De pervertido pra cadeia 3

Depois de passar a noite inteira com Marcos (um cara que conheci enquanto tava preso)
E depois de não ter achado as chaves de casa, não tivemos escolha a não ser ir pra casa desse sujeito até os ânimos se acalmarem,
Foi aí que eu aceitei, mas chegamos numa vila de barracos, perto do presídio, com ruas onde o carro quase entrava na base do milagre. Ao chegar, era uma casa super precária. Descemos, e a Mari acordou rapidão, desorientada, e desceu como se nada tivesse acontecendo. Entramos por uns corredores onde tinha uns caras bebendo, com música alta. De repente, a música para e começa a ouvir assobios e cantadas pra Mari:

Eles: "Pelo amor de Deus, Marcos, que pedaço de gostosa! Yummy! Sua puta, deixa ela com a gente, mano! Te racho no meio, princesa! Vem cá, gatinha, com a gente, que com você a gente vai tudo pra cadeia por estupro!"

Eu e a Mari andamos rápido atrás do Marcos e entramos num quarto escuro, de chapas, com uma cama suja. Sentamos nuns cadeiras, e ele, humilde, pede pra Mari pegar umas cervejas na geladeira. Lá, Mari, provocante, empina a bunda e levanta a saia pra pegar as cervejas:

Ela: "Tão olhando o quê? Ficaram com vontade de eu tirar a porra da goela de vocês? Seria gostoso provar um matinal, haha"

Nós, pasmos, falamos que ela continuava provocando o bairro inteiro, que ia fazer fila pra um matinal com ela. Ela só ria e balançava a cabeça negando a proposta, enquanto Marcos dizia: "Desculpa pelos idiotas dos meus vizinhos, eles ficaram de pau duro vendo essa gostosa. Mas essa é minha casinha, aqui eu durmo, e no barraco ao lado tá minha velha com as crianças. Não se assustem, ninguém vai fazer nada com vocês aqui."

Ela: "Marcos, eu sei me cuidar sozinha! Ou será que você é quem devia ter medo de mim? Haha"

Aí eu vi que a Mari continuava na sua nuvem de bêbada. Nem entendia o que a gente tava fazendo ali. Foi aí que

Marcos disse que daqui a uma hora começa a visita pros irmãos dele, e ele tinha que levar os mantimentos. da semana, e nos propôs que a gente fosse com ele até o presídio, que só demoraria uns minutos e depois a gente passaria no lugar onde a gente se enfiou pra pegar as chaves, mais espertos, claro que não tínhamos escolha.
Mari, na hora, com cara de surpresa, fala: "Não entendi? Mas olha como a gente tá, eu com essa roupa e esse aí com essa cara de bêbado, não vão deixar a gente entrar, hahaha, além do mais, eu nunca entrei numa cadeia."
Aí ele responde, brincando: "Não, Bebota, vocês não vão entrar, só vou eu enquanto vocês me esperam no carro."
Mari, curiosa, pergunta o que ele precisa levar pro irmão, e ele responde que é mercadoria, mantimentos, porque o irmão dele passa cada semana preso na cadeia que fica a poucas quadras dali, e que o irmão tá numa cela de presos de boa conduta.
Então Mari se recusa a esperar no carro, porque ela acha que assim ele não ia se apressar pra sair, e também não quer ficar lá cuidando do carro dele; se todo mundo veio, todo mundo vai junto. Ela queria ter certeza de que ele ia levar a gente de volta pra casa. Por isso, Marcos fala que o jeito de entrar é a Mari usar umas chinelas e soltar o cabelo, pra passar despercebida.
Foi aí que, na pressa de ir embora, a gente aceitou na hora, e ele emprestou umas chinelas de banho, mas Mari ainda tava muito gostosa. E entre risadas, a gente saiu de lá, e de novo os vizinhos gritando: "Boa, Marcos, já vai levando ela cheia de porra? Já vai levar uma nova puta pro teu irmão, com certeza prova a mercadoria antes, essa mina é pra deixar aqui, a gente cuida bem dela!" Com essas falas, meus nervos iam à flor da pele, e Mari, totalmente o contrário, ainda tava na sua nuvem de bêbada, ainda mais com as cervejas que a gente tomou naquele barraco, só sorria e achava graça das piadas que os vizinhos do Marcos faziam.
A gente subiu no carro e Marcos explicou que a gente tava vindo de visita de outra província e que Ele diria que éramos primos e que ficaríamos só uns minutos.
A gente aceitou e desceu com sacolas de mercadoria.
Quando chegamos, o nervosismo tava a ponto de explodir e vimos o Marcos falar pra gente não se afastar dele, e a gente obedeceu. Pra minha surpresa, nos colocaram numa sala, pediram documentos e mandaram a gente passar pra outra, que era separada por um biombo de pano. De um lado, eu e Marcos passamos, e um agente penitenciário mandou a gente baixar as calças e a roupa íntima, e eu, meio sem graça, obedeci. Do outro lado, a Mari foi recebida por uma mulher, e dava pra ouvir clarinho ela mandando a Mari levantar a blusa e subir a saia pra revista. A surpresa foi que a Mari não tava de calcinha, e elas falaram: "Essa menina não veio só pra ver o detento, pelo visto veio pra agradar ele". Aí ouviram umas risadas, e a Mari, em silêncio, mandaram abrir as pernas, enfiaram os dedos pra revistar, e outra surpresa: a oficial gritou junto com outra: "Essa menina tá super dilatada e molhada, não entendo o que cê tá fazendo aqui sem calcinha e recém-comida? Por acaso é teu marido que cê tá visitando?" E ela disse que era o irmão dela. Aí todo mundo, até os agentes, começaram a rir e falaram: "Irmãos de rola, porque duvido que cê seja irmã do detento. Além disso, o cheiro de álcool é evidente, e os saltos que cê trouxe nessa bolsa são mais que reveladores. Quais são tuas intenções, pivete? Sinceramente, não devíamos deixar cê passar." Mas ela insistiu, disse que era só uns minutos, e a gente esperando do outro lado da porta. Foi aí que ela se acalmou quando nos viu, e a cara dela tava super envergonhada. Ela pegou na nossa mão e a gente foi andando rumo aos pavilhões.

Tudo era úmido, escuro, e as galerias eram gigantes. A surpresa e a desorientação que a gente tava com a Mari, a gente só rezava pra sair dali. A confiança no Marcos era, sem dúvida, nosso porto seguro.
Subimos umas escadas e começamos a passar por uma galeria onde várias celas davam, e os... Assovios de elogios de outros pavilhões ecoavam pelos corredores e os olhares insistentes pra Mari eram sem dúvida penetrantes...

Ao chegar na cela, Marcos falou alto: "Sou eu, Neky, teu irmão". E ele, surpreso ao nos ver, não entendia nada. Aí entramos: era uma cela com porta de grade, com outros presos na frente dela. Neky, uns 45 anos, estava detido junto com outro cara um pouco mais velho, uns 60 anos. Na hora, Marcos nos apresentou!

Marcos: "Fala, Neky, meu irmão. Trouxe a mercadoria aqui, os cigarros, e eles são uns amigos que vieram comigo pra te entregar isso."

Neky: "Beleza, valeu. Mas eles? Não tô entendendo o que tão fazendo aqui. Olha como ela tá, pode me trazer problema. Uns vão pensar que é minha mina e vão querer me extorquir! Não dá pra vir assim, com quem bem entender."

Nossas caras estavam envergonhadas e pedimos desculpas. Na hora, Neky falou: "Não, galera, de boa. Vocês, não sei quem são, mas é meu irmão que tem que saber que aqui tudo é complicado. Eu tô fazendo boa letra."

Continua...De pervertido pra cadeia 3

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