
O TÔNICO DA FAMÍLIA.
CAPÍTULO QUATRO.
Desculpe, não posso realizar essa tradução.Depois de tomarmos um banho (de novo separados, infelizmente), jantamos algo leve na cozinha. Pensei em abrir o vinho misturado com tônico, mas admito que fiquei com medo. Mesmo que as duas ficassem igual gatas no cio, a chance do tal ménage era bem improvável, e satisfazer as duas separadas seria uma missão arriscada com pouca chance de dar certo. Minha autoestima tinha crescido nos últimos dias, mas não a ponto de me achar capaz de dar conta de duas mulheres feitas e direitas, nem com a ajuda daquela poção estimulante. Apesar da relutância dela e do medo de ser descoberta, já tinha conseguido uma punheta gostosa da minha avó, e me resignei a não fazer mais nada até ficarmos sozinhos de novo. Mas, como já disse, o dia ainda não tinha terminado.
Depois do jantar, a gente foi pra varanda. Naquela noite, o calor tropical deu uma trégua e tava correndo uma brisa noturna gostosa e fresca. Elas sentaram nas poltronas de vime confortáveis e eu numa cadeira dobrável. Minha mãe tinha vestido uma camiseta bem largona, branca, com uns desenhos surfeiros desbotados, que cobria ela até a metade da coxa e deixava um dos ombros bronzeados dela de fora. Ela tava descalça e, sentada de pernas cruzadas, um dos pezinhos dela balançava pra cima e pra baixo de vez em quando. A sogra dela usava o mesmo roupão florido de sempre e eu tinha que me contentar com a vista sempre gostosa das panturrilhas carnudas dela.
Elas conversavam animadamente e eu as observava, participando pouco da conversa, mas com uma atitude amigável, rindo das piadas simples que minha avó soltava de vez em quando ou do humor ácido da minha mãe. Quase fiquei vermelho quando a anfitriã começou a exagerar nos elogios sobre meu bom comportamento e minha disposição para o trabalho duro. Mamãe fez piadas sobre como era difícil acreditar nisso, mas dava pra ver que no fundo ela ficava feliz com a aparente mudança que o ar do campo tinha operado em mim.
Passada da meia-noite, fomos pra cama. Minha avó foi pro quarto dela e eu tive que me contentar em dar um beijo de boa noite casto na bochecha dela. Minha mãe foi pro banheiro e eu fui pro meu quarto, onde coloquei meu pijama (só a calça e sem nada por baixo, como era meu costume) e me preparei pra bolar um baseado pra relaxar. Minha surpresa foi enorme quando minha mãe entrou pela porta, fechou ela e caminou como se nada fosse até a outra cama do quarto. Ela afastou a colcha e sentou nos lençóis imaculados, encarando meu olhar interrogativo.
—Eh... vai dormir aqui? — perguntei. Por sorte ainda não tinha começado a queimar o haxixe e deu tempo de esconder a bolota debaixo do travesseiro.
—Sim, te incomoda?
—Não... Claro que não. Mas achei que você fosse dormir no lugar de sempre.
Ajeitou o travesseiro e se deitou. A camiseta dela subiu pelas coxas e por um segundo eu vislumbrei uma calcinha preta. O gosto dela por lingerie era mais variado e colorido que o da sogra. Eu sabia que ela tinha calcinha preta, rosa, roxa e de outras cores.
— Não quero dormir lá sozinha — ela disse.
—Tá com medo, é? —zoei.
—Pois olha, sim. Essa casa à noite me arrepia toda, e você?
—Não. Pra mim não —afirmei, depois de dar de ombros.
A verdade é que a revelação dela me surpreendeu. Sempre achei minha mãe uma mulher corajosa, e ela ficar incomodada com o silêncio de uma casa rural normal era estranho, mas compreensível, no fim das contas. Se eu não tinha percebido antes, era porque sempre que a gente ficava lá, eu dormia com meu pai. Me virei de lado e apaguei o abajur. A outra cama estava bem debaixo da janela, e a luz do luar banhava a pele da minha inesperada companheira de quarto. Na penumbra, pude ver ela afastar a franja loira da testa e me olhar.
—Escuta. Se quiser voltar pra casa, posso convencer seu pai. Você já sabe como ele é. Fica uma fera, mas logo passa.
—Não. Não precisa. A verdade é que não me importo de passar o verão aqui — falei.
—Sério? —ela perguntou, surpresa—. Não vai sentir falta dos seus amigos?
—Um dia desses eu vou visitar vocês.
Parecendo satisfeita com minha resposta, ela também se deitou de lado, com o rosto apoiado numa mão. Tava claro que não tinha sono, e embora não me desagradasse a ideia de bater um papo com ela por um tempo, eu pensava que se ela dormisse logo, talvez eu pudesse dar uma visita sorrateira pra minha avó do outro lado do corredor. Levei um sustinho quando a próxima frase da minha mãe incluiu a protagonista dos meus sonhos eróticos.
—Parece que você se dá muito bem com sua avó, né? —comentou.
—Sim, a gente se dá bem. Qual é? Tá com ciúmes? —brinquei, com medo de que ela fosse cavucar mais o assunto e acabasse deduzindo mais do que o recomendável.
Ela respondeu jogando um dos travesseiros que tinha tirado da cama antes de deitar, e por sorte isso encerrou o assunto. No fundo, talvez ela estivesse com ciúmes. Por causa da minha preguiça juvenil dos últimos anos, não estávamos tão próximos como antes, discutíamos de vez em quando e, durante as broncas do meu pai, sempre a colocava na situação desconfortável de ter que escolher entre apoiar o marido ou o filho. Não lembrava da última vez que tínhamos estado assim, brincando e conversando tranquilamente só nós dois, ou nadando na piscina como crianças durante a tarde.
—Se importa se eu acender um cigarro? — perguntei.
Assim como meu pai, ela não fumava, e em casa eu só podia me entregar ao vício no meu quarto. A resposta dela não foi a que eu esperava.
—Um cigarro? Não prefere o baseado que tava bolando antes de eu entrar?
Não soube o que responder pra ela. O tom dela era sarcástico, mas não parecia puta. Minha confusão fez ela cair na risada.
—Vai, fuma isso se quiser. Mas não conta pro teu pai que eu deixei. E fica perto da janela.
Fiquei surpreso, e também feliz com a confiança e a atitude relaxada da minha mãe. Enquanto bolava o baseado, uma ideia passou pela minha cabeça. E se...? Não, eu teria percebido. De qualquer forma, tinha que perguntar, só por precaução.
—Mamãe, você bebeu vinho antes do jantar?
—Um golezinho daquele que sua avó toma enquanto cozinha.
—Vinho branco?
—Sim, vinho branco. Por que você tá perguntando?
—Não, por nada. Tanto faz —falei.
Fiquei feliz em perceber que a simpatia dela não era por causa do tônico. Talvez ela só estivesse de bom humor e curtindo minha companhia, e quem sabe até se sentindo meio culpada por não ter me defendido quando meu pai decidiu me castigar com um verão no fim do mundo rural. Um castigo que, no fim das contas, não foi castigo nenhum. Apoiei o cotovelo no parapeito da janela como se fosse o balcão de um bar e comecei a fumar o baseado, coisa que nunca imaginei que faria na frente da minha mãe. Ela estava bem perto da cama, com uma vista impecável das pernas dela. Lembrei que ela não tava usando nada por baixo do pijama folgado e fiz de tudo pra não ficar de pau duro. Uma ereção fora de hora a poucos palmos do rosto dela podia acabar com o clima relaxado do quarto.
Entre um trago e outro, a gente bateu um papo sobre o que eu tinha feito durante a semana, obviamente pulando tudo que envolvia o tônico, minha parte de voyeur no bar ou o fato de ter comido a sogra dele. Depois de um tempo, me deu na telha de zoar, esticando o braço pra oferecer o baseado pra ele. Ele hesitou uns segundos, mordendo o lábio de baixo, e de novo me surpreendeu.
—Beleza, então, só uma tragadinha. Mas que teu pai não fique sabendo.
Dito e feito, ela pegou o baseado fumegante entre o polegar e o indicador, levou aos lábios e puxou com vontade. Segurou a fumaça por uns segundos e só tossiu um pouco depois de soltar. Eu olhava pra ela como se tivesse tirado um buquê de flores da orelha.
— Por que você tá me olhando assim? Já fumei mais de um antes de casar — falou, com um certo orgulho.
—Pois é, você guardava isso bem quietinho. Nunca te ouvi falar disso.
—Vamos ver... Uma mãe tem que dar o exemplo. Mas já que você saiu fumona mesmo, tanto faz.
—Bah, não exagera. Só fumo de vez em quando.
Deu mais uma tragada rápida, dessa vez sem tossir, e me devolveu. Se alguém tivesse me dito que naquela noite eu ia dividir um baseado com a minha mãe, eu não teria acreditado. Terminei de fumar e me deitei de novo na minha cama. Ela estava deitada de barriga pra cima, com as pernas um pouco afastadas e as mãos na barriga, olhando pro teto. De vez em quando soltava um suspiro, como se estivesse irritada por não conseguir pegar no sono. Eu também não conseguia dormir e me deliciava olhando a pele morena lisa das pernas dela e o volume leve dos peitinhos dela por baixo da camiseta. Lá fora só se ouvia os grilos, e de repente um tipo de rangido. Eu já tava acostumado com os barulhos noturnos do campo e não dei bola, mas minha mãe deu um pulo como se tivesse levado um choque e se sentou na cama, com os olhos bem abertos fixos na janela.
—O que foi isso? —ela exclamou, assustada.
—Fica tranquila. Deve ser algum bicho — falei.
—Um bicho? Como assim, um bicho?
—Algum bicho do mato. Não é nada — garanti, enquanto me levantava e ia até a janela.
Aquele quarto dava para a lateral do terreno, onde só tinha umas árvores e arbustos. Espiei por uns segundos pra satisfazer minha companheira assustada e não vi nada fora do normal.
—Não tem nada, medrosa.
Apesar das minhas palavras, ela continuava inquieta. Em vez de voltar pra minha cama, sentei na dela e dei uns tapinhas no quadril dela pra ela se afastar. Graças ao nosso tamanho, naquela cama de solteiro tinha espaço de sobra pra nós dois. Quando me deitei ao lado dela, ela apoiou a cabeça no meu ombro e passou um braço sobre meu peito nu, com o corpo todo colado no meu lado.
—Valeu, gostoso. E desculpa por não deixar você dormir —disse ele, com a boca tão perto da minha pele que senti um arrepio.
—Não tem problema.
Sem nem querer, por pura sorte, eu tava dividindo uma cama apertada com a mulher que, desde minha puberdade precoce, ocupava um lugar de honra nas minhas loucuras de punheta. O calor do corpo dela pertinho, o toque da pele e o cheiro frutado do cabelo (ela usava um daqueles xampus cujo rótulo parecia o de um iogurte de frutas), foram o suficiente pra jogar plutônio no meu condensador de fluxo, só que meu DeLorean não viajava no tempo, mas ia direto pra uma ereção inevitável. Aliás, dizem que o roteiro daquele filme é perfeito e é estudado nas escolas de cinema, mas sempre achei um erro grave de roteiro o McFly não ter comido a mãe jovem dele em todas as posições possíveis antes de voltar pro futuro.
Alheia à minha crescente excitação, minha mãe não se privou de procurar a posição mais confortável possível. Ronronou, esfregou a cabeça e o rosto contra meu peito até encontrar a área mais confortável e dobrou uma perna, colocando-a sobre minhas coxas. Baixei o olhar para o corpo dela e vi que a camiseta tinha subido ainda mais. Da minha posição, podia ver parte da bunda dela, mal coberta pelo tecido preto da calcinha, que não era fio dental, mas daquelas que deixam metade da bunda de fora. Sentia o calor da pele dela na minha e o hálito dela acariciando meu peito, no ritmo da respiração lenta. A broxada já era inevitável, e muito em breve levantou o tecido da minha calça de pijama a uma altura quase cômica, como se eu fosse aquele tarado típico de história erótica.
Pensei que minha mãe já tinha dormido, mas de repente percebi ela segurando a respiração, tirou a perna de cima das minhas coxas e quando ouvi a voz dela, meu coração disparou.
—Carlos, filho... O que é isso? —disse em voz bem baixa, num tom entre a surpresa e a repreensão.
Entendi perfeitamente o que ela quis dizer, porque apontou com o dedo para a barraca de acampamento que se armava na minha cintura, visível em todo o seu esplendor do ângulo dela. Pensei rapidamente qual seria a melhor resposta. Quando eu passava bronzeador na bunda dela, ela levava na brincadeira, então resolvi seguir por esse caminho. Minha mãe tinha um senso de humor meio torto às vezes, e talvez aceitasse uma piada que beirasse os limites do tabu entre mãe e filho.
—O que você quer que eu faça? Você tá quase em cima de mim e ninguém é de pedra —falei. Soltei o braço preso debaixo do corpo dela e finalizei a frase com um beliscão suave na bunda dela.
Ela ergueu o rosto pra me olhar. Tava sorrindo, o que me deixou mais tranquilo, e me deu um tapa sonoro no peito.
—Ei! Sou tua mãe, seu porco. Faz isso baixar e vamos dormir de uma vez.
—Fazer ela descer? —eu disse, rindo—. Cê acha que eu posso ligar e desligar ela num interruptor que nem uma lâmpada? Pra quem é casada há tanto tempo, parece que você não sabe muito de pica.
Dessa vez ela me castigou com um beliscão dolorido perto do mamilo. O sorriso dela endureceu e no olhar dela eu pude perceber que tava chegando no limite do senso de humor dela.
—Não se passa de esperto —ameaçou.
—Auh! Isso dói, sua bruta —reclamei—. Tá bom, vou fazer ela descer, mas não me belisca de novo ou te deixo aqui sozinha pra ser comida pelos bichos selvagens que tão por aí fora.
—Já, já. Muito engraçadinho.
Ela apoiou a cabeça de novo no meu peito, respirou fundo e soltou o ar pelo nariz, dando a discussão por encerrada. Naquele momento, eu podia ter feito várias coisas. Podia ter me esforçado pra pensar nas coisas mais broxantes que viessem à cabeça pra segurar a tesão e dormir de boa. Podia ter ido no banheiro e bater uma punheta em homenagem à minha companheira de cama. Mas resolvi jogar pesado. Tudo ou nada. Vai ou racha. Enfim, vocês já me entenderam.
Deixei passar uns minutos, durante os quais minha vara não só não perdeu a dureza como ficou ainda mais ereta. Enfiei a mão direita por baixo do pijama, agarrei o pau e comecei com calma os primeiros acordes do concerto punheteiro. Não demorou muito pra eu ouvir de novo a voz da minha mãe.
—Carlos... você tá batendo uma punheta?
—Quer que eu broxe, né? Então esse é o jeito mais rápido —falei, tão sarcástico e desafiador quanto consegui. Mesmo assim, minha mãe ainda me intimidava.
Ela se afastou um pouco, apoiando o cotovelo na cama, e o olhar atônito dela passou várias vezes do meu rosto para o tecido da minha calça de pijama, que se mexia no ritmo das minhas punhetas.
—Mas que porra é essa com você? Perdeu a cabeça? —exclamou.
Sem parar de girar a manivela, olhei nos olhos dela, que eram duas brasas brilhantes na penumbra do quarto. Se ela quiser discutir sobre o que é apropriado na minha conduta, pra mim tá de boa.
—Lembra quando eu tinha doze anos e você me pegou no meu quarto me tocando com uma revista? — perguntei.
—Claro que lembro. Era uma Interviú com fotos da Ana Obregón pelada. Quase morreu de vergonha —respondeu, mostrando que tinha boa memória.
—Exato. Mas ao invés de me dar uma bronca ou ignorar, você disse que era algo natural e que eu não tinha por que me envergonhar.
—E é mesmo! Mas quando você faz isso sozinho, idiota, e não na frente da sua mãe! — exclamou. Percebeu que estava levantando muito a voz e baixou no meio da frase.
—E daí? Além disso, a culpa é sua. Se você mostra a calcinha pra mim e fica se esfregando na cama, seja minha mãe ou não, o normal é eu ficar excitado, não acha?
—Que eu te mostrei a calci...? — Levou a mão à testa, como se estivesse com dor de cabeça, e fechou os olhos com força —. Isso te parece normal? Só pode ser piada.
Era a hora de me arriscar ainda mais. Apostar tudo contra a banca e sair de lá quebrado ou levar o prêmio grande. Baixei a calça até os joelhos e meu glorioso pau balançou no ar diante do olhar estupefato da minha santa mãe.
—Olha. Isso te parece uma piada?
Pela primeira vez na minha vida, deixei ela sem palavras. Ela se sentou na cama, incrédula com a minha conduta obscena. Eu retomei a massagem fálica. Apertei a parte de baixo do tronco pra deixar a glande inchada e as veias mais marcadas, e balancei um pouco, orgulhoso do resultado.
—Carlos, sobe essa calça agora mesmo —ordenou, num tom afiado que não prometia nada de bom.
—Qual é? Há pouco você tava se achando fumando chocolate e agora se faz de santinha por uma punheta simples — reclamei, sem parar de me tocar.
—É essas que temos? Beleza.
Dito isso, ela se levantou e saiu do quarto com passos rápidos e enérgicos, me deixando sozinho. Fiquei me perguntando pra onde caralho ela ia. Não achei que fosse acordar a avó; não fazia muito sentido ir contar pra ela o que estava fazendo. Também não ligaria pro meu pai. Naquela época não tinha celular e o velho não estava em casa, mas rodando pela cidade com o táxi. Talvez tivesse ido pro quarto de hóspedes, dormir sozinha apesar dos medos. Não fez nada disso. Em pouco mais de um minuto voltou, fechou a porta e se aproximou de mim. Jogou um pacote de lenços no meu peito e sentou na outra cama, com as pernas cruzadas e as mãos juntas sobre uma coxa.
—Quer se masturbar na minha frente, que nem um tarado? Então vai. Faz isso.
A voz dela era um sussurro furioso e o olhar penetrante dela saltava do meu pau pro meu rosto a cada poucos segundos. Se ela achava que ia me deixar desconfortável, tava enganada. Meu sorriso malicioso se alargou e, sem nenhum disfarce, meus olhos se deliciaram nas curvas firmes dela enquanto eu continuava me tocando devagar. Nenhum dos dois falou por um tempo. A situação tava cada vez mais excitante pra mim, mas eu não gostava daquele silêncio tenso. Me veio a ideia de perguntar o que todo filho quer perguntar pra mãe.
—Me diz uma coisa, eu tenho maior que o papai?
—Agh! Mas que obsessão que vocês caras têm com tamanho — ela reclamou, fazendo careta de nojo.
—Vamos, me fala —insisti.
Parei de segurar ela pra ela ver direito e ela deu uma olhada meio sem jeito, como se não tivesse visto até aquele momento.
—Sim. Você tem maior. Feliz?
—Já imaginava. Sendo tão pequenininha, se papai tivesse um pauzão, ia te partir no meio — falei, e voltei a tocar a zambomba.
—Pequeninha? Foi o Sabonis quem falou, não tô te falando.
Pra quem não sabe, Sabonis era um jogador de basquete lituano que media dois metros e vinte, muito famoso na época. Gostei que, mesmo com a situação e a raiva aparente, minha mãe não perdeu a chance de fazer uma piada. Entre a gente sempre foi normal as provocações e zoação sobre altura, um dos motivos de eu levar na esportiva e não ter complexo, assim como ela também não tinha.
O silêncio voltou, quebrado só pelos grilos e o "tap-tap" do pé descalço dela batendo no chão, um tique que ela tinha quando tava puta ou impaciente, ou os dois. De vez em quando, ela afastava a franja do olho com a mão ou dava um soprão forte pra cima. O olhar dela cada vez demorava mais no meu pau, que não tinha perdido a dureza e continuava recebendo as atenções tranquilas da minha mão. De repente, ela soltou uma mistura de suspiro e resmungo.
— Não dava pra fazer mais rápido? Assim você terminava antes — ela disse.
—Agora você é especialista em punheta? —zoei, diminuindo ainda mais a velocidade da minha mão pra provocar ela—. Aposto que é daquelas frescas que tocam em pinto como se fosse morder, se é que tocam.
Por algum motivo, aquele último comentário ofendeu ela mais do que tudo que tinha rolado até então. Ela fincou os dois pés no chão e se levantou de repente. Por um momento, achei que fosse me dar um tapa ou sair de novo. O que ela fez, eu não esperava de jeito nenhum. Ela praticamente pulou na cama, ficando de joelhos do meu lado.
—Então toda cheia de frescura e santinha, hein? Vai ver só o que te espera.
Dessa vez fui eu que fiquei olhando pra ela, pasmo. Ela cuspiu numa mão, depois na outra, pegou no meu pau e passou a saliva de cima a baixo antes de começar a me masturbar com uma habilidade que só se adquire com anos de prática. Nos lábios finos de diaba, um sorriso triunfante se formou, e os olhos semicerrados dela cravaram nos meus.
—Quem é a santinha agora, hein? —disse ela.
Fui incapaz de articular palavra. Só conseguia olhar enquanto as mãos dela subiam e desciam pelo pau duro e escorregadio. Ela combinava com movimentos de pulso que faziam elas girarem em volta do tronco e da cabecinha, num ritmo rápido e constante. A respiração dela era lenta e profunda. Já não parecia tão nervosa, como se, em vez de dar prazer ao filho, estivesse batendo ovos pra fazer uma omelete. A franja loira cobriu o olho direito dela, e o outro me encarou, refletindo a luz da lua entre lampejos de malícia.
Não entendia que porra tinha dado nela. Talvez o gosto do haxixe tivesse despertado a faceta transgressora da juventude dela, e fiquei me perguntando se ela já tinha essa habilidade manual antes de se casar com meu pai. Talvez a atitude arisca dela escondesse algum tipo de compaixão materna sombria e ela só quisesse me fazer um favor, já que conhecia meu azar com as garotas da minha idade. Ou talvez meu pai não desse o que ela precisava com tanta frequência quanto ela necessitava e, ao ver na frente dela um pau jovem e duro, não conseguiu resistir a tocar. Decidi não ficar remoendo o assunto e observei o corpinho dela, inclinado pra frente na cama, com as pernas dobradas e a bunda apoiada nos calcanhares, o ombro aparecendo pelo decote largo da camiseta e as leves ondulações dos músculos sob a pele lisa dos braços.
—Já não fala nada, boca suja? —zombou ela, sem perder o ritmo da massagem vigorosa—. Isso deve ser porque tô fazendo direito.
—Porra, já te falei... Você manda muito bem —afirmei—. Parece que quando era novinha, além de fumar baseado, você fazia outras coisas também, hein?
—É melhor eu não falar muito daquela época, senão você vai perder o pouco respeito que tem por mim — disse ela, num tom enigmático.
—O que foi? Era uma piranha, gostosa?
—E se você calar a boca um pouco? Relaxa e termina logo de uma vez.
Ela se inclinou mais, até que o rosto dela ficou a apenas dois palmos da minha glande. Por um momento, pensei que ia me chupar, mas não tive tanta sorte. Cuspiu pra adicionar mais lubrificante no meu pau duro, voltou pra posição inicial e recomeçou a punheta com mais vontade, decidida a esvaziar minhas bolas o mais rápido possível.
—Tenho muito fôlego. Se eu me dedicar, posso te deixar uma hora inteira batendo na mesma tecla — me gabei, exagerando um pouco.
Ela me olhou e soprou a franja, torcendo os lábios finos de um jeito que na hora me pareceu muito sexy, irritada com minha arrogância e pronta pra me botar no lugar. Pelo visto, provocar ela funcionava muito bem. Eu conhecia bem o lado competitivo e orgulhoso da minha mãe, que aparecia nas partidas de jogos de tabuleiro, cartas ou videogame. Ela adorava ganhar e nunca desistia. Nunca pensei que pudesse usar essa faceta dela num contexto sexual. Quando o sorriso malicioso voltou a aparecer no rosto dela, soube que tinha mordido a isca.
—Agora você vai ver —ameaçou.
Não demorou muito para me surpreender de novo. Continuou me masturbando com a mão direita, mais devagar e perto da base, aumentando a pressão dos dedos de um jeito que meu pau inchou um pouco mais. Colocou a palma da mão esquerda na região do freio, dobrando o tronco duro, e começou a movê-la em círculos, massageando a área sensível. De vez em quando, descia a mão até as bolas, devagar, e subia de novo para retomar a fricção circular. Tive que me esforçar pra caralho para não gozar. A punheta que minha avó tinha me dado na piscina tinha sido incrível, feita com capricho e carinho, mas a técnica da minha mãe estava em outro nível. Tantos anos batendo uma amadoramente e sem saber que tinha em casa uma fora de série.
Aguentei que nem um campeão. Meu corpo brilhava de suor, minha respiração acelerava e eu tentava manter uma cara de safado, uma que deixasse claro que ela ia precisar de um truque melhor que aquele pra me vencer. Conforme os minutos passavam, o sorriso sumia da boca dela. Ela interrompeu umas duas vezes o "truque da palma" pra testar outras coisas, tipo massagear minhas bolas enquanto a outra mão percorria toda a minha pica em alta velocidade ou acariciar meu períneo com os dedos. Por um momento, pensei que ela ia enfiar um dedo no meu cu, mas ou esse truque não tava no repertório dela ou ela achou que seria passar dos limites. Depois de quase quinze minutos, ela parou, me olhou de cara fechada e a mão esquerda segurando minha pica.
—Carlos, não tem graça. Acaba logo ou termina sozinho.
Mesmo que naquela noite não estivesse tão quente quanto as anteriores e uma brisa agradável entrasse pela janela, ela também estava suando. Arqueou as costas, como se doesse por causa da postura, e fez uma careta de cansaço. Decidi me arriscar a dar um chute de três pontos do meio da quadra. Se eu tinha conseguido que ela exibisse sem vergonha todo o seu arsenal de habilidades manuais, talvez pudesse levá-la um pouco mais longe. Se a jogada desse errado e eu encerrasse o jogo, sempre me restava a opção de tentar outro dia com a ajuda do tônico. Se ela se comportava assim em circunstâncias normais, não conseguia imaginar o que faria sob os efeitos da poção.
—Você faz muito bem, sério —falei—. Mas acho que preciso de um... estímulo a mais.
—Não vou chupar a sua pica, se é isso que você tá pensando —ela disse, cruzando os braços sobre o peito.
—Não é uma ideia ruim. Mas eu tava falando de estímulo visual. Tira a roupa.
Ela ergueu as sobrancelhas e apertou os lábios, mais enjoada do que surpresa.
—Se fizer isso pelada, eu gozo na hora, juro pra você — garanti.
Ela pensou por alguns segundos, sem tirar os olhos dos meus. Suspirou e deu uma olhada na minha pica, tão dura e viçosa como antes.
—Tá bom. Mas você e eu vamos ter uma conversa bem longa um dia desses —disse ela, enquanto descia da cama.
Ela tirou a camiseta larga pela cabeça sem cerimônia e jogou na cadeira do escritório. Fiquei com água na boca ao ver os mamilos dela, pequenos e escuros, sobre o volume quase imperceptível dos peitinhos, emoldurados pela marca do bronzeado. Com um metro e cinquenta e cinco de altura e as formas juvenis, quando vestida podia passar por uma adolescente, mas a nudez dela revelava uma maturidade sedutora. Os quadris eram mais largos do que pareciam, e pelo formato das pernas, qualquer um diria que era uma ginasta aposentada que se mantinha em boa forma. A calcinha preta caiu em cima da camiseta, e eu pude ver o triângulo de pelos escuros que contrastava com o tom loiro da cabeça dela.
Como Deus a trouxe ao mundo, ela se ajoelhou de novo na cama sob meu olhar intenso. De repente, algo tinha mudado. Ela evitava me olhar, a respiração dela tinha acelerado e, apesar da penumbra e da pele morena, eu juraria que ela estava corada. A atitude desafiadora, a testa franzida e o sorriso irônico dos lábios dela tinham desaparecido, dando lugar a uma expressão que eu não consegui interpretar. Eu senti que a gente tinha cruzado algum tipo de fronteira, que simplesmente se despir para mim era um ato mais íntimo e significativo do que ter me masturbado com as duas mãos.
Vamos, vamos acabar logo com isso de uma vez", ele disse. O tom era diferente, sério mas com um toque carinhoso que me deixou sem jeito.
Ela envolveu meu pau com as mãos de novo, mas com menos confiança do que antes. Soltou ele para cuspir nas palmas e segurou de novo. Dessa vez foi mais devagar, encurtando o caminho ao longo do tronco e apertando bem mais, sem chegar a me machucar. Eu não conseguia parar de olhar para as pernas dela flexionadas, a elegância das costas e os mamilos que pareciam duas balinhas redondas de café. No começo dessa história, eu disse que, apesar das minhas fantasias, nunca tinha pensado em tentar algo com ela na vida real. Obviamente, isso tinha mudado. Não só estava pensando nisso, como estava decidido a conseguir.
Levei minha mão até a pele lisa da coxa dela e acariciei. Ela estalou a língua em sinal de desaprovação e olhou pro meu braço esticado.
—Não me toca —ela disse. O tom não saiu tão autoritário quanto ela pretendia.
—Só um pouquinho. Por favor.
Passei minha mão de novo do joelho dela até o quadril, e dessa vez ela não disse nada, mas acelerou um pouco o ritmo da punheta. A bunda dela já era dura e firme por natureza, mas naquela posição a pele estava esticada igual couro de tambor, e quando agarrei uma das nádegas com a ponta dos dedos, eles custaram a afundar na carne. Ela soltou uma baita golfada de ar pelo nariz, murmurou meu nome e mais umas palavras que não entendi. Animado com a permissividade dela, percorri a linha divisória, senti o cu dela se apertar quando meus dedos roçaram nele, e uma umidade traiçoeira cobriu eles quando finalmente encontrei a entrada da buceta dela e tentei explorar. Nessa hora, uma das mãos dela largou meu pau e me deu um tapa no braço.
—Carlos! Não exagera.
Os olhos dela brilhavam na penumbra e por uns minutos eu obedeci. Olhei pras pontas dos meus dedos, brilhando por causa dos fluidos dela. Antes eu falei em apostar pesado e arriscar tudo; naquele momento, eu sabia que tava pronto pra me jogar de um precipício sem saber se tinha uma rede lá embaixo me esperando. Sem dizer uma palavra, me sentei na cama, passei o braço em volta do corpo dela e puxei ela com força pra mim enquanto me deitava de novo, arrastando ela junto. Ela reclamou, mas o fator surpresa impediu que ela evitasse. Ela ficou deitada de bruços em cima de mim, cara a cara, minha pica presa entre nós, pulsando contra a pele dela.
—Carlos... o que você tá fazendo? Por favor...
A voz dela tremia e agora ela me olhava nos olhos, tão perto que a ponta do meu nariz comprido quase encostava no dela, bem menor e mais bonito. Ela resistiu um pouco, eu agarrei ela pela cintura, apertando o corpo dela contra o meu, tanto que senti os bicos dos peitos dela fincando no meu peito, estiquei o pescoço pra beijar ela na boca. Ela não virou o rosto, mas também não abriu a boca quando tentei começar uma briga de línguas. Os dois respirávamos como se estivéssemos lutando pelo oxigênio do quarto. Levei meus beijos ávidos pro pescoço dela, agarrei a bunda dela com as duas mãos e fiz o corpo dela deslizar sobre o meu. Os peitos dela ficaram na altura da minha boca e eu me joguei pra lamber e chupar eles sem hesitar. O gosto era diferente do da minha avó. Eram mais salgados, mais duros e calejados, mas igualmente deliciosos. Quando chupei um deles com força, envolvendo completamente a auréola pequena com os lábios, ela tapou a boca pra abafar um gemido forte e senti os dedos da outra mão dela cravados no meu ombro.
—Para... Me solta, porra...
Apesar dos gemidos entrecortados, ela não fazia muito esforço pra se soltar. Na real, eu nem tava segurando ela; minha mão esquerda acariciava o corpo dela, aproveitando cada centímetro macio da pele, e a direita foi pro meu pau, que já tinha escapado do aperto e balançava perto da bunda dela, duro igual cajado de peregrino. Peguei ele, agitei pra frente e pra trás, e a cabeça bateu umas duas vezes em algum lugar entre as nádegas da minha mãe. Sem querer, devo ter chegado perto do alvo, porque ela pensou que eu ia meter e se remexeu, se livrou de mim, mas não tentou fugir.
Forcejamos um pouco, entre sussurros, bufadas e gemidos, de joelhos na cama onde muitos anos atrás dormia o marido dela antes de conhecê-la. Tentei deitá-la e ficar por cima, mas ela resistiu, e mesmo eu sendo mais forte, não queria forçá-la. Apesar do tesão imenso que tava me consumindo, ainda mantinha a razão e não perdi o controle, como tinha acontecido quando experimentei o tônico e quase empalei minha pobre avó na bancada da cozinha. Na verdade, foi minha mãe quem tomou a iniciativa e me deitou de novo de costas.
—Fica quieto... Vamos acabar com isso de uma vez, sua puta.
Depois dessa inesperada demonstração de autoridade, ela montou em cima de mim e sentou no meu pau, esmagando ela de novo contra minha barriga. Me agarrei nas coxas morenas dela como se tivesse medo que ela fosse levantar voo, aumentando a pressão. Ela apoiou as mãos no meu peito e olhou no meu rosto, com uma expressão que eu nunca tinha visto antes, uma seriedade intensa misturada com a sensualidade dos lábios entreabertos. Sem precisar de palavras, ela me deixou claro que a partir daquele momento, ela quem mandava. Ela mexeu a bunda devagar e eu senti na base do meu pau a umidade e o calor da buceta dela. Aquele mesmo calor que me gerou e que, 19 anos depois, eu queria sentir de novo por completo mais do que qualquer coisa no mundo.
Sem parar de acariciar as pernas dela, olhei pra baixo e consegui ver na penumbra minha bucetinha rosada, me encarando como um ciclope ofuscado pela luz da lua. Quando ela mexeu os quadris pra trás, vislumbrei os volumes discretos dos lábios maiores dela e as abinhas que se destacavam, beijando meu pau como uma boca lasciva. Os sucos dela escorriam, lubrificando e dando fluidez ao enlouquecedor atrito da buceta dela contra a minha.
—Porra, mãe... —falei, começando uma frase que não soube terminar.
—Shhh... Fica quieta.
Obedeci sem reclamar e o movimento sinuoso da pélvis dela acelerou. O corpo suado dela serpenteava sobre o meu, dos ombros até as nádegas, igualzinho uma dançarina moura fazendo uma dança do ventre cheia de tesão. A bucetinha tenra esfregava e apertava o pau duro, sem deixar ele entrar na escuridão gostosa da gruta apertada, mas dando um prazer que não dá pra descrever.
Quando a cavalgada chegou no ponto mais frenético, minha amazona endireitou as costas e tapou a boca com as mãos pra abafar os gemidos agudos, respirando forte pelo nariz, de olhos fechados. Minhas mãos, agarradas na bunda dela, ajudaram a manter o ritmo até o corpo dela começar a tremer com os espasmos de um orgasmo prolongado. Ela se jogou em cima de mim, o rosto dela ficou colado no meu, eu abracei ela e beijei o pescoço e as mãos que tapavam a boca dela enquanto ela continuava se esfregando sem controle e a umidade aumentava entre nossos corpos, molhando minha barriga e minhas coxas, além do meu pau já todo ensopado.
Naquele momento, não aguentei mais. Gozei apertando meu rosto contra o pescoço dela, abraçando ela tão forte que senti as costelas dela contra as minhas. O esperma jorrou pra caralho, aumentando ainda mais o calor do forno que tava entre nossos corpos, lambuzando tanto minha barriga quanto a dela e se misturando com os fluidos dela.
Minha mãe tirou as mãos da boca. Ofegava, exausta, e ficou deitada sobre mim enquanto recuperávamos o fôlego. Depois rolou na cama e ficou deitada de barriga pra cima do meu lado. Por um bom tempo não dissemos nada. Minha mente tentava entender o que tinha acontecido e imaginei que a dela era um turbilhão de sentimentos confusos. Alguém tinha que quebrar o silêncio pesado, e fui eu quem fez isso.
—Mamãe.
—Me diga. —Não percebi nada estranho na voz dela, só o cansaço da cavalgada impetuosa.
—Valeu.
Ela se virou pra mim, acariciou meu rosto e me deu um beijo longo e carinhoso na bochecha. Deu uma olhada nos nossos corpos, cobertos pelas marcas da nossa safadeza proibida, e o sorriso calmo nos lábios dela virou uma careta engraçada de nojo.
—Olha que bagunça. Melhor a gente se lavar —disse ela. Levantou da cama e abriu uma fresta na porta pra garantir que não tinha ninguém por perto. —Vou no banheiro me lavar. Quando eu voltar, é tua vez.
Ela saiu nua na escuridão do corredor, pulando na ponta dos pezinhos. Fiquei deitado olhando pro teto, curtindo a brisa noturna que entrava pela janela com a satisfação estampada no rosto. Apesar da mistura de fluidos que cobria minha barriga, ainda custava acreditar no que tinha rolado. Fiquei pensando como isso ia afetar nossa relação. Por enquanto, a atitude dela era uma mistura curiosa de amante satisfeita e mãe carinhosa, e eu me sentia mais ligado a ela do que nunca. Ela não tinha deixado eu penetrar, beijar de língua nem meter dentro do corpo dela de jeito nenhum, mas já ia ter tempo pra acertar essa conta. A ideia de domar a luxúria natural dela com os efeitos do tônico ficava mais forte na minha mente.
Quando ela voltou, limpa e fresca como se nada tivesse acontecido, vestiu a camiseta e escondeu a calcinha molhada debaixo do colchão. Apontou com um gesto autoritário para a porta do quarto, porque eu tinha ficado olhando pra ela bestificado. Já no corredor, antes de entrar no banheiro, não consegui evitar olhar pra porta do quarto onde a dona da casa descansava. A luz estava apagada. Me perguntei se ela teria pensado em mim antes de dormir. Se até teria esperado eu fazer uma visita furtiva, ou se teria se tocado lembrando do nosso encontro da noite anterior. No dia seguinte, eu precisava encontrar um momento pra ficar a sós com ela. Que minutos depois de gozar com a mãe eu já estivesse pensando em meter na minha avó, já dá uma ideia de como minha libido era hiperativa naquela época.
Depois de limpo, voltei pro quarto, vesti o pijama e me deitei do lado da minha mãe. Ela tava de lado, com as mãos debaixo do travesseiro e os olhos fechados. Beijei de leve o ombro nu dela e me preparei pra dormir. Não sabia o que ia rolar no dia seguinte, mas desconfiava que ia ser bom estar descansado.
CONTINUA...
3 comentários - Tônico de Família (4)