Imagina que você está de olhos fechados. De repente, uma voz suave, mas grave, fala por trás de você e, sussurrando no seu ouvido, diz: "você vai desejar não ter acordado esta manhã". Amanda sente um arrepio na pele, enquanto o coração dela para. Ela não consegue gritar, porque tem uma espécie de fita na boca. Também não consegue se mexer, porque tem as mãos e os pés amarrados. Só pode concordar com a voz que falava no ouvido dela. Então, ela sente que o homem que estava atrás dela se move e fica na frente dela. Ela sabe disso porque sente a saia deslizando suavemente para cima. E uma mão jovem acaricia a coxa dela. Amanda fica inquieta, mas parece que até a cadeira está fixada no chão. Não tem saída. Também não vai ter nenhum Superman naquela noite. Ela respira ofegante quando sente a mão segurar a calcinha dela e puxar até os joelhos. Parece que o jovem a admira e a "explora". Ela ouve uma tesoura cortar a roupa íntima dela. Fecha as pernas o máximo que pode. Lembra quando surgiu a discussão com Milagros sobre se deviam ou não depilar. A amiga dela insistia que, se aquilo estava ali, era por algum motivo. Ela ficou triste quando, ainda nova, descobriu que cresciam aqueles pelinhos feios. Por isso, não os suportava. Estava quase tão depilada quanto quando era criança. — Quer que eu tire a venda dos seus olhos? — disse o jovem. Ela concordou com a cabeça. Quando abriu os olhos, e depois de se acostumar com a luz, viu um jovem com uma máscara de palhaço. Sem dúvida, dava medo. Mas mais medo ainda deu o que aconteceu em seguida... a sorte dela estava lançada. E o que ela viu não indicava uma noite tranquila. CONTINUA
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