Séries de Relatos Publicados (Clique no link)

Capítulo 03.
Inicia a Investigação.
Erika entrou no quarto da Siara e a primeira coisa que fez foi se aproximar da prateleira onde a melhor amiga guardava os poucos mangás que tinha. Ela afastou alguns volumes e, atrás deles, encontrou a pequena estatueta que tinha dado de presente pra Siara meses atrás. Era uma garota no estilo anime japonês, com uns quinze centímetros de altura. Uma peça de qualidade excelente, trazida diretamente do Japão. A Erika tinha mais de uma dúzia de estatuetas parecidas com essa, mas a Siara parecia ficar incomodada porque a mina representada estava praticamente pelada. A mulherzinha de plástico tinha cabelo curto, num tom azul claro, peitões, uma cintura fininha, quadril largo e pernas bem longas e torneadas. A roupa dela dava a impressão de ter sido destruída quase por completo, só tinha dois retalhos desfiados: um cobria os bicos dos peitos e o outro a buceta, mas só o básico do básico, como se o fabricante não quisesse gastar grana com a roupa da coitada.
Desde que a mina de anime chegou naquele quarto, começou uma guerra silenciosa entre as duas amigas. A Siara tentava esconder ela, atrás dos volumes de mangá, e a Erika, toda vez que vinha, tratava de colocar ela bem na frente da prateleira, onde ficasse bem visível.
Siara não queria passar mais uma hora explicando pra mãe dela por que tinha uma escultura de uma garota semi nua no quarto. A mãe de Siara até chegou a pensar que era algum fetiche erótico estranho da filha. Pra Siara, o melhor foi falar a verdade: que tinha ganhado da Erika e que não tinha nenhuma mensagem sexual ou erótica por trás daquilo.
― Já botou nome nela? ― Perguntou a Erika, depois de largar a mina de anime na frente dos volumes de mangá.
―Ainda não. Não sou boa em dar nomes, ainda mais pra personagens japoneses.
—Todas as que eu tenho têm nome. Essa também devia ter. Se não botar nome nela, nunca mais te dou outra — Erika falou como se Siara realmente fosse se importar em parar de ganhar minas de calcinha e sutiã imortalizadas em plástico.
―Tá bom, te prometo que essa semana vou pensar num nome bem legal.
Siara nem sempre entendia as paixões da Erika, mas mesmo assim aceitava… porque é pra isso que servem as melhores amigas. Mesmo que não tivessem o mesmo nível de empolgação, cada uma podia contar pra outra tudo o que gostava ou não, sem medo de ser julgada. Assim, com o tempo, foram descobrindo que tinham paixões em comum, como as histórias de mistério.
―Bom, vamos começar com a investigação ―disse Siara, com um tom profissional―. Já deixei tudo pronto ―apontou para a televisão grande pendurada na parede, bem na frente da cama dela, e o teclado que descansava no colchão. Dali, ela controlaria o computador e veriam todo o material que fosse necessário.
—Tá bom —disse a Erika—, mas antes…
Ela se aproximou da estante da Siara, aquele móvel de carvalho onde guardava todos os livros, a maioria de suspense. Erika pegou alguns aleatoriamente e foi trocando eles de lugar com outros, colocou uns volumes na mesinha de cabeceira, outros em cima da estante e ainda deixou vários largados no chão. Siara observou a cena com a mesma resignação com que viu a garota anime aparecer atrás dos volumes de mangá. Essa era mais uma das malditas manias da Erika: chegar e bagunçar a estante que ela tinha suado tanto pra organizar.
Erika tava convencida de que isso fazia o quarto parecer o de uma mina de dezoito anos normal… e não o de uma obcecada compulsiva com potencial pra surto psicótico. Erika sempre desconfiava de gente muito organizada… e não queria que a amiga acabasse virando uma psicopata homicida.
Além disso, ela se divertia vendo a cara que a Siara fazia toda vez que ela reorganizava o quarto dela.
—Bom, amiga, tem algo em mente pra pesquisa? — Perguntou Erika, enquanto se acomodava bem atrás da Siara, na cama.
—Nessa parte da investigação, vamos ter que fazer um trampo bem rústico. Minha ideia é fuçar na internet atrás do vídeo que supostamente é da Dalma… e de algum outro parecido.
—Você ainda acha que pode ter mais vídeos?
—É uma boa possibilidade, se os números realmente significam isso, quer dizer que na internet pode ter até sete vídeos diferentes da mesma mina.
—Nos ajudaria muito encontrar eles, com um único vídeo é difícil fazer uma análise profunda. Beleza, vamos começar a procurar.
Erika abraçou a Siara por trás, apoiando os peitões nas costas da amiga. Ela tava usando uma regata bem decotada, que só vestia quando tava em casa ou no quarto da Siara. Antes de sair, ia colocar de novo a blusa que escondia os peitos enormes dela. A roupa da Siara era bem parecida, só que a regata dela era preta, e a da Erika, um turquesa berrante. As duas estavam de shorts leggings esportivos. Claro que o da Siara era preto, igual a blusa, porque ela curte tons discretos. Já o short da Erika era de um laranja ainda mais chamativo que o turquesa da blusa. Siara pensou que a amiga devia ter chamado muita atenção na rua e atraído vários olhares de tarados… e por que não, de taradas também. Ela já tinha aconselhado a Erika a não usar roupa tão chamativa, ainda mais com um corpo tão voluptuoso. O pessoal podia ter uma ideia errada dela. Mas a Erika parecia não ligar nem um pouco, ela era feliz com suas roupas escandalosamente coloridas e chamativas demais pra anatomia dela.
A Siara não se importou com a proximidade da Erika, sabia da mania que ela tinha por abraços e, embora a Siara geralmente não goste de ter gente perto, com a Erika ela se acostumou.
—Por onde a gente começa? —perguntou Erika—. Cê manja alguma coisa de site pornô?
―Não muito. Nunca entro em sites pornô. O material que eles têm é muito exagerado. Distorcem demais a realidade.
—Eu também não uso.
—Você porque passa o dia todo vendo animes pornôs —disse Siara, com um meio sorriso nos lábios.
Ei, não vejo tantos desses não. Prefiro os animes mais… normais.
—Existem animes normais?
—Bom, depende do que você considera normal.
As mãos da Erika subiram até encontrar os peitões da Siara, apertou os dois juntos, como se tivesse medindo a resistência de dois balões d'água. Siara não disse nada, isso fazia parte da "rotina de abraços" da Erika. No começo, ela se sentiu meio desconfortável, mas depois entendeu que a amiga não fazia aquilo com nenhuma intenção sexual.
Com o tempo, a Siara aprendeu que a Erika às vezes age como se fosse personagem de anime, mas isso só acontece quando ela se sente à vontade com quem tá por perto. Por isso, a Siara começou a levar isso como um elogio, tipo um sinal de que elas tavam se tornando amigonas pra caralho.
Apertar os peitos me ajuda a aliviar o estresse", Erika já tinha dito mais de uma vez. Siara tinha que concordar com isso, embora ela não costumasse apertar os peitos da Erika, achava muito relaxante quando a amiga massageava os dela. Até ajudava ela a pensar com mais clareza, algo que pra essa situação vinha bem a calhar.
―Vou dar uma olhada nos sites pornô mais acessados. Se os vídeos da Dalma viralizaram tanto, com certeza tão nessas páginas.
―Faz sentido. Você também devia dar uma olhada naquelas que postam muito material amador. Aqueles sites onde o pessoal pode subir os próprios vídeos.
—Mas o vídeo da Dalma não parece muito amador, muito pelo contrário.
―É verdade, mas se essa mina for mesmo a Dalma, não acho que o vídeo foi postado por uma produtora profissional de pornô.
—Ah, cê tem razão. Nesse caso, teriam upado naquelas páginas onde qualquer um pode postar. Bem pensado.
Siara abriu seis sites diferentes. Os três primeiros focavam mais em pornô profissional. Já os outros eram sites cheios de pornô amador, onde qualquer um que criasse uma conta podia postar material. Siara digitou as palavras "mulher com três homens" na busca de cada um desses sites.
—Agradeço que existam as miniaturas —ela disse—, assim pelo menos temos uma visão geral do que cada vídeo contém. Eu ficaria louca se tivesse que revisar um por um.
—Sim, a gente só precisa olhar os que achamos que podem combinar. Tipo aquele ali —Erika apontou pra uma das várias imagens na tela—. É uma mina meio loira, de pele bem pálida… não dá pra ver muito o rosto dela.
Siara abriu aquele vídeo e fechou quase na hora. Era uma mina muito gostosa chupando uma piroca grossa cheia de veias marcadas, mas a cara não era da Dalma.
— O que cê tá fazendo? — perguntou a Erika. — Por que você tirou ele?
—Porque não é a Dalma.
—Mas a mina é muito parecida com a do vídeo que a gente viu. E se for a mesma? Isso descartaria de vez a Dalma.
―Mm.. bom, mas não podemos ficar dez horas em cada vídeo. Temos que comparar… hmm… sei lá… alguma coisa…
—As conchas? É a única coisa que a gente tem da mina do vídeo original.
—Todas as bucetas são parecidas.
—Não é verdade. A minha é uma gostosa — disse Erika, com orgulho —. Parece dois pãezinhos recém-saídos do forno, um do lado do outro.
—Informação demais, amiga.
Éyummy riu e apertou mais uma vez os peitos de Siara.
―O que quero dizer é que pode ter muitas diferenças entre uma buceta e outra. O tamanho dos lábios, o formato, o clitóris… até os pelos pubianos podem ajudar.
―Beleza, beleza… já sacada. Vou juntar os dois vídeos, o que a gente acha que é da Dalma e o que acabamos de encontrar. A gente compara as bucetas, se não forem iguais, partimos pra outro vídeo. Tem que ser um processo rápido e ágil, senão a gente passa a vida inteira vendo pornô sem chegar a lugar nenhum.
Continuaram com a revisão do material. Toda vez que viam uma mina que, mais ou menos, se parecia com a Dalma, comparavam aquele vídeo com o que já tinham. Mesmo assim, acabaram descartando todas essas possíveis coincidências, porque era óbvio que não se tratava da mesma pessoa.
—Com esse método não vamos chegar a lugar nenhum —disse Siara—. É como procurar uma agulha no palheiro.
―Talvez a gente precise ser mais específicas na busca.
—Como mais precisas?
—E… se eu tivesse procurando pornô parecido com o vídeo que a gente tem, não faria isso usando termos tipo “mulher com três homens”. A gente tá num site pornô, amiga. Quando o povo procura pornô, costuma usar termos putaria.
—E como é que você sabe tanto sobre o assunto?
—Porque sim, gata. Tem coisas que simplesmente se sabem, por usar internet. Não seja tão quadrada, Siara —Erika apertou duas vezes os peitos da amiga—. Bonk, bonk! —Exclamou, imitando o som de um nariz de palhaço—. Você precisa relaxar um pouco e pensar como um punheteiro que procura pornô. Talvez com isso a gente tenha mais sorte.
—E aí, o que você colocaria no buscador?
―Mm… a ver… escreve: “girl slut se deixa comer por três pausudos”.
—Upa, bem explícita a frase.
—E sim, é o que qualquer pessoa que tivesse alma procuraria, amiga. Sei que você consegue fazer isso, que mais sugere pra busca?
―Hmm… bom, seguindo com essa terminologia tão vulgar… eu colocaria: “Enchem a buceta da garota de paus”. ―Siara ficou vermelha e agradeceu que a Erika não estivesse olhando para o rosto dela.
—Assim que eu gosto, você tá aprendendo — recompensou ela com mais dois apertões nos peitos.
Usaram esses termos e a tela encheu de miniaturas de novo, algumas eram as mesmas que já tinham visto antes, mas muitas outras eram novas. Foram nessas e continuaram com as comparações.
—Pelo menos nesses vídeos tem uns três caras... ou mais, comendo uma mina — falou a Erika.
—Já parou pra pensar que talvez fossem mais de três os que tão participando no vídeo da suposta Dalma?
—Mais de três? Já acho loucura uma mina deixar três caras comerem ela.
―Só consigo entender isso no contexto do pornô, porque é um trabalho. Te pagam pra fazer. Mas ainda assim, me é difícil imaginar como uma mina normal toparia deixar três caras comerem ela ao mesmo tempo.
É uma loucura", disse Erika, balançando a cabeça. "Eu não passaria de duas.
—O quê? Você deixaria dois caras te comerem? Tá falando sério?
—Não, tarada. Era uma piada —Erika deu uma mordidinha de leve na orelha dela, o corpo inteiro de Siara tremeu—. Mas às vezes fico pensando como deve ser sentir levar nos dois buracos. Não que eu queira experimentar, é só que… me dá curiosidade.
―Bom, é… uma vez eu me perguntei a mesma coisa. E desde que vi o vídeo da Dalma, não consigo parar de pensar no que a mina sentiu naquele momento. Vamos ver, se for uma atriz pornô, com certeza já tá acostumada com essas paradas, e fez aquilo pensando na grana. Mas e se for real? E se realmente filmaram uma mina que transou com três caras? E se for a Dalma de verdade? Como será que ela se sentiu naquela hora?
—A gente teria que perguntar pra ela.
—Vai nos dizer que a mina do vídeo não é ela, seja verdade ou não.
—Tô falando que a gente teria que perguntar o que ela acha sobre esse tipo de prática sexual. Como você imagina que uma mina se sentiria numa situação dessas?
—E por que a gente faria isso?
—Não lembra, gata? A gente viu na série Mindhunter. Quando interrogavam os assassinos em série… que técnica eles usavam?
―Ah, sim. Agora entendi. Alguns não falavam dos crimes como se eles mesmos tivessem cometido. Mas falavam desse assunto quando perguntados, como se outra pessoa tivesse feito. Aí falavam do crime em terceira pessoa: “Nessa situação, o assassino deve ter pensado isso ou aquilo”.
—Sim, apesar de que "o assassino" era ele mesmo. Talvez a Dalma fale sobre o assunto se não a tratarmos como culpada. Além disso, temos que dar o benefício da dúvida pra ela. Eu me sentiria muito mal em acusar ela de algo, se depois descobrir que é inocente.
—Que série boa, Mindhunter! —disse Siara, com melancolia.
―É, ainda não achamos outra que preencha o vazio existencial que essa série deixou. Espero que um dia façam a terceira temporada.
Siara começou um novo vídeo, porque a thumbnail mostrava uma cena bem parecida com o vídeo original. A sequência começou com uma mina muito gostosa, de cabelo preto e lábios pintados de um vermelho intenso. Ela começou a chupar uma rola de bom tamanho. Os peitões dela apareciam completamente nus, balançando na frente da câmera. Ela tava de quatro e um homem se posicionou atrás dela.
— Acho que não é a mesma — disse Siara —. Olha as tetas que ela tem.
—Sim, são iguais às suas —Erika apertou de novo os peitos da amiga entre os dedos—. E olha como eles quicam!
A mina do vídeo começou a levar porrada e isso fez os peitos dela balançarem e pularem pra todo lado. A Erika, tentando imitar esses movimentos, começou a dar tapinhas nos peitos da amiga dela, por baixo. A cada pulada, os peitos da Siara ameaçavam pular pra fora do decote, e pra piorar, não tinha nenhum sutiã segurando eles.
—No vídeo que a gente tem, não dá pra ver muito as tetas da mina… e elas não são tão pequenas assim.
—Sim, eu sei. Mas tô te falando que essas são bem maiores.
―Pode ser… mesmo assim, eu adoraria ver a buceta dessa gostosa.
—Porca —Erika soltou uma risadinha.
—Tarada. Mais porca é você, que não larga minhas tetas em paz.
—É que seus peitos são terapêuticos.
Erika voltou a morder a orelha da amiga e continuou com a brincadeira de fazer os peitos balançarem. Dessa vez, os melões pegaram tanto embalo que um deles pulou pra fora do decote. Depois de três quicadas, o outro foi atrás. Siara olhou pra baixo e se deparou com os bicos apontando pra tela. A Erika já tinha tocado nos peitos dela antes, mas isso nunca tinha acontecido. Em vez de ficar brava com a amiga, sentiu vergonha, porque achou que a Erika ia se assustar de ver os peitos pulando pra fora do decote e que isso ia acabar com a brincadeira inocente. Mas não foi bem assim. Assim que a Erika percebeu que os peitos da Siara estavam soltos, levou os dedos até os bicos e beliscou. Depois, começou a torcê-los, como se fossem os botões de um rádio antigo.
Siara pensou que talvez já fosse hora de dar um fim naquele jogo, porque o corpo dela já tava sentindo os efeitos. Mas aí, naquele instante, apareceu na tela a buceta da mina do vídeo… e era muito parecida com a da suposta Dalma. Ela colocou os dois vídeos em tela dividida e comparou.
— O que você acha? — perguntou pra Erika.
—Uai, são parecidas pra caralho —ela disse, sem parar de brincar com os mamilos da amiga.
—Sim… olha o formato dos lábios, é praticamente idêntico.
—A cock também parece com a do vídeo.
—Essa aqui? Não acho ela tão parecida assim.
―Não, a outra… não lembro se é a segunda ou a terceira que enfiam na garota.
Siara adiantou o vídeo da suposta Dalma e encontrou a pica que a Erika tava falando. Era parecida, sim… mas não idêntica.
—Não é a mesma. Olha só, a do vídeo que a gente tem é bem reta… e a outra dobra um pouco na ponta.
—Que detalhista. Acho estranho que as rolas dobrem assim, sempre achei que fossem todas bem retinhas.
―Aparentemente, não.
—Levanta as mãos —exigiu Erika.
—Por quê?
—Por comodidade.
Siara não entendeu, mas mesmo assim fez o que a amiga pediu. Assim que os braços dela ficaram esticados acima da cabeça, a Erika tirou a blusa dela.
—Ei! Se eu ficar de peito de fora, você também fica — protestou Siara.
―Ufa, tá bom.
Erika tirou a blusa, mostrando um par de peitos que eram até um pouco maiores que os da Siara, embora a aréola dos mamilos fosse mais suave, mais parecida com a cor do resto da pele. Os mamilos da Siara eram mais marrons.
Erika encostou os peitos volumosos nas costas da amiga. Siara sentiu cada centímetro deles. Não era a primeira vez que as duas ficavam de peitos de fora uma na frente da outra — isso já tinha rolado várias vezes, quando Erika usava Siara como modelo pros cosplays que adorava criar. Siara sempre achou que a Erika seria mais feliz se elas tivessem a mesma mãe, porque a mãe de Siara era estilista de moda, e a Erika amava fazer designs… mesmo que com um estilo mais puxado pro anime japonês.
Quando as duas ficaram de peitos de fora, a Erika voltou pro seu joguinho de beliscar os mamilos da Siara. Ela tremeu com o toque dos dedos. Não queria falar pra amiga que tanta agarração já tava afetando a libido dela. A Siara não gosta quando a libido aparece, prefere manter ela bem controlada e trancada, e só deixar sair um pouquinho quando a situação pede… mas só um pouquinho.
Pensou que ainda estava dentro daqueles limites aceitáveis, mas aí a Erika teve a ideia de molhar a ponta dos dedos com saliva, o que deixou o contato com os bicos dos peitos mais suave… e gostoso.
Talvez já fosse hora de acabar com essa brincadeirinha. Ela quase abriu a boca quando a Erika disse:
―Não vai trocar o vídeo? Já sabemos que não é a mesma pessoa.
―Ah, sim… agora vou pegar outro.
Um novo vídeo pornô começou a rodar, dessa vez era uma mina de cabelo castanho chupando duas rolas, enquanto um terceiro cara comia ela por trás. A imagem pulava de um close na cara da mina pra outro na buceta dela.
—Essa aqui se parece bastante —disse Erika, beliscando os mamilos da amiga ao mesmo tempo—. As rolas nem tanto... e menos ainda a do moreno. Mas a buceta da garota é muito parecida… bem rosadinha, com uma depilação perfeita, e lábios fininhos.
—Sim, a verdade é que isso se parece muito…
―Ai, não! Que nojo! ―Exclamou a Erika. Na tela dava pra ver a mina do vídeo recebendo uma porrada de porra na cara toda, até dentro da boca dela―. Ai, não! E ela engoliu! Pior que dá pra ver que ela tá adorando ―depois de engolir a porra, a mina do vídeo botou a língua pra fora e os olhos dela reviraram, a câmera deu um close na cara dela cheia de riscos tortos de porra―. Parece aquelas caras ahegao que vejo nuns mangas mais pesados.
—E você adora uns mangas “mais quentes” —disse Siara, com meio sorriso.
Erika deu de ombros.
—São só desenhinhos… fantasias. São representações artísticas. Não é a mesma coisa que ver pornô. Pornô com pessoas reais me dá muito nojo… principalmente quando alguma mina fica engolindo porra. Tira esse vídeo logo, me dá muito nojo.
— Acho que não é tudo isso, Erika. Além disso, se a gente for tirar um vídeo pornô toda vez que uma mina resolver engolir porra, não vamos conseguir revisar nada.
―Mas… mas… você não sente nojo?
—A verdade é que não. Uma vez eu fiz… e não foi tudo isso.
O quê?" —Erika apertou mais os peitos contra as costas de Siara e segurou com mais força os seios da amiga—. "Você engoliu porra? Tá falando sério pra mim?
Siara se lamentou da sua maldita bocona. Botou a culpa disso na sua libido, que tava aparecendo só pra trair ela. Se não estivesse naquele estado tão estranho entre confusão e tesão, não teria confessado uma parada dessas, nem pra melhor amiga dela.
—Como te falei, não foi grande coisa.
—Mas… mas… somos as melhoressuperamigasdouniversomundial —disse Erka, falando a toda velocidade, quase gritando—. Você tem que me contar.
―Essa frase não faz sentido…
—Não me importa! Me conta!
—Não quero falar sobre isso.
—Você engoliu a porra do seu ex-namorado? Como ele se chamava? Diógenes? Máximo? Ernesto?
—Sebastián.
―Esse aí!
―Não, não foi com meu ex-namorado.
—O quê? Mas… mas… você disse que só tinha transado com ele. Com quem mais você ficou, Siara? — Falou imitando uma mãe autoritária — Conta pra Erika. A Erika merece saber. Ela é sua melhor amiga do universo inteiro.
—Como é que um universo pode ser mundial?
—Deixa a sintaxe em paz. Me conta… —apertou com força as tetas da amiga e começou a sacudi-las—. Me conta… me conta… me conta…
Siara sentiu as tetas da Erika deslizando contra suas costas, lubrificadas pelas gotinhas de suor que se acumularam entre os corpos das duas. E não foi só ali que ela sentiu umidade.
A mente de Siara foi invadida por imagens e sensações que ela preferia manter bem guardadas no fundo da memória. Lembrou do contato da língua dela com aquela rola dura e do leite morno escorrendo pela boca dela. Lembrou de como saboreou e engoliu tudo, sem deixar uma gota.
—Prefiro não falar sobre isso, amiga. Agora não. Te conto outro dia, pode ser?
―Ufa! ―Erika fez biquinho, como se fosse uma menininha―. Tá bom, pode me contar outro dia. Só vou deixar pra provar que somos boas amigas… mas você tem que me contar! Como assim você andou engolindo porra e eu não sei de nada? Isso é inadmissível!
—E com certeza você me contou tudo sobre você, sem esconder nada.
―Hmm… e se a gente ver outro vídeo? É óbvio que essa mina não é a mesma do nosso vídeo.
―Ahá! Sabia! ―Dessa vez quem gritou foi a Siara.
Usando toda a sua agilidade, conseguiu dar meia-volta e se jogou em cima da Erika. Os peitões das duas amigas finalmente se encontraram e deslizaram um contra o outro, por causa do acúmulo de suor e da saliva que a Erika tinha usado pra lubrificar os bicos. A Siara segurou a Erika pelos pulsos e aproximou tanto o rosto que as pontas dos narizes se tocaram. Parecia brava, igual a um cachorro raivoso prestes a morder. A Erika, por outro lado, só parecia confusa.
—O que você está escondendo de mim? — perguntou Siara.
—Nada, amiga. Juro.
—Tô vendo você cruzar os dedos, sua tonta.
—Mentira!
―Não me mente, Erika. Se você quer que eu conte toda a verdade, você tem que fazer o mesmo comigo. Sei que você teve três namoradinhos, e me disse que não fez muita coisa com eles, porque se entediou rápido.
―E isso é verdade! Te juro, amiga: não é uma boa ideia procurar namorado numa convenção de mangá e anime. Tá cheio de otakus virjões que não sabem nada de sexo, nem da vida.
—Como vocês.
―Bom, sim… e o sexo com eles foi do mais entediante. Nada pra contar.
—Ahã… acredito em você. Mas… teve mais alguém? —Erika manteve os olhos bem abertos, tentou balançar o corpo pra se afastar, mas só fez com que as tetas dela se esfregassem nas da Siara—. Sabia! Teve mais alguém. Quem foi? Nem vou dar palpites, porque não consigo pensar em ninguém. Não conheço teus amigos virjões das convenções de otaku. Foi outro deles?
—Não, não tem nada a ver com otakus nem com convenções.
—Bem… você acabou de admitir que teve sim outra pessoa.
―A puta da mãe.
—Te tenho exatamente onde queria, Erika, e vou fazer o que for preciso pra você me contar.
Siara soltou os pulsos da Erika, desceu as mãos até a cintura da amiga e agarrou a legging laranja. Com um puxão e uma boa dose de impulso, acompanhado pelo movimento do próprio corpo, conseguiu tirar o short da Erika.
—Ei! O que cê tá fazendo? Sua sem-vergonha!
—Você me chama de depravada depois que deixou meus peitos cheios das suas marcas de dedo? Se não me contar, vou tirar sua fio dental… e aí vamos descobrir se é verdade que sua buceta parece dois pãezinhos.
―Isso não é justo!
Siara sentou no colo da Erika e olhou pra baixo. Ali estava a calcinha da Erika, uma fio dental em formato de "V". Era quase duas tiras que iam da buceta até a cintura. Era rosa e em vários lugares dava pra ver estampado em branco o famoso logo da Hello Kitty.
—Apa! Você tá toda depilada — pontuou Siara.
—Mentira!
—É verdade! Não mente. Dá pra ver toda a sua buceta, essa tanga não tapa nada. É só um pedacinho de pano em cima da xereca, isso aqui é a buceta — ela colocou dois dedos na área indicada e os deslizou devagar, fazendo um círculo pequeno. Erika tremeu ao sentir o toque numa área tão sensível. Siara estava tocando a poucos milímetros do clitóris dela, que mal estava coberto pelo pano da tanga—. E não sinto nenhum pelo pubiano. Você fez depilação definitiva?
—Você não se importa.
Erika tava toda corada. Ela nunca tinha mostrado a buceta pra Siara e ainda não se sentia pronta pra isso. Além disso, aquele amasso numa área tão sensível tava deixando ela desconfortável. Por isso, resolveu revidar.
Fazendo bastante força com os braços, ele conseguiu levantar a Siara. Só tinha um segundo antes que ela sentasse de novo, então aproveitou pra puxar a legging preta dela pra baixo. Não foi muito, mas foi o suficiente pra deixar a bunda da Siara completamente à mostra, junto com uma fio dental preta comum, embora talvez pequena demais pro corpanzil da Siara.
—Se você me pelar, eu faço o mesmo com você — ameaçou Erika.
—E qual é o problema? — Siara deu de ombros, pra reforçar a atitude desafiadora, e tirou a legging de vez —. Eu não tenho vergonha de ficar de buceta de fora. Sabe quantas vezes tive que me vestir na frente da minha mãe porque ela me usa como modelo pras criações dela? Até você já me usou um monte de vezes pra testar seus designs de cosplay, e já viu minha buceta várias vezes. Mas a sua… — ela acariciou de novo o púbis da amiga, e dessa vez chegou até a fronteira marcada pelo tecido —. A sua ainda é um mistério completo pra mim.
Erika estremeceu de novo. Sentiu os mamilos ficarem bem durinhos. Sem desconfiar, a Siara tinha encontrado um dos pontos fracos dela. Quando lê uns mangás mais "quentes", ela gosta de se acariciar a bucetinha de leve, exatamente como a amiga tá fazendo. Nem sempre desce com as carícias, geralmente só estimular aquela área já basta. Mas agora o corpo começou a pedir mais. Ela botou a culpa nos peitos firmes da amiga. Talvez tivesse se soltado demais ao amassá-los e agora o próprio corpo tava traindo ela. Pra piorar, a Siara tava sentada de um jeito que as bucetas delas podiam até se beijar, se não fossem as finas camadas de pano separando elas.
Num ato de desespero, a Erika puxou a Siara pra perto dela. Ficaram na mesma posição de antes, com os dois pares de peitos lutando pra ocupar um lugar entre aqueles dois corpos cobertos por uma fina camada de suor. Pra piorar, agora aquele contato molhado entre as peles dava pra sentir também nas pernas e na região da buceta. Especialmente quando a Siara tentou se soltar um pouco. Isso fez com que as xotas das duas amigas se esfregassem uma na outra… e a Erika foi quem se deu mal, já que a dela tava toda exposta.
Maldita fio dental ―pensou―. Devia ter colocado uma que tapasse um pouco mais". Mas a verdade é que a Erika adorava essas calcinhas, não gostava que vissem ela usando uma, mas achava elas super confortáveis… e sensuais.
De qualquer forma, agora a única coisa que importava era responder à ameaça da Siara de algum jeito.
Erika agarrou com força as nádegas de Siara, praticamente cravando as unhas na carne. Achou que a bunda da amiga era bem firme, mas esse detalhe era irrelevante e ela logo tirou isso da cabeça.
Solta, amiga", disse a Erika. "Não sou só eu que tô pedindo, sua bunda também tá implorando." A Erika abriu e fechou as nádegas da amiga, como se elas pudessem falar, e disse com voz grave: "Não seja tão ruim com a Erika, ela é uma gostosa. Não merece esse tratamento.
—Ei! Deixa minha bunda em paz. Se minha buceta falasse, não diria isso.
—E o que ela diria? Sua bunda também tem segredos? Me diga, senhor rabo da Siara, quantas pirocas já entraram nesse buraco? “Um monte — disse Erika, voltando a usar sua voz grave e caricata. — No mínimo uma pica por semana… e das grossas — Siara começou a rir às gargalhadas. — Ela me maltrata muito, essa gostosa senta em tanta rola que depois eu fico todo dolorido”.
—Você é uma idiota! Eu não faço essas coisas! Minha bunda é virgem!
—Mentira —Erika continuou com sua pantomima de fazer a bunda da amiga falar—. É uma puta mentira. Nem a Dalma comeu tantas rolas quanto essa bunda aqui —Siara riu de novo—. É de ver como ela se abre de puro tesão quando chega perto uma rola bem cabeçuda.
Ai, não… que dor! Nem quero imaginar. —Siara não queria admitir que o movimento que a amiga estava provocando na bunda dela também tava estimulando ela mais embaixo. Pra piorar, os dedos da Erika estavam bem perto do meio—. Isso eu nunca faria.
—Tá bom, acredito em você —disse Erika, voltando à voz normal—. E também te falo: se você tirar minha tanga, eu enfio um dedo no seu cu. —Siara olhou para Erika de olhos bem arregalados—. Sabe que tô falando sério.
Sei. Tira as mãos daí e eu não tiro a sua calcinha fio dental.
Erika hesitou, mas obedeceu. Colocou as mãos de volta ao lado da cabeça. Para se sentir mais segura, Siara segurou seus pulsos mais uma vez.
—E agora? —perguntou a Erika.
Siara fez uma pausa, pra pensar numa alternativa.
―Vamos ter que fazer um trato. Se eu te contar sobre aquela parada do sêmen, você tem que me contar o que quer que esteja escondendo.
―Tá bom, negócio fechado.
—Você tá cruzando os dedos, sua idiota! Dá pra ver, porra!
Tá bom… tá bom" —Erika abriu as mãos e esticou os dedos o máximo que pôde—. "Eu prometo.
Bom, vamos voltar pros vídeos e parar de perder tempo" — disse Siara.
As duas se sentaram na cama e se ajeitaram na mesma posição de antes, com a Erika apoiando os peitos nas costas da amiga.
A rotina de revisar vídeos foi retomada. Erika voltou a brincar com os peitos de Siara enquanto ela passava de um vídeo pra outro, tentando clicar naqueles que tinham mais semelhança. Elas viram mais quatro vídeos e descartaram tudo rapidinho.
No entanto, a Erika resolveu ir descendo uma das mãos, que deslizou suavemente pela barriga da Siara.
Quando começou o quinto vídeo, a mão da Erika já tava enfiando por baixo do tecido da calcinha fio dental. A Siara deu um tremelique, mas não falou nada. Até onde a amiga pretendia ir com essas brincadeirinhas? Apesar de toda a estranheza da situação, o corpo traiçoeiro dela pedia pra não interromper, como se dissesse: "Vamos ver até onde ela é capaz de chegar.
Os dedos de Erika continuaram deslizando devagar pelo monte de Vênus. Siara sentiu, mais forte do que nunca, a pressão dos mamilos de Erika contra suas costas. Além disso, percebeu os próprios mamões ficarem mais durinhos. Quando baixou o olhar, viu que as tetas dela estavam mais inchadas que o normal, e os bicos apontavam firmemente pra frente. A mão desceu um pouco mais e, bem na hora que Siara achou que já era hora de parar, Erika tirou a mão, apontou pra tela e gritou:
—Olha! Olha!
—O quê? O quê? —Perguntou Siara, confusa.
Na tela tinha uma garota deitada de barriga pra cima, a câmera focava a cena do ponto de vista da rola que se enfiava na buceta dela, toda lisinha.
É, a mina é parecida com a do vídeo que a gente tem", disse Siara.
—Não, sua idiota! Olha lá embaixo… no cantinho…
Siara deu um pulo tão brusco que as costas dela bateram no queixo da Erika, que foi jogada pra trás.
Ai, sua idiota!" — Erika reclamou — "Quase arrancou minha cabeça fora.
―Desculpa, desculpa! É que… não consigo acreditar… esse vídeo… tem que estar relacionado. ―No canto inferior direito dava pra ver dois números: 4/7―. Tem que ser o fragmento anterior ao que a gente tem.

Capítulo 03.
Inicia a Investigação.
Erika entrou no quarto da Siara e a primeira coisa que fez foi se aproximar da prateleira onde a melhor amiga guardava os poucos mangás que tinha. Ela afastou alguns volumes e, atrás deles, encontrou a pequena estatueta que tinha dado de presente pra Siara meses atrás. Era uma garota no estilo anime japonês, com uns quinze centímetros de altura. Uma peça de qualidade excelente, trazida diretamente do Japão. A Erika tinha mais de uma dúzia de estatuetas parecidas com essa, mas a Siara parecia ficar incomodada porque a mina representada estava praticamente pelada. A mulherzinha de plástico tinha cabelo curto, num tom azul claro, peitões, uma cintura fininha, quadril largo e pernas bem longas e torneadas. A roupa dela dava a impressão de ter sido destruída quase por completo, só tinha dois retalhos desfiados: um cobria os bicos dos peitos e o outro a buceta, mas só o básico do básico, como se o fabricante não quisesse gastar grana com a roupa da coitada.
Desde que a mina de anime chegou naquele quarto, começou uma guerra silenciosa entre as duas amigas. A Siara tentava esconder ela, atrás dos volumes de mangá, e a Erika, toda vez que vinha, tratava de colocar ela bem na frente da prateleira, onde ficasse bem visível.
Siara não queria passar mais uma hora explicando pra mãe dela por que tinha uma escultura de uma garota semi nua no quarto. A mãe de Siara até chegou a pensar que era algum fetiche erótico estranho da filha. Pra Siara, o melhor foi falar a verdade: que tinha ganhado da Erika e que não tinha nenhuma mensagem sexual ou erótica por trás daquilo.
― Já botou nome nela? ― Perguntou a Erika, depois de largar a mina de anime na frente dos volumes de mangá.
―Ainda não. Não sou boa em dar nomes, ainda mais pra personagens japoneses.
—Todas as que eu tenho têm nome. Essa também devia ter. Se não botar nome nela, nunca mais te dou outra — Erika falou como se Siara realmente fosse se importar em parar de ganhar minas de calcinha e sutiã imortalizadas em plástico.
―Tá bom, te prometo que essa semana vou pensar num nome bem legal.
Siara nem sempre entendia as paixões da Erika, mas mesmo assim aceitava… porque é pra isso que servem as melhores amigas. Mesmo que não tivessem o mesmo nível de empolgação, cada uma podia contar pra outra tudo o que gostava ou não, sem medo de ser julgada. Assim, com o tempo, foram descobrindo que tinham paixões em comum, como as histórias de mistério.
―Bom, vamos começar com a investigação ―disse Siara, com um tom profissional―. Já deixei tudo pronto ―apontou para a televisão grande pendurada na parede, bem na frente da cama dela, e o teclado que descansava no colchão. Dali, ela controlaria o computador e veriam todo o material que fosse necessário.
—Tá bom —disse a Erika—, mas antes…
Ela se aproximou da estante da Siara, aquele móvel de carvalho onde guardava todos os livros, a maioria de suspense. Erika pegou alguns aleatoriamente e foi trocando eles de lugar com outros, colocou uns volumes na mesinha de cabeceira, outros em cima da estante e ainda deixou vários largados no chão. Siara observou a cena com a mesma resignação com que viu a garota anime aparecer atrás dos volumes de mangá. Essa era mais uma das malditas manias da Erika: chegar e bagunçar a estante que ela tinha suado tanto pra organizar.
Erika tava convencida de que isso fazia o quarto parecer o de uma mina de dezoito anos normal… e não o de uma obcecada compulsiva com potencial pra surto psicótico. Erika sempre desconfiava de gente muito organizada… e não queria que a amiga acabasse virando uma psicopata homicida.
Além disso, ela se divertia vendo a cara que a Siara fazia toda vez que ela reorganizava o quarto dela.
—Bom, amiga, tem algo em mente pra pesquisa? — Perguntou Erika, enquanto se acomodava bem atrás da Siara, na cama.
—Nessa parte da investigação, vamos ter que fazer um trampo bem rústico. Minha ideia é fuçar na internet atrás do vídeo que supostamente é da Dalma… e de algum outro parecido.
—Você ainda acha que pode ter mais vídeos?
—É uma boa possibilidade, se os números realmente significam isso, quer dizer que na internet pode ter até sete vídeos diferentes da mesma mina.
—Nos ajudaria muito encontrar eles, com um único vídeo é difícil fazer uma análise profunda. Beleza, vamos começar a procurar.
Erika abraçou a Siara por trás, apoiando os peitões nas costas da amiga. Ela tava usando uma regata bem decotada, que só vestia quando tava em casa ou no quarto da Siara. Antes de sair, ia colocar de novo a blusa que escondia os peitos enormes dela. A roupa da Siara era bem parecida, só que a regata dela era preta, e a da Erika, um turquesa berrante. As duas estavam de shorts leggings esportivos. Claro que o da Siara era preto, igual a blusa, porque ela curte tons discretos. Já o short da Erika era de um laranja ainda mais chamativo que o turquesa da blusa. Siara pensou que a amiga devia ter chamado muita atenção na rua e atraído vários olhares de tarados… e por que não, de taradas também. Ela já tinha aconselhado a Erika a não usar roupa tão chamativa, ainda mais com um corpo tão voluptuoso. O pessoal podia ter uma ideia errada dela. Mas a Erika parecia não ligar nem um pouco, ela era feliz com suas roupas escandalosamente coloridas e chamativas demais pra anatomia dela.
A Siara não se importou com a proximidade da Erika, sabia da mania que ela tinha por abraços e, embora a Siara geralmente não goste de ter gente perto, com a Erika ela se acostumou.
—Por onde a gente começa? —perguntou Erika—. Cê manja alguma coisa de site pornô?
―Não muito. Nunca entro em sites pornô. O material que eles têm é muito exagerado. Distorcem demais a realidade.
—Eu também não uso.
—Você porque passa o dia todo vendo animes pornôs —disse Siara, com um meio sorriso nos lábios.
Ei, não vejo tantos desses não. Prefiro os animes mais… normais.
—Existem animes normais?
—Bom, depende do que você considera normal.
As mãos da Erika subiram até encontrar os peitões da Siara, apertou os dois juntos, como se tivesse medindo a resistência de dois balões d'água. Siara não disse nada, isso fazia parte da "rotina de abraços" da Erika. No começo, ela se sentiu meio desconfortável, mas depois entendeu que a amiga não fazia aquilo com nenhuma intenção sexual.
Com o tempo, a Siara aprendeu que a Erika às vezes age como se fosse personagem de anime, mas isso só acontece quando ela se sente à vontade com quem tá por perto. Por isso, a Siara começou a levar isso como um elogio, tipo um sinal de que elas tavam se tornando amigonas pra caralho.
Apertar os peitos me ajuda a aliviar o estresse", Erika já tinha dito mais de uma vez. Siara tinha que concordar com isso, embora ela não costumasse apertar os peitos da Erika, achava muito relaxante quando a amiga massageava os dela. Até ajudava ela a pensar com mais clareza, algo que pra essa situação vinha bem a calhar.
―Vou dar uma olhada nos sites pornô mais acessados. Se os vídeos da Dalma viralizaram tanto, com certeza tão nessas páginas.
―Faz sentido. Você também devia dar uma olhada naquelas que postam muito material amador. Aqueles sites onde o pessoal pode subir os próprios vídeos.
—Mas o vídeo da Dalma não parece muito amador, muito pelo contrário.
―É verdade, mas se essa mina for mesmo a Dalma, não acho que o vídeo foi postado por uma produtora profissional de pornô.
—Ah, cê tem razão. Nesse caso, teriam upado naquelas páginas onde qualquer um pode postar. Bem pensado.
Siara abriu seis sites diferentes. Os três primeiros focavam mais em pornô profissional. Já os outros eram sites cheios de pornô amador, onde qualquer um que criasse uma conta podia postar material. Siara digitou as palavras "mulher com três homens" na busca de cada um desses sites.
—Agradeço que existam as miniaturas —ela disse—, assim pelo menos temos uma visão geral do que cada vídeo contém. Eu ficaria louca se tivesse que revisar um por um.
—Sim, a gente só precisa olhar os que achamos que podem combinar. Tipo aquele ali —Erika apontou pra uma das várias imagens na tela—. É uma mina meio loira, de pele bem pálida… não dá pra ver muito o rosto dela.
Siara abriu aquele vídeo e fechou quase na hora. Era uma mina muito gostosa chupando uma piroca grossa cheia de veias marcadas, mas a cara não era da Dalma.
— O que cê tá fazendo? — perguntou a Erika. — Por que você tirou ele?
—Porque não é a Dalma.
—Mas a mina é muito parecida com a do vídeo que a gente viu. E se for a mesma? Isso descartaria de vez a Dalma.
―Mm.. bom, mas não podemos ficar dez horas em cada vídeo. Temos que comparar… hmm… sei lá… alguma coisa…
—As conchas? É a única coisa que a gente tem da mina do vídeo original.
—Todas as bucetas são parecidas.
—Não é verdade. A minha é uma gostosa — disse Erika, com orgulho —. Parece dois pãezinhos recém-saídos do forno, um do lado do outro.
—Informação demais, amiga.
Éyummy riu e apertou mais uma vez os peitos de Siara.
―O que quero dizer é que pode ter muitas diferenças entre uma buceta e outra. O tamanho dos lábios, o formato, o clitóris… até os pelos pubianos podem ajudar.
―Beleza, beleza… já sacada. Vou juntar os dois vídeos, o que a gente acha que é da Dalma e o que acabamos de encontrar. A gente compara as bucetas, se não forem iguais, partimos pra outro vídeo. Tem que ser um processo rápido e ágil, senão a gente passa a vida inteira vendo pornô sem chegar a lugar nenhum.
Continuaram com a revisão do material. Toda vez que viam uma mina que, mais ou menos, se parecia com a Dalma, comparavam aquele vídeo com o que já tinham. Mesmo assim, acabaram descartando todas essas possíveis coincidências, porque era óbvio que não se tratava da mesma pessoa.
—Com esse método não vamos chegar a lugar nenhum —disse Siara—. É como procurar uma agulha no palheiro.
―Talvez a gente precise ser mais específicas na busca.
—Como mais precisas?
—E… se eu tivesse procurando pornô parecido com o vídeo que a gente tem, não faria isso usando termos tipo “mulher com três homens”. A gente tá num site pornô, amiga. Quando o povo procura pornô, costuma usar termos putaria.
—E como é que você sabe tanto sobre o assunto?
—Porque sim, gata. Tem coisas que simplesmente se sabem, por usar internet. Não seja tão quadrada, Siara —Erika apertou duas vezes os peitos da amiga—. Bonk, bonk! —Exclamou, imitando o som de um nariz de palhaço—. Você precisa relaxar um pouco e pensar como um punheteiro que procura pornô. Talvez com isso a gente tenha mais sorte.
—E aí, o que você colocaria no buscador?
―Mm… a ver… escreve: “girl slut se deixa comer por três pausudos”.
—Upa, bem explícita a frase.
—E sim, é o que qualquer pessoa que tivesse alma procuraria, amiga. Sei que você consegue fazer isso, que mais sugere pra busca?
―Hmm… bom, seguindo com essa terminologia tão vulgar… eu colocaria: “Enchem a buceta da garota de paus”. ―Siara ficou vermelha e agradeceu que a Erika não estivesse olhando para o rosto dela.
—Assim que eu gosto, você tá aprendendo — recompensou ela com mais dois apertões nos peitos.
Usaram esses termos e a tela encheu de miniaturas de novo, algumas eram as mesmas que já tinham visto antes, mas muitas outras eram novas. Foram nessas e continuaram com as comparações.
—Pelo menos nesses vídeos tem uns três caras... ou mais, comendo uma mina — falou a Erika.
—Já parou pra pensar que talvez fossem mais de três os que tão participando no vídeo da suposta Dalma?
—Mais de três? Já acho loucura uma mina deixar três caras comerem ela.
―Só consigo entender isso no contexto do pornô, porque é um trabalho. Te pagam pra fazer. Mas ainda assim, me é difícil imaginar como uma mina normal toparia deixar três caras comerem ela ao mesmo tempo.
É uma loucura", disse Erika, balançando a cabeça. "Eu não passaria de duas.
—O quê? Você deixaria dois caras te comerem? Tá falando sério?
—Não, tarada. Era uma piada —Erika deu uma mordidinha de leve na orelha dela, o corpo inteiro de Siara tremeu—. Mas às vezes fico pensando como deve ser sentir levar nos dois buracos. Não que eu queira experimentar, é só que… me dá curiosidade.
―Bom, é… uma vez eu me perguntei a mesma coisa. E desde que vi o vídeo da Dalma, não consigo parar de pensar no que a mina sentiu naquele momento. Vamos ver, se for uma atriz pornô, com certeza já tá acostumada com essas paradas, e fez aquilo pensando na grana. Mas e se for real? E se realmente filmaram uma mina que transou com três caras? E se for a Dalma de verdade? Como será que ela se sentiu naquela hora?
—A gente teria que perguntar pra ela.
—Vai nos dizer que a mina do vídeo não é ela, seja verdade ou não.
—Tô falando que a gente teria que perguntar o que ela acha sobre esse tipo de prática sexual. Como você imagina que uma mina se sentiria numa situação dessas?
—E por que a gente faria isso?
—Não lembra, gata? A gente viu na série Mindhunter. Quando interrogavam os assassinos em série… que técnica eles usavam?
―Ah, sim. Agora entendi. Alguns não falavam dos crimes como se eles mesmos tivessem cometido. Mas falavam desse assunto quando perguntados, como se outra pessoa tivesse feito. Aí falavam do crime em terceira pessoa: “Nessa situação, o assassino deve ter pensado isso ou aquilo”.
—Sim, apesar de que "o assassino" era ele mesmo. Talvez a Dalma fale sobre o assunto se não a tratarmos como culpada. Além disso, temos que dar o benefício da dúvida pra ela. Eu me sentiria muito mal em acusar ela de algo, se depois descobrir que é inocente.
—Que série boa, Mindhunter! —disse Siara, com melancolia.
―É, ainda não achamos outra que preencha o vazio existencial que essa série deixou. Espero que um dia façam a terceira temporada.
Siara começou um novo vídeo, porque a thumbnail mostrava uma cena bem parecida com o vídeo original. A sequência começou com uma mina muito gostosa, de cabelo preto e lábios pintados de um vermelho intenso. Ela começou a chupar uma rola de bom tamanho. Os peitões dela apareciam completamente nus, balançando na frente da câmera. Ela tava de quatro e um homem se posicionou atrás dela.
— Acho que não é a mesma — disse Siara —. Olha as tetas que ela tem.
—Sim, são iguais às suas —Erika apertou de novo os peitos da amiga entre os dedos—. E olha como eles quicam!
A mina do vídeo começou a levar porrada e isso fez os peitos dela balançarem e pularem pra todo lado. A Erika, tentando imitar esses movimentos, começou a dar tapinhas nos peitos da amiga dela, por baixo. A cada pulada, os peitos da Siara ameaçavam pular pra fora do decote, e pra piorar, não tinha nenhum sutiã segurando eles.
—No vídeo que a gente tem, não dá pra ver muito as tetas da mina… e elas não são tão pequenas assim.
—Sim, eu sei. Mas tô te falando que essas são bem maiores.
―Pode ser… mesmo assim, eu adoraria ver a buceta dessa gostosa.
—Porca —Erika soltou uma risadinha.
—Tarada. Mais porca é você, que não larga minhas tetas em paz.
—É que seus peitos são terapêuticos.
Erika voltou a morder a orelha da amiga e continuou com a brincadeira de fazer os peitos balançarem. Dessa vez, os melões pegaram tanto embalo que um deles pulou pra fora do decote. Depois de três quicadas, o outro foi atrás. Siara olhou pra baixo e se deparou com os bicos apontando pra tela. A Erika já tinha tocado nos peitos dela antes, mas isso nunca tinha acontecido. Em vez de ficar brava com a amiga, sentiu vergonha, porque achou que a Erika ia se assustar de ver os peitos pulando pra fora do decote e que isso ia acabar com a brincadeira inocente. Mas não foi bem assim. Assim que a Erika percebeu que os peitos da Siara estavam soltos, levou os dedos até os bicos e beliscou. Depois, começou a torcê-los, como se fossem os botões de um rádio antigo.
Siara pensou que talvez já fosse hora de dar um fim naquele jogo, porque o corpo dela já tava sentindo os efeitos. Mas aí, naquele instante, apareceu na tela a buceta da mina do vídeo… e era muito parecida com a da suposta Dalma. Ela colocou os dois vídeos em tela dividida e comparou.
— O que você acha? — perguntou pra Erika.
—Uai, são parecidas pra caralho —ela disse, sem parar de brincar com os mamilos da amiga.
—Sim… olha o formato dos lábios, é praticamente idêntico.
—A cock também parece com a do vídeo.
—Essa aqui? Não acho ela tão parecida assim.
―Não, a outra… não lembro se é a segunda ou a terceira que enfiam na garota.
Siara adiantou o vídeo da suposta Dalma e encontrou a pica que a Erika tava falando. Era parecida, sim… mas não idêntica.
—Não é a mesma. Olha só, a do vídeo que a gente tem é bem reta… e a outra dobra um pouco na ponta.
—Que detalhista. Acho estranho que as rolas dobrem assim, sempre achei que fossem todas bem retinhas.
―Aparentemente, não.
—Levanta as mãos —exigiu Erika.
—Por quê?
—Por comodidade.
Siara não entendeu, mas mesmo assim fez o que a amiga pediu. Assim que os braços dela ficaram esticados acima da cabeça, a Erika tirou a blusa dela.
—Ei! Se eu ficar de peito de fora, você também fica — protestou Siara.
―Ufa, tá bom.
Erika tirou a blusa, mostrando um par de peitos que eram até um pouco maiores que os da Siara, embora a aréola dos mamilos fosse mais suave, mais parecida com a cor do resto da pele. Os mamilos da Siara eram mais marrons.
Erika encostou os peitos volumosos nas costas da amiga. Siara sentiu cada centímetro deles. Não era a primeira vez que as duas ficavam de peitos de fora uma na frente da outra — isso já tinha rolado várias vezes, quando Erika usava Siara como modelo pros cosplays que adorava criar. Siara sempre achou que a Erika seria mais feliz se elas tivessem a mesma mãe, porque a mãe de Siara era estilista de moda, e a Erika amava fazer designs… mesmo que com um estilo mais puxado pro anime japonês.
Quando as duas ficaram de peitos de fora, a Erika voltou pro seu joguinho de beliscar os mamilos da Siara. Ela tremeu com o toque dos dedos. Não queria falar pra amiga que tanta agarração já tava afetando a libido dela. A Siara não gosta quando a libido aparece, prefere manter ela bem controlada e trancada, e só deixar sair um pouquinho quando a situação pede… mas só um pouquinho.
Pensou que ainda estava dentro daqueles limites aceitáveis, mas aí a Erika teve a ideia de molhar a ponta dos dedos com saliva, o que deixou o contato com os bicos dos peitos mais suave… e gostoso.
Talvez já fosse hora de acabar com essa brincadeirinha. Ela quase abriu a boca quando a Erika disse:
―Não vai trocar o vídeo? Já sabemos que não é a mesma pessoa.
―Ah, sim… agora vou pegar outro.
Um novo vídeo pornô começou a rodar, dessa vez era uma mina de cabelo castanho chupando duas rolas, enquanto um terceiro cara comia ela por trás. A imagem pulava de um close na cara da mina pra outro na buceta dela.
—Essa aqui se parece bastante —disse Erika, beliscando os mamilos da amiga ao mesmo tempo—. As rolas nem tanto... e menos ainda a do moreno. Mas a buceta da garota é muito parecida… bem rosadinha, com uma depilação perfeita, e lábios fininhos.
—Sim, a verdade é que isso se parece muito…
―Ai, não! Que nojo! ―Exclamou a Erika. Na tela dava pra ver a mina do vídeo recebendo uma porrada de porra na cara toda, até dentro da boca dela―. Ai, não! E ela engoliu! Pior que dá pra ver que ela tá adorando ―depois de engolir a porra, a mina do vídeo botou a língua pra fora e os olhos dela reviraram, a câmera deu um close na cara dela cheia de riscos tortos de porra―. Parece aquelas caras ahegao que vejo nuns mangas mais pesados.
—E você adora uns mangas “mais quentes” —disse Siara, com meio sorriso.
Erika deu de ombros.
—São só desenhinhos… fantasias. São representações artísticas. Não é a mesma coisa que ver pornô. Pornô com pessoas reais me dá muito nojo… principalmente quando alguma mina fica engolindo porra. Tira esse vídeo logo, me dá muito nojo.
— Acho que não é tudo isso, Erika. Além disso, se a gente for tirar um vídeo pornô toda vez que uma mina resolver engolir porra, não vamos conseguir revisar nada.
―Mas… mas… você não sente nojo?
—A verdade é que não. Uma vez eu fiz… e não foi tudo isso.
O quê?" —Erika apertou mais os peitos contra as costas de Siara e segurou com mais força os seios da amiga—. "Você engoliu porra? Tá falando sério pra mim?
Siara se lamentou da sua maldita bocona. Botou a culpa disso na sua libido, que tava aparecendo só pra trair ela. Se não estivesse naquele estado tão estranho entre confusão e tesão, não teria confessado uma parada dessas, nem pra melhor amiga dela.
—Como te falei, não foi grande coisa.
—Mas… mas… somos as melhoressuperamigasdouniversomundial —disse Erka, falando a toda velocidade, quase gritando—. Você tem que me contar.
―Essa frase não faz sentido…
—Não me importa! Me conta!
—Não quero falar sobre isso.
—Você engoliu a porra do seu ex-namorado? Como ele se chamava? Diógenes? Máximo? Ernesto?
—Sebastián.
―Esse aí!
―Não, não foi com meu ex-namorado.
—O quê? Mas… mas… você disse que só tinha transado com ele. Com quem mais você ficou, Siara? — Falou imitando uma mãe autoritária — Conta pra Erika. A Erika merece saber. Ela é sua melhor amiga do universo inteiro.
—Como é que um universo pode ser mundial?
—Deixa a sintaxe em paz. Me conta… —apertou com força as tetas da amiga e começou a sacudi-las—. Me conta… me conta… me conta…
Siara sentiu as tetas da Erika deslizando contra suas costas, lubrificadas pelas gotinhas de suor que se acumularam entre os corpos das duas. E não foi só ali que ela sentiu umidade.
A mente de Siara foi invadida por imagens e sensações que ela preferia manter bem guardadas no fundo da memória. Lembrou do contato da língua dela com aquela rola dura e do leite morno escorrendo pela boca dela. Lembrou de como saboreou e engoliu tudo, sem deixar uma gota.
—Prefiro não falar sobre isso, amiga. Agora não. Te conto outro dia, pode ser?
―Ufa! ―Erika fez biquinho, como se fosse uma menininha―. Tá bom, pode me contar outro dia. Só vou deixar pra provar que somos boas amigas… mas você tem que me contar! Como assim você andou engolindo porra e eu não sei de nada? Isso é inadmissível!
—E com certeza você me contou tudo sobre você, sem esconder nada.
―Hmm… e se a gente ver outro vídeo? É óbvio que essa mina não é a mesma do nosso vídeo.
―Ahá! Sabia! ―Dessa vez quem gritou foi a Siara.
Usando toda a sua agilidade, conseguiu dar meia-volta e se jogou em cima da Erika. Os peitões das duas amigas finalmente se encontraram e deslizaram um contra o outro, por causa do acúmulo de suor e da saliva que a Erika tinha usado pra lubrificar os bicos. A Siara segurou a Erika pelos pulsos e aproximou tanto o rosto que as pontas dos narizes se tocaram. Parecia brava, igual a um cachorro raivoso prestes a morder. A Erika, por outro lado, só parecia confusa.
—O que você está escondendo de mim? — perguntou Siara.
—Nada, amiga. Juro.
—Tô vendo você cruzar os dedos, sua tonta.
—Mentira!
―Não me mente, Erika. Se você quer que eu conte toda a verdade, você tem que fazer o mesmo comigo. Sei que você teve três namoradinhos, e me disse que não fez muita coisa com eles, porque se entediou rápido.
―E isso é verdade! Te juro, amiga: não é uma boa ideia procurar namorado numa convenção de mangá e anime. Tá cheio de otakus virjões que não sabem nada de sexo, nem da vida.
—Como vocês.
―Bom, sim… e o sexo com eles foi do mais entediante. Nada pra contar.
—Ahã… acredito em você. Mas… teve mais alguém? —Erika manteve os olhos bem abertos, tentou balançar o corpo pra se afastar, mas só fez com que as tetas dela se esfregassem nas da Siara—. Sabia! Teve mais alguém. Quem foi? Nem vou dar palpites, porque não consigo pensar em ninguém. Não conheço teus amigos virjões das convenções de otaku. Foi outro deles?
—Não, não tem nada a ver com otakus nem com convenções.
—Bem… você acabou de admitir que teve sim outra pessoa.
―A puta da mãe.
—Te tenho exatamente onde queria, Erika, e vou fazer o que for preciso pra você me contar.
Siara soltou os pulsos da Erika, desceu as mãos até a cintura da amiga e agarrou a legging laranja. Com um puxão e uma boa dose de impulso, acompanhado pelo movimento do próprio corpo, conseguiu tirar o short da Erika.
—Ei! O que cê tá fazendo? Sua sem-vergonha!
—Você me chama de depravada depois que deixou meus peitos cheios das suas marcas de dedo? Se não me contar, vou tirar sua fio dental… e aí vamos descobrir se é verdade que sua buceta parece dois pãezinhos.
―Isso não é justo!
Siara sentou no colo da Erika e olhou pra baixo. Ali estava a calcinha da Erika, uma fio dental em formato de "V". Era quase duas tiras que iam da buceta até a cintura. Era rosa e em vários lugares dava pra ver estampado em branco o famoso logo da Hello Kitty.
—Apa! Você tá toda depilada — pontuou Siara.
—Mentira!
—É verdade! Não mente. Dá pra ver toda a sua buceta, essa tanga não tapa nada. É só um pedacinho de pano em cima da xereca, isso aqui é a buceta — ela colocou dois dedos na área indicada e os deslizou devagar, fazendo um círculo pequeno. Erika tremeu ao sentir o toque numa área tão sensível. Siara estava tocando a poucos milímetros do clitóris dela, que mal estava coberto pelo pano da tanga—. E não sinto nenhum pelo pubiano. Você fez depilação definitiva?
—Você não se importa.
Erika tava toda corada. Ela nunca tinha mostrado a buceta pra Siara e ainda não se sentia pronta pra isso. Além disso, aquele amasso numa área tão sensível tava deixando ela desconfortável. Por isso, resolveu revidar.
Fazendo bastante força com os braços, ele conseguiu levantar a Siara. Só tinha um segundo antes que ela sentasse de novo, então aproveitou pra puxar a legging preta dela pra baixo. Não foi muito, mas foi o suficiente pra deixar a bunda da Siara completamente à mostra, junto com uma fio dental preta comum, embora talvez pequena demais pro corpanzil da Siara.
—Se você me pelar, eu faço o mesmo com você — ameaçou Erika.
—E qual é o problema? — Siara deu de ombros, pra reforçar a atitude desafiadora, e tirou a legging de vez —. Eu não tenho vergonha de ficar de buceta de fora. Sabe quantas vezes tive que me vestir na frente da minha mãe porque ela me usa como modelo pras criações dela? Até você já me usou um monte de vezes pra testar seus designs de cosplay, e já viu minha buceta várias vezes. Mas a sua… — ela acariciou de novo o púbis da amiga, e dessa vez chegou até a fronteira marcada pelo tecido —. A sua ainda é um mistério completo pra mim.
Erika estremeceu de novo. Sentiu os mamilos ficarem bem durinhos. Sem desconfiar, a Siara tinha encontrado um dos pontos fracos dela. Quando lê uns mangás mais "quentes", ela gosta de se acariciar a bucetinha de leve, exatamente como a amiga tá fazendo. Nem sempre desce com as carícias, geralmente só estimular aquela área já basta. Mas agora o corpo começou a pedir mais. Ela botou a culpa nos peitos firmes da amiga. Talvez tivesse se soltado demais ao amassá-los e agora o próprio corpo tava traindo ela. Pra piorar, a Siara tava sentada de um jeito que as bucetas delas podiam até se beijar, se não fossem as finas camadas de pano separando elas.
Num ato de desespero, a Erika puxou a Siara pra perto dela. Ficaram na mesma posição de antes, com os dois pares de peitos lutando pra ocupar um lugar entre aqueles dois corpos cobertos por uma fina camada de suor. Pra piorar, agora aquele contato molhado entre as peles dava pra sentir também nas pernas e na região da buceta. Especialmente quando a Siara tentou se soltar um pouco. Isso fez com que as xotas das duas amigas se esfregassem uma na outra… e a Erika foi quem se deu mal, já que a dela tava toda exposta.
Maldita fio dental ―pensou―. Devia ter colocado uma que tapasse um pouco mais". Mas a verdade é que a Erika adorava essas calcinhas, não gostava que vissem ela usando uma, mas achava elas super confortáveis… e sensuais.
De qualquer forma, agora a única coisa que importava era responder à ameaça da Siara de algum jeito.
Erika agarrou com força as nádegas de Siara, praticamente cravando as unhas na carne. Achou que a bunda da amiga era bem firme, mas esse detalhe era irrelevante e ela logo tirou isso da cabeça.
Solta, amiga", disse a Erika. "Não sou só eu que tô pedindo, sua bunda também tá implorando." A Erika abriu e fechou as nádegas da amiga, como se elas pudessem falar, e disse com voz grave: "Não seja tão ruim com a Erika, ela é uma gostosa. Não merece esse tratamento.
—Ei! Deixa minha bunda em paz. Se minha buceta falasse, não diria isso.
—E o que ela diria? Sua bunda também tem segredos? Me diga, senhor rabo da Siara, quantas pirocas já entraram nesse buraco? “Um monte — disse Erika, voltando a usar sua voz grave e caricata. — No mínimo uma pica por semana… e das grossas — Siara começou a rir às gargalhadas. — Ela me maltrata muito, essa gostosa senta em tanta rola que depois eu fico todo dolorido”.
—Você é uma idiota! Eu não faço essas coisas! Minha bunda é virgem!
—Mentira —Erika continuou com sua pantomima de fazer a bunda da amiga falar—. É uma puta mentira. Nem a Dalma comeu tantas rolas quanto essa bunda aqui —Siara riu de novo—. É de ver como ela se abre de puro tesão quando chega perto uma rola bem cabeçuda.
Ai, não… que dor! Nem quero imaginar. —Siara não queria admitir que o movimento que a amiga estava provocando na bunda dela também tava estimulando ela mais embaixo. Pra piorar, os dedos da Erika estavam bem perto do meio—. Isso eu nunca faria.
—Tá bom, acredito em você —disse Erika, voltando à voz normal—. E também te falo: se você tirar minha tanga, eu enfio um dedo no seu cu. —Siara olhou para Erika de olhos bem arregalados—. Sabe que tô falando sério.
Sei. Tira as mãos daí e eu não tiro a sua calcinha fio dental.
Erika hesitou, mas obedeceu. Colocou as mãos de volta ao lado da cabeça. Para se sentir mais segura, Siara segurou seus pulsos mais uma vez.
—E agora? —perguntou a Erika.
Siara fez uma pausa, pra pensar numa alternativa.
―Vamos ter que fazer um trato. Se eu te contar sobre aquela parada do sêmen, você tem que me contar o que quer que esteja escondendo.
―Tá bom, negócio fechado.
—Você tá cruzando os dedos, sua idiota! Dá pra ver, porra!
Tá bom… tá bom" —Erika abriu as mãos e esticou os dedos o máximo que pôde—. "Eu prometo.
Bom, vamos voltar pros vídeos e parar de perder tempo" — disse Siara.
As duas se sentaram na cama e se ajeitaram na mesma posição de antes, com a Erika apoiando os peitos nas costas da amiga.
A rotina de revisar vídeos foi retomada. Erika voltou a brincar com os peitos de Siara enquanto ela passava de um vídeo pra outro, tentando clicar naqueles que tinham mais semelhança. Elas viram mais quatro vídeos e descartaram tudo rapidinho.
No entanto, a Erika resolveu ir descendo uma das mãos, que deslizou suavemente pela barriga da Siara.
Quando começou o quinto vídeo, a mão da Erika já tava enfiando por baixo do tecido da calcinha fio dental. A Siara deu um tremelique, mas não falou nada. Até onde a amiga pretendia ir com essas brincadeirinhas? Apesar de toda a estranheza da situação, o corpo traiçoeiro dela pedia pra não interromper, como se dissesse: "Vamos ver até onde ela é capaz de chegar.
Os dedos de Erika continuaram deslizando devagar pelo monte de Vênus. Siara sentiu, mais forte do que nunca, a pressão dos mamilos de Erika contra suas costas. Além disso, percebeu os próprios mamões ficarem mais durinhos. Quando baixou o olhar, viu que as tetas dela estavam mais inchadas que o normal, e os bicos apontavam firmemente pra frente. A mão desceu um pouco mais e, bem na hora que Siara achou que já era hora de parar, Erika tirou a mão, apontou pra tela e gritou:
—Olha! Olha!
—O quê? O quê? —Perguntou Siara, confusa.
Na tela tinha uma garota deitada de barriga pra cima, a câmera focava a cena do ponto de vista da rola que se enfiava na buceta dela, toda lisinha.
É, a mina é parecida com a do vídeo que a gente tem", disse Siara.
—Não, sua idiota! Olha lá embaixo… no cantinho…
Siara deu um pulo tão brusco que as costas dela bateram no queixo da Erika, que foi jogada pra trás.
Ai, sua idiota!" — Erika reclamou — "Quase arrancou minha cabeça fora.
―Desculpa, desculpa! É que… não consigo acreditar… esse vídeo… tem que estar relacionado. ―No canto inferior direito dava pra ver dois números: 4/7―. Tem que ser o fragmento anterior ao que a gente tem.
0 comentários - Intriga Lasciva - O Instituto