Capítulo número 2 de queria me sentir sujacapítulo 1 aqui) de ANA MARIA SANTURRIALES.
SEGUNDO DIA
Me chamam do bordel, perguntam se minha bunda é virgem, é o que um cliente quer. Por que essa mania com virgindade? Com ser os primeiros? Talvez queiram ser os primeiros a sujar a intimidade.
Me mandaram pra uma butique. Me deram um vestido liso e justo, azul escuro, acima dos joelhos e mangas acima dos cotovelos. É finalizado com uma gola tipo bebê, branca e redonda. A cor branca também finaliza as mangas. Devo usar com saltos, bolsa de mão e cabelo liso com risca no meio. Vou ser a menina má fingindo ser boa, ou a menina boa que vão ensinar a ser má? Quando chego no bordel, me dizem que ele me espera no quarto dos espelhos. Lá tudo é feito pra você ver seu corpo de todos os ângulos, até o chão é um espelho. Dá pra entrar de todos os quartos das putas, pros clientes com grana soltarem a grana sem impedimentos.
Quando entro, ele tem um brinquedo na mão, uma espécie de cone com bolinhas cada vez maiores.
— Tira a calcinha! — ele diz. Levanto meu vestido aos poucos, enrolando com os dedos, prolongando a espera do que ele procura. Sei o que ele tá esperando ver e já não me vê mais, só vê a fantasia dele. Cada vez me fascina mais esse controle sobre os homens. Acham que dominam nossa intimidade e é nossa intimidade que domina eles. Enfio as mãos pelas laterais da calcinha e vou descendo devagar sem parar de olhar nos olhos dele.
— Fica de joelhos! Obedeço.
— Fica de quatro! Obedeço de novo.
Quem controla quem? O cachorro dá a patinha pra gente dar um prêmio ou a gente dá o prêmio pra ele dar a patinha?
Ele se coloca atrás de mim e levanta meu vestido sobre as costas. Nesse quarto, você é muitos você, porque se vê de um lado, do outro, de frente, suas costas, sua bunda, sua rachinha. Esse quarto é sua vida porque você é a única pessoa que vê seus muitos eus. Você pode ver seus eus. mais íntimos. Com uma espécie de aplicador, ele coloca uma geleia transparente no brinquedo e no meu cu. Encosta a primeira bolinha no meu cu e empurra devagar, empurra e cede, empurra e cede, a primeira bolinha entra como um supositório. A mesma brincadeira com a segunda bolinha. Já tá dentro. Puxa o brinquedo, sai a segunda bolinha, entra a segunda bolinha, sai a segunda bolinha, entra a segunda bolinha, entra a terceira bolinha. Repete a mesma brincadeira com a segunda e a terceira bolinhas. Começa a fazer bem rápido, como se quisesse masturbar meu cu. Meu esfíncter relaxou, no começo eu tava tensa. Ele sente o relaxamento, enfia o indicador e mete até o fundo. Aí aproxima os lábios da minha buceta e passa a língua na entrada. Abre o zíper e mete em mim. Quando a pica dele tiver dura, vai meter no meu cu? Eu relaxo, esperando que minha buceta e a deusa grega sejam amadas, mas ele dá duas estocadas e tira a pica. — Põe a calcinha! Vamos embora! Tô confusa. Foi como abrir a garrafa, provar o vinho e guardar pra saborear o prazer que vem depois. Até agora, eu enfeitiçava meus clientes com minha xereca, mantendo ela presente. Ele se seduz com o que vai ser, com o que provou e deseja, mas que se forçou a deixar de lado. Se encanta com artes de mulher. O carro dele é clássico, igual o jeito de se vestir, igual o modelo de mulher que a fantasia dele quer sujar. O que é mais sujo? A fantasia ou a puta que recebe com indiferença? Quem é mais puta, a puta do bordel que te abre as pernas por um tempo ou a esposa que te abre as pernas a vida inteira? A gente come num terraço ensolarado, de frente pro mar. O azul prateado me relaxa. O brinquedo é meio chato, mas talvez seja o mais perto que vou chegar de ter a língua de um homem enfiada o dia todo na minha intimidade. Tem muita gravata e muita camisa branca. Tudo é forma, e só tem um fundo: todo mundo veio do mesmo lugar. Todo mundo já brincou de ser safado, mesmo adorando as Aparências, que se escandalizem… Saber que meu cu tá sendo penetrado me dá um tesão danado. O que será que meu namorado pensaria? Meus amigos? Meus pais? Quais são as fantasias mais sujas deles?
A gente vive na solidão, só nós mesmos conhecemos nossos pensamentos. A relação com os outros é através da linguagem. E a gente não conversa durante a comida, nem eu conheço ele, nem ele me conhece. Eu penso e ele pensa, ele julga e eu julgo. De onde a gente julga? Do nosso condicionamento. Você acha meus atos imorais, indecentes, pervertidos? Por quê? Em outra cultura, o julgamento seria diferente. Só quero me sentir suja, imensamente suja. Por quê?
Voltamos pro quarto dos espelhos. Ele pede pra eu esperar no meu quarto até ele se despir. Depois me manda entrar.
— Tira a calcinha! — ele fala, enquanto acaricia o pau dele. Exibicionismo masculino ou proteção? O pau é externo, a buceta é interna, sempre protegida. Eles têm que proteger com a mão. Nossa buceta não aparece, não fica exposta a julgamento. O pau dele tá sempre à vista, sempre sendo julgado.
— Tira o vestido!
Já entendi. Ele quer encontrar minha intimidade assim que eu tirar o vestido, não quer que eu fique coberta pela calcinha.
— Ajoelha!
Ele enfia o pau na minha boca.
Que sujeira! Que prazer! O pau na boca e meu cu sendo penetrado por um brinquedo de puta Promíscua!
Ele acaricia meu rosto suavemente com as duas mãos e tira o pau.
— Fica de quatro! — obedeço. Tô morrendo de vontade que a deusa grega conheça o amor. Que inunde o palácio dela.
Ele se posiciona atrás de mim. Olho pra frente, vejo minha cara de puta. Olho pra baixo, meus peitos de puta se refletem. Olho pro lado, vejo minha buceta imensa de puta. Pra onde quer que eu olhe, meu corpo de puta se reflete e se repete, mas por mais que se repita, nunca vai ser tão grande quanto a sujeira que eu sinto.
Ele começa a puxar o brinquedo devagar. Eu não tinha reparado na cor dele. É azul escuro. Combinei o vestido, a bolsa, os sapatos e o brinquedo que vai me transformar numa puta imensa. vadia. Tem cor, mas não tem sentimento. O que os homens sentem quando transam? Eles sentem alguma coisa? Não tô falando do prazer sexual. Eles são muito primários, muito imediatos, descarregar e tchau. Não sabem nada de intimidade, de como tratar uma mulher, de como deixar ela louca. Saiu a maior bola. Continua puxando, tira com cuidado, trata minha intimidade com respeito. Meu ânus mostra um círculo perfeito, quase de uma ameixinha, mas mais rosado. Ele aproxima o dispensador da deusa grega e aperta duas vezes; cobriu ela como se fosse gelatina. Enfia o dedo indicador e mexe. Enfiaram o dedo até o fundo do meu cu, me sinto imensamente vadia e ainda falta o falo. Ele espalha na cabecinha e depois aproxima do anel grego. fuck o falo com a mão e empurra até colocar um pouco pra dentro. Me fuck pelas cadeiras, e começa um vai e vem bem suave e bem curto: só sai e entra a cabecinha, com um golpe repentino ele enfia até o fundo. Aprendo que minha intimidade é maior que minha buceta. As mulheres sempre pensam como vai ser a primeira vez, com quem, onde, como, mas o cu é como se não existisse. Claro que a gente fala que vai chupar e outras coisas, mas do cu nunca. Você não imagina que vão meter um pau no seu cu. Já dói pra caralho quando a gente caga com a prisão de ventre que a gente tem, imagina com um pau entrando e saindo repetidamente por um buraquinho tão pequeno. Ser penetrada pelo cu é muito pessoal. É tão especial quanto o dia que sua buceta recebe pela primeira vez. Mas tem duas diferenças muito importantes. Quando seu cu recebe, sua buceta já tá farta de receber paus, virou rotina, não têm respeito pela sua intimidade e você sabe que sua buceta e você são tão especiais quanto no primeiro dia. E a segunda é que o amor grego é sexo de vadia, não tá ligado à mulher, todo mundo tem um cu, os homens também. O sexo com a buceta pode ser de vadia, mas pode ser de amor, de mãe, e principalmente é de mulher. Minha primeira menstruação me traz de volta No mundo das mulheres, cagar é algo que todo mundo faz desde o primeiro dia. É curioso, tenho que limpar menos vezes minha buceta do que meu cu, ambos dão prazer, e quase sempre nos sentimos sujas com a menstruação. Por quê? Por que se eu doo sangue ele é limpo e puro, mas se sai da minha intimidade mais pessoal é sujo?
Que o amor grego é amor de puta, você percebe assim que a cabecinha toca o cu pra deslizar dentro de você. Você sabe que ali não tem amor, nunca vai ter, é só sexo, mas seu sexo não tá nessa união — você saca isso, né? É só o sexo do homem que tá em jogo. Você se sabe puta. Sabe que pode roubar os homens das suas amigas sem que sua intimidade de mulher seja tocada, é um poder imenso. E ainda assim, na primeira vez que seu cu recebe, você se sente tão feminina e tão frágil quanto na primeira vez que sua buceta recebe. Você se sabe de quem tá te penetrando, porque te penetrando por trás, de joelhos, você tá totalmente indefesa. Ele te fode pela cintura e te puxa uma e outra vez pra que o falo te crave bem fundo; a cada golpe você sente que sua buceta tá ali embaixo, indefesa, sabe que é amor proibido, sabe que as mulheres sempre rejeitaram isso, porque se qualquer cu pode dar prazer, então nossa intimidade perde o poder. É isso que eu tô sentindo. Cada vez que ele me empurra pra frente, vejo um pedaço do falo dele saindo, imenso, e cada vez que ele me puxa de volta, introduz esse êmbolo que raspa com força no contorno do meu cu. Amo que ele me bata com força, quero que ele se desfaça dentro do meu cu, quero que a deusa grega fique coberta de creme de puta, quero me sentir suja.
A confusão volta pra minha mente e também pro meu corpo. Ele saiu do templo grego e entrou no romano. Será que é Vênus que vai se banhar em creme? Recebo com a mesma força, mas não empurra igual no meu cu, ali ele me rasgava, me forçava, eu sentia meu cu tendo que se dilatar diante daquele êmbolo. Qual é o jogo? Ele tá procurando o aro perfeito no meu cu? O cerco sobre o qual pressionar pra que que a arma dele carregue na tensão máxima e depois descarregue toda a crema no fundo da buceta? Ele me empurra e tira o pau. — Vamos, fica de joelhos! Abre a boca! Obedeço. Ele enfia o pau na minha boca. — Chupa! Vai! Chupa, chupa, chupa! Ele me apressa cada vez mais rápido. Chupo com gosto, e no primeiro sinal de gozo ele tira da minha boca. — Vamos, levanta os peitos com as mãos! Coloco uma mão debaixo de cada peito e levanto eles pra cima. Ele tá bem na frente do meu peito, a mão dele esfrega o pau com força. Uma contração, e a primeira porra cai no meu peito, vêm a segunda e a terceira, enquanto ele não para de se esfregar, aproximando de um dos meus seios pra porra cair bem em cima. Me sinto especialmente puta. A porra escorre quente pelo meu seio até minha mão. Levo à boca, como sempre, pra me sentir suja. Me vejo no espelho com a porra me cobrindo e eu chupando minha mão. Ele não goza mais. Enfia o pau na minha boca pra eu terminar de limpar. Enquanto faço isso, lembro que meu namorado tinha me pedido pra fazer o mesmo nos meus peitos, mas eu recusei. Ser puta é algo íntimo e, portanto, secreto, não é algo que se faça com o namorado. Não conseguiria transar com meu ginecologista, ele viu minha intimidade em todos os detalhes, sujou ela com os pinças e viu como um pedaço de carne. Chupei até o pau dele amolecer. Olho pra ele. Pela primeira vez, falo com ele. — Ontem não vieram clientes, eu tava especialmente com tesão e tive que me acariciar várias vezes. Me molhava enfiando os dedos no meu café. Quer provar? Enquanto falo, balanço suavemente o pau dele pela base pra ele ficar duro. Ele vai ganhando forma e dou uma chupada. — É um presente pro homem que tirou minha virgindade, falo. Vou te chupar e quando você estiver perto de gozar, pode tomar um gole, só um, é o café dos meus jogos. Eu tenho meus jogos, assim como você tem os seus. — Tá bom, mas veste o vestido. Só quero ver tua cara com meu pau na tua boca. Me visto e vamos pro meu quarto. Minha mão percorre o pau dele, brinco com a cabecinha, ele vai endurecendo, aproximo a taça, meto o pau dele na minha boca e chupo como nunca fiz. Tem que jorrar! Após a primeira descarga, ele dá um gole. Eu não engulo. Continuo, mas ele não dura muito, não teve tempo de se recuperar. Ele vai para o quarto dos espelhos se vestir, eu posiciono meus lábios como se fosse dar um beijinho doce e deixo cair meu tesouro na taça. Uns minutos depois, procuro meu brinquedo grego. Pressiono ele suavemente contra meu peito, cobrindo com as palmas das mãos. Nunca me senti tão possuída, tão suja, tão promíscua, tão imensamente slut. Nem mesmo ontem, quando minha intimidade foi repetidamente invadida por uma rola atrás da outra. Ele fez amor com minha Vênus, minha Afrodite e a Melosa deusa da minha boca, e terminou banhando meus seios com creme de slut. E tudo isso sem que eu pudesse sentir nenhum prazer sexual, todo o prazer foi dele, ele gozou dos três anéis do amor sem que eu gozasse de nenhum. Isso é ser slut: dar todo o seu corpo para controlar e você não sentir absolutamente nada, não entregar nada do seu corpo e dominar o corpo que penetra o seu de todas as formas imagináveis. É um poder total. Sinto que Afrodite reclama o brinquedo dela. Devolvo. Vou embora sem colocar a calcinha e sem trocar o vestido. Algumas manchas do creme de slut que cobriram meus seios aparecem transparentes. É isso que eu quero. Me misturo entre as pessoas, me sei suja, me sei slut, mas é meu segredo.
SEGUNDO DIA
Me chamam do bordel, perguntam se minha bunda é virgem, é o que um cliente quer. Por que essa mania com virgindade? Com ser os primeiros? Talvez queiram ser os primeiros a sujar a intimidade.
Me mandaram pra uma butique. Me deram um vestido liso e justo, azul escuro, acima dos joelhos e mangas acima dos cotovelos. É finalizado com uma gola tipo bebê, branca e redonda. A cor branca também finaliza as mangas. Devo usar com saltos, bolsa de mão e cabelo liso com risca no meio. Vou ser a menina má fingindo ser boa, ou a menina boa que vão ensinar a ser má? Quando chego no bordel, me dizem que ele me espera no quarto dos espelhos. Lá tudo é feito pra você ver seu corpo de todos os ângulos, até o chão é um espelho. Dá pra entrar de todos os quartos das putas, pros clientes com grana soltarem a grana sem impedimentos.
Quando entro, ele tem um brinquedo na mão, uma espécie de cone com bolinhas cada vez maiores.
— Tira a calcinha! — ele diz. Levanto meu vestido aos poucos, enrolando com os dedos, prolongando a espera do que ele procura. Sei o que ele tá esperando ver e já não me vê mais, só vê a fantasia dele. Cada vez me fascina mais esse controle sobre os homens. Acham que dominam nossa intimidade e é nossa intimidade que domina eles. Enfio as mãos pelas laterais da calcinha e vou descendo devagar sem parar de olhar nos olhos dele.
— Fica de joelhos! Obedeço.
— Fica de quatro! Obedeço de novo.
Quem controla quem? O cachorro dá a patinha pra gente dar um prêmio ou a gente dá o prêmio pra ele dar a patinha?
Ele se coloca atrás de mim e levanta meu vestido sobre as costas. Nesse quarto, você é muitos você, porque se vê de um lado, do outro, de frente, suas costas, sua bunda, sua rachinha. Esse quarto é sua vida porque você é a única pessoa que vê seus muitos eus. Você pode ver seus eus. mais íntimos. Com uma espécie de aplicador, ele coloca uma geleia transparente no brinquedo e no meu cu. Encosta a primeira bolinha no meu cu e empurra devagar, empurra e cede, empurra e cede, a primeira bolinha entra como um supositório. A mesma brincadeira com a segunda bolinha. Já tá dentro. Puxa o brinquedo, sai a segunda bolinha, entra a segunda bolinha, sai a segunda bolinha, entra a segunda bolinha, entra a terceira bolinha. Repete a mesma brincadeira com a segunda e a terceira bolinhas. Começa a fazer bem rápido, como se quisesse masturbar meu cu. Meu esfíncter relaxou, no começo eu tava tensa. Ele sente o relaxamento, enfia o indicador e mete até o fundo. Aí aproxima os lábios da minha buceta e passa a língua na entrada. Abre o zíper e mete em mim. Quando a pica dele tiver dura, vai meter no meu cu? Eu relaxo, esperando que minha buceta e a deusa grega sejam amadas, mas ele dá duas estocadas e tira a pica. — Põe a calcinha! Vamos embora! Tô confusa. Foi como abrir a garrafa, provar o vinho e guardar pra saborear o prazer que vem depois. Até agora, eu enfeitiçava meus clientes com minha xereca, mantendo ela presente. Ele se seduz com o que vai ser, com o que provou e deseja, mas que se forçou a deixar de lado. Se encanta com artes de mulher. O carro dele é clássico, igual o jeito de se vestir, igual o modelo de mulher que a fantasia dele quer sujar. O que é mais sujo? A fantasia ou a puta que recebe com indiferença? Quem é mais puta, a puta do bordel que te abre as pernas por um tempo ou a esposa que te abre as pernas a vida inteira? A gente come num terraço ensolarado, de frente pro mar. O azul prateado me relaxa. O brinquedo é meio chato, mas talvez seja o mais perto que vou chegar de ter a língua de um homem enfiada o dia todo na minha intimidade. Tem muita gravata e muita camisa branca. Tudo é forma, e só tem um fundo: todo mundo veio do mesmo lugar. Todo mundo já brincou de ser safado, mesmo adorando as Aparências, que se escandalizem… Saber que meu cu tá sendo penetrado me dá um tesão danado. O que será que meu namorado pensaria? Meus amigos? Meus pais? Quais são as fantasias mais sujas deles?
A gente vive na solidão, só nós mesmos conhecemos nossos pensamentos. A relação com os outros é através da linguagem. E a gente não conversa durante a comida, nem eu conheço ele, nem ele me conhece. Eu penso e ele pensa, ele julga e eu julgo. De onde a gente julga? Do nosso condicionamento. Você acha meus atos imorais, indecentes, pervertidos? Por quê? Em outra cultura, o julgamento seria diferente. Só quero me sentir suja, imensamente suja. Por quê?
Voltamos pro quarto dos espelhos. Ele pede pra eu esperar no meu quarto até ele se despir. Depois me manda entrar.
— Tira a calcinha! — ele fala, enquanto acaricia o pau dele. Exibicionismo masculino ou proteção? O pau é externo, a buceta é interna, sempre protegida. Eles têm que proteger com a mão. Nossa buceta não aparece, não fica exposta a julgamento. O pau dele tá sempre à vista, sempre sendo julgado.
— Tira o vestido!
Já entendi. Ele quer encontrar minha intimidade assim que eu tirar o vestido, não quer que eu fique coberta pela calcinha.
— Ajoelha!
Ele enfia o pau na minha boca.
Que sujeira! Que prazer! O pau na boca e meu cu sendo penetrado por um brinquedo de puta Promíscua!
Ele acaricia meu rosto suavemente com as duas mãos e tira o pau.
— Fica de quatro! — obedeço. Tô morrendo de vontade que a deusa grega conheça o amor. Que inunde o palácio dela.
Ele se posiciona atrás de mim. Olho pra frente, vejo minha cara de puta. Olho pra baixo, meus peitos de puta se refletem. Olho pro lado, vejo minha buceta imensa de puta. Pra onde quer que eu olhe, meu corpo de puta se reflete e se repete, mas por mais que se repita, nunca vai ser tão grande quanto a sujeira que eu sinto.
Ele começa a puxar o brinquedo devagar. Eu não tinha reparado na cor dele. É azul escuro. Combinei o vestido, a bolsa, os sapatos e o brinquedo que vai me transformar numa puta imensa. vadia. Tem cor, mas não tem sentimento. O que os homens sentem quando transam? Eles sentem alguma coisa? Não tô falando do prazer sexual. Eles são muito primários, muito imediatos, descarregar e tchau. Não sabem nada de intimidade, de como tratar uma mulher, de como deixar ela louca. Saiu a maior bola. Continua puxando, tira com cuidado, trata minha intimidade com respeito. Meu ânus mostra um círculo perfeito, quase de uma ameixinha, mas mais rosado. Ele aproxima o dispensador da deusa grega e aperta duas vezes; cobriu ela como se fosse gelatina. Enfia o dedo indicador e mexe. Enfiaram o dedo até o fundo do meu cu, me sinto imensamente vadia e ainda falta o falo. Ele espalha na cabecinha e depois aproxima do anel grego. fuck o falo com a mão e empurra até colocar um pouco pra dentro. Me fuck pelas cadeiras, e começa um vai e vem bem suave e bem curto: só sai e entra a cabecinha, com um golpe repentino ele enfia até o fundo. Aprendo que minha intimidade é maior que minha buceta. As mulheres sempre pensam como vai ser a primeira vez, com quem, onde, como, mas o cu é como se não existisse. Claro que a gente fala que vai chupar e outras coisas, mas do cu nunca. Você não imagina que vão meter um pau no seu cu. Já dói pra caralho quando a gente caga com a prisão de ventre que a gente tem, imagina com um pau entrando e saindo repetidamente por um buraquinho tão pequeno. Ser penetrada pelo cu é muito pessoal. É tão especial quanto o dia que sua buceta recebe pela primeira vez. Mas tem duas diferenças muito importantes. Quando seu cu recebe, sua buceta já tá farta de receber paus, virou rotina, não têm respeito pela sua intimidade e você sabe que sua buceta e você são tão especiais quanto no primeiro dia. E a segunda é que o amor grego é sexo de vadia, não tá ligado à mulher, todo mundo tem um cu, os homens também. O sexo com a buceta pode ser de vadia, mas pode ser de amor, de mãe, e principalmente é de mulher. Minha primeira menstruação me traz de volta No mundo das mulheres, cagar é algo que todo mundo faz desde o primeiro dia. É curioso, tenho que limpar menos vezes minha buceta do que meu cu, ambos dão prazer, e quase sempre nos sentimos sujas com a menstruação. Por quê? Por que se eu doo sangue ele é limpo e puro, mas se sai da minha intimidade mais pessoal é sujo?
Que o amor grego é amor de puta, você percebe assim que a cabecinha toca o cu pra deslizar dentro de você. Você sabe que ali não tem amor, nunca vai ter, é só sexo, mas seu sexo não tá nessa união — você saca isso, né? É só o sexo do homem que tá em jogo. Você se sabe puta. Sabe que pode roubar os homens das suas amigas sem que sua intimidade de mulher seja tocada, é um poder imenso. E ainda assim, na primeira vez que seu cu recebe, você se sente tão feminina e tão frágil quanto na primeira vez que sua buceta recebe. Você se sabe de quem tá te penetrando, porque te penetrando por trás, de joelhos, você tá totalmente indefesa. Ele te fode pela cintura e te puxa uma e outra vez pra que o falo te crave bem fundo; a cada golpe você sente que sua buceta tá ali embaixo, indefesa, sabe que é amor proibido, sabe que as mulheres sempre rejeitaram isso, porque se qualquer cu pode dar prazer, então nossa intimidade perde o poder. É isso que eu tô sentindo. Cada vez que ele me empurra pra frente, vejo um pedaço do falo dele saindo, imenso, e cada vez que ele me puxa de volta, introduz esse êmbolo que raspa com força no contorno do meu cu. Amo que ele me bata com força, quero que ele se desfaça dentro do meu cu, quero que a deusa grega fique coberta de creme de puta, quero me sentir suja.
A confusão volta pra minha mente e também pro meu corpo. Ele saiu do templo grego e entrou no romano. Será que é Vênus que vai se banhar em creme? Recebo com a mesma força, mas não empurra igual no meu cu, ali ele me rasgava, me forçava, eu sentia meu cu tendo que se dilatar diante daquele êmbolo. Qual é o jogo? Ele tá procurando o aro perfeito no meu cu? O cerco sobre o qual pressionar pra que que a arma dele carregue na tensão máxima e depois descarregue toda a crema no fundo da buceta? Ele me empurra e tira o pau. — Vamos, fica de joelhos! Abre a boca! Obedeço. Ele enfia o pau na minha boca. — Chupa! Vai! Chupa, chupa, chupa! Ele me apressa cada vez mais rápido. Chupo com gosto, e no primeiro sinal de gozo ele tira da minha boca. — Vamos, levanta os peitos com as mãos! Coloco uma mão debaixo de cada peito e levanto eles pra cima. Ele tá bem na frente do meu peito, a mão dele esfrega o pau com força. Uma contração, e a primeira porra cai no meu peito, vêm a segunda e a terceira, enquanto ele não para de se esfregar, aproximando de um dos meus seios pra porra cair bem em cima. Me sinto especialmente puta. A porra escorre quente pelo meu seio até minha mão. Levo à boca, como sempre, pra me sentir suja. Me vejo no espelho com a porra me cobrindo e eu chupando minha mão. Ele não goza mais. Enfia o pau na minha boca pra eu terminar de limpar. Enquanto faço isso, lembro que meu namorado tinha me pedido pra fazer o mesmo nos meus peitos, mas eu recusei. Ser puta é algo íntimo e, portanto, secreto, não é algo que se faça com o namorado. Não conseguiria transar com meu ginecologista, ele viu minha intimidade em todos os detalhes, sujou ela com os pinças e viu como um pedaço de carne. Chupei até o pau dele amolecer. Olho pra ele. Pela primeira vez, falo com ele. — Ontem não vieram clientes, eu tava especialmente com tesão e tive que me acariciar várias vezes. Me molhava enfiando os dedos no meu café. Quer provar? Enquanto falo, balanço suavemente o pau dele pela base pra ele ficar duro. Ele vai ganhando forma e dou uma chupada. — É um presente pro homem que tirou minha virgindade, falo. Vou te chupar e quando você estiver perto de gozar, pode tomar um gole, só um, é o café dos meus jogos. Eu tenho meus jogos, assim como você tem os seus. — Tá bom, mas veste o vestido. Só quero ver tua cara com meu pau na tua boca. Me visto e vamos pro meu quarto. Minha mão percorre o pau dele, brinco com a cabecinha, ele vai endurecendo, aproximo a taça, meto o pau dele na minha boca e chupo como nunca fiz. Tem que jorrar! Após a primeira descarga, ele dá um gole. Eu não engulo. Continuo, mas ele não dura muito, não teve tempo de se recuperar. Ele vai para o quarto dos espelhos se vestir, eu posiciono meus lábios como se fosse dar um beijinho doce e deixo cair meu tesouro na taça. Uns minutos depois, procuro meu brinquedo grego. Pressiono ele suavemente contra meu peito, cobrindo com as palmas das mãos. Nunca me senti tão possuída, tão suja, tão promíscua, tão imensamente slut. Nem mesmo ontem, quando minha intimidade foi repetidamente invadida por uma rola atrás da outra. Ele fez amor com minha Vênus, minha Afrodite e a Melosa deusa da minha boca, e terminou banhando meus seios com creme de slut. E tudo isso sem que eu pudesse sentir nenhum prazer sexual, todo o prazer foi dele, ele gozou dos três anéis do amor sem que eu gozasse de nenhum. Isso é ser slut: dar todo o seu corpo para controlar e você não sentir absolutamente nada, não entregar nada do seu corpo e dominar o corpo que penetra o seu de todas as formas imagináveis. É um poder total. Sinto que Afrodite reclama o brinquedo dela. Devolvo. Vou embora sem colocar a calcinha e sem trocar o vestido. Algumas manchas do creme de slut que cobriram meus seios aparecem transparentes. É isso que eu quero. Me misturo entre as pessoas, me sei suja, me sei slut, mas é meu segredo.
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