Assuntos de Família 3

Depois do almoço de sábado e toda a atividade sexual em torno dele, a semana passou com relativa calma. Todos retomamos nossas atividades de rotina e o ambiente em casa parecia o mais normal possível. Liguei pros meus pais algumas vezes pra saber como estavam e eu e Eva fizemos amor quase todos os dias.

Tínhamos descoberto que o swing era algo que adicionava tesão e interesse ao nosso relacionamento. Comentamos sobre isso uma noite depois do jantar, relaxados no sofá, e descobrimos que nenhum de nós dois tinha sentido ciúmes. Tinha sido tipo adicionar um brinquedo ao sexo. Eva definiu como se tivéssemos introduzido dildos na brincadeira, com a diferença de que esses brinquedos eram de carne e osso e ainda por cima da família. E embora a confiança com meus pais tornasse mais fácil, não descartamos praticar com outros casais.

Mas tudo acabou na sexta. Como um terremoto, chegou sem avisar. Como todos os dias, saí de casa pra trabalhar depois de dar um beijo de despedida na Eva. Durante a manhã trocamos algumas mensagens e tudo parecia correr às mil maravilhas. Porém, ao chegar em casa, tudo tinha mudado. A primeira coisa que notei foi a falta do cheiro habitual de comida recém-feita e o silêncio. Eva sempre colocava uma música suave de fundo quando estava em casa. Dizia que a relaxava e dava um ambiente mais aconchegante ao lar.

Estranhei aquela quietude. Chamei por ela, mas não respondia, então percorri cada cômodo enquanto minha inquietação aumentava. Não havia sinal dela. Teria acontecido alguma coisa? Liguei pro celular dela várias vezes, mas sempre caía na caixa postal. Depois de deixar meia dúzia de mensagens, fui até a cozinha beber um pouco de água. O nervosismo tinha me deixado com a boca seca.

Lá, presa na geladeira com um ímã, vi a folha. Apenas meia dúzia de linhas pra me dizer que tudo tinha acabado. Que sentia muito, que não me amava mais e que estava indo embora. Sem mais. Tinha acabado. Mas se de manhã tudo parecia... indo tudo normal. Não entendia nada. Deixei uma nova mensagem na secretária eletrônica dela pedindo para conversarmos. Precisava saber o que tinha acontecido. Mas as horas passaram e não recebi resposta dela.

Não sei quanto tempo fiquei sentado numa poltrona feito um zumbi. De repente, uma ideia veio à minha cabeça. Revirei a casa toda e vi que ainda tinha coisas dela nas gavetas. Então ela deveria voltar e seria a hora de conversar. Quase de noite, minha mãe ligou para perguntar se no dia seguinte iríamos almoçar lá. Tentando disfarçar meu estado, dei uma desculpa para cancelar o compromisso. Precisava pensar. Minha mãe percebeu algo na minha voz.

— Querido. Você está bem? — a voz dela soou preocupada.

— Sim, mãe. Não se preocupa — respondi, me xingando por não conseguir disfarçar melhor.

— Pois não parece. O que foi?

— Nada, mãe. Só que estou cansado. Essa semana foi puxada no trabalho e temos um problema pra resolver o quanto antes. O chefe tá me enchendo o saco — pensei que tinha um pouco de verdade no que dizia, então talvez soasse convincente.

— Como quiser. Mas se precisar de algo, você sabe que estamos aqui. A Eva, como tá?

— Bem, mãe. Agora ela tá no banho, senão teria pedido pra ela atender.

— Tá bom. Dá um beijo da nossa parte. E você não fica pirando não. Um beijo, querido.

— Beijos, mãe. Dá um pro pai da nossa parte.

— Vou dar sim. Mas com língua — ela brincou —. Tchau.

— Tchau, mãe. Te amo.

Deixei o telefone do lado e deu vontade de chorar. Nunca tinha mentido pros meus pais. Mas precisava digerir o que tinha acontecido. Será que aconteceu algo que podia ter chateado a Eva? Se fosse, ela devia ter me contado. Sempre tivemos confiança suficiente pra falar de qualquer coisa. Não entendia nada. Será que tinha outra pessoa na vida dela? Repassando os últimos dias, não consegui achar nenhuma pista que indicasse isso.

Passei o fim de semana sem sair de casa, esperando que ela aparecesse de novo. Mas foi em vão. Na segunda, decidi não ir trabalhar. Liguei avisando que não estava me sentindo bem e fiquei esperando. Esperava que ela fosse em casa pegar o resto das coisas dela, contando que eu estaria trabalhando. Mas ela também não apareceu. Não podia ficar de guarda em casa a semana toda. O telefone dela não dava sinal de vida e, nas últimas ligações, já caía direto na caixa postal. Não tinha nada a fazer.

Na terça, retomei minha vida tentando voltar à normalidade, mesmo sabendo que era impossível. Ao sair do trabalho, fui na casa dos meus pais. Comeria lá e conversaria com eles. Precisava contar o que tinha acontecido. Eles tentaram me consolar e me deram todo o apoio. Um pouco mais tranquilo e pelo menos aliviado por ter desabafado parte da minha preocupação, voltei para casa já anoitecendo. Quando cheguei, me surpreendi ao ver as gavetas abertas. Eva tinha voltado para buscar o resto das coisas dela. Tudo estava em ordem e só faltavam as coisas dela. Pelo visto, ela tinha levado tudo correndo, com certeza com medo de que eu chegasse antes dela ir embora de vez. Agora sim, tinha certeza de que nunca mais a veria. Resignado, fui para a cama sem jantar.

No dia seguinte, à tarde, a campainha tocou. Fui abrir correndo, com a esperança de que fosse Eva. Mas era minha irmã Sara. Sara tem um ano a menos que eu e é uma mulher muito gostosa e divertida. Abri a porta e, quando ela chegou, se pendurou no meu pescoço e me deu uns beijos bem sonoros.

— Ela que se foda, irmãozinho. Ela não vai encontrar um cara melhor que você por mais que procure.

— Obrigado, Sara. Talvez ela já tenha encontrado e por isso foi embora — admiti, ainda pra baixo.

— Ah, para. Você é um cara gato, divertido, gentil e carinhoso. Te garanto que nessa hora ela já deve estar arrependida. Se eu pego ela, arranco o couro. Não quero te ver assim por alguém que não te merece.

— Exagerada você — respondi com um sorriso triste. — Te amo muito, mas você mente muito mal.

— Eu não minto — ela retrucou, sorrindo para me animar. — E agora mesmo você y eu vamos tomar uns drinks. Você precisa de um ar fresco.   —Obrigada, Sara. Mas não estou no clima.   —Falei pra mãe que te tiraria de casa, mesmo que fosse arrastado. Então não me faça cumprir a palavra —ameaçou sem perder o sorriso.   —Tá bom —eu sabia que ela era capaz, então era melhor me render—. Mas só um. Amanhã tenho que trabalhar do mesmo jeito. Meu chefe tá cagando que a Eva me deixou.   —Beleza. Só um. Mas não quero mais falar dessa… Como era o nome? Viu? Eu já esqueci. E você devia fazer o mesmo.   Minha irmã era um furacão de bom humor. Eu agradecia do fundo do coração pelo que ela tentava fazer, mesmo eu não estando no clima. E ela sabia que eu faria o mesmo se ela estivesse na mesma situação. Então me resignei e me preparei pra sair com ela. Enquanto eu tomava banho, ela entrou no quarto e começou a fuçar no guarda-roupa. Quando saí com uma toalha enrolada na cintura, ela já tinha minha roupa preparada na cama.   —Já separei sua roupa. Não quero te ver com cara de amargurado. Viu? Com essa roupa, as minas vão pular no seu pescoço. E olha só pra você —disse, se aproximando—. Você tá mais gostoso que pão quente —falou, apalpando meu torso e meus braços—. Se você não fosse meu irmão, eu te comia aqui mesmo.   Eu ri das piadas dela. Com ela era impossível ficar triste. Agradeci os elogios com um beijo na bochecha.   —Obrigado, Sara. Você é a melhor irmã que alguém poderia ter.   —Eu sei. E você é o sortudo irmão dessa maravilha —disse, morrendo de rir enquanto dava uma voltinha como uma modelo.   Apesar do meu humor, ela arrancou uma gargalhada minha e me senti melhor.   —Então vamos. Agaz sai daqui que vou me vestir —pedi.   —Ah, para. Como se fosse a primeira vez que vejo um cara pelado. Incluindo você. Quando éramos pequenos, no verão a gente andava por aí como veio ao mundo —disse, virando as costas pra sair.   —Mas a gente não é mais criança —protestei, divertido—. E algumas coisas mudaram bastante. — E tipo, quanto mudaram? Essa informação pode ser interessante. Tenho umas amigas que podem ficar interessadas — ela riu, virando-se novamente para me olhar.

Não sei por que fiz isso, mas tirei a toalha e joguei na cabeça dela. Por um instante, ela pôde ver meu pau em repouso. Como resposta, ela simplesmente virou as costas para ir embora enquanto ria.

— Não trouxe a régua. E espero que isso cresça. Se não, minhas amigas também não vão se interessar por você.

Cinco minutos depois, estávamos saindo de casa. Entramos num pub não muito longe e conversamos como dois velhos amigos. Ela me contou que nossos pais tinham contado o que aconteceu e pediram que ela viesse tentar me animar. Eu sabia que não precisavam ter pedido. Ela teria feito isso de qualquer jeito. Éramos muito próximos e sempre nos demos super bem. Ela conhecia todos meus amigos e eu conhecia a maioria das amigas dela.

Passamos umas duas horas falando de tudo um pouco. Sara se esforçou para puxar assuntos que não tivessem nada a ver, nem de longe, com Eva ou com relacionamentos. Relembramos nossa infância e juventude. A vida quando ainda morávamos na casa dos nossos pais. Agora ela também tinha se emancipado e morava do outro lado da cidade, mas não por isso tínhamos perdido contato.

Depois de duas horas e dois drinks, ela me deixou em casa de novo. Quando chegamos na porta do prédio, ela me olhou diretamente nos olhos, como se procurasse algo no fundo deles.

— Tá melhor? — perguntou com um leve sorriso cheio de carinho.

— Claro que tô, maninha. Muito obrigado.

— Pra que servem irmãs maravilhosas? — perguntou mostrando os dentes num grande sorriso cheio de ironia. — Se cuida, hein. Vou te visitar em uns dois dias.

— Não precisa, Sara. Vou ficar bem — falei pra tranquilizá-la.

— Ah. Meu querido irmãozinho não quer me ver — disse fazendo uma carinha de pena mais falsa que nota de três euros.

— Você sabe que será sempre bem-vinda nesta casa, maninha — afirmei, segurando seu rosto entre minhas Mano.   —É bom que sim. Senão eu invado —respondeu alegre antes de me dar um beijinho e sair.   Entrei em casa mais animado. Tinha me alegrado ver a Sara e tomar uma bebida com ela. Ela sempre teve o dom de me fazer rir e fazer os problemas desaparecerem.   O resto da semana passou sem grandes acontecimentos. A casa parecia enorme, mas eu não tinha planos de sair. No sábado, a Sara apareceu de novo, dessa vez ligou na hora do jantar e pouco depois chegou com uma pizza. Mais uma vez, passamos um tempo muito agradável.   —Acho que errei em escolher a Eva para casar. Devia ter procurado alguém como você —confessei quando já tínhamos acabado de jantar e estávamos aproveitando uma bebida. Ela estava sentada no chão, encostando as costas no sofá onde eu permanecia sentado.   —Você se entediaria rapidinho. Eu poderia ficar te enlouquecendo —ela zombou.   —Bom, eu não fico entediado quando estou com você. É curioso, mas a gente nunca brigou. Que merda de irmãos a gente é.   —Você tem razão. Nunca tinha pensado nisso —concordou ela, franzindo a testa—. A gente devia começar a brigar?   —Aff… Tô com uma preguiça da porra —disse eu, provocando a risada cristalina dela.   Ela se sentou ao meu lado e passou os braços pelo meu pescoço. —Eu não consigo ficar brava com você, Nesto. Te amo demais —disse, mais séria do que eu esperava.   Fiquei gelado. Soou como uma declaração de amor. Acho que fiquei vermelho. Ela esboçou um sorriso e me beijou. Só encostou os lábios nos meus, num beijinho que parecia inocente. Senti meu pau começando a acordar e me senti culpado por sentir essa atração pela minha irmã. Mesmo tendo transado com minha própria mãe, dessa vez senti que não devia seguir por esse caminho.   A Sara não me soltou. Afastou o rosto do meu e me olhou fundo nos olhos. Ainda tinha aquele sorrisinho nos lábios que a deixava mais sensual. Aproximou o rosto do meu de novo e me beijou outra vez. Dessa vez abriu a boca e ela acariciou meus lábios com a língua. Um choque elétrico me percorreu de cima a baixo. Sem saber como, me vi abraçando-a com força. Ela correspondeu ao abraço enquanto eu abria a boca para dar passagem à sua língua, que se entrelaçou com a minha.

Nos beijamos por alguns minutos. Nossas línguas brincavam uma com a outra, procurando-se, enrolando-se ansiosas em nossas bocas.

Quando nos separamos, fiquei olhando nos seus olhos. Só via desejo no seu olhar, mas tinha medo de ver algo ambíguo.

— Desculpa — consegui dizer. — Acho que exagerei.

— Não foi você. Fui eu quem te beijou — disse ela com voz suave como mel.

— Mas…

— Nem mas nem meio mas — ela me cortou antes de me beijar novamente com ansiedade. — Vou te foder de um jeito que você volta à vida.

Enquanto voltava a me beijar com ainda mais vontade que da primeira vez, começou a puxar minha camiseta para cima. Só soltou minha boca no momento de tirá-la pela minha cabeça. Eu me agarrava a ela como um náufrago à sua tábua. Minhas mãos procuravam os botões da sua blusa e quase os arranquei de uma vez. Livrar-me do seu sutiã não foi difícil. Seus seios generosos ficaram à vista. Eu nunca tinha visto aqueles mamilos. Agora eram seios fartos com aréolas rosadas onde se destacavam os mamilos eretos de desejo. Sua boca deixou escapar um gemido quando os acariciei com carinho, enquanto ela jogava a cabeça para trás para me abrir caminho para brincar com seu peito e pescoço. Beijei seu pescoço com ternura enquanto brincava com seu seio. Minha mão começou a descer, acariciando cada centímetro de pele até chegar à cintura da sua saia.

Passei direto pelo tecido e levei minha mão diretamente à sua virilha. Quando sentiu minha mão procurando seu segredo mais íntimo, abriu as pernas me convidando a entrar. O tecido da sua calcinha já estava úmido e acariciei sua buceta por cima do pano. Ela ofegava, desejando carícias mais intensas. Procurei o zíper da sua saia e o desci. Ela levantou os quadris para conseguir se livrar da peça. Me posicionei diante de seus joelhos e puxei sua calcinha com as duas mãos sem parar de olhá-la.

Seu rosto agora aparecia ruborizado, mas sua respiração acelerada dizia que ela esperava mais. Deixei as meias calças nela e abri seus joelhos lentamente, indicando o que viria a seguir. Ela se deixou levar e jogou a cabeça para trás enquanto massageava os seios quando sentiu minha língua acariciando seu monte de vênus. Deslizei a língua para baixo para percorrer toda a extensão de sua vagina com suavidade. A entrada de sua buceta já estava encharcada de desejo. Não parei e continuei até o final. Depois voltei pelo mesmo caminho, pressionando agora um pouco mais para me abrir caminho entre seus lábios até chegar ao botão do prazer. Quando parei sobre ele, Sara soltou um gemido mais alto enquanto suas pernas tentavam se fechar instintivamente. Brinquei um tempo com seu clitóris até conseguir fazê-la gozar. Sua respiração acelerou ainda mais e ela agarrou minha cabeça para que continuasse castigando sua caverna. Amei provocar seu orgasmo.

Quando sua respiração se normalizou um pouco, ela se sentou para me beijar e saborear seus próprios fluidos da minha boca. Depois, meteu a mão na minha calça e a abriu num instante com uma mão enquanto enfiava a outra em busca do meu pau. Ela agarrou minha cock e começou a acariciá-la de cima a baixo. Eu estava de joelhos diante dela, então ela deslizou para o carpete e me empurrou para que me sentasse. Depois puxou a calça e a cueca juntas e eu levantei a bunda para ajudá-la. Minha cock já estava livre e apontava para o teto desafiadoramente. Ela a contemplou por alguns segundos enquanto parecia se lambuzar. Me olhou nos olhos sorrindo e se inclinou sobre minha cock para enfiá-la na boca. Senti a quente umidade de sua boca envolvendo minha cock e me deixei levar. Com uma mão ela brincava com minhas bolas enquanto se limitava a brincar com a língua sobre minha glande. Ela enfiava a cabeça do pau na boca e soltava depois de um par de chupões. Ela me deixava louco.   Finalmente ela se decidiu a engolir. Devagar, sentindo cada centímetro, foi engolindo meu pau até que o queixo dela tocou nas minhas bolas. Então parou por um instante, apertando o pau com a língua contra o céu da boca. Era uma sensação fantástica. Em seguida começou a mover a cabeça, quase tirando ele da boca e depois engolindo tudo de novo. Ela chupava como uma expert.   Por um momento me surpreendi ao perceber que comparava a maestria dela com a da minha mãe, e Eva não aparecia de jeito nenhum. Mas não me senti culpado por isso. Eu estava no paraíso e queria aproveitar ao máximo. Sara não parou nem por um instante. Depois de alguns minutos, ela me deixou quase explodindo.   —Vou gozar, Sara. Ou você para ou eu vou gozar — avisei, ciente de que estava prestes a gozar.   —Não se segura. Quero saber qual é o gosto da sua porra — disse com voz rouca de desejo.   Apenas alguns segundos depois, eu jorrei na boca dela. Ela parou o movimento para aproveitar os jatos que chegavam na garganta. Sem parar de engolir, começou a chupar de novo, agora mais devagar, até espremer a última gota. Quando tudo acabou, continuou movendo a mão ao longo do meu pau, devagar, tentando fazer ele ficar duro de novo. Ela estava ansiosa para senti-lo dentro da buceta, e eu estava louco para me sentir dentro dela.   Logo meu pau respondeu às carícias e ficou duro como pedra de novo. Sorrindo, satisfeita com suas habilidades, ela sentou sobre minhas pernas, deixando a buceta sobre meu pau. Moveu-se algumas vezes, acariciando o pau com os lábios vaginais enquanto se agarrava no meu pescoço e me beijava. Agora era eu quem sentia o gosto da minha porra direto da boca dela. Quando sentiu que meu pau estava bem na entrada da buceta, ela se deixou cair devagar até enfiar até o fundo. Eu passei um braço pela cintura dela enquanto a outra mão procurava os peitos. Ela agradeceu as atenções com um ronronar de gata enquanto ela começou a se mexer. O rosto dela sorria com os olhos fechados, como se assim pudesse se concentrar mais nas sensações que vinham das nossas bocetas.

Pouco a pouco foi aumentando o ritmo dos movimentos enquanto eu brincava com os peitos dela, alternando entre acariciar, morder e beliscar os mamilos. Depois de um tempo, os movimentos dela ficaram frenéticos quando chegou perto do orgasmo. Eu agora poderia aguentar mais um pouco e ela poderia curtir um orgasmo mais intenso e longo.

Quando o orgasmo chegou, ela colou o corpo no meu com força. Se agarrou no meu pescoço com os dois braços enquanto as descargas de prazer percorriam o corpo dela uma atrás da outra. Senti as unhas dela cravando nas minhas costas, mas longe de me incomodar, me deu a sensação de que estava levando ela ao sétimo céu, o que estimulou ainda mais minha libido.

Ela tinha chegado ao orgasmo. Mas eu estava muito perto também, então não parei de me mexer, o que fez de certa forma o orgasmo dela durar mais. Ela continuou cavalgando até que com um grito rouco eu gozei dentro dela. Eu não cravei minhas unhas nela, mas acho que deixei marcas roxas dos meus dedos agarrando o corpo dela. Senti ela tentando se cravar mais na minha pica, fazendo a penetração ficar ainda mais funda. E lá ficamos os dois ofegantes, unidos pelas nossas bocetas, juntando e misturando nossos suores, satisfeitos e felizes.

Ela afastou o rosto do meu pescoço e me beijou de novo. Foi um beijo apaixonado, longo, como se quisesse se fundir comigo. Claro, eu respondi com a mesma vontade. Quando nossas bocas se separaram, ela me olhou e sorriu feliz.

— A Eva é uma otária. Não sei por que ela vazou. Mas perder alguém que fode como você, é coisa de idiota.

— Obrigado, Sara — respondi orgulhoso —. Você é a melhor pra levantar a autoestima.

— Não falo pra você se sentir melhor. É verdade. Foi a melhor foda da minha vida. Obrigada, irmãozinho — acrescentou antes de me dar outro beijinho.

— Obrigado eu — retruquei, devolvendo na mesma moeda.

Ela se levantou quando meu pau ficou reduzido ao mínimo. Tinha me deixado seco. Mas em vez de se afastar, sentou no meu colo, jogou os braços no meu pescoço e me beijou de novo.

— Além disso, não sou só eu que digo — confessou com uma piscadela de cumplicidade.

— Digo o quê? — perguntei, surpreso.

— Que você é o melhor na cama — ela estava tirando sarro de mim e adorando.

— Não entendo.

— Não tem nada pra me contar?

Um alarme disparou na minha cabeça, mas eu estava tão fundo que não consegui localizar. Algo me dizia pra ficar alerta, mas não sabia sobre o quê.

— Não entendo. O que eu tenho que te contar? Você sabe que com você não tenho segredos.

— Pelo menos um você tem.

Diante da minha expressão de genuína surpresa, ela me olhava divertida. Estava brincando comigo e se divertindo horrores. Achei que ela ia cair na gargalhada a qualquer momento ao ver minha cara de trouxa. Finalmente, pareceu perder a esperança de que eu adivinhasse.

— Não tem que me contar algo sobre um jantar especial? Ou sobre um churrasco na casa do papai e da mamãe? — perguntou, me olhando com malícia.

Acho que fiquei branco. Com certeza percebi que abri os olhos que nem pratos e na minha boca aberta caberia um caminhão.

— Como você sabe disso? Vai achar que somos uns degenerados — supus abatido. Sempre tinha pensado que a Sara me via como uma espécie de exemplo, e o exemplo tinha cagado no pau.

— Degenerados? Nada. Além disso, nesse caso eu também sou. Não acha? — perguntou, me dando outro beijinho.

— Mas como você ficou sabendo?

— Porque a mamãe me contou, seu bobo! — disse antes de cair na risada.

— Mamãe? A mamãe te contou?

— Claro. Como senão eu saberia que você fode tão bem? O papai você não comeu. Ou comeu?

— Tô alucinando. E você, o que acha?

— Bom, fico feliz que você nunca me convidou pra um ménage com a Eva. Agora mesmo me sentiria tão traída quanto você — acrescentou ao ver minha cara de pena por achar que tinha decepcionado ela. — A gente não tinha combinado de esquecer a Eva? — naquele momento, Eva era a última das minhas preocupações. — Você tem razão. Desculpe — disse, achando que doía falar dela. Na verdade, eu estava tentando assimilar a notícia de que meus pais tinham contado a aventura sexual que tivemos. Sabia que éramos uma família aberta e sem tabus. Mas achava que aquilo tinha ficado entre nós. — Não se preocupe. Não vou fazer escândalo. Eu já sabia que mamãe e papai praticavam swing. Você não? Talvez eu tivesse mais confiança com eles, principalmente com a mamãe, nesse assunto. E há pouco ela me contou como uma história engraçada que aconteceu com eles uma vez. Te digo uma coisa, se isso te deixa mais tranquilo: eu no seu lugar também teria ido em frente. — Sério? — De verdade. É uma coisa entre adultos que não machuca ninguém. É só sobre curtir o sexo. É o que acabamos de fazer agora mesmo. Ou você está arrependido? — perguntou com uma careta falsa de desgosto. — Nada disso — afirmei categórico —. O que estou é alucinado. Acho que tenho a família mais doida do mundo. Sara riu e me abraçou de novo. Podia sentir os peitos dela contra minha pele, mas não era com intenção de me excitar. Era um abraço de irmã, carinhoso, genuíno. Como se estivéssemos vestidos e não houvesse nada sexual entre nós. — Por falar nisso. Eu disse pra mamãe que também queria experimentar. Se você era tão bom, não queria ser a única a perder. Então não se assuste se ela perguntar. Aí sim fiquei com os olhos arregalados. Não só comentavam minhas "habilidades" sexuais, como ainda avisavam quando iam me foder. Com certeza, mais confiança entre mãe e filha não podia existir. Estava claro que a minha não era uma família muito comum.

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