Tudo por umas fotos da mamãe na praia! 3

Saímos da sala e voltamos pra área do porto de mãos dadas na cintura. Conversamos pra caralho sobre um monte de coisas, desde como lidar com a convivência daqui pra frente até confissões íntimas de putaria, passando pelos nossos planos pessoais pro futuro. Nós dois távamos de boa e nem percebemos o tempo que passamos caminhando, até eu olhar meu celular. Eram quase três horas! Achamos o carro, combinamos de falar amanhã cedo com nossos respectivos e voltamos pro chalé.

Acordei cedo e preparei meu café da manhã e o do meu pai. Comemos em silêncio na mesa da cozinha. Quando estávamos terminando, vimos Carlos e minha mãe descendo. Eles vinham vestidos pra sair. Assim que pisaram na sala, meu pai tomou a palavra, mas o discurso foi curto:

- Laura, precisamos conversar. Isso não pode continuar assim. Acho que…

Minha mãe interrompeu e levantou os braços pedindo silêncio. Carlos ficou em segundo plano, escondido atrás dela, sem abrir a boca.

- Johan, Julia, deixem eu falar. Ainda não sei como aconteceu, mas aconteceu. Carlos e eu nos damos bem e queremos morar juntos. Não peçam explicações, porque nem eu consigo me explicar. É o que é e ponto final.

Eu ia responder o que tinha preparado cuidadosamente durante a noite, depois da conversa com o pai, mas pensei melhor: Foda-se, porra! Se uma pensa com a buceta e o outro com o pau, que se virem. Então também fui breve:

- Perfeito, mãe. Mas nos diga, o que vocês pretendem fazer?

- Vamos embora agora mesmo pra Madrid. Vamos ficar em casa enquanto procuramos algo e, quando encontrarmos, vou pegar minhas coisas e deixar o apartamento pra vocês.

- Laura, temos que voltar pra Madrid no dia vinte e cinco. Quando chegarmos, não quero encontrar vocês em casa. Espero que o apartamento esteja em ordem e que você não tenha levado nada que não seja seu.

- Você é um materialista, Johan. Você só pensa em comer novinhas e não se preocupa com isso, à De agora em diante, vou viajar leve. Se você quiser, daqui a alguns meses a gente se encontra pra acertar as coisas legais e tal.
— Me dá um beijo, filha, que a gente vai embora.
Beijei minha mãe, porque ela ainda era minha mãe, afinal. No Carlos, dei um chute nos ovos, sem exagerar. Na noite anterior, já tinham feito as malas e colocado nos carros, então cada um entrou num veículo e começaram uma viagem que abria uma nova fase na vida deles. E na nossa.

Meu pai e eu sentamos na mesa por uns minutos, nos olhando sem saber o que dizer. Fui eu quem pegou o touro pelos chifres:
— Vamos, pai, com certeza você já ouviu aquele ditado: “O morto na cova, o vivo na festa”. Então é isso. Vamos virar essa página, a vida continua e ainda temos muito o que fazer.
— Você fala como uma mulher de verdade, filha. Obrigado. Eu precisava ouvir coisas assim.
— Fico feliz em poder ajudar. Agora vamos arrumar a cozinha e depois sair pra pegar um sol e dar um mergulho. Depois a gente vê o que faz.

Arrumamos a cozinha e subimos pra organizar os quartos. Decidi trocar os lençóis do quarto dos meus pais, pra ele voltar a ocupar. Quando abri a porta, já cheirava a sexo, mas o que encontrei não tinha nome. Os lençóis estavam ensebados, cheios de porra, fluidos femininos e até manchas marrons que pareciam respingos de merda seca. Que nojeira! Tinha camisinhas usadas no chão. A aparência e a cor combinavam com as manchas marrons do lençol e denunciavam o uso que tinham tido. Encontrei o vibrador preto da minha mãe em cima da mesinha, sujo, e lenços de papel usados pra limpar sei lá o que espalhados por todo lado.

O que tinha acontecido com a minha mãe? Como aquela mulher cuidadosa, limpa e sempre meticulosa tinha se transformado numa porca capaz de ir embora deixando o quarto daquele jeito? E o Carlos? O fresco que não queria comer minha buceta se tivesse gozado dentro, agora podia sodomizar a sogra com o cu cheio de merda. Pelo amor de Deus. O que tinha acontecido com aqueles dois?
Deixei as elucubrações estéreis de lado e parti pra ação: abri todas as janelas, tirei o lençol de baixo pra jogar direto no lixo, peguei o outro lençol, a colcha, o protetor de colchão, os travesseiros, as capas internas das almofadas e toda a roupa de cama que encontrei no banheiro e levei tudo pra máquina de lavar. Coloquei o programa intensivo a noventa graus e fui pra cozinha pegar umas luvas. Subi com o balde de lixo e joguei fora toda a porcaria que encontrei, incluindo o dildo e o lençol de baixo. Voltei com o balde de esfregar cheio de água quente e uma porrada de água sanitária e esfreguei o chão duas vezes, por via das dúvidas. Não satisfeita, passei desinfetante nos móveis. Coloquei toda a roupa de cama limpa, toalhas e o resto. Aí procurei o papai e ajudei ele a voltar pro quarto dele.
Quando entrou, ele examinou tudo com o olhar.
— Troquei toda a roupa e limpei os móveis e o chão, papai. Nos armários não sobrou nada da mamãe. Voltou a ser o seu quarto.
— Obrigado, Julia. Não sei o que faria sem você.
— Não fica filosófico. Vamos tomar um banho e deitar no sol um pouco. Hoje tá um dia lindo e a gente tem que aproveitar. Arrumo meu quarto e desço já.
Arumei a cama, juntei a roupa pra lavar, peguei meu livro na mesinha de cabeceira e a toalha de banho e desci pra piscina. Encontrei o papai esticado numa espreguiçadeira lendo alguma coisa no tablet dele. Fiquei felizona por ele ter escolhido a sunga laranja da D&G que dei de presente uns dois anos atrás. Quando me viu chegar, ele levantou os olhos e me cumprimentou. Deixei minhas coisas do lado da minha espreguiçadeira e tirei a camisola que tava usando desde que acordei.
— Mas filha, você vai ficar pelada?
— Sim, e você devia fazer o mesmo. A Matilde não vem mais, então não vejo qual é o problema.
Ele ficou pensativo, me vendo estender a toalha na espreguiçadeira e passar protetor solar. Demorou um pouco, mas no fim levantou a bunda e tirou a sunga. Me olhou com um sorrisinho safado e disse:
— Sabe o que dizem: “Faça o que vir onde for”, então aqui estou eu, na frente da minha princesa, com as vergonhas de fora.
— Acho que o ditado é ao contrário, mas não importa. Você sabe que eu gosto de tomar sol pelada, papai, e você também, então não vem com desculpas esfarrapadas. E não me olha assim, porque não vou passar protetor em você, nem você em mim, não vá que a coisinha fique animada.
— Filha, coisinha, coisinha…
— Como vocês homens são, quer que eu meça? Anda, vamos parar de falar do seu pinto e ler um pouco, que eu tô te vendo muito tagarela.

Passamos umas duas horas, um com o tablet e outro com o livro, torrando no sol. Nadamos um pouco e, já secos, vestimos a roupa que tínhamos usado pra descer ao jardim e entramos pra fazer o almoço. De tarde, jogamos umas partidas de um jogo de cartas, mas pra dois não rendia muito, então trocamos pro xadrez. Eu jogo bem pra caralho, não é por dizer, e deixei o papai no chinelo, mesmo tendo sido ele quem me ensinou quando eu era pequena.

Jantamos em casa e vimos um filme cult: Cães de Aluguel, do Quentin Tarantino. Nós dois já tínhamos visto mais de uma vez, mas meu pai adorava e sempre encontrava algum detalhe novo em cada sessão.

Depois do almoço, ele tinha trocado o sungão por algo mais caseiro. Eu não tinha subido pro andar de cima a tarde toda e continuava com a mesma camisola. Os dois estávamos largados no sofá na frente da tela, comentando o filme enquanto comíamos umas amêndoas fritas salgadas. Quando vimos na tela a cena em que o Sr. Loiro corta a orelha do refém, me espreguicei igual uma gata, o corpo foi pra frente e a camisa ficou onde estava. Como não tava usando nada por baixo, meu pai pôde ver a buceta tão gostosa que a filha dele tinha, e isso parece que o deixou alterado.
— Julia, se liga um pouco, você mostra tudo.
— Tudo, tudo, não papai. Isso era na piscina. Não se preocupa, já vou abaixar a camisola, não vá que sua coisinha vire uma coisona e você tenha que se aliviar antes do tempo.
Quis tirar a gravidade da situação e riu, mas a sua já grandalhona cresceu mais um pouco. Apoiei no ombro dele e, de brincadeira em brincadeira, acabei com a mão na virilha dele.
— Quando vê coisa bonita, o pepino fica contente, hein, safado.
— Filha, pelo amor, que eu não sou de pedra.
— Eu também não, pai. O que a gente vai fazer agora com o sexo? Eu esperava que o Carlos me aliviasse a coceira da buceta e você que a mamãe te deixasse no bagaço na base da trepada. E olha a gente: os dois fodendo que nem macaco e nós vendo Tarantino, mais quentes que um ferro de passar e sem ninguém pra dar uma.
— Bom… Amanhã a gente pode dar uma volta e ver se pega alguém. Se quiser, posso te ajudar a montar um perfil maneiro em algum aplicativo. Uns funcionam mais que outros, dependendo do que você procura. Agora somos pessoas sem compromisso.
— Olha, pai, vou falar uma vez e olhe lá: esquece de vez de procurar umas novinhas de dezoito anos pra fazer sei lá o quê. Você não vai foder mais nenhuma vez com essas que você pega há tempos, nem vai tentar sair com essas vagabundas que você caça nos apps. Anda, fode o celular e apaga todos os seus perfis. Já!.
Na tela da sala, Joe apontava a pistola pro Senhor Laranja e o Senhor Branco a dele pro Joe, Eddie mirava a arma pro Senhor Branco e o Senhor Rosa se escondia como podia. Enquanto isso, meu pai pegava o celular e selecionava "Apagar" e dava "OK" quando perguntavam "Tem certeza?" uma vez e outra. Na TV, Eddie e Joe morriam e o Senhor Rosa pegava os diamantes e fugia no momento em que papai dava o "OK" final do último app. Não tinha sido fácil. Também não pro Senhor Rosa.
Na manhã seguinte, descemos pra praia. A minha preferida, claro. Não ia voltar pra Madrid com marca de biquíni na pele. Passamos uma manhã fantástica, falando da gente, de política, de filmes,… Nadamos e brincamos na água que nem criança e quando papai se distraía olhos no corpo de alguma garotinha, ele me chamava a atenção, talvez sem perceber, ou percebendo sim, o que causava:

- Pai, em vez de olhar pra bucetinha ou pras tetas daquela guria que você tem idade pra ser pai, olha pras minhas. Quem sabe assim passa essa loucura sem controle. Tarado.
- Olha pra mulher que tá com o cara da pica grande. Ela é uma gostosa e parece uma mina disposta a dar uma alegria pro corpo. Deve ter poucos anos a menos que você. Vê se consegue pegar ela. A mulher, hein, não a sua coisa, não vai me fazer um escândalo.

Eu acho que era perfeitamente consciente que com essas palavras eu incentivava meu pai a olhar pra princesa dele com outros olhos, mas eu gostava de fazer isso e preferia esconder de mim mesma as consequências que podiam vir, talvez por serem desejadas, mesmo que no meu subconsciente.

Lá pelas duas da tarde, juntamos as coisas e voltamos pra casa. Peguei toalhas do vestiário do jardim, e de quebra, uns pareôs que minha mãe devia ter deixado lá, Deus sabe quando. Demos um mergulho na piscina pra tirar o sal e, depois de secos, dei um pareô pro meu pai e enrolei o outro na cintura. Ao ver que eu ficava de tetas à mostra, ele me olhou de cima a baixo.

- Princesa, não me acostumo a te ver nua. Você é muito gostosa.
- Então vai se acostumando, porque aqui ou na praia, cada dia fico mais à vontade sem roupa. Você também não tá nada mal e tenho que confessar que te ver assim também me dá um certo tesão.

Deixamos por isso mesmo e entramos na cozinha. Acho que nós dois queríamos mais, mas não estávamos preparados. A parada do Carlos e da minha mãe era muito recente. Isso levantava algumas barreiras, sim, mas também era um alerta sobre as consequências das relações além do socialmente aceito. Além de sermos um homem e uma mulher, éramos pai e filha e, ainda por cima, eu queria que ele superasse a fixação por garotas novas e, claro, eu era uma delas. Que puta confusão!

Deixei ele preparar a comida: Salada de tomate com burrata, manjericão fresca e azeitonas pretas marinadas, e uns entrecôtes na grelha. Eu tentava me cuidar, mas ele se cuidava ainda mais. Tomamos uns morangos com suco de laranja de sobremesa e, depois do café obrigatório, cada um foi pro seu quarto tirar uma soneca.
Acho que ninguém dormiu. Tava acumulada muita calientura no corpo e um monte de coisa pra pensar. Não sei por ele, mas eu comecei passando um dedo e depois fiquei revivendo os acontecimentos frenéticos dos últimos dias. As imagens que passavam na minha mente me deixavam a mil, mas o pior foi imaginar o que podia vir. Nesse ponto, eu capitulei: peguei o Satisfyer na gaveta do criado-mudo, apliquei, esfreguei os bicos dos peitos e gozei que nem uma puta. Tirei uns cinco minutos pra digerir o orgasmo e desci pra me refrescar. Encontrei meu pai estirado numa das espreguiçadeiras, lendo o jornal com o pau apontando pro azul do céu.
— Oi, Judit. Não conseguia dormir e desci pra fazer um pouco de nada enquanto folheava a imprensa.
— Deve ser coisa do calor, porque eu também não dormi nada. No fim, passei um dedinho na cama e desci mais relaxada. Você também devia fazer alguma coisa. Pelo que vejo, acho que te faria bem uma boa siririca.
— Hoje já foram duas, querida.
— Porra, pai! Você é um tarado.
— Olha quem fala. Deve ser coisa de família.
— Deve ser.
Depois de um tempo, nos vestimos e sentamos na mesa do jardim pra nos entreter jogando alguma coisa. A gente tava bem os dois e, como éramos os prejudicados no blefe do Carlos e da minha mãe, queríamos digerir isso juntos.
Não tem muitos jogos divertidos pra dois. Além daqueles, maliciosos. No fim, decidimos tentar a brisca. Combinamos que quem ganhasse as oito rodadas de cada partida devia levar alguma coisa e que, no final de cinco partidas, a gente contaria quem tinha ganhado mais e o vencedor levaria o prêmio grande. Apostar dinheiro era muito cafona, jogar as roupas não fazia sentido já que a gente se via pelado na praia. ou a piscina. Depois de uma discussão divertida, cheia de propostas bem picantes, decidimos escrever os "prêmios" que os vencedores levariam em pedaços de papel e guardá-los bem dobrados numa caixa. Pra dar mais emoção, a gente abriria na manhã seguinte.
Escrevi números de um a cinco em pedaços de papel e jogamos no carta mais alta pra ver quem começava a escrever em que consistiria o primeiro prêmio. Meu pai ganhou. Além disso, escrevi "O Gordo" em mais dois papeizinhos, pra cada um preencher o seu. A parada era que o vencedor de cada partida curtiria o prêmio que tava escrito no papel às custas do perdedor. Não podia colocar nada que custasse grana ou algo parecido, e pro prêmio gordo, o vencedor podia escolher a própria proposta ou a do oponente, o pagamento sempre por conta do perdedor, claro.
Peguei meus papeizinhos: o dois e o quatro, e um do gordo. Fiquei pensando que prêmios ia dar pro meu pai caso ganhasse a rodada. Não era fácil, porque se eu ganhasse, ele teria que me dar o prêmio, então tinha que escolher algo que agradasse nós dois. Comecei a pensar em várias besteiras: desde passar tarefas de casa pra ele, até ir a algum lugar divertido ou fazer idiotices em lugares públicos.
Reparei no que meu pai tava fazendo e o que vi foi uma cara cheia de safadeza, o olhar dele indo do meu decote até o pouco que dava pra intuir entre minhas pernas. Se ele tava avaliando assim os prêmios que ia escrever... Olhei pra ele com minha melhor cara de arrombador de braguilha, mordi o lábio inferior e tive certeza: que seja o que tiver que ser! Ele queria e eu também. Enterrei todos meus fantasmas e tabus e fui escrevendo os papeizinhos, um atrás do outro. Quando cheguei no gordo, levantei o olhar e mostrei o papel em branco pro meu pai. Ele pegou o dele e fez o mesmo. Rimos os dois e cada um escreveu o prêmio máximo pro vencedor absoluto.
Umas partidas de bisca podem render umas boas coisas, Mas como sabíamos o que estava em jogo, ou pelo menos metade, e pelo visto tanto eu quanto ele estávamos afiados, acabaram sendo partidas muito disputadas e excitantes. Não sei como meu pai levava aquilo, mas no meu caso, a cada rodada, eu molhava mais a calcinha. No final, acabei ganhando três rodadas e ele duas, então também levei "O Gordo". Pra alguma coisa serviam as tardes no bar da faculdade, né. Abracei o papai e, pendurada no pescoço dele, dei um beijão. Nada de selinho e essas coisas. Um beijo de língua de verdade, enquanto gritava: ganhei!, ganhei!. Amanhã você vai ter que me dar todos os prêmios e não vai se esquivar nem um pouco. Ele ria e passava a mão no volume da calça disfarçadamente.

Quando percebemos, já eram onze da noite. Preparamos uns tacos e sorvete pra jantar e comemos na frente da televisão. Naquela noite estavam passando Tom Cruise e Nicole Kidman na obra póstuma do grande Kubrick: De Olhos Bem Fechados. É um filme excelente, com um roteiro transgressor e um certo conteúdo erótico. Durante a cena em que Bill, Tom Cruise, anda por várias salas da mansão onde acontece a orgia ritual, observando atos sexuais entre homens e mulheres sem distinção, papai passou o braço por trás do meu pescoço e acariciou meu ombro.

Os carinhos dele não iam além, mas eu queria mais e, embora não fosse a hora, me sentia no direito de um adiantamento. Peguei a mão dele, abri o decote da regata que eu tava usando e coloquei sobre um dos meus peitos. Ele não disse nada e continuou olhando como na tela Bill era levado diante do mestre de cerimônias. Enfiei minha mão dentro da calça de moletom que ele usava em casa. Era de malha e ele não tava usando nada por baixo, então não foi difícil pegar os genitais dele com a mão. Passei a mão uma vez e deixei quieta, saboreando a ereção linda dele.

Nem eu nem ele fazíamos nenhum movimento. Um apalpava peito e eu absorvia o calor que o pau soltava. Continuamos assim até os créditos finais aparecerem na tela. tela. Aí a gente afastou as mãos e comentou o filme como se tivéssemos feito uns meses antes, sem assumir que tinha rolado o que a gente acabou de viver.
Finalmente, a gente levantou e se desejou boa noite. Eu dei um selinho e um tapinha na bunda dele, subi no banheiro, me lavei, me enfiei na cama e dormi com um sorriso de mulher satisfeita no rosto. Ele pegou uma cerveja na geladeira e ficou na sala pensando. Com certeza, tentando aceitar o que sabia que ia rolar de manhã. Não devia ser fácil pra um pai.
Quando acordei, me deparei com um café da manhã incrível na mesa do jardim e o pai me esperando.
- Bom dia, princesa. Como hoje a Matilde não vem, fiz um café da manhã igual ao que ela faz pra você.
Me joguei no pescoço dele e beijei. Beijei de verdade, como uma mulher beija um homem. Ele me devolveu o beijo e me transformou numa mulher feliz.
- Valeu, Johan. Adoro que você me mime tanto. Senta comigo. A gente precisa comer bem, depois temos muita coisa pra fazer.
Meu pai me olhou estranho. Nunca o chamava pelo nome, e a mudança, consciente ou não, era óbvia que pressagiava algo importante. Depois de comer, fui pegar a caixa onde a gente tinha deixado os papeizinhos dos prêmios e perguntei:
- Prefere que a gente abra aqui ou perto da piscina?
- Melhor na piscina, linda.
Uai, uai, uai, então "linda". Só a mãe me chamava assim, e bem de vez em quando. A coisa pressagiava emoções fortes. A gente sentou de frente um pro outro nas espreguiçadeiras, peguei o papelzinho com o número um e li em voz alta:
- "O perdedor ou perdedora vai passar hidratante ou protetor solar no corpo inteiro do ganhador ou ganhadora. A ação vai durar cinco minutos."
- Esse você escreveu, pai. Seu safado. O que não ficou claro é esse "corpo inteiro". Você vai ter que explicar direitinho.
- Melhor você se deitar com uma toalha por baixo e descobrir por si mesma, linda.
Uai, uai, uai, duas vezes. Em tão pouco tempo é muita coisa. Tirei a camiseta que tinha vestido ao sair da cama e me estiquei de bruços, bem comprida. Sempre é bom deixar a melhor parte pro final.
— Hidratante ou protetor?
— Cum. E põe o cronômetro no celular, porque já te conheço há tempo.
Ele passou a mão em tudo: costas, pescoço, bunda e pernas. Nem preciso perguntar em que parte ele caprichou mais. Vocês já sabem a resposta. Quando ele achou que tinha apalpado toda a pele ao alcance, me deu um tapa na bunda e eu virei. Acho que cumprir a segunda parte da pena foi ainda mais fácil pra ele. Pra começar, focou nos peitos. Deixei ele passar um pouco da linha. Eu tava gostando e ele ficava todo excitado, e isso também me agradava. Subiu pros ombros e desceu de novo. Passou na minha barriga e, bem quando ia pro púbis, preparando a mão pra seguir pela buceta e tudo que tinha por ali perto, o alarme tocou.
— Tempo, tempo! Já era hora, safado. Você tava quase passando dos limites. Começou bem, mas no final, por pouco não enfiava. Sorte que esse treco tocou.
— Mas se eu ainda tô vestido, amor.
— A mão, a mão. O que você tava pensando? Cê é um tarado, pai. Deixa eu levantar, agora é minha vez de pagar a dívida.
De pé na frente dele, vesti a camiseta de novo e ele puxou o próximo papel. O dois tinha sido escrito por mim. Sabia exatamente o que dizia e, depois da estreia do meu pai, eu ia parecer uma caretona. Ele abriu e leu:
— "Ficar sem cueca ou calcinha por uma semana."
— Vai ser lindo te ter por perto uma semana com a bucetinha no vento, mas me parece que, te conhecendo, mais que castigo, pra você vai ser um prêmio.
— Cê é um porco, pai, mas não posso negar que cada dia me excita mais mostrar. Carlos colocou esse bichinho no meu corpo e... Deixa pra lá, não quero mais pensar naquele desgraçado. Vai, tira o três que agora é você quem vai engolir o próprio remédio.
Abri e, ao ler, soltei um Morri de rir. Meu pai queria saber se a filhinha dele curtia carne e peixe, mas o tiro saiu pela culatra, porque o otário era ele. Comecei a falar e, quando olhei pra ele, vi como as bochechas dele ficavam vermelhas a cada palavra.

— "O perdedor ou perdedora vai contar com precisão as relações que não são heterossexuais com outra única pessoa que tenha tido ao longo da vida".

— Porra, como você é complicado escrevendo, pai. Pra eu entender: você tem que me contar as fodas que teve com caras e os menages ou surubas com mais gente. O que não ficou claro é se isso inclui os menages e tal quando, além de você, só participavam mulheres.

— Deixa pra lá, filha. Eu começo e vai saindo. Tenho vergonha de falar disso.

— Então me explica por que você escolheu esse castigo. Você que fez a cama, agora deita nela, gostoso.

— É que eu tinha calculado que...

— Deixa, eu termino: ...ia sobrar pra sua filha falar. Fofocar sobre a vida sexual da sua princesinha te excita pra caralho. Você é um velho tarado, pai.

Sem entrar em muitos detalhes, descobri que meu pai, aquele que se achava um garanhão comedor atrás das novinhas, na época da faculdade tinha metido o pau em mais de um cu peludo e o dele tinha provado bastante cock. Ele me confessou que tinha curtido, mas que o negócio dele eram mulheres e, quando começou a sair com a mamãe, cortou suas vontades bissexuais. O que me surpreendeu foi que, com minha mãe, nos primeiros tempos de casados, quando por causa do pós-doc que ela fez, moraram um tempo em Berlim, eles faziam menages e trocas de casais, até quando a mamãe estava grávida. E nessas surubas, ele não dispensava uma boa cock. Isso minha mãe nunca tinha me contado!

— Não sou eu a castigada, mas já que você foi tão sincero, vou confessar que eu também já transei com garotas e acho que, se pintar oportunidade, vou continuar fazendo. Ficar com mais de uma pessoa deve ser coisa de família, porque eu adoro, embora o idiota do Carlos não quisesse. Só Pra ele, e agora olha. Vamos deixar as lágrimas de lado e aproveitar o máximo que a gente sabe, sem amarras. É minha vez de pagar. Vamos, lê o quarto.
– “Massagem tântrica”. O teu negócio é ser breve mesmo, amor.
– Já dizia Gracián: O que é bom, se breve, é duas vezes bom. Maturou tirando a roupa e deita de barriga pra baixo. Vou pegar um daqueles óleos que vocês têm no banheiro pra fazer umas sacanagens.
Quando voltei, encontrei papai esticadão na espreguiçadeira, com aquele rabo de ursinho à mostra. Ele tinha lembrado de estender uma toalha grande por baixo. Peguei outra toalha, dobrei e coloquei debaixo da testa dele. Ajeitei os braços e encaixei o queixo nas mãos. Quase deixei ele no ponto. Fiz um sinal de silêncio com o dedo, selecionei no Spotify uma música daquelas de meditação hindu, passei pro amplificador bluetooth que trouxe comigo e, com dois frascos de óleo à mão e uma toalha, tirei a camiseta e fui pra luta.
Não sou nenhuma expert em massagem, muito menos nessas “tântricas”. Na real, nunca recebi uma assim de profissional. Mas a parada não era bancar a expert, e sim esfregar meu pai na desculpa e, de quebra, deixar minha buceta contentinha.
Derramei uma boa dose de óleo. Comecei a espalhar, passando as mãos por toda a pele dele e, quando não sobrou nada pra untar, despejei um bom rego entre meus peitos. Me posicionei de lado, transversal ao corpo dele, e apoiei as tetas nas costas dele. Não sei se isso era tântrico ou não, mas safado, com certeza. Movi o tronco em círculos sobre o corpo dele, dos ombros até as panturrilhas. Conforme avançava, os seios iam acariciando meu pai e excitando a filha dele na mesma medida. No começo, pensei em fazer uma viagem de ida e volta, mas tava numa postura muito pouco ergonômica e minha lombar começou a doer. É o que dá não dominar os segredos da profissão!
Mudei de lado e decidi focar nas zonas erógenas. Acho que é nisso que consistem essas massagens, e se não for, também não tô nem aí. Passei um bom tempo naquele cu bundinha fibrada e peludinha. Quando terminei com as nádegas, meti a mão entre as pernas e massageei o buraquinho, a rachinha e a parte de trás do saco. Parecia que ele tava gostando, porque achei ouvir algo tipo: “mmm, o que você tá me fazendo, filha, mmm, que delícia, gostosa”. Parei, pra não viciar ele, e pedi pra ele se virar.
Ele me olhava como se tivesse fora desse mundo. Sorri e dei um beijinho. Coloquei a toalha de novo debaixo da cabeça dele e peguei outra pequena pra cobrir o rosto dele. Repeti os movimentos que tinha acabado de fazer nas costas. Quando passei o busto sobre os genitais dele, ele mexeu a mão pra acariciar minha bunda e tive que dar uma bronca. Levei uma boa palmada no rabo dele. Não devia ter sido grave, porque a resposta dele soou mais como um murmúrio de prazer do que reclamação. Segui o tratamento até os peitos do pé e decidi que era hora de partir pro toque final e encerrar o castigo.
– Papai, vou terminar dando uns toques especiais no seu lingam, pra ativar ele. Não sei se você sabe, mas é onde fica o chakra sexual dos homens. Uma massagem tântrica de verdade não pode terminar sem cuidar dessa parte como merece.
– O que você mandar, filha, mas cuidado, porque você tá prestes a esvaziar todos os chakras do universo inteiro, querida.
– Isso não vai acontecer.
Passei bastante óleo no lingam dele, aquilo que entre as amigas a gente sempre chama de “pacote”, mas se o negócio é tântrico, não vou fazer feio com o nome. Peguei os ovos dele com a esquerda e o tronco do pau com a direita. Comecei a subir e descer a mão boa, enquanto girava a esquerda, acariciando o saco e perdendo o indicador, de vez em quando, entre os anéis do esfíncter. O chakra dele devia estar se sentindo eufórico, porque o coitado começou a bufar como um garanhão no meio da montanha. Naquele momento, tive certeza: a massagem tinha chegado ao ponto alto e era hora de gozar, senão os chakras sexuais iam abandonar o corpo terreno pela ponta com buraco do lingam paterno.
Deixei ele descansar, reprimindo vontade de ativar meu yoni e todos os seus chakras, e já que tava nessa, dar um bom trato nos meus bicos. Tava elétrica. Não dava mais pra esconder de mim mesma nem por um minuto que meu pai me deixava a mil. Mas como sabia que tudo tem seu momento e o meu não ia demorar, tirei a toalha que cobria o rosto dele e cortei o barato, porque a pica, essa ficou dura igual desde que ele se deitou na espreguiçadeira.
— Vamo, vamos tomar um banho que a gente tá encharcado de óleo. Ainda tem castigo pra cumprir e não vou deixar você se esquivar.
O coitado nem respondeu. Me pegou pela mão e, de pau duro, entramos no chuveiro do jardim. Nos ensaboamos um de frente pro outro sem nos tocar. Só me aproximei dele quando já estávamos enxaguados pra beijar os lábios dele, com mais carinho do que safadeza.
Esquecemos a espreguiçadeira tântrica coberta com a toalha encharcada de óleo, colocamos os pareôs dobrados nas cadeiras reclináveis e sentamos. A penitência número cinco e última, eu tinha escrito e era ele quem tinha que cumprir. Peguei o papelzinho da caixa, abri e li:
— "O perdedor ou perdedora beijará intensamente a parte do corpo do ganhador ou ganhadora que o próprio ganhador ou ganhadora decidir. A ação durará cinco minutos."
— Buceta, pai, olha como você é barroco escrevendo. Se fosse a professora de Direito Romano do primeiro ano, te reprovava sem nem ler a prova.
— Tem que ser preciso com a linguagem, querida. Onde você quer o beijo?
Que beijo, que nada! Com o que a mamãe me contou sobre as comidinhas dele lá embaixo, eu ia pedir um beijo na boca? Me escorei na cadeira, levantei as pernas e passei sobre os braços do assento. Nessa posição, a buceta ficava aberta de par em par, então não precisei dar muita explicação. Na verdade, bastou uma palavra:
— Aqui.
— Filha, tem certeza?
Nem me dei ao trabalho de responder, mas ele entendeu. A pica dele, mais ainda.
Ele sentou no chão com as pernas entre as pernas da minha cadeira, me pegou as nádegas para me colocar na posição ideal, ele olhou nos meus olhos, eu balancei a cabeça afirmativamente, ele sorriu, colocou a língua pra fora e apoiou contra meus lábios menores. O que veio depois foi a melhor comida de buceta que eu já tinha recebido na vida. Eu gozei uma vez atrás da outra. Umas gozadas daquelas. Na terceira, ou quarta, sei lá, soltei uns líquidos pra caralho. Deixei os beiços do meu pai todos encharcados, mas ele não pareceu se importar e continuou me lambendo como um campeão.

Eu sou bem molhada, mas nunca tinha chegado perto disso em menos de cinco minutos. Posso confirmar porque, infelizmente, ele colocou o cronômetro do celular e quando eu já tava sentindo o gostinho, ou melhor, no clitóris, na porta do próximo orgasmo, e esse era dos grossos, com certeza, vai e toca o alarme. O filho da puta tirou a língua da boceta, levantou e não teve outra ideia senão me dizer: "Sinto muito, sinto muito". Se não fosse pelo prazer que ele tinha me dado e o quanto eu o amava, eu teria matado ele.

Fiquei toda quebrada, de pernas abertas no sofá, com a mão entre as dobras da vulva, sem forças pra mexer. Tanto prazer tinha me cortado o fôlego e ao mesmo tempo me deixado um sorriso cativante, cheio de paz e equilíbrio interior. Finalmente me levantei, abracei meu pai, beijei ele e falei baixinho, boca a orelha: Obrigada, pai. Pra você, filha, ele respondeu.

Suados e mais ou menos cobertos por outros fluidos corporais, ignoramos tudo e nos jogamos de cabeça na piscina. Brincamos na água, nos beijamos e fizemos carinhos. Depois do que tínhamos compartilhado naquela manhã, tudo já era permitido entre nós e eu queria ir até o fim. Sabendo o que continha meu papel do prêmio grande, me preparei pra assumir o conteúdo, mas meu pai se adiantou:

- Preciosa, sabe que ainda tem o prêmio grande pendente. Não quer abrir?
- Claro, embora não saiba se você vai estar à altura do castigo. Vamos, leia, perdedor. Comece pelo seu.

Saímos do água e, uma vez secos, papai pegou os dois papeizinhos e, feito um feixe de nervos, abriu o que ele tinha escrito:
– “O perdedor ou perdedora fará amor com o ganhador ou ganhadora. Prevalecerão os desejos e sugestões do ganhador ou ganhadora, e ambos buscarão o máximo prazer do outro”.
Eu caí na gargalhada ao ouvir o que meu pai lia. Pela formalidade com que ele escrevia uma coisa dessas, e pela surpresa que ele teria ao ler meu papel. Não precisei falar nada. Ele pegou e leu:
– “Foder até gozar pra caralho”.
Agora era ele quem ria pra valer. Acho que foi uma risada libertadora. Ele tinha se arriscado, mas depois dos dias que passamos sozinhos, era muito óbvio o que ambos queríamos.
– Para com isso, papai. Preciso escolher. Tchan, tchan, tchan…! Escolho o seu, querido. Hoje quero fazer amor com você, papai. Nossa primeira vez tem que ser algo lindo, carinhoso, muito sensual e gratificante. Algo para contarmos nossos gostos, fetiches e medos na cama. Para nos amarmos. Já teremos tempo de foder e de nos fartar de sexo.
– Você é toda uma mulher, Judit. Não sei o que vai ser de nós, porque o que estamos vivendo não é normal. Vamos aproveitar o tempo que durar, sem pensar em coisas para as quais não encontraremos resposta.
– Fechado. Me dá um beijo. Te espero na sua cama em vinte minutos.
Tomei um banho e dei uma geral nas minhas cavidades para estar pronta para qualquer evento. Passei creme hidratante e dei um toque do meu perfume de guerra no pescoço, debaixo dos peitos e nos pelinhos da buceta. Procurei a roupa íntima mais sexy que tinha. Encontrei pouca coisa, porque entre odiar tangas e essas coisas que sobem na racha e usar poucos sutiãs no verão, a coleção era uma dúzia de calcinhas básicas de algodão, uma fio-dental de lycra meio surrada e uns sutiãs de triângulo que já viram dias melhores. Foi fácil decidir.
Quando meu pai, ou melhor, meu amante, entrou no quarto dele, encontrou uma mulher coberta de Cima, baixo, pelo lençol. Só se via minha cabecinha, apoiada no travesseiro. Eu tinha arrumado a roupa de um jeito que desenhasse minha silhueta. Embora não pudesse ver, devia parecer uma estátua coberta por uma película fina e branca, deitada sobre um lençol, com os braços abertos, as pernas separadas e os peitos, coroados pelos mamilos eretos, furando o tecido.

Ele também tinha se lavado. Cheirava ao clássico gel de La Toja e tinha vestido uma camisa polo e as calças que devia ter encontrado no quarto de passar. Examinou a câmera com o olhar, focando na minha figura. Não passou despercebido o dildo realista de tamanho generoso, as camisinhas e um frasco de lubrificante à base de água que estavam na mesinha de cabeceira.

— Tira a roupa, Johan. Entra na cama e me faz feliz.

Ele não respondeu com palavras. Só concordou com um gesto e puxou o lençol. O que veio depois foi a experiência mais maravilhosa que eu já tinha vivido até aquele momento. Eu, uma garota de vinte e dois anos, bem experiente e cascuda nas coisas do sexo, esperava que uma máquina como meu pai me pegasse com força e me levasse a níveis de prazer que só se alcançam com os refinamentos de amantes muito experientes e sem vergonha, safados e atentos na mesma medida.

Não teve nada disso. Naquela manhã, meu pai me fez amor como se eu fosse uma namorada com a flor ainda fechada. Nada de firulas acrobáticas, nada de práticas elaboradas. Carícias e mais carícias. Uma penetração suave, lenta, curtindo o momento. Eu embaixo, de costas, e ele por cima de mim, enfiando e tirando a vara dele da minha buceta sem pressa, com delicadeza. Muitos beijos, muito amor.

Eu gozei langorosamente, sem os espasmos típicos de um orgasmo entre entendidos. Ele segurou a porra. Queria mais. Eu também. Beijei ele e pedi que se deitasse de barriga pra cima. Montei nele e cavalguei o pau dele devagar, chegando ao limite antes de juntar nossos pubis de novo. Enquanto isso, ele acariciava meus peitos com Maestria. Quando percebi que a respiração dela acelerava, aumentei as investidas e ela gozou num suspiro. Eu também.
Tirei o pau dela da bainha e quando ia pegar a cabecinha com os lábios, ela me parou:
- Hoje não, princesa.
- Quer me dar no cu, papai? Sabe que eu adoro e preparei o buraquinho pra você. Prefere que eu meta aquele brinquedo atrás enquanto...?
- Hoje não, princesa.
Olhei o rosto dela e entendi o recado. Que vergonha! Me achava tão mulher, tão experiente, e era só uma garota que não sabia distinguir sexo de amor.
- Claro, papai. Tempo vai ter.
Espreguiçamos na cama e tomamos banho juntos, mas sem putaria. Entenda: beijos e carícias, muitas, mas sem mais sexo. Naquela manhã aprendi mais sobre o que une um casal do que nos quase dois anos que passei com Carlos.
A partir daí, nossas vidas mudaram. Nos sentíamos um casal. Não sabíamos bem como conciliar isso com nosso vínculo de pai e filha, mas aprenderíamos. Nos conhecíamos desde que nasci, mas agora precisávamos nos descobrir como homem e mulher.
Passamos a tarde jogados no sofá falando do nosso futuro. No dia seguinte, fomos fazer uma trilha na restinga que fica a leste da Praia do Coto, no fim de Matalascañas. Estacionamos e começamos a andar perto da beira. Conforme nos afastávamos da civilização e entrávamos nos domínios do Parque de Doñana, encontrávamos menos gente. Quando o calor começou a apertar, guardamos as camisetas, o short dele e minha calcinha de banho nas mochilas. Paramos pra nadar, continuamos andando e de volta à água. Avançávamos entre a areia molhada e as línguas de água do mar que a varriam, discutindo o que faríamos nos dias seguintes, entre beijos e amassos ocasionais.
Meu pai tinha uma reunião importante perto de Barcelona na tarde do dia seguinte e precisava ficar pelo menos mais um. Como não queria me separar dele e faltavam sete dias até termos que voltar... em Madrid, no dia vinte e cinco, convenci ele a me acompanhar até Barcelona. Eu ficaria com a Carmen nos dois dias que ele estaria ocupado e, depois, a gente iria percorrer de carro alugado as caletas da Costa Brava, só nós dois.
Andando, andando, vidrados na conversa, acabamos na altura da Torre Carbonero, a dois passos da Praia de Castilla. Já fazia um tempão que não encontrávamos ninguém, então decidi que podia ser um pouco sacana. Me pendurei no pescoço do meu pai e beijei ele com tesão. Desci as mãos pelo corpo dele, acariciando do jeito mais sensual que consegui, até pegar no pau dele com os dedos. Quando ele ficou durinho, olhei com cara de santinha e soltei:
– Hoje quero que você foda a sua filhinha, papai. Gozar ao ar livre me dá um tesão do caralho.
– Você é doida, princesa.
Ele olhou pros lados. Não viu ninguém até onde a vista alcançava. Deu de ombros e a gente percorreu os pouco mais de duzentos metros que separam a beira da torre de mãos dadas. Ele me levou pra trás da construção. Estendeu a toalha dele na areia e me ajudou a deitar. Abri as coxas e, sem mais enrolação, ele começou a lamber minha buceta. Quando viu que eu já tava toda molhada, dobrou minhas pernas e levantou elas até meus joelhos quase encostarem nos meus peitos. Cobriu meu corpo, me penetrou com o pau dele a toda potência e começou a bombar. Em poucos minutos, quando a gente já tava fora desse mundo, mergulhado no puro prazer, ouvimos a voz de um homem:
– Senhores, vocês estão dentro de um Parque Nacional. Embora seja permitido caminhar livremente pela praia, não podem se aproximar da torre. Tem casais de falcão-peregrino nidificando ali. Peço que parem o que estão fazendo, se vistam e saiam da área.
Quando viramos, demos de cara com um guarda florestal uniformizado. O parceiro dele esperava numa caminhonete parada a pouco mais de trinta metros. A gente devia estar muito concentrado pra não ter ouvido eles chegarem. Pedimos Desculpa, a gente se vestiu e voltou pelo mesmo caminho. Assim que nos afastamos, eu comecei a rir:
— Que coitus interruptus do caralho. Viu a cara de cu que o cara fez? Muito falcão peregrino, mas o coitado só tava preocupado em olhar como seu pau entrava na minha buceta. E quando ele mandou o sermão, falava sem tirar os olhos das minhas tetas, ha, ha.
— Judite, não sei como você leva isso tão na esportiva. Se o povo descobrir que você transa com seu pai, que ainda tem mais que o dobro da sua idade, a gente vira pária social. Nem sei se devemos continuar com isso, mas enquanto eu penso, pelo menos vamos ser discretos.
— A gente deve ser maluco, mas é maravilhoso, então enterra essas dúvidas idiotas e vai achando um canto pra terminar o que começou.
No caminho de volta, encontrei uns lugares bem convenientes pra dar vazão à nossa libido, mas papai recusou de cara e não quis continuar nossas brincadeiras até ter a privacidade do chalé.

Na manhã seguinte, pegamos o avião em Sevilha e voamos pra Barcelona. Pegamos o carro que alugamos no aeroporto de El Prat. Ele me deixou na casa da Carmen e seguiu pro escritório do cliente dele em Sant Cugat, uma cidade chique perto da capital. Quando a gente falou da viagem, eu disse que passaria as noites no hotel dele. Ele respondeu: nem pensar, de forma bem seca. Sabia que ele tava certo, porque eu era a primeira que sempre queria ficar na casa da minha amiga e não era pra levantar suspeita, mas poder dar uma trepada com papai toda noite me deixava louca.

0 comentários - Tudo por umas fotos da mamãe na praia! 3