Séries de Relatos Publicados (Clique no link)

Capítulo 15.
A Filha do Reitor.
O quarto da Erika tava uma zona completa, como sempre. Siara até pensou em dar uma arrumada, pelo menos juntar a roupa que tava jogada no chão; mas sabia que não adiantava nada. Essa roupa não ia levar nem quinze minutos pra voltar pro chão. Siara já tinha falado pra amiga mais de uma vez: "É como se uma força sobrenatural impedisse seu quarto de ficar arrumado por mais de dez minutos".
Erika largou a mochila numa cadeira, tirou a calça e se jogou na cama. Abriu as pernas e começou a acariciar a buceta por cima da calcinha branca de algodão, onde já dava pra ver uma manchinha de umidade no meio.
—Ai, não aguento mais! —Ela exclamou—. Me desculpa por ser tão direta, amiga, mas… preciso bater uma, urgente. Sei que você passou a noite se esfregando toda, vendo pornô; mas eu… tô tipo três dias sem me tocar. E depois do que vi hoje…
—Sim, te entendo —disse Siara, deitando-se ao lado dela—. Hoje tivemos… muitos estímulos. Mas não sei se dá pra bater uma punheta…
—Amiga, vamos ser honestas… vai me dizer que não tá rolando o mesmo que a Oriana falou? Ela pelo menos teve a decência de admitir que com essas pesquisas cheias de material sexual, a gente tem que bater uma pra se acalmar um pouco. Sei que você não gosta de admitir, mas não dá pra negar que, de vez em quando, você dá uma aliviada… e ontem à noite você bateu mais de uma.
—Mais de uma? Por que você tá tão segura?
—Porque eu olhei o histórico do seu computador. Você ficou vendo vídeos pornô… e não só os que o Julián postou, desde as dez da noite. E o último que você viu foi lá pras duas da madrugada. Tenho certeza de que teve mais de uma punheta nesse meio tempo.
—Ei! Quem te deu permissão pra fuçar meu histórico?
—Você pode revisar o meu quando quiser.
—Claro, com certeza você tá falando isso porque apagou.
—Não apaguei nada, tô falando sério. Dá uma olhada quando quiser. Você é minha melhor amiga, não tenho nada pra esconder de você, nem minhas maiores vergonhas.
Isso não é verdade, eu sei que tem algo da sua vida que você não tá me contando… e sei que tem a ver com uma convenção de mangá e anime.
—Também te falei que vou te contar isso quando estiver pronta. Você ainda não me contou quem te deu a porra do cum pra beber, então estamos quites. Uff…! —As mãos de Erika sobre a calcinha dela ficaram mais intensas, focadas na área do clitóris—. Eu queria que a gente fosse daquelas amigas que contam absolutamente tudo, sem preconceito, sem vergonha, sem nada.
—Tá bom —disse Siara, reconhecendo que já tinha sido pega. Tirou a calça e mostrou que na calcinha azul também tinha uma pequena mancha de umidade. —Admito. Sim, ontem à noite me masturbei enquanto via o material do Julián… e mais umas coisinhas. Não gosto de me masturbar, me faz sentir… uma idiota.
—Claro, porque você gosta de ter controle sobre tudo.
—E isso tem a ver com o quê?
—E quando você fica com tesão, você se masturba, mesmo sem querer. Isso significa que você perde o controle sobre seu próprio corpo e sobre suas próprias ações.
—Mmm… é um jeito interessante de ver isso. É, pode ser que isso me incomode mesmo. E você? Por que não se toca todo santo dia? O que te impede? — Siara também começou a acariciar devagar a região do clitóris.
—Porque minha mãe me criou pra ser uma menina boazinha, e meninas boazinhas não batem punheta.
Siara riu e olhou nos olhos da amiga… naquele momento, percebeu que a Erika estava falando sério.
—O quê? Cê acha mesmo que as minas boazinhas não batem uma punheta?
—Não exatamente. Não é que eu ache que vou pro inferno por me masturbar. Tentei mudar minha forma de pensar, mas é muito difícil. São anos de criação cravada no cérebro. É incrível como a mente funciona. Agora, quando me toco, sinto que tô decepcionando minha mãe e que "tô me comportando mal". Por isso tento evitar a masturbação, dentro do possível. —Erika tirou a camiseta e, em seguida, soltou o sutiã. As tetonas dela pularam pra fora, mostrando os bicos durinhos—. Ufa… não aguentava mais o sutiã, precisava soltar as gêmeas pra elas respirarem um pouco… você devia fazer o mesmo.
―Por quê?
—Porque não quero ser a única de peito de fora no quarto.
―Tá bom, entendi. Eu me sentiria do mesmo jeito no seu lugar.
Siara começou a tirar o sutiã quando alguém bateu na porta do quarto.
— Erika, você tá aí? — perguntou uma voz feminina.
A aludida se assustou. Erika empurrou Siara com tanta força que a fez cair da cama, bem do lado oposto da porta.
—Tô trocando de roupa, mãe… tô trocando! —Erika começou a gritar enquanto tentava cobrir a nudez com o que tivesse à mão. A porta se abriu e uma mulher loira e gordinha espiou pra dentro. —Haydé! Falei que tô trocando de roupa! —Erika arremessou um chinelo que bateu na porta. A mulher recuou assustada.
―Ai, desculpa! Não te ouvi. Pensei que você tinha chegado com a sua amiga Siara… ― disse ela, parada do lado de fora, tentando espiar pra dentro.
—Acreditou errado. Tô sozinha. O que cê quer, mãe?
―Nada, só queria te avisar que sua irmã acabou de ganhar um prêmio de melhor streamer do ano…
E o que eu tenho a ver com isso?" – Erika se levantou toda ereta, com as mãos na cintura. Não ligou que o corpo dela estivesse completamente pelado e que a mãe pudesse ver.
—Ah… só tava comentando. Pensei que você ia ficar feliz da sua irmã estar se dando bem.
—Ficaria feliz se a Kamila não fosse tão filha da puta comigo.
— Não entendo por que vocês duas se dão tão mal — a mulher entrou no quarto. Atrás da cama, Siara ficou tensa, não queria ter que explicar pra Haydé o que fazia semi nua na cama da filha dela. — Graças à Kamila a gente pode ter essa vida, não esquece disso.
— Preferia ser pobre do que aturar a Kamila.
Erika sentou na cama, cruzou os braços por baixo dos peitos e as tetas incharam feito balões. Haydé se assustou ao ver aquele espetáculo, quase pediu pra filha se cobrir com alguma coisa. Não fez isso porque entendeu que ela mesma tinha colocado Erika nessa situação. Tinha entrado no quarto enquanto a filha estava se trocando. Sentou do lado dela na cama e, tentando fingir normalidade, colocou a mão na perna dela.
Já sei por que você tá assim" — disse com um tom calmo e compreensivo —. "Você também queria ser uma streamer de sucesso, igual sua irmã.
—Não é verdade —as bochechas da Erika estavam inchadas e bem vermelhas.
—Sim, é verdade. Comigo você não consegue enganar. Sou sua mãe. Sei melhor que ninguém todo o entusiasmo que você colocou em cada uma das suas transmissões ao vivo. Não esquece que eu era sua fã número um, nunca perdia uma, mesmo não entendendo nada dos animes japoneses que você comentava. Sei que deve ser muito doloroso pra você aceitar que a Kamila se deu tão bem, praticamente sem esforço, e você… que se esforçou tanto…
Erika desabou em lágrimas. Tinham tocado numa parte muito frágil dela. Abraçou a mãe com força e deixou o choro sair.
Debaixo da cama, Siara também chorou. Ela também foi testemunha das longas noites que Erika passava fazendo transmissões ao vivo, onde nunca conseguia passar de vinte e cinco espectadores. E essas foram as noites de maior sucesso, porque na maioria das vezes ela transmitia só para oito ou nove pessoas. Teve até noites em que transmitiu para apenas dois espectadores: uma era a Siara e a outra a Haydé. E mesmo assim, Erika mostrava todo o entusiasmo dela, toda a simpatia, e mantinha as duas entretidas por horas. Siara também não entendia o sucesso da Kamila; mas o que mais custava a entender era o fracasso da Erika. Era um daqueles grandes mistérios da vida para o qual, talvez, nunca encontrasse resposta. Esse era o sonho da vida dela. Não havia nada que Erika desejasse mais do que ser uma streamer de sucesso… e fracassou feio. E o pior de tudo era que alguém tão próxima dela tinha conseguido realizar esse sonho, sem nem mesmo procurar por ele.
Siara teve que ficar debaixo da cama, com os olhos cheios de lágrimas, em completo silêncio, por mais de vinte minutos. Quando Haydé foi embora, ela abraçou a amiga e choraram juntas até pegarem no sono.
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Xamira tava se masturbando pra caralho no chão da academia que ela montou em casa. Tava com as costas apoiadas na parede, tinha tirado a legging e a calcinha, só ficou com o top esportivo. Os dedos dela iam num ritmo acelerado, castigando o buraco da buceta e esfregando o clitóris. Na frente dela, a tela do celular. Tava admirando as novas postagens da amiga Dalma no Twitter. Dessa vez a pequena inocente (ou nem tão inocente assim) tinha postado, sem dar explicação, uma série de fotos onde apareciam close-ups da buceta dela, ela toda sorridente mostrando os peitos, e de quatro, abrindo a bunda, como se quisesse que o mundo inteiro visse o buraco do cu dela.
Quando a porta da academia se abriu, Xamira levou um susto, mas ao ver que era a mãe dela, se acalmou e continuou com a punheta.
—Ai, filha! —exclamou Juliana—. Precisa fazer isso aqui?
—Desculpa, mãe… achei que teria mais tempo… te incomoda?
—Não sei… isso é um ato muito pessoal. Acho que você devia fazer sozinha, no seu quarto. Pra você não deve ser muito legal sua mãe te pegar no flagra fazendo isso.
Xamira deu de ombros e continuou acariciando a própria buceta molhada.
—Sinceramente, não me incomoda. Você é minha mãe e… olha, outro dia a gente tava falando sobre isso… e você tirou fotos da minha buceta. Quer dizer…
—Sim, entendo —Juliana se aproximou da filha, pensando que talvez Xamira só estivesse tentando fortalecer a relação entre elas. A última conversa que tiveram tratou de quebrar várias barreiras; ela tinha contado pra filha o quanto gostava de tirar fotos pelada. Devia ter desconfiado que o próximo passo seria falar sobre masturbação—. E posso saber o que você tá olhando que te deixou tão excitada assim? Opa! Essa aí é…?
—Sim, é a Dalma. —Xamira mostrou a tela pra mãe. Lá estava Dalma, deslumbrante, com os pezinhos durinhos e um sorriso cheio de ternura. Depois passou pra foto onde dava pra ver a buceta dela bem de pertinho—. Não pensa nada estranho, mãe… não sou lésbica nem nada disso. Acontece que… como vou explicar. Me dá uma tesão doida ver como ela se expõe pra tantos desconhecidos, e não sei por quê. Até rolou com a foto que postei no Twitter, foi mais… erótica do que eu imaginava, e… sei lá… senti uma coisa estranha ao saber que a foto recebeu tanta atenção de tanta gente. E eu nunca gostei de chamar atenção, por isso não entendo.
—Bom —Juliana sentou ao lado da filha—. Isso eu entendo, porque comigo acontece há anos… eu gosto mesmo de chamar atenção com meu corpo. Mas agora não tô pensando nisso… fiquei chocada com a foto da sua amiga. Não acredito que a Dalma postou isso no Twitter… sendo que ela é tão… angelical.
— Ela tá mudando muito — garantiu Xamira —. E não sei se é pra melhor ou pra pior. Tô preocupada. Queria dizer pra ela que talvez esteja exagerando um pouco na exposição nas redes sociais, mas… sei que não sou a mais indicada pra falar isso depois das fotos que postei.
—Fotos? No plural? Você postou outra?
―Hmm… sim, tirei essa foto um tempinho atrás…
Na tela do celular, Juliana pôde ver a bunda da filha usando uma fio dental esportiva cinza. Por baixo daquelas nádegas imponentes, marcava bem a divisão dos lábios da buceta.
―Upa…
—Te incomoda, mãe?
—Não, de jeito nenhum. Pelo contrário. Assim você não vai ficar puta comigo quando ver que postei uma foto muito parecida com a sua — ela pegou o celular e mostrou. A bunda da Juliana aparecia enfeitada com uma fio dental verde neon e nela também marcava a divisão dos lábios da buceta.
—Teu papo tá bem marcado — disse Xamira, com um sorriso.
—Sim… e fiquei com muita vergonha de postar. Por isso sua amiga me surpreende tanto. Dalma parecia uma santinha, uma mosca morta… e olha a vantagem que ela leva. Ela já mostra logo a buceta!
—É assim… mas, segundo as próprias palavras dela, ela não se exibe com um sentido erótico, e sim de “pureza”. Já te falei que ela vê o corpo feminino como algo puro que não deve ser considerado uma obscenidade.
—É um jeito bem peculiar de ver as coisas, principalmente hoje em dia, com tanta pornografia na internet. Fico feliz por ela. Se for realmente esse o motivo pelo qual ela faz isso, então eu admiro ela.
—Eu não tenho tanta certeza se esse é o verdadeiro motivo — comentou Xamira, com pesar —. Tô começando a suspeitar que, na real, ele faz isso por puro tesão. Porque ele gosta que o povo fale putaria pra ele e fique excitado com o corpo dele.
—E isso teria algo de errado?
—Não exatamente. O que me irrita é que ela não é sincera comigo, sendo que sou a melhor amiga dela.
―Ah, tá… bom, isso é um assunto que vocês têm que resolver entre si. Eu não posso me meter. E quanto a isso de… se masturbar enquanto olha fotos da sua amiga, não se preocupa, entendo perfeitamente. Porque eu teria feito a mesma coisa… e não me considero sapatão.
—O quê? Sério?
—Claro que sim, filha. Mais de uma vez eu me masturbei olhando fotos de mulheres na internet, especialmente mulheres que, igual a nós, curtem muito fitness. No começo, me sentia estranha. Pensava: Será que não estou virando lésbica? Depois percebi que não era bem assim… e você explicou muito bem. O que me dá tesão é a segurança com que elas se expõem na internet… fico fantasiando que poderia ser eu, postando fotos da minha buceta… embora saiba que nunca vou ter coragem de fazer isso, nem quero.
―Claro! ―Xamira sorriu―. Acontece o mesmo comigo. É tipo uma fantasia louca que entrou na minha cabeça e quando vejo a Dalma postando essas fotos… sei lá… fico toda molhada.
—Além disso, eu sempre digo que não tem nada de errado uma mulher saber apreciar a beleza de outra. Não curto quando as mulheres competem ou ficam com ciúmes do corpo das outras. Eu me mato na academia pra ter esse corpo e entendo quais são meus padrões de beleza, os que quero alcançar, e sei que existem outros tipos de beleza feminina… e gosto de poder apreciar isso, sem ciúmes, sem competição. Curtir que aquela mulher é uma gostosa e que eu também posso ser.
Valeu pela introdução ao superficialismo, mãe" — disse Xamira, dando risada.
—Sou superficial, eu sei. Não vou pedir desculpas por isso. Gosto de apreciar a beleza. Te vejo pelada e me sinto a mãe mais orgulhosa do mundo. Adoro que você tenha esse corpaço.
―Ai, que doce! Valeu, mãe. Tava mesmo precisando de um up no astral, e você conseguiu. E a Emilia pensa a mesma coisa da filha dela. Ela falou bem clarinho que adora ter uma filha tão gostosa.
―A Dalma é uma gostosa. Eu também ficaria orgulhosa de ter uma filha tão linda. A Emília também é uma delícia.
Xamira se perguntou o que sua mãe acharia se soubesse que ontem mesmo ela estava chupando a buceta da mãe da sua melhor amiga e que, em parte, o tesão que sente agora tem tudo a ver com o que rolou na cama da Emilia. Ainda lembra vividamente como aquela mulher enfiou a língua na buceta dela depois de pedir pra ela sentar na cara. Xamira teve um orgasmo violento, deixando os fluidos escorrerem direto pra boca da Emilia. Só de pensar nisso, ela treme toda.
Mas hoje ela não tá afim de se atormentar. Sente que conseguiu mais um pequeno avanço na relação com a própria mãe. Isso dá um gostinho bom, porque ela adoraria ter uma relação de confiança tão forte com a Juliana quanto a da Emilia e da Dalma… só que sem lambidas de buceta no meio, isso já seria exagero.
Antes de vestir e voltar pra sua rotina de exercícios, a Xamira ficou se perguntando o que as minas do clube estariam fazendo. Será que já tinham pegado um caso novo? Já tinham arrumado alguém pra substituir ela? Ficou tentada a ligar pra elas, pra perguntar como é que tava o projeto do clube de detetives, mas não queria que enchessem o saco dela sobre a Dalma e a Emila... principalmente porque não ia saber o que falar. Ela tinha se enganado em confiar na melhor amiga? Só o tempo ia dizer.
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Oriana focou na pesquisa. Isso ia ajudar a acalmar o tsunami de emoções que tava tomando conta dela. Só de pensar naquela sessão pseudo-lésbica que fez com a Mariela já ficava toda desconfortável. Melhor manter a mente ocupada. Ela tinha uma informação muito importante que podia render frutos. Agora sabia que a loira gostosa que participou com a Mariela em várias sessões pornô era a María Fernanda Dalessi, a filha do decano do instituto.
Perguntou por ela em várias salas e foram dando umas dicas. "Ela estuda naquela sala", "É amiga daquela garota", "Costuma ficar no refeitório lá pelas quatro da tarde", "Faz parte do time de vôlei do colégio".
Ele a encontrou, de fato, no refeitório do colégio, depois das quatro. Ela estava sentada sozinha, tomando alguma coisa enquanto olhava a tela do celular.
Oi" — se apresentou Oriana com timidez —. "Desculpa te incomodar. Não sei se você lembra de mim…
María Fernanda ergueu o olhar e demorou uns segundos pra reconhecer os traços asiáticos da garota.
—Ah, oi… sim, lembro de você… embora não saiba seu nome.
—Meu nome é Oriana Takahashi, queria te pedir desculpas pela minha reação da última vez, sei que devo ter parecido uma maluca, mas tudo tem uma explicação. Posso falar com você por alguns minutos?
—Sim, claro… senta aí.
—Hmm… podemos conversar em outro lugar? Tenho a chave da sede de um clube que eu frequento, lá ninguém vai encher o saco.
—E por que não podemos conversar aqui?
Oriana olhou para todos os lados, não tinha muita gente na cafeteria, mas alguns olhares curiosos já estavam grudados nela. Ela se aproximou da loira e sussurrou no ouvido dela.
—Porque quero falar sobre os vídeos que você gravou com a Mariela, já sabe quais são.
María Fernanda ficou toda tensa e pálida, como se tivesse sentido o toque da morte na espinha. Aí pulou de pé, pegou Oriana pelo braço e arrastou ela pra fora da cafeteria. Pararam no meio do corredor largo, numa área onde não tinha viva alma.
—Que merda você sabe desses vídeos? Que porra você quer? Isso é uma tentativa de extorsão? —Maria Fernanda estava uma fúria.
—Não, não… fica tranquila. Peço desculpas de novo pela minha falta de tato. Não quis te assustar. Não tô querendo te chantagear.
—E aí?
Oriana percebeu que tinha se metido numa baita enrascada, precisava fazer algo urgente pra acalmar aquela mina e ganhar a confiança dela. Não precisava ser totalmente honesta, com uma boa desculpa dava pra conseguir. Voltou a sussurrar no ouvido dela.
—Quero ser atriz pornô —ela disse, com um nó na garganta—. E quero pedir seus conselhos.
Os olhos da loira se arregalaram. Ela ficou paralisada por uns segundos e depois começou a rir.
—Ai, boluda… tinha começado por aí — ela disse. — Me deu um susto da porra.
Sim, desculpa… não me expressei direito. Sou um desastre quando fico nervosa.
Tá bom, entendo que você tá nervosa… cê quer mesmo ser atriz pornô?" — ele perguntou, abaixando bem a voz. Oriana balançou a cabeça que sim. "Beleza… você é muito gostosa, acho que pode ter futuro nessa profissão. Vamos conversar na sala que você falou.
—Tá bom. Já confia um pouquinho mais em mim?
―Nem tanto. Primeiro quero saber como você ficou sabendo dos vídeos e o que sabe sobre a Mariela.
—Ah, isso eu posso explicar enquanto a gente vai andando.
Durante o trajeto, Oriana explicou que era aluna particular da Mariela e que elas se tornaram amigas pra caralho. Ela não contou a história toda como realmente aconteceu, omitiu vários detalhes e mudou outros. A versão que a María Fernanda ouviu dava a entender que foi a própria Mariela quem contou que era atriz pornô…
—… e me mostrou alguns vídeos —disse enquanto abria a porta da sede do clube—. Espero que não te incomode, mas ele me mostrou vários dos vídeos em que você aparece… bom, vários não… acho que me mostrou todos.
—Uai, isso quer dizer que a Mariela confia muito em você. Tá bom, isso me deixa mais tranquila. Confio na Mariela e, se ela te tem tanto apreço a ponto de te contar tudo, deve ter um motivo.
— Isso não te incomoda que eu tenha visto seus vídeos?
—Não, claro que não… contanto que não conte pra ninguém.
—Ah, por isso fica tranquila, não sou fofoqueira. Só curiosa.
—Beleza, agora a gente pode conversar sossegadas —disse María Fernanda enquanto se sentava—. Que tipo de conselho cê tá procurando exatamente?
―Hmm… não tenho tanta certeza. Falei sobre esse assunto com a Mariela e ela me ajudou pra caramba a me soltar. Se não fosse por ela, nem teria coragem de fazer uma sessão completamente pelada. Mas enfim, imagino que você já sabe bem como é, já passou pelas suas primeiras sessões de lingerie e nua…
―Não exatamente. Entrei de cabeça no mundo do pornô. Conheço a Mariela porque ano passado ela me ajudou a passar em algumas provas, ela é uma mina muito inteligente. Assim como você, criei uma amizade legal com ela e um dia confessei que minha fantasia sexual mais louca era gravar um filme pornô. Você não imagina a surpresa que tive quando descobri que ela já tinha feito isso.
—Sim, também me surpreendi pra caralho. A Mariela não parece a típica atriz pornô.
—Não, de jeito nenhum. Ela me incentivou a fazer, mas eu falei que era impossível. Como você já deve saber, meu pai é o diretor do instituto. Imagina como isso ia afetar a instituição se o pessoal descobrisse que a filha do diretor é atriz pornô? E daquelas que fazem conteúdo totalmente explícito… foi aí que a Mariela me falou sobre…
—De Uvisex —interrompeu Oriana, queria mostrar que ela estava por dentro do assunto.
—É isso mesmo. Aquele site pornô tão… peculiar. Me garantiu que ninguém que eu conhecesse veria meu conteúdo, muito menos meu pai.
—Posso te fazer uma pergunta pessoal? Como você acha que seu pai reagiria se descobrisse? E… não te pergunto isso por intrometida, sei que a gente nem se conhece, mas… eu venho de uma família muito conservadora. Se meu pai soubesse, ele pararia de falar comigo, e minha mãe… aff… nem quero pensar como ela reagiria. Ela já não gosta nem que eu use decote.
—Te entendo. Meu pai é super ciumento e possessivo. Sou a única filha dele. Ele me adora, sou "a princesinha do papai". Qualquer coisa que eu peça, ele me dá. Sou uma mimada, não vou negar. Ele não percebe o quanto é ciumento, mas até fica bravo se me vê com algum garoto. Não gosta que eu tenha namorado. Se dependesse dele, eu morreria virgem.
—Para meus pais, eu deveria ser virgem até os oitenta anos, no mínimo.
As duas riram.
—Acho que é por isso que nos excita tanto fazer pornô —disse Maria Fernanda—. Fomos criados em ambientes muito fechados… e a pornografia acaba sendo como ir de cara no pior. Não querem que eu transe? Ok… vou fazer pornô.
―Não tinha pensado por esse lado ― algo se mexeu dentro de Oriana, sentiu um formigamento no clitóris. Ela tinha provado aquele gostinho doce do proibido quando posou para Alexis e, principalmente, quando posou para Julián.
—Quando entendi isso, me decidi a fazer. Pensei que iria devagar, igual você. Sessões de foto de lingerie e ir subindo aos pouquinhos. Mas não. A Mariela tinha outros planos pra mim. No estúdio de gravação, fiquei sabendo que no meu primeiro dia já ia gravar algo totalmente explícito… ela e eu transando com o mesmo cara.
—Ah, vi aquele vídeo… não pensei que fosse sua primeira vez no pornô. Tipo, você parecia muito decidida, cheia de confiança, como se já tivesse experiência.
—Isso é porque você viu o material editado, onde guardaram as melhores cenas. Mas a real é que sofri pra caralho. Minha experiência no sexo não passava de uma trepada num motel com algum cara que conhecia por aí. Isso era outro nível, meteram uma pica enorme em mim e, pra piorar, tive que chupar buceta… eu não fazia ideia de como fazer aquilo.
—E isso te incomodou?
—Não, de jeito nenhum. Não me incomoda fazer o que for preciso na frente das câmeras, porque entendo que estou atuando. Eu não sou uma puta, nem lésbica, nem fico louca por sexo anal… mas na frente de uma câmera, sou uma atriz interpretando um personagem. A Mariela me ajudou muito a separar minha personalidade real da que uso nas câmeras, e talvez esse seja o melhor conselho que posso te dar. No momento em que a câmera liga, esquece quem você é. Faz o que tiver que fazer e pronto.
―Mas… você curte o processo? Quer dizer… você fica excitada?
—Claro que fico excitada. Não sou de pau. Me permito esse tesão, me permito curtir, porque assim o resultado é melhor. Dá pra perceber muito quando eu tô gostando de verdade.
—E como é que você faz pra não se sentir uma puta depois que te comeram entre dois caras? Porque eu vi uns vídeos onde você fazia isso…
—É muito simples. Quando começo a gravar pornô, entro numa bolha. Dentro dessa bolha, me permito ser toda puta que for preciso. Faço o que tem que ser feito. No momento em que a gravação acaba, volto a ser eu mesma.
—Mmm… parece interessante. Não sei se eu conseguiria esse nível de separação. Ainda me sinto culpada por ter feito uma sessão nua com a Mariela… e olha que só nos tocamos um pouquinho, chupamos os peitos uma da outra e nada mais.
—E aí, cê curte mulher?
—Não. Além disso, eu tenho namorado… —Oriana lembrou que tava há um tempão sem ver o namorado. Tinha praticamente esquecido dele por completo. Isso fez ela se sentir ainda mais culpada.
―Então por que você fez isso?
—Porque a Mariela me ajudou a relaxar… e porque era só um teste de câmera. Ninguém vai ver isso.
—Mas mesmo assim você se animou a chupar os peitos dela. Na primeira vez que chupei a buceta da Mariela, pensei: “Nossa, isso vai dar muito tesão em quem ver o vídeo”. Sei que sou gostosa e a Mariela é uma delícia, quem quer que veja esse vídeo vai adorar ver como a gente come a buceta uma da outra. Quando você entende a putaria que pode causar, você se anima a fazer essas coisas.
—Claro… contanto que você encare isso como um trabalho.
—É isso aí. Você tem que ver isso como algo separado da sua vida pessoal. Foda-se, um exemplo. Se agora mesmo você me convidasse pra ir a um hotel, pra transar, eu diria que não. Sem querer ofender, você é muito gostosa; mas eu não curto essa parada de ficar com mulheres.
—Entendo.
—Mas se você me dissesse que agora vamos gravar um vídeo pra aquele site pornô, eu te chuparia a buceta sem problema nenhum.
―Assim, do nada? Mesmo sem me conhecer?
—Se não te conheço, fica mais fácil. Vejo mais como algo profissional. Você vai ver, com o tempo vai entender do mesmo jeito que eu.
—Calma, calma… para. Tá me dizendo que se agora mesmo eu pedir pra gente gravar algo pra Uvisex, você chupa minha buceta?
—Juro que sim. Por quê? Quer gravar algo pra Uvisex?
—Não… pra eles não. Mas… —Oriana teve uma ideia que, naquele momento, pareceu brilhante—. Fiquei sabendo que tão abrindo um site novo que vai fazer concorrência com o Uvisex. Tão procurando atriz pornô e… pensei que você podia se candidatar. Os testes que a gente fez com a Mariela foram pra esse site.
— E é de confiança?
—Sim, tem gente… importante por trás do projeto. Se você soubesse quem financia isso, caía de bunda no chão.
―Quem faz isso?
―Ah, não… desculpa, me falaram pra não contar nada sobre esse assunto. É confidencial. Me contaram porque sou amiga de… hmm… não posso falar. Digamos que sou amiga da pessoa que tá tocando o projeto. Só precisa saber que tem alguém com muito dinheiro por trás e que a parada é séria. No começo vai ganhar pouco, porque tá no início; mas prometem que depois vai dar até mais que na Uvisex. Se quiser, fala com a Mariela sobre isso.
―Mmm… parece interessante. O dinheiro não me interessa tanto, não preciso dele. O que eu procuro é a experiência. Gosto de brincar de atriz pornô. O único problema que tenho com a Uvisex é que eles não me deixam escolher o conteúdo que quero gravar. Quer dizer, eu tive algumas ideias, mas eles nem querem ouvir.
—Tenho certeza de que nesse novo projeto eles te ouviriam, porque é exatamente isso que tão procurando. Ideias novas. Experimentar um pouco. Fazer um material pornô diferente do da Uvisex. Algo que chame a atenção de um público seleto.
—Ai, adoro. Dá uma força pra eu entrar? Já que você tem contatos tão bons.
―Claro! Tenho certeza de que se virem seu material, vão te contratar na hora. Com essa sua beleza e a experiência que você tem, não vão querer te soltar. ―A Oriana teve mais uma ideia brilhante―. E sabe o que mais pode te ajudar a entrar? Se você conhecer mais minas dispostas a gravar vídeos pornô. Imagino que já deve ter gravado com alguma outra além da Mariela.
—Sim, claro. Gravei com várias… e acho que tenho exatamente o que você precisa. Tenho uma lista de minas desse mesmo colégio, algumas já não estudam mais aqui, outras ainda tão. Todas tão a fim de gravar pornô.
—Sério? Não sabia que tinha tanta atriz pornô no colégio.
―Digamos que é um segredo.
—E cê não acha que essas minas vão ficar putas de você passar os nomes delas pra mim?
―Acho que não, porque todas tão procurando trampo. A Uvisex paga bem, mas não costuma contratar elas o tempo todo. Algumas gravaram só uma vez e nunca mais chamaram.
—Ah, excelente. Com essa lista e uma pequena amostra do teu talento, tenho certeza de que você vai conseguir um cargo importante nesse projeto. E como vão te dever favores, vão deixar você dar ideias. Você vai ter muita liberdade criativa. —Oriana se sentiu um pouco mal, as palavras que saíam da boca dela pareciam de uma vigarista, tudo o que contava pra garota era bom demais pra ser verdade. Decidiu que o melhor era mencionar alguns pontos negativos, pra equilibrar—. Mas é como eu disse, no começo não vão te pagar muito e… não tem tantos atores e atrizes. Esse projeto ainda tá engatinhando. Falta muito pra decolar. Você vai ter que ter muita paciência.
—Enquanto eu me divertir e curtir, não ligo pro resto. Como te falei, sou a "princesinha do papai". Não preciso de grana. Se eu quisesse, podia viver a vida toda com o dinheiro do meu pai e ele não ia reclamar nem um pouco.
—Que sorte! Se eu quisesse fazer isso com meu pai, ia acabar na rua.
—E aí? O que cê acha? Quer que a gente faça uma gravaçãozinha pra você me apresentar pros seus contatos?
—Hmm… bom, pode ser. Me passa teu número de telefone e um dia desses a gente combina pra…
―foda-se meu telefone, mas a gravação a gente pode fazer hoje.
—O quê? Agora? Tem certeza?
―Sim, claro. Por que esperar? Aqui a gente tem um lugar privado onde ninguém vai nos ver.
—Mas… você nem me conhece. Tudo que te contei pode ser mentira.
—Se a Mariela confia em você, eu também. Se a Mariela topou participar de uma sessão com você, posso fazer o mesmo.
O coração de Oriana começou a disparar, ela nunca imaginou que chegaria nesse ponto com María Fernanda… e tão rápido.
—Não sei, ainda não tenho certeza…
—Vai, me dá esse gosto —insistiu a loira—. A gente faz esse vídeozinho e eu te mando por e-mail a lista de todas as minas que topariam gravar um filme pornô.
Precisava dessa lista. Era ouro puro. Com esses nomes, dava pra confirmar se as minas tinham ganhado bolsa ou não. Era um baita avanço na investigação, e só ia ter que…
— O que eu tenho que fazer exatamente? — perguntou Oriana.
—Nada, eu cuido de tudo. Você só teria que filmar… e bem, já sabe… roupa pra fora. Pelo menos a parte de baixo.
—Mas… eu gravo com meu celular?
—Sim, claro. Tenho a teoria de que os vídeos gravados com celular podem funcionar muito bem numa página de conteúdo exclusivo. Porque parecem mais reais. Não tô dizendo que todo o conteúdo seja assim; mas…
—Entendo. Se gravar com o celular, não parece algo ensaiado. Acho que pode funcionar. —Não sobravam muitas alternativas pra ela, precisava ganhar a confiança da María Fernanda pra conseguir aquela lista—. Tá bom, vou fazer. Vou tentar aplicar teu método.
―Vai lá, e enquanto faz isso, pensa que na primeira vez que gravei algo pornô acabei toda fodida e cheia de porra. Isso, em comparação, é um trâmite.
—Sim… eu entendo…
Essas palavras realmente acalmaram a Oriana. Ela não teria que interagir com a pica de um desconhecido, só precisava… ficar parada e deixar a loira fazer todo o trabalho. Fechou os olhos, pensou nos conselhos da Mariela e tirou a calça junto com a calcinha.
Uau, que buceta gostosa, Oriana" —disse a loira com um sorriso radiante—. Assim dá gosto trabalhar.
―Ai, obrigada… ainda não me acostumei a receber esse tipo de elogio, mas agradeço de verdade. Me faz sentir mais confiança em mim mesma. A Mariela me explicou que eu tenho que ter orgulho do meu próprio corpo, e eu tento… mesmo que seja bem difícil pra mim.
—A Mariela tem toda a razão do mundo. Você é uma gostosa. Não sou lésbica, mas mesmo assim posso te dizer que essa buceta eu chupo com muito prazer. Tá pronta?
—Não, mas… acho que não vou ficar, assim… arranca logo. Não deixa eu me arrepender.
―Entendido.
María Fernanda se ajoelhou e Oriana abriu as pernas. Ela sempre achou que, se um dia rolasse uma situação dessas, com uma mulher lambendo a buceta dela, seria com a Mariela. Mas a vida deu uma virada brusca e lá estava ela, com uma mina que nem conhecia, dando a primeira experiência de sexo lésbico dela. Será que dava pra considerar sexo lésbico se ela só tava recebendo as lambidas?
Enquanto divagava com essas dúvidas, a língua de María Fernanda começou seu trabalho. Oriana se assustou. Seu clitóris não estava acostumado a receber aquele tipo de tratamento. E pra piorar, ela tinha que se concentrar em gravar tudo. Nem tinha preparado a câmera do celular. Se apressou pra fazer isso e focou na própria buceta. Isso também foi estranho pra ela. Ela não é do tipo de garota que se filma a buceta. Só fez isso uma vez, por pura curiosidade, queria saber como sua ppk se via de outro ângulo. Essa situação era bem diferente. Agora ela tava gravando uma mulher enquanto recebia sexo oral… e de que jeito! Talvez fosse verdade que María Fernanda não tinha tendências lésbicas, mas como ela mandava bem!
O que eu tô fazendo? Porra! O que eu tô fazendo?", ela se perguntou enquanto o corpo inteiro tremia com a força da chupada que tava recebendo direto no clitóris. Naquele momento, passou pela cabeça dela uma coisa que a María Fernanda tinha dito. Tudo mudaria quando ela entendesse o tesão que podia causar. E já tava sentindo um gostinho daquilo. Ela viu como a língua da loira fazia maravilhas entre os lábios da sua buceta e pensou que qualquer um que visse aquele vídeo ia achar muito excitante, não só porque a María Fernanda é uma gostosa e olha pra câmera com olhos de gata no cio, mas também por causa da própria pussy dela.
“Tenho uma buceta bonita”, disse Oriana para si mesma. Não havia nada de errado em admitir. Sua buceta podia ser motivo de tesão pra muitos homens… e até mulheres. Não incomodaria ela se uma mulher se masturbasse vendo esse vídeo. Ela levaria como um elogio, do mesmo jeito que se masturbou vendo os vídeos da Mariela. A professora dela ficou feliz quando ela contou.
Ela fechou os olhos, segurou o celular na direção da ação, acariciou o cabelo sedoso da María Fernanda e aproveitou. Isso era muito melhor do que se masturbar. Não fazia ideia de que uma mulher fosse capaz de dar tanto prazer pra outra. O corpo inteiro dela tava vibrando e pedindo mais. Aquela língua entrou pelo buraco e um instante depois ela sentiu um chupão forte no clitóris. Soltou um gemido de prazer que ficaria imortalizado no vídeo. Da buceta dela jorravam fluidos como nunca tinha acontecido antes.
Instintivamente, ela levantou mais as pernas e foi aí que levou um baita susto. Aquela língua atrevida começou a lamber a bunda dela. Sim, bem ali!
Oriana abriu os olhos e olhou pra baixo de boca aberta, como se não pudesse acreditar no que tava rolando. Aquela mina tava lambendo a bunda dela!...
E se sentia uma maravilha!
Não conseguia entender por que aquele ato tão obsceno dava tanto prazer pra ela. O nível de tesão dela tinha ido pelas alturas. Tava morrendo de vontade de saber até onde a María Fernanda iria… quando a porta se abriu.
Oriana quase teve um infarto. O coração dela deu um pulo tão brusco que ela chegou a pensar que, se não fosse pela juventude, teria morrido naquele exato momento.
Pela porta, Erika e Siara apareceram. Isso acalmou ela um pouco, pelo menos aquelas minas já tinham visto ela pelada… ainda assim, ela se sentia suja.
—Ai, que susto! —exclamou Maria Fernanda—. E vocês quem são?
—As criadoras deste clube —disse Erika—. Ori… por que essa mina tá te chupando a buceta? Achei que tu tinha namorado.
—Sim… e ainda tenho —disse Oriana, enquanto se vestia rapidamente—. Essa garota é a Maria Fernanda. Lembram que eu falei dela pra vocês?
—Você falou de mim pra elas? —A loira olhou pra ela com olhos de matar.
—Sim, mas não fica bravo. São elas que estão organizando o site que te falei.
―Elas? Mas... não são muito otárias pra isso? Essas aí querem competir com a Uvisex?
―Pode ser ―disse Siara―, mas a gente tem recursos e tá convencida de que pode dar uma competição pra Uvisex.
—Mmm… bom… se vocês têm recursos suficientes… talvez consigam. Mas tenho que admitir que agora minha confiança no projeto caiu pra caralho.
—Sua confiança vai aumentar de novo quando você ver a qualidade do material que a gente pode fazer — apressou-se a dizer Oriana.
—Tá bom… tá bom. Aí está o meu vídeo de amostra —Maria Fernanda apontou pro celular da Oriana—. Vou me mandar antes que isso fique mais estranho.
— Você vai me passar a lista que te pedi? — perguntou Ori.
—Sim, te mando por e-mail daqui a pouco. Agora mesmo preciso falar com a Mariela.
Vai, pergunta pra ela sobre a sessão de fotos da outra vez" — disse Oriana — "Ela tá toda empolgada com esse projeto.
—Se ela está animada, é por algum motivo — disse María Fernanda —. Bom, vou me retirar. Meninas, foi um prazer conhecê-las, e sinto muito que tenha sido nessas circunstâncias. Se o vídeo não convencer vocês de vez, posso fazer outro teste, onde espero que não haja interrupções.
—Tô certa de que com isso vai dar conta… tchau, valeu, que tudo dê certo pra você…
Oriana disse essas últimas palavras espiando a cabeça pelo corredor enquanto María Fernanda se mandava a toda velocidade.
—Consegue explicar pra gente que porra foi aquilo tudo? — perguntou Siara.
—Explico depois, agora tô meio… confusa. O importante é que graças à María Fernanda consigo a lista das minas que gravaram vídeos pornô da Uvisex.
―Uau, isso é demais! ―Exclamou Erika―. Olha só as coisas que dá pra conseguir se uma entregar a buceta. Não é fantástico? ―As outras duas olharam pra ela em silêncio―. Ah, vocês não reconhecem ironia nem quando ela tá na cara de vocês.

Capítulo 15.
A Filha do Reitor.
O quarto da Erika tava uma zona completa, como sempre. Siara até pensou em dar uma arrumada, pelo menos juntar a roupa que tava jogada no chão; mas sabia que não adiantava nada. Essa roupa não ia levar nem quinze minutos pra voltar pro chão. Siara já tinha falado pra amiga mais de uma vez: "É como se uma força sobrenatural impedisse seu quarto de ficar arrumado por mais de dez minutos".
Erika largou a mochila numa cadeira, tirou a calça e se jogou na cama. Abriu as pernas e começou a acariciar a buceta por cima da calcinha branca de algodão, onde já dava pra ver uma manchinha de umidade no meio.
—Ai, não aguento mais! —Ela exclamou—. Me desculpa por ser tão direta, amiga, mas… preciso bater uma, urgente. Sei que você passou a noite se esfregando toda, vendo pornô; mas eu… tô tipo três dias sem me tocar. E depois do que vi hoje…
—Sim, te entendo —disse Siara, deitando-se ao lado dela—. Hoje tivemos… muitos estímulos. Mas não sei se dá pra bater uma punheta…
—Amiga, vamos ser honestas… vai me dizer que não tá rolando o mesmo que a Oriana falou? Ela pelo menos teve a decência de admitir que com essas pesquisas cheias de material sexual, a gente tem que bater uma pra se acalmar um pouco. Sei que você não gosta de admitir, mas não dá pra negar que, de vez em quando, você dá uma aliviada… e ontem à noite você bateu mais de uma.
—Mais de uma? Por que você tá tão segura?
—Porque eu olhei o histórico do seu computador. Você ficou vendo vídeos pornô… e não só os que o Julián postou, desde as dez da noite. E o último que você viu foi lá pras duas da madrugada. Tenho certeza de que teve mais de uma punheta nesse meio tempo.
—Ei! Quem te deu permissão pra fuçar meu histórico?
—Você pode revisar o meu quando quiser.
—Claro, com certeza você tá falando isso porque apagou.
—Não apaguei nada, tô falando sério. Dá uma olhada quando quiser. Você é minha melhor amiga, não tenho nada pra esconder de você, nem minhas maiores vergonhas.
Isso não é verdade, eu sei que tem algo da sua vida que você não tá me contando… e sei que tem a ver com uma convenção de mangá e anime.
—Também te falei que vou te contar isso quando estiver pronta. Você ainda não me contou quem te deu a porra do cum pra beber, então estamos quites. Uff…! —As mãos de Erika sobre a calcinha dela ficaram mais intensas, focadas na área do clitóris—. Eu queria que a gente fosse daquelas amigas que contam absolutamente tudo, sem preconceito, sem vergonha, sem nada.
—Tá bom —disse Siara, reconhecendo que já tinha sido pega. Tirou a calça e mostrou que na calcinha azul também tinha uma pequena mancha de umidade. —Admito. Sim, ontem à noite me masturbei enquanto via o material do Julián… e mais umas coisinhas. Não gosto de me masturbar, me faz sentir… uma idiota.
—Claro, porque você gosta de ter controle sobre tudo.
—E isso tem a ver com o quê?
—E quando você fica com tesão, você se masturba, mesmo sem querer. Isso significa que você perde o controle sobre seu próprio corpo e sobre suas próprias ações.
—Mmm… é um jeito interessante de ver isso. É, pode ser que isso me incomode mesmo. E você? Por que não se toca todo santo dia? O que te impede? — Siara também começou a acariciar devagar a região do clitóris.
—Porque minha mãe me criou pra ser uma menina boazinha, e meninas boazinhas não batem punheta.
Siara riu e olhou nos olhos da amiga… naquele momento, percebeu que a Erika estava falando sério.
—O quê? Cê acha mesmo que as minas boazinhas não batem uma punheta?
—Não exatamente. Não é que eu ache que vou pro inferno por me masturbar. Tentei mudar minha forma de pensar, mas é muito difícil. São anos de criação cravada no cérebro. É incrível como a mente funciona. Agora, quando me toco, sinto que tô decepcionando minha mãe e que "tô me comportando mal". Por isso tento evitar a masturbação, dentro do possível. —Erika tirou a camiseta e, em seguida, soltou o sutiã. As tetonas dela pularam pra fora, mostrando os bicos durinhos—. Ufa… não aguentava mais o sutiã, precisava soltar as gêmeas pra elas respirarem um pouco… você devia fazer o mesmo.
―Por quê?
—Porque não quero ser a única de peito de fora no quarto.
―Tá bom, entendi. Eu me sentiria do mesmo jeito no seu lugar.
Siara começou a tirar o sutiã quando alguém bateu na porta do quarto.
— Erika, você tá aí? — perguntou uma voz feminina.
A aludida se assustou. Erika empurrou Siara com tanta força que a fez cair da cama, bem do lado oposto da porta.
—Tô trocando de roupa, mãe… tô trocando! —Erika começou a gritar enquanto tentava cobrir a nudez com o que tivesse à mão. A porta se abriu e uma mulher loira e gordinha espiou pra dentro. —Haydé! Falei que tô trocando de roupa! —Erika arremessou um chinelo que bateu na porta. A mulher recuou assustada.
―Ai, desculpa! Não te ouvi. Pensei que você tinha chegado com a sua amiga Siara… ― disse ela, parada do lado de fora, tentando espiar pra dentro.
—Acreditou errado. Tô sozinha. O que cê quer, mãe?
―Nada, só queria te avisar que sua irmã acabou de ganhar um prêmio de melhor streamer do ano…
E o que eu tenho a ver com isso?" – Erika se levantou toda ereta, com as mãos na cintura. Não ligou que o corpo dela estivesse completamente pelado e que a mãe pudesse ver.
—Ah… só tava comentando. Pensei que você ia ficar feliz da sua irmã estar se dando bem.
—Ficaria feliz se a Kamila não fosse tão filha da puta comigo.
— Não entendo por que vocês duas se dão tão mal — a mulher entrou no quarto. Atrás da cama, Siara ficou tensa, não queria ter que explicar pra Haydé o que fazia semi nua na cama da filha dela. — Graças à Kamila a gente pode ter essa vida, não esquece disso.
— Preferia ser pobre do que aturar a Kamila.
Erika sentou na cama, cruzou os braços por baixo dos peitos e as tetas incharam feito balões. Haydé se assustou ao ver aquele espetáculo, quase pediu pra filha se cobrir com alguma coisa. Não fez isso porque entendeu que ela mesma tinha colocado Erika nessa situação. Tinha entrado no quarto enquanto a filha estava se trocando. Sentou do lado dela na cama e, tentando fingir normalidade, colocou a mão na perna dela.
Já sei por que você tá assim" — disse com um tom calmo e compreensivo —. "Você também queria ser uma streamer de sucesso, igual sua irmã.
—Não é verdade —as bochechas da Erika estavam inchadas e bem vermelhas.
—Sim, é verdade. Comigo você não consegue enganar. Sou sua mãe. Sei melhor que ninguém todo o entusiasmo que você colocou em cada uma das suas transmissões ao vivo. Não esquece que eu era sua fã número um, nunca perdia uma, mesmo não entendendo nada dos animes japoneses que você comentava. Sei que deve ser muito doloroso pra você aceitar que a Kamila se deu tão bem, praticamente sem esforço, e você… que se esforçou tanto…
Erika desabou em lágrimas. Tinham tocado numa parte muito frágil dela. Abraçou a mãe com força e deixou o choro sair.
Debaixo da cama, Siara também chorou. Ela também foi testemunha das longas noites que Erika passava fazendo transmissões ao vivo, onde nunca conseguia passar de vinte e cinco espectadores. E essas foram as noites de maior sucesso, porque na maioria das vezes ela transmitia só para oito ou nove pessoas. Teve até noites em que transmitiu para apenas dois espectadores: uma era a Siara e a outra a Haydé. E mesmo assim, Erika mostrava todo o entusiasmo dela, toda a simpatia, e mantinha as duas entretidas por horas. Siara também não entendia o sucesso da Kamila; mas o que mais custava a entender era o fracasso da Erika. Era um daqueles grandes mistérios da vida para o qual, talvez, nunca encontrasse resposta. Esse era o sonho da vida dela. Não havia nada que Erika desejasse mais do que ser uma streamer de sucesso… e fracassou feio. E o pior de tudo era que alguém tão próxima dela tinha conseguido realizar esse sonho, sem nem mesmo procurar por ele.
Siara teve que ficar debaixo da cama, com os olhos cheios de lágrimas, em completo silêncio, por mais de vinte minutos. Quando Haydé foi embora, ela abraçou a amiga e choraram juntas até pegarem no sono.
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Xamira tava se masturbando pra caralho no chão da academia que ela montou em casa. Tava com as costas apoiadas na parede, tinha tirado a legging e a calcinha, só ficou com o top esportivo. Os dedos dela iam num ritmo acelerado, castigando o buraco da buceta e esfregando o clitóris. Na frente dela, a tela do celular. Tava admirando as novas postagens da amiga Dalma no Twitter. Dessa vez a pequena inocente (ou nem tão inocente assim) tinha postado, sem dar explicação, uma série de fotos onde apareciam close-ups da buceta dela, ela toda sorridente mostrando os peitos, e de quatro, abrindo a bunda, como se quisesse que o mundo inteiro visse o buraco do cu dela.
Quando a porta da academia se abriu, Xamira levou um susto, mas ao ver que era a mãe dela, se acalmou e continuou com a punheta.
—Ai, filha! —exclamou Juliana—. Precisa fazer isso aqui?
—Desculpa, mãe… achei que teria mais tempo… te incomoda?
—Não sei… isso é um ato muito pessoal. Acho que você devia fazer sozinha, no seu quarto. Pra você não deve ser muito legal sua mãe te pegar no flagra fazendo isso.
Xamira deu de ombros e continuou acariciando a própria buceta molhada.
—Sinceramente, não me incomoda. Você é minha mãe e… olha, outro dia a gente tava falando sobre isso… e você tirou fotos da minha buceta. Quer dizer…
—Sim, entendo —Juliana se aproximou da filha, pensando que talvez Xamira só estivesse tentando fortalecer a relação entre elas. A última conversa que tiveram tratou de quebrar várias barreiras; ela tinha contado pra filha o quanto gostava de tirar fotos pelada. Devia ter desconfiado que o próximo passo seria falar sobre masturbação—. E posso saber o que você tá olhando que te deixou tão excitada assim? Opa! Essa aí é…?
—Sim, é a Dalma. —Xamira mostrou a tela pra mãe. Lá estava Dalma, deslumbrante, com os pezinhos durinhos e um sorriso cheio de ternura. Depois passou pra foto onde dava pra ver a buceta dela bem de pertinho—. Não pensa nada estranho, mãe… não sou lésbica nem nada disso. Acontece que… como vou explicar. Me dá uma tesão doida ver como ela se expõe pra tantos desconhecidos, e não sei por quê. Até rolou com a foto que postei no Twitter, foi mais… erótica do que eu imaginava, e… sei lá… senti uma coisa estranha ao saber que a foto recebeu tanta atenção de tanta gente. E eu nunca gostei de chamar atenção, por isso não entendo.
—Bom —Juliana sentou ao lado da filha—. Isso eu entendo, porque comigo acontece há anos… eu gosto mesmo de chamar atenção com meu corpo. Mas agora não tô pensando nisso… fiquei chocada com a foto da sua amiga. Não acredito que a Dalma postou isso no Twitter… sendo que ela é tão… angelical.
— Ela tá mudando muito — garantiu Xamira —. E não sei se é pra melhor ou pra pior. Tô preocupada. Queria dizer pra ela que talvez esteja exagerando um pouco na exposição nas redes sociais, mas… sei que não sou a mais indicada pra falar isso depois das fotos que postei.
—Fotos? No plural? Você postou outra?
―Hmm… sim, tirei essa foto um tempinho atrás…
Na tela do celular, Juliana pôde ver a bunda da filha usando uma fio dental esportiva cinza. Por baixo daquelas nádegas imponentes, marcava bem a divisão dos lábios da buceta.
―Upa…
—Te incomoda, mãe?
—Não, de jeito nenhum. Pelo contrário. Assim você não vai ficar puta comigo quando ver que postei uma foto muito parecida com a sua — ela pegou o celular e mostrou. A bunda da Juliana aparecia enfeitada com uma fio dental verde neon e nela também marcava a divisão dos lábios da buceta.
—Teu papo tá bem marcado — disse Xamira, com um sorriso.
—Sim… e fiquei com muita vergonha de postar. Por isso sua amiga me surpreende tanto. Dalma parecia uma santinha, uma mosca morta… e olha a vantagem que ela leva. Ela já mostra logo a buceta!
—É assim… mas, segundo as próprias palavras dela, ela não se exibe com um sentido erótico, e sim de “pureza”. Já te falei que ela vê o corpo feminino como algo puro que não deve ser considerado uma obscenidade.
—É um jeito bem peculiar de ver as coisas, principalmente hoje em dia, com tanta pornografia na internet. Fico feliz por ela. Se for realmente esse o motivo pelo qual ela faz isso, então eu admiro ela.
—Eu não tenho tanta certeza se esse é o verdadeiro motivo — comentou Xamira, com pesar —. Tô começando a suspeitar que, na real, ele faz isso por puro tesão. Porque ele gosta que o povo fale putaria pra ele e fique excitado com o corpo dele.
—E isso teria algo de errado?
—Não exatamente. O que me irrita é que ela não é sincera comigo, sendo que sou a melhor amiga dela.
―Ah, tá… bom, isso é um assunto que vocês têm que resolver entre si. Eu não posso me meter. E quanto a isso de… se masturbar enquanto olha fotos da sua amiga, não se preocupa, entendo perfeitamente. Porque eu teria feito a mesma coisa… e não me considero sapatão.
—O quê? Sério?
—Claro que sim, filha. Mais de uma vez eu me masturbei olhando fotos de mulheres na internet, especialmente mulheres que, igual a nós, curtem muito fitness. No começo, me sentia estranha. Pensava: Será que não estou virando lésbica? Depois percebi que não era bem assim… e você explicou muito bem. O que me dá tesão é a segurança com que elas se expõem na internet… fico fantasiando que poderia ser eu, postando fotos da minha buceta… embora saiba que nunca vou ter coragem de fazer isso, nem quero.
―Claro! ―Xamira sorriu―. Acontece o mesmo comigo. É tipo uma fantasia louca que entrou na minha cabeça e quando vejo a Dalma postando essas fotos… sei lá… fico toda molhada.
—Além disso, eu sempre digo que não tem nada de errado uma mulher saber apreciar a beleza de outra. Não curto quando as mulheres competem ou ficam com ciúmes do corpo das outras. Eu me mato na academia pra ter esse corpo e entendo quais são meus padrões de beleza, os que quero alcançar, e sei que existem outros tipos de beleza feminina… e gosto de poder apreciar isso, sem ciúmes, sem competição. Curtir que aquela mulher é uma gostosa e que eu também posso ser.
Valeu pela introdução ao superficialismo, mãe" — disse Xamira, dando risada.
—Sou superficial, eu sei. Não vou pedir desculpas por isso. Gosto de apreciar a beleza. Te vejo pelada e me sinto a mãe mais orgulhosa do mundo. Adoro que você tenha esse corpaço.
―Ai, que doce! Valeu, mãe. Tava mesmo precisando de um up no astral, e você conseguiu. E a Emilia pensa a mesma coisa da filha dela. Ela falou bem clarinho que adora ter uma filha tão gostosa.
―A Dalma é uma gostosa. Eu também ficaria orgulhosa de ter uma filha tão linda. A Emília também é uma delícia.
Xamira se perguntou o que sua mãe acharia se soubesse que ontem mesmo ela estava chupando a buceta da mãe da sua melhor amiga e que, em parte, o tesão que sente agora tem tudo a ver com o que rolou na cama da Emilia. Ainda lembra vividamente como aquela mulher enfiou a língua na buceta dela depois de pedir pra ela sentar na cara. Xamira teve um orgasmo violento, deixando os fluidos escorrerem direto pra boca da Emilia. Só de pensar nisso, ela treme toda.
Mas hoje ela não tá afim de se atormentar. Sente que conseguiu mais um pequeno avanço na relação com a própria mãe. Isso dá um gostinho bom, porque ela adoraria ter uma relação de confiança tão forte com a Juliana quanto a da Emilia e da Dalma… só que sem lambidas de buceta no meio, isso já seria exagero.
Antes de vestir e voltar pra sua rotina de exercícios, a Xamira ficou se perguntando o que as minas do clube estariam fazendo. Será que já tinham pegado um caso novo? Já tinham arrumado alguém pra substituir ela? Ficou tentada a ligar pra elas, pra perguntar como é que tava o projeto do clube de detetives, mas não queria que enchessem o saco dela sobre a Dalma e a Emila... principalmente porque não ia saber o que falar. Ela tinha se enganado em confiar na melhor amiga? Só o tempo ia dizer.
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Oriana focou na pesquisa. Isso ia ajudar a acalmar o tsunami de emoções que tava tomando conta dela. Só de pensar naquela sessão pseudo-lésbica que fez com a Mariela já ficava toda desconfortável. Melhor manter a mente ocupada. Ela tinha uma informação muito importante que podia render frutos. Agora sabia que a loira gostosa que participou com a Mariela em várias sessões pornô era a María Fernanda Dalessi, a filha do decano do instituto.
Perguntou por ela em várias salas e foram dando umas dicas. "Ela estuda naquela sala", "É amiga daquela garota", "Costuma ficar no refeitório lá pelas quatro da tarde", "Faz parte do time de vôlei do colégio".
Ele a encontrou, de fato, no refeitório do colégio, depois das quatro. Ela estava sentada sozinha, tomando alguma coisa enquanto olhava a tela do celular.
Oi" — se apresentou Oriana com timidez —. "Desculpa te incomodar. Não sei se você lembra de mim…
María Fernanda ergueu o olhar e demorou uns segundos pra reconhecer os traços asiáticos da garota.
—Ah, oi… sim, lembro de você… embora não saiba seu nome.
—Meu nome é Oriana Takahashi, queria te pedir desculpas pela minha reação da última vez, sei que devo ter parecido uma maluca, mas tudo tem uma explicação. Posso falar com você por alguns minutos?
—Sim, claro… senta aí.
—Hmm… podemos conversar em outro lugar? Tenho a chave da sede de um clube que eu frequento, lá ninguém vai encher o saco.
—E por que não podemos conversar aqui?
Oriana olhou para todos os lados, não tinha muita gente na cafeteria, mas alguns olhares curiosos já estavam grudados nela. Ela se aproximou da loira e sussurrou no ouvido dela.
—Porque quero falar sobre os vídeos que você gravou com a Mariela, já sabe quais são.
María Fernanda ficou toda tensa e pálida, como se tivesse sentido o toque da morte na espinha. Aí pulou de pé, pegou Oriana pelo braço e arrastou ela pra fora da cafeteria. Pararam no meio do corredor largo, numa área onde não tinha viva alma.
—Que merda você sabe desses vídeos? Que porra você quer? Isso é uma tentativa de extorsão? —Maria Fernanda estava uma fúria.
—Não, não… fica tranquila. Peço desculpas de novo pela minha falta de tato. Não quis te assustar. Não tô querendo te chantagear.
—E aí?
Oriana percebeu que tinha se metido numa baita enrascada, precisava fazer algo urgente pra acalmar aquela mina e ganhar a confiança dela. Não precisava ser totalmente honesta, com uma boa desculpa dava pra conseguir. Voltou a sussurrar no ouvido dela.
—Quero ser atriz pornô —ela disse, com um nó na garganta—. E quero pedir seus conselhos.
Os olhos da loira se arregalaram. Ela ficou paralisada por uns segundos e depois começou a rir.
—Ai, boluda… tinha começado por aí — ela disse. — Me deu um susto da porra.
Sim, desculpa… não me expressei direito. Sou um desastre quando fico nervosa.
Tá bom, entendo que você tá nervosa… cê quer mesmo ser atriz pornô?" — ele perguntou, abaixando bem a voz. Oriana balançou a cabeça que sim. "Beleza… você é muito gostosa, acho que pode ter futuro nessa profissão. Vamos conversar na sala que você falou.
—Tá bom. Já confia um pouquinho mais em mim?
―Nem tanto. Primeiro quero saber como você ficou sabendo dos vídeos e o que sabe sobre a Mariela.
—Ah, isso eu posso explicar enquanto a gente vai andando.
Durante o trajeto, Oriana explicou que era aluna particular da Mariela e que elas se tornaram amigas pra caralho. Ela não contou a história toda como realmente aconteceu, omitiu vários detalhes e mudou outros. A versão que a María Fernanda ouviu dava a entender que foi a própria Mariela quem contou que era atriz pornô…
—… e me mostrou alguns vídeos —disse enquanto abria a porta da sede do clube—. Espero que não te incomode, mas ele me mostrou vários dos vídeos em que você aparece… bom, vários não… acho que me mostrou todos.
—Uai, isso quer dizer que a Mariela confia muito em você. Tá bom, isso me deixa mais tranquila. Confio na Mariela e, se ela te tem tanto apreço a ponto de te contar tudo, deve ter um motivo.
— Isso não te incomoda que eu tenha visto seus vídeos?
—Não, claro que não… contanto que não conte pra ninguém.
—Ah, por isso fica tranquila, não sou fofoqueira. Só curiosa.
—Beleza, agora a gente pode conversar sossegadas —disse María Fernanda enquanto se sentava—. Que tipo de conselho cê tá procurando exatamente?
―Hmm… não tenho tanta certeza. Falei sobre esse assunto com a Mariela e ela me ajudou pra caramba a me soltar. Se não fosse por ela, nem teria coragem de fazer uma sessão completamente pelada. Mas enfim, imagino que você já sabe bem como é, já passou pelas suas primeiras sessões de lingerie e nua…
―Não exatamente. Entrei de cabeça no mundo do pornô. Conheço a Mariela porque ano passado ela me ajudou a passar em algumas provas, ela é uma mina muito inteligente. Assim como você, criei uma amizade legal com ela e um dia confessei que minha fantasia sexual mais louca era gravar um filme pornô. Você não imagina a surpresa que tive quando descobri que ela já tinha feito isso.
—Sim, também me surpreendi pra caralho. A Mariela não parece a típica atriz pornô.
—Não, de jeito nenhum. Ela me incentivou a fazer, mas eu falei que era impossível. Como você já deve saber, meu pai é o diretor do instituto. Imagina como isso ia afetar a instituição se o pessoal descobrisse que a filha do diretor é atriz pornô? E daquelas que fazem conteúdo totalmente explícito… foi aí que a Mariela me falou sobre…
—De Uvisex —interrompeu Oriana, queria mostrar que ela estava por dentro do assunto.
—É isso mesmo. Aquele site pornô tão… peculiar. Me garantiu que ninguém que eu conhecesse veria meu conteúdo, muito menos meu pai.
—Posso te fazer uma pergunta pessoal? Como você acha que seu pai reagiria se descobrisse? E… não te pergunto isso por intrometida, sei que a gente nem se conhece, mas… eu venho de uma família muito conservadora. Se meu pai soubesse, ele pararia de falar comigo, e minha mãe… aff… nem quero pensar como ela reagiria. Ela já não gosta nem que eu use decote.
—Te entendo. Meu pai é super ciumento e possessivo. Sou a única filha dele. Ele me adora, sou "a princesinha do papai". Qualquer coisa que eu peça, ele me dá. Sou uma mimada, não vou negar. Ele não percebe o quanto é ciumento, mas até fica bravo se me vê com algum garoto. Não gosta que eu tenha namorado. Se dependesse dele, eu morreria virgem.
—Para meus pais, eu deveria ser virgem até os oitenta anos, no mínimo.
As duas riram.
—Acho que é por isso que nos excita tanto fazer pornô —disse Maria Fernanda—. Fomos criados em ambientes muito fechados… e a pornografia acaba sendo como ir de cara no pior. Não querem que eu transe? Ok… vou fazer pornô.
―Não tinha pensado por esse lado ― algo se mexeu dentro de Oriana, sentiu um formigamento no clitóris. Ela tinha provado aquele gostinho doce do proibido quando posou para Alexis e, principalmente, quando posou para Julián.
—Quando entendi isso, me decidi a fazer. Pensei que iria devagar, igual você. Sessões de foto de lingerie e ir subindo aos pouquinhos. Mas não. A Mariela tinha outros planos pra mim. No estúdio de gravação, fiquei sabendo que no meu primeiro dia já ia gravar algo totalmente explícito… ela e eu transando com o mesmo cara.
—Ah, vi aquele vídeo… não pensei que fosse sua primeira vez no pornô. Tipo, você parecia muito decidida, cheia de confiança, como se já tivesse experiência.
—Isso é porque você viu o material editado, onde guardaram as melhores cenas. Mas a real é que sofri pra caralho. Minha experiência no sexo não passava de uma trepada num motel com algum cara que conhecia por aí. Isso era outro nível, meteram uma pica enorme em mim e, pra piorar, tive que chupar buceta… eu não fazia ideia de como fazer aquilo.
—E isso te incomodou?
—Não, de jeito nenhum. Não me incomoda fazer o que for preciso na frente das câmeras, porque entendo que estou atuando. Eu não sou uma puta, nem lésbica, nem fico louca por sexo anal… mas na frente de uma câmera, sou uma atriz interpretando um personagem. A Mariela me ajudou muito a separar minha personalidade real da que uso nas câmeras, e talvez esse seja o melhor conselho que posso te dar. No momento em que a câmera liga, esquece quem você é. Faz o que tiver que fazer e pronto.
―Mas… você curte o processo? Quer dizer… você fica excitada?
—Claro que fico excitada. Não sou de pau. Me permito esse tesão, me permito curtir, porque assim o resultado é melhor. Dá pra perceber muito quando eu tô gostando de verdade.
—E como é que você faz pra não se sentir uma puta depois que te comeram entre dois caras? Porque eu vi uns vídeos onde você fazia isso…
—É muito simples. Quando começo a gravar pornô, entro numa bolha. Dentro dessa bolha, me permito ser toda puta que for preciso. Faço o que tem que ser feito. No momento em que a gravação acaba, volto a ser eu mesma.
—Mmm… parece interessante. Não sei se eu conseguiria esse nível de separação. Ainda me sinto culpada por ter feito uma sessão nua com a Mariela… e olha que só nos tocamos um pouquinho, chupamos os peitos uma da outra e nada mais.
—E aí, cê curte mulher?
—Não. Além disso, eu tenho namorado… —Oriana lembrou que tava há um tempão sem ver o namorado. Tinha praticamente esquecido dele por completo. Isso fez ela se sentir ainda mais culpada.
―Então por que você fez isso?
—Porque a Mariela me ajudou a relaxar… e porque era só um teste de câmera. Ninguém vai ver isso.
—Mas mesmo assim você se animou a chupar os peitos dela. Na primeira vez que chupei a buceta da Mariela, pensei: “Nossa, isso vai dar muito tesão em quem ver o vídeo”. Sei que sou gostosa e a Mariela é uma delícia, quem quer que veja esse vídeo vai adorar ver como a gente come a buceta uma da outra. Quando você entende a putaria que pode causar, você se anima a fazer essas coisas.
—Claro… contanto que você encare isso como um trabalho.
—É isso aí. Você tem que ver isso como algo separado da sua vida pessoal. Foda-se, um exemplo. Se agora mesmo você me convidasse pra ir a um hotel, pra transar, eu diria que não. Sem querer ofender, você é muito gostosa; mas eu não curto essa parada de ficar com mulheres.
—Entendo.
—Mas se você me dissesse que agora vamos gravar um vídeo pra aquele site pornô, eu te chuparia a buceta sem problema nenhum.
―Assim, do nada? Mesmo sem me conhecer?
—Se não te conheço, fica mais fácil. Vejo mais como algo profissional. Você vai ver, com o tempo vai entender do mesmo jeito que eu.
—Calma, calma… para. Tá me dizendo que se agora mesmo eu pedir pra gente gravar algo pra Uvisex, você chupa minha buceta?
—Juro que sim. Por quê? Quer gravar algo pra Uvisex?
—Não… pra eles não. Mas… —Oriana teve uma ideia que, naquele momento, pareceu brilhante—. Fiquei sabendo que tão abrindo um site novo que vai fazer concorrência com o Uvisex. Tão procurando atriz pornô e… pensei que você podia se candidatar. Os testes que a gente fez com a Mariela foram pra esse site.
— E é de confiança?
—Sim, tem gente… importante por trás do projeto. Se você soubesse quem financia isso, caía de bunda no chão.
―Quem faz isso?
―Ah, não… desculpa, me falaram pra não contar nada sobre esse assunto. É confidencial. Me contaram porque sou amiga de… hmm… não posso falar. Digamos que sou amiga da pessoa que tá tocando o projeto. Só precisa saber que tem alguém com muito dinheiro por trás e que a parada é séria. No começo vai ganhar pouco, porque tá no início; mas prometem que depois vai dar até mais que na Uvisex. Se quiser, fala com a Mariela sobre isso.
―Mmm… parece interessante. O dinheiro não me interessa tanto, não preciso dele. O que eu procuro é a experiência. Gosto de brincar de atriz pornô. O único problema que tenho com a Uvisex é que eles não me deixam escolher o conteúdo que quero gravar. Quer dizer, eu tive algumas ideias, mas eles nem querem ouvir.
—Tenho certeza de que nesse novo projeto eles te ouviriam, porque é exatamente isso que tão procurando. Ideias novas. Experimentar um pouco. Fazer um material pornô diferente do da Uvisex. Algo que chame a atenção de um público seleto.
—Ai, adoro. Dá uma força pra eu entrar? Já que você tem contatos tão bons.
―Claro! Tenho certeza de que se virem seu material, vão te contratar na hora. Com essa sua beleza e a experiência que você tem, não vão querer te soltar. ―A Oriana teve mais uma ideia brilhante―. E sabe o que mais pode te ajudar a entrar? Se você conhecer mais minas dispostas a gravar vídeos pornô. Imagino que já deve ter gravado com alguma outra além da Mariela.
—Sim, claro. Gravei com várias… e acho que tenho exatamente o que você precisa. Tenho uma lista de minas desse mesmo colégio, algumas já não estudam mais aqui, outras ainda tão. Todas tão a fim de gravar pornô.
—Sério? Não sabia que tinha tanta atriz pornô no colégio.
―Digamos que é um segredo.
—E cê não acha que essas minas vão ficar putas de você passar os nomes delas pra mim?
―Acho que não, porque todas tão procurando trampo. A Uvisex paga bem, mas não costuma contratar elas o tempo todo. Algumas gravaram só uma vez e nunca mais chamaram.
—Ah, excelente. Com essa lista e uma pequena amostra do teu talento, tenho certeza de que você vai conseguir um cargo importante nesse projeto. E como vão te dever favores, vão deixar você dar ideias. Você vai ter muita liberdade criativa. —Oriana se sentiu um pouco mal, as palavras que saíam da boca dela pareciam de uma vigarista, tudo o que contava pra garota era bom demais pra ser verdade. Decidiu que o melhor era mencionar alguns pontos negativos, pra equilibrar—. Mas é como eu disse, no começo não vão te pagar muito e… não tem tantos atores e atrizes. Esse projeto ainda tá engatinhando. Falta muito pra decolar. Você vai ter que ter muita paciência.
—Enquanto eu me divertir e curtir, não ligo pro resto. Como te falei, sou a "princesinha do papai". Não preciso de grana. Se eu quisesse, podia viver a vida toda com o dinheiro do meu pai e ele não ia reclamar nem um pouco.
—Que sorte! Se eu quisesse fazer isso com meu pai, ia acabar na rua.
—E aí? O que cê acha? Quer que a gente faça uma gravaçãozinha pra você me apresentar pros seus contatos?
—Hmm… bom, pode ser. Me passa teu número de telefone e um dia desses a gente combina pra…
―foda-se meu telefone, mas a gravação a gente pode fazer hoje.
—O quê? Agora? Tem certeza?
―Sim, claro. Por que esperar? Aqui a gente tem um lugar privado onde ninguém vai nos ver.
—Mas… você nem me conhece. Tudo que te contei pode ser mentira.
—Se a Mariela confia em você, eu também. Se a Mariela topou participar de uma sessão com você, posso fazer o mesmo.
O coração de Oriana começou a disparar, ela nunca imaginou que chegaria nesse ponto com María Fernanda… e tão rápido.
—Não sei, ainda não tenho certeza…
—Vai, me dá esse gosto —insistiu a loira—. A gente faz esse vídeozinho e eu te mando por e-mail a lista de todas as minas que topariam gravar um filme pornô.
Precisava dessa lista. Era ouro puro. Com esses nomes, dava pra confirmar se as minas tinham ganhado bolsa ou não. Era um baita avanço na investigação, e só ia ter que…
— O que eu tenho que fazer exatamente? — perguntou Oriana.
—Nada, eu cuido de tudo. Você só teria que filmar… e bem, já sabe… roupa pra fora. Pelo menos a parte de baixo.
—Mas… eu gravo com meu celular?
—Sim, claro. Tenho a teoria de que os vídeos gravados com celular podem funcionar muito bem numa página de conteúdo exclusivo. Porque parecem mais reais. Não tô dizendo que todo o conteúdo seja assim; mas…
—Entendo. Se gravar com o celular, não parece algo ensaiado. Acho que pode funcionar. —Não sobravam muitas alternativas pra ela, precisava ganhar a confiança da María Fernanda pra conseguir aquela lista—. Tá bom, vou fazer. Vou tentar aplicar teu método.
―Vai lá, e enquanto faz isso, pensa que na primeira vez que gravei algo pornô acabei toda fodida e cheia de porra. Isso, em comparação, é um trâmite.
—Sim… eu entendo…
Essas palavras realmente acalmaram a Oriana. Ela não teria que interagir com a pica de um desconhecido, só precisava… ficar parada e deixar a loira fazer todo o trabalho. Fechou os olhos, pensou nos conselhos da Mariela e tirou a calça junto com a calcinha.
Uau, que buceta gostosa, Oriana" —disse a loira com um sorriso radiante—. Assim dá gosto trabalhar.
―Ai, obrigada… ainda não me acostumei a receber esse tipo de elogio, mas agradeço de verdade. Me faz sentir mais confiança em mim mesma. A Mariela me explicou que eu tenho que ter orgulho do meu próprio corpo, e eu tento… mesmo que seja bem difícil pra mim.
—A Mariela tem toda a razão do mundo. Você é uma gostosa. Não sou lésbica, mas mesmo assim posso te dizer que essa buceta eu chupo com muito prazer. Tá pronta?
—Não, mas… acho que não vou ficar, assim… arranca logo. Não deixa eu me arrepender.
―Entendido.
María Fernanda se ajoelhou e Oriana abriu as pernas. Ela sempre achou que, se um dia rolasse uma situação dessas, com uma mulher lambendo a buceta dela, seria com a Mariela. Mas a vida deu uma virada brusca e lá estava ela, com uma mina que nem conhecia, dando a primeira experiência de sexo lésbico dela. Será que dava pra considerar sexo lésbico se ela só tava recebendo as lambidas?
Enquanto divagava com essas dúvidas, a língua de María Fernanda começou seu trabalho. Oriana se assustou. Seu clitóris não estava acostumado a receber aquele tipo de tratamento. E pra piorar, ela tinha que se concentrar em gravar tudo. Nem tinha preparado a câmera do celular. Se apressou pra fazer isso e focou na própria buceta. Isso também foi estranho pra ela. Ela não é do tipo de garota que se filma a buceta. Só fez isso uma vez, por pura curiosidade, queria saber como sua ppk se via de outro ângulo. Essa situação era bem diferente. Agora ela tava gravando uma mulher enquanto recebia sexo oral… e de que jeito! Talvez fosse verdade que María Fernanda não tinha tendências lésbicas, mas como ela mandava bem!
O que eu tô fazendo? Porra! O que eu tô fazendo?", ela se perguntou enquanto o corpo inteiro tremia com a força da chupada que tava recebendo direto no clitóris. Naquele momento, passou pela cabeça dela uma coisa que a María Fernanda tinha dito. Tudo mudaria quando ela entendesse o tesão que podia causar. E já tava sentindo um gostinho daquilo. Ela viu como a língua da loira fazia maravilhas entre os lábios da sua buceta e pensou que qualquer um que visse aquele vídeo ia achar muito excitante, não só porque a María Fernanda é uma gostosa e olha pra câmera com olhos de gata no cio, mas também por causa da própria pussy dela.
“Tenho uma buceta bonita”, disse Oriana para si mesma. Não havia nada de errado em admitir. Sua buceta podia ser motivo de tesão pra muitos homens… e até mulheres. Não incomodaria ela se uma mulher se masturbasse vendo esse vídeo. Ela levaria como um elogio, do mesmo jeito que se masturbou vendo os vídeos da Mariela. A professora dela ficou feliz quando ela contou.
Ela fechou os olhos, segurou o celular na direção da ação, acariciou o cabelo sedoso da María Fernanda e aproveitou. Isso era muito melhor do que se masturbar. Não fazia ideia de que uma mulher fosse capaz de dar tanto prazer pra outra. O corpo inteiro dela tava vibrando e pedindo mais. Aquela língua entrou pelo buraco e um instante depois ela sentiu um chupão forte no clitóris. Soltou um gemido de prazer que ficaria imortalizado no vídeo. Da buceta dela jorravam fluidos como nunca tinha acontecido antes.
Instintivamente, ela levantou mais as pernas e foi aí que levou um baita susto. Aquela língua atrevida começou a lamber a bunda dela. Sim, bem ali!
Oriana abriu os olhos e olhou pra baixo de boca aberta, como se não pudesse acreditar no que tava rolando. Aquela mina tava lambendo a bunda dela!...
E se sentia uma maravilha!
Não conseguia entender por que aquele ato tão obsceno dava tanto prazer pra ela. O nível de tesão dela tinha ido pelas alturas. Tava morrendo de vontade de saber até onde a María Fernanda iria… quando a porta se abriu.
Oriana quase teve um infarto. O coração dela deu um pulo tão brusco que ela chegou a pensar que, se não fosse pela juventude, teria morrido naquele exato momento.
Pela porta, Erika e Siara apareceram. Isso acalmou ela um pouco, pelo menos aquelas minas já tinham visto ela pelada… ainda assim, ela se sentia suja.
—Ai, que susto! —exclamou Maria Fernanda—. E vocês quem são?
—As criadoras deste clube —disse Erika—. Ori… por que essa mina tá te chupando a buceta? Achei que tu tinha namorado.
—Sim… e ainda tenho —disse Oriana, enquanto se vestia rapidamente—. Essa garota é a Maria Fernanda. Lembram que eu falei dela pra vocês?
—Você falou de mim pra elas? —A loira olhou pra ela com olhos de matar.
—Sim, mas não fica bravo. São elas que estão organizando o site que te falei.
―Elas? Mas... não são muito otárias pra isso? Essas aí querem competir com a Uvisex?
―Pode ser ―disse Siara―, mas a gente tem recursos e tá convencida de que pode dar uma competição pra Uvisex.
—Mmm… bom… se vocês têm recursos suficientes… talvez consigam. Mas tenho que admitir que agora minha confiança no projeto caiu pra caralho.
—Sua confiança vai aumentar de novo quando você ver a qualidade do material que a gente pode fazer — apressou-se a dizer Oriana.
—Tá bom… tá bom. Aí está o meu vídeo de amostra —Maria Fernanda apontou pro celular da Oriana—. Vou me mandar antes que isso fique mais estranho.
— Você vai me passar a lista que te pedi? — perguntou Ori.
—Sim, te mando por e-mail daqui a pouco. Agora mesmo preciso falar com a Mariela.
Vai, pergunta pra ela sobre a sessão de fotos da outra vez" — disse Oriana — "Ela tá toda empolgada com esse projeto.
—Se ela está animada, é por algum motivo — disse María Fernanda —. Bom, vou me retirar. Meninas, foi um prazer conhecê-las, e sinto muito que tenha sido nessas circunstâncias. Se o vídeo não convencer vocês de vez, posso fazer outro teste, onde espero que não haja interrupções.
—Tô certa de que com isso vai dar conta… tchau, valeu, que tudo dê certo pra você…
Oriana disse essas últimas palavras espiando a cabeça pelo corredor enquanto María Fernanda se mandava a toda velocidade.
—Consegue explicar pra gente que porra foi aquilo tudo? — perguntou Siara.
—Explico depois, agora tô meio… confusa. O importante é que graças à María Fernanda consigo a lista das minas que gravaram vídeos pornô da Uvisex.
―Uau, isso é demais! ―Exclamou Erika―. Olha só as coisas que dá pra conseguir se uma entregar a buceta. Não é fantástico? ―As outras duas olharam pra ela em silêncio―. Ah, vocês não reconhecem ironia nem quando ela tá na cara de vocês.
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