O submisso e o valentão (parte 1 de 4)

Gabriel tava nervoso, não era muito de sair e a mina mais gostosa do grupo de estudo tinha chamado ele pra uma festa. Eles tinham passado no vestibular, então queriam comemorar, ela tinha começado a se interessar por ele uns dias antes, do nada, meio estranho.

Chegou o sábado, chegaram no lugar, a música e a zoeira da galera já dava pra ouvir umas cinco quadras antes. Gabriel (ou Gabi, como Tânia começou a chamar ele) tava bem agitado, não curtia barulho nem multidão, mas entrou motivado pelos colegas e, sem eles, não teria se sentido tão à vontade. Tânia puxou ele direto pra pista de dança, ele era um tronco e ela rebolava bem sensual. Com o passar dos minutos, Gabi começou a se soltar, encheram ele de álcool e ele foi bebendo sem parar, os olhos dele não focavam mais, a cabeça girava pra todo lado e o cabelo castanho balançava. O coração batia tão forte que parecia ecoar nos ouvidos, e a música virou um som grave e confuso. Até que, de repente, ele notou um rosto fixo nele, tipo uns 15 metros de distância, se mexia pouco e encarava ele com atenção. Quando Gabi conseguiu focar direito, viu um cara alto, moreno e gato pra caralho olhando pra ele. O cara encarava com desejo, com fome, igual o olhar de um leão pronto pra caçar, vestia uma camiseta bem justa no corpo que já era troncudo, uma mandíbula bem masculina e a cabeça raspada. Gabi começou a ficar nervoso de novo, por algum motivo que ele não entendia, homens másculos intimidavam ele pra caramba, ele não aguentava olhar pra eles e o coração disparava, e aquele cara tava encarando ele. Pouco depois ele percebeu: conhecia ele! Aquele moleque era o Marcos, o valentão que enchia o saco dele na escola!

Gabi foi pro bar, não conseguiu se concentrar, tava muito bêbado e a lembrança amarga desestabilizou ele. — Tá bem? — perguntou Tânia.

G. — Tô, tô, só precisei de um ar, não sou de beber muito... não sou de sair muito.

T. — Claro, claro, você bebeu muito rápido, mas me assustei porque você fez uma cara de susto. que me preocupou.
G. Nah... nada, não importa.
T. Fala, me conta.

Gabi olhou pra amiga e criou coragem pra se abrir, contou sobre o bully na pista de dança e como ele o assombrava desde a infância. Especificamente, uma coisa que Marcos fazia era pegar ele com força nas bolas e só soltava se ele conseguisse assobiar. Depois que trocou de escola, nunca mais soube dele, só que a família dele era muito bem posicionada.

Tânia disse pra ele "mandar ele pra puta que pariu", que tava ali pra se divertir e não deixar se intimidar, que aquilo era coisa do passado. Gabriel ganhou confiança, Tânia comprou mais cerveja e eles voltaram pra pista, onde ele cuidadosamente evitava cruzar com o bully. Gabriel era de corpo pequeno, então embebedou rápido. Pouco depois... A fita apagou.

Na manhã seguinte, Gabriel acordou com uma linha de luz batendo no rosto. Tava de ressaca, se sentia exausto e com uma leve dor de cabeça, ainda era jovem e, mesmo não sendo de beber, aguentava. Aí percebeu que não tava deitado numa cama que conhecia... nem num quarto que conhecia. Depois, notou que tava quase nu, só de cueca. "Aconteceu?", se perguntou, "transei com a Tânia ontem à noite? Esse é o quarto dela?!?" Aí ouviu um grunhido atrás dele, e percebeu que alguém tava abraçado nele, fazendo conchinha, mas aquela voz... Não era feminina. Devagar foi se virando, até se deparar com a surpresa de que tava deitado... com o MARCOS!

O bully da infância dele, também seminu, ainda dormindo. Gabriel começou a se levantar devagar, foi catar e vestir a roupa tentando fazer o mínimo de barulho possível. Quando quis ir pra porta, percebeu: "onde caralhos eu tô? Como saio daqui?" Pegou o celular tentando achar respostas, os olhos começaram a lacrimejar quando abriu o chat da Tânia: "desculpa, Gabi" dizia a última mensagem depois de uns vídeos, um deles da Tânia chupando a rola de quem, num momento, se mostrou que era Marcos. Os outros eram dele e do Marcos, se beijando, se pegando, tirando a roupa e se abraçando, ele não podia acreditar, não lembrava absolutamente nada daquilo. —Dormiu bem?— ouviu atrás de si. Virou e viu Marcos já acordado, com o peito descoberto, deu pra notar uma tatuagem no peito dele, além do tórax, abdômen e braços trabalhados —eu dormi pra caralho— continuou o valentão, enquanto se levantava.
G. Não chega perto!
M. O quê? Agora não me quer mais? (Falou zoando)
G. Filho da puta, você é um filho da puta (chorando)
M. Por quê? Por te mostrar o que você é?
G. Você me estuprou... você me estuprou!
M. Não, não te estuprei...
G. E QUE PORRA É ISSO? (mostrando o celular)
M. Escuta, não te estuprei, ninguém te estuprou, só nos demos... amor
G. Que porra você tá falando? Você é doente
M. Não, nunca estive mais são, foi errado o que fiz, manipular sua amiga também... mas valeu a pena.
G. Me estuprar?
M. Falei que não te estuprei, enfia a mão na bunda, ia estar doendo pra caralho. Não tiramos as cuecas a noite toda... embora vontade não faltou.
G. O quê?
M. Tenta lembrar.
Gabi começou a fazer força pra lembrar, se esforçava mas tudo era muito confuso.
M. Não vai de trás pra frente, tenta lembrar a última coisa.
Gabi não queria dar ouvidos, mas por medo, sabia que podia trazer à tona algo que não ia gostar.
M. Fiz isso porque sei o que você é.. (Gabriel olhou pra ele) é viado, igual a mim. (Gabriel balançou a cabeça, Marcos começou a se aproximar) não lembra? De como me beijava e apalpava ontem à noite?
G. Sai pra lá
M. Ontem você me queria colado em você.
De repente, a mão de Marcos foi direto pro saco de Gabriel, mas dessa vez, não apertou.
M. Se eu tô mentindo então me diz... por que isso tá duro?
Gabriel estava em choque, o trauma do passado tinha voltado, de repente tinha Marcos beijando seu pescoço enquanto apalpava a rola dele.
M. Fiquei te observando por muito tempo, sei como você fica com outros caras, reconheci o motivo... Porque eu Sou igual a você.
Marcos olhava Gabriel nos olhos, mas ele virava a cabeça, estava tremendo. —Me olha— disse o valentão. Gabi, que era todo submisso, virou a cabeça lentamente em direção ao rosto do moreno musculoso e sensual que um dia foi seu agressor no ensino fundamental, passando antes o olhar pelo volume bem marcado que tinha entre as pernas. Os dois ficaram se encarando a poucos centímetros. Depois de 30 segundos de silêncio, Marcos falou:
M. —Já comeu alguma mina?
G. —...não (com vergonha)
M. —...me fala (Marcos passou de apalpar ele por fora a meter lenta e suavemente a mão dentro da cueca de um humilhado Gabi, segurando firme o pau dele já duro)... você gosta de mim?
Gabi já não tremia, mas ainda tinha lágrimas nos olhos. Marcos começou a bater uma pra ele devagar, Gabi soltou um gemidinho suave enquanto segurava o pulso dele tentando parar, mas Marcos, que era mais forte, segurou ele com a outra mão.
M. —Você sempre perdia, toda vez que eu pegava nas suas bolas você nunca conseguia assobiar, e agora... também vai perder (começou a bater mais rápido) porque se disser que não, vou ter que confirmar, e nesse ritmo, vou fazer você gozar, e isso já vai confirmar que sim, que você gosta de mim (tentou roubar um beijo, mas acabou na bochecha do submisso). A mesma coisa se não responder.
Gabi pediu por favor, mas só conseguiu que o valentão mordesse os lábios e aumentasse ainda mais o ritmo das punhetas.
M. —Fff, isso sempre me encantou em você, ser tão submisso, fofo e vulnerável. Quando cresci, tive negação e foi difícil aceitar que sou viado, mas aceitei... Agora é sua vez.
Gabi começou a sentir cócegas, sabia o que vinha, se viu entre a parede e as costas, sabia que Marcos tinha razão.
G. —Sim!
Marcos parou, ficou de boca aberta. Gabi olhou fixo pra ele, já sem lágrimas.
G. —Eu gosto de você.
Depois de alguns segundos, Marcos se jogou sobre ele, beijando com muita intensidade, segurando firme pelo pescoço e uma nádega, apoiando ele todo Pau no abdômen. Gabi agora entendia, entendia por que os caras intimidavam ele 💕
Marcos parou —vem cá— disse enquanto pegava Gabi e jogava ele na cama, a respiração acelerada, solto. Continuava beijando ele enquanto tirava a camiseta, depois a calça, o submisso já estava começando a adorar a situação, de ver esse machão dominando ele. Colocou uma mordaça na boca dele e depois amarrou os pulsos nas grades da cama. Gabi não esperava por isso, mas a excitação subiu.

M. Só que tenho que te avisar uma coisa (Marcos colocou as mãos no elástico da cueca de Gabi) eu sou ativo (e tirou a peça do submisso com força e rapidez, deixando Gabi agora meio... angustiado 👀)

Continua...

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