Jimena, minha irmã, vai levando as amigas pela mão. Ela é a voz da experiência, e elas a admiram, no fundo até sentem uma invejinha.
Vai convencer elas a fazer um esquenta com os caras venezuelanos que acabaram de conhecer, garante que vai dar tudo certo... Eles trazem a bebida, e ela convence as minas a vestir vestidinhos justinhos sem nada por baixo. — Vamos deixar eles loucos — diz minha irmã, e elas riem, contagiadas pela personalidade dela por um momento.
Naquela noite, elas bebem e jogam um jogo de prendas que acaba rápido. A Vicky, a de camiseta branca, a melhor aluna da escola que nunca tem namorado, termina de bruços, abraçada no travesseiro, a bunda branca na parte que o biquíni cobria, escurecida pelo corpo do Francisco, especialmente o pau escuro e cheio de veias, entrando e saindo dela. No quarto ao lado está a Fernanda, a da saída de praia colorida, a melhor amiga, agora apertando as grades da cama e rebolando a bunda enquanto o Pedro mete o pau grosso e carnudo, segurando na cintura dela pra empurrar com mais força...
Minha irmã ficou no sofá da sala, sentada só de fio dental preto, numa mão segura o pau do Julián e na outra o do Nicolás, é a maestrina de uma orquestra de dois instrumentos que ela toca com os lábios e a boca... Daqui a pouco vai sentar em cima de um pau e brincar com o outro de beijos e carícias, depois vai trocar... Depois, muito depois, já de manhãzinha, vai cruzar com outro dos caras, o que ficou com a Vicky, e vai chupar o pau dele na cozinha, só porque se encontraram e o cara tava meio duro...
2
O capitão do time traz minha irmã nos braços e fala pra gente, todo feliz: — olha o que me deram de aniversário. Ela ri, os caras do clube também, e eu imito, não falo nada.
Depois ficam me encarando de canto, reforçando com o silêncio na nossa imaginação: irmã, raba, vão comer ela, sua irmã, raba, gorila de pauzão... queria poder dizer que eu fantasio igual a eles, que eu bato uma igual a eles, mesmo sendo minha irmã...
3
A única forma que ela teve de poder vir pro rio foi aceitar que eu a acompanhasse. Coitados, meus velhos acharam que comigo do lado dela, minha irmã ia se comportar direitinho. Eles não sabem que, assim que subimos no micro-ônibus, minha irmã me ameaçou de contar pra todas as amigas dela que eu tenho um pinto muito pequeno, um amendoim, e que sou um punheteiro que fica espiando ela quando toma banho. Abaixo a cabeça sem responder porque as acusações são verdadeiras.
— Você não me enche o saco — ela avisa, e esse é o acordo nessas férias onde eu aprendo que poucas coisas a incomodam... não incomoda ela nadar no clube dos pescadores, não incomoda quando os caras tiraram a biquíni dela e apalparam ela na água, e não pareceu incomodar na beira quando deitaram ela e, um por um, foram comendo ela.
4Minha irmã tá lavando a moto do Nico no quintal. Minha mãe não tá, por isso ela não liga de ficar só de fio dental. Ela me pede um cigarro, eu dou, pede minha ajuda e, pra pagar de bonzão, pergunto o que eu ganho...
— JÁ ganhou ficar me espiando de manhã enquanto eu batia uma — ela fala, e quando eu fico vermelho, completa — cê acha que a gente não viu como cê olhava pra gente, porra... e vai saber que favor aquele ali vai te pedir — termina e aponta pro escuro do quarto onde o namorado dela dorme.
Vai convencer elas a fazer um esquenta com os caras venezuelanos que acabaram de conhecer, garante que vai dar tudo certo... Eles trazem a bebida, e ela convence as minas a vestir vestidinhos justinhos sem nada por baixo. — Vamos deixar eles loucos — diz minha irmã, e elas riem, contagiadas pela personalidade dela por um momento.
Naquela noite, elas bebem e jogam um jogo de prendas que acaba rápido. A Vicky, a de camiseta branca, a melhor aluna da escola que nunca tem namorado, termina de bruços, abraçada no travesseiro, a bunda branca na parte que o biquíni cobria, escurecida pelo corpo do Francisco, especialmente o pau escuro e cheio de veias, entrando e saindo dela. No quarto ao lado está a Fernanda, a da saída de praia colorida, a melhor amiga, agora apertando as grades da cama e rebolando a bunda enquanto o Pedro mete o pau grosso e carnudo, segurando na cintura dela pra empurrar com mais força...
Minha irmã ficou no sofá da sala, sentada só de fio dental preto, numa mão segura o pau do Julián e na outra o do Nicolás, é a maestrina de uma orquestra de dois instrumentos que ela toca com os lábios e a boca... Daqui a pouco vai sentar em cima de um pau e brincar com o outro de beijos e carícias, depois vai trocar... Depois, muito depois, já de manhãzinha, vai cruzar com outro dos caras, o que ficou com a Vicky, e vai chupar o pau dele na cozinha, só porque se encontraram e o cara tava meio duro...
2 O capitão do time traz minha irmã nos braços e fala pra gente, todo feliz: — olha o que me deram de aniversário. Ela ri, os caras do clube também, e eu imito, não falo nada.
Depois ficam me encarando de canto, reforçando com o silêncio na nossa imaginação: irmã, raba, vão comer ela, sua irmã, raba, gorila de pauzão... queria poder dizer que eu fantasio igual a eles, que eu bato uma igual a eles, mesmo sendo minha irmã...
3 A única forma que ela teve de poder vir pro rio foi aceitar que eu a acompanhasse. Coitados, meus velhos acharam que comigo do lado dela, minha irmã ia se comportar direitinho. Eles não sabem que, assim que subimos no micro-ônibus, minha irmã me ameaçou de contar pra todas as amigas dela que eu tenho um pinto muito pequeno, um amendoim, e que sou um punheteiro que fica espiando ela quando toma banho. Abaixo a cabeça sem responder porque as acusações são verdadeiras.
— Você não me enche o saco — ela avisa, e esse é o acordo nessas férias onde eu aprendo que poucas coisas a incomodam... não incomoda ela nadar no clube dos pescadores, não incomoda quando os caras tiraram a biquíni dela e apalparam ela na água, e não pareceu incomodar na beira quando deitaram ela e, um por um, foram comendo ela.
4Minha irmã tá lavando a moto do Nico no quintal. Minha mãe não tá, por isso ela não liga de ficar só de fio dental. Ela me pede um cigarro, eu dou, pede minha ajuda e, pra pagar de bonzão, pergunto o que eu ganho...— JÁ ganhou ficar me espiando de manhã enquanto eu batia uma — ela fala, e quando eu fico vermelho, completa — cê acha que a gente não viu como cê olhava pra gente, porra... e vai saber que favor aquele ali vai te pedir — termina e aponta pro escuro do quarto onde o namorado dela dorme.
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