Minha mãe não vai mais ficar sozinha (2)

D: O que você tá a fim de comer hoje?
I: Hmm, na verdade, nada especial me vem à cabeça. Enquanto você estiver comigo, já tô mais que feliz.
D: Bom, que tal um guisado gostoso da dona Lety?
I: Nossa, sim! Faz tempo que a gente não visita ela.
D: Vamos aproveitar.
I: É, só deixa eu pagar meu dia e a gente vai. Cê trouxe o carro?
D: Não, porque a academia é quase perto, e além disso, seria bom dar uma volta.
I: Tá bom, assim você se distrai um pouco.

Quando desceu, minha mãe passou na recepção pra pagar o dia dela na academia, mas o cara que eu encontrei no começo cumprimentou ela.
Minha mãe me chamou pra me apresentar ao instrutor Javier.
Javier elogiando minha mãe, falando como é possível eu ser filho dela, que ela é a mais sortuda, essas coisas.
Sem largar a conversa.

Já era hora, a gente saiu e minha mãe o caminho inteiro ficou falando de como é bom estar naquela academia, me contou sobre os instrutores, também sobre o trabalho dela, o que fez hoje.

Sabe, tem dois detalhes curiosos.
Um é verdade: dava pra ver que a academia ajudou minha mãe a espairecer. Tô vendo ela mais animada, cheia de energia, e isso é nítido. Pelo que eu lembro, era eu quem começava e falava mais na conversa, agora é ela.
Fico feliz em ver ela tão feliz assim.

Segundo detalhe é que ela nunca mencionou o Oscar, o cara que tava com ela.
A verdade é que eu percebi e até perguntei por ele.
Não perguntei diretamente e não falei o nome.

D: Dá pra ver que você tá gostando, isso é bom.
I: Simmm, você devia ir. Sério, amor, vai te ajudar muito. Além disso, não precisa ir toda semana, pode ir só um dia e fazer uma hora.
D: Ehh, sei não, não me chama muita atenção.
I: Só experimenta, se não gostar, eu entendo.

😨 Ei, falando da academia, quando cheguei pra te visitar, saiu um cara de onde você tava.
I: Sim, e daí?
😨 Ué, será que só estavam vocês dois?
I: Não, aquele cara é novo. Além disso, eu tava sozinha quando terminei minha rotina, vi que ele tava comigo, mas tava procurando alguma coisa.
D: Como você sabe que ele é novo e que tava procurando alguma coisa?
I: Fácil, só vejo ele na academia agora. Além disso, o Javi tava mostrando o lugar pra ele, e bom, é porque ele me perguntou se não... tinha visto a carteira dela
D: ah isso explica tudo (falei meio estranho por causa da resposta dela)
I: sim, por quê? ciúmezinho? jijiji
D: não, nada, só achei estranho você estar sozinha, além disso na academia parecia que tinha gente no andar de baixo, por que só naquele andar tinha gente e em cima não?
I: ohh, bom, é que acabaram de construir o segundo andar e eu já estreiei jijiji
D: isso explica por que o lugar parecia bem arrumado e limpo
I: verdade, mas tá de boa, lá embaixo são só máquinas e quase não tinha espaço, na verdade a maioria dos exercícios que a gente fazia tinha que fazer lá fora
D: mmmmmm, tá bom

Ficamos em silêncio, não consegui mais continuar a conversa porque
Que estranho minha mãe ter dito que não conhece o Oscar, quando claramente eu vi e ouvi eles interagindo
Sinceramente, fiquei chateado da minha mãe estar escondendo essas coisas de mim
Podia ter dito que é "mentira", mas na real não queria estragar a noite dela, e dava pra ver que ela já tava afim de sair comigo
Então preferi ficar quieto, não quero que ela pense mal do filho dela
Vocês vão dizer "como você pode falar isso, que ela vai pensar mal de você só por isso?"
Sim, é verdade, mas não queria correr o risco de falar que tava espionando ela, e ela podia pensar bem ou mal de mim
Mas essas ações pequenas, como espionar, são a semente suficiente pra cultivar desconfiança, e uma vez cultivada, com o tempo vai crescendo
Não é errado espionar de vez em quando, só tô dizendo que você tem que fazer no momento certo
O que aconteceu hoje não foi, porque ela tem me respeitado, e seria bom fazer o mesmo
Além disso, não tenho por que me preocupar, ela já é uma mulher madura, ela sabe o que faz, acho

Quando chegamos na cozinha da dona Lety, jantamos
Minha mãe aproveitou pra conversar com ela, e bom que naquela hora da noite já tinha pouca gente, então ficamos bem à vontade
Chegamos em casa, minha mãe me abraçou tão forte e me agradeceu com um beijo na bochecha
Coitada da minha mãe, só queria isso: estar com alguém, estar com o filho querido dela
D: gostou, mãe?
I: Siii, muito obrigada, como eu te amo, amor D : eu também te amo, mãe I: o que você vai fazer amanhã? D : ir pra escola pra ver os próximos planos do meu último ano I: bom, espero que dê tempo e a gente possa sair pra praça D : ver roupa, né? I: siii, vi uns tênis bonitos... D : cê sabe que eu não gosto de ir só pra fazer isso I: eu sei, mas se quiser a gente pode fazer outra coisa D : mmmm vamos dormir e quando eu chegar a gente sai, tá? I: tá bom, mas obrigada por hoje, boa noite, Dany D : igualmente, mãe, descansa Ai, que noite! Mesmo ainda estando um pouco puto com a mentira da minha mãe, mas pensando bem... mmmm, sei lá, tem algo estranho aqui No dia seguinte fui pra escola só pra matar tempo com uns amigos. Aí um dos meus amigos me chamou pra competir com outro grupo no futebol Chamaram vários pra ter mais gente e a gente juntar a grana e alugar um campo maneiro pra jogar Eu topei, já tava precisando sair com os amigos também, só conseguimos nos ver nos aniversários Todo empolgado e confiante, peguei meu celular pra avisar minha mãe que ia chegar tarde, mas não lembrava que já tinha planos com ela D : e aí, mãe I: oi, filho, como cê tá? Já tô pronta D : pronta pra quê? I: pra sair hoje, ainda não cheguei, mas tenho uma boa ideia (É verdade, porra, não lembrei) foi o que pensei D : era hoje? I: sim, hoje D : olha, me desculpa, mas não vou poder. Uns amigos da escola organizaram uma parada legal pra todo mundo e, bom, cê sabe, por causa dos estudos a gente não teve chance de se juntar, então... I: ah, entendo. E cê tem razão, precisa sair pra se distrair, não só comigo D : sim, me desculpa, mãe, eu sei que prometi, mas... I: não se preocupa, meu amor, a gente vai ter outra chance. Sem problema, vai se divertir, mas me promete que vai tomar cuidado na rua D : prometo, e de verdade, desculpa, mãe I: tá bem, filho, te amo, se cuida D : igual, chega em casa bem Que filho de merda, me sinto horrível por cancelar assim com a minha mãe, mas só vai ser por hoje. Quando terminei com os amigos, voltei pra casa. Ao vê-la, tentava esconder o incômodo com um sorriso. Quando tentei me desculpar, ela me interrompeu dizendo pra não me preocupar mais.

D: — Ei, amanhã é sábado e agora não tenho nada pra fazer. Que tal a gente sair?
I: — Tá bom, e vamos fingir que hoje não aconteceu nada.
D: — Não, é mais pra compensar. Vamos na praça.
I: — Sério? Não, não quero que você se sinta desconfortável.
D: — Não, de verdade, eu te devo essa, e acho justo compensar assim.
I: — Obrigada, e fica tranquilo. Se você se comportar, compro o que você quiser.

Nisso, meu celular tocou. Era um dos meus amigos.
— Dany, fala aí.
D: — Fala, o que foi?
— Ah, esqueci de te contar. Tô vendo que a gente tá planejando sair da cidade pra acampar, mas não num parquezinho não. Meu tio conhece uma mata onde a gente pode ficar, mas uma de verdade.
D: — Massa!! Curti a ideia. Mas cê me ligou pra pedir grana ou pra me chamar? Porque eu já te conheço, seu safado...
— Não, não, não. Tô te avisando pra você ir com a gente. Já que a gente só tem uma semana de folga antes de voltar pra facul, seria bom sair da rotina.
D: — Beleza então, tô dentro. Quando a gente vai?
I: — Tudo bem?
D: — Ei, cara, me dá um minuto. Sim, mãe, tudo bem. É que a gente quer ir acampar, eu e os caras.
I: — Que bom!!! Vai, vai, eu dou o maior apoio, hahaha.
D: — Fala logo, então. Quando é?
— Amanhã.
D: — ........
I: — O que foi? Quando vocês vão?
D: — Sério?
— Sim, a gente vai ficar quatro dias, então já vai se preparando. A gente já tem as barracas e passa aqui amanhã de tarde, umas 13h.
D: — Uffa, beleza, cara. Então a gente se vê amanhã, se cuida.
I: — O quê? Por que essa cara?
D: — Eu vou amanhã.
I: — Ah, que horas?
D: — 13h, hahaha. Mãe, ahhh, desculpa.
I: — Hahaha, fica tranquilo. Quando você voltar, a gente sai.
D: — Desculpa mesmo.
I: — Já foi, Dany. Não tô brava. Fico feliz que você vai poder descansar e sair da cidade. É a melhor ideia pra relaxar. Então vai, filho.
D: — Quando eu voltar, prometo que vou ficar com você.
I: — Tá bom. Com cuidado, vou estar te esperando. De novo deixando minha querida mãe de lado, sozinha. Ela esperando e esperando eu chegar, criando ilusão, e no final eu deixei ela na mão. Me sinto um filho de merda. Quando fui com os amigos, foi dahora, só nós e nossas besteiras, só que dava saudade da internet, hehehe. Não, sério, eu ficava me perguntando: o que será que minha mãe tá fazendo? Ah, provavelmente tá limpando e cozinhando, mas quanto mais eu pensava, algo dentro de mim me deixava desconfortável. Mas beleza, quando chegou o último dia, a gente ficou ao redor da fogueira pra comemorar e brindar um descanso e ideia foda. A melhor forma de terminar é confessar uns bagulhos marcantes, podia ser qualquer coisa que tivesse acontecido com a gente, mas um dos meus amigos roubou a cena. – Beleza, Lucas, é tua vez, filho da puta. Alguma coisa que queira confessar? L: Uff, são várias hehehe, mas entre nós, confesso que tô morrendo de vontade de comer a Foxy da minha vizinha. – Porra, seu porco, só pensa em sexo, a gente tá aqui curtindo. L: Não, espera, deixa eu contar o que eu vi. – Fala aí, primeiro, quem da sua vizinha? A Ceci? L: Não, Ceci é uma santa, tô falando da mãe dela. Todos: Não fode! – Porra, seu porco, é uma senhora, respeita. L: Ahhh, mas quando eu contar, vocês não vão ver ela do mesmo jeito. – Fala aí, porco. Lucas contou que a vizinha dele, Verônica, mulher de 51 anos, casada e mãe de 3 filhos, tava dando chifre no marido. Lucas mencionou que sempre ouvia a vizinha discutindo com o marido, mesmo tendo uma distância boa entre as casas, mas o ponto é que um dia à noite, Lucas chegou no quarto dele pra dormir. Quando foi fechar a persiana, viu a vizinha pelada fazendo uns movimentos rápidos e agitados com a cabeça. Isso mesmo, dona Vero tava traindo o marido. Lucas garantiu porque o cara que tava com ela não era alguém da idade dela, era um jovem. Lucas contou que pegou o celular pra dar zoom com a câmera e ver melhor, até tirou fotos e mostrou pra gente. Todo mundo ficou de cara. Que se a gente conhecia a dona Vera e ela era uma mulher tão educada, séria e muito fiel... Mas já era!! O Lucas se animou pra caralho quando viu os gostos da vizinha e mais ainda quando viu como ela se mexia, como beijava o jovem amante dela com tanta paixão. Todo mundo achou que o moleque tinha uns 24 anos, quase da nossa idade. Mas o Lucas disse que não. Quando eles terminaram e o garoto saiu de casa, ele conseguiu ver melhor: o moleque tinha acabado de fazer 18 anos. Ele conhece ele porque é vizinho também. Todos os meus amigos ficaram com vontade de ver mais, e o Lucas aproveitou que podia dar mais dessa história por dinheiro. Eu quase não queria entrar nessa de sacanagem, mas admito que senti meu corpo pegar fogo de repente com um calor intenso ao ver as primeiras fotos. Nisso: — Bom, vamos logo!!! A noite tá passando e ainda falta, então Lucas, termina logo teu conto. L: Só quero dizer que se minha vizinha tiver afim, eu vou visitar ela sim. — Uffff, filho da puta, já imaginei ela, hehehe, mas não ia ser ruim visitar ela, hehehe. — Bom, então fechou, mas lembrem-se, ela ainda é casada. Não vamos ser uns cuzões e meter ela em encrenca. — É verdade, o marido dela, não se enganem, aquele filho da puta é capaz de pagar. — Mas isso era quando ele bebia. — Não, caralho, isso os irmãos dela falavam pra não meter ele em problema. — De qualquer forma, vamos ser discretos. Agora é sua vez, Dany. L: Ei, Dany, gostou? Hahaha, acorda, cara. D: Desculpa, mas uau, isso me fez pensar. — Bom, agora é sua vez. — Ei, sua mãe vai na academia, né? Digo porque passei por lá e achei que vi ela. D: Sim, por quê? — Bom, não vai ficar puto, mas sua mãe é bem... gostosa, e numa academia a gente encontra as melhores. D: Já entendi, mas acho que não, minha mãe vai pelo que tem que fazer. — Já que a gente tá confessando, eu, como amigo, te digo que sua mãe, Dany, eu não acredito que ela seja uma santa também. D: Já entendi, caralho. Eu sei que minha mãe é uma mulher atraente, mas se vocês vão ficar de sacanagem com ela, já aviso que não vou deixar faltarem com respeito. — Ah, sim, o valentão. — Cala a boca. Não, não tô falando isso. Tô te contando porque um dia... Vi sua mãe jantando com um garoto — nãoooo Ivett, saindo com alguém que não é o filho dela. L: já conta os detalhes — olha, eu não sei, mas me pareceu vê-la, mas tenho certeza de que o garoto que estava com ela se agarrava demais. — Já, seus putos, melhor deixarem ele falar. D: mmmmmmm, não, eu não acho que minha mãe seja capaz de se envolver com um moleque, porque ele é um moleque, é uma merda idiota. L: bom, Dany, a gente nunca sabe, agora tá na moda mulheres milf estarem mais interessadas em caras da nossa idade, exemplo, dona Vero. D: sim, mas ela deve ter suas razões, e é problema do casamento dela, minha mãe tá bem. — Tem certeza? D: mmmmmmm, puta mãe... tá bem, vou contar uma coisa muito estranha que vi. Contei pros meus amigos o que aconteceu naquela noite e também falei da mentira que ela me disse, "que não conhecia aquele garoto". Todos com sorrisos de filhos da puta me olhando, de raiva por vê-los assim, me levantei e falei que 😨 minha mãe tem o direito de conhecer quem ela quiser, mas se vocês vão ficar de porcos olhando pra ela, com prazer vou contar pra todo mundo o que a gente confessou. — Calma, Dany, só brincamos, não é, garoto? Todos: sim, sim. — Sim, calma, estamos entre amigos, mas também nos entenda, a gente fica impressionado que sua mãe esteja passando por isso, ninguém imaginava que ia acontecer. L: olha, Dany, talvez você não goste e esteja em dúvida, e é normal, caralho, mas entenda que sua mãe tem um bom motivo pra meter alguém na cama. — Já, seus putos. L: não, deixa eu te dizer, não pense que sua mãe vai durar pra sempre com sua companhia, e ela não é burra, sabe muito bem que você não vai estar sempre com ela, e esse é o bom motivo de ela estar agindo assim, é por medo de ficar sozinha. D:.......... — Olha, Dany, talvez você não sinta, mas nem todo mundo tem essa resistência de aguentar ficar sozinho, sempre vamos precisar da companhia de alguém. — Mas olha, se você tá preocupado, passa mais tempo com ela, aproveita, não nega nada a ela, faz coisas que ela quer fazer. D: mmmmmmm, verdade, mas eu me recuso a pensar assim, é... Minha mãe e eu conhecemos ela bem. Se for com um homem, até vai, mas com um moleque não. Daí a gente encerrou o assunto, ninguém falou mais nada, e o Lucas continuou contando sobre a vizinha dele. O dia do acampamento acabou. É hora de voltar. Quando estávamos no meio do caminho, um pneu furou, e lá ficamos nós, 5 caras trocando um pneu kkkk. O estepe que eles tinham não aguentava alta velocidade, então não teve jeito, tivemos que ir devagar, e no ritmo que estávamos, não deu pra chegar com luz do dia. Claro, avisei minha mãe pra não preocupar ela, uma mensagem bastou. Levou horas pra chegar, comer no caminho e arrumar o pneu. Mas finalmente cheguei em casa. Subi a cabeça satisfeito por ter chegado, mas notei que a casa estava com as luzes completamente apagadas. Achei que minha mãe já devia ter dormido ou estava na academia. Mas lembrei que dia era hoje, e hoje não é dia de academia pra minha mãe. Ao entrar, a primeira coisa que fiz foi ver o quarto dela, e não, nada, não tinha ninguém, mamãe não estava, a casa estava literalmente vazia. Depois de alguns minutos, a porta toca. Desci rápido pra ver se era ela e... D e I: AHHHH!!!! I: que susto kkkk Dany!! Por que você não me disse que já estava aqui? D: caramba, acabei de chegar e pensei que você já estivesse dormindo, por isso não acendi as luzes pra não incomodar. I: kkkk não, tive que sair. D: é, já percebi... mas por que tão despenteada e bem vestida? I: ah, isso é... bem, fui na academia. D: mas hoje não é seu dia. I: sim, eu sei, mas é que o Javi me chamou pra resolver um negócio dos meus pagamentos, e fui, resolvemos o mal-entendido, e voltei correndo. D: com esses botins de salto agulha você correu? I: bem, filho, tem que experimentar coisas novas, e não é tão difícil. D: ok, você sabe que não tô acreditando em você, né? Mãe, eu não sei o que tá rolando, mas vou respeitar o que você quiser fazer na minha ausência, porque você é minha mãe e eu gosto de te ver feliz com o que você faz. I: certo, desculpa, querido. Não quis te contar nada porque achei que você ia ficar chateado se eu saísse sozinha. D: então, onde você estava? I: fui no aniversário de uma amiga que não via há anos, mas lembrei que você vinha e vim correndo pra te receber.
D: Só um aniversário? Era tão difícil me dizer isso? Por favor, mãe, você não é uma criança. Faz o que quiser, mas é inacreditável você mentir desse jeito.
I: Eu sei, e me desculpa de verdade. Ultimamente não sei, me sinto insegura. É que às vezes você fica com um gênio que, sinceramente, acho que te incomodo demais.
D: Bom, admito que ando de mau humor por causa da escola, mas olha, não vou descontar em você assim. E se for isso, me perdoa, mãe. Eu te amo muito.
I: Fico feliz em ver que você reconhece isso. Que tal você me contar como foi seu dia e ver se trouxe uma lembrancinha pra mim?
D: Tudo bem, mas primeiro deixa eu tomar um banho. Enquanto isso, atende — seu celular tá vibrando.
I: Hã? Ahhh, olha!!! Que bom ouvido você tem. Bom, vai se arrumando que eu vou ligar o aquecedor pra você tomar banho, porque, mãe do céu, olha como você vem. E não vai deitar assim com essa roupa.
D: Jejeje, tá bom, já vou. Mas sério, atende, parece ser urgente.
Subi pra tirar tudo e entrar no chuveiro, mas depois do que aconteceu agora, senti que dentro de mim tava me avisando, tipo me alertando de algo. E quanto mais eu ignorava esse impulso, minha mente dizia: "o celular".
Voltei pra pelo menos ouvir a conversa que minha mãe tava tendo com o sujeito que ligou.
I: Boa noite, sim, já tô em casa. Ai, que lindo, mas não, verdade, tô muito feliz que você me convidou, obrigada. Espero que tenha gostado. Faz tempo que não me divirto assim.
Sim, é uma pena, mas mmm, bom, não sei se foi certo ou não, mas por favor, não comenta nada. Te contei porque era seu dia e, além disso, você é muito legal comigo, então merece.
Não, hahaha, como assim, não, não. Mmm, faz tempo que não faço isso, só no meu filho, mas na bochecha, hahaha, bobo.
Assim? O que você gostou mais, eu ou seu presente?
Ai, obrigada.
Bom, foi um dia incrível e de novo, obrigada. Ah, e lembra. Fala baixinho, por favor. Não vou te responder isso, hahaha. Bom, Oscar, descansa, espero te ver na academia. Depende, se meu filho estiver ocupado, aceito seu convite com prazer. Bom, a gente se vê, tchau. Fiquei impactado com o que ouvi, subi rápido pra entrar no banheiro, mas repetia na minha mente: "Caralho, caralho, caralho." Será que minha mãe foi virar uma puta com aquele moleque? Não me fode, e o pior é que minha mente explodiu, não conseguia mais organizar meus pensamentos. Aqueles filhos da puta dos meus amigos tinham razão. Não, sério, não conseguia organizar minha mente, tava girando e girando. I: Dany, querido, a água quente já tá pronta, te espero na sala. Mas o que você gostaria de tomar, café ou chá? Continua... Pô, que problemão, não acham? Mas isso tá só começando. Desculpem eu não estar adicionando ação ou descrição sexual, porque essa história vai ser um pouco mais longa, mas já estamos nas melhores partes. Se tiver um bom apoio, com prazer eu posto a próxima parte o mais rápido possível, seja por pontos, comentários ou adicionando aos favoritos. Com qualquer uma dessas opções, me sinto mais animado pra contar a história melhor. Bom, se cuidem e a gente se vê em breve.

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