Depois da visita do meu sogro, tudo se acalmou. Acabei morando com minha namorada Maria. Ela estudava e tinha turnos de trabalho de poucas horas. Já ia fazer quase 3 anos daquilo. Eu sabia que Maria falava com o pai dele de um jeito safado, que ele pedia fotos meio eróticas pra ela, mas era algo que eu não dava muita importância. No terceiro ano, o pai dela disse que planejava visitar o país de novo, mas que traria a família dele de lá. Disse que ia ser caro, que o que aconteceu da última vez não podia se repetir, mas que ela era o amor da vida dele e que tinha que rolar. Ele propôs que nessa visita ele ia dar o fruto de tanto amor que ele sente por ela. Maria, meio chocada, me contou o que ele disse. Obviamente, não podia rolar assim. Ela disse que não, que já era demais, que não dava, que era melhor deixar as coisas como estavam. Ele ficou muito puto, disse que não precisava mais ajudar ela, quase como chantagem, já que ele pagava a faculdade dela. Faltando uns dias pra ele chegar, Maria começou a passar mal: tontura, vômito, palidez. Levei ela num centro médico, examinaram e descobriram que ela tava grávida. Foi um choque pra nós dois. Naquela noite, quando já estávamos dormindo, me veio uma ideia. Já que ele tava pra chegar, por que não tirar proveito disso? Fazer ele acreditar que o bebê era do meu sogro. Acordei Maria na hora e falei a proposta. Ela disse que ia pensar. No dia seguinte, enquanto a gente tomava café, ela falou que era uma boa ideia. Imediatamente, a gente ligou pro pai dela, tentando remediar o que tinha acontecido antes. Ela disse que não queria perder contato com ele, mas ele continuava naquela ideia do bebê. Ela, fingindo estar despreocupada, mas tentando parecer, disse que eu tinha poucas chances de engravidar e que, se eu desconfiasse, ele não dava importância. Ele dizia que nunca ia faltar nada. Chegou o dia esperado. Meu sogro chegou com a família dele. Fomos recebê-los na casa da avó de Maria. Ele chegou todo galanteador, cumprimentou ela: "Meu amor, quanto tempo!" Eu me fiz de desligado. De noite, toda vez que ficavam a sós, ele devorava ela de beijos. propôs que ela ficasse lá uns dias, mas por causa da faculdade ela não podia. Nos dias seguintes, ele ficou de ir na nossa casa. Numa terça-feira, saí do trabalho às 2 da tarde e nisso a Maria me avisa que o pai dela estava chegando. Estacionei uns metros atrás e decidi ir feito um puto vigiar as entradas da minha casa. Entrei e só conseguia ouvir os gemidos dela. Cansei de ouvir e fui pro carro ligar pra ela e falar que já ia. Dei uma volta, voltei e cheguei lá, meu sogro estava lá. Batemos um papo, ele disse que a casa estava linda, mostrei umas ideias que tinha na mente pra fazer nela, ele disse que ia embora. Ela me contou o que fizeram, que ele quer fazer um filho nela, mas o que ele não sabia é que ela já estava grávida. Enquanto eu trabalhava, ela me dizia que ele ia visitá-la, e eu nem ligava. Aos 22 dias, decidimos dar a notícia de que seríamos pais. Quando contamos pra família do meu sogro, aquele homem quase chorou de emoção. Ele não deixava a Maria fazer nada, só mimar ela, pagava exames pra ver como o bebê estava, e na cama ele também mimava ela de novo. No mês seguinte, ele voltou pra família dele e mandava dinheiro pra ultrassom, vitamina pra ela, pro chá revelação ele tava que não se trocava por nada. Era um menino. O dia do parto se aproximava e aquele homem chegou sem avisar, dizendo que tinha uns negócios, uns terrenos aqui. No dia do parto, ele quase queria ficar com a Maria, já tava me irritando de tanta intensidade. O bebê nasceu e ele ficou um mês aqui depois do nascimento. O bebê era uma mini versão minha, mas ele, de tanta obsessão, nem reparava nisso. Nos últimos dias dele aqui, a Maria já estava bem da cesárea e eu percebi que eles estavam tendo intimidade, e nem foi a primeira vez depois da gravidez. Quase que nos 4 anos do nosso filho, ele cuidou como se fosse dele.
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