A manhã avançava como qualquer outra, de vez em quando Tom ia e vinha com uma pilha enorme de fotocópias, Martha quebrava a cabeça no computador. Uma rotina bem comum... bom, nem todo mundo tinha a mesma sorte... "Me traga um relatório detalhado até o fim do dia". Aquela maldita slut era uma chave de fenda que fodia a cabeça dele sem parar, Erik tinha que se segurar mais que um cachorro com raiva. Quando ela voltou pro escritório, ele soltou um bufão profundo. "Problemas no paraíso, love?" "Vai se foder, Rick..." Ali estava um dos colegas mais queridos dele, Rick era uns anos mais velho que ele, mas isso não tirava o fato de serem bons amigos. Uma coisa característica dele eram as piadas pra encher o saco, especialmente do Erik. "Alguém tá de mau humor? Hahaha!" "Por que você não pergunta pra sua mulher?" O homem de atitude olhou como o parceiro de bebida e trabalho claramente mostrava o dedo do meio pra ele com um sorrisão amarelo. Os dois soltaram umas gargalhadas e voltaram ao trabalho. O tempo quando a gente se diverte (segundo algumas pessoas) passa mais rápido que o normal, quando ele menos percebeu, o sol já tinha se escondido no horizonte lá longe. Desligou o computador pra pegar o casaco, todo mundo já tinha ido embora e ele estava prestes a fazer o mesmo. Caminhou até o elevador, mas bem quando ia entrar, algo o segurou. Virou-se devagar pra ver a pessoa que menos queria ver naquele momento: A chefe dele estava na frente dele. "Ah, Philips, hoje você não vai poder ir embora. Vai ter que ficar umas horas extras." Falou aquelas palavras como se fosse a coisa mais normal do mundo, a cara do homem era um poema mal escrito... Será que aquela slut tava zoando ele? Isso já era demais. Ele tensionou a mandíbula enquanto via a maldita ajeitar os óculos. "E-Espera... espera um segundo, Chefe. A senhora não acha que é um pouco... Uh..." Tentou encontrar as palavras certas pra pedir de um jeito mais educado e compreensível uma explicação pra aquilo, Erik agora não sabia se Deus odiava ele ou Esse mesmo mandou um demônio pra foder com a vida dele. "Por acaso tu tem os neurônios reduzidos? É muito simples de entender. VOCÊ vai ficar aqui a noite toda. O que mais tem pra entender?" Falou com desânimo e sem nenhuma empatia, aqueles lábios grossos se mexiam a cada palavra sua. Erik sabia, pela boca dos colegas, que essa mulher tinha atualmente 35 anos e sem nenhum pretendente ou parceiro no momento. Isso era a maior merda pra ele, por ela ele podia se jogar da ponte mais alta. "Mas..." "Por acaso tu é uma criança reclamando quando não fazem a sua vontade? Amadurece um pouco, Philips..." A raiva dela começava a vazar, ela simplesmente passou por ele deixando uma bela vista daquela bunda gorda do caralho, que excitou o garoto involuntariamente. Selecionou o andar e as portas de metal se fecharam na cara dele. Erik deu um chute na porta metálica com pura raiva contida. "Maldita foxy de merda..." Essa ia ser uma longa noite... Fim da segunda parte.
2 comentários - La perra de mí jefa (Parte 2)