Séries de Relatos Publicados (Clique no link)

Capítulo 20.
Diretoria.
As quatro integrantes do Veritas Sectatores foram correndo pra sede do clube. Mas, quando Sofia Levitz avisou que tava esperando elas lá, não esperavam encontrá-la acompanhada.
As quatro garotas se sentiram invadidas. Aquele salão era supostamente pra elas organizarem suas reuniões sem ninguém encher o saco; mas agora tava cheio de gente que elas não tinham convidado e que tinha se acomodado nas cadeiras ao redor da mesa como se o lugar fosse delas.
Lá estava Sofia Levitz, sentada toda tensa, com o cabelo loiro preso num rabo de cavalo. Tava limpando os óculos de secretária e, quando as minas entraram, colocou eles. Olhou pra elas com aquela condescendência típica de quem acha que todo mundo é um bando de imbecis.
Ao lado dela, tinha um homem alto que, mesmo sem estar acima do peso, parecia um gigante três vezes maior que a Sofia. As mãos enormes dele estavam apoiadas na mesa, e ele observava todas as presentes com um olhar tranquilo. Reconheceram na hora: era Mario Dalessi, o diretor do instituto.
Elas ficaram muito surpresas ao ver uma mulher jovem, bronzeada e com uma figura chamativa escondida debaixo de um discreto terno cinza. Era a própria Brenda Ramallo.
Mas o que mais surpreendeu as quatro integrantes do clube foi a presença de outra professora, Noemí García. O que ela estava fazendo ali? Era uma professora com pelo menos vinte anos de experiência no ensino. Ela dava matérias como Educação Cívica ou Sociologia. Era conhecida por ser severa e rigorosa nas provas, mas a maioria dos alunos a via como uma professora muito competente, que rapidamente conquistava o respeito dos alunos. Já a Erika suspeitava que todos a tratavam com um respeito exagerado só para puxar o saco e serem aprovados no exame final. Porque outro boato que corria sobre Noemí García era que ela reprovava os alunos que considerava "desrespeitosos" ou "indisciplinados".
—Oi, meninas —cumprimentou Mario Dalessi com um sorriso bonachão—. Sentem-se.
As quatro se sentiram como num tribunal. As integrantes do clube estavam de um lado da mesa e os quatro convidados, do lado oposto, encarando elas de frente com olhos inquisidores.
Erika abriu a boca pra falar alguma coisa, e fechou na hora ao sentir um pisão forte da Siara. Era o código que a melhor amiga usava pra dizer: "Por favor, não fala nenhuma merda".
—Estamos aqui a pedido da Sofia —disse o reitor—. Ela me contou sobre o projeto interessante que vocês têm. Um clube de detetives. Quando jovem, eu adorava as histórias do Sherlock Holmes. Tem algo fascinante em se envolver num mistério e conseguir resolvê-lo. Parabéns pelo conceito original do clube de vocês. No entanto, o que nos traz aqui hoje é…
—Têm que nos dar todas as informações que encontraram sobre a Brenda Ramallo — interrompeu a Noemi García.
A pobre Brenda tava presa entre o corpão da Noemí e a magrinha da Sofia. Mas, se tentasse fugir pelo lado da Sofia, ia dar de cara com um obstáculo muito maior: o próprio Mario Dalessi.
—Somos obrigadas a fazer isso? —perguntou Oriana.
—Sim —disse Noemi com tom seco—. Esse é um problema muito grave pro instituto e a gente precisa lidar com isso junto com a diretoria. Isso não é brincadeira, meninas.
—Nunca vimos isso como um jogo — respondeu Siara. — Pra gente, o clube é tipo um trampo, levamos muito a sério. É verdade que a gente tava investigando a Brenda, mas…
—Se o que preocupa vocês é que tenha consequências negativas pra vocês —disse Mario Dalessi—, não tenham medo. Aqui a única que tá enrascada é a própria Brenda.
—Exatamente por isso, não queremos meter ela em encrenca —disse Erika.
—Se não dividirem as informações com a gente, os problemas vão ser de vocês — disparou Noemi.
—Meninas —interrompeu Brenda, com um sorriso caloroso—. Dê a elas o que elas pedem. Eu entendo minha situação. Tô disposta a aceitar as consequências. Não compliquem a vida de vocês.
— Tem certeza? — perguntou a Erika.
—Sim. Que seja o que Deus quiser.
—Não mete Deus nisso —cravou Noemi—. Ele ia ficar bem envergonhado com o teu comportamento.
—Vamos agilizar isso um pouquinho —disse Mario Dalessi—. Sofia, conta pra gente por que você pediu pras minas do clube investigarem a Brenda.
―Hmm… tecnicamente eu não pedi isso ―disse Sofia, desconfortável, dava pra ver que ela não queria encarar a Brenda―. Elas me falaram que estavam investigando você porque… porque tinha uns boatos sobre a professora Ramallo. Boatos que podiam ferrar a imagem do colégio.
—E o que diziam esses boatos? — quis saber Noemi.
―Hum… esse…
—Vamos, Sofia. Não tenha medo —Mario Dalessi acariciou as costas da mão da loira num gesto tranquilizador—. Você cumpriu muito bem seu dever até agora. Só falta o último trecho e logo tudo isso vai acabar. Conta pra gente tudo que você sabe, e espero que as gurias façam o mesmo.
—Tá bom. Os rumores diziam que a professora Brenda Ramallo tava postando umas fotos bem provocantes nas redes sociais dela.
—Pornografia —comentou Noemi.
—Só alguns boatos falavam de pornografia —continuou Sofia—. Outros só mencionavam fotos "meio quentes".
—Que, pra esse caso, é a mesma coisa —comentou Noemi—. E falavam mais alguma coisa?
—Os boatos mais… pesados diziam que a Brenda tentava, tipo… seduzir os alunos dela. —As bochechas da Sofia ficaram vermelhas que nem tomate—. E em alguns casos até falavam que ela tinha chegado a ir pra cama com eles…
—Tenho certeza de que vocês também já ouviram esses boatos —disse o reitor, se dirigindo às integrantes do clube—. E pelo que a Sofia falou antes de começar essa reunião, vocês já chegaram a uma conclusão. Esses boatos são verdadeiros?
As quatro garotas ficaram em silêncio por alguns segundos, até que Siara suspirou e disse:
—Sim, são verdadeiros. Sinto muito, Brenda, mas mesmo que a gente fique calada… você vai ter problemas do mesmo jeito. Dá pra dizer que esse foi um caso muito fácil de resolver. As provas são abundantes.
—Isso é o que eu quero ver —disse Noemí García—. Provas.
—Tem certeza? —perguntou Erika—. Porque tem muito material explícito.
Desta vez, as bochechas de Noemí ficaram vermelhas, e Brenda soltou um sorriso debochado.
—Eu também quero ver essas provas —disse Brenda Ramallo—. Não me importo que sejam explícitas, e sinto muito se te deixam desconfortável, Noemí. Mas aqui tá em jogo o meu emprego. Sei que você tá fazendo de tudo pra me mandar embora. Então, se vão me mandar embora, que pelo menos seja com evidência na mesa… e não por puro fofoca.
―Hmm… então todo mundo concorda em ver essas evidências? ―Perguntou Mario Dalessi―. Mesmo que sejam… hmm… explícitas?
É… hum… talvez se forem tão explícitas assim, este não seja o momento nem o lugar", disse Noemí. "Tem alunas presentes.
—Sim, as mesmas alunas que juntaram essas provas — disse Brenda. — Elas já viram. Só precisam compartilhar com a gente. Relaxa, Noemí. Você não vai pro inferno por ver um pouquinho de pornô. Todo mundo vê pornô uma hora ou outra na vida. Né?
—Você tá falando por você —disse Noemi, claramente nervosa—. Eu não vejo essas coisas. Que nojo…
Brenda revirou os olhos e sorriu. Para as quatro integrantes do clube, ficou claro que Brenda só tava tentando deixar a Noemí desconfortável, talvez pra dar o troco de alguma forma.
—A gente não tem problema em mostrar o que for preciso — disse a Erika.
—É decisão sua, Noemí —disse Mario Dalessi. —A gente segue?
―Tá bom. Só porque não quero que essa reunião seja em vão. Vamos ter que aguentar um momento constrangedor.
A Siara colocou o notebook dela em cima da mesa e ligou.
—Temos as imagens prontas, juntando o que vimos no Twitter e o que um... um informante nos passou. Vamos mostrar todas as provas que pedirem, mas não vamos revelar os nomes de quem nos ajudou a conseguir elas.
—Se são alunos do instituto, têm que dar os nomes de vocês — disse Noemí García.
—Não te parece que isso poderia gerar uma violação da privacidade dos alunos? — perguntou Brenda —. Não preciso saber os nomes, mas imagina se eu fosse uma maluca desequilibrada e quisesse me vingar de quem me prejudicou? Você vai explicar pros pais dos alunos quem pediu os nomes deles?
—Os nomes dos informantes não vão ser necessários —disse o diretor—. Podem começar com a demonstração. Que provas vocês têm de que a Brenda Ramallo mostrou um comportamento inadequado nas redes sociais dela, ou dentro do colégio?
—Bom, pra começar, a gente tem essa foto.
Siara tava meio pistola com a Noemí por se meter nessa parada, e se podia encher o saco dela com as imagens explícitas, então ia direto pra essas. Na tela apareceu a Brenda com uma piroca venosa e dura na boca, olhando de canto pra câmera, e dava pra ver que ela tava se divertindo pra caralho.
—Ai, pelo amor de Deus! Nunca te imaginei fazendo esse tipo de coisa, Brenda… você é professora. Que falta de vergonha na cara.
—Ai, Noemí. Não fala besteira — disse Brenda, revirando os olhos. — Aqui tem várias mulheres, e tenho certeza de que todas, sem exceção, já chuparam uma pica alguma vez. Não é nada demais. Não é verdade, meninas?
—Elas não são obrigadas a responder — o decano interveio.
—Mas seria bom que fizessem —respondeu Brenda—. Me acusam de ter pouca decência, sendo que chupar uma pica não é nada demais. Todas nós já fizemos isso alguma vez.
— Eu fiz sim — respondeu Xamira —, não é nada demais.
―Hmm… bom, só vou dizer que eu tenho namorado ―comentou Oriana―. Tirem suas próprias conclusões.
—Concordo com a Brenda — disse a Siara —, mesmo não gostando de admitir, é verdade que eu também já fiz isso uma vez… e a Erika também.
Ei, queria responder eu!" — reclamou a amiga — "E sim, eu também chupei uma rola uma vez. Mas também não é algo que eu faça com muita frequência.
—Viu? Não é pra me acusarem de indecente — disse Brenda. — E você, Sofia? O que a ilustre presidente do centro de estudantes tem a dizer? Já comeu uma pica alguma vez?
O silêncio se fez, Sofia Levitz ficou toda tensa. O reitor deu umas palmadas na perna dela e disse:
—Sei que pode ser desconfortável falar abertamente, mas fica tranquila que aqui ninguém tá te julgando. É só pra Brenda poder deixar o ponto dela claro — a mão na perna dela começou a subir devagar—. Sabemos que você é uma aluna exemplar, e que você já praticou… hum… sexo oral, não vai mudar nada disso.
Tá bom, eu admito — disse a loira, com o corpo todo tremendo de tensão —. Eu também chupei uma rola uma vez.
—Uma vez só? Qual é, querida… não acredito que foi só uma vez — disse Brenda.
—Tá, tá, foi mais de uma vez. Eu fiz várias vezes. E acho que não devemos chamar a Brenda de indecente por ter feito o mesmo.
—É isso aí. Todas nós fazemos isso, até a Noemí, mesmo que ela nunca vá admitir.
—Não é verdade, Brenda. Eu nunca fiz uma coisa dessas e não vou deixar você me chamar de puta.
—Noemí, por favor —interveio o decano—. Aqui ninguém tá chamando ninguém de puta, não. Tá claro?
―Desculpa. Não foi minha intenção ―disse Noemi―. É que… eu não faço essas coisas. Ponto final.
—Acho que as minas foram muito corajosas em admitir que fizeram isso — disse Mario Dalessi —. Especialmente você, Sofia, considerando o papel importante que tem nesse instituto.
Sofia sentiu o reitor pegar suavemente na mão esquerda dela e, por baixo da mesa, guiá-la até o volume dele. A presidente do centro de estudantes ficou tensa. Dava pra sentir o formato do pau mole do Mario Dalessi apertado dentro da calça. Naquele momento, ela devia ter se levantado e acusado o velho de tarado, com aquela cara de bonzinho; mas não fez isso porque entendeu que a culpa era dela.
Várias vezes a Sofia tinha dado em cima do diretor do instituto, na maior cara de pau. Isso fez com que ela ganhasse a confiança dele em tempo recorde. Do contrário, uma aluna do segundo ano dificilmente poderia ter se candidatado pra comandar o centro de estudantes.
Se inclinar sobre a mesa do reitor com um decote muito chamativo, ou roçar o quadril no ombro dele enquanto mostrava algum documento sobre a mesa, eram práticas comuns no trato entre a Sofia e o reitor.
A loira gostosa achou que a situação nunca ia passar disso, que o cara ia se contentar com uma esfregada sutil de poucos segundos e só. Mas, há pouco tempo, a parada começou a sair do controle… pros dois.
Enquanto amassava aquele volume, guiada pelos dedos do próprio Mario Dalessi, Sofia lembrou como aquelas esfregadas por trás começaram a ficar cada vez mais frequentes… e intensas. Chegou até a sentir o pau duro do decano contra a bunda dela.
E agora eu não podia fazer nada além de aguentar em silêncio enquanto as minas do clube continuavam expondo as provas contra a Brenda Ramallo.
A partir desse momento, as imagens foram ficando cada vez mais explícitas. Siara bombardeou eles com fotos da Brenda sendo penetrada na buceta, ou com saindo dela. Imagens da fiel amiga e parceira de aventuras, Lola. E fotos da famosa viagem pra Cancún, onde mostrava a Brenda no meio do ato sexual.
A Erika e a Oriana se encarregaram de explicar que muitas dessas fotos foram postadas no Twitter pela própria Brenda Ramallo, de madrugada. As que a Brenda não postou, foram publicadas pela tal da Lola, que, aliás, trabalha como puta.
Noemí olhava cada imagem com os olhos arregalados, fazendo comentários como: “Nunca tinha visto uma mulher com tanto gosto por práticas obscenas”. “Ela não tem um pingo de vergonha” e o mais repetido: “Ai, que nojo!”
Brenda nem tentou se defender, ela só ficou falando coisas tipo: "Como foi bom aquela noite". "No dia seguinte não conseguia nem mexer as pernas", ou "Lola é a melhor, amo ela pra caralho".
E dava pra ver que as amigas se amavam, porque tinha várias fotos e vídeos curtos da Lola chupando buceta.
—Mesmo que não dê pra ver o rosto — explicou a Oriana —, a gente fez uma comparação rápida e não tem dúvida de que é a Brenda.
—É verdade, sou eu. Às vezes eu e a Lola ficamos na sacanagem.
—Até com mulher! Pelo amor de Deus!
―Ai, Noemí. Vai me dizer que nunca chupou uma buceta? Nem uma pica? Nada?
—Não, Brenda, e te peço que não insinue essas coisas sobre mim, ainda mais na frente do reitor.
—Que vida chata você deve ter. Pelo menos eu me diverti pra caramba em Cancún. Fui comida todo dia. Sem falta. E a Lola também, claro. E sim, admito, quis compartilhar um pouco dessa experiência. Entendo que foi errado, mas… não me arrependo.
Sofia ficou em silêncio encarando a tela, onde dava pra ver uma foto gostosa da Brenda mamando duas rolas, com a cara toda lambuzada de porra. Ela sentiu um calorão entre as pernas e, quando o reitor abriu a braguilha, foi ela mesma atrás do pau, que já tava quase todo duro.
—Não duvido —disse Noemi—. E essa nojeira toda de porra, pelo amor de Deus… não aguento mais. Não sei como essas minhas aguentaram ver essas imagens.
―Hmm… é… ―Xamira levantou um dedo―. Só vou falar que não foi grande coisa.
―O que a mina quer dizer ―continuou Brenda―, é que ela também já teve a carinha cheia de porra uma vez. Por mais que a Noemí tente fazer um escândalo disso, é sexo. E muitas das presentes já passaram por essas coisas. Aliás, no colégio falam que a Erika e a Siara são namoradas, então imagino que já devem ter provado a buceta.
—Não somos namoradas! — protestou a Erika, ficando toda vermelha —. Não sei por que todo mundo pensa isso.
—Não são? Sério? — Brenda olhou pra elas surpresa —. Essa eu não vi chegando. É que… ficam o dia inteiro juntas, e sempre muito coladas… A Erika vive se jogando em cima da Siara, e bom… é assim que começa.
—Não quero te julgar pelas suas ações — disse Siara —, mas peço que não tire conclusões sobre a gente. Você não nos conhece.
―Tá bom, peço desculpas.
Debaixo da mesa, Sofia cuidava de masturbar o reitor. Sabia que o que estava fazendo era imoral, antiético, inadequado para a presidente do centro de estudantes. Mas… algo naquela piroca grossa e comprida a atraía. Não a deixava pensar com clareza. Quando o reitor começou a acariciar a virilha dela, ela não o impediu. Isso lembrou ela daquela vez em que Mario Dalessi ficou atrás dela enquanto revisavam umas pastas e como ele aproveitou para acariciar a buceta dela por cima da saia. Naquela ocasião, Sofia achou que o reitor tinha ido longe demais, já estava apalpando ela diretamente; no entanto, foi incapaz de pará-lo. Ficou ali, bem quietinha, e evitando estremecer com os impulsos sexuais que percorriam seu corpo. E agora tinha que fazer o mesmo na frente de um monte de gente.
— Temos mais fotos comparadas com o que a Brenda postava no Instagram — disse Siara —. Tipo essa aqui. Na versão que ela postou no Instagram, dá pra ver ela sentada em cima de um cara, os dois sorrindo e olhando pra câmera. A foto corta bem onde começa a buceta da Brenda. Já na imagem que ela postou no Twitter, dá pra ver claramente que, na real, o cara tá metendo nela.
—Fotos assim tem um monte —disse a Erika—. A Brenda postava versões mais discretas no Instagram, mas depois no Twitter soltava a versão completa, onde dava pra ver as penetrações. Nem essa aqui…
—Bom, chega. Não preciso ver mais —disse Noemí García—. Já ficou claro pra mim que a Brenda Ramallo teve vários comportamentos inadequados. Uma professora desse instituto não pode ficar postando pornografia na internet. Isso fode feio com a imagem do estabelecimento. A diretoria exige sua demissão.
— Que o conselho diretor tá me exigindo o quê? — Brenda caiu na risada —. Não, querida. Eu não vou renunciar. Se eles têm um problema comigo, vão ter que me mandar embora… e também vão ter que me pagar a indenização que é minha por direito.
—Não, nem pensar. Amanhã mesmo você entrega sua carta de demissão na mesa do…
—Olha, Noemí. Tenho várias testemunhas que ouviram claramente você, como membro da diretoria do instituto, me "exigindo a renúncia". Sabia que isso é ilegal? Posso usar isso num processo. E pode acreditar, se não me pagarem a indenização devida, vou entrar com ação judicial. E mais gente vai falar desse assunto… e quem sabe? O caso pode chegar até a mídia.
A Noemí ficou pálida que nem papel. Ficou completamente calada, sem ter o que falar.
— Não precisamos chegar a esse ponto — disse Mario Dalessi. — Se a Brenda Ramallo tiver que sair do cargo, vai ser por demissão, com os pagamentos devidos.
Muito obrigada, Marito ―disse Brenda, sorrindo―. Se é nesses termos, posso ir embora na boa.
—Tá bom. Então, pelo que vejo, não tem mais nada pra discutir —disse o decano—. Noemí, quer acrescentar algum comentário?
—Só vou dizer que tô muito decepcionada com o jeito que uma professora desse instituto se comportou. Agora vamos ter que ficar mais de olho em futuras… faltas disciplinares.
―Perfeito, então a reunião está encerrada. Meninas, espero que vocês se saiam muito bem com o clube de detetives. Se precisarem de ajuda com alguma coisa, não hesitem em me pedir. Tô à disposição de vocês.
Mario Dalessi segurou o paletó pendurado no braço e usou ele pra esconder a ereção poderosa que tava entre as pernas dele.
Noemí García e Mario Dalessi saíram da sala, Sofia e Brenda ficaram junto com as quatro integrantes do clube de detetives.
―Bom, isso vai ser mais que interessante ―disse a professora Ramallo. As outras olharam pra ela, confusas. Ela parecia animada, mesmo tendo perdido o emprego―. Sofia, você e eu temos um assunto pendente. Por sua culpa, fui mandada embora ―a aludida ficou muito tensa―. E vou cobrar isso. Com certeza vou cobrar. Porque você não é nenhuma santinha, e armou tudo isso pra foder com a minha vida.
—Nunca tive intenção de foder sua vida —Sofia se defendeu—. Não queria que te mandassem embora. Sério. Pensei que seria só uma punição temporária.
—Mas não foi assim. Agora tô sem trampo e isso me irrita pra caralho, porque eu ganhava muito bem sendo professora desse instituto. E sabe o que é pior de tudo? Que depois disso ninguém vai me contratar como professora, em lugar nenhum.
―Isso não é minha culpa, você se afundou sozinha, ao postar essas fotos obscenas nas suas redes sociais.
—Pode ser, isso foi arriscado, eu admito. Mas eu teria conseguido lidar com discrição se você não tivesse se metido. Por que fez isso? Hein? Será que a gente não se divertiu junto? Você contou pras suas amiguinhas detetives o que a gente fez junto?
—Se você tá falando daquela vez que chuparam o pau de um professor, sim, ela contou pra gente —disse a Erika.
Brenda olhou pra ela surpresa e depois sorriu.
―Ah, já entendi. Isso eu não vi chegando. Mas… tenho certeza de que você não contou tudo pra eles. Né? Você deve ter enfeitado a história pra se fazer de pobre coitada, vítima das circunstâncias.
Bom, sim — disse Erika —, é mais ou menos o que ela nos contou.
―Já imaginava. Que tal se a gente contar uma versão mais completa? Hein? Quer dizer… já que eu tive que me expor a uma sessão de humilhação pública, acho justo que você faça o mesmo. No fim das contas, se eu tô aqui é principalmente por sua culpa.
—Não, você está enganada, Brenda…
A loira ficou nervosa, levantou rápido, agarrou a mochila e tentou sair da sala. Mas antes que conseguisse chegar na porta, Brenda a interceptou.
—Você fica aqui —disse ele, segurando ela pelo pulso.
—Ei, se vão brigar, vão pra outro lugar — disparou Erika.
—Não se preocupa — Brenda mostrou um sorriso malicioso —, brigar é a última coisa que quero fazer. Agora só tô pensando em me divertir um pouco. Aproveitar meu último dia como professora nesse instituto… e a Sofia, por ser a responsável pela minha demissão, vai me ajudar. Não é mesmo? — A aludida olhou fixamente pro chão e não disse nada —. Também poderíamos aplicar um método alternativo pra celebrar minha despedida. Poderia ir contar tudo que sei pro diretor. Sabe que com ele eu me entendo muito bem, desde que aquela filha da puta da Noemí García não esteja por perto.
—Não… por favor… não conta nada pra ele. Eu não queria que te mandassem embora, juro. Me desculpa muito. Se eu soubesse que podiam te contratar de novo, faria qualquer coisa pra consertar essa merda.
—A situação já não tem conserto, mas pode melhorar… pelo menos pra mim. Já deve ter imaginado o que tem que fazer.
―Mmm… e quando eu teria que fazer isso? ―Perguntou Sofia, toda a segurança que a caracterizava parecia ter se desmanchado por completo.
—Agora mesmo.
—O quê? Agora? Aqui?
—Sim, aqui… essas vadias também complicaram minha vida, de tão intrometidas. Elas poderiam nos emprestar o salão por um tempo… e se quiserem, podem ficar. Não me incomoda ter plateia.
Antes que qualquer uma das integrantes do clube pudesse perguntar do que se tratava toda essa história, Brenda soltou a calça do seu terno cinza e mostrou a bunda tonificada pra todas as presentes.
—Ei, o que você vai fazer? — Perguntou a Erika.
—Eu não vou fazer nada, só vou ficar sentada… quem vai fazer tudo é a nossa querida Sofía. Não é mesmo, Sofi?
— Brenda, por favor —disse a loira—. Raciocina um pouquinho. Tá bom, faço o que você quiser; mas em outro lugar… em outro momento.
—Não. Tem que ser aqui e agora. Senão vou direto pro escritório do Mario Dalessi e conto tudo. Até tenho provas fotográficas… e você sabe disso. Em questão de horas, você teria que arrumar outro lugar pra estudar. Nós duas iríamos pra rua juntinhas. O que você acha?
―Tá bom… tá bom… entendi teu ponto. Quer me foder. Quer me humilhar na frente dessas minas. Talvez eu mereça, sei lá… mas se for o único jeito de você ter pena de mim e não contar nada pro diretor, eu vou fazer.
É o único jeito" — disse Brenda, no exato momento em que descia a calcinha fio-dental branquinha dela.
Sua buceta perfeitamente depilada e bronzeada ficou à mostra para todas. Ela sentou na cadeira e abriu as pernas, com dois dedos se abriu e fez sinal para Sofia. Todas pensaram que a loira não iria continuar. E a surpresa tomou conta delas quando viram a garotinha se aproximar da professora e se ajoelhar na frente dela.
―Vai, o que você tá esperando? Já sabe o que tem que fazer ―disparou Brenda―. Nem parece que é a primeira vez que você chupa minha buceta.
—Isso já tinha acontecido antes? —Perguntou Oriana, cheia de curiosidade.
—É isso aí — Brenda segurou a cabeça de Sofia e foi aproximando devagar do seu sexo.
—Foi durante o que rolou com o professor?
―Sim, era isso que eu quis dizer com essa puta não ter contado a história toda. Se a única coisa que ela disse é que nós duas chupamos a pica do cara juntas, ficou faltando. Por que você não mostra pra elas o que fez comigo enquanto eu chupava uma pica? O mais gostoso é que nem precisei pedir. Ela se ofereceu por conta própria.
Siara, Erika, Xamira e Oriana olharam com espanto como Sofia passava a língua por toda a buceta da Brenda. De baixo pra cima, parando na região do clitóris. Ali começou a brincar com o botãozinho, ao mesmo tempo que lubrificava toda a área com a saliva dela.
―Uf… sim, que gostoso… assim… pelo menos vou levar uma chupada gostosa na buceta. Com certeza essa puta também não contou pra vocês o motivo pelo qual chupou a pica do professor.
—Ela disse que foi porque você levou ela pra fazer isso — comentou a Erika.
Brenda soltou uma gargalhada.
―Sério? Ela me culpou? Bom, eu tava um pouco alterada, tava com vontade de dar. E quando comentei que já tinha uma rola pra chupar naquela noite, ela me seguiu e se agarrou pra chupar também. Sabem por quê? Porque é assim que ela consegue o que quer. Não é mesmo, putinha?
Sofía não respondeu. Aproximou ainda mais a boca da buceta, como se ter ela colada naqueles lábios vaginais lhe poupasse a vergonha de ter que dar explicações.
—Conseguir coisas tipo o quê? — perguntou Siara.
—Como vocês acham que ele virou presidente do centro acadêmico sendo tão novo? Com certeza mamou o pau do diretor. Não é verdade?
Não, isso nunca fiz" — respondeu Sofia, antes de voltar pra sua tarefa lésbica. A língua dela se mexia com muita agilidade por cada cantinho da buceta da Brenda.
―Talvez não, mas eu percebi como você ficava passando a mão na pica dele enquanto essas minas mostravam as fotos… e ele também passou a mão em você. Com certeza conseguiu esse cargo deixando ele te apalpar ―dessa vez Sofia Levitz não respondeu―. E o professor, ela chupou a pica dele pra passar na prova. Comigo fez a mesma coisa.
—Não é verdade —protestou Sofia—. Não fiz isso pra você me aprovar. Eu consigo passar por conta própria.
—É aí que você se engana, gatinha. Você não é tão boa aluna quanto pensa — obrigou ela a colar a boca na sua pussy —. Vai, chupa com vontade… isso… assim… enfia a língua — a loira obedeceu às ordens da professora. A língua dela começou a explorar o interior daquele buraco molhado —. Dá pra ver que você gosta, sua puta… dá pra ver muito. Mas também dá pra ver que você faz isso pra conseguir favores. Sei de boa fonte que você não teria passado na prova se não tivesse chupado a rola do professor. Ele mesmo te deu as perguntas antes da avaliação. E eu… bem, digamos que fui muito generosa com a nota que te dei. Generosa demais. Na minha matéria você não vai tirar dez, mas tira nota dez em chupar bucetas. Como você é boa! E pelo visto você mesma se encarregou de espalhar a fofoca, porque uma das suas amiguinhas veio me dar uma chupada daquelas na pussy, porque “Ai, prof, tô muito nervosa com a prova”. Levei ela pro banheiro do quarto andar e fiquei com a cabecinha dela entre as minhas pernas por um bom tempo. Ela fez muito bem, embora tenha jurado que era a primeira experiência lésbica dela.
―E aí, o que tem de verdade nessa história de que você cobrava dos alunos pra transar com você? ―Perguntou Siara.
—Esse boato tem fundamento, não vou negar. Uns dois anos atrás tinha um cara, aluno do primeiro ano, que não parava de fazer comentários de duplo sentido pra mim, e sempre que podia, se esfregava em mim. Eu falei, indignada, que se ele continuasse com aquele comportamento, ia denunciar ele pra diretoria. E foi aí que ele me disse, assim, na lata: “Te pago tudo isso se você chupar minha pica, putinha”. Fiquei dura. Chocada. Na mesa tinha um baita maço de dinheiro. Dólares. E eu… pensei na vontade que tava de viajar pra Cancún, e que, mesmo meu salário não sendo ruim, tava longe de ter a grana necessária pra fazer a viagem que eu queria. Foi assim que descobri que minha integridade tem um preço. Na hora, com a sala vazia, me ajoelhei na frente do cara e não passou nem dois minutos e eu já tava com a boca cheia de pica. O cara não parava de falar coisas tipo “Sabia que você era uma putinha diretora”, “Como você adora pica”, “Vai engolir toda a porra”. Eu falei que não engolia a porra e ele colocou mais dinheiro na mesa, esses caras de família rica parecem ter uma impressora de dinheiro no bolso. “Vai engolir tudo, como uma boa putinha obediente”, ele disse. E foi assim… fui uma putinha obediente. Engoli toda a porra. E sabe o que foi mais gostoso? Fiquei com a buceta toda molhada. Foi uma das experiências mais quentes da minha vida.
—Então sua amiga, a puta, não teve nada a ver com você começar a cobrar por sexo — comentou a Erika.
—Não exatamente, mas ela deu uma força sim. Minha amiga já era puta há anos, tudo certo com isso, nunca julguei ela. E bom, depois que fiz isso, claro que fui contar pra ela. Lola falou: "Agora você entende o tesão de cobrar pra dar a buceta". E sim, entendi pra caralho. Ela também disse: "Com uns quantos otários cheios de grana, a gente vai fazer uma festa do caralho em Cancún". E bom, vocês já sabem o que aconteceu. Fui pra Cancún pra levar pica de vários na praia. Essa sim virou a experiência mais safada da minha vida. E Lola ficou comigo o tempo todo.
—Então você tava postando fotos provocantes nas suas redes sociais pra chamar a atenção de futuros clientes? — Perguntou Oriana.
—Em parte sim, mas essa não era a única razão. Quando comecei a fazer uns trabalhos de puta com a Lola, comecei a me sentir mais segura do meu próprio corpo, da minha beleza, do que eu posso causar nas pessoas. Homens e mulheres. Por isso comecei a postar fotos provocantes, e aos poucos fui sentindo a necessidade de mostrar mais. Era óbvio que isso ia acontecer comigo. É tipo um vício. Uma vez que você começa, depois não consegue mais parar.
Xamira sentiu um arrepio percorrendo toda a sua espinha.
— E você acha que qualquer mulher pode passar por isso? — Perguntou Xamira. Brenda olhou pra ela surpresa, como se só agora tivesse percebido que aquela gostosa de corpo atlético estava ali.
―Ah… você é a gostosa das fotos fitness. Agora lembrei. Já chegaram uns boatos sobre você por aqui. Aliás, vi suas fotos. Que corpaço você tem. Te parabenizo. Você é linda… e dá pra ver que adora jogar no limite. Não me surpreenderia se daqui um tempo você estiver mostrando toda a buceta e o rabo. Quem sabe, até se anime a mostrar algo mais pornô. A primeira vez que postei no Twitter uma foto chupando uma rola, me acabei na punheta só de pensar que tinha muita gente, conhecida ou não, me vendo com aquele pedaço de falo na boca. Foi muito doentio.
—Eu não pretendo chegar a esse ponto — garantiu Xamira.
—Me dá um tempo, gatinha. Me dá um tempo.
Brenda levou alguns segundos para apreciar as habilidades lésbicas de Sofia, que não dava trégua à sua buceta.
—O bom é que vou poder negociar uma boa indenização — comentou a professora Ramallo —. O reitor adora enfiar o piru em mim.
—Também comeu ele? — Perguntou Erika.
—Sim, várias vezes. Como vocês acham que aguentei tanto tempo sem ser mandada embora? Sabe quantas vezes alguém da limpeza me pegou chupando a pica de um aluno? O reitor cuidava de negociar essas punições comigo, pessoalmente. E hoje vou ter que entregar a bunda, não vai ser a primeira vez… olha, Sofi… por que você não enfia os dedos no meu cu? Assim vai dilatando. A pica do reitor é bem grossa, e se eu não for preparada, ele vai me partir no meio. Isso, assim… aliás, também não é a primeira vez que essa puta enfia os dedos no meu cu.
―Para, não tô entendendo nada ―disse a Erika―. Se você se dá tão bem com o reitor. Por que ele te mandou embora?
—Porque a situação já tava insustentável. Além disso, o decano não é quem manda nesse instituto.
—Ah, não? Eu pensei que sim — disse Oriana.
—Não, é só um fantoche. Quem manda de verdade são as ilustres integrantes do conselho diretor. Um bando de arpias santarronas. A Noemí García é uma delas. O reitor só participa das reuniões porque é o boneco que elas precisam. Porque quem realmente cuida de tudo são elas.
—Isso é muito sombrio —disse Siara—. Sabia que rolavam umas paradas estranhas no colégio, mas não fazia ideia de que também tinha um grupo de senhoras beatas controlando tudo por trás dos panos. Será que elas têm algum tipo de relação com a Emilia?
―Vamos ter que perguntar ―disse Xamira―, mas por enquanto prefiro evitar a Emilia.
Oriana, posso te falar uma coisinha fora da sala?" — perguntou Siara.
—Sobre a Emilia?
—Sim.
—Quem é Emilia? —Perguntou Brenda—. Não é a mãe da Dalma Leone? Que puta gostosa, por sinal. Tão santinha que parecia, e no fim já tinham enfiado três rolas no cu dela. Essa também fizeram expulsar as vadias da diretoria.
Siara e Oriana não deram muita bola pra ele. Saíram da sala e falaram baixinho.
—O que vou te pedir —começou dizendo Siara—, não tem nada a ver com a Emilia.
―Ah, não?
—Não. Só falei isso pra distrair a Brenda. Quero que você vá até a sala do reitor e dê um jeito de esconder o celular em algum lugar que não dê pra ver, mas que consiga gravar tudo.
—Quer que eu grave a Brenda dando pro reitor?
—Sim.
―Pra quê?
―Não sei ao certo. Mas se uma parada tão bombástica assim vai rolar no colégio, o melhor é gravar tudo. Pra garantir. Caso um dia a gente precise se livrar da pressão do diretor, ou algo do tipo.
―Ah, já entendi. Pode ser um bom recurso pro clube. Uma garantia. Bom, não te prometo nada. Os celulares são muito grandes e vou ter que me virar muito pra esconder ele sem que me vejam. Precisamos investir em câmeras menores. Tipo uma GoPro ou algo assim.
—Sim, é verdade. Câmeras e microfones. Material básico pra qualquer espião… ou detetive. Faz uma lista, Oriana. Anota tudo que achar necessário, e a gente compra o mais rápido possível. Temos que estar bem preparadas pra essas situações.
—Muito bem. Espiar o reitor e fazer uma lista de materiais de espionagem — Oriana mostrou um sorriso radiante. — Cada dia gosto mais de fazer parte desse clube.
Oriana se afastou num passo rápido.
Quando Siara voltou, viu que Brenda já estava vestindo a calça. Parecia que o ato de humilhar a Sofia já tinha acabado. A loira estava com o rosto bem vermelho e respirava ofegante.
— Cada vez você faz melhor — disse Brenda —. Quase me fez gozar. Espero que o reitor cuide disso. Sei que amanhã minha bunda vai doer.
Ela quase pegou a maçaneta da porta, mas a Siara segurou ela. Queria ganhar uns segundos pra Oriana esconder o celular dela.
―Espera, antes de você ir, quero te falar que a gente não tinha intenção de fazer você ser mandada embora. Espero que não esteja brava com a gente.
—Tão bem, meninas, vocês fizeram a parte de vocês; mas reconheço que fui muito descuidada. Brinquei no limite por muito tempo. E você, gata —olhou pra Xamira—. Te recomendo que tome cuidado com o que posta na internet, porque agora a Noemí García vai ficar de olho bem de perto em vocês. Tenho certeza de que ela não curte nada um bando de gente fazendo de detetive dentro do colégio, ainda mais se meterem o bedelho em casos que podem ferrar a imagem da instituição.
―Tá bom, a gente fica de olho ―disse Siara―. Valeu por avisar.
Brenda se retirou, com um ar arrogante. Dessa vez, Siara segurou Sofia.
—Ah, Sofi… —ele disse, enquanto a pegava pelo braço—. Você podia nos ajudar pra que a Noemí e a diretoria não encha tanto o nosso saco.
—E por que eu faria isso? — perguntou a loira, desafiadora.
—E não sei, magrinha —Erika revirou os olhos—. Deve ser porque temos evidências de que você esteve chupando a buceta da Brenda Ramallo —mostrou o celular dela.
—Você me gravou?
Siara sorriu. Não percebeu quando a Erika começou a gravar a cena toda, mas agradeceu por ela ter feito isso.
—É só um pequeno seguro —respondeu Siara—. Tenho certeza de que, uma hora ou outra, vão rolar umas coisas “inapropriadas” aqui dentro dessa sala. E eu agradeceria se você virasse a cara quando visse alguma dessas paradas. Não pedimos mais nada. Fechado?
―Tá bom… tá bom. Só tentem ser discretas. Deixem as cortinas fechadas o tempo todo. Se alguém perguntar por que tão fechadas, eu cuido de responder. Mas não me peçam mais nada. Não quero me envolver num caso desses de novo nunca mais.
—Tá bem, isso vai depender mais de você do que da gente —disse Xamira—. Talvez você não devesse ficar chupando tanta pica de professor, ou buceta de professora.
Sofía Levitz saiu do salão, deixando um silêncio gelado atrás dela.
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Capítulo 20.
Diretoria.
As quatro integrantes do Veritas Sectatores foram correndo pra sede do clube. Mas, quando Sofia Levitz avisou que tava esperando elas lá, não esperavam encontrá-la acompanhada.
As quatro garotas se sentiram invadidas. Aquele salão era supostamente pra elas organizarem suas reuniões sem ninguém encher o saco; mas agora tava cheio de gente que elas não tinham convidado e que tinha se acomodado nas cadeiras ao redor da mesa como se o lugar fosse delas.
Lá estava Sofia Levitz, sentada toda tensa, com o cabelo loiro preso num rabo de cavalo. Tava limpando os óculos de secretária e, quando as minas entraram, colocou eles. Olhou pra elas com aquela condescendência típica de quem acha que todo mundo é um bando de imbecis.
Ao lado dela, tinha um homem alto que, mesmo sem estar acima do peso, parecia um gigante três vezes maior que a Sofia. As mãos enormes dele estavam apoiadas na mesa, e ele observava todas as presentes com um olhar tranquilo. Reconheceram na hora: era Mario Dalessi, o diretor do instituto.
Elas ficaram muito surpresas ao ver uma mulher jovem, bronzeada e com uma figura chamativa escondida debaixo de um discreto terno cinza. Era a própria Brenda Ramallo.
Mas o que mais surpreendeu as quatro integrantes do clube foi a presença de outra professora, Noemí García. O que ela estava fazendo ali? Era uma professora com pelo menos vinte anos de experiência no ensino. Ela dava matérias como Educação Cívica ou Sociologia. Era conhecida por ser severa e rigorosa nas provas, mas a maioria dos alunos a via como uma professora muito competente, que rapidamente conquistava o respeito dos alunos. Já a Erika suspeitava que todos a tratavam com um respeito exagerado só para puxar o saco e serem aprovados no exame final. Porque outro boato que corria sobre Noemí García era que ela reprovava os alunos que considerava "desrespeitosos" ou "indisciplinados".
—Oi, meninas —cumprimentou Mario Dalessi com um sorriso bonachão—. Sentem-se.
As quatro se sentiram como num tribunal. As integrantes do clube estavam de um lado da mesa e os quatro convidados, do lado oposto, encarando elas de frente com olhos inquisidores.
Erika abriu a boca pra falar alguma coisa, e fechou na hora ao sentir um pisão forte da Siara. Era o código que a melhor amiga usava pra dizer: "Por favor, não fala nenhuma merda".
—Estamos aqui a pedido da Sofia —disse o reitor—. Ela me contou sobre o projeto interessante que vocês têm. Um clube de detetives. Quando jovem, eu adorava as histórias do Sherlock Holmes. Tem algo fascinante em se envolver num mistério e conseguir resolvê-lo. Parabéns pelo conceito original do clube de vocês. No entanto, o que nos traz aqui hoje é…
—Têm que nos dar todas as informações que encontraram sobre a Brenda Ramallo — interrompeu a Noemi García.
A pobre Brenda tava presa entre o corpão da Noemí e a magrinha da Sofia. Mas, se tentasse fugir pelo lado da Sofia, ia dar de cara com um obstáculo muito maior: o próprio Mario Dalessi.
—Somos obrigadas a fazer isso? —perguntou Oriana.
—Sim —disse Noemi com tom seco—. Esse é um problema muito grave pro instituto e a gente precisa lidar com isso junto com a diretoria. Isso não é brincadeira, meninas.
—Nunca vimos isso como um jogo — respondeu Siara. — Pra gente, o clube é tipo um trampo, levamos muito a sério. É verdade que a gente tava investigando a Brenda, mas…
—Se o que preocupa vocês é que tenha consequências negativas pra vocês —disse Mario Dalessi—, não tenham medo. Aqui a única que tá enrascada é a própria Brenda.
—Exatamente por isso, não queremos meter ela em encrenca —disse Erika.
—Se não dividirem as informações com a gente, os problemas vão ser de vocês — disparou Noemi.
—Meninas —interrompeu Brenda, com um sorriso caloroso—. Dê a elas o que elas pedem. Eu entendo minha situação. Tô disposta a aceitar as consequências. Não compliquem a vida de vocês.
— Tem certeza? — perguntou a Erika.
—Sim. Que seja o que Deus quiser.
—Não mete Deus nisso —cravou Noemi—. Ele ia ficar bem envergonhado com o teu comportamento.
—Vamos agilizar isso um pouquinho —disse Mario Dalessi—. Sofia, conta pra gente por que você pediu pras minas do clube investigarem a Brenda.
―Hmm… tecnicamente eu não pedi isso ―disse Sofia, desconfortável, dava pra ver que ela não queria encarar a Brenda―. Elas me falaram que estavam investigando você porque… porque tinha uns boatos sobre a professora Ramallo. Boatos que podiam ferrar a imagem do colégio.
—E o que diziam esses boatos? — quis saber Noemi.
―Hum… esse…
—Vamos, Sofia. Não tenha medo —Mario Dalessi acariciou as costas da mão da loira num gesto tranquilizador—. Você cumpriu muito bem seu dever até agora. Só falta o último trecho e logo tudo isso vai acabar. Conta pra gente tudo que você sabe, e espero que as gurias façam o mesmo.
—Tá bom. Os rumores diziam que a professora Brenda Ramallo tava postando umas fotos bem provocantes nas redes sociais dela.
—Pornografia —comentou Noemi.
—Só alguns boatos falavam de pornografia —continuou Sofia—. Outros só mencionavam fotos "meio quentes".
—Que, pra esse caso, é a mesma coisa —comentou Noemi—. E falavam mais alguma coisa?
—Os boatos mais… pesados diziam que a Brenda tentava, tipo… seduzir os alunos dela. —As bochechas da Sofia ficaram vermelhas que nem tomate—. E em alguns casos até falavam que ela tinha chegado a ir pra cama com eles…
—Tenho certeza de que vocês também já ouviram esses boatos —disse o reitor, se dirigindo às integrantes do clube—. E pelo que a Sofia falou antes de começar essa reunião, vocês já chegaram a uma conclusão. Esses boatos são verdadeiros?
As quatro garotas ficaram em silêncio por alguns segundos, até que Siara suspirou e disse:
—Sim, são verdadeiros. Sinto muito, Brenda, mas mesmo que a gente fique calada… você vai ter problemas do mesmo jeito. Dá pra dizer que esse foi um caso muito fácil de resolver. As provas são abundantes.
—Isso é o que eu quero ver —disse Noemí García—. Provas.
—Tem certeza? —perguntou Erika—. Porque tem muito material explícito.
Desta vez, as bochechas de Noemí ficaram vermelhas, e Brenda soltou um sorriso debochado.
—Eu também quero ver essas provas —disse Brenda Ramallo—. Não me importo que sejam explícitas, e sinto muito se te deixam desconfortável, Noemí. Mas aqui tá em jogo o meu emprego. Sei que você tá fazendo de tudo pra me mandar embora. Então, se vão me mandar embora, que pelo menos seja com evidência na mesa… e não por puro fofoca.
―Hmm… então todo mundo concorda em ver essas evidências? ―Perguntou Mario Dalessi―. Mesmo que sejam… hmm… explícitas?
É… hum… talvez se forem tão explícitas assim, este não seja o momento nem o lugar", disse Noemí. "Tem alunas presentes.
—Sim, as mesmas alunas que juntaram essas provas — disse Brenda. — Elas já viram. Só precisam compartilhar com a gente. Relaxa, Noemí. Você não vai pro inferno por ver um pouquinho de pornô. Todo mundo vê pornô uma hora ou outra na vida. Né?
—Você tá falando por você —disse Noemi, claramente nervosa—. Eu não vejo essas coisas. Que nojo…
Brenda revirou os olhos e sorriu. Para as quatro integrantes do clube, ficou claro que Brenda só tava tentando deixar a Noemí desconfortável, talvez pra dar o troco de alguma forma.
—A gente não tem problema em mostrar o que for preciso — disse a Erika.
—É decisão sua, Noemí —disse Mario Dalessi. —A gente segue?
―Tá bom. Só porque não quero que essa reunião seja em vão. Vamos ter que aguentar um momento constrangedor.
A Siara colocou o notebook dela em cima da mesa e ligou.
—Temos as imagens prontas, juntando o que vimos no Twitter e o que um... um informante nos passou. Vamos mostrar todas as provas que pedirem, mas não vamos revelar os nomes de quem nos ajudou a conseguir elas.
—Se são alunos do instituto, têm que dar os nomes de vocês — disse Noemí García.
—Não te parece que isso poderia gerar uma violação da privacidade dos alunos? — perguntou Brenda —. Não preciso saber os nomes, mas imagina se eu fosse uma maluca desequilibrada e quisesse me vingar de quem me prejudicou? Você vai explicar pros pais dos alunos quem pediu os nomes deles?
—Os nomes dos informantes não vão ser necessários —disse o diretor—. Podem começar com a demonstração. Que provas vocês têm de que a Brenda Ramallo mostrou um comportamento inadequado nas redes sociais dela, ou dentro do colégio?
—Bom, pra começar, a gente tem essa foto.
Siara tava meio pistola com a Noemí por se meter nessa parada, e se podia encher o saco dela com as imagens explícitas, então ia direto pra essas. Na tela apareceu a Brenda com uma piroca venosa e dura na boca, olhando de canto pra câmera, e dava pra ver que ela tava se divertindo pra caralho.
—Ai, pelo amor de Deus! Nunca te imaginei fazendo esse tipo de coisa, Brenda… você é professora. Que falta de vergonha na cara.
—Ai, Noemí. Não fala besteira — disse Brenda, revirando os olhos. — Aqui tem várias mulheres, e tenho certeza de que todas, sem exceção, já chuparam uma pica alguma vez. Não é nada demais. Não é verdade, meninas?
—Elas não são obrigadas a responder — o decano interveio.
—Mas seria bom que fizessem —respondeu Brenda—. Me acusam de ter pouca decência, sendo que chupar uma pica não é nada demais. Todas nós já fizemos isso alguma vez.
— Eu fiz sim — respondeu Xamira —, não é nada demais.
―Hmm… bom, só vou dizer que eu tenho namorado ―comentou Oriana―. Tirem suas próprias conclusões.
—Concordo com a Brenda — disse a Siara —, mesmo não gostando de admitir, é verdade que eu também já fiz isso uma vez… e a Erika também.
Ei, queria responder eu!" — reclamou a amiga — "E sim, eu também chupei uma rola uma vez. Mas também não é algo que eu faça com muita frequência.
—Viu? Não é pra me acusarem de indecente — disse Brenda. — E você, Sofia? O que a ilustre presidente do centro de estudantes tem a dizer? Já comeu uma pica alguma vez?
O silêncio se fez, Sofia Levitz ficou toda tensa. O reitor deu umas palmadas na perna dela e disse:
—Sei que pode ser desconfortável falar abertamente, mas fica tranquila que aqui ninguém tá te julgando. É só pra Brenda poder deixar o ponto dela claro — a mão na perna dela começou a subir devagar—. Sabemos que você é uma aluna exemplar, e que você já praticou… hum… sexo oral, não vai mudar nada disso.
Tá bom, eu admito — disse a loira, com o corpo todo tremendo de tensão —. Eu também chupei uma rola uma vez.
—Uma vez só? Qual é, querida… não acredito que foi só uma vez — disse Brenda.
—Tá, tá, foi mais de uma vez. Eu fiz várias vezes. E acho que não devemos chamar a Brenda de indecente por ter feito o mesmo.
—É isso aí. Todas nós fazemos isso, até a Noemí, mesmo que ela nunca vá admitir.
—Não é verdade, Brenda. Eu nunca fiz uma coisa dessas e não vou deixar você me chamar de puta.
—Noemí, por favor —interveio o decano—. Aqui ninguém tá chamando ninguém de puta, não. Tá claro?
―Desculpa. Não foi minha intenção ―disse Noemi―. É que… eu não faço essas coisas. Ponto final.
—Acho que as minas foram muito corajosas em admitir que fizeram isso — disse Mario Dalessi —. Especialmente você, Sofia, considerando o papel importante que tem nesse instituto.
Sofia sentiu o reitor pegar suavemente na mão esquerda dela e, por baixo da mesa, guiá-la até o volume dele. A presidente do centro de estudantes ficou tensa. Dava pra sentir o formato do pau mole do Mario Dalessi apertado dentro da calça. Naquele momento, ela devia ter se levantado e acusado o velho de tarado, com aquela cara de bonzinho; mas não fez isso porque entendeu que a culpa era dela.
Várias vezes a Sofia tinha dado em cima do diretor do instituto, na maior cara de pau. Isso fez com que ela ganhasse a confiança dele em tempo recorde. Do contrário, uma aluna do segundo ano dificilmente poderia ter se candidatado pra comandar o centro de estudantes.
Se inclinar sobre a mesa do reitor com um decote muito chamativo, ou roçar o quadril no ombro dele enquanto mostrava algum documento sobre a mesa, eram práticas comuns no trato entre a Sofia e o reitor.
A loira gostosa achou que a situação nunca ia passar disso, que o cara ia se contentar com uma esfregada sutil de poucos segundos e só. Mas, há pouco tempo, a parada começou a sair do controle… pros dois.
Enquanto amassava aquele volume, guiada pelos dedos do próprio Mario Dalessi, Sofia lembrou como aquelas esfregadas por trás começaram a ficar cada vez mais frequentes… e intensas. Chegou até a sentir o pau duro do decano contra a bunda dela.
E agora eu não podia fazer nada além de aguentar em silêncio enquanto as minas do clube continuavam expondo as provas contra a Brenda Ramallo.
A partir desse momento, as imagens foram ficando cada vez mais explícitas. Siara bombardeou eles com fotos da Brenda sendo penetrada na buceta, ou com saindo dela. Imagens da fiel amiga e parceira de aventuras, Lola. E fotos da famosa viagem pra Cancún, onde mostrava a Brenda no meio do ato sexual.
A Erika e a Oriana se encarregaram de explicar que muitas dessas fotos foram postadas no Twitter pela própria Brenda Ramallo, de madrugada. As que a Brenda não postou, foram publicadas pela tal da Lola, que, aliás, trabalha como puta.
Noemí olhava cada imagem com os olhos arregalados, fazendo comentários como: “Nunca tinha visto uma mulher com tanto gosto por práticas obscenas”. “Ela não tem um pingo de vergonha” e o mais repetido: “Ai, que nojo!”
Brenda nem tentou se defender, ela só ficou falando coisas tipo: "Como foi bom aquela noite". "No dia seguinte não conseguia nem mexer as pernas", ou "Lola é a melhor, amo ela pra caralho".
E dava pra ver que as amigas se amavam, porque tinha várias fotos e vídeos curtos da Lola chupando buceta.
—Mesmo que não dê pra ver o rosto — explicou a Oriana —, a gente fez uma comparação rápida e não tem dúvida de que é a Brenda.
—É verdade, sou eu. Às vezes eu e a Lola ficamos na sacanagem.
—Até com mulher! Pelo amor de Deus!
―Ai, Noemí. Vai me dizer que nunca chupou uma buceta? Nem uma pica? Nada?
—Não, Brenda, e te peço que não insinue essas coisas sobre mim, ainda mais na frente do reitor.
—Que vida chata você deve ter. Pelo menos eu me diverti pra caramba em Cancún. Fui comida todo dia. Sem falta. E a Lola também, claro. E sim, admito, quis compartilhar um pouco dessa experiência. Entendo que foi errado, mas… não me arrependo.
Sofia ficou em silêncio encarando a tela, onde dava pra ver uma foto gostosa da Brenda mamando duas rolas, com a cara toda lambuzada de porra. Ela sentiu um calorão entre as pernas e, quando o reitor abriu a braguilha, foi ela mesma atrás do pau, que já tava quase todo duro.
—Não duvido —disse Noemi—. E essa nojeira toda de porra, pelo amor de Deus… não aguento mais. Não sei como essas minhas aguentaram ver essas imagens.
―Hmm… é… ―Xamira levantou um dedo―. Só vou falar que não foi grande coisa.
―O que a mina quer dizer ―continuou Brenda―, é que ela também já teve a carinha cheia de porra uma vez. Por mais que a Noemí tente fazer um escândalo disso, é sexo. E muitas das presentes já passaram por essas coisas. Aliás, no colégio falam que a Erika e a Siara são namoradas, então imagino que já devem ter provado a buceta.
—Não somos namoradas! — protestou a Erika, ficando toda vermelha —. Não sei por que todo mundo pensa isso.
—Não são? Sério? — Brenda olhou pra elas surpresa —. Essa eu não vi chegando. É que… ficam o dia inteiro juntas, e sempre muito coladas… A Erika vive se jogando em cima da Siara, e bom… é assim que começa.
—Não quero te julgar pelas suas ações — disse Siara —, mas peço que não tire conclusões sobre a gente. Você não nos conhece.
―Tá bom, peço desculpas.
Debaixo da mesa, Sofia cuidava de masturbar o reitor. Sabia que o que estava fazendo era imoral, antiético, inadequado para a presidente do centro de estudantes. Mas… algo naquela piroca grossa e comprida a atraía. Não a deixava pensar com clareza. Quando o reitor começou a acariciar a virilha dela, ela não o impediu. Isso lembrou ela daquela vez em que Mario Dalessi ficou atrás dela enquanto revisavam umas pastas e como ele aproveitou para acariciar a buceta dela por cima da saia. Naquela ocasião, Sofia achou que o reitor tinha ido longe demais, já estava apalpando ela diretamente; no entanto, foi incapaz de pará-lo. Ficou ali, bem quietinha, e evitando estremecer com os impulsos sexuais que percorriam seu corpo. E agora tinha que fazer o mesmo na frente de um monte de gente.
— Temos mais fotos comparadas com o que a Brenda postava no Instagram — disse Siara —. Tipo essa aqui. Na versão que ela postou no Instagram, dá pra ver ela sentada em cima de um cara, os dois sorrindo e olhando pra câmera. A foto corta bem onde começa a buceta da Brenda. Já na imagem que ela postou no Twitter, dá pra ver claramente que, na real, o cara tá metendo nela.
—Fotos assim tem um monte —disse a Erika—. A Brenda postava versões mais discretas no Instagram, mas depois no Twitter soltava a versão completa, onde dava pra ver as penetrações. Nem essa aqui…
—Bom, chega. Não preciso ver mais —disse Noemí García—. Já ficou claro pra mim que a Brenda Ramallo teve vários comportamentos inadequados. Uma professora desse instituto não pode ficar postando pornografia na internet. Isso fode feio com a imagem do estabelecimento. A diretoria exige sua demissão.
— Que o conselho diretor tá me exigindo o quê? — Brenda caiu na risada —. Não, querida. Eu não vou renunciar. Se eles têm um problema comigo, vão ter que me mandar embora… e também vão ter que me pagar a indenização que é minha por direito.
—Não, nem pensar. Amanhã mesmo você entrega sua carta de demissão na mesa do…
—Olha, Noemí. Tenho várias testemunhas que ouviram claramente você, como membro da diretoria do instituto, me "exigindo a renúncia". Sabia que isso é ilegal? Posso usar isso num processo. E pode acreditar, se não me pagarem a indenização devida, vou entrar com ação judicial. E mais gente vai falar desse assunto… e quem sabe? O caso pode chegar até a mídia.
A Noemí ficou pálida que nem papel. Ficou completamente calada, sem ter o que falar.
— Não precisamos chegar a esse ponto — disse Mario Dalessi. — Se a Brenda Ramallo tiver que sair do cargo, vai ser por demissão, com os pagamentos devidos.
Muito obrigada, Marito ―disse Brenda, sorrindo―. Se é nesses termos, posso ir embora na boa.
—Tá bom. Então, pelo que vejo, não tem mais nada pra discutir —disse o decano—. Noemí, quer acrescentar algum comentário?
—Só vou dizer que tô muito decepcionada com o jeito que uma professora desse instituto se comportou. Agora vamos ter que ficar mais de olho em futuras… faltas disciplinares.
―Perfeito, então a reunião está encerrada. Meninas, espero que vocês se saiam muito bem com o clube de detetives. Se precisarem de ajuda com alguma coisa, não hesitem em me pedir. Tô à disposição de vocês.
Mario Dalessi segurou o paletó pendurado no braço e usou ele pra esconder a ereção poderosa que tava entre as pernas dele.
Noemí García e Mario Dalessi saíram da sala, Sofia e Brenda ficaram junto com as quatro integrantes do clube de detetives.
―Bom, isso vai ser mais que interessante ―disse a professora Ramallo. As outras olharam pra ela, confusas. Ela parecia animada, mesmo tendo perdido o emprego―. Sofia, você e eu temos um assunto pendente. Por sua culpa, fui mandada embora ―a aludida ficou muito tensa―. E vou cobrar isso. Com certeza vou cobrar. Porque você não é nenhuma santinha, e armou tudo isso pra foder com a minha vida.
—Nunca tive intenção de foder sua vida —Sofia se defendeu—. Não queria que te mandassem embora. Sério. Pensei que seria só uma punição temporária.
—Mas não foi assim. Agora tô sem trampo e isso me irrita pra caralho, porque eu ganhava muito bem sendo professora desse instituto. E sabe o que é pior de tudo? Que depois disso ninguém vai me contratar como professora, em lugar nenhum.
―Isso não é minha culpa, você se afundou sozinha, ao postar essas fotos obscenas nas suas redes sociais.
—Pode ser, isso foi arriscado, eu admito. Mas eu teria conseguido lidar com discrição se você não tivesse se metido. Por que fez isso? Hein? Será que a gente não se divertiu junto? Você contou pras suas amiguinhas detetives o que a gente fez junto?
—Se você tá falando daquela vez que chuparam o pau de um professor, sim, ela contou pra gente —disse a Erika.
Brenda olhou pra ela surpresa e depois sorriu.
―Ah, já entendi. Isso eu não vi chegando. Mas… tenho certeza de que você não contou tudo pra eles. Né? Você deve ter enfeitado a história pra se fazer de pobre coitada, vítima das circunstâncias.
Bom, sim — disse Erika —, é mais ou menos o que ela nos contou.
―Já imaginava. Que tal se a gente contar uma versão mais completa? Hein? Quer dizer… já que eu tive que me expor a uma sessão de humilhação pública, acho justo que você faça o mesmo. No fim das contas, se eu tô aqui é principalmente por sua culpa.
—Não, você está enganada, Brenda…
A loira ficou nervosa, levantou rápido, agarrou a mochila e tentou sair da sala. Mas antes que conseguisse chegar na porta, Brenda a interceptou.
—Você fica aqui —disse ele, segurando ela pelo pulso.
—Ei, se vão brigar, vão pra outro lugar — disparou Erika.
—Não se preocupa — Brenda mostrou um sorriso malicioso —, brigar é a última coisa que quero fazer. Agora só tô pensando em me divertir um pouco. Aproveitar meu último dia como professora nesse instituto… e a Sofia, por ser a responsável pela minha demissão, vai me ajudar. Não é mesmo? — A aludida olhou fixamente pro chão e não disse nada —. Também poderíamos aplicar um método alternativo pra celebrar minha despedida. Poderia ir contar tudo que sei pro diretor. Sabe que com ele eu me entendo muito bem, desde que aquela filha da puta da Noemí García não esteja por perto.
—Não… por favor… não conta nada pra ele. Eu não queria que te mandassem embora, juro. Me desculpa muito. Se eu soubesse que podiam te contratar de novo, faria qualquer coisa pra consertar essa merda.
—A situação já não tem conserto, mas pode melhorar… pelo menos pra mim. Já deve ter imaginado o que tem que fazer.
―Mmm… e quando eu teria que fazer isso? ―Perguntou Sofia, toda a segurança que a caracterizava parecia ter se desmanchado por completo.
—Agora mesmo.
—O quê? Agora? Aqui?
—Sim, aqui… essas vadias também complicaram minha vida, de tão intrometidas. Elas poderiam nos emprestar o salão por um tempo… e se quiserem, podem ficar. Não me incomoda ter plateia.
Antes que qualquer uma das integrantes do clube pudesse perguntar do que se tratava toda essa história, Brenda soltou a calça do seu terno cinza e mostrou a bunda tonificada pra todas as presentes.
—Ei, o que você vai fazer? — Perguntou a Erika.
—Eu não vou fazer nada, só vou ficar sentada… quem vai fazer tudo é a nossa querida Sofía. Não é mesmo, Sofi?
— Brenda, por favor —disse a loira—. Raciocina um pouquinho. Tá bom, faço o que você quiser; mas em outro lugar… em outro momento.
—Não. Tem que ser aqui e agora. Senão vou direto pro escritório do Mario Dalessi e conto tudo. Até tenho provas fotográficas… e você sabe disso. Em questão de horas, você teria que arrumar outro lugar pra estudar. Nós duas iríamos pra rua juntinhas. O que você acha?
―Tá bom… tá bom… entendi teu ponto. Quer me foder. Quer me humilhar na frente dessas minas. Talvez eu mereça, sei lá… mas se for o único jeito de você ter pena de mim e não contar nada pro diretor, eu vou fazer.
É o único jeito" — disse Brenda, no exato momento em que descia a calcinha fio-dental branquinha dela.
Sua buceta perfeitamente depilada e bronzeada ficou à mostra para todas. Ela sentou na cadeira e abriu as pernas, com dois dedos se abriu e fez sinal para Sofia. Todas pensaram que a loira não iria continuar. E a surpresa tomou conta delas quando viram a garotinha se aproximar da professora e se ajoelhar na frente dela.
―Vai, o que você tá esperando? Já sabe o que tem que fazer ―disparou Brenda―. Nem parece que é a primeira vez que você chupa minha buceta.
—Isso já tinha acontecido antes? —Perguntou Oriana, cheia de curiosidade.
—É isso aí — Brenda segurou a cabeça de Sofia e foi aproximando devagar do seu sexo.
—Foi durante o que rolou com o professor?
―Sim, era isso que eu quis dizer com essa puta não ter contado a história toda. Se a única coisa que ela disse é que nós duas chupamos a pica do cara juntas, ficou faltando. Por que você não mostra pra elas o que fez comigo enquanto eu chupava uma pica? O mais gostoso é que nem precisei pedir. Ela se ofereceu por conta própria.
Siara, Erika, Xamira e Oriana olharam com espanto como Sofia passava a língua por toda a buceta da Brenda. De baixo pra cima, parando na região do clitóris. Ali começou a brincar com o botãozinho, ao mesmo tempo que lubrificava toda a área com a saliva dela.
―Uf… sim, que gostoso… assim… pelo menos vou levar uma chupada gostosa na buceta. Com certeza essa puta também não contou pra vocês o motivo pelo qual chupou a pica do professor.
—Ela disse que foi porque você levou ela pra fazer isso — comentou a Erika.
Brenda soltou uma gargalhada.
―Sério? Ela me culpou? Bom, eu tava um pouco alterada, tava com vontade de dar. E quando comentei que já tinha uma rola pra chupar naquela noite, ela me seguiu e se agarrou pra chupar também. Sabem por quê? Porque é assim que ela consegue o que quer. Não é mesmo, putinha?
Sofía não respondeu. Aproximou ainda mais a boca da buceta, como se ter ela colada naqueles lábios vaginais lhe poupasse a vergonha de ter que dar explicações.
—Conseguir coisas tipo o quê? — perguntou Siara.
—Como vocês acham que ele virou presidente do centro acadêmico sendo tão novo? Com certeza mamou o pau do diretor. Não é verdade?
Não, isso nunca fiz" — respondeu Sofia, antes de voltar pra sua tarefa lésbica. A língua dela se mexia com muita agilidade por cada cantinho da buceta da Brenda.
―Talvez não, mas eu percebi como você ficava passando a mão na pica dele enquanto essas minas mostravam as fotos… e ele também passou a mão em você. Com certeza conseguiu esse cargo deixando ele te apalpar ―dessa vez Sofia Levitz não respondeu―. E o professor, ela chupou a pica dele pra passar na prova. Comigo fez a mesma coisa.
—Não é verdade —protestou Sofia—. Não fiz isso pra você me aprovar. Eu consigo passar por conta própria.
—É aí que você se engana, gatinha. Você não é tão boa aluna quanto pensa — obrigou ela a colar a boca na sua pussy —. Vai, chupa com vontade… isso… assim… enfia a língua — a loira obedeceu às ordens da professora. A língua dela começou a explorar o interior daquele buraco molhado —. Dá pra ver que você gosta, sua puta… dá pra ver muito. Mas também dá pra ver que você faz isso pra conseguir favores. Sei de boa fonte que você não teria passado na prova se não tivesse chupado a rola do professor. Ele mesmo te deu as perguntas antes da avaliação. E eu… bem, digamos que fui muito generosa com a nota que te dei. Generosa demais. Na minha matéria você não vai tirar dez, mas tira nota dez em chupar bucetas. Como você é boa! E pelo visto você mesma se encarregou de espalhar a fofoca, porque uma das suas amiguinhas veio me dar uma chupada daquelas na pussy, porque “Ai, prof, tô muito nervosa com a prova”. Levei ela pro banheiro do quarto andar e fiquei com a cabecinha dela entre as minhas pernas por um bom tempo. Ela fez muito bem, embora tenha jurado que era a primeira experiência lésbica dela.
―E aí, o que tem de verdade nessa história de que você cobrava dos alunos pra transar com você? ―Perguntou Siara.
—Esse boato tem fundamento, não vou negar. Uns dois anos atrás tinha um cara, aluno do primeiro ano, que não parava de fazer comentários de duplo sentido pra mim, e sempre que podia, se esfregava em mim. Eu falei, indignada, que se ele continuasse com aquele comportamento, ia denunciar ele pra diretoria. E foi aí que ele me disse, assim, na lata: “Te pago tudo isso se você chupar minha pica, putinha”. Fiquei dura. Chocada. Na mesa tinha um baita maço de dinheiro. Dólares. E eu… pensei na vontade que tava de viajar pra Cancún, e que, mesmo meu salário não sendo ruim, tava longe de ter a grana necessária pra fazer a viagem que eu queria. Foi assim que descobri que minha integridade tem um preço. Na hora, com a sala vazia, me ajoelhei na frente do cara e não passou nem dois minutos e eu já tava com a boca cheia de pica. O cara não parava de falar coisas tipo “Sabia que você era uma putinha diretora”, “Como você adora pica”, “Vai engolir toda a porra”. Eu falei que não engolia a porra e ele colocou mais dinheiro na mesa, esses caras de família rica parecem ter uma impressora de dinheiro no bolso. “Vai engolir tudo, como uma boa putinha obediente”, ele disse. E foi assim… fui uma putinha obediente. Engoli toda a porra. E sabe o que foi mais gostoso? Fiquei com a buceta toda molhada. Foi uma das experiências mais quentes da minha vida.
—Então sua amiga, a puta, não teve nada a ver com você começar a cobrar por sexo — comentou a Erika.
—Não exatamente, mas ela deu uma força sim. Minha amiga já era puta há anos, tudo certo com isso, nunca julguei ela. E bom, depois que fiz isso, claro que fui contar pra ela. Lola falou: "Agora você entende o tesão de cobrar pra dar a buceta". E sim, entendi pra caralho. Ela também disse: "Com uns quantos otários cheios de grana, a gente vai fazer uma festa do caralho em Cancún". E bom, vocês já sabem o que aconteceu. Fui pra Cancún pra levar pica de vários na praia. Essa sim virou a experiência mais safada da minha vida. E Lola ficou comigo o tempo todo.
—Então você tava postando fotos provocantes nas suas redes sociais pra chamar a atenção de futuros clientes? — Perguntou Oriana.
—Em parte sim, mas essa não era a única razão. Quando comecei a fazer uns trabalhos de puta com a Lola, comecei a me sentir mais segura do meu próprio corpo, da minha beleza, do que eu posso causar nas pessoas. Homens e mulheres. Por isso comecei a postar fotos provocantes, e aos poucos fui sentindo a necessidade de mostrar mais. Era óbvio que isso ia acontecer comigo. É tipo um vício. Uma vez que você começa, depois não consegue mais parar.
Xamira sentiu um arrepio percorrendo toda a sua espinha.
— E você acha que qualquer mulher pode passar por isso? — Perguntou Xamira. Brenda olhou pra ela surpresa, como se só agora tivesse percebido que aquela gostosa de corpo atlético estava ali.
―Ah… você é a gostosa das fotos fitness. Agora lembrei. Já chegaram uns boatos sobre você por aqui. Aliás, vi suas fotos. Que corpaço você tem. Te parabenizo. Você é linda… e dá pra ver que adora jogar no limite. Não me surpreenderia se daqui um tempo você estiver mostrando toda a buceta e o rabo. Quem sabe, até se anime a mostrar algo mais pornô. A primeira vez que postei no Twitter uma foto chupando uma rola, me acabei na punheta só de pensar que tinha muita gente, conhecida ou não, me vendo com aquele pedaço de falo na boca. Foi muito doentio.
—Eu não pretendo chegar a esse ponto — garantiu Xamira.
—Me dá um tempo, gatinha. Me dá um tempo.
Brenda levou alguns segundos para apreciar as habilidades lésbicas de Sofia, que não dava trégua à sua buceta.
—O bom é que vou poder negociar uma boa indenização — comentou a professora Ramallo —. O reitor adora enfiar o piru em mim.
—Também comeu ele? — Perguntou Erika.
—Sim, várias vezes. Como vocês acham que aguentei tanto tempo sem ser mandada embora? Sabe quantas vezes alguém da limpeza me pegou chupando a pica de um aluno? O reitor cuidava de negociar essas punições comigo, pessoalmente. E hoje vou ter que entregar a bunda, não vai ser a primeira vez… olha, Sofi… por que você não enfia os dedos no meu cu? Assim vai dilatando. A pica do reitor é bem grossa, e se eu não for preparada, ele vai me partir no meio. Isso, assim… aliás, também não é a primeira vez que essa puta enfia os dedos no meu cu.
―Para, não tô entendendo nada ―disse a Erika―. Se você se dá tão bem com o reitor. Por que ele te mandou embora?
—Porque a situação já tava insustentável. Além disso, o decano não é quem manda nesse instituto.
—Ah, não? Eu pensei que sim — disse Oriana.
—Não, é só um fantoche. Quem manda de verdade são as ilustres integrantes do conselho diretor. Um bando de arpias santarronas. A Noemí García é uma delas. O reitor só participa das reuniões porque é o boneco que elas precisam. Porque quem realmente cuida de tudo são elas.
—Isso é muito sombrio —disse Siara—. Sabia que rolavam umas paradas estranhas no colégio, mas não fazia ideia de que também tinha um grupo de senhoras beatas controlando tudo por trás dos panos. Será que elas têm algum tipo de relação com a Emilia?
―Vamos ter que perguntar ―disse Xamira―, mas por enquanto prefiro evitar a Emilia.
Oriana, posso te falar uma coisinha fora da sala?" — perguntou Siara.
—Sobre a Emilia?
—Sim.
—Quem é Emilia? —Perguntou Brenda—. Não é a mãe da Dalma Leone? Que puta gostosa, por sinal. Tão santinha que parecia, e no fim já tinham enfiado três rolas no cu dela. Essa também fizeram expulsar as vadias da diretoria.
Siara e Oriana não deram muita bola pra ele. Saíram da sala e falaram baixinho.
—O que vou te pedir —começou dizendo Siara—, não tem nada a ver com a Emilia.
―Ah, não?
—Não. Só falei isso pra distrair a Brenda. Quero que você vá até a sala do reitor e dê um jeito de esconder o celular em algum lugar que não dê pra ver, mas que consiga gravar tudo.
—Quer que eu grave a Brenda dando pro reitor?
—Sim.
―Pra quê?
―Não sei ao certo. Mas se uma parada tão bombástica assim vai rolar no colégio, o melhor é gravar tudo. Pra garantir. Caso um dia a gente precise se livrar da pressão do diretor, ou algo do tipo.
―Ah, já entendi. Pode ser um bom recurso pro clube. Uma garantia. Bom, não te prometo nada. Os celulares são muito grandes e vou ter que me virar muito pra esconder ele sem que me vejam. Precisamos investir em câmeras menores. Tipo uma GoPro ou algo assim.
—Sim, é verdade. Câmeras e microfones. Material básico pra qualquer espião… ou detetive. Faz uma lista, Oriana. Anota tudo que achar necessário, e a gente compra o mais rápido possível. Temos que estar bem preparadas pra essas situações.
—Muito bem. Espiar o reitor e fazer uma lista de materiais de espionagem — Oriana mostrou um sorriso radiante. — Cada dia gosto mais de fazer parte desse clube.
Oriana se afastou num passo rápido.
Quando Siara voltou, viu que Brenda já estava vestindo a calça. Parecia que o ato de humilhar a Sofia já tinha acabado. A loira estava com o rosto bem vermelho e respirava ofegante.
— Cada vez você faz melhor — disse Brenda —. Quase me fez gozar. Espero que o reitor cuide disso. Sei que amanhã minha bunda vai doer.
Ela quase pegou a maçaneta da porta, mas a Siara segurou ela. Queria ganhar uns segundos pra Oriana esconder o celular dela.
―Espera, antes de você ir, quero te falar que a gente não tinha intenção de fazer você ser mandada embora. Espero que não esteja brava com a gente.
—Tão bem, meninas, vocês fizeram a parte de vocês; mas reconheço que fui muito descuidada. Brinquei no limite por muito tempo. E você, gata —olhou pra Xamira—. Te recomendo que tome cuidado com o que posta na internet, porque agora a Noemí García vai ficar de olho bem de perto em vocês. Tenho certeza de que ela não curte nada um bando de gente fazendo de detetive dentro do colégio, ainda mais se meterem o bedelho em casos que podem ferrar a imagem da instituição.
―Tá bom, a gente fica de olho ―disse Siara―. Valeu por avisar.
Brenda se retirou, com um ar arrogante. Dessa vez, Siara segurou Sofia.
—Ah, Sofi… —ele disse, enquanto a pegava pelo braço—. Você podia nos ajudar pra que a Noemí e a diretoria não encha tanto o nosso saco.
—E por que eu faria isso? — perguntou a loira, desafiadora.
—E não sei, magrinha —Erika revirou os olhos—. Deve ser porque temos evidências de que você esteve chupando a buceta da Brenda Ramallo —mostrou o celular dela.
—Você me gravou?
Siara sorriu. Não percebeu quando a Erika começou a gravar a cena toda, mas agradeceu por ela ter feito isso.
—É só um pequeno seguro —respondeu Siara—. Tenho certeza de que, uma hora ou outra, vão rolar umas coisas “inapropriadas” aqui dentro dessa sala. E eu agradeceria se você virasse a cara quando visse alguma dessas paradas. Não pedimos mais nada. Fechado?
―Tá bom… tá bom. Só tentem ser discretas. Deixem as cortinas fechadas o tempo todo. Se alguém perguntar por que tão fechadas, eu cuido de responder. Mas não me peçam mais nada. Não quero me envolver num caso desses de novo nunca mais.
—Tá bem, isso vai depender mais de você do que da gente —disse Xamira—. Talvez você não devesse ficar chupando tanta pica de professor, ou buceta de professora.
Sofía Levitz saiu do salão, deixando um silêncio gelado atrás dela.
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