pra sempre, senhorita, esse lugar me tratou bem". Não ia ficar muito tempo morando na Pensão, mas os 7 meses foram muito gostosos e agradáveis pra todo mundo, até pros vizinhos. A Pensão ia começar, nesses 7 meses, a abrir as portas, e logo o bairro ia pegar mais um senso de pertencimento, dando início a uma história de bairro e cidade em evolução como só se viu na Argentina. Tudo tava dado. A economia funcionava, o trabalho por enquanto sobrava, e o povo se divertia e ia ter sexo e orgias onde a procriação era consequência, e assim cresce esse nosso povoado da história mais divertida do verdadeiro Trio.
2. Pedro tava com dor de tanto ter batido uma naquele dia. Se sentia bem mal consigo mesmo e com sua sexualidade maldita. A mão doía porque a palma tinha ficado dura em algumas partes. Ele ainda é novo. Mas as mãos dele já começam a sentir o peso da vida, além das mil punhetas que vem fazendo desde que quebrou o tornozelo da vizinha e desde então precisa ir ajudar a manter a pensão e a Jenny bem e satisfeita.
Tava passando o pano no chão do banheiro há um tempão, pensou. "Cara, se liga se quiser terminar hoje. A puta da mãe." O pau duro e sofrendo, o magrelo tava perto de sair com uma vizinha, mas do outro lado da rua. Cecília. Um ano mais nova que ele.
"Ceci", como ele chamava, estudava muito e tinha um trampo de meio período. Claramente tinha dado ouvidos aos mais velhos e estudou tudo que pôde. Escolheu uma carreira que queria seguir e foi pra frente.
Hoje tava colhendo os frutos e ia sair com Pedro, que também não ficava atrás. Estudava e trabalhava. Era viciado em bater uma e ainda arrumava tempo pra fazer algum exercício, senão ler uns livros ou ver TV.
Sortudos alguns, diz o ditado, que dois jovens se conheceram em momentos parecidos e vamos saber disso muito bem, já que com o primeiro beijo começou uma relação que foi além de títulos e empregos.
3. A polícia procura um homem alto, cabelo castanho puxando pro escuro, aparentemente com boné/boina na mão. Bolsa na outra. Zona norte da cidade, aparentemente plantação/animais, o número de pessoas era grande. investigar e Juan sabia bem. A pussy peluda já teria visto dessas coisas em seus 34 anos de polícia rural. "Não vou mentir pra você, vi de tudo nesses anos", ele dizia pra todo mundo. Inacreditável, mas verdade, tinha acontecido de tudo. O bom é que ele nunca perdia o humor. O primeiro caso dele já tinha sido estranho o suficiente pra começar o boato de que a cidade tava virando um inferno de vez em quando. Mais gente. Mais grana. Mais rancor. Menos respeito pela cidade. O espírito vai se perdendo, vai se indo. A fazer. "Recomeçar não é possível, melhor guardar todo conhecimento possível e deixar legado", ele também repetia, mas só com os amigos íntimos. Pelo que eles entendiam, o Juancito tava criando o primeiro registro "sério" da cidade. A Internet tinha chegado e mil aplicativos. Mas a máquina era lenta. O usuário, lento. E não dava pra abranger tudo. Como sempre, tem que escolher as batalhas. Uma jovem digna pra uma batalha a lutar pela sua jovialidade, sua maturidade e seu possível futuro já jogada no acostamento da estrada. Na beira da pista. "Uma falta de respeito, Juan. Uma falta de respeito. Tô que desmaio e volto a viver." "Bom, pra se controlar. Isso não é pra desesperar." "Não é só isso, velho, já falei mil vezes, chefe, aqui, nessa cidade, sei lá, sou jovem. Não me vejo e essas coisas NÃO AJUDAM. Gorda mulher caucasiana de cabelo claro morta às 23h do dia 3 do mês. Roupa nenhuma. 2 balas. Uma na testa. Não tem muitos sinais de violência no corpo. "Muito pra pensar, Dani, muito pra pensar e não enche o saco, me anota todas as ideias que quiser que eu escuto e toda teoria ANOTADO, ASSIM, como faz minha mãozinha. Escreve tudo. Vamos falar pouco." Os melhores policiais do condado suando a camisa numa terça-feira 3, distante do trio mas perto do fim dos caminhos pra todos. Mortes, vida. Risos e tetas. 4. Chegaram na casa da Jenny muito cansados. O dia tinha sido bem longo pra todos. Assim. É a sensação de estar com uma lesão ou doente. Aquele mal-estar clássico que às vezes parece que nunca vai embora e a gente fica flertando com ele. Mas para Cristian e Jenny não seria mais assim. Nem de longe. "Tente seguir com sua rotina normal, mas maneire mais no corpo, estamos em contato." A mesma frase para cada um. A doutora poderia ter aproveitado para falar com os dois, já que estavam lado a lado separados só pela cortina. Mas os médicos são assim. Os três moradores da pensão riram durante o jantar enquanto devoravam um frango com batatas e salada clássica de alface e tomate. "Então a gente se olhou de novo, e quando ela foi embora, a gente conversou", disse Cristian. Ele estava animado. Fazia tempo que não passava tanto tempo conversando com alguém. No geral, ele só falava por necessidade. Ele perceberia isso ainda hoje. Sentia que a conversa estava nas mãos de Jenny e Franco, o hóspede simpático. Franco tinha chegado mais tarde do que o normal naquele dia. Sortudo ele. Sortudos todos, menos seus estômagos roncando. A voracidade tomou conta da mesa na rua Roca pela primeira vez. "Acho que não vou conseguir cuidar da casa inteira nesse estado. Sei que o Pedro vai vir me ajudar, mas hoje peço que vocês me ajudem só com a louça. Odiosa louça. Um dia vou ter uma lava-louças." Franco trabalha como dentista. Ele tem vários lugares onde pratica sua única arte. O que torna seus horários e sua vida esporádicos. Ele vai e vem, nunca tem relacionamentos longos. Tenta, mas se sai melhor continuando a dar atenção à vida profissional, que ainda tem muito a fazer antes de se estabelecer para formar uma família. Tempo de sobra para isso, 32 anos. Muito humilde. Lutador da vida. Se soube fazer trabalho e estudo também. A vida é difícil. "Eu cuido de tudo", disse Cristian. "Vou tomar mais um copinho de vinho enquanto cuido disso, se não for incômodo pra ninguém. Estou pensando se vou trabalhar amanhã ou não. Qualquer coisa, eu cuido do café da manhã." "Não se preocupe, eu levanto e vou a um café perto da clínica. Ajudar. vamos tentar ajudar todo mundo" — Franco sempre se dava bem com essas atitudes. Um puta aspecto de adulto, mas com uma seriedade jovem demais. Se ele soubesse hoje o que é a vida, depois de tanto ganhar e tanto perder. Voltando pro quarto e se trocando pra ir dormir, Franco já tava pensando no dia seguinte. Um quarto bem bonito. Mesa confortável. Dois espelhos. Luz branca e qualidade na bancada. Ventilação boa. Tava feliz de ter ido parar na casa da Jenny. "Vou dever pra sempre, senhorita, esse lugar me tratou bem". Não ia ficar muito tempo morando na Pensão, mas os 7 meses foram muito gostosos e agradáveis pra todo mundo, até pros vizinhos. A Pensão ia começar, nesses 7 meses, a abrir as portas, e logo o bairro ia pegar mais um senso de pertencimento, dando início a uma história de bairro e cidade em evolução como só se viu na Argentina. Tudo tava dado. A economia funcionava, o trabalho por enquanto sobrava, e o povo se divertia e ia ter sexo e orgias onde a procriação era consequência, e assim cresce esse nosso povoado da história mais divertida do verdadeiro Trio.
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