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http://www.poringa.net/San34/postsOlá, pessoal!
Primeiro: Não é um conto erótico, é uma entrevista com a Camila, uma amiga minha que tem dois namorados, Matías e Juan. Eles moram os três juntos. Quando ela me contou, confesso que achei uma loucura que não ia dar certo, mas ela tava tão empolgada que, óbvio, apoiei a doideira dela.
A Cami tem 34, o Mati 39 e o Juan 36.
A ideia surgiu dessa matéria do Infobae: https://www.infobae.com/historias/2022/01/22/del-morbo-a-la-convivencia-el-trio-amoroso-mas-famoso-del-pais-y-las-10-preguntas-que-mas-les-hacen/
S: Vamos direto ao ponto, galera. Como vocês se conheceram, como chegaram nesse trisal ou casal de três?
C: Eu e o Mati nos conhecemos porque sou amiga da irmã dele desde o colégio. Pra ser sincera, sempre gostei dele, mas ele não me dava bola.
M: Até você crescer um pouco mais.
C: É, a gente ficou, tipo uns pegas, quando eu tinha 22 e ele 27. Depois de uns anos e muita água passada, voltamos a ficar juntos. No meu aniversário de 29, começamos a namorar.
M: Sempre tive curiosidade com ménage. Como algo pra se divertir. Mas nunca tinha experimentado.
S: E você, Cami?
C: Sim, também queria, mas só com dois caras. Com outra gatinha, acho que não rolaria, ia morrer de ciúmes de ver meu macho com outra gata. Eu e o Mati fizemos alguns e depois ficamos com o definitivo.
S: Ah, então você é mente aberta, mas tóxica.
C: Às vezes eu erro na escolha de amigos, igual você. – Risos dos quatro.
S: Beleza. Como o Juan entrou na história?
C: Conhecemos ele numa festa, numa balada. Ele tava na mesa do lado. Os dois começaram a conversar, e não sei bem o que disseram nem como foi o papo, mas no fim os três acabamos em casa, na maior farra.
S: E você, Juan, como viveu isso?
J: Dessa conversa, nenhum dos dois lembra direito. Eles já moravam juntos. Foi estranho porque me fizeram sentir parte deles já naquela noite, diferente de outros ménages que fiz com casais firmes, onde eu era claramente algo totalmente externo e temporário.
S: Como foi passar de um ménage pra uma vida a três? Quero que cada um responda. C: Da minha parte, lindo, foi como se eu não tivesse percebido que queria ele na minha vida até começar a precisar. Amo vocês dois igual, não consigo viver se faltar um. Sei que é estranho, mas vivo como se fosse natural.
M: No começo foi estranho quando a gente começou a repetir o parceiro de ménage. Uma noite depois de foder só com a Cami, percebi que sentia falta dele e dormi pensando nele. No dia seguinte, no café da manhã, caiu a ficha: eu tinha me apaixonado pelo nosso ficante. Conversei com a Cami, nunca esqueço, domingo, 1º de março de 2020, falei pra ela enquanto a gente comia. Ela baixou a xícara de café com gozo, me olhou com os olhos arregalados como nunca e disse: "eu também". Ligamos pra ele na semana, ele veio, ficou o fim de semana inteiro seguinte, a gente se viu de novo na semana, no outro fim de semana, e aí veio o lockdown.
J: Pra mim foi bizarro. Nunca pensei em me apaixonar por um casal, me divertia pra caralho, me sentia super à vontade. Como começou a se repetir, parei de dar bola pra gatinha que tava saindo. A verdade é que não tava afim de ficar com outra, mas ao mesmo tempo custava aceitar que tava me apaixonando por um casal e não por uma gatinha, porque era isso: eu não queria transar só com a Cami, queria que a gente estivesse os três. Pensei que era loucura falar pra eles, mas beleza, naquela vez antes da pandemia explodir, a gente tava os três super carinhosos e eu falei que me divertia muito com eles, além do sexual. Eles sentiam o mesmo, e a gente não parou de se ver nem uma semana.
S: Como vocês faziam pra se encontrar na fase 1?
J: Morávamos perto, com tudo fechado a gente se encontrava no supermercado com o Mati e trocávamos as chaves pra circular de boa. No prédio onde eu morava não dava nada, no deles tinha um porteiro enche-saco. Um dia ele me encarou pra saber quem eu era, e eu falei que era o namorado da Cami, do 2B. Ele me olhou com cara estranha, e eu entrei com a maior naturalidade possível.
C: Ele subiu, contou pra gente, a gente riu e ficamos namorando os três sem pensar.
M: No dia seguinte Já começamos a procurar um apê maior pra alugar entre nós três. Não aguentávamos a ideia de ficar separados. Em maio alugamos o que moramos agora, no mesmo prédio onde o Juan morava, então com a mudança não foi muito estresse, ninguém falou nada no novo prédio, esse condomínio é foda, todo mundo faz o que quer e tem um acordo tácito, ninguém enche o saco porque ninguém quer que encham o deles.
C: De onde a gente saiu, sim, alguns falaram que mudanças eram proibidas. Mandamos eles tomarem no cu.
S: Como vocês lidam com o dia a dia?
C: Como qualquer casal, mas com um a mais, dividimos as tarefas, trabalhamos os três, temos vida além da gente.
J: Geralmente eu cozinho, o Mati lava a louça e a roupa, a Cami cuida da limpeza do apê em geral.
M: Ninguém passa roupa, temos dois ferros de passar, um sem uso, o outro é usado de vez em nunca pra alguma camisa. O Juan é o técnico do trisal, qualquer coisa mais complicada que trocar uma lâmpada é ele quem resolve.
S: Como seus amigos reagiram? E a família?
J: Meus amigos foram de boa, entenderam, minha irmã falou que a Cami era uma heroína, se dão super bem. Meus pais já é outra história. São quadrados, muito católicos, o filho mais velho foi morar com um casal. Até hoje não entendem, mas pelo menos pararam de me criticar.
M: Amigos e irmã sempre me apoiaram em tudo, já sabem como eu sou e como a gente era antes, minha mãe faleceu e meu pai, sinceramente, me apoiou pra caralho, suspeito que ele é mais putaria que nós quatro juntos, mas nunca vai confessar.
C: Meus amigos sempre me apoiam em tudo, você já conhece nosso grupo, Santy. Meu irmão no começo foi meio estranho, não engolia a ideia, depois me viu feliz e entendeu. Minha irmã também me apoia em tudo. Meus pais são super conservadores também, imagina que aos 20 minha mãe descobriu que eu não era mais virgem e me deu um sermão sobre a importância de chegar virgem ao casamento, que assim nenhum homem ia me querer. Quando me mudei com o Mati, meu velho a primeira coisa que perguntou foi quando eu ia casar. A cara que ele fez quando convidei eles pra jantar sem falar nada e disse "Te apresento o Juan, meu outro namorado". Quase morreu.
S: Beleza, vamos pro mais picante. Sexo. Tô ouvindo.
C: Esquece a fantasia de que a gente trepa todo dia deixando tudo. Acho que como qualquer casal, 2 ou 3 vezes por semana, às vezes mais por protocolo do que por outra coisa.
M: Sim, exato, esquece viver um pornô todo dia, isso não existe.
J: Bom, eu também, não desanima assim! A rotina mata tudo, mas de vez em quando a gente se anima e dá umas festinhas gostosas.
S: Os caras são bi? Qual é a dessa?
M: Não, a gente se considera hétero flexível.
J: Não seja tão cuidadoso! Sem rodeios, a gente não mete o pau, mas beijamos, chupamos a rola, todo o resto sim.
C: Mas nunca rola muito se eu não tô por perto. Eles precisam de mim.
S: Isso me dá gancho... Sexo a dois é permitido? Cami e um dos caras.
C: Sim, mas não é a mesma coisa, sinto falta de algo.
J: Falta outra rola.
C: Outra pessoa. São mais que dois paus bonitos.
M: Sim, claro, poucas vezes mas é raro rolar e não é a mesma coisa.
S: Fantasias? Tem algo que ainda não realizaram?
M: Não, já fiz de tudo.
J: Eu adoraria fazer uma festinha com mais uma gatinha, mas a Cami por enquanto não quer, já vai ceder.
C: Fico com ciúme, não consigo controlar. Adoraria fazer, mas não consigo. Vejo um deles beijando outra e fico louca. Já tentamos. O que me falta é transar em lugares diferentes, sei que é superestimado e que na real é uma merda, mas na praia quero foder, também entrar numa festa swinger gigante, obviamente sem incluir mais ninguém, mas trepar os três ali enquanto tá cheio de gente festando.
S: Vocês vão pra motel?
J: Sim, a gente se propôs a ir pelo menos uma vez por mês, em casa fode de um jeito, no hotel de outro.
S: Respondam ao mesmo tempo. Quem é o mais tarado dos três?
C: Mati.
J: Mati.
M: Eu. Tô sempre atrás de uma transa. Escorpiano até o talo.
S: Que tipo de complicação ou coisa curiosa já rolou com vocês sendo três?
C: Muita gente olha estranho pra gente, sei que não é normal, mas também não ficamos nos pegando na rua.
J: Na confraternização de fim de ano do meu trampo, agora em dezembro, fizeram uma festa num salão e tal. Meu chefe não sabia nada da minha vida pessoal, tinha que confirmar se a gente ia com acompanhante ou não. Respondi o e-mail dizendo que ia com minha namorada e meu namorado, se tivesse algum problema com o custo, que descontasse um couvert do meu salário. Ele veio na minha sala perguntar o que eu quis dizer.
M: Em alguns motéis querem nos cobrar extra. Num deles, enfiamos o Juan no porta-malas do carro até o quarto porque não deixavam a gente entrar, e tinha uma suíte temática que a gente não podia perder.
S: Economia doméstica? Como lidam com os gastos?
C: Na real... Tanto faz quem paga o quê. No começo a gente fez uma planilha pra anotar os gastos importantes, agora tanto faz.
J: A real é que nós três temos bons empregos e morando em três, a gente economiza mais fácil.
M: Aquela planilha era uma bagunça, cada um bancava o próprio carro, os gastos pessoais, e o que era comum a gente anotava ali. Como ninguém dava a mínima, caiu em desuso. Se alguém precisa de mais grana que o salário num mês, pede pro outro e pronto, não faz sentido, a gente tá e vai ficar junto.
S: Quando vão de carro, quem dirige? Quem vai atrás?
M: Nós três dirigimos, quem dirige mais sou eu porque gosto, posso rodar o país inteiro sem problema. A Cami, se não dirige, vai atrás porque é uma péssima navegadora, dorme antes de chegar na esquina.
J: Se o Mati tá cansado, eu dirijo, mas ele não dorme, fica controlando tudo e enchendo o saco. Prefiro a dorminhoca de navegadora. Mas o Mati enche o saco do banco de trás.
C: Uma parada divertida é que quando saímos de carro, a gente faz pedra, papel ou tesoura pra ver quem não bebe e dirige na volta. Eu tenho um truque pra ganhar, mas não vou contar pra vocês. Estatisticamente, eu consigo 1 a cada 10 vezes que a gente faz isso.
S: Pensaram em ter filhos? Como fariam?
C: Sim, a gente conversou sobre isso, você já sabe, mas seus leitores não. Não tenho ovários, por um problema de saúde tive que tirar eles, então não posso engravidar. Tem duas ideias: uma é adotar, mas nesse país é uma puta confusão sendo um casal normal, se a gente explicar pra uma assistente social que somos três, nem na fila de espera a gente vai entrar.
M: A outra, que a gente nem pesquisou direito se é possível, é gastar uma fortuna com barriga de aluguel nos EUA. Óvulo da irmã da Cami ou da minha, esperma do Juan. Eu tenho umas doenças que não vou detalhar que são transmissíveis geneticamente. Prefiro a saúde do meu filho do que egoísmo genético. Mas por enquanto, com o putinho já é o suficiente.
J: Juridicamente na Argentina não dá pra registrar uma criança com três pais, nem fazer ela herdeira forçada de alguém que não seja o pai, é uma puta confusão.
S: A mesma coisa aconteceria se vocês quisessem casar os três ou algo assim?
J: Sim, é uma puta confusão, não tem nada parecido, o mais próximo é fazer uma Sociedade Anônima, cada um fica com 1/3 das ações e pronto.
M: O importante é a festa.
C: Eu me vejo entrando de branco, eles dois como bonecos de bolo me esperando num altar e você, amigo, fazendo a cerimônia.
S: Bom, aceito esse papel com muito prazer. Marquem uma data!
Como final, se alguém quiser fazer alguma pergunta pra eles, é só deixar nos comentários que eles vão responder.
Acrescento: Esses dias vou me encontrar com um cuasal pra ver se sai algo interessante, ainda não conheço eles, mas adoro a ideia. Eram dois casais héteros que trocaram casais e acabaram virando quatro debaixo do mesmo teto.
Se tiverem perguntas, também vão deixando.
http://www.poringa.net/San34/postsOlá, pessoal!
Primeiro: Não é um conto erótico, é uma entrevista com a Camila, uma amiga minha que tem dois namorados, Matías e Juan. Eles moram os três juntos. Quando ela me contou, confesso que achei uma loucura que não ia dar certo, mas ela tava tão empolgada que, óbvio, apoiei a doideira dela.
A Cami tem 34, o Mati 39 e o Juan 36.
A ideia surgiu dessa matéria do Infobae: https://www.infobae.com/historias/2022/01/22/del-morbo-a-la-convivencia-el-trio-amoroso-mas-famoso-del-pais-y-las-10-preguntas-que-mas-les-hacen/
S: Vamos direto ao ponto, galera. Como vocês se conheceram, como chegaram nesse trisal ou casal de três?
C: Eu e o Mati nos conhecemos porque sou amiga da irmã dele desde o colégio. Pra ser sincera, sempre gostei dele, mas ele não me dava bola.
M: Até você crescer um pouco mais.
C: É, a gente ficou, tipo uns pegas, quando eu tinha 22 e ele 27. Depois de uns anos e muita água passada, voltamos a ficar juntos. No meu aniversário de 29, começamos a namorar.
M: Sempre tive curiosidade com ménage. Como algo pra se divertir. Mas nunca tinha experimentado.
S: E você, Cami?
C: Sim, também queria, mas só com dois caras. Com outra gatinha, acho que não rolaria, ia morrer de ciúmes de ver meu macho com outra gata. Eu e o Mati fizemos alguns e depois ficamos com o definitivo.
S: Ah, então você é mente aberta, mas tóxica.
C: Às vezes eu erro na escolha de amigos, igual você. – Risos dos quatro.
S: Beleza. Como o Juan entrou na história?
C: Conhecemos ele numa festa, numa balada. Ele tava na mesa do lado. Os dois começaram a conversar, e não sei bem o que disseram nem como foi o papo, mas no fim os três acabamos em casa, na maior farra.
S: E você, Juan, como viveu isso?
J: Dessa conversa, nenhum dos dois lembra direito. Eles já moravam juntos. Foi estranho porque me fizeram sentir parte deles já naquela noite, diferente de outros ménages que fiz com casais firmes, onde eu era claramente algo totalmente externo e temporário.
S: Como foi passar de um ménage pra uma vida a três? Quero que cada um responda. C: Da minha parte, lindo, foi como se eu não tivesse percebido que queria ele na minha vida até começar a precisar. Amo vocês dois igual, não consigo viver se faltar um. Sei que é estranho, mas vivo como se fosse natural.
M: No começo foi estranho quando a gente começou a repetir o parceiro de ménage. Uma noite depois de foder só com a Cami, percebi que sentia falta dele e dormi pensando nele. No dia seguinte, no café da manhã, caiu a ficha: eu tinha me apaixonado pelo nosso ficante. Conversei com a Cami, nunca esqueço, domingo, 1º de março de 2020, falei pra ela enquanto a gente comia. Ela baixou a xícara de café com gozo, me olhou com os olhos arregalados como nunca e disse: "eu também". Ligamos pra ele na semana, ele veio, ficou o fim de semana inteiro seguinte, a gente se viu de novo na semana, no outro fim de semana, e aí veio o lockdown.
J: Pra mim foi bizarro. Nunca pensei em me apaixonar por um casal, me divertia pra caralho, me sentia super à vontade. Como começou a se repetir, parei de dar bola pra gatinha que tava saindo. A verdade é que não tava afim de ficar com outra, mas ao mesmo tempo custava aceitar que tava me apaixonando por um casal e não por uma gatinha, porque era isso: eu não queria transar só com a Cami, queria que a gente estivesse os três. Pensei que era loucura falar pra eles, mas beleza, naquela vez antes da pandemia explodir, a gente tava os três super carinhosos e eu falei que me divertia muito com eles, além do sexual. Eles sentiam o mesmo, e a gente não parou de se ver nem uma semana.
S: Como vocês faziam pra se encontrar na fase 1?
J: Morávamos perto, com tudo fechado a gente se encontrava no supermercado com o Mati e trocávamos as chaves pra circular de boa. No prédio onde eu morava não dava nada, no deles tinha um porteiro enche-saco. Um dia ele me encarou pra saber quem eu era, e eu falei que era o namorado da Cami, do 2B. Ele me olhou com cara estranha, e eu entrei com a maior naturalidade possível.
C: Ele subiu, contou pra gente, a gente riu e ficamos namorando os três sem pensar.
M: No dia seguinte Já começamos a procurar um apê maior pra alugar entre nós três. Não aguentávamos a ideia de ficar separados. Em maio alugamos o que moramos agora, no mesmo prédio onde o Juan morava, então com a mudança não foi muito estresse, ninguém falou nada no novo prédio, esse condomínio é foda, todo mundo faz o que quer e tem um acordo tácito, ninguém enche o saco porque ninguém quer que encham o deles.
C: De onde a gente saiu, sim, alguns falaram que mudanças eram proibidas. Mandamos eles tomarem no cu.
S: Como vocês lidam com o dia a dia?
C: Como qualquer casal, mas com um a mais, dividimos as tarefas, trabalhamos os três, temos vida além da gente.
J: Geralmente eu cozinho, o Mati lava a louça e a roupa, a Cami cuida da limpeza do apê em geral.
M: Ninguém passa roupa, temos dois ferros de passar, um sem uso, o outro é usado de vez em nunca pra alguma camisa. O Juan é o técnico do trisal, qualquer coisa mais complicada que trocar uma lâmpada é ele quem resolve.
S: Como seus amigos reagiram? E a família?
J: Meus amigos foram de boa, entenderam, minha irmã falou que a Cami era uma heroína, se dão super bem. Meus pais já é outra história. São quadrados, muito católicos, o filho mais velho foi morar com um casal. Até hoje não entendem, mas pelo menos pararam de me criticar.
M: Amigos e irmã sempre me apoiaram em tudo, já sabem como eu sou e como a gente era antes, minha mãe faleceu e meu pai, sinceramente, me apoiou pra caralho, suspeito que ele é mais putaria que nós quatro juntos, mas nunca vai confessar.
C: Meus amigos sempre me apoiam em tudo, você já conhece nosso grupo, Santy. Meu irmão no começo foi meio estranho, não engolia a ideia, depois me viu feliz e entendeu. Minha irmã também me apoia em tudo. Meus pais são super conservadores também, imagina que aos 20 minha mãe descobriu que eu não era mais virgem e me deu um sermão sobre a importância de chegar virgem ao casamento, que assim nenhum homem ia me querer. Quando me mudei com o Mati, meu velho a primeira coisa que perguntou foi quando eu ia casar. A cara que ele fez quando convidei eles pra jantar sem falar nada e disse "Te apresento o Juan, meu outro namorado". Quase morreu.
S: Beleza, vamos pro mais picante. Sexo. Tô ouvindo.
C: Esquece a fantasia de que a gente trepa todo dia deixando tudo. Acho que como qualquer casal, 2 ou 3 vezes por semana, às vezes mais por protocolo do que por outra coisa.
M: Sim, exato, esquece viver um pornô todo dia, isso não existe.
J: Bom, eu também, não desanima assim! A rotina mata tudo, mas de vez em quando a gente se anima e dá umas festinhas gostosas.
S: Os caras são bi? Qual é a dessa?
M: Não, a gente se considera hétero flexível.
J: Não seja tão cuidadoso! Sem rodeios, a gente não mete o pau, mas beijamos, chupamos a rola, todo o resto sim.
C: Mas nunca rola muito se eu não tô por perto. Eles precisam de mim.
S: Isso me dá gancho... Sexo a dois é permitido? Cami e um dos caras.
C: Sim, mas não é a mesma coisa, sinto falta de algo.
J: Falta outra rola.
C: Outra pessoa. São mais que dois paus bonitos.
M: Sim, claro, poucas vezes mas é raro rolar e não é a mesma coisa.
S: Fantasias? Tem algo que ainda não realizaram?
M: Não, já fiz de tudo.
J: Eu adoraria fazer uma festinha com mais uma gatinha, mas a Cami por enquanto não quer, já vai ceder.
C: Fico com ciúme, não consigo controlar. Adoraria fazer, mas não consigo. Vejo um deles beijando outra e fico louca. Já tentamos. O que me falta é transar em lugares diferentes, sei que é superestimado e que na real é uma merda, mas na praia quero foder, também entrar numa festa swinger gigante, obviamente sem incluir mais ninguém, mas trepar os três ali enquanto tá cheio de gente festando.
S: Vocês vão pra motel?
J: Sim, a gente se propôs a ir pelo menos uma vez por mês, em casa fode de um jeito, no hotel de outro.
S: Respondam ao mesmo tempo. Quem é o mais tarado dos três?
C: Mati.
J: Mati.
M: Eu. Tô sempre atrás de uma transa. Escorpiano até o talo.
S: Que tipo de complicação ou coisa curiosa já rolou com vocês sendo três?
C: Muita gente olha estranho pra gente, sei que não é normal, mas também não ficamos nos pegando na rua.
J: Na confraternização de fim de ano do meu trampo, agora em dezembro, fizeram uma festa num salão e tal. Meu chefe não sabia nada da minha vida pessoal, tinha que confirmar se a gente ia com acompanhante ou não. Respondi o e-mail dizendo que ia com minha namorada e meu namorado, se tivesse algum problema com o custo, que descontasse um couvert do meu salário. Ele veio na minha sala perguntar o que eu quis dizer.
M: Em alguns motéis querem nos cobrar extra. Num deles, enfiamos o Juan no porta-malas do carro até o quarto porque não deixavam a gente entrar, e tinha uma suíte temática que a gente não podia perder.
S: Economia doméstica? Como lidam com os gastos?
C: Na real... Tanto faz quem paga o quê. No começo a gente fez uma planilha pra anotar os gastos importantes, agora tanto faz.
J: A real é que nós três temos bons empregos e morando em três, a gente economiza mais fácil.
M: Aquela planilha era uma bagunça, cada um bancava o próprio carro, os gastos pessoais, e o que era comum a gente anotava ali. Como ninguém dava a mínima, caiu em desuso. Se alguém precisa de mais grana que o salário num mês, pede pro outro e pronto, não faz sentido, a gente tá e vai ficar junto.
S: Quando vão de carro, quem dirige? Quem vai atrás?
M: Nós três dirigimos, quem dirige mais sou eu porque gosto, posso rodar o país inteiro sem problema. A Cami, se não dirige, vai atrás porque é uma péssima navegadora, dorme antes de chegar na esquina.
J: Se o Mati tá cansado, eu dirijo, mas ele não dorme, fica controlando tudo e enchendo o saco. Prefiro a dorminhoca de navegadora. Mas o Mati enche o saco do banco de trás.
C: Uma parada divertida é que quando saímos de carro, a gente faz pedra, papel ou tesoura pra ver quem não bebe e dirige na volta. Eu tenho um truque pra ganhar, mas não vou contar pra vocês. Estatisticamente, eu consigo 1 a cada 10 vezes que a gente faz isso.
S: Pensaram em ter filhos? Como fariam?
C: Sim, a gente conversou sobre isso, você já sabe, mas seus leitores não. Não tenho ovários, por um problema de saúde tive que tirar eles, então não posso engravidar. Tem duas ideias: uma é adotar, mas nesse país é uma puta confusão sendo um casal normal, se a gente explicar pra uma assistente social que somos três, nem na fila de espera a gente vai entrar.
M: A outra, que a gente nem pesquisou direito se é possível, é gastar uma fortuna com barriga de aluguel nos EUA. Óvulo da irmã da Cami ou da minha, esperma do Juan. Eu tenho umas doenças que não vou detalhar que são transmissíveis geneticamente. Prefiro a saúde do meu filho do que egoísmo genético. Mas por enquanto, com o putinho já é o suficiente.
J: Juridicamente na Argentina não dá pra registrar uma criança com três pais, nem fazer ela herdeira forçada de alguém que não seja o pai, é uma puta confusão.
S: A mesma coisa aconteceria se vocês quisessem casar os três ou algo assim?
J: Sim, é uma puta confusão, não tem nada parecido, o mais próximo é fazer uma Sociedade Anônima, cada um fica com 1/3 das ações e pronto.
M: O importante é a festa.
C: Eu me vejo entrando de branco, eles dois como bonecos de bolo me esperando num altar e você, amigo, fazendo a cerimônia.
S: Bom, aceito esse papel com muito prazer. Marquem uma data!
Como final, se alguém quiser fazer alguma pergunta pra eles, é só deixar nos comentários que eles vão responder.
Acrescento: Esses dias vou me encontrar com um cuasal pra ver se sai algo interessante, ainda não conheço eles, mas adoro a ideia. Eram dois casais héteros que trocaram casais e acabaram virando quatro debaixo do mesmo teto.
Se tiverem perguntas, também vão deixando.
3 comentários - Camila e seus 2 namorados. Entrevista com o trisal.
En estos días me junto con una cuareja a ver si sale algo interesante, no los conozco todavía, pero me encanta la idea.
Este finde me junto con una cuareja que se formó de la unión de 2 parejas, les pintó probar swinger y terminaron juntos. De pensarlo me da hasta envidia.
Sí, los 3 juntos en una cama enorme. Cami en el medio.