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![Sozinho no Meio das Gostosas[46]Buceta gostosa e melada[/46] Sozinho no Meio das Gostosas[46]Buceta gostosa e melada[/46]](//s2.poringa.net/images/space.gif)
Capítulo 46.
Reunião em Família.
A situação poderia parecer muito estranha pra qualquer um dos nossos vizinhos que, por acaso, pudesse espiar a sala da minha casa. Eles iam ficar chocados ao ver tanta mulher pelada, e eu com a pica dura. Principalmente se soubessem que essas mulheres eram parte da minha família, com exceção da Brenda.
Todos estávamos completamente nus, por ordens da Macarena. Ela se recusou a começar a reunião se alguém ainda estivesse vestido. "A melhor forma de nos abrirmos é estarmos todos em igualdade de condições", disse a Maca. E ela tem razão. Eu não teria me sentido tão à vontade sabendo que algumas das minhas irmãs ainda estavam de roupa. Também acho que isso teria deixado a Brenda ainda mais nervosa. Em vez disso, a garota sorriu e ficou bem relaxada ao ver os peitos e a buceta de todas.
Sabia que ainda faltava a parte mais importante, a reunião em si; mas eu me sentia muito mais confiante e relaxado. Tinha o pressentimento de que tudo daria certo. O jeito que as coisas rolaram serviu pra quebrar o gelo.
A única coisa que me preocupa é a Gisela. Mas agora não é hora de ficar pensando nisso. Vai ter que esperar.
―Antes que vocês falem algo, queria pedir desculpa pela minha atitude ― disse a Brenda.
— Não sei por que você insiste nisso — respondeu minha mãe. — Quem fica com a cara no chão de vergonha sou eu. Por que você teria que se desculpar?
—Porque vocês me convidaram pra dividir a casa de vocês, me deram de comer, me fizeram sentir como se eu fosse da família, mesmo sem me conhecer direito. E eu… sinto que não retribuí isso com o respeito que vocês mereciam. Esses últimos dias eu fiquei fria, distante, nem participei das conversas no almoço e no jantar. Não é assim que se paga a hospitalidade. E ainda tem a outra parada… a brincadeira com a Gisela. —Olhou pra minha irmã mais velha—. Gise, posso contar pra eles sobre isso? Preciso, pra vocês entenderem por que eu agi daquele jeito.
—Tá bom, pode contar pra eles.
―Deixo claro que não vou contar isso como desculpa. Sei que me comportei de forma inadequada. E também não quero culpar a Gisela pelo que aconteceu…
—Eu aceito a responsabilidade. Não precisa me defender, Brenda. Qualquer problema que eu tiver com a minha família, vou resolver pessoalmente.
Me deu um arrepio ouvir a Gisela falando naquele tom… ou melhor, a Celeste. Porque essa, com certeza, não é a minha irmã. Não é a garota amorosa e tímida que odeia confronto. Até a postura dela é diferente. Ela não está com os ombros curvados como de costume, como se tentasse esconder os peitos. As costas estão retas e as tetonas dela parecem mais firmes do que nunca, com os bicos apontando pra cima. É como se ela dissesse: “Tenho orgulho desse par de peitões.”
Tá bom, desculpa. Não quis falar por você ― disse Brenda, de cabeça baixa ―. Só quero explicar pra Alicia por que eu me comportei de um jeito tão sem noção.
—Se você vai falar sobre isso, olhe pra frente —disse Gisela—. Olha nos olhos dela.
—S… sim. Você tem razão —foi difícil, mas no fim ela conseguiu olhar nos olhos da minha mãe—. Me desculpa, Alicia. Lamento muito se nesses dias te fiz sentir mal de alguma forma. —Minha mãe parecia tocada pela sinceridade nas palavras de Brenda—. Também quero te pedir desculpas se te fiz criar alguma expectativa. Tudo que rolou com você não teve nenhuma má intenção da minha parte, foi só uma brincadeira.
Alicia ficou em silêncio por alguns segundos, parecia tensa e talvez meio irritada.
— Em que consistia esse jogo? — ela perguntou.
— Pode contar — disse Gisela.
—Tá bom. É um jogo sexual que comecei com a Gisela uns meses atrás. Sempre tive dificuldade pra me soltar com as pessoas, principalmente na parte sexual. Mas, graças à minha psicóloga, Sabrina, consegui abrir muito a mente e parei de ligar tanto pros preconceitos que eu tinha sobre sexo. E quem mais me ajudou nisso foi a Gisela. Ela entendeu desde o começo que eu tinha muita dificuldade em tomar decisões na hora de transar com alguém. Mesmo que, por dentro, eu tivesse morrendo de vontade de fazer; eu não tinha coragem de ir em frente. Por isso, a gente fez um pacto: eu tô à disposição dela, sob as ordens dela. Pode até parecer bobeira no começo, mas na real é bem mais complexo do que parece.
—É sim —comentou Macarena—. Não é fácil encontrar alguém pra confiar todas as suas decisões sobre sexo. É um tipo de relação muito complexa, baseada na mais absoluta confiança. Me emociona muito que você e a Gisela tenham conseguido esse tipo de conexão.
—Eu também —disse Brenda, com um sorriso—. E tô falando por mim, não pela Gise, que é um amor. Eu era muito fechada. Qualquer ato sexual me escandalizava. Agora não vejo mais assim. Tô morrendo de vontade de experimentar, de viver coisas novas… especialmente durante essa pandemia que deixou todo mundo doido. E bom, como eu disse, quem decide por mim, na questão do sexo, é a Gisela. E ela, pra se divertir um pouco, começou a me dar uns desafios, tipo ir pro quarto da Alicia sem calcinha. Aconteceram umas coisas entre a gente, Alicia, e quero que você saiba que curti pra caralho. Só não quero que você pense que é algo muito sério.
—Nunca levei a sério —disse Alicia—. Não me incomoda saber que foi parte de um jogo. Isso eu entendi desde o começo. Não sou tão burra. Vi como um jeito da Gisela brincar comigo pra me castigar pelo mal que causei a ela.
—Não tava tentando te punir — disse Gisela —. Só queria mostrar que você gosta de mulher tanto quanto eu. Você é tão sapatão quanto eu, mãe.
Essas foram palavras duras pra Alicia. Ela ficou muda.
— Sua filha tem razão —interveio Cristela—. E acho que sou a pessoa mais indicada pra explicar pra Brenda o que era tudo aquilo que ela viu no quarto do Nahuel. Posso fazer isso?
—Sim, claro —eu disse.
No começo, achei que toda a conversa ia depender só de mim e da Macarena. Fico muito feliz em saber que tem outras pessoas dispostas a falar e explicar tudo. Isso tira um peso enorme das nossas costas.
—Poderia passar horas te contando tudo com riqueza de detalhes —começou dizendo Cristela—, e tô disposta a fazer isso, se você quiser ouvir. Isso a gente deixa pra outro dia. Hoje vou te dar a versão resumida, sem filtros nem censura. Espero que seja verdade essa história de que agora você tem “a mente aberta”, porque vai precisar.
—Acho que tô sacando por onde as coisas vêm —disse Brenda—. Esses dias tive tempo pra pensar e analisar a situação e acho que tô pronta pra te ouvir.
—Tá bom, confio que isso é verdade. Posso garantir que a Alicia curte mulher quase tanto quanto a Gisela, porque ela comeu comigo por anos. —A Brenda ficou tensa pra caralho—. Começou quando a gente tinha uns dezoito anos. Éramos inocentes. Ninguém nos preparou pra lidar com esse tipo de situação. Nossos pais sempre foram muito fechados, principalmente com sexo. A gente sentia uma atração forte uma pela outra e não sabia o que fazer com aquilo. Inventávamos mil desculpas absurdas pra acabar juntas na cama, chupando as bucetas uma da outra. E quando a desculpa já tinha cumprido o papel, a gente passava a noite inteira transando sem culpa. Mas claro, a culpa vinha depois do sexo. Afetava as duas. Naquela época, me afetava tanto quanto a Alicia, por isso entendo ela. Com o tempo, me afastei dos meus pais e comecei a ver o sexo de outro jeito. Mas a Alicia continuou muito próxima da nossa mãe, ou talvez seja só porque o jeito dela é diferente do meu. A Alicia nunca aceitou o que rolou entre a gente, e esses atos sexuais acabaram. Achei que iam acabar pra sempre…
—Voltaram com a pandemia? —Perguntou a Pilar.
—É isso mesmo. Durante o isolamento, a situação nos forçou a ficar mais próximas e… depois de um tempo, nenhuma de nós duas conseguiu resistir à tentação. A verdade é que eu e minha irmã temos uma relação muito especial. Não é mesmo, Alicia?
—Não tô pronta pra falar sobre isso —respondeu minha mãe—. A única coisa que quero esclarecer pra Brenda é o que rolou no quarto do Nahuel… e por que a gente permite o nudismo aqui em casa. Acho que as duas respostas tão ligadas.
—Estou te ouvindo —disse Brenda, mantendo a calma.
—Me surpreende que você não tenha ficado enojada com o que minha irmã contou.
—Não tô, não. Falei que agora tô com a mente muito mais aberta, é uma parada difícil de processar, e sei que vai levar um tempo; mas agora mesmo tô tentando não julgar ninguém. Só tô ouvindo.
—Mmm… tá bom. Agradeço o gesto. —Minha mãe suspirou, como se tentasse se preparar mentalmente pra encarar uma maratona—. O isolamento afetou todo mundo, cada um de um jeito. Sei que tem gente que lidou de boa, sem grandes mudanças na vida. Outros sofreram mais e tiveram sérios problemas emocionais ou financeiros. Pra gente, pegou pesado em vários níveis. O mais importante foi a convivência. Oito pessoas numa casa que, como você vai ver, não é lá muito grande. Oito pessoas que tinham que dividir esse espaço todo dia, a qualquer hora. Porque a quarentena também bagunçou nossos horários de sono. Não importava se era dia ou noite, sempre tinha alguém no corredor quando você saía do quarto. E isso fez a gente criar umas regras de convivência.
—O que minha mãe tá tentando explicar —interrompeu Macarena—, é que muitas vezes a gente saía dos quartos só de calcinha e sutiã, ou peladas mesmo, quando voltava do banho. Isso começou a gerar um monte de situações constrangedoras. Até que a gente falou: “Por que a gente tem que ser tão idiota? Como é que a gente vai ter vergonha de se ver pelado entre a gente, que é tudo gente de confiança?”
—Além disso, a maioria aqui é mulher —disse Tefi—. Eu nunca me importei de ver as tetas das minhas irmãs. Por isso, já de saco cheio dessa situação, pedimos pra minha mãe deixar a gente andar de calcinha e sutiã ou peladas. O único problema era o Nahuel.
―É aí que eu queria chegar ―disse minha mãe―. Eu ficava muito incomodada com a ideia do Nahuel ver as irmãs dele peladas, e elas verem ele pelado também. Mas a Macarena e a Cristela me fizeram cair na real. Me mostraram que o Nahuel tinha um problema pra se relacionar com as mulheres.
—Algo parecido com o que acontece contigo, Brenda —disse Gisela—. Você e o Nahuel não são tão diferentes assim.
—Saber disso me levou a tomar medidas desesperadas —comentou Alicia—. Tomei decisões difíceis. Não sei se foram as certas ou não, mas assumo a responsabilidade por elas. Aceitei que as garotas andassem peladas pela casa, se isso as ajudasse a lidar com o isolamento de forma mais confortável. E, bom, permiti que o Nahuel fizesse o mesmo. Talvez assim ele se acostumasse a se relacionar com mulheres de forma adequada. E, sendo sincera, acho que conseguimos isso. Antes seria impensável ver o Nahuel tão tranquilo pelado na frente das irmãs… especialmente se elas também estiverem peladas.
Já me acostumei" — garanti.
—O problema é que não foi só isso que a gente fez. E é aqui que entram as decisões que podem ser consideradas "polêmicas". Aceitei que a Cristela e a Macarena me ajudassem a resolver os problemas sexuais do Nahuel. Especialmente um probleminha que ele tinha com ejaculação precoce. Desculpa, filho, sei que você fica com vergonha de eu falar disso.
—Não, não tenho mais vergonha, especialmente porque não tenho mais esse problema. Não sei se o que fizeram foi certo ou não; mas funcionou. Disso não tenho dúvidas. Funcionou pra caralho.
—Viu? Eu falei que esses métodos iam dar certo — disse Macarena, com um sorrisão.
—E em que consistiam esses métodos? — Brenda quis saber.
—Essa é a parte que vai te chocar —respondeu minha mãe—. A gente estimulava o Nahuel com o que dava… e esses estímulos foram aumentando de coisas simples até… hum… sexo oral. —Brenda engoliu seco e se mexeu no sofá com as pernas bem juntinhas—. Esse devia ter sido o limite, e com toda a dor que uma mãe pode sentir, preciso admitir que não foi. Teve mais. Os estímulos continuaram subindo de nível. Pra você ter uma ideia, eu deixei o Nahuel transar com a própria tia…
—E eu adorando —disse Cristela—. Não queria passar a quarentena inteira sem provar uma rola.
—Ei, dá pra ser um pouco mais ligada?
—Ai, Alicia. Não me enche o saco. Se a Brenda vai mesmo entrar pra família, a gente tem que tirar a máscara. Eu ajudei o Nahuel super de boa, queria que ele conseguisse resolver o probleminha dele com ejaculação precoce; mas ao mesmo tempo, eu queria me divertir. Curtir um pouco. Por acaso você viu a pica que esse menino tem? Nem preciso perguntar, você tava experimentando ela uns minutos atrás… e deu pra ver, pela carinha que você fazia, que você gostou pra caralho — A Brenda sorriu, ficou vermelha igual um pimentão e deu uma olhada de soslaio na minha pica.
—Reconheço que curti pra caralho —disse ela.
—Então talvez você consiga entender que eu também gostei de ajudar ele… e tenho certeza que a Alicia também gostou. Você vai vir com aquele discurso de “Ai, mas eu sou a mãe e não deveria…”; mas aqui, entre nós, posso te garantir que essa puta curtiu pra caralho as pirocadas que o filho meteu nela.
—Cristela! —exclamou a Alicia.
―Mamãe, a tia tem razão ―interveio Macarena―. Não podemos ficar escondendo o que sentimos. O objetivo dessa reunião é a gente ser sincero e todo mundo em casa saber o que rolou… e posso te garantir que ninguém aqui se surpreendeu ao saber que o Nahuel enfiou a pica em você mais de uma vez.
— É verdade — disse Pilar —. Mesmo que nunca tenha chegado a ver, já imaginava que algo assim rolava entre eles… e até me ajudou a ir perdendo o medo com o Nahuel.
—O Nahuel te contou? —Perguntou minha mãe.
—Você não precisava me contar nada. Eu mesma vi o que rolava entre vocês. Quando a gente andava pelada pela casa, mais de uma vez vi o Nahuel se aproximar de você por trás com o pau duro e te dar umas esfregadas dignas de filme pornô… até dava pra ver a cabecinha entrando um pouco em você em algumas vezes. No começo, me surpreendi pra caralho; mas depois comecei a ver com outros olhos.
— Em que momento você nos viu? — perguntei. — A gente sempre foi cuidadoso.
— Nem sempre — disse Tefi, e aí lembrei da conversa que tive com ela. — Como a mamãe disse bem, essa casa é pequena e a gente é muito. Sempre dá pra cruzar com alguém, não importa a hora. Sei tão bem quanto a Pilar que em várias ocasiões vocês foram descuidados, mamãe e você, talvez nem perceberam que tinha alguém espiando, porque as luzes estavam apagadas ou algo assim. Eu não acendo a luz quando vou ao banheiro, já conheço o caminho de cor, e toda vez que saía via coisas estranhas. Uma vez vi a mamãe chupando a buceta da tia Cristela aqui, nesse mesmo sofá.
—Eu vi a Ayelén chupando sua buceta, Tefi —disse Pilar.
Uai… —Tefi começou a rir—. Achei que ninguém tinha reparado nisso. Fico com muita vergonha de saber que você viu. Mas tá de boa. Acho que é bom pra criar confiança.
―Uma boa prática ―disse Macarena, que já tinha começado a acariciar a própria buceta―, seria cada uma contar as coisas que viu na casa, sem frescura. Sei que todas viram algo estranho. Ninguém se salva nessa casa. Todas nós aprontamos alguma vez. Até a Brenda.
—Isso de se tocar também tá incluído? —Perguntou minha mãe.
―Isso eu deixo pra decisão de cada uma. Pra mim não tem problema me verem batendo uma punheta… e se pra vocês é ruim me ver assim, então isso não vai dar certo.
—Vou começar dizendo que eu vi a mãe chupando a buceta da Ayelén —disse Pilar—. E vi várias vezes. Um par aqui na sala, e mais algumas no quarto da mãe quando a porta ficou um pouco aberta. Suspeito que a Ayelén deixou assim de propósito. Me surpreendeu muito a vontade com que a mãe chupava ela —Alicia ficou vermelha—. Eu também acho que ela gosta muito de mulheres, mesmo que não tenha coragem de admitir.
E você?" —disse minha mãe—. "Reconheceria ele? Porque te vi muito agarradinha com a Macarena mais de uma vez.
—Alicia, se sua intenção é atacar sua filha, então você não tá entendendo nada — disse Cristela. — E a gente vai ficar muito puta com você. Pede desculpa pra ela.
—Desculpa —disse minha mãe, de cabeça baixa—. É que… eu realmente sinto como se fosse um ataque toda vez que me chamam de lésbica. É algo que não consigo evitar. Não quis te ofender, Pilar. Nem você, Maca… e muito menos você, Gise. —Ela olhou nos olhos da filha mais velha—. Sei que te machuquei muito. Não acho que possa fazer nada pra compensar o estrago que te causei. Só quero que saiba que me arrependo de ter te tratado daquele jeito. E não foi sua culpa, foi minha, por não ter conseguido entender que alguma das minhas filhas pudesse ser lésbica. E pelo que vejo, o tiro saiu pela culatra. No final, todas têm alguma tendência lésbica.
— Eu não — disse Tefi —. Eu não curto mulher, não.
—Ei, mas você adorou quando a Ayelén comeu sua buceta —disse Pilar.
—Sim, porque eu gosto que façam sexo oral em mim. Digamos que eu tolero se uma mulher fizer isso em mim; mas eu não faria nela.
—Mmm… não me convenceu — disse a Pilar.
—Isso não importa —interveio Macarena—. Cada um é livre pra expressar sua sexualidade do jeito que preferir. Eu adoro buceta, e é verdade… com a Pilar a gente ficou mais que carinhosa em várias ocasiões. E a tia Cristela sabe muito bem, ela esteve com a gente em um par dessas vezes.
—É difícil imaginar a Pilar chupando buceta —disse Gisela.
—Você devia dar uma chance pra ela alguma hora — garantiu Cristela —. Ela tem o charme das lésbicas iniciantes que não sabem bem o que tão fazendo; mas curtem. Dá pra ver que ela adora comer pussy.
—Na real, o que eu curto mesmo é experimentar —disse Pilar—. Quando percebi que ia passar a quarentena inteira trancada nessa casa, e que essa quarentena podia durar meses ou anos, falei pra mim mesma: “Não vou ficar mais tempo sem provar sexo”. Por isso pedi ajuda pro Nahuel. Juntos, a gente descobriu um monte de coisa sobre sexo. Desculpa, Brenda, se isso te choca; mas com meu irmão aprendi como é uma penetração ou o tesão que dá ter porra na cara… e na boca. E não me arrependo. Fico feliz de ter experimentado.
—Também fico feliz que você tenha experimentado — disse Tefi, com um sorriso.
Esse comentário me chamou particularmente a atenção. Entendi que a Tefi tava falando meio que pra ela mesma, como se tivesse respondendo aos ataques da Ayelén, quando ela chamou ela de degenerada por transar comigo.
— E você também não ficou atrás — minha mãe interveio —. Também teve suas experiências com o Nahuel… e posso me dar ao luxo de contar pra vocês por que você fez isso?
—Mmm… não sei… — A Tefi parecia assustada.
—Acho que é hora de você contar — falei pra ela. — Sei que te dá vergonha, e é normal; mas eu tenho certeza de que todas vão valorizar seu gesto e ninguém vai te julgar.
—É isso que eu penso — completou minha mãe —. O que a Tefi fez por nós é uma coisa linda, e eu sei que às vezes posso falar coisas que irritam os outros. Agora eu tô avisando: vou ficar muito puta se alguém julgar ela, porque eu valorizo pra caralho o que ela fez.
—Conta sem medo, Tefi —insisti—. Esse é o momento perfeito pra fazer isso. A gente te apoia.
—Você apoia ela no sentido literal —disse Maca, e todas riram—. É, não olha pra mim assim, que eu vi vocês no chuveiro… e aquelas agarrações eram totalmente triple X. Da minha parte, Tefi, cê sabe que sou mente aberta. Não sei o que você fez, mas te garanto que não vou te julgar.
—Mmm… tá bom —disse Tefi, olhando pro chão—. Como vocês já devem ter percebido, nossa situação financeira não é lá essas coisas. Não tô querendo atacar ninguém, mas a gente sabe muito bem que nessa casa tem muita gente e pouca grana entrando. Por isso, tive a ideia de vender fotos eróticas na internet. Hoje em dia, tem um monte de gente fazendo a mesma coisa, viram como uma alternativa pra lidar com a pandemia. Até criei uma conta num site chamado OnlyFans, que tá indo muito bem.
—E tenho que acrescentar que a maior parte do que a Tefi ganhou com essas fotos serviu pra comprar comida durante todos esses meses — disse minha mãe.
—Uau! —exclamou Pilar, bem antes de se desmanchar. Foi na hora. Os olhos dela se encheram de lágrimas. Ela pulou da cadeira e foi abraçar Tefi com força —. Você não faz ideia do quanto admiro sua coragem agora. O que você fez não tem preço.
Essas palavras tocaram a Tefi, que também começou a chorar, e aquilo foi um efeito dominó. A próxima a correr pra abraçar ela foi a Gisela, e quase na mesma hora a Macarena entrou junto. Eu não tive forças pra me mexer, mas também comecei a lacrimejar. Percebi que a Brenda tava na mesma que eu, já tava enxugando as lágrimas com as costas da mão. Minha mãe também, era só choro. A única que não tava chorando era a Cristela, mas parecia abalada pela notícia, os olhos dela estavam bem abertos e brilhando.
Minhas quatro irmãs choravam abraçadas umas nas outras.
—Por que você não nos contou antes? —perguntou Macarena—. A gente podia ter te ajudado com alguma coisa.
—Quem mais me ajudou foi o Nahuel… e a mãe também. Sei que às vezes vocês ficam putos com ela, mas dessa vez ela me apoiou quando eu mais precisei e me deu coragem pra seguir em frente.
—Você é muito doce, Tefi —disse Gisela—. Sempre foi —e talvez ela tenha razão, eu conheci uma versão da Tefi com quem eu confrontava muito; mas tenho certeza de que a Gisela sempre viu a Tefi doce, gentil, solidária e amorosa. Aquela que se esconde debaixo dessa camada de "mina durona"—. Sabia que tinha algo estranho nas nossas finanças. Aparecia dinheiro quando a gente mais precisava, como num passe de mágica. Nunca imaginei que isso vinha de você.
—Você é minha nova heroína —disse Pilar, abraçando ela ainda mais forte entre seus peitões.
—É preciso muita coragem mesmo pra fazer o que você fez, Tefi — disse a Brenda —. Desculpa me intrometer, só queria falar isso mesmo.
— Não precisa pedir desculpa, Brenda —disse Cristela—. Você sabe todos os nossos segredos, já é parte da família. Sua opinião também conta e é importante que a gente ouça.
Muito obrigado.
—Você tá levando isso com muita calma, Cristela — disse Alicia.
―É que… é que… olha, assim como todas vocês, admiro muito o que a Tefi fez, e o Nahuel ter ajudado ela; mas… por que ninguém me disse que dá pra ganhar dinheiro vendendo fotos eróticas na internet? Se eu soubesse antes… já teria feito.
—Sério? —disse Tefi. —Você podia ter vendido material erótico seu.
―Sim, sem dúvida nenhuma. E sem nenhum preconceito.
—Vamos, tia. Tá me dizendo que não sabia que dava pra ganhar dinheiro com sexo na internet? —perguntou Macarena—. Nunca viu um vídeo pornô, por acaso?
―Vi sim, mas achei que era exatamente disso que se tratava. Ser atriz pornô e ser contratada por uma produtora. Há vários anos, quando eu tinha uns trinta, me ofereceram pra ser atriz pornô. Até gravei vários vídeos transando de forma super explícita com três caras ao mesmo tempo.
―Uau! E por que nunca vimos isso? — Perguntei.
—Porque no final percebi que iam me pagar muito pouco, e falei: “Não vou me expor desse jeito por tão pouco dinheiro. Se vão ver minha buceta, que paguem mais”. No fim, aquele material nunca foi pra internet. Tentei procurar outra produtora que pagasse melhor, mas nenhuma me convenceu. Acabei esquecendo o assunto. Eu não fico o dia inteiro na internet como vocês, meninas. Não sabia que existiam outros métodos pra ganhar dinheiro com isso. Pra mim seria um alívio, me sinto um lixo sendo uma sustentada. Não gosto nada disso. E também tenho muito orgulho do meu corpo e do que posso gerar no nível sexual. Minha filha já é grande e já temos confiança suficiente pra ela entender, e se minhas sobrinhas também conseguem compreender, então não tenho motivo pra sentir vergonha. Eu quero vender fotos pornô, igual a Tefi. Me digam como fazer, e começo hoje mesmo.
—Adoro sua convicção, tia. Quem me dera ter essa confiança em mim mesma — disse Tefi, com um sorriso. — E de verdade me faria muito bem saber que alguém da minha família faz o mesmo. Não me sentiria tão sozinha. E você tinha razão, Nahuel. Foi uma boa ideia contar. Agora sinto que tirei um peso enorme das costas. Vivia com medo de descobrirem esse segredo e me julgarem.
—Como é que a gente vai te julgar, gata? —disse a Pilar. —Se no fundo você foi quem nos deu de comer durante todos esses meses. Nós é que devíamos nos sentir mal. Juro que... que eu faria essa parada de vender fotos, se não fosse pelos problemas gigantescos que tenho com minha autoestima. Se algum punheteiro me fizer um comentário negativo, eu me jogo debaixo de um caminhão.
—Você não devia dar bola pra esses punheteiros, Pilar — disse Tefi —. Você é gostosa pra caralho. Mas não se sinta pressionada a vender fotos nem nada disso, nenhuma mulher devia se sentir obrigada.
—Eu faria — disse Macarena —. Vocês sabem muito bem que eu não teria problema nenhum em me mostrar. Só que… um dia eu quero ser psicóloga de verdade… e ficar vendendo pornô na internet pode me dar problema no trabalho no futuro.
—Sim, eu sei muito bem —disse Tefi—. Por isso nunca te pediria isso. E você, Pilar… não faça. Sério. Se te causa repulsa se expor desse jeito, não faça. Não quero que ninguém se sinta obrigada.
―Eu também quero fazer isso.
De repente, todas as cabeças viraram na mesma direção. A gente ficou olhando pra Alicia de boca aberta. Ela tava séria, com os olhos vermelhos de tanto chorar, e transbordando de convicção.
—Você, mãe? Tem certeza? — perguntou Tefi.
—Sim. Quero fazer isso. Pela minha família. Sei que não fui uma boa mãe. Causei muito sofrimento pra todo mundo. E também sei que a gente precisa do dinheiro, pra viver melhor. Será que eles iam se incomodar de saber que tem fotos pornô da mãe deles na internet?
―Pra mim não ―falei―. Porque eu entendo por que você quer fazer isso. E, igual com a Tefi, respeito pra caralho.
—No começo ia ser estranho —disse Pilar—, mas o mesmo acontece com a Tefi… ou com a tia. Acho que com o tempo a gente se acostumava.
—Se quiser fazer isso, mãe, tem nosso apoio — disse Gisela —, mas não faça com a intenção de consertar algum dano. Admito que ainda tô puta com você e um dia a gente vai ter que acertar as contas. Qualquer merda que você tenha feito, vai ter que resolver pessoalmente com cada uma de nós… e com o Nahuel. De forma individual e direta. Se for vender foto de buceta na internet, que seja porque você realmente vê como uma alternativa de trabalho e porque vai conseguir lidar com isso. Não quero que faça porque se sente na obrigação.
—Penso o mesmo —disse Macarena—. Se você realmente quer fazer isso, a gente te apoia e vai te ajudar. O mesmo vale pra Tefi e pra tia Cristela.
—Tá bom, já decidi —disse minha mãe—. Quero fazer isso. Só vou precisar de uns dias pra me preparar mentalmente.
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Depois de uma reunião de família intensa e pelada, a gente se preparou pra comemorar. Já tava cansada de sofrer e ter que esconder nossas "sacanagens". Brenda disse que ainda tinha muito o que processar, mas tava tão feliz quanto as outras. Parece que ela gostou da ideia de fazer parte dessa família louca e disfuncional.
Durante o isolamento obrigatório é terminantemente proibido organizar festas; mas isso não vale pra quem mora debaixo do mesmo teto, como é o nosso caso.
A Macarena ficou responsável por colocar a música, a Cristela, a Alicia e a Pilar cuidaram de preparar pizzas caseiras de vários sabores: napolitana, com presunto, com anchovas, calabresa, e sei lá mais quantas. Por sorte não chegamos na pizza havaiana, a única que topava provar era a Pilar; mas como ninguém quis acompanhar ela nessa aventura culinária, a ideia foi descartada.
Também compramos uma boa quantidade de cervejas. A Tefi recebeu o entregador de roupão e por um momento achei que o coitado ia arregalar os olhos. Acho que o cara viu mais do que devia.
Realmente a gente se divertiu pra caralho, até dançamos e tudo. Sou péssimo, admito. Tenho menos flow que um ganso com reumatismo. Mas mesmo assim, me esforcei.
Além disso, o fato de dançar pelado com um monte de minas gostosas completamente de buceta de fora e meio bêbadas, anima qualquer um que seja minimamente hétero.
E, claro, entre tanta nudez, dança e bebida, a festa começou a esquentar. Foi rolando aos poucos, quase sem a gente perceber. A Macarena apertou os peitos da Pilar por trás, aí a Brenda e a Gisela começaram a se beijar feito duas novatas no sexo, a Cristela aproveitou pra passar a mão na buceta da Alicia, e eu dei uns bons amassos na Tefi, que correspondeu rebolando a bunda de um jeito bem sensual.
Antes mesmo que a gente pudesse processar que isso ia escalar, vimos a Brenda de joelhos, chupando a buceta da Gisela. Minha irmã mais velha tinha um pé numa cadeira e continuava rebolando enquanto os lábios da buceta dela se encontravam com os da boca da amiga.
Minha mãe, talvez meio alterada pelo álcool, se aproximou dançando da Macarena, empurrou ela num sofá e se ajoelhou na frente dela. Sem hesitar um segundo, foi direto chupar a buceta dela. Gisela fez sinal pra Brenda olhar o show. A garota ficou de boca aberta vendo uma mãe se divertindo pra caralho fazendo sexo oral numa das filhas.
Cristela, aproveitando que a bagunça já era iminente, chegou perto de mim e, sem pedir licença, começou a chupar minha pica. Claro, eu já tava com ela dura pra caralho. Isso nem precisa falar. Fiquei vários minutos com a pica no osso e foi um alívio alguém cuidar daquilo, pelo menos por um tempo. Porque minha tia não ficou ali pra sempre. Sabia que minha pica era a única disponível e que outras iam querer provar. A próxima a tentar, pra minha surpresa, foi a própria Pilar. Não sei como conseguiu, com a timidez que ela tem, eu culpo o álcool.
Cristela, que ainda tava com vontade de botar a língua pra jogo, procurou a Brenda e falou: “Agora vou provar o que a minha sobrinha come toda noite”. Gisela fez um sinal pra amiga, dando a entender que tava liberado. Brenda sentou do lado da Macarena e abriu as pernas pra se deliciar com as lambidas experientes da Cristela.
Infelizmente não consegui prestar muita atenção nessa cena, fiquei perdido nos olhões da Pilar. Ela me encarou firme enquanto engolia uma boa parte da minha rola. Quem pareceu mais surpresa ao ver isso foi a Tefi, que decidiu se aproximar e se juntar à irmã. Ela se ajoelhou ao lado dela e a Pilar cedeu meu membro pra ela. As duas trocaram risadas e olhares cúmplices, e então a Tefi começou a lamber minha cabecinha com muita sensualidade. A Pilar se juntou a ela. Aquelas duas línguas brigavam pra ocupar o máximo de terreno possível na cabeça da minha pica.
Já tava há muito tempo segurando a vontade de gozar, desde que começou toda essa brincadeira com a Gisela e a Brenda dentro do meu quarto. Quando a Tefi e a Pilar pegaram um bom ritmo nos boquetes, eu explodi. Litros de porra caíram na cara delas e nas línguas. Elas receberam com a maior alegria, até a Gisela achou essa cena interessante. Nossa irmã mais velha pegou o celular dela e começou a tirar fotos das duas que estavam de joelhos e todas leitadas.
Depois fez o mesmo com a Alicia e a Macarena e, por último, fotografou a Brenda e a Cristela. Um dia desses vou ter que perguntar pra ele por que ele curte tanto tirar fotos de situações eróticas.
O resto da noite foi mais ou menos na mesma, teve uma chupada de buceta aqui e ali. Recebi outras boas doses de sexo oral e até gozei pela segunda vez, dessa vez na cara da Brenda e da Gisela, que ficaram com vontade de fazer um bom boquete a dois.
Não houve penetrações, além de uma vez ou outra que escapou a pontinha dentro da buceta enquanto eu dançava com alguma; mas mesmo assim, me diverti pra caralho e sei que as minas também curtiram pra cacete.
Fiquei com a impressão de que ninguém queria ir longe demais, talvez porque ainda tivessem um pouco de vergonha, ou quem sabe porque queriam guardar o melhor pra outra hora. Agora que todo mundo topou o nudismo e o sexo entre parentes, a vida na minha casa vai mudar radicalmente. A gente sabe muito bem disso, nem precisa ficar falando.
Tô morrendo de vontade de saber pra onde essa nova fase de "As aventuras sexuais na quarentena em família" vai nos levar.
Aqui estão todos os meus links, pra vocês poderem seguir e apoiar minhas histórias:
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Capítulo 46.
Reunião em Família.
A situação poderia parecer muito estranha pra qualquer um dos nossos vizinhos que, por acaso, pudesse espiar a sala da minha casa. Eles iam ficar chocados ao ver tanta mulher pelada, e eu com a pica dura. Principalmente se soubessem que essas mulheres eram parte da minha família, com exceção da Brenda.
Todos estávamos completamente nus, por ordens da Macarena. Ela se recusou a começar a reunião se alguém ainda estivesse vestido. "A melhor forma de nos abrirmos é estarmos todos em igualdade de condições", disse a Maca. E ela tem razão. Eu não teria me sentido tão à vontade sabendo que algumas das minhas irmãs ainda estavam de roupa. Também acho que isso teria deixado a Brenda ainda mais nervosa. Em vez disso, a garota sorriu e ficou bem relaxada ao ver os peitos e a buceta de todas.
Sabia que ainda faltava a parte mais importante, a reunião em si; mas eu me sentia muito mais confiante e relaxado. Tinha o pressentimento de que tudo daria certo. O jeito que as coisas rolaram serviu pra quebrar o gelo.
A única coisa que me preocupa é a Gisela. Mas agora não é hora de ficar pensando nisso. Vai ter que esperar.
―Antes que vocês falem algo, queria pedir desculpa pela minha atitude ― disse a Brenda.
— Não sei por que você insiste nisso — respondeu minha mãe. — Quem fica com a cara no chão de vergonha sou eu. Por que você teria que se desculpar?
—Porque vocês me convidaram pra dividir a casa de vocês, me deram de comer, me fizeram sentir como se eu fosse da família, mesmo sem me conhecer direito. E eu… sinto que não retribuí isso com o respeito que vocês mereciam. Esses últimos dias eu fiquei fria, distante, nem participei das conversas no almoço e no jantar. Não é assim que se paga a hospitalidade. E ainda tem a outra parada… a brincadeira com a Gisela. —Olhou pra minha irmã mais velha—. Gise, posso contar pra eles sobre isso? Preciso, pra vocês entenderem por que eu agi daquele jeito.
—Tá bom, pode contar pra eles.
―Deixo claro que não vou contar isso como desculpa. Sei que me comportei de forma inadequada. E também não quero culpar a Gisela pelo que aconteceu…
—Eu aceito a responsabilidade. Não precisa me defender, Brenda. Qualquer problema que eu tiver com a minha família, vou resolver pessoalmente.
Me deu um arrepio ouvir a Gisela falando naquele tom… ou melhor, a Celeste. Porque essa, com certeza, não é a minha irmã. Não é a garota amorosa e tímida que odeia confronto. Até a postura dela é diferente. Ela não está com os ombros curvados como de costume, como se tentasse esconder os peitos. As costas estão retas e as tetonas dela parecem mais firmes do que nunca, com os bicos apontando pra cima. É como se ela dissesse: “Tenho orgulho desse par de peitões.”
Tá bom, desculpa. Não quis falar por você ― disse Brenda, de cabeça baixa ―. Só quero explicar pra Alicia por que eu me comportei de um jeito tão sem noção.
—Se você vai falar sobre isso, olhe pra frente —disse Gisela—. Olha nos olhos dela.
—S… sim. Você tem razão —foi difícil, mas no fim ela conseguiu olhar nos olhos da minha mãe—. Me desculpa, Alicia. Lamento muito se nesses dias te fiz sentir mal de alguma forma. —Minha mãe parecia tocada pela sinceridade nas palavras de Brenda—. Também quero te pedir desculpas se te fiz criar alguma expectativa. Tudo que rolou com você não teve nenhuma má intenção da minha parte, foi só uma brincadeira.
Alicia ficou em silêncio por alguns segundos, parecia tensa e talvez meio irritada.
— Em que consistia esse jogo? — ela perguntou.
— Pode contar — disse Gisela.
—Tá bom. É um jogo sexual que comecei com a Gisela uns meses atrás. Sempre tive dificuldade pra me soltar com as pessoas, principalmente na parte sexual. Mas, graças à minha psicóloga, Sabrina, consegui abrir muito a mente e parei de ligar tanto pros preconceitos que eu tinha sobre sexo. E quem mais me ajudou nisso foi a Gisela. Ela entendeu desde o começo que eu tinha muita dificuldade em tomar decisões na hora de transar com alguém. Mesmo que, por dentro, eu tivesse morrendo de vontade de fazer; eu não tinha coragem de ir em frente. Por isso, a gente fez um pacto: eu tô à disposição dela, sob as ordens dela. Pode até parecer bobeira no começo, mas na real é bem mais complexo do que parece.
—É sim —comentou Macarena—. Não é fácil encontrar alguém pra confiar todas as suas decisões sobre sexo. É um tipo de relação muito complexa, baseada na mais absoluta confiança. Me emociona muito que você e a Gisela tenham conseguido esse tipo de conexão.
—Eu também —disse Brenda, com um sorriso—. E tô falando por mim, não pela Gise, que é um amor. Eu era muito fechada. Qualquer ato sexual me escandalizava. Agora não vejo mais assim. Tô morrendo de vontade de experimentar, de viver coisas novas… especialmente durante essa pandemia que deixou todo mundo doido. E bom, como eu disse, quem decide por mim, na questão do sexo, é a Gisela. E ela, pra se divertir um pouco, começou a me dar uns desafios, tipo ir pro quarto da Alicia sem calcinha. Aconteceram umas coisas entre a gente, Alicia, e quero que você saiba que curti pra caralho. Só não quero que você pense que é algo muito sério.
—Nunca levei a sério —disse Alicia—. Não me incomoda saber que foi parte de um jogo. Isso eu entendi desde o começo. Não sou tão burra. Vi como um jeito da Gisela brincar comigo pra me castigar pelo mal que causei a ela.
—Não tava tentando te punir — disse Gisela —. Só queria mostrar que você gosta de mulher tanto quanto eu. Você é tão sapatão quanto eu, mãe.
Essas foram palavras duras pra Alicia. Ela ficou muda.
— Sua filha tem razão —interveio Cristela—. E acho que sou a pessoa mais indicada pra explicar pra Brenda o que era tudo aquilo que ela viu no quarto do Nahuel. Posso fazer isso?
—Sim, claro —eu disse.
No começo, achei que toda a conversa ia depender só de mim e da Macarena. Fico muito feliz em saber que tem outras pessoas dispostas a falar e explicar tudo. Isso tira um peso enorme das nossas costas.
—Poderia passar horas te contando tudo com riqueza de detalhes —começou dizendo Cristela—, e tô disposta a fazer isso, se você quiser ouvir. Isso a gente deixa pra outro dia. Hoje vou te dar a versão resumida, sem filtros nem censura. Espero que seja verdade essa história de que agora você tem “a mente aberta”, porque vai precisar.
—Acho que tô sacando por onde as coisas vêm —disse Brenda—. Esses dias tive tempo pra pensar e analisar a situação e acho que tô pronta pra te ouvir.
—Tá bom, confio que isso é verdade. Posso garantir que a Alicia curte mulher quase tanto quanto a Gisela, porque ela comeu comigo por anos. —A Brenda ficou tensa pra caralho—. Começou quando a gente tinha uns dezoito anos. Éramos inocentes. Ninguém nos preparou pra lidar com esse tipo de situação. Nossos pais sempre foram muito fechados, principalmente com sexo. A gente sentia uma atração forte uma pela outra e não sabia o que fazer com aquilo. Inventávamos mil desculpas absurdas pra acabar juntas na cama, chupando as bucetas uma da outra. E quando a desculpa já tinha cumprido o papel, a gente passava a noite inteira transando sem culpa. Mas claro, a culpa vinha depois do sexo. Afetava as duas. Naquela época, me afetava tanto quanto a Alicia, por isso entendo ela. Com o tempo, me afastei dos meus pais e comecei a ver o sexo de outro jeito. Mas a Alicia continuou muito próxima da nossa mãe, ou talvez seja só porque o jeito dela é diferente do meu. A Alicia nunca aceitou o que rolou entre a gente, e esses atos sexuais acabaram. Achei que iam acabar pra sempre…
—Voltaram com a pandemia? —Perguntou a Pilar.
—É isso mesmo. Durante o isolamento, a situação nos forçou a ficar mais próximas e… depois de um tempo, nenhuma de nós duas conseguiu resistir à tentação. A verdade é que eu e minha irmã temos uma relação muito especial. Não é mesmo, Alicia?
—Não tô pronta pra falar sobre isso —respondeu minha mãe—. A única coisa que quero esclarecer pra Brenda é o que rolou no quarto do Nahuel… e por que a gente permite o nudismo aqui em casa. Acho que as duas respostas tão ligadas.
—Estou te ouvindo —disse Brenda, mantendo a calma.
—Me surpreende que você não tenha ficado enojada com o que minha irmã contou.
—Não tô, não. Falei que agora tô com a mente muito mais aberta, é uma parada difícil de processar, e sei que vai levar um tempo; mas agora mesmo tô tentando não julgar ninguém. Só tô ouvindo.
—Mmm… tá bom. Agradeço o gesto. —Minha mãe suspirou, como se tentasse se preparar mentalmente pra encarar uma maratona—. O isolamento afetou todo mundo, cada um de um jeito. Sei que tem gente que lidou de boa, sem grandes mudanças na vida. Outros sofreram mais e tiveram sérios problemas emocionais ou financeiros. Pra gente, pegou pesado em vários níveis. O mais importante foi a convivência. Oito pessoas numa casa que, como você vai ver, não é lá muito grande. Oito pessoas que tinham que dividir esse espaço todo dia, a qualquer hora. Porque a quarentena também bagunçou nossos horários de sono. Não importava se era dia ou noite, sempre tinha alguém no corredor quando você saía do quarto. E isso fez a gente criar umas regras de convivência.
—O que minha mãe tá tentando explicar —interrompeu Macarena—, é que muitas vezes a gente saía dos quartos só de calcinha e sutiã, ou peladas mesmo, quando voltava do banho. Isso começou a gerar um monte de situações constrangedoras. Até que a gente falou: “Por que a gente tem que ser tão idiota? Como é que a gente vai ter vergonha de se ver pelado entre a gente, que é tudo gente de confiança?”
—Além disso, a maioria aqui é mulher —disse Tefi—. Eu nunca me importei de ver as tetas das minhas irmãs. Por isso, já de saco cheio dessa situação, pedimos pra minha mãe deixar a gente andar de calcinha e sutiã ou peladas. O único problema era o Nahuel.
―É aí que eu queria chegar ―disse minha mãe―. Eu ficava muito incomodada com a ideia do Nahuel ver as irmãs dele peladas, e elas verem ele pelado também. Mas a Macarena e a Cristela me fizeram cair na real. Me mostraram que o Nahuel tinha um problema pra se relacionar com as mulheres.
—Algo parecido com o que acontece contigo, Brenda —disse Gisela—. Você e o Nahuel não são tão diferentes assim.
—Saber disso me levou a tomar medidas desesperadas —comentou Alicia—. Tomei decisões difíceis. Não sei se foram as certas ou não, mas assumo a responsabilidade por elas. Aceitei que as garotas andassem peladas pela casa, se isso as ajudasse a lidar com o isolamento de forma mais confortável. E, bom, permiti que o Nahuel fizesse o mesmo. Talvez assim ele se acostumasse a se relacionar com mulheres de forma adequada. E, sendo sincera, acho que conseguimos isso. Antes seria impensável ver o Nahuel tão tranquilo pelado na frente das irmãs… especialmente se elas também estiverem peladas.
Já me acostumei" — garanti.
—O problema é que não foi só isso que a gente fez. E é aqui que entram as decisões que podem ser consideradas "polêmicas". Aceitei que a Cristela e a Macarena me ajudassem a resolver os problemas sexuais do Nahuel. Especialmente um probleminha que ele tinha com ejaculação precoce. Desculpa, filho, sei que você fica com vergonha de eu falar disso.
—Não, não tenho mais vergonha, especialmente porque não tenho mais esse problema. Não sei se o que fizeram foi certo ou não; mas funcionou. Disso não tenho dúvidas. Funcionou pra caralho.
—Viu? Eu falei que esses métodos iam dar certo — disse Macarena, com um sorrisão.
—E em que consistiam esses métodos? — Brenda quis saber.
—Essa é a parte que vai te chocar —respondeu minha mãe—. A gente estimulava o Nahuel com o que dava… e esses estímulos foram aumentando de coisas simples até… hum… sexo oral. —Brenda engoliu seco e se mexeu no sofá com as pernas bem juntinhas—. Esse devia ter sido o limite, e com toda a dor que uma mãe pode sentir, preciso admitir que não foi. Teve mais. Os estímulos continuaram subindo de nível. Pra você ter uma ideia, eu deixei o Nahuel transar com a própria tia…
—E eu adorando —disse Cristela—. Não queria passar a quarentena inteira sem provar uma rola.
—Ei, dá pra ser um pouco mais ligada?
—Ai, Alicia. Não me enche o saco. Se a Brenda vai mesmo entrar pra família, a gente tem que tirar a máscara. Eu ajudei o Nahuel super de boa, queria que ele conseguisse resolver o probleminha dele com ejaculação precoce; mas ao mesmo tempo, eu queria me divertir. Curtir um pouco. Por acaso você viu a pica que esse menino tem? Nem preciso perguntar, você tava experimentando ela uns minutos atrás… e deu pra ver, pela carinha que você fazia, que você gostou pra caralho — A Brenda sorriu, ficou vermelha igual um pimentão e deu uma olhada de soslaio na minha pica.
—Reconheço que curti pra caralho —disse ela.
—Então talvez você consiga entender que eu também gostei de ajudar ele… e tenho certeza que a Alicia também gostou. Você vai vir com aquele discurso de “Ai, mas eu sou a mãe e não deveria…”; mas aqui, entre nós, posso te garantir que essa puta curtiu pra caralho as pirocadas que o filho meteu nela.
—Cristela! —exclamou a Alicia.
―Mamãe, a tia tem razão ―interveio Macarena―. Não podemos ficar escondendo o que sentimos. O objetivo dessa reunião é a gente ser sincero e todo mundo em casa saber o que rolou… e posso te garantir que ninguém aqui se surpreendeu ao saber que o Nahuel enfiou a pica em você mais de uma vez.
— É verdade — disse Pilar —. Mesmo que nunca tenha chegado a ver, já imaginava que algo assim rolava entre eles… e até me ajudou a ir perdendo o medo com o Nahuel.
—O Nahuel te contou? —Perguntou minha mãe.
—Você não precisava me contar nada. Eu mesma vi o que rolava entre vocês. Quando a gente andava pelada pela casa, mais de uma vez vi o Nahuel se aproximar de você por trás com o pau duro e te dar umas esfregadas dignas de filme pornô… até dava pra ver a cabecinha entrando um pouco em você em algumas vezes. No começo, me surpreendi pra caralho; mas depois comecei a ver com outros olhos.
— Em que momento você nos viu? — perguntei. — A gente sempre foi cuidadoso.
— Nem sempre — disse Tefi, e aí lembrei da conversa que tive com ela. — Como a mamãe disse bem, essa casa é pequena e a gente é muito. Sempre dá pra cruzar com alguém, não importa a hora. Sei tão bem quanto a Pilar que em várias ocasiões vocês foram descuidados, mamãe e você, talvez nem perceberam que tinha alguém espiando, porque as luzes estavam apagadas ou algo assim. Eu não acendo a luz quando vou ao banheiro, já conheço o caminho de cor, e toda vez que saía via coisas estranhas. Uma vez vi a mamãe chupando a buceta da tia Cristela aqui, nesse mesmo sofá.
—Eu vi a Ayelén chupando sua buceta, Tefi —disse Pilar.
Uai… —Tefi começou a rir—. Achei que ninguém tinha reparado nisso. Fico com muita vergonha de saber que você viu. Mas tá de boa. Acho que é bom pra criar confiança.
―Uma boa prática ―disse Macarena, que já tinha começado a acariciar a própria buceta―, seria cada uma contar as coisas que viu na casa, sem frescura. Sei que todas viram algo estranho. Ninguém se salva nessa casa. Todas nós aprontamos alguma vez. Até a Brenda.
—Isso de se tocar também tá incluído? —Perguntou minha mãe.
―Isso eu deixo pra decisão de cada uma. Pra mim não tem problema me verem batendo uma punheta… e se pra vocês é ruim me ver assim, então isso não vai dar certo.
—Vou começar dizendo que eu vi a mãe chupando a buceta da Ayelén —disse Pilar—. E vi várias vezes. Um par aqui na sala, e mais algumas no quarto da mãe quando a porta ficou um pouco aberta. Suspeito que a Ayelén deixou assim de propósito. Me surpreendeu muito a vontade com que a mãe chupava ela —Alicia ficou vermelha—. Eu também acho que ela gosta muito de mulheres, mesmo que não tenha coragem de admitir.
E você?" —disse minha mãe—. "Reconheceria ele? Porque te vi muito agarradinha com a Macarena mais de uma vez.
—Alicia, se sua intenção é atacar sua filha, então você não tá entendendo nada — disse Cristela. — E a gente vai ficar muito puta com você. Pede desculpa pra ela.
—Desculpa —disse minha mãe, de cabeça baixa—. É que… eu realmente sinto como se fosse um ataque toda vez que me chamam de lésbica. É algo que não consigo evitar. Não quis te ofender, Pilar. Nem você, Maca… e muito menos você, Gise. —Ela olhou nos olhos da filha mais velha—. Sei que te machuquei muito. Não acho que possa fazer nada pra compensar o estrago que te causei. Só quero que saiba que me arrependo de ter te tratado daquele jeito. E não foi sua culpa, foi minha, por não ter conseguido entender que alguma das minhas filhas pudesse ser lésbica. E pelo que vejo, o tiro saiu pela culatra. No final, todas têm alguma tendência lésbica.
— Eu não — disse Tefi —. Eu não curto mulher, não.
—Ei, mas você adorou quando a Ayelén comeu sua buceta —disse Pilar.
—Sim, porque eu gosto que façam sexo oral em mim. Digamos que eu tolero se uma mulher fizer isso em mim; mas eu não faria nela.
—Mmm… não me convenceu — disse a Pilar.
—Isso não importa —interveio Macarena—. Cada um é livre pra expressar sua sexualidade do jeito que preferir. Eu adoro buceta, e é verdade… com a Pilar a gente ficou mais que carinhosa em várias ocasiões. E a tia Cristela sabe muito bem, ela esteve com a gente em um par dessas vezes.
—É difícil imaginar a Pilar chupando buceta —disse Gisela.
—Você devia dar uma chance pra ela alguma hora — garantiu Cristela —. Ela tem o charme das lésbicas iniciantes que não sabem bem o que tão fazendo; mas curtem. Dá pra ver que ela adora comer pussy.
—Na real, o que eu curto mesmo é experimentar —disse Pilar—. Quando percebi que ia passar a quarentena inteira trancada nessa casa, e que essa quarentena podia durar meses ou anos, falei pra mim mesma: “Não vou ficar mais tempo sem provar sexo”. Por isso pedi ajuda pro Nahuel. Juntos, a gente descobriu um monte de coisa sobre sexo. Desculpa, Brenda, se isso te choca; mas com meu irmão aprendi como é uma penetração ou o tesão que dá ter porra na cara… e na boca. E não me arrependo. Fico feliz de ter experimentado.
—Também fico feliz que você tenha experimentado — disse Tefi, com um sorriso.
Esse comentário me chamou particularmente a atenção. Entendi que a Tefi tava falando meio que pra ela mesma, como se tivesse respondendo aos ataques da Ayelén, quando ela chamou ela de degenerada por transar comigo.
— E você também não ficou atrás — minha mãe interveio —. Também teve suas experiências com o Nahuel… e posso me dar ao luxo de contar pra vocês por que você fez isso?
—Mmm… não sei… — A Tefi parecia assustada.
—Acho que é hora de você contar — falei pra ela. — Sei que te dá vergonha, e é normal; mas eu tenho certeza de que todas vão valorizar seu gesto e ninguém vai te julgar.
—É isso que eu penso — completou minha mãe —. O que a Tefi fez por nós é uma coisa linda, e eu sei que às vezes posso falar coisas que irritam os outros. Agora eu tô avisando: vou ficar muito puta se alguém julgar ela, porque eu valorizo pra caralho o que ela fez.
—Conta sem medo, Tefi —insisti—. Esse é o momento perfeito pra fazer isso. A gente te apoia.
—Você apoia ela no sentido literal —disse Maca, e todas riram—. É, não olha pra mim assim, que eu vi vocês no chuveiro… e aquelas agarrações eram totalmente triple X. Da minha parte, Tefi, cê sabe que sou mente aberta. Não sei o que você fez, mas te garanto que não vou te julgar.
—Mmm… tá bom —disse Tefi, olhando pro chão—. Como vocês já devem ter percebido, nossa situação financeira não é lá essas coisas. Não tô querendo atacar ninguém, mas a gente sabe muito bem que nessa casa tem muita gente e pouca grana entrando. Por isso, tive a ideia de vender fotos eróticas na internet. Hoje em dia, tem um monte de gente fazendo a mesma coisa, viram como uma alternativa pra lidar com a pandemia. Até criei uma conta num site chamado OnlyFans, que tá indo muito bem.
—E tenho que acrescentar que a maior parte do que a Tefi ganhou com essas fotos serviu pra comprar comida durante todos esses meses — disse minha mãe.
—Uau! —exclamou Pilar, bem antes de se desmanchar. Foi na hora. Os olhos dela se encheram de lágrimas. Ela pulou da cadeira e foi abraçar Tefi com força —. Você não faz ideia do quanto admiro sua coragem agora. O que você fez não tem preço.
Essas palavras tocaram a Tefi, que também começou a chorar, e aquilo foi um efeito dominó. A próxima a correr pra abraçar ela foi a Gisela, e quase na mesma hora a Macarena entrou junto. Eu não tive forças pra me mexer, mas também comecei a lacrimejar. Percebi que a Brenda tava na mesma que eu, já tava enxugando as lágrimas com as costas da mão. Minha mãe também, era só choro. A única que não tava chorando era a Cristela, mas parecia abalada pela notícia, os olhos dela estavam bem abertos e brilhando.
Minhas quatro irmãs choravam abraçadas umas nas outras.
—Por que você não nos contou antes? —perguntou Macarena—. A gente podia ter te ajudado com alguma coisa.
—Quem mais me ajudou foi o Nahuel… e a mãe também. Sei que às vezes vocês ficam putos com ela, mas dessa vez ela me apoiou quando eu mais precisei e me deu coragem pra seguir em frente.
—Você é muito doce, Tefi —disse Gisela—. Sempre foi —e talvez ela tenha razão, eu conheci uma versão da Tefi com quem eu confrontava muito; mas tenho certeza de que a Gisela sempre viu a Tefi doce, gentil, solidária e amorosa. Aquela que se esconde debaixo dessa camada de "mina durona"—. Sabia que tinha algo estranho nas nossas finanças. Aparecia dinheiro quando a gente mais precisava, como num passe de mágica. Nunca imaginei que isso vinha de você.
—Você é minha nova heroína —disse Pilar, abraçando ela ainda mais forte entre seus peitões.
—É preciso muita coragem mesmo pra fazer o que você fez, Tefi — disse a Brenda —. Desculpa me intrometer, só queria falar isso mesmo.
— Não precisa pedir desculpa, Brenda —disse Cristela—. Você sabe todos os nossos segredos, já é parte da família. Sua opinião também conta e é importante que a gente ouça.
Muito obrigado.
—Você tá levando isso com muita calma, Cristela — disse Alicia.
―É que… é que… olha, assim como todas vocês, admiro muito o que a Tefi fez, e o Nahuel ter ajudado ela; mas… por que ninguém me disse que dá pra ganhar dinheiro vendendo fotos eróticas na internet? Se eu soubesse antes… já teria feito.
—Sério? —disse Tefi. —Você podia ter vendido material erótico seu.
―Sim, sem dúvida nenhuma. E sem nenhum preconceito.
—Vamos, tia. Tá me dizendo que não sabia que dava pra ganhar dinheiro com sexo na internet? —perguntou Macarena—. Nunca viu um vídeo pornô, por acaso?
―Vi sim, mas achei que era exatamente disso que se tratava. Ser atriz pornô e ser contratada por uma produtora. Há vários anos, quando eu tinha uns trinta, me ofereceram pra ser atriz pornô. Até gravei vários vídeos transando de forma super explícita com três caras ao mesmo tempo.
―Uau! E por que nunca vimos isso? — Perguntei.
—Porque no final percebi que iam me pagar muito pouco, e falei: “Não vou me expor desse jeito por tão pouco dinheiro. Se vão ver minha buceta, que paguem mais”. No fim, aquele material nunca foi pra internet. Tentei procurar outra produtora que pagasse melhor, mas nenhuma me convenceu. Acabei esquecendo o assunto. Eu não fico o dia inteiro na internet como vocês, meninas. Não sabia que existiam outros métodos pra ganhar dinheiro com isso. Pra mim seria um alívio, me sinto um lixo sendo uma sustentada. Não gosto nada disso. E também tenho muito orgulho do meu corpo e do que posso gerar no nível sexual. Minha filha já é grande e já temos confiança suficiente pra ela entender, e se minhas sobrinhas também conseguem compreender, então não tenho motivo pra sentir vergonha. Eu quero vender fotos pornô, igual a Tefi. Me digam como fazer, e começo hoje mesmo.
—Adoro sua convicção, tia. Quem me dera ter essa confiança em mim mesma — disse Tefi, com um sorriso. — E de verdade me faria muito bem saber que alguém da minha família faz o mesmo. Não me sentiria tão sozinha. E você tinha razão, Nahuel. Foi uma boa ideia contar. Agora sinto que tirei um peso enorme das costas. Vivia com medo de descobrirem esse segredo e me julgarem.
—Como é que a gente vai te julgar, gata? —disse a Pilar. —Se no fundo você foi quem nos deu de comer durante todos esses meses. Nós é que devíamos nos sentir mal. Juro que... que eu faria essa parada de vender fotos, se não fosse pelos problemas gigantescos que tenho com minha autoestima. Se algum punheteiro me fizer um comentário negativo, eu me jogo debaixo de um caminhão.
—Você não devia dar bola pra esses punheteiros, Pilar — disse Tefi —. Você é gostosa pra caralho. Mas não se sinta pressionada a vender fotos nem nada disso, nenhuma mulher devia se sentir obrigada.
—Eu faria — disse Macarena —. Vocês sabem muito bem que eu não teria problema nenhum em me mostrar. Só que… um dia eu quero ser psicóloga de verdade… e ficar vendendo pornô na internet pode me dar problema no trabalho no futuro.
—Sim, eu sei muito bem —disse Tefi—. Por isso nunca te pediria isso. E você, Pilar… não faça. Sério. Se te causa repulsa se expor desse jeito, não faça. Não quero que ninguém se sinta obrigada.
―Eu também quero fazer isso.
De repente, todas as cabeças viraram na mesma direção. A gente ficou olhando pra Alicia de boca aberta. Ela tava séria, com os olhos vermelhos de tanto chorar, e transbordando de convicção.
—Você, mãe? Tem certeza? — perguntou Tefi.
—Sim. Quero fazer isso. Pela minha família. Sei que não fui uma boa mãe. Causei muito sofrimento pra todo mundo. E também sei que a gente precisa do dinheiro, pra viver melhor. Será que eles iam se incomodar de saber que tem fotos pornô da mãe deles na internet?
―Pra mim não ―falei―. Porque eu entendo por que você quer fazer isso. E, igual com a Tefi, respeito pra caralho.
—No começo ia ser estranho —disse Pilar—, mas o mesmo acontece com a Tefi… ou com a tia. Acho que com o tempo a gente se acostumava.
—Se quiser fazer isso, mãe, tem nosso apoio — disse Gisela —, mas não faça com a intenção de consertar algum dano. Admito que ainda tô puta com você e um dia a gente vai ter que acertar as contas. Qualquer merda que você tenha feito, vai ter que resolver pessoalmente com cada uma de nós… e com o Nahuel. De forma individual e direta. Se for vender foto de buceta na internet, que seja porque você realmente vê como uma alternativa de trabalho e porque vai conseguir lidar com isso. Não quero que faça porque se sente na obrigação.
—Penso o mesmo —disse Macarena—. Se você realmente quer fazer isso, a gente te apoia e vai te ajudar. O mesmo vale pra Tefi e pra tia Cristela.
—Tá bom, já decidi —disse minha mãe—. Quero fazer isso. Só vou precisar de uns dias pra me preparar mentalmente.
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Depois de uma reunião de família intensa e pelada, a gente se preparou pra comemorar. Já tava cansada de sofrer e ter que esconder nossas "sacanagens". Brenda disse que ainda tinha muito o que processar, mas tava tão feliz quanto as outras. Parece que ela gostou da ideia de fazer parte dessa família louca e disfuncional.
Durante o isolamento obrigatório é terminantemente proibido organizar festas; mas isso não vale pra quem mora debaixo do mesmo teto, como é o nosso caso.
A Macarena ficou responsável por colocar a música, a Cristela, a Alicia e a Pilar cuidaram de preparar pizzas caseiras de vários sabores: napolitana, com presunto, com anchovas, calabresa, e sei lá mais quantas. Por sorte não chegamos na pizza havaiana, a única que topava provar era a Pilar; mas como ninguém quis acompanhar ela nessa aventura culinária, a ideia foi descartada.
Também compramos uma boa quantidade de cervejas. A Tefi recebeu o entregador de roupão e por um momento achei que o coitado ia arregalar os olhos. Acho que o cara viu mais do que devia.
Realmente a gente se divertiu pra caralho, até dançamos e tudo. Sou péssimo, admito. Tenho menos flow que um ganso com reumatismo. Mas mesmo assim, me esforcei.
Além disso, o fato de dançar pelado com um monte de minas gostosas completamente de buceta de fora e meio bêbadas, anima qualquer um que seja minimamente hétero.
E, claro, entre tanta nudez, dança e bebida, a festa começou a esquentar. Foi rolando aos poucos, quase sem a gente perceber. A Macarena apertou os peitos da Pilar por trás, aí a Brenda e a Gisela começaram a se beijar feito duas novatas no sexo, a Cristela aproveitou pra passar a mão na buceta da Alicia, e eu dei uns bons amassos na Tefi, que correspondeu rebolando a bunda de um jeito bem sensual.
Antes mesmo que a gente pudesse processar que isso ia escalar, vimos a Brenda de joelhos, chupando a buceta da Gisela. Minha irmã mais velha tinha um pé numa cadeira e continuava rebolando enquanto os lábios da buceta dela se encontravam com os da boca da amiga.
Minha mãe, talvez meio alterada pelo álcool, se aproximou dançando da Macarena, empurrou ela num sofá e se ajoelhou na frente dela. Sem hesitar um segundo, foi direto chupar a buceta dela. Gisela fez sinal pra Brenda olhar o show. A garota ficou de boca aberta vendo uma mãe se divertindo pra caralho fazendo sexo oral numa das filhas.
Cristela, aproveitando que a bagunça já era iminente, chegou perto de mim e, sem pedir licença, começou a chupar minha pica. Claro, eu já tava com ela dura pra caralho. Isso nem precisa falar. Fiquei vários minutos com a pica no osso e foi um alívio alguém cuidar daquilo, pelo menos por um tempo. Porque minha tia não ficou ali pra sempre. Sabia que minha pica era a única disponível e que outras iam querer provar. A próxima a tentar, pra minha surpresa, foi a própria Pilar. Não sei como conseguiu, com a timidez que ela tem, eu culpo o álcool.
Cristela, que ainda tava com vontade de botar a língua pra jogo, procurou a Brenda e falou: “Agora vou provar o que a minha sobrinha come toda noite”. Gisela fez um sinal pra amiga, dando a entender que tava liberado. Brenda sentou do lado da Macarena e abriu as pernas pra se deliciar com as lambidas experientes da Cristela.
Infelizmente não consegui prestar muita atenção nessa cena, fiquei perdido nos olhões da Pilar. Ela me encarou firme enquanto engolia uma boa parte da minha rola. Quem pareceu mais surpresa ao ver isso foi a Tefi, que decidiu se aproximar e se juntar à irmã. Ela se ajoelhou ao lado dela e a Pilar cedeu meu membro pra ela. As duas trocaram risadas e olhares cúmplices, e então a Tefi começou a lamber minha cabecinha com muita sensualidade. A Pilar se juntou a ela. Aquelas duas línguas brigavam pra ocupar o máximo de terreno possível na cabeça da minha pica.
Já tava há muito tempo segurando a vontade de gozar, desde que começou toda essa brincadeira com a Gisela e a Brenda dentro do meu quarto. Quando a Tefi e a Pilar pegaram um bom ritmo nos boquetes, eu explodi. Litros de porra caíram na cara delas e nas línguas. Elas receberam com a maior alegria, até a Gisela achou essa cena interessante. Nossa irmã mais velha pegou o celular dela e começou a tirar fotos das duas que estavam de joelhos e todas leitadas.
Depois fez o mesmo com a Alicia e a Macarena e, por último, fotografou a Brenda e a Cristela. Um dia desses vou ter que perguntar pra ele por que ele curte tanto tirar fotos de situações eróticas.
O resto da noite foi mais ou menos na mesma, teve uma chupada de buceta aqui e ali. Recebi outras boas doses de sexo oral e até gozei pela segunda vez, dessa vez na cara da Brenda e da Gisela, que ficaram com vontade de fazer um bom boquete a dois.
Não houve penetrações, além de uma vez ou outra que escapou a pontinha dentro da buceta enquanto eu dançava com alguma; mas mesmo assim, me diverti pra caralho e sei que as minas também curtiram pra cacete.
Fiquei com a impressão de que ninguém queria ir longe demais, talvez porque ainda tivessem um pouco de vergonha, ou quem sabe porque queriam guardar o melhor pra outra hora. Agora que todo mundo topou o nudismo e o sexo entre parentes, a vida na minha casa vai mudar radicalmente. A gente sabe muito bem disso, nem precisa ficar falando.
Tô morrendo de vontade de saber pra onde essa nova fase de "As aventuras sexuais na quarentena em família" vai nos levar.
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6 comentários - Sozinho no Meio das Gostosas[46]Buceta gostosa e melada[/46]