A MARCA NA PAREDE
Quando desliguei o telefone, soube que tinha uma oportunidade. Josefina estava com a camisola transparente e a tanga vinho enfiada fundo na bunda, aquela bunda inflada, redonda, meio grandinha sem ser demais. Não usava sutiã, então era certeza que tava esperando um macho. Eu não podia mais ver ela pelada, e era uma das coisas que mais lamentava nas mudanças do nosso casamento. Se tinha uma coisa que eu amava em Josefina, além da carinha linda e putinha, eram os peitões enormes, com bicos grandes e cor de café. — Cuckold… — ela me avisou, toda sorrindo, virando pra mim — hoje você vai tentar a sorte. Quem sabe você não se inspira e acaba me comendo… Só de ouvir que existia a possibilidade, meu pau deu um pulo, mesmo sabendo que minhas chances reais eram poucas. — Quem vem hoje? — David. — Me arrepiei só de imaginar. De todos os filhos da puta que comiam minha mulher regularmente, o tal David era o ex-namorado dela e tinha uma piroca incrivelmente grossa. Por sorte pra mim, não era dos mais gozadores. — Bom, talvez você faça ele não vir — ela completou, e piscou um olho. O que minha mulher não sabia é que eu não me masturbava fazia um mês. Sempre acontecia de, quando ela era comida fora de casa, me ligar e contar como tava vestida, e como era o quarto onde iam enfiar nela. Às vezes deixava o celular ligado e eu ouvia a foda toda, como usavam ela, como chamavam de puta e cada orgasmo dela e do macho da vez. Era impossível não bater uma. E se vinham me comer ela no apartamento, era pior. Os machos dela pisavam na nossa casa como se fossem os donos e eu um simples lacaio. Não é que me humilhassem ou me tratassem como escravo; era pior, porque assim que um macho entrava em casa, cada um assumia seu papel sem ninguém falar nada. Então eu trazia uma cerveja gelada ou um copo de uísque, levava uma almofada confortável pra ele enfiar em minha mulher no sofá com mais conforto, e o macho e a Josefina me tratavam com muita condescendência, como se eu fosse um empregado doméstico servil. E terminavam comendo minha mulher ali mesmo, no quarto quase sempre, ou na sala, ou no chuveiro. E eu por perto, catando bagulho ou levando coisas pra eles, servindo eles. Como não se tocar uma nessa situação, com os gemidos e orgasmos dela de trilha sonora? Eu batia três e às vezes quatro punhetas. Mas dessa vez eu tinha segurado. Minha mulher não parava de sair, me corneava todo santo dia, do jeito que ela gosta; até alguns dias, mais de uma vez. E eu — sem ela saber — no "masturbação zero". — Vem, corno manso… — ela me disse com carinho. Me pegou pela mão e me levou andando. Nos momentos em que me trata tão docemente, fico me perguntando se no fundo ela não quer que eu coma ela mais vezes, porque uma vez a cada ano e meio pode ser pouco. Ela me levou pelo corredor até o quartinho de serviço e no caminho eu espiei de perto os peitos dela. O decote era grande, dava pra apreciar visualmente a pele dela, e a transparência insinuava toda a curva dos peitos. Os bicos marrons que tanto me enlouqueciam estavam meio escondidos, meio visíveis, cortesia do franzido largo da borda do decote. Chegamos no quartinho. O ar ao abrir a porta me encheu com o perfume que ela usava, o de guerra, o que ela usava pra trepar. Entramos e ela acendeu a luz. — Senta — ela pediu como se eu fosse uma criança, e me beijou na testa. No quartinho tinha um catre e uns móveis sem uso. Tinha montes de VHSs e várias caixas de DVDs gravados, e fotos e porta-retratos com imagens dos machos dela e das pirocas dos machos dela. Quando nos mudamos, a primeira coisa que ela disse foi que aquele quartinho não ia ser usado, que ia ser o Santuário dos Chifres, um relicário gigante de todos os chifres que ela ia me colocar. Eu falei que ela era maluca, que que ia acontecer se um dia a diarista, ou pior ainda, os pais dela ou os meus, descobrissem. Ela me deu um tapa na rosto cheio e nunca mais discutimos sobre o assunto. Sentei na caminha, olhando pra parede bem ali, a menos de meio metro. O espaço entre a cama e a parede tinha a largura de uma pessoa, ideal pra prova. — Tá pronto? — ela me perguntou, e sentou do meu lado —. Tá pronto pra me mostrar que homem você é? Olhei pra parede na minha frente e uma onda de dúvida me invadiu de repente. Não tinha como ganhar daqueles caras. A parede estava marcada em diferentes alturas com uma canetinha de tinta azul indelével. Cada marca tinha um nome, e tinha várias marcas e nomes. Tinha também aqui e ali cascas amareladas, quase transparentes, tipo pele morta prestes a cair. As marcas estavam em alturas diferentes, e começavam a partir de um metro e cinquenta: Pablo, David, Pancho, que jogava basquete comigo no terreno onde ela fazia spinning, Marcos, Bujia, Sr. Gaspar e mais uns quantos. Todos caras dela. Todos que toparam num momento ou outro o joguinho morbidão dela. Porque os riscos azuis não eram nada mais que marcas das gozadas dos caras dela. Por isso as cascas, embora claro que eu limpasse, mas às vezes algo escapava, ou minha língua espalhava mais longe. — Vai precisar de motivação? — Josefina sorriu pra mim feito uma gata e desabotoou minha calça. Eu já tava duro: olhar as alturas que os homens que comiam ela regularmente tinham alcançado me excitava por si só. Todos aqueles caras tinham estado ali uma vez, naquela mesma caminha, tinham comido minha mulher por horas, e na hora de gozar, tinham jogado o leite na parede, mandando bem alto. Depois eu tinha tentado o mesmo várias vezes, só que na base da punheta, sem Josefina deixar eu comer ela. Pelo contrário, ela dizia que só podia comer ela se superasse algum dos caras dela. Com o tempo, a competição acabou sendo só contra o cara que vinha naquele dia comer ela. Ela dizia que era injusto um dos caras dela ter que abrir mão de garchá-la se eu, por acaso, superasse a marca de outro. Mas a verdade é que nunca tinha superado marca alguma. Nem mesmo a mais baixa. Desta vez, no entanto, fazia um mês que não me masturbava, tinha muito leite na ponta da pele. Josefina agarrou meu pau com uma mão e o libertou da calça. A suavidade do toque dela e o calor me arrepiaram a ponto de quase me fazer gozar ali mesmo. — Vamos ver se hoje finalmente você me mostra que é homem. Ela me soltou e se levantou feito uma gata, devagar, arqueando as costas e empinando aquele rabão enorme, enfiado naquela fio dental vinho que a própria bunda engolia como se fosse areia movediça. Assim arqueada, subiu na parede, perto das marcas, de costas pra mim. O camisolinho subiu e deixou ver as nádegas ainda mais. Virou pra me olhar. Ela adorava me ver batendo punheta pra ela, porque todo o showzinho dela, arqueada e empinando a bunda, era pra mim. Pra mim e pra minha bronha que já começava. Tinha aquele cuzão lindo na minha frente, quase no meu rosto, aquele rabo que uma dúzia de caras comiam regularmente e que eu só tinha feito meu uma vez, uns meses depois do casamento. Fap! Fap! Fap! Fap! No meio do silêncio do quarto, os sons da minha punheta ecoavam como chicotadas, e a putinha da minha esposa ria na minha cara ao ver o esforço que eu fazia pra gozar. — Ai, Gordão… — ronronou — o pinto se perde na sua mão… E ria. — Sua puta! — falei, e continuei me esfregando na punheta, com o suor na testa. Mas era verdade, o pau escorregava entre minhas mãos, um pouco porque não sou muito dotado, outro pouco porque tenho mãos grandes. Fap! Fap! Fap! Fap! Eu esfregava ele, babando como um punheteiro com o olhar agonizando naquele rabão de puta, que ela acariciava e esticava. — Hoje tô com vontade de dar… — provocou —. Mas não sei, viu que o David tem a pica bem grossa… Me humilhava pra caralho ter que bater punheta na minha presença na frente daqueles velhos tarados, mas me humilhava ainda mais ela falar comigo como se fosse uma amiga. Tentei juntar um pouco da minha dignidade pisada. —Eu… eu… —falei sem parar de me bater, agitado e desesperado—. Eu posso fazer pra você… Eu não tenho larga… Só preciso alcançar a marca… Minha mulher soltou outra risada, e empinou mais a bunda. —Ai, meu love! —falou comigo como se eu fosse um retardado— Já sabe que minha bunda e seu pintinho… —Suspirou—. Por mais que você queira, nunca vão deixar eu te dar a Booty… Pra punheta sim, meu love, mas o resto não sei… É pra homem, já te expliquei uma vez, David —O ex dela tinha se cansado de comer o cu dela, não só quando eram namorados, mas especialmente desde que casou comigo, então às vezes me dava conselhos do que eu nunca ia conseguir fazer—. Tem que ter bem durinha, sabe, e por um bom tempo… —Depois mudou de expressão e se animou feito uma criança— Mas mesmo assim adoro que você acredite em você… que tenha essa fé e que esteja cheio de ilusões… —Hoje eu chego, meu love… —Fap! Fap! Fap! Fap!— Hoje juro que chego! —Sim, Gor… Claro que sim… —Era pura e maldita condescendência— Como sempre… —Não, como sempre não. Hoje eu chego, meu love! Hoje eu passo a vara no teu ex! —David já tá vindo. Seria a primeira vez que eu teria que ligar pra ele voltar. Seria um milagre! Você acredita em milagres, corno? —Faz tempo que não gozo. —Fap! Fap! Fap! Fap! —Já sei, meu love. Quase um ano… Mas não se preocupa, com dezoito meses é sua vez, sim ou sim… E não vou ser tão vaca de não cumprir minha palavra. Você acha que eu sou esse tipo de vaca? —Você é uma puta! Isso que você é! Josefina sorriu lisonjeada, como quando recebe um elogio na rua. —Faz um mês que não gozo… —Fap! Fap! Fap! Fap!— Um mês que nem me masturbo… —Quer que eu te ajude? —Josefina se ajoelhou na minha frente e apoiou nos meus joelhos. Como ficou um pouco mais baixa, pude ver de novo os peitões juntos, cheios, prestes a explodir. Tive vontade de apalpar eles, de mordê-las, de gozar ali mesmo naquelas tetas dos sonhos. Mas me segurei. O coração acelerou do mesmo jeito, igual a punheta. —N-não, obrigado… quero aguentar… Quero aguentar pra ela jorrar mais forte… Josefina sorriu e apertou ainda mais os peitos com os braços. Depois esticou um dedo. Apoiou ele na minha coxa. —Então, se você não consegue se segurar agora… vai gozar menos? A putinha começou a percorrer minha coxa para dentro, com a ponta da unha. Minha pele se arrepiou. —Josefina, não! Te imploro! —Mas se eu não tô fazendo nada. Os olhos brilharam com malícia. —Não me acelera, gata. Eu sei que hoje eu consigo gozar! —Sim, Gordo —ela disse, e o dedo começou a descer—. E eu quero que você goze… —Não seja safada, não me toca lá embaixo. —Ah, tá bom, mas se não é nada… —continuou descendo e, como eu tinha a piroca completamente coberta pela mão, foi me procurar mais pra baixo—. Gosto das suas bolinhas… São tão pequenininhas… E roçou elas com a ponta da unha, e um choque quase despertou. Parei de bater punheta porque senão ia gozar na hora. —Josefina, não seja puta! Ela sorriu com malícia e, em vez de soltar, abriu a mão e pegou meus dois testículos. Senti o toque, a maciez e o prazer, e um calor subindo do centro do universo. —Ai, Gordi, um testículo só do David é maior que suas duas bolinhas juntas… —Josefina, por favor… —Isso significa que você é metade do homem que ele? A puta da minha mulher mexeu de leve nos meus ovos, como se estivesse pesando, e com o dedão foi buscar contato com minha piroquinha. —Meu amor, não! —gritei. Mas não consegui me segurar mais. Levantei de um pulo porque a porra tava vindo e minha mulher ficou ali ajoelhada entre minhas pernas, e como já tava gozando, tive o impulso, a fraqueza, a ousadia de gozar ali, na cara dela, e numa fração de segundo um lampejo de lucidez veio de algum lugar e eu soube que se gozasse na cara dela, ela me castigaria com mais dezoito meses de abstinência, e três anos sem comer minha esposa eu não ia aguentar. A porra tava vindo e só consegui agarrar minha pica, não podia deixar ela pular sozinha porque não ia chegar na marca do David. Assim de pé como eu tava, senti a porra e agarrei minha pica e saí da linha da minha mulher, e comecei a bater uma forte, desesperado, não por prazer, nem por alívio, mas pra dar impulso praquele esporro que já tava explodindo em mim. Devolver o impulso que a putinha da Josefina tinha tentado me roubar com a manobra dela. Sacudi minha pica com uma força e violência desmedida, quase brutal, com a mente na rabuda dela, e na buceta abobadada dela que era meu prêmio. Meu prêmio e meu castigo. E a porra veio. Explodiu entre meus dedos e eu soltei. E vi saltar pelo ar aquele milhão de microscópicos cornínhas insignificantes voar e voar em direção à parede. Subindo. Pra cima. Bem alto. E mais pra cima. E vi o esporro ir em direção às marcas na parede. Pablo. David. Pancho. Todos os machos que pra comer minha esposa não precisavam passar por provas, que pra fazer o cu dela só precisavam pedir, ou nem isso, só arrombar. A porra foi em direção à parede e meu coração deu um pulo. Lá ia o esporro e a primeira marca ficou pra trás. E continuou subindo. E passou a segunda e também a terceira. Pablo, David e Pancho. Todos esses comedores estavam ficando pra trás de mim. Quem era o macho agora, hein? Até que meu esporro bateu na pintura e se abriu como uma flor no meio do nada. Ficou lá um segundo, como se esperando ser olhado, e depois virou gota e desabou descendo pela parede. Vi cair e meu coração deu um pulo, a gotona caiu devagar e um segundo depois passou por cima de uma linha azul, uma das mais baixas, ao lado da qual estava escrito o nome de David. — Passei! — gritei. E o terceiro e quarto esporros estouraram na minha mão e me sujaram tudo, até a calça —. Passei! Passei! — gritei de novo, feliz como um menino, emocionado não só porque naquela noite eu iam me deixar comer minha mulher não fosse porque essa nova marca dizia que eu também era um homem. Um HOMEM com letra maiúscula. Josefina também parecia contente. Pelo menos sorria. —Consegui, consegui! Eu sabia que hoje ia dar! Eu sabia! Eu sabia! Olhei pra minha mulher, que continuava sorrindo, mas dessa vez vi melhor: o sorriso dela não era de felicidade, era de sarcasmo. —Meu amor, não sei como te dizer isso, não quero te desapontar… —Mas dava pra ver que ela adorava me desapontar—. Essa marca que você acabou de fazer não é válida… —Como assim não é válida? Passei do David! Gozei um leite que… Josefina esticou a fita métrica e levou da borda da cama até a ponta da minha pica. —Já sabe, cuckold… a gozada tem que ser com o cavalheiro sentado… Me olhei e me vi de pé. Era verdade, com toda a empolgação não tinha percebido esse detalhe não tão pequeno. —Dessa marquinha tão bonitinha que você fez tem que descontar… —Josefina desenrolou a fita e mediu a distância total, e subtraiu a distância entre a cama e minha pica—. Cinquenta e cinco centímetros… —Mas meu amor, não! É que você estava me masturbando as bolas! —Desculpa, Gordo, adoraria que você finalmente tivesse conseguido, mas regras são regras… —Não, Josefina, por favor não faz isso comigo! —Gor, sem as regras essa ou qualquer outra relação desmorona… e eu não quero isso pra nós… —Josefina, não seja filha da puta! Então a campainha tocou. Vi como a gozada na parede já chegava no rodapé e os saltos altos da minha mulher se moveram e começaram a andar, atentos e elétricos. —Esse deve ser o David, meu amor! Finalmente um homem de verdade! —Josefina, pelo amor de Deus… Mas minha mulher já saía do quartinho rebolando, ajeitando os peitos e andando bem putinha, indo abrir pro macho dela. —Vamos ficar a noite toda no quarto principal, cuck, mas não fica triste… Você continua praticando aqui que um dia desses com certeza… A voz dela se perdeu chegando na sala, e eu fiquei no Quartinho, sozinho, com minha bucetinha secando e o gotejão da parede que já batia no chão. Mais pra baixo não dava pra ir. FIM.
Quando desliguei o telefone, soube que tinha uma oportunidade. Josefina estava com a camisola transparente e a tanga vinho enfiada fundo na bunda, aquela bunda inflada, redonda, meio grandinha sem ser demais. Não usava sutiã, então era certeza que tava esperando um macho. Eu não podia mais ver ela pelada, e era uma das coisas que mais lamentava nas mudanças do nosso casamento. Se tinha uma coisa que eu amava em Josefina, além da carinha linda e putinha, eram os peitões enormes, com bicos grandes e cor de café. — Cuckold… — ela me avisou, toda sorrindo, virando pra mim — hoje você vai tentar a sorte. Quem sabe você não se inspira e acaba me comendo… Só de ouvir que existia a possibilidade, meu pau deu um pulo, mesmo sabendo que minhas chances reais eram poucas. — Quem vem hoje? — David. — Me arrepiei só de imaginar. De todos os filhos da puta que comiam minha mulher regularmente, o tal David era o ex-namorado dela e tinha uma piroca incrivelmente grossa. Por sorte pra mim, não era dos mais gozadores. — Bom, talvez você faça ele não vir — ela completou, e piscou um olho. O que minha mulher não sabia é que eu não me masturbava fazia um mês. Sempre acontecia de, quando ela era comida fora de casa, me ligar e contar como tava vestida, e como era o quarto onde iam enfiar nela. Às vezes deixava o celular ligado e eu ouvia a foda toda, como usavam ela, como chamavam de puta e cada orgasmo dela e do macho da vez. Era impossível não bater uma. E se vinham me comer ela no apartamento, era pior. Os machos dela pisavam na nossa casa como se fossem os donos e eu um simples lacaio. Não é que me humilhassem ou me tratassem como escravo; era pior, porque assim que um macho entrava em casa, cada um assumia seu papel sem ninguém falar nada. Então eu trazia uma cerveja gelada ou um copo de uísque, levava uma almofada confortável pra ele enfiar em minha mulher no sofá com mais conforto, e o macho e a Josefina me tratavam com muita condescendência, como se eu fosse um empregado doméstico servil. E terminavam comendo minha mulher ali mesmo, no quarto quase sempre, ou na sala, ou no chuveiro. E eu por perto, catando bagulho ou levando coisas pra eles, servindo eles. Como não se tocar uma nessa situação, com os gemidos e orgasmos dela de trilha sonora? Eu batia três e às vezes quatro punhetas. Mas dessa vez eu tinha segurado. Minha mulher não parava de sair, me corneava todo santo dia, do jeito que ela gosta; até alguns dias, mais de uma vez. E eu — sem ela saber — no "masturbação zero". — Vem, corno manso… — ela me disse com carinho. Me pegou pela mão e me levou andando. Nos momentos em que me trata tão docemente, fico me perguntando se no fundo ela não quer que eu coma ela mais vezes, porque uma vez a cada ano e meio pode ser pouco. Ela me levou pelo corredor até o quartinho de serviço e no caminho eu espiei de perto os peitos dela. O decote era grande, dava pra apreciar visualmente a pele dela, e a transparência insinuava toda a curva dos peitos. Os bicos marrons que tanto me enlouqueciam estavam meio escondidos, meio visíveis, cortesia do franzido largo da borda do decote. Chegamos no quartinho. O ar ao abrir a porta me encheu com o perfume que ela usava, o de guerra, o que ela usava pra trepar. Entramos e ela acendeu a luz. — Senta — ela pediu como se eu fosse uma criança, e me beijou na testa. No quartinho tinha um catre e uns móveis sem uso. Tinha montes de VHSs e várias caixas de DVDs gravados, e fotos e porta-retratos com imagens dos machos dela e das pirocas dos machos dela. Quando nos mudamos, a primeira coisa que ela disse foi que aquele quartinho não ia ser usado, que ia ser o Santuário dos Chifres, um relicário gigante de todos os chifres que ela ia me colocar. Eu falei que ela era maluca, que que ia acontecer se um dia a diarista, ou pior ainda, os pais dela ou os meus, descobrissem. Ela me deu um tapa na rosto cheio e nunca mais discutimos sobre o assunto. Sentei na caminha, olhando pra parede bem ali, a menos de meio metro. O espaço entre a cama e a parede tinha a largura de uma pessoa, ideal pra prova. — Tá pronto? — ela me perguntou, e sentou do meu lado —. Tá pronto pra me mostrar que homem você é? Olhei pra parede na minha frente e uma onda de dúvida me invadiu de repente. Não tinha como ganhar daqueles caras. A parede estava marcada em diferentes alturas com uma canetinha de tinta azul indelével. Cada marca tinha um nome, e tinha várias marcas e nomes. Tinha também aqui e ali cascas amareladas, quase transparentes, tipo pele morta prestes a cair. As marcas estavam em alturas diferentes, e começavam a partir de um metro e cinquenta: Pablo, David, Pancho, que jogava basquete comigo no terreno onde ela fazia spinning, Marcos, Bujia, Sr. Gaspar e mais uns quantos. Todos caras dela. Todos que toparam num momento ou outro o joguinho morbidão dela. Porque os riscos azuis não eram nada mais que marcas das gozadas dos caras dela. Por isso as cascas, embora claro que eu limpasse, mas às vezes algo escapava, ou minha língua espalhava mais longe. — Vai precisar de motivação? — Josefina sorriu pra mim feito uma gata e desabotoou minha calça. Eu já tava duro: olhar as alturas que os homens que comiam ela regularmente tinham alcançado me excitava por si só. Todos aqueles caras tinham estado ali uma vez, naquela mesma caminha, tinham comido minha mulher por horas, e na hora de gozar, tinham jogado o leite na parede, mandando bem alto. Depois eu tinha tentado o mesmo várias vezes, só que na base da punheta, sem Josefina deixar eu comer ela. Pelo contrário, ela dizia que só podia comer ela se superasse algum dos caras dela. Com o tempo, a competição acabou sendo só contra o cara que vinha naquele dia comer ela. Ela dizia que era injusto um dos caras dela ter que abrir mão de garchá-la se eu, por acaso, superasse a marca de outro. Mas a verdade é que nunca tinha superado marca alguma. Nem mesmo a mais baixa. Desta vez, no entanto, fazia um mês que não me masturbava, tinha muito leite na ponta da pele. Josefina agarrou meu pau com uma mão e o libertou da calça. A suavidade do toque dela e o calor me arrepiaram a ponto de quase me fazer gozar ali mesmo. — Vamos ver se hoje finalmente você me mostra que é homem. Ela me soltou e se levantou feito uma gata, devagar, arqueando as costas e empinando aquele rabão enorme, enfiado naquela fio dental vinho que a própria bunda engolia como se fosse areia movediça. Assim arqueada, subiu na parede, perto das marcas, de costas pra mim. O camisolinho subiu e deixou ver as nádegas ainda mais. Virou pra me olhar. Ela adorava me ver batendo punheta pra ela, porque todo o showzinho dela, arqueada e empinando a bunda, era pra mim. Pra mim e pra minha bronha que já começava. Tinha aquele cuzão lindo na minha frente, quase no meu rosto, aquele rabo que uma dúzia de caras comiam regularmente e que eu só tinha feito meu uma vez, uns meses depois do casamento. Fap! Fap! Fap! Fap! No meio do silêncio do quarto, os sons da minha punheta ecoavam como chicotadas, e a putinha da minha esposa ria na minha cara ao ver o esforço que eu fazia pra gozar. — Ai, Gordão… — ronronou — o pinto se perde na sua mão… E ria. — Sua puta! — falei, e continuei me esfregando na punheta, com o suor na testa. Mas era verdade, o pau escorregava entre minhas mãos, um pouco porque não sou muito dotado, outro pouco porque tenho mãos grandes. Fap! Fap! Fap! Fap! Eu esfregava ele, babando como um punheteiro com o olhar agonizando naquele rabão de puta, que ela acariciava e esticava. — Hoje tô com vontade de dar… — provocou —. Mas não sei, viu que o David tem a pica bem grossa… Me humilhava pra caralho ter que bater punheta na minha presença na frente daqueles velhos tarados, mas me humilhava ainda mais ela falar comigo como se fosse uma amiga. Tentei juntar um pouco da minha dignidade pisada. —Eu… eu… —falei sem parar de me bater, agitado e desesperado—. Eu posso fazer pra você… Eu não tenho larga… Só preciso alcançar a marca… Minha mulher soltou outra risada, e empinou mais a bunda. —Ai, meu love! —falou comigo como se eu fosse um retardado— Já sabe que minha bunda e seu pintinho… —Suspirou—. Por mais que você queira, nunca vão deixar eu te dar a Booty… Pra punheta sim, meu love, mas o resto não sei… É pra homem, já te expliquei uma vez, David —O ex dela tinha se cansado de comer o cu dela, não só quando eram namorados, mas especialmente desde que casou comigo, então às vezes me dava conselhos do que eu nunca ia conseguir fazer—. Tem que ter bem durinha, sabe, e por um bom tempo… —Depois mudou de expressão e se animou feito uma criança— Mas mesmo assim adoro que você acredite em você… que tenha essa fé e que esteja cheio de ilusões… —Hoje eu chego, meu love… —Fap! Fap! Fap! Fap!— Hoje juro que chego! —Sim, Gor… Claro que sim… —Era pura e maldita condescendência— Como sempre… —Não, como sempre não. Hoje eu chego, meu love! Hoje eu passo a vara no teu ex! —David já tá vindo. Seria a primeira vez que eu teria que ligar pra ele voltar. Seria um milagre! Você acredita em milagres, corno? —Faz tempo que não gozo. —Fap! Fap! Fap! Fap! —Já sei, meu love. Quase um ano… Mas não se preocupa, com dezoito meses é sua vez, sim ou sim… E não vou ser tão vaca de não cumprir minha palavra. Você acha que eu sou esse tipo de vaca? —Você é uma puta! Isso que você é! Josefina sorriu lisonjeada, como quando recebe um elogio na rua. —Faz um mês que não gozo… —Fap! Fap! Fap! Fap!— Um mês que nem me masturbo… —Quer que eu te ajude? —Josefina se ajoelhou na minha frente e apoiou nos meus joelhos. Como ficou um pouco mais baixa, pude ver de novo os peitões juntos, cheios, prestes a explodir. Tive vontade de apalpar eles, de mordê-las, de gozar ali mesmo naquelas tetas dos sonhos. Mas me segurei. O coração acelerou do mesmo jeito, igual a punheta. —N-não, obrigado… quero aguentar… Quero aguentar pra ela jorrar mais forte… Josefina sorriu e apertou ainda mais os peitos com os braços. Depois esticou um dedo. Apoiou ele na minha coxa. —Então, se você não consegue se segurar agora… vai gozar menos? A putinha começou a percorrer minha coxa para dentro, com a ponta da unha. Minha pele se arrepiou. —Josefina, não! Te imploro! —Mas se eu não tô fazendo nada. Os olhos brilharam com malícia. —Não me acelera, gata. Eu sei que hoje eu consigo gozar! —Sim, Gordo —ela disse, e o dedo começou a descer—. E eu quero que você goze… —Não seja safada, não me toca lá embaixo. —Ah, tá bom, mas se não é nada… —continuou descendo e, como eu tinha a piroca completamente coberta pela mão, foi me procurar mais pra baixo—. Gosto das suas bolinhas… São tão pequenininhas… E roçou elas com a ponta da unha, e um choque quase despertou. Parei de bater punheta porque senão ia gozar na hora. —Josefina, não seja puta! Ela sorriu com malícia e, em vez de soltar, abriu a mão e pegou meus dois testículos. Senti o toque, a maciez e o prazer, e um calor subindo do centro do universo. —Ai, Gordi, um testículo só do David é maior que suas duas bolinhas juntas… —Josefina, por favor… —Isso significa que você é metade do homem que ele? A puta da minha mulher mexeu de leve nos meus ovos, como se estivesse pesando, e com o dedão foi buscar contato com minha piroquinha. —Meu amor, não! —gritei. Mas não consegui me segurar mais. Levantei de um pulo porque a porra tava vindo e minha mulher ficou ali ajoelhada entre minhas pernas, e como já tava gozando, tive o impulso, a fraqueza, a ousadia de gozar ali, na cara dela, e numa fração de segundo um lampejo de lucidez veio de algum lugar e eu soube que se gozasse na cara dela, ela me castigaria com mais dezoito meses de abstinência, e três anos sem comer minha esposa eu não ia aguentar. A porra tava vindo e só consegui agarrar minha pica, não podia deixar ela pular sozinha porque não ia chegar na marca do David. Assim de pé como eu tava, senti a porra e agarrei minha pica e saí da linha da minha mulher, e comecei a bater uma forte, desesperado, não por prazer, nem por alívio, mas pra dar impulso praquele esporro que já tava explodindo em mim. Devolver o impulso que a putinha da Josefina tinha tentado me roubar com a manobra dela. Sacudi minha pica com uma força e violência desmedida, quase brutal, com a mente na rabuda dela, e na buceta abobadada dela que era meu prêmio. Meu prêmio e meu castigo. E a porra veio. Explodiu entre meus dedos e eu soltei. E vi saltar pelo ar aquele milhão de microscópicos cornínhas insignificantes voar e voar em direção à parede. Subindo. Pra cima. Bem alto. E mais pra cima. E vi o esporro ir em direção às marcas na parede. Pablo. David. Pancho. Todos os machos que pra comer minha esposa não precisavam passar por provas, que pra fazer o cu dela só precisavam pedir, ou nem isso, só arrombar. A porra foi em direção à parede e meu coração deu um pulo. Lá ia o esporro e a primeira marca ficou pra trás. E continuou subindo. E passou a segunda e também a terceira. Pablo, David e Pancho. Todos esses comedores estavam ficando pra trás de mim. Quem era o macho agora, hein? Até que meu esporro bateu na pintura e se abriu como uma flor no meio do nada. Ficou lá um segundo, como se esperando ser olhado, e depois virou gota e desabou descendo pela parede. Vi cair e meu coração deu um pulo, a gotona caiu devagar e um segundo depois passou por cima de uma linha azul, uma das mais baixas, ao lado da qual estava escrito o nome de David. — Passei! — gritei. E o terceiro e quarto esporros estouraram na minha mão e me sujaram tudo, até a calça —. Passei! Passei! — gritei de novo, feliz como um menino, emocionado não só porque naquela noite eu iam me deixar comer minha mulher não fosse porque essa nova marca dizia que eu também era um homem. Um HOMEM com letra maiúscula. Josefina também parecia contente. Pelo menos sorria. —Consegui, consegui! Eu sabia que hoje ia dar! Eu sabia! Eu sabia! Olhei pra minha mulher, que continuava sorrindo, mas dessa vez vi melhor: o sorriso dela não era de felicidade, era de sarcasmo. —Meu amor, não sei como te dizer isso, não quero te desapontar… —Mas dava pra ver que ela adorava me desapontar—. Essa marca que você acabou de fazer não é válida… —Como assim não é válida? Passei do David! Gozei um leite que… Josefina esticou a fita métrica e levou da borda da cama até a ponta da minha pica. —Já sabe, cuckold… a gozada tem que ser com o cavalheiro sentado… Me olhei e me vi de pé. Era verdade, com toda a empolgação não tinha percebido esse detalhe não tão pequeno. —Dessa marquinha tão bonitinha que você fez tem que descontar… —Josefina desenrolou a fita e mediu a distância total, e subtraiu a distância entre a cama e minha pica—. Cinquenta e cinco centímetros… —Mas meu amor, não! É que você estava me masturbando as bolas! —Desculpa, Gordo, adoraria que você finalmente tivesse conseguido, mas regras são regras… —Não, Josefina, por favor não faz isso comigo! —Gor, sem as regras essa ou qualquer outra relação desmorona… e eu não quero isso pra nós… —Josefina, não seja filha da puta! Então a campainha tocou. Vi como a gozada na parede já chegava no rodapé e os saltos altos da minha mulher se moveram e começaram a andar, atentos e elétricos. —Esse deve ser o David, meu amor! Finalmente um homem de verdade! —Josefina, pelo amor de Deus… Mas minha mulher já saía do quartinho rebolando, ajeitando os peitos e andando bem putinha, indo abrir pro macho dela. —Vamos ficar a noite toda no quarto principal, cuck, mas não fica triste… Você continua praticando aqui que um dia desses com certeza… A voz dela se perdeu chegando na sala, e eu fiquei no Quartinho, sozinho, com minha bucetinha secando e o gotejão da parede que já batia no chão. Mais pra baixo não dava pra ir. FIM.
2 comentários - JOSEFINA - El intento del Cornudito